Textos sobre Sonhos
O amor é um amanhecer de sonhos dentro de nós.
Quem sente o amor, deixe - se transbordar.
Seja leve, permita - se voar
e a outros destinos chegar.
O que importa é amar.
Ser amor, ser amado.
Não deixe de sonhar, de acreditar
que um dia tudo há de se realizar.
Deixe o amor sempre despertar dentro de você.
Como árvore que dá fruto, nos faz crescer, florescer.
O amor é força que nos faz viver.
O amor é um amanhecer de sonhos dentro de nós.
Amor que traz os sorrisos, os versos que por ti rabisco.
O amor amanheceu em nós
quando o teu olhar rimou com o meu.
O amor amanheceu em nós
quando o meu coração abraçou o teu.
Jamais adormecerá os sonhos de quem deixa o amor os embalar.
O amor é o nosso lar.
E contigo... Sempre verei o sol brilhar!
Cheia de encantos,
curvas e sonhos.
Assim é ser mulher.
Dona de si,
ela sabe o
caminho que
deseja seguir.
Ela sabe o que
faz sua alma feliz.
Ela deseja amar,
se amar,
ser amada...
Como ela é...
Ser mulher
é florescer
a cada amanhecer.
Desejando em
meio às tempestades
da vida, um
amor e um sorriso
á lhe compreender.
Sonho em poesia
E quando a noite vem,
é em ti que desejo
me aconchegar.
Até o sol vir nos despertar.
Mas por enquanto
sonho - te.
É tão bom, que o
meu sorriso
não passa despercebido.
Em uma dessas noites,
encontrei você.
Tudo tão mágico!
Você vinha em
minha direção e
me abraçava.
Pude sentir
a sua pele quente
e macia.
Não houve
necessidade de
palavras.
Apenas toque e olhares.
Eu te despi.
Você despiu à mim.
E mais um daqueles
seus abraços
que me protegem.
O lugar de onde
não quero sair.
Fizemos o amor
mais lindo.
No silêncio da noite,
ouvia - se apenas
nossa respiração.
Em teus braços,
enfim adormeci.
O seu beijo
despertou - me.
O sol nos saudou
desejando - nos
bom dia!
Despertei do sonho
ainda sentindo
os seus carinhos.
Pensei em ti.
E uma mensagem
tua recebi .
Que alegria!
Nosso amor é pura sintonia.
Nosso amor é sonho em poesia.
Se o amor lhe sorrir, deixe - se amar.
Permita o sentir.
Deixe o amor se aconchegar,
teu sonhos embalar.
Deixe - se inspirar,
a poesia te enlevar.
E mesmo que mudem as estações,
que possam juntos florescer.
Bem vindo seja o amanhecer
de quem permite ser amor,
a dádiva que nos faz viver.
Poesia Da Vida
Sabe, mesmo no dias mais tempestuosos, eu acredito.
Acredito nos sonhos que se realizam.
Acredito nos destinos por Deus escrito.
Acredito no amor bem vindo que traz sorrisos e paz.
Essa paz que faz carinho na alma.
Acalma.
Parece até canção de ninar.
Deixo - me embriagar pela poesia da vida.
O céu multicor.
As nuvens que desenham esse mesmo céu.
A natureza infinita de coisas lindas, que vão além dos olhos para enxergar tantas belezas divinas.
Uma canção que se ouve e afaga o coração, também é poesia da vida.
Um filme, um abraço, um beijo…
Poesias da vida.
Que enchem nossos olhos de esperança.
Que faz transbordar de amor quando a gente desperta e lá fora há sol para nossos caminhos iluminar.
Nossas mentes alumiar.
Nossa alma serenar.
Mas e se houver chuva?
É poesia da vida também?
Com trovoadas e ventanias?
Porta e janelas batendo?
Sim, eu respondo.
É poesia da vida sentir a chuva, o vento.
Ouvir portas e janelas batendo.
Tudo é temporário.
Não se espante.
Se encante.
Ame.
Dance.
Permita - se viver a poesia que faz florir o amor em você.
Tudo é temporário.
Tudo é possível.
Tudo bem não estar bem.
Tudo bem estar muito bem.
