Textos sobre Mar

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Meu amor, onde quer
que você se encontre
te ofereço o azul
do mar e do horizonte.

Nos meus lábios
estão a paixão
o sabor cereja
da Lua de Sangue.

Meu amor, onde quer
que você esteja,
para te aquecer
é só pensar em nós:
não te esqueça.

No meu doce sentir
e fascinação
somos mais
do que um lance.

Meu amor, onde quer
que você encontre
te dou o inevitável
e sentimento sublime.

É pela minha pluma
que vem a poesia
que te pede todo o dia
para ser só toda tua
sob a luz da querida Lua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A avenida
beira-mar
está vazia,
o coração
acelerado
mais que
um foguete
e você aí
sozinho
dirigindo
o seu carro.

A brisa
do verão
te energiza
e aumenta
ainda mais
o transe,...

A cabeça
vem dando
mil voltas,
o coração
cruzando
as horas
e oceanos
do teu eu
por causa
da paixão
que surgiu
do nada
e aconteceu.

A brisa
do verão
te hipnotiza
e alimenta
ainda mais
o lance,...

A tua vida
não será
nunca mais
a mesma
depois
desta noite
de luar
que te
fiz levitar
só com
um beijo meu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Acima de
qualquer
'dinastia',
da invasão
e de todas
as poesias,
esse mar
pertenceu ao
Império Inca,
não dá para
ocultar o quê
todo o mundo
viu e sabe
que ali estão
os vestígios
da verdade.

Foi o poeta
Valentim
que me
pediu para
não desistir,
e dessa causa
não olvidar.

Relembro
para que
da História
não seja
apagada:
quatro anos
após a
independência,
a Bolívia
foi invadida;
e o Chile até
hoje não
teve 'clemência'.
Reaver
o diálogo
requer paciência
e persistência;
não vou parar
de pelo povo
jamais de rogar.

A Bolívia
nasceu com
400 km de
costa sobre
o Pacífico,
e ficou sem
o acesso
soberano
ao mar,
e a Justiça
de olhos
vendados
me deixou
como saída
insistir em
escrever mais
de cento e vinte
mil poemas
para fazer
dialogar,
e a paz reinar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não sou muito
de falar
da minha vida,
mas acho que
a luta pelo mar
de volta para a
Bolívia com
Soberania foi
o quê fez as
minhas raízes
relembrar no dia
de Santa Teresinha.

A espera pelo mar
devolvido não irá
me decepcionar,
A história abriu
a nova rota,
E a vida voltará
ao seu justo lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Presente nas fronteiras
seja no ar, terra ou mar,
sou eu o teu amor que
vai pelo mundo te guiar.

Ter o mesmo caminho
para nós não é preciso,
não nos basta o jardim
a paixão e o imprevisto.

Sou a flor do amor que
capturada em silêncio,
não cesso de florescer
todos os dias por dentro.

Mesmo que teus olhos
se distraiam com lendas
e com bailantes estrelas,
de ti sou a ilustre habitante.

Meu amor que aqui está
é a tua fonte de inspiração:
com astúcia e atenção
trama ir por pura perdição.

Te fazer ainda mais vivo
é a minha única ambição,
e ser bem maior do que
a Lua na tua constelação.

Prevejo que as mais altas,
duras e distantes fronteiras
serão por ti todas superadas,
somos almas predestinadas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sobrevoa o condor
o nosso continente,
a cada dia há
mais gente doente,

O Mar é da Bolívia,
a cada dia por
aqui tudo tem
virado caso de polícia:
sem contabilizar
o silêncio chileno
por cada prisão política,

O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
dos refugiados
a instabilidade política
tem sido a madrinha,
e tem trazido injustiça
para o líder veterano
dos tupamaros;

E estes versos
estão presente entre
os desamparados
da América Latina
e recordam que as Malvinas
são e sempre serão argentinas,

E não posso deixar de lembrar
que o General preso injustamente
ganhou a medida cautelar,
e pela tropa também sigo a gritar,
quero ver o sol da justiça raiar
e a liberdade sul-americana celebrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como quem navega
em mar revolto,
ando combatendo
os umbrais suspensos
dos pensamentos
que são furtadores
de tudo aquilo que
não conduz a viver
com humanidade
e afasta de nós
a total bondade
dos signos austrais:
Todo o nó só se
desfaz aos poucos,
Prestar satisfação
sobre aquilo que
vem inquietando
o coração diminui
o sufoco de todos;
A paciência sempre
deve ser continental,
A meu modo vivo
de muitos olhos
arrancando vendas,
Mesmo que ninguém
me compreenda,...
Se você não gosta
de determinado
assunto a quem quer
que seja nunca ofenda,
Sempre apresente
um argumento
como réplica,
vivemos numa época
que ninguém mais conversa,
Escrever poemas
também é uma
outra maneira de conversar,
quando ninguém está
com vontade de escutar:
Falta que libertem
o General que segue
preso injustamente,
Para a tropa e cidadãos
peço igualmente a liberdade,
mas só para aqueles
que estão presos
em circunstância igual,
e quem sabe todos juntos
ouvirem um chamado
pela reconciliação nacional.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Águas Frias


⁠Nascida da herança
de uma esperança
construída além mar,
Das águas geladas
em meio as matas
e onde os ventos
te beijam: se fez lar.

Capturou o coração
de todos o quê vieram,
dos que vem e vão,
Águas Frias do Oeste
és a beleza da prece
e o amor da canção.

Semeando, plantando
colhendo e acolhendo,
É destino certo para
quem deseja toda
a paz e o aconchego.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Em tempo
de catedral
francesa
demolida
pelo fogo,
de censura
togada,
de mar não
devolvido,
de Assange
preso,
de América Latina
tendo a porta
forçada,
Eis a poética
que pela
liberdade,
ainda vive
e clama,
Porque urge
resgatar
a bondade
original
e anseia abrir
portas para
a tropa, civis
e o General.

Nada neste
mundo deve
ser absoluto,
a não ser
a nossa
humanidade,
Mas a única
certeza que
carrego desses
estranhos tempos
contemporâneos
é que eles só
inspiram resistir
aquilo que não
é normal em
lugar de cultivar
os nossos sonhos,
e que só isso
na vida não é bom.

A cifra choca,
este nó que
não desata
tem me
dado agonia,
e esse é o número
de presos:
91 do Exército,
20 da Aviação,
24 da Armada
e 58 da Guarda
Nacional,
Vítimas de um
dos grandes
absurdos
do mundo ocidental.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No final deste
dia primeiro,
Relembro que
não recuperei
O mar, a tropa
e o General,
E assim sigo
sem ter como
me conformar,
Não consigo
calada portar
este gutural
e triste lamento.

Prosseguindo
mesmo sob
o tormento
de espessa
presença,
Que segue
sentenciando
esta tristeza
e penumbra,
Estou resoluta
que não é
tempo de calar.

Para enfrentar
o quê a falta
de compreensão
e de cooperação
não consigam
piorar o quê já
está péssimo,
E para que elas
não te alcancem:
Procure se manter
em equilíbrio
para superar
os obstáculos
com ânimo,
e obter o êxito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Do dia primeiro
sou a voz da
reclama ao
mundo inteiro
que o mar não
foi devolvido,
por ele ergui
poesia e grito.

Não sou a sereia
com a acústica
concha na mão,
e nem tão poeta
como gostaria.

Nem o tempo
pode apagar
o quê aconteceu,
não me calo
porque qualquer
um não está livre
de quem não leu.

Do Vale de Azapa
em plena costa,
sou canção que
não se apaga,
incaica e aymara.

Não aceito o tal
resultado que
foi mal decidido,
porque quem
não se esforçou
para saber da
História nada
tem de bendito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Braço⁠ do Norte

Entre a Serra Geral e o Mar
a história do povo originário
e dos desbravadores onde
arpeja o Rio Braço do Norte
ergueu uma cidade de gente
honrada e forte que emoldura
com beleza o sul catarinense.

Montes, vales e colinas
repletam com mistérios
o imaginário contemplativo,
Quedas d'água, córregos e rios
adornam com ternura
a terra que retribui com fértil
e gentil beijo ao Homem.

O curso da água doce
com o mar se encontra,
O tamanho do amor que tenho
por Braço do Norte perdi a conta:
Só sei que verei a Lua surgir
e o Sol nascer além da conta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como Evo bem disse:
"Nuestro reencuentro
con el mar no solo es
posible, sino, inevitable",
e esse meu anseio de ver
a justiça devolver a vida
ao seu lugar virou poesia
sem um instante sossegar.

Com o tempo de espera
por causa de quem
não quis conversar
para um caminho
em comum encontrar
a questão já teria sido
negociada e resolvida.

Desfrutar de um mar
em companhia é
melhor do que desfrutar
de um mar em solidão;
bem mais que o diálogo
tão aguardado entre
o Chile e a Bolívia,
quero que reinem
a paz, o amor e a união.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O mar é para os povos
e dá para todo o mundo
desfrutar sem se conflitar,
é só questão do respeito
e a fraternidade recuperar.

O diálogo foi levado
até o Palácio da Paz
para colocar no seu
devido lugar a História
com a justa soberania.

Há um novo capítulo sem
Guerra a ser escrito para
a rota que pede justiça ao
mar que foi subtraído,
pois o povo foi traído.

Há uma imperdível
oportunidade de se
fazer uma Nova Era
de prosperidade
ganha quem souber
viver com flexibilidade.

Não se impõe isolamento
geográfico a Pátria alheia,
porque um dia o destino
cobrará a conta inteira;
é preferível colaborar
com a justiça para
que ela aconteça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Inaugurada foi a Primavera
pelo clamor da volta
do mar aos povos
que foi feita pelo poeta.

O dia 1° de outubro
é um cais que fica logo
ali aonde desembarcar
de uma longa espera
é inadiável e justo.

Já não tenho dúvida
que é por mim que
você há desassossegar,
conhece os meus
poemas e prantos
de fazer apaixonar.

Entusiasmada é a canção
que guardo a sete-chaves
que está preparada
para fazer o teu
coração bater
pelo meu forte como
uma onda no mar.

Doces ondas sonoras
do meu coração
sul-americano,
e me traga o livro
do Coco Manto,
que te retribuo
com um beijo
levando você
para comigo
navegar no mar
que a Bolívia
bem nasceu,
e a história vai
levar ao seu lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Garuva

Olhando para a Serra do Mar
plena é a cidade de metal
que se ergue com industrial
sabedoria e repleta de lavouras
de amor por mãos europeias
que o Atlântico cruzaram
em busca de uma nova vida.

Minha Garuva maravilhosa
agrícola e madereira
dos rios e da Baía do Babitonga,
é nas Cascatas do Quiriri
faceira que celebro somente a ti.

Minha Garuva profunda,
meu Paraíso das Águas,
meu Caminho dos Príncipes
meu Caminho do Peabiru
real, etéreo e mais sublime
que ao tempo resiste.

Minha Garuva mística
do Monte Crista
e dos Campos do Quiriri,
o meu coração mora em ti.

Minha Garuva inebriante
de lábios de alambique,
coberta de flores e radiante
tu és do Nordeste de Santa Catarina
mais preciosa do que diamante.

⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Explode a caixa como
a onda do mar quebra,
O pandeiro borbulha
memorial da espuma
sob as brancas areias
do que merece por
cada um lembrado,
A cuíca lírica saúda,
o pandeiro se emociona,
O reco-reco arranha
e o ganzá se assanha.

Um poemário e a dança
para homenagear
a Nossa Senhora do Rosário.

É o Cacumbi cumprindo
a missão na Procissão
de Bom Jesus dos Navegantes,
você me levando no coração.

É o Cacumbi levando
a multidão e eu te
levando no meu coração.

A Bandeira de São Benedito
em pleno hasteamento,
a gente na gamação
em vestes de coroação.

É o Cacumbi paixão
se preparando para que venha
a Folia de Reis na nossa Nação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Independência foi semente,
foi a soma da união da nossa gente
no mar e no campo de batalha
se escrevendo crescentemente
pela mais bela terra do Continente,
A Independência floresceu
com Pau-Brasil e o Ipê-Amarelo,
Por mais que tentem romper
os laços filiais deste sublime afeto,
A Independência é sobrenatural
como a poesia que se reinventa
e ninguém domina pelos séculos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Certamente a poesia
presente na assemia
da Merulina que esplende
visível no fundo do mar,
É a mesma que o meu coração
há de capturar o seu
quando você menos esperar,
Pode crer que é no silêncio
aparente que o peito
se torna indomável a retumbar
e o amor vira oceano a avançar.

(Por mais que lute um oceano ninguém consegue represar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha existência
é no seu pensamento
como o mar alisando
a costa sob o reflexo
das luzes da cidade,
Sereia sou na verdade
e com contentamento
mergulhado com dois
Acroporas samoensis
nas mãos se erguendo
como catedrais no giro
do mundo dançando
sem parar no ritmo
da balada de amor
orientada pela magia
do desejo do seu
peito colado no meu.

Inserida por anna_flavia_schmitt