Textos sobre Caminhos

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Olhai os lírios pelos caminhos
por onde vais.


Eles não gritam,
não disputam espaço
com o caos do mundo.


Apenas estão ali,
silenciosos,
inteiros,
abertos ao sol
e às intempéries.


Enquanto os homens
correm atrás de urgências
que nunca terminam,


os lírios
simplesmente florescem.


Não perguntam
quem és,
de onde vens
ou para onde vais.


Oferecem sua beleza
sem cálculo,
sem testemunhas,
sem esperar aplausos.


E talvez seja por isso
que ainda resistem
à pressa das cidades
à estiagem
e à dureza dos tempos.


Por isso,
quando o peso do mundo
tentar endurecer teus passos,


olhai os lírios
pelos caminhos por onde vais.


Talvez eles te lembrem
em silêncio


que a vida
não foi feita apenas
para ser suportada


mas também
para florescer.
✍©️@MiriamDaCosta

Ode às Sete Belas Artes


Óh! Sete faces do indizível,
sete caminhos
para tocar o invisível.


Sois vós,
Belas Artes,
que traduzis o mundo
quando a palavra falha
e o silêncio transborda.


A ti, Arquitetura,
erguida entre o sonho e o cálculo,
que moldas o espaço
e ofereces abrigo ao tempo,
és o corpo onde a vida acontece.


A ti, Escultura,
que arrancas da matéria bruta
a delicadeza do gesto eterno,
como se o mármore lembrasse
que já foi carne.


A ti, Pintura,
que aprisionas instantes
em cores que respiram,
e fazes da tela
um território onde o olhar se perde
para enfim se encontrar.


A ti, Música,
invisível e absoluta,
que atravessas o peito
sem pedir licença
e reorganizas o caos
em harmonia ou tempestade.


A ti, Literatura,
que fazes do verbo
carne, sangue e memória,
e transformas palavras
em mundos habitáveis.


A ti, Dança,
linguagem do corpo em liberdade,
onde cada movimento
é um grito sem voz
e um poema em movimento.


E a ti, Cinema,
síntese viva de todas as outras,
que costuras tempo, imagem e som
e nos convidas
a sonhar de olhos abertos.


Óh! Artes!
sem vós, o mundo seria raso,
um deserto de sentidos,
uma existência sem eco.
Mas convosco,
até a dor encontra forma,
até o caos encontra ritmo,
até o efêmero
ousa tocar o eterno.


Sois vós
que impedis o humano
de esquecer que sente,
que pensa,
que cria,
e, sobretudo,
que existe para além
da própria existência.
✍@MiriamDaCosta

Na vida temos dois caminhos, o que dá certo e o que dá errado!!!
A pessoa quer casar, procura alguém para construir uma família, ter filhos, não se importa se é rica, se tem muito estudo, é por amor!!!
VAI DAR CERTO!!!
A pessoa quer casar, procura alguém que seja rico, tenha status social, que lhe dê uma boa vida!!!
VAI DAR ERRADO!!!

Dra Aidda Pustilnik - Psicóloga Transpessoal

Entre Tantos Caminhos

Quando o mundo disser para esquecer,
quando a distância nos quiser separar,
quando o medo me disser para partir,
quem há de permanecer
se não tivermos coragem de ficar?

Não basta amar quando tudo é perfeito;
é na adversidade que o coração revela
aquilo que verdadeiramente deseja.

E entre tantos caminhos,
entre tantos destinos,
meu coração ainda escolhe o teu.

Pois amar é permanecer
quando tudo conspira para nos separar,
é segurar tua mão
quando a vida ordena soltá-la.

E se não for por aquilo que amo,
por aquilo que meu coração escolheu,
então, quem serei eu?

Foram anos de solidão aflição e angústia procurando uma saída e as setas me indicavam caminhos incertos.
E Deus nunca me abandonou.
Cada vez que eu tropesava ele me segurava.
Cada vez que eu quebrava.
Ele me consertava.
Nunca estive só.