E que a cada dia, possamos aprender á ser poesia que deságua no coração, no céu, no olhar, na alma de quem sabe e deseja amar.
Poesia da vida é sonhar de olhos abertos.
É ler o olhar de quem se deseja por perto.
É amar sem saber como será o amanhã.
É arriscar?
Sim, eu respondo.
Que graça teria a poesia da vida se eu não transbordar…
De amor.
De desejos.
Medos.
Sou poesia da vida.
E da vida só desejo sorrir mais e mais.
Pois de amor já sou feita.
E a cada dia aprendo um pouquinho mais á ser poesia que cria, aprende, rabisca, chora, se entrega, dança, canta, ama, transborda…
Eu acredito na poesia que é a vida.
Descortinou a lua
para outros mundos adentrar.
Ela só queria ver seus sonhos desabrochar.
Passando por essa porta o que encontrará?
Ela deseja ver o sol seus caminhos iluminar.
Ela deseja segurar as mãos do amor
e florescer junto á ele por onde quer que vá.
Passando por essa porta a felicidade há de lhe abraçar.
Seus sonhos hão de se realizar.
Basta abrir a porta.
Confiar nos caminhos que seu coração te levará.
O amor estará contigo, será seu ombro amigo.
Por todas as estações o amor contigo florescerá.
Muitas portas hão de se abrir, outras podem até fechar.
Desistir jamais.
Com amor os sonhos hão de lhe encontrar.
O amanhecer vem para todos, basta acreditar!
Dorme sobre a flor
a menina que canta o amor.
Desabrochou em seu coração
sonhos que seu sono embalou.
Ela se permitiu ser feliz,
encontrou a paz e sorriu.
Dorme tranquila a menina sobre a flor.
O amanhecer desponta, dentro de si floresce amor.
Ela esqueceu a dor.
Acreditou que a cura está em amar.
Seja a si mesmo.
Seja ao próximo.
Ela se permitiu amar.
Ela é o amor.
Ela é par.
Ele é o sonho que ela sabia que um dia haveria de encontrar.
Fez de seu abraço seu lar.
Dorme sobre a flor
a menina que canta o amor.
Ela sabia que o amor haveria de chegar
quando a flor começasse a desabrochar.
Ele é seu par.
No outono florescem sonhos que jamais adormecem.
Céu estrelado, vento á lhe sussurrar...
Permita o amor lhe abraçar.
Ser - te paz.
Permita - se sorrir.
Ser feliz.
Tatiane Oliveira
Beija Flor lhe sussurrou:
Segue o seu caminho,
abrace a vida com carinho.
Seja amor que faz desabrochar flor.
Seja amor que acolhe, afasta a dor.
Seja amor que amanhece em paz.
Seja amor espalhando o bem sem olhar aquém.
Plante amor e colherá sorrisos, tão bem vindos!
Tatiane Oliveira
Deixou - se florir, o amor estava á lhe sorrir.
Seu coração sereno está, o amor é o bem que lhe apraz.
Tatiane Oliveira
Despertar de um novo dia.
Despertar de sonhos que nos fazem querer viver.
Há tanto para agradecer.
Admirar.
Amar.
Há tanto para sorrir, sentir - se feliz.
Sejamos as mãos amiga.
Estendidas.
Para acolher.
Sejamos ouvidos.
Para ouvir as canções.
O canto de um pássaro.
O cair da chuva.
Sejamos os olhos.
Doces.
Afáveis.
Amigo.
Aquele olhar que enxerga além do que temos, somos.
Sejamos coração.
Para amar.
Entregar.
Encorajar.
Arriscar.
Importar.
Amor para todos os dias encantar.
Fazer bons pensamentos germinar.
Bons sentimentos em qualquer estação florescer.
Amor para silenciar, compreender que pode ventar que o amor resistirá.
Somos força.
Coragem.
Par.
Despertou com a chuva que caía,
lembrou - se do sonho e sorriu.
Olhou pela janela, já era primavera.
Olhou para si, estava despenteada e feliz.
Não havia mais dor, permitiu ser amor.
Lembrou - se do sonho, do abraço acolhedor.
Sorriu.
É primavera, o sonho não é uma quimera, e tu estás aqui.
Não vais mais partir.
Meu coração é paz e quer você junto a mim.
É primavera, tempo de FloreSer
os meus dias para colher amor dentro de mim.
Mas não importa qual seja a estação, basta a mim acreditar que eu posso florir o meu existir.
A chuva parou.
Me acompanha nessa caminhada?
Segure as minhas mãos e
vem comigo transcender amor.
Vamos juntos FloreSer.
Vamos viver o amor,
a cura para toda a dor.
A música fala nos meus silêncios,
toca minh'alma,
meus sonhos embala.
A música meu coração acalma,
faz sorrir, faz chorar.
Faz o amor desabrochar,
a poesia rimar, a felicidade transbordar.
A música fala nos meus silêncios,
alivia os tormentos, serena os pensamentos.
A música fala o que o coração quer ouvir, que o amor traz consigo um amanhecer de sorrisos e flores perfumando os caminhos que hei de seguir.
A música fala nos meus silêncios,
traz esperança, revela sentimentos.
A música que toca em mim está em sintonia contigo.
Amor é harmonia,
amar é infinito.
A música é a sua voz que deixa meu mundo mais bonito.
Sonhos
Há 25 anos eu não existia e em 2125 eu não existirei mais.
E, nesse curto espaço de tempo, estou aprendendo que os erros cometidos é a principal parte para nos evoluir e, quanto mais tentamos mais erramos.
É assim com tudo!
E, se eu morrer hoje, já consegui o que eu mais queria, tentar me tornar melhor a cada dia.
É no silêncio que se trabalha. Se tiver um sonho, se cale, não fale.
E sempre que as críticas forem duras, sejam direcionadas para lhe ferir, se cale, apenas siga e se foque.
Os que lhe disseram "Não vais conseguir", eles mesmos vão vir atrás de vc.
Não permita que entrem em sua vida novamente, não semeie tempestade, apenas continue sua jornada.
A vitória foi sua e o mérito é seu.
🙏
Peguei no sono, adormeci.
Em sonho, acordei em uma cidade pouco evoluída, dei-me conta de minhas vestes, eram muitas camadas que me cobria.
Um creme levemente alaranjado, como um envelope de papel pardo desbotado, era a camisa de botões, que cobria a brancura do algodão da primeira camisa que me vestia.
Havia um pano grosso de linho marrom, como bombom de chocolate ao leite, cobrindo meus membros inferiores, preso a cintura pelo cinto de couro que um belo brasão reluzente possuía.
Nos pés, um couro talhado, de crocodilo ou cobra brilhando, quase meu rosto reluzia.
Um lenço circulava o pescoço e as pontas do laço protuberânte, balançava ao vento.
Um lindo chapéu elegante, não anacrônico a idade medieval, redondo e cinza, minha cabeça protegia.
Parei de reparar em mim, quando avistei uma linda donzela, com quilos de roupas, armadas e longas, que não tirava os olhos de mim.
Seus cabelos, eram altos, claros, escuros, enrolados e lisos, pois subiam uma armação de tubos e ao mesmo tempo se derramavam pelos ombros, ultrapassando-os com folga.
O generoso decote, não condizia com tanto de roupa que vestia, mas parecia normal, só eu abismado olhando sorria.
Tentei me aproximar, mas a donzela assustada pelo trote acelerado da carruagem que pela rua descia, subiu a elevada calçada e entrou em uma loja disputada por tantos fregueses que a enchia.
Decidi conhecer o local, apesar dos olhares que me seguiam, tudo parecia normal, e fui reconhecendo o terreno devagarinho.
Quatro horas da tarde, soube disso pelas vezes que o sino dal igreja tocou, me dirigi para o bar, que tinha por nome Saloom, lá, fiz amizades, e uma delas é o João.
Nem alto, nem baixo, nem magro nem gordo, nem bonito nem feio, nem rico, nem pobre, era uma pessoa comum.
João gostava de dançar, e isso lhe rendeu grandes nomes, os homens desta época, não dançam.
