Textos sobre Música
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Podem me chamar
E me pedir, e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal, que não faz mal
Podem preparar milhões de festas ao luar
Que não vou ir, melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me intrigar
E até sorrir, e até chorar
E podem mesmo imaginar
O que melhor lhes parecer
Podem espalhar
Que estou cansado de viver
E que é uma pena
Para quem me conheceu
Eu sou mais você e eu
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila, depois de leve, oscila
E cai como uma lágrima de amor
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite passando, passando
Em busca da madrugada, falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade, sim
Podemos falar de futebol
Divagar sobre a temperatura
Comentar os problemas do Irã
Ou o tiro que levou o Reagan
Posso até discutir religião
Ou falar num domingo de sol
Criticar a terrível inflação
O machismo, o racismo, a tortura
Mas daquele amor,
Nem me fale
Não me fale que eu me irrito
Perco a linha
Dou um grito
Depois fico depressivo
Todo cheio de saudade
Pois de uma coisa bonita
Não restou nem amizade
Daquele amor, não me fale
Diga
Essas coisas todas
Essas coisas tolas
Que eu gosto de ouvir
Eu sei
Que todas essas coisas tantas
Que essas coisas todas tontas
São só mentiras de você
Diga
Que o amor foi tudo
Mesmo assim, contudo
Foi bem melhor partir
Eu sei
Por isso, minta, por favor
Diga que sem o meu amor
Você não pode mais viver
Onze e quinze de uma sexta-feira
E para cada minuto da sua bobeira
Quem você ama já tá bebendo
E não vai voltar nem você querendo
Só ouça o meu conselho conselho
Larga a mão de ser trouxa
No lugar que você estava têm outra pessoa
Vai pegar uma balada, beijar outra boca
Vai tirar essa teia de aranha da roupa
Agora eu venho com vários motivos pra reconquistar você
Agora eu venho com mil palavras pra te convencer
Agora eu tenho alternativas pra você escolher
Ouro ou prata, o que o seu dedo vai querer?
É só namoro, a gente casa pra vale
Você tem duas opções para pensar
Sei que dourado é o que mais vai combinar
O que cabe no peito
De maneira indireita
Com sabor contente
Com cheiro de arco-íris
Desejo colorido
Confissões inesperadas
Dados quase revelados
Latente não se afasta
Arquétipo que deflagra
Um tipo recorrente
Vem de repente
Esporadicamente
Não busca por razão
Quer vivência
E também ilusão
faz muito tempo eu quero te falar
faz muito tempo que eu quero esse segredo contar,
mas você nunca está aqui
Sempre está tão distante.
Porque não me escutar?!
ah,ah,
Porque não me escuta?!
ah.ah
eu ia te falar
que meu coração é seu,
mas você não mereceu
essas palavras escutar.
ah,ah
Eu sei que vou chorar,
mas outro vou procurar
Até encontrar alguem..
alguem que me dé valor,
alguem que me escute,
alguem que não riaaaa
quando sério.
alguem que possa dizer
um eu te amo sem ligar
para o a que os outros
vão pensar.
então vou morrer sozinha.
Fiquei inspirado gente.
Algumas vezes eu chorava a noite inteira
Sim, eu chorei
Algumas vezes eu desisti do que era certo
Para fazer aquilo que era errado
Sim, eu estava numa árdua jornada
Com certeza, um longo caminho vem vindo
Sim, está vindo
Tem sido, realmente, duro
Cada passo do caminho
Mas eu acredito, eu acredito
Esta noite a minha mudança virá
Sim, eu digo que
Minha mudança está chegando
Tipo Mônica e Eduardo.
Menina diferente você liga não atende, fica até semana sem olhar pro celular.
Não gosta de balada ela prefere um bom livro, gosta caminhar numa pracinha popular.
Pra ela ficar na minha, mudo toda minha rotina, leio até todos os livros só pra ela agradar.
Não tem como não notar, seu sorriso seu olhar.
Te quero menina singela e bonita.
Me cativou seu jeito de falar, de um tal de Casmurro e de um tal de Nietzsche, não entendi nada, mas deixa pra lá.
É tipo a Mônica e o Eduardo, se eles deu certo a gente também dá.
Nós dois se completa arroz com feijão, deu tudo de bom entao deixa rolar.
Quando eu te vi
Na minha frente
Vi que o amor
É tão diferente
Eu inocente caí sem querer
Foi de repente
Nem deu pra perceber
Eu acho que pirei
Meus pés saíram do chão
Eu posso até voar
Segura o meu coração
Até me belisquei
Será que é ilusão
O que eu senti não dá pra explicar ou cantar numa canção
No céu, o mesmo sol, mas não tem café na mesa
A crise tá sinistra, né? papai não tem empresa
As contas procriaram, assim como essas baratas
O sistema é uma fraude, o menino tá sem fraldas
De onde vim, ninguém bota fé nas habilidades
A sogra vai questionar sua utilidade
Você se sentindo o lixo dessa sociedade
Até quando viver, sem viver de verdade?
Tantos sonhos são desfeitos
Uma mãe que afaga o peito
Seu filho que vai partir
Pra longe vai o imigrante
Pra outra terra distante
Outro caminho a seguir
Mal ele sobe ao navio
Ao coração da-lhe o frio
Das saudades que já tem
E olhando o lenço branco
Que se agita vem-lhe o pranto
E acena pra ninguém
E depois de alguns anos
De esperanças e de desenganos
Pela fé foi que venceu
Mas foi com tanta alegria
Que ele viu chegar o dia
De poder rever os seus
Mas hoje há festa na aldeia
A noite faz-se uma ceia
Pra alguém que vai chegar
Tanto tempo tão distante
Vem de volta o imigrante
Com o coração a cantar
Azar o dele, que não soube ver
Que tinha tudo, e pôs o tudo a perder
Mas ele sabe, no fundo, ele sabe
Que o destino dela, à ele não cabe
Se ele acha besteira o que eu faço
Só porque eu peço meu tempo e espaço
Eu só lamento, e até sinto um pouco de dó
Num relacionamento, os dois não podem ser um só
Já avisei pro coração
Ser bem disciplinado e aprender a lição
Mas acho que ele esquece quando chega o verão
Que custa obedecer
Melhor não se envolver
E sendo assim
Que há de se fazer
Confio tanto em mim
E nada em você
Não posso te encontrar
Senão vou me perder
E a conclusão no fim
Viver pra aprender
Os livros na estante já não tem mais tanta importância
Do muito que li, do pouco que sei, nada me resta
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto uma mensagem de amor
A noite eu me deito, então escuto a mensagem no ar
Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar
A não ser, a vontade de te encontrar
Mas tipo, no mesmo minuto que eu choro muito de tristeza
Do nada, eu começo a rir
Pareço doida
Mas parece a alma e o espírito
Sendo manifestados ao mesmo tempo, sabe?
Tipo, eu posso chorar
Mas no final sempre termina com risada do meu espírito, sabe?
Eu sempre termino rindo, é muito estranho
Estranho humanamente falando, mas
É uma certeza, uma clareza espiritual que eu tenho assim
Que se alimenta, sabe?
Do choro da alma e do riso do espírito
Só que isso acontecendo num corpo de 1,56
Eu acho que eu vou explodir
Quem diria que de todos os meus dilemas
O maior seria eu mesmo?
Mas não vou julgar, nem me crucificar
Essas risadas misturadas com lágrimas
São mesmo difíceis de lidar
São mesmo difíceis de lidar
Quem entende a paz e o caos ao mesmo tempo
Ou a vontade de gritar, mas logo vê-la passar
