Textos sobre Música
Ao som da velha musica Irlandesa, onde o violino enriquecia a musica de uma forma tão peculiar, não havia assunto na Taverna tão velho sobre o sabor da cerveja que não podia ser dito. Mas a lanterna acesa em cima da mesa quase passava despercebida. Necessitava de escuridão para brilhar, era preciso apenas um pirilampo para ofuscá-la e encontrar na luz tanta beleza mesmo que por um raro instante.
Quando me entrego à música, ao clássico em sua essência mais profunda, minha mente se torna uma dança etérea, suave ao ponto de sentir meu corpo levitar entre nuvens e estrelas. Em devaneios, vejo duelos de esgrima em um vasto tabuleiro de xadrez cósmico, onde duas peças movem-se em como um inveterado balé. Sonho com estrelas tão pequenas que repousam na palma da minha mão. Minha mente vagueia por mundos repletos de luzes macromáticas e melodias transcendentais, onde serenatas ressoam em calçadas de pedra. O aroma do café numa tarde ensolarada se mistura à brisa que também trás maresia. Consegue perceber a sinfonia de sentidos e significados?
A música pode ser a sua cura, mas também pode ser a sua doença. Pode ser o seu poder, mas também pode ser seu fracasso. Pode te elevar, mas também pode te levar para o poço, dependendo do seu estado de espírito e da situação de cada um. Escolha aquelas que te fazem bem, que te levam a sorrisos, aquelas que trazem lágrimas, ouça com moderação.
“Eu ainda guardo aquela velha caixinha de música, lembra? Aquela que você comprou pra mim no centro histórico da sua cidade. E ainda coloco pra funcionar toda vez que sinto saudade sua. Na verdade, é uma das minhas muitas manias querer que as coisas funcionem a meu modo e no meu tempo. Porém, da mesma forma que tenho essa velha e péssima mania, o universo conserva a mania de rir da minha cara a cada vez que eu fracasso. Fracassei com você mais uma vez. E aí fui obrigada a doar os presentes que você me deu, pois seria covardia deixá-los envelhecerem guardados no armário. Exceto pela caixa de música. Você sempre dizia que cada música tem o poder de criar histórias únicas e essa música da caixinha conta a história de dois corações se encontraram e enquanto um foi lua, o outro foi sol. E o ritmo de ambos não permitiu que um eclipse se formasse. Essa lua quer tudo no teu tempo, já o sol não soube medir a temperatura dos raios que lançava. Essa música, em específico, conta a história de dois corações que nunca aprenderam a dançar aquela valsa. Nada deles era ensaiado e, embora isso seja o mais lindo no amor, o ensaio da mão dada e da conversa e do diálogo é só uma das partes de uma receita inteira sobre como fazer dar certo. Lembra que eu gosto de tudo no meu tempo? Mantenho em meu pulso um relógio com dois minutos atrasados pra que nada que eu faça em relação a você seja apressado demais. E eu sei que não faz sentido. Mas aquela música, aquela da caixinha que eu ainda guardo, ela também conta a história de alguém que mete os pés pelas mãos e erra incontáveis vezes tentando acertar. Mas se há algo que ninguém nunca me contou sobre o amor, é que por mais que os erros sejam peças importantes de um tabuleiro, também são eles que nos fazem levar um xeque-mate. Do tempo, da vida, do outro, do próprio amor. Quando eu fui lua, você foi sol e a gente teve que aprender a viver assim, se admirando de longe, se querendo por perto, mas obrigados a viver separados. E aí a música que toca nessa caixinha me lembra que a composição feita dela também fala de amor. Fala de beijo na boca, de discussão, dos medos e dos pequenos acertos do dia a dia. Fala daquele abraço apertado e da gigantesca saudade que minhas células sentem das suas. Na verdade, agora eu posso ouvir uma história diferente ecoando da melodia. Fúnebre, triste, melancólica, como quem diz que infelizmente essa música não pertence mais a mim. Eu não aprendi a te deixar. Mas a cada nota que falha pela gasta bateria dela, eu me convenço que esta história morreu e que preciso- muito- construir outra. Seria burrice não fazer isso. Agora posso dizer que ainda guardo a caixinha, mas quando sinto saudade sua, me contenho e faço um café. Vi no jornal que hoje tem eclipse, mas infelizmente não sou mais a lua.”
Mania besta esta de precisar ligar a televisão, a música, as luzes e precisar me sentir como se houvessem companhias em volta. Fragilidade infantil esta de não saber começar o dia em silêncio e com calma. Preciso abrir a geladeira e fingir que há mais alguém querendo um suco ou sanduíche. Preciso ouvir o noticiário esperando ter com quem debater política, economia ou qualquer outro assunto que apareça. O telefone vive por perto na necessidade de manter contatos, estar disponível. Mas que merda de mania é essa de não me bastar e precisar de barulhos, presenças, lembranças? Eu não me entendo mais! Ontem mesmo sobrevivi tão bem a uma noite solitária com filmes antigos na televisão e adormecendo cedo. Hoje isso, novamente. Acordei já ligando tudo, mostrando a cara para o dia, avisando: oi, eu estou aqui esperando algo acontecer! Eu não deveria querer que algo acontecesse. Deveria agradecer quando fico no silêncio, mas não consigo, eu não aguento o sossego. Eu nasci para o desassossego, pode anotar! Alguém entendeu alguma coisa? Não? Nem eu! Eu nunca entendo porque a gente não se basta quietinho no próprio canto.
Se eu tivesse de comparar um amigo, compará-lo-ia a um belo e perfumado jardim; a uma famosa obra de arte; a um livro dotado de aventuras; a uma música que a gente não se cansa de ouvir; a um poema repleto de amor e ternura. Para ser mais profunda essa comparação, diria que um amigo é um anjo sem asas que pousa em nossas vidas para nos iluminar e nos encher de momentos inesquecíveis. E sem mais delongas, agradeço a Deus pelos amigos que tenho. São poucos, de fato, mas amigo de verdade nunca foi sinônimo de quantidade.
Estava tentando ouvir umas músicas tristes de bad, e ao ouvi-las uma sensação estranha tomou conta de mim, ao mesmo tempo que eu me identificava com o que o compositor estava dizendo, eu me assustava com tamanha tristeza e melancolia que a música trazia entre elas ouvir de (quem é a culpa?), mas uma reflexão profunda tomou conta de mim quando a música pergunta "Quem é você, que eu não conheço mais"? E em seguida afirma: "Me apaixonei pelo que eu inventei de você", e agora pensei: na verdade a pessoa cuja razão foi a inspiração da música pode simplesmente não ter mudado, ainda é a mesma pessoa de quando ela o conheceu, o que mudou foi sua forma de enxergar o outro, nesse momento sua paixão passou e com ela seu efeito inebriante, então ela caiu em si, sua razão voltou a aflorar e agora ela percebeu que se apaixonou pelas suas invenções e não por quem de fato o cara era, e então e pensei: quantas vezes fazemos isso? Nos apaixonamos pelo que inventamos do outro e não pelo que o outro é ou faz, é preciso policiamento para não cairmos nesse erro maluco de apaixonarmos pelas invenções de nossa cabecinha pirada. CUIDEMOS DE NOSSOS PENSAMENTOS, SEJAMOS MAIS SÁBIOS, MENOS CEGOS E MAIS RACIONAIS.
Não tenho o que me seja impossível em ter. Apenas me agarro na fé e vou em frente. Seguro-me na oração e cresço na comunhão com Deus. Uno-me aos milagres e com isso atraio a felicidade. Saúde, paz e prosperidade é só pra quem acredita mesmo. De resto, a vida não brinca com a vida de ninguém. Ela espera perguntas e me dá todas as respostas; não as que eu quero ouvir, mas as que eu preciso ouvir. Atento-me aos sinais e badalo o sino ao ritmo que é só meu: sem paradas, sem interferências, sem vacilo. Música para os meus ouvidos!
Mulher tem que ser conquistada todos os dias. Mulher é como uma rosa, exala sua fragrância em tudo que florir. Mulher é como diamante, pedra difícil de lapidar. É como um cristal sensível que tem que cuidar. Mulher é onda forte do mar, água mansa de rio, mas que carrega seus mistérios mais profundos e sua beleza mais doce. Cai com a força da cachoeira seguindo seu próprio fluxo. Mulher é vinho que envelhece e aprimora o sabor. Mulher é carta escrita, melodia com mil tons, uma composição inesquecível. É preciso saber tocar. Mulher é toque suave, voz sinfônica e batuque orquestrado. Pra quem sabe o ritmo. Mulher é nota que não sai do tom.
Gosto do silêncio, quando quero que a minha mente se encarregue de criar a trilha. Fico encantada com o som do vento, da chuva, o crepitar do fogo, os murmúrios da natureza. Também aprecio música com volume suficiente para sentir as ondas sonoras vibrando na minha pele. Mas me pergunto se há no mundo som mais agradável do que aquelas palavras certas, sussurradas com a entonação certa, bem ao ouvido...
Este é o problema da história: gostamos de pensar que ela é um livro – que podemos virar a página e seguir em frente com a porra da vida. Mas a história não é o papel em que está impressa. É a memória, e a memória é o tempo, as emoções e a música. A história é o que fica com você.
Sua voz chegou em mim como uma leve brisa de verão, tocou todo meu ser e depois beijou meu corpo, me levando a acreditar que mesmo que fosse inverno meu coração ainda estaria queimando por você. Até que naquele mesmo bar onde te ouvi pela primeira vez, mesmo estando ao teu lado com um anel nos unindo os seus olhos não eram meus. Fui consumida pela dor e pelo gelo. Corri atrás de você porque o frio congelava os meus ossos, e de repente anos se passaram e o verão nunca foi o mesmo, a brisa não chegou e o inverno tornou-se o meu lá, e a voz que eu tanto amei hoje eu não consigo ouvir.
Falei com o Sr. Tempo sobre tudo isso que me ocorria, e ele me disse apenas: Tenha paciência meu filho, apenas viva cada passo como se a dança não fosse ter fim, mesmo quando a música parar, não pare de dançar, uma nova música logo chegará a seus ouvidos e os passos voltarão a ter sentido...
A esperança, se real, é tão imortal quanto quem a carrega consigo, onde quer que vá ou onde quer que esteja. A esperança é, sem dúvida, uma espécie de "codinome" do amor à tudo que se galga e a tudo que se faz. Esperança, seja no que for, é a mais pura e perene forma de demonstrar nobreza, sobretudo para si e em si e esse sentimento nobre, fica até o fim do fim dos tempos adornando o céu no azul como "algodões celestiais", ou no breu da noite, em forma de cintilantes estrelas.
Infelizmente a grande maioria dos profissionais quer fazer marketing sem ter em mãos todas as informações necessárias para a elaboração de um bom plano de ação. Marketing, é uma junção de boas ideias, pesquisa de mercado e planejamento. Sem esses três elementos, fica difícil uma nova marca chegar ao sucesso de fato.
Após a ilusão da paixão vejo quão semelhante ela é, ao final de uma partitura ou de um concerto, ao final das notas no violino, finalmente, só quero dizer que é parecido com o fim de uma música, terminado o prazer sonoro entra o silêncio, no caso pode ser o teu silêncio, essa falta de barulho levada pelo oco, um vago de espaço largo, é porque a distância entre nós seja física ou de sentimentos, parece uma vaga de estacionamento infinita, feita no espaço sideral. Uma realidade muito cruel.
Ainda ouço longe o toque do amor. Os acordes harmoniosos da sua presença se contradizem com a estupidez da sua ausência. Toda ausência é burra, quando as atitudes não combinam com a vontade. Mas a gente continua buscando o tempo, falando com a solidão, maltratando o coração. E o violão quebra a corda, o piano desafina, a sinfonia perde o ritmo e o maestro se despede; fecham-se as cortinas. O som se cala e o amor chora. Nada mais ouço além do som da partida. Nada mais vejo além de palco vazio, de uma vida sem música.
Por um momento, deixe-me ver em seus olhos o que não aconteceu, quando o seu coração adormecia dentro do amor que eu te dei. Um momento! Tempo que paira no ar, suspenso e fatigado pela solidão da noite, de noites infinitas entre horas incontáveis sem você. Um momento! É tudo que precisamos pra sentir e não se deixar partir; de instantes que você continua por ficar em mim. Um momento! De um café quente ou uma taça de vinho, um livro qualquer, uma música que toca na vitrola, um poema que chora. É o passado que não mais volta, é o futuro que termina antes mesmo de começar. E na construção desses momentos, aqui estou, historiando a sua ausência, dizendo tudo sem nada falar.
Esse dia foi feito especialmente para você que completa mais um ano de vida, carregado de alegrias pelo canto dos pássaros que entoam uma musica celestial saudando você. As flores se abrem exalando o perfume que irá dar mais beleza ao seu dia e perfumando sua alma cristalina. Esse é o dia proporcionado por Deus para te fazer mais feliz dentro de sua obra
“Quando a gente ama é claro que a gente cuida...” – a gente cuida, preserva, mantém pertinho sempre que podemos – “... fala que se ama só que é da boca pra fora...” – quando 2 pessoas se querem, se gostam, fazem o que for pro seu amor acontecer, trocam olhares entre si, falam, falam e falam porque juntos se perdem no tempo – “... ou você me ama ou não está maduro...” – o que é maduro? Apaixonados e adultos? Certos e seguros de seus sentimentos? Sem qualquer modo ou incerteza de ir em frente? – “... Onde está você agora?” – por onde anda o meu amor quando não nos dias que nos vemos e finjo com gestos ou palavras o que sinto que há entre nós? Os dias não são mais os mesmos... e as segundas e quartas têm um poder especial sobre mim. A felicidade absoluta então me rodeia e quando vejo que 18h está pra chegar me vem uma tristeza bater à porta da sala. Ao mesmo tempo que penso em dar o grande passo e temo que somente tu faz com que esse meu amor seja tão proibido.