Pietra, era uma jovem de cabelos ruivos de pele bem branca pintada por sardas , e quando envergonhada, sua pele, bem vermelha ficava;
Ela gostava de jogar, mas nem sempre era aceita na mesa, pois esse é um tempo que damas não jogam, quando fazem, são em locais clandestinos.
Grande, digo, avantajado entre os normais era o Adail, que sobressaia na multidão, não só pela altura, mas também pelo porte físico que o deixará semelhante a um "guarda roupas" de tão alto e forte que era.
Lucas, era bem magro, ágil e muito esperto, até demais, o que para ele era bom, muita gente incomodava.
Por último, o Amarildo, sua pele escura contrastava com seus olhos claros, sua arcaria dentária impecável, branca e alinhada, provocava inveja a muitos.
Sempre que nos reuníamos, a falante Pietra tentava nos convencer a sair da cidade, mas sem dinheiro, os planos só ficavam no ar e em nosso imaginário
Certo dia, o xerife precisou se ausentar, mas antes de fazê-lo me nomeou xerife interino em seu lugar.
A cidade sempre foi calma, talvez por conta da reputação do xerife, que além alto e forte era rápido e bom de gatilho.
Na noite de uma sexta-feira, a calmaria deu lugar a confusão, a rotina de sossego foi quebrada pelo bando chefiado por Maldoque, que invadiu a cidade, querendo o banco assaltar.
Maldoque, tinha cinco capangas em seu bando, era não era o mais forte, nem o mais sábio, mas todos, suas ordens seguiam.
Eu era xerife na ocasião, mas nem sabia atirar, e havia apenas um guarda comigo, acoado, decidi um plano bolar.
Chamei meus amigos fiéis, expliquei tudo sobre o plano que tive, e para cima do bando de Maldoque, decidimos fazer a investida.
Vencemos sem disparar um único tiro, e a prisão ficou pequena para o bando que para cadeia foram dormindo.
No dia seguinte ao ocorrido a bela e para mim desconhecida donzela, me encontrou no caminho.
Educado, tirei o chapéu, inclei-me um pouco e simultaneamente dei-lhe um bom dia.
Ela, com brilho nos olhos e escancarado sorriso, além do bom dia, disse-me: Posso te perguntar? Endireiti-me, de postura bem ereta, peito estufado e ombros jogados levemente para trás, comecei a narrar o ocorrido, o dia que tronei-me herói para cidade.
- Querida donzela, não sei o seu nome, careço dessa informação para continuar nossa prossa.
- Ah meu querido xerife, como isso pode acontecer, perdoe-me por tamanho despreparo, me chamo Danica, sou filha do escrivão.
- Então vamos começar de novo. Beijei a mão da jovem donzela, do jeito mais tradicional no tempo antigo, inclinado-me, e mão direta pensando a dela, é na esquerda meu chapéu engraçado encostado em meu peito.
Disse: Prazer, sou o xerife Júnior, seu humilde servo, donzela Danica.
Danica, levando a mão a boca, simulava esconder o sorriso, enquanto ria. Terminada a encenação da cerimônia, comecei a contar o causo.
Naquela manhã fui pego de surpresa com a notícia que o bando de Maldoque estava na cidade , imediatamente mandei chamar meus amigos, e enquanto isso, elaborei o seguinte plano.
Lucas, que é muito veloz e ágil, foi na casa do veterinário pegar alguns frascos de tranquilizante que o doutor usava em seus pet pacientes.
Enquanto isso, João e Amarildo, buscaram mantimentos na venda , para fazermos uma deliciosa ceia.
Convidei Pietra para ir ao encontro do bando para e oferecer o jantar, como alguém com medo, que quer agradar.
Jantar aceito, levamos muita comida regada com vinho batizado, e Adail era nosso trunfo, se era bom de briga não sei, mas intimidava é servia para nós como escudo.
A Bela Pietra, dançou com João para enquanto os destruídos bandidos comiam e bebeiam, e pouco tempo depois do espetáculo, com cabeça na mesa ou caidos no chão dormiram.
Antes que o efeito do tranquilizante acabasse, todo o bando encarcerados a cadeia lotaram.
Acordaram irritados, mas sem armas, e atrás das grades só o que podiam fazer era reclamar.