Sonia Solange da Silveira


Poetisa do cerrado

CHEGASTES ATÉ AQUI.
Tu já percorreste tantos caminhos. Não, não é da idade que falo. Falo das braçadas que deste contra as correntes revoltas do oceano da existência. Falo das tempestades que enfrentaste quando ninguém via. Das noites em que o coração parecia um campo devastado. Das manhãs em que te levantaste sem vontade, mas te levantaste mesmo assim.
E chegaste até aqui.
Parece simples dizer isso, mas não é.
Chegar até aqui é um feito silencioso.
Neste exato momento, enquanto teus olhos percorrem estas palavras, reflite: o que significa este instante?
Este momento é o ponto de encontro entre tudo o que viveste e tudo o que ainda viverás.
Aqui estão reunidas as tuas derrotas e as tuas vitórias.
Aqui estão as lágrimas que derramaste por dores que pareciam eternas e aquelas poucas, porém preciosas, lágrimas de alegria que a vida te concedeu como flores nascidas entre os escombros.
Aqui estão os sonhos que se realizaram e os que ficaram pelo caminho.
Aqui estão as despedidas que dilaceraram tua alma e os encontros que devolveram luz aos teus dias.
Tudo isso vive neste instante.
Tu vieste do ontem.
Um ontem que já não pode ser alterado.
Um ontem que te feriu algumas vezes, mas que também te ensinou.
Um ontem que te roubou pessoas, ilusões e certezas, mas que, em compensação, entregou-te experiência, sensibilidade e profundidade.
E agora estás aqui.
Respirando.
Pensando.
Sentindo.
Existindo.
Talvez não da maneira que imaginaste quando eras mais jovem. Talvez carregando cicatrizes que ninguém conhece. Talvez ainda procurando respostas para perguntas que a vida nunca respondeu.
Mas estás aqui.
E isso possui uma grandeza que muitas vezes esqueces de reconhecer.
Teu amanhã chegará.
E quando chegar, provavelmente encontrará os mesmos céus, os mesmos desafios, as mesmas responsabilidades e muitos dos mesmos valores que hoje orientam tua caminhada.
Contudo, haverá uma diferença inevitável:
Tu já não serás o mesmo.
Nenhum ser humano atravessa um único dia sem ser transformado.
Mudam-se as idades.
Mudam-se os pensamentos.
Mudam-se os sonhos.
Mudam-se as prioridades.
Mudam-se as dores.
Mudam-se até mesmo os amores.
Mas existe algo que permanece crescendo silenciosamente dentro de ti:
A vastidão que construíste através de cada escolha.
Cada renúncia.
Cada gesto de bondade.
Cada erro reconhecido.
Cada perdão concedido.
Cada vez que decidiste continuar quando desistir parecia mais fácil.
A verdadeira riqueza de uma existência não está naquilo que ela acumulou, mas naquilo que ela se tornou.
Por isso, não te diminuas.
Não te definas apenas pelos fracassos.
Não te condenes pelas quedas.
As montanhas não são feitas apenas dos seus cumes. São feitas também dos vales, das fendas, das pedras quebradas e dos precipícios que as compõem.
Assim também és tu.
Uma obra em construção.
Uma alma que ainda aprende.
Uma consciência que ainda floresce.
Um viajante que continua atravessando estradas visíveis e invisíveis.
Se hoje estás cansado, descansa.
Se estás ferido, permite que o tempo e a esperança trabalhem em teu favor.
Se estás desanimado, recorda quantas vezes acreditaste não conseguir prosseguir e, ainda assim, prosseguiste.
Olha para trás não para viver no passado, mas para contemplar a distância que já percorreste.
Olha para frente não com medo, mas com a serenidade de quem já sobreviveu a inúmeras tempestades.
E, acima de tudo, honra este instante.
Porque a vida acontece aqui.
Neste exato momento.
Neste respirar.
Neste pulsar.
Neste pequeno fragmento de eternidade chamado presente.
E enquanto houver um único sonho em teu coração, uma única semente de bondade em tua alma ou uma única centelha de esperança em teu espírito, tua jornada continuará possuindo sentido.
Portanto, segue.
Com lágrimas, se for necessário.
Com passos lentos, se assim precisares.
Mas segue.
Porque a história que te trouxe até aqui é prova de que existe em ti uma força muito maior do que imaginas.
E a vastidão que construíste ao longo da caminhada ainda não encontrou seus limites.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Os sons percorrem longos caminhos antes de transpassarem os ouvidos daquele sapinho. Um sapinho mochileiro, chamado Gabiróba que pulava um pulo simples sem manobras e todos os dias assim que o sol brilhava bem cedinho e a paisagem ia se descobrinho e se levantava, e voltava feliz a pular seu caminho pois sabia que estava indo de volta para casa.
Hoje ele ouve o bater dos cascos de cavalos, latidos de cachorros de caças e o som de vozes humanas. Ele sabe que caminha sozinho mas não isolado, o perigo espreita por todos os lados e sempre tem alguém que precisa ser ajudado. Não existe no mundo lugar onde só vivem cabras e seus pastores, existem beleza e horrores em todo lugar e belas aves a cantar e alguns poucos humanos mulheres e homens felizes a dançar, mas sapos tem que se cuidar. Por isso nessa manhã barulhenta, Gabiroba sentindo o perigo no ar, voltou-se lentamente o seu pular, e retornou ao seu castelo dos passos lentos, que é o lugar mais protegido onde ele poderia estar.

