Textos sobre Mar
Com igual placidez
do Mar do Caribe,
Devolvo a imagem de dia
de Sol ou tempestade.
Tudo depende do olhar,
assim ondeando
sempre sei onde chegar,
por ser paz a espalhar.
Em Ilha Agustín sei por
onde ir sem me enganar,
leio os sinais para me guiar.
O Hemisfério Celestial Sul
não me nega nenhum mistério,
é a bússola que sempre carrego.
Uma onda quando é
forte ela tende a recuar,
Prefira ser mar calmo
para sempre dominar.
Em mar revolto não
se costuma navegar,
Mar calmo e Sol
convidam a mergulhar.
Na Ilha Maria Francisca
ser tua Lua a beijar-te mar,
e assim nos encontrar.
Enveredar no ponto
exato e as estrelas
contigo não parar de contar.
Barra de São Francisco do Sul
é perto da onde que assumo
ser como a escuna que alisa
o mar do teu romance e delícia.
O rumo nas mãos da ventania
leva ao Arquipélago das Graças
porque é assim que se escreve
a leveza e o sentido de ser perene.
Parar ali sem mais nem o porquê
por um instante na Ilha da Paz
sem querer na vida nada a mais.
No final entender que amor é
sem mistério em águas tranquilas
e transparentes do divino querer.
Colocar a esperança
solitária na escuna
rumo à Imbituba
enquanto o mar cruza.
Sob o alinhamento
de Saturno, Vênus e a Lua,
Não desviar o pensamento
da paz nenhum minuto.
A mente, o corpo e alma,
colocar para descansar
na Ilha do Batuta e ali ficar.
Observando o giro absurdo
do mundo sem nada cobrar
como quem nasceu agora acordar.
Experimentar o abandono
e a sombra das árvores
da Ilha das Cabras no mar
sem nada para se importar.
Um minuto para respirar
e para pensar quando
a maré começar a mudar
para não me deixar levar.
Porque assim tem a vida
tem que ser e assim será
onde o quê é de juízo está.
Colocar cada um sem quer
agradar no seu devido lugar,
para a paz ser e a espalhar.
Respira o último dos últimos
pulmões do mar,
É na Ilha dos Herdeiros
que vou atracar.
Navegar pelas correntes
da Baía do Babitonga
vou deixando me levar
adiante sem muito pensar.
Nesta embarcação poética
vou permitindo apenas ir
nesta rota íntima seguir.
Sem pressa de viver porque
tudo permitirá concluir
que seremos só eu e você.
Saber ir e voltar das situações
que não se pode navegar
no mar das humanas emoções
e até daquilo que se não pediu.
Diferente do que impuseram
na Ilha da Rita nós sempre
podemos reagir para o curso
da história nunca mais se repetir.
No campo do diálogo e da ação
para não cair nas armadilhas
da nossa própria destruição.
Para que ninguém tenha mais
poder sobre nós e que venhamos
se lembrados da melhor maneira.
Um dia já foi pouso
tropeiro o Rio Negro
do meu Sul Brasileiro
nascido na Serra do Mar.
Filho deste Hemisfério
Sul qua se divide entre
duas terras desta Pátria
e que une a existência.
Tudo ainda é muito pouco
perto do que o Rio dá
sem pedir nada em troca.
Neste Rio Negro também
está escrito a nossa história,
e cabe a nós gratidão e a glória.
Sob o Hemisfério Austral
é filho da Serra Queimada
nos contrafortes da amada
Serra do Mar da minh'alma.
Das intensidades levo tudo
o quê o Rio Cubatão do Norte
ensina e a tudo sobrevive,
porém até ele tem limite.
A memória se reforça
no curso das correntes dele
e votos refaço fervorosa.
Para que ele se refaça,
sobreviva e continue a missão
para que a vida prossiga.
Junho é tempo de lanço
para pescar Tainha
no mar de Santa Catarina,
Todo o dia faço algo
parecido só que é poesia.
De lanço em lanço fisgar
no seu coração o oceano
é a assumida ambição,
Só para a gente fazer
arraial com fogo e paixão.
É contigo que desejo unir
os nossos oceanos,
E facilmente revelo planos
de fazer o melhor
para pertence aos seus dias.
Meu coração é feito
de mar, de lago ou de rio,
em dia de cortejo
de São Pedro e São Paulo
passar para agradecer,
e a gente festejar.
Bonito mesmo
é o seu coração
todo feito de amor
e maior do que o mar,
só ele tem a chave
para nele eu morar.
Vamos nos encontrar
em pleno cortejo,
ninguém vai nos parar,
porque vai além do desejo,
é imenso e verdadeiro,
e nada irá nos segurar.
Não existe nada em toda
a Literatura que chegue perto
da candura dos teus olhos
feitos de mar, de amor
e que cobrem com dulçor.
Não canso dia e noite
de continuar a cobiçar,
Neles moram tudo
o quê é melhor que esta
América Latina é capaz
de abraçar e nos embalar.
Sentes de longe que sou como
a florada de Manacá-de-cheiro
espalhando o aroma no ar,
Algo diz que tu és verdadeiro,
risonho e sedutor querendo
o quê eu quero me enveredar.
Algo diz que preludia o melhor
sem medir as consequências,
porque não queremos conquistar
somente apenas por conquistar.
Somos amantes das estrelas,
Na pele carregamos juntos
O romance entre a Lua e o mar,
Com a visão inundada das cores
Da bougainvillea a nos festejar.
Na América Central Insular
Juntos iremos navegar,
Eu sei que você irá me buscar,
Com tudo o que guarda
Para a gente aprender a namorar.
Você me ama de um jeito
Que não consigo sequer
Imaginar na vida ficar sem,
É outubro romântico
Entre nós e atlântico também.
Encontrei Minhas Origens
Encontrei minhas origens
em velhos arquivos
livros
encontrei
em malditos objetos
troncos e grilhetas
encontrei minhas origens
no leste
no mar em imundos tumbeiros
encontrei
em doces palavras
cantos
em furiosos tambores
ritos
encontrei minhas origens
na cor de minha pele
nos lanhos de minha alma
em mim
em minha gente escura
em meus heróis altivos
encontrei
encontrei-as enfim
me encontrei
Acordei hoje e no mesmo instante ainda sonolento olho pro lado e vejo essa imagem!
Confesso que velei esse sono por algum tempo, inevitável a maresia que molhou o meu rosto.
Deitar e ter vocês próximo aos meus braços é me sentir como uma ponte firme que unem nosso sonhos e as fantasias de um futuro antes tão inacessíveis.
Não tem como não estar repleto de sentidos, de ser exato e até
alheio ao mundo, fulgaz ao caos,
remando e remando a vida que eu escolhi pra mim.
Mas percebo nitidamente que estava enganado, como fui tolo nessa certeza da força dos meus braços.
Não era eu, na verdade era o sopro que o Senhor sempre moveu pra mim.
Sigo ainda, agora aparando as lágrimas e algumas estrelas no caminho.
Não preciso mais ater-me a olhares sutis e desconhecidos e muito menos desvendar enigmas.
Só preciso aparar a brisa
e fugir da preocupação com o tempo.
Fugir do destino sem um guia.
Confesso que achava que eu que vivia fugindo dessas águas sossegadas, e olha que eu achava que era o dono do Timão, mas nessa manhã entendi que não estava fugindo de nada, estava me preparando pra voltar pra você, só não estendia o que o mar queria de mim, pois me levou por águas profundas e agitadas!
Mas tudo isso era pra eu aprender dar o verdadeiro valor da calmaria dos seus braços e entender o que ele queria guardaria para mim...
Nao é por nada não, mas esse papo de que o mundo tá perdido é furado.
Ainda existem pessoas que não aceitam o vulgar, cuja principal característica é não se deixar caracterizar.
Não somos muitos os que lutamos por país mais justo e também por uma sociedade mais igual, e por mais que sejamos poucos, aprendemos que qualquer pouco é muito independentemente de qual seja a causa social.
E há quem diga que a religião religa as pessoas ao amor, só que as guerras santas ainda são travadas, e ao mesmo tempo que exigem respeito eles matam, e espalham medo e dor.
Essa luta não é minha, é de um planeta inteiro, que sabe que terra é vasta e que o mar ainda é profundo, que são sete bilhões de pessoas no globo, e nem uma delas é igual ao resto do mundo.
Amor
Ah o amor, o amor é algo surpreendente, algo divino, algo maravilhoso, mas como vivê-lo intensamente quando se estar longe?
Ah o amor, o amor tudo suporta, tudo crê...
Mas qual o sentido do amor se não amar?
Por isso amo, amo muito e brindo o novo ano, brindo por você , brindo por nós e viva o amor que temos em nós!!
Meu bosque, meu mar, meu amor.
Lá no tempo que fui criança, uma coisa que lembro que precisávamos ter, era paciência. Nada era da noite para o dia. Filme na TV não era uma escolha e um clique. Falar com um amigo não era uma mensagem com retorno imediato. Fotos só depois de reveladas. Tudo levava tempo. E paciência era o remédio contra a agonia da ansiedade. Hoje, o ritmo super-hiper-mega acelerado das informações e tecnologias exige rapidez em tudo. Uma velocidade tão desesperadora que não se consegue ter calma para um minuto de espera. A paciência, atitude tão essencial para a vida, não está sendo mais trabalhada em nenhum momento da vida. Tudo tem que ser rápido, pra agora.
Assim, muitos ficam presos ao vício do sofrimento exagerado por não saber esperar. Falta de calma, machuca a alma. A paciência é um bem a cultivar. Um sentimento com o qual conquistamos a liberdade da autonomia de mudar o tempo que incide sobre nossa vida. Conquistamos o poder de pará-lo ou acelera-lo. Somos nós quem determina o quanto se pode suportar a espera pelo que ainda não veio ou aguardar calmamente o que ainda não temos. Paciência traz a paz e a tranquilidade necessárias para não enlouquecer nos momentos de incertezas. Paciência deixa a atitude mental fortalecida para a luta dolorosa contra a ansiedade. Paciência é a chave que abre e que fecha muitas das angustias criadas em nossa cabeça e muitas das amarguras depositadas no coração. Ter paciência é ter a confiança na colheita, mesmo que o fruto demore a amadurecer. Até mesmo quando a semente ainda nem foi ao chão.
É preciso ter fé no amanhã que ainda nem sabemos que vem. Paciência não se conjuga, não é verbo. É um dom. Se tem. É a força de usar a esperança para vencer o desespero. Algumas coisas podem até acontecer antes do planejado, mas nada nesta vida precisa pular etapas e ser apressado. Aprendi com uma boa dose de tempo e com a porção certa de paciência, que boas coisas sempre acontecem para aqueles que descobrem que não é tempo perdido o tempo passado. Que sempre vale a pena a paciência de ter esperado. Enquanto o que quer não chega, tenha calma, fique em paz, entrega pra Deus, confia e aceita.
Pessoas encarceradas dentro de si mesmas, com suas lágrimas contidas, seus sorrisos negados e seus sonhos continuamente frustrados, são como represas.
Como um dia sua força foi represada, não será fácil reaprender a ser rio, reaprender a ser oceano. Mas chega o dia em que a força das águas não poderá mais ser suportada e imprimirá destruição sobre si e sobre outros. Já vimos isso.
Os rios de emoções devem fluir tranquila e suavemente pois, se contidos, não conseguiremos detê-los quando entornarem...
Fui preparado para nadar contra a corrente e não há quem me faça desistir de ir rio acima. Não quero escorrer pro mar. Quero conhecer a perfeição da nascente. Quero ver o sopro das gotas d'água, que se transformam na imensidão fluente aqui em baixo.
Eu não nasci para ser industrializado; eu sou da terra, sou pó, sou artesanal.