Foi assim, sem nenhum tiro, recuperamos o dinheiro do banco e prendemos os bandidos.
A moça, talvez sapiossexual, com olhar que me devorva, sem palavras alguma dizia que conhecer mais de mim, queria.
A conversa tomou rumo diversos e minutos, transformaram-se em horas, até que um singelo convite da dama Danica, me surpreendeu alegre positivamente.
- xerife, vem jantar hoje em nossa casa, mamãe te acha um bom homem, e papai do Senhor de falar não para.
Aceitei o convite, e as seis horas marquei de chegar. Para não ir de mãos vazias, corri para falar com a pietra para saber o que eu poderia levar.
Pietra, antes de tudo, sacudiu a poeira de minha roupa, na altura dos ombros e peito, e disse primeiro vamos melhorar esse vestuário.
Escolheu roupas, que a seus olhos parecia melhores, um bouquer de flores me fez encomendar, e na venda, doce de leite e outros me fez comprar para alegrar a mesa da casa que iria jantar.
Amarildo, era poeta, metido a galã, me dava dicas para jovem impressionar, não dei muito atenção, pois eram palavras difíceis, poderia me atrapalhar, resolvi ser eu mesmo.
Danica estava linda naquela noite, sua mãe falava demais, e nosso flertar impedia. O pai dela tabelião respeitado, dizia sobre o plano de ser prefeito e as melhorias que queria fazer na cidade.
Comemos uma ave grande, bonita, assada, macarrão, e vinho era bebida.
Só na despedida após o jantar pude ficar momentos sozinho com Danica.
Seu cheiro, me atraia, e a bela boca desenhada, coberta pela camada do rubro batom, me seduzia.
O decote era desprocional as vestes, mas com o tempo acostumei com o costume da época.
Filosofei minhas ideias, e compartilhei o conhecimento que tinha, para impressionar a donzela sapioafetiva.
Não querendo ir, mas já era tarde, chegou a hora da despedida, arraquei um beijo, não roubado, porque ambos queriam, e foi demorado por ser correspondido, tanto que ativou todos os primitivo dos instintos masculino.
Parei, sem querer me afastar, os olhos em chamas, congelados, se encaravam.
O silêncio foi interrompido quando falamos simultaneamente, e cedendo a vez um para o outro, frase alguma era proferida, voltamos a nos beijar, era mais caliente esse beijo, com minha mão direita segurando sua nuca e com a esquerda seu quadril puxava para mim.
Ficamos sem ar, e meio ofegante, Danica disse: é malhor eu entrar....
Afastei-me um pouco, enquanto a encarava, a vi se recolher sem me dar as costas, fechava a porta enquanto me olhava.
Dei um salto de alegria, como um adolescente empolgado, a muito tempo isso queria, e hoje havia conquistado.
Montei no cavalo, ainda sonhando acordado fui encontrar meus amigos para contar tudo que havia vivido.
Ao chegar, avistei Adail na porta, e ouvia o choro de pietra, juntamente com a voz de Lucas que calma lhe pedia.
- O que houve ? Perguntei três vezes para ouvir a primeira resposta.
- O gato da Pietra, o gato da Pietra.
- morreu?
- caiu no posso, não sabemos nadar, senão morreu, morrerá.
Com roupa e tudo pulei no poço escuro, não era um poço normal, dito tradicional, este tinha um diâmetro de duas rodas de carrogem real, sua profundidade era de três homens altos em pé.
O poço, metade cheio, metade vazio, não afogará o gatinho mingau, ele tava vivo assustado , gato nadando cachorrinho, no poço meio vazio.
Com Mingau nos braços, gritei para que buscassem na venda duas cordas, e orientei que fizessem assim:
Dois de vocês permaneçam do lado direito do poço e atirem a corda, e outros dois do lado esquerdo façam a mesma coisa.
Peguei a primeira corda enrolei bem em meus braços e segurei em sua ponta, fiz o mesmo com outra e pedi que puxasse ao mesmo tempo, e fui assim que subi.
Quase na borda, entreguei o gatinho mingau a Pietra e os desajeitados que me puxavam largaram a corda ao verem a emocionante cena do reencontro dos dois.
Cai de costas na água, mas dessa vez me afoguei, mesmo sabendo nadar a água batia em meu rosto incomodava, acordei.
Era a chuva com vento que molhava minha cama e meu rosto, pois a janela antes de dormi não fechei.
Que sonho meio doido, todos sonhos o São, então foi só mais um, fechei a janela e voltei a dormir, talvez com o infantil e inocente desejo de continuar a sonhar o mesmo sonho, o que não aconteceu.
Vida normal que se segue, é madrugada o dia já é sábado.
Sei que não foi dessa vez,
não fui o suficiente pros teus sonhos,
pra tua liberdade.
Te perguntei quanta liberdade você queria,
e eu daria tudo, só pra ter você
pra sempre do meu lado.
Quanto de amor você precisaria?
Eu daria cada pedaço de mim.
Disse que moveria o mundo por você,
mas nem isso foi preciso.
Não deu tempo.
Te contei meus sonhos, segredos, medos,
até mostrei meus monstros,
mas de nada adiantou.
Na minha alma, na lembrança, na esperança,
sempre haverá teu cheiro, tua voz.
Me negue abraços a partir de hoje,
sem teu corpo, eles são vazios.
Só me deixe tua voz,
pelo resto do tempo que nos resta,
e teu cheiro, pela história que vivemos.
Vou precisar disso pra sempre.
Consigo existir sem você,
mas uma parte de mim
se foi contigo.
Jamais vou esquecer.
Na balsa navegante dos sonhos, encontrei o jardim onde poderia colher as lindas rosas silvestres sem espinhos.
Pode ser ironia!
Más, sem espinhos!
Sem espinhos, a rosa eu arranquei e logo todas as pétalas caíram ao chão.
Aos prantos a roseira se derramou.
Hoje no vasto jardim de dores a roseira silvestre de espinhos eu encontrei.
A rosa não arranquei, o espinho se mostrou!
A linda rosa não chorou, abandonou meus sonhos, com gentileza desabrochou!
No caminho do retorno aos sonhos encontrei jardins de flores em mares de lágrimas.
As flores em cores de sorriso, sorrisos em ritmos de liberdade.
Liberdade que mostra as faces e nuances de um novo amor, amor que nasce em velas de barquinhos soprados em chuvas de sol, em direção ao próprio coração.
As feridas tatuadas em coragem e verdade em calçados de aço e doçura.
Caminhando longas dores com amor e lealdade, jamais curadas perdoadas por quem as craveja.
A luta por ser perdoado disfarça a imensidão de não, não irei ti ferir também.
Assim como os sonhos nascem em nossas almas ao amanhecer, a chance de recomeçar perpétua esses corações.
HOJE
Hoje eu quero viver o que eu nunca vivi. Realizar meus sonhos, buscar meus ideais que ficaram perdidos em algum lugar distante e que agora chegou o momento de resgatá-los. Viver é preciso. Viver é o que nos resta para dar continuidade a uma vida que escolhemos. Viver é assim, recheado de escolhas e decisões. Que nossas escolhas sejam as melhores para o dia de hoje. Que nada fique pendente para amanhã. Que todas as pendências sejam resolvidas da melhor maneira possível...
Sem rumo
Caminhei pelas ruas desse mundo
Busquei nos caminhos do destino
Dancei nos sonhos de minha loucura
Sustentei-me no ar das asas da imaginação
Desloquei-me de minha órbita
Perdi a bússola do tempo
Tive pretensões descabidas
Ouvi a multidão enlouquecida
Senti o silêncio ensurdecedor
Não notei os carros passando
Gente me espionando
Busco... Vasculho
Não acho
Mudo o rumo
Nada encontro
Será que existe
O que realmente procuro?
Do nada me vens ao pensamento
E de lá insistem em não sair
Sonho com o dia
Que me convide ao teu leito
Ou quem sabe na relva poder te amar
Luto contra meus pensamentos
Bocado de ti que permanece comigo
Porém, sonhando ou acordado
Vivo a triste finalização
De ouvir dizer que não me amas
De saber nem no sonho tu me quer.