Meus passos


Todos os obstáculos,
montanhas, desertos,
mares sem portos,
caminhos insólitos,
becos sem saída...


Tudo se ergue diante dos meus passos,
como se o mundo quisesse testar
a delicadeza da minha esperança.


Mas sigo.


Levo no peito uma pequena chama,
teimosa como a madrugada
que insiste em nascer depois da noite.
Cada pedra me ensina um nome,
cada ferida, uma direção,
cada silêncio, a escutar
o coração oculto das coisas.


Se o horizonte se fecha,
abro janelas dentro de mim.
Se o medo me cerca,
semeio coragem no chão.


E, quando penso estar perdido,
descubro: há caminhos
que somente aparecem
a quem continua caminhando.


Assim, entre sombras e estrelas,
transformo o impossível em passagem,
e o fim de cada estrada
em promessa de recomeço.

OS TRÊS CAMINHOS DE HÉCATE: A SÍNTESE FILOSÓFICA DA CIÊNCIA, DA FILOSOFIA E DA RELIGIÃO NO ESPIRITISMO.
"Quando a mitologia encontra a razão, o símbolo deixa de ser superstição para tornar-se linguagem da verdade."
Poucos escritores espíritas alcançaram a rara capacidade de transformar antigos símbolos da cultura humana em instrumentos de reflexão filosófica como José Herculano Pires. Em Os Três Caminhos de Hécate, o filósofo não pretende ressuscitar o paganismo nem atribuir caráter sagrado às divindades da Antiguidade. Ao contrário, utiliza uma das mais belas alegorias da tradição grega para demonstrar que os grandes mitos da humanidade encerram intuições profundas acerca da realidade espiritual, intuições que o Espiritismo explica à luz da razão, da experiência e da investigação metódica inaugurada por Allan Kardec.
Hécate surge, assim, não como objeto de culto, mas como um poderoso arquétipo da consciência humana. Sua imagem tríplice, voltada simultaneamente para diferentes direções do Universo, simboliza a capacidade do Espírito de compreender a existência em sua integralidade, transcendendo as limitações do materialismo e da superstição.
A genialidade de Herculano Pires consiste em demonstrar que aquilo que os antigos apenas pressentiam através do símbolo, Kardec esclareceu por meio da observação rigorosa dos fatos mediúnicos e da construção de uma filosofia espiritual fundada na lógica.
A figura de Hécate torna-se, então, uma ponte entre dois mundos: o da imaginação religiosa antiga e o da racionalidade espírita moderna.
Na tradição helênica, Hécate percorre três domínios: o celeste, o terrestre e o subterrâneo. É senhora das encruzilhadas, dos mistérios da vida e da morte, das passagens existenciais e das transformações da alma. Sua tocha ilumina aqueles que caminham na obscuridade da ignorância.
Herculano percebe nesse simbolismo uma impressionante analogia com a própria estrutura do Espiritismo.
A Doutrina Espírita também percorre três caminhos inseparáveis.
O primeiro é o da Ciência, que investiga os fenômenos mediúnicos sem preconceitos nem misticismos, submetendo-os ao controle da observação e da experimentação.
O segundo é o da Filosofia, que interroga o sentido da existência, da liberdade, da responsabilidade moral e da imortalidade da alma.
O terceiro é o da Religião em espírito e verdade, compreendida não como sistema sacerdotal ou dogmático, mas como vivência ética do Evangelho de Jesus, iluminada pela razão.
Esses três caminhos não competem entre si; completam-se harmonicamente, formando a tríade inseparável da Codificação Kardeciana.
É justamente essa unidade que distingue o Espiritismo de todos os sistemas exclusivamente religiosos, exclusivamente filosóficos ou exclusivamente científicos.
Enquanto uns se limitam à crença e outros restringem-se ao laboratório, Kardec construiu uma síntese em que ciência, pensamento filosófico e moral cristã caminham em perfeita convergência.
Ao recorrer ao mito de Hécate, Herculano demonstra também que a humanidade sempre percebeu, ainda que intuitivamente, a existência de uma realidade espiritual que transcende os limites da matéria.
Os mitos, longe de serem simples fantasias, constituem registros simbólicos das inquietações permanentes da consciência humana. São tentativas poéticas de explicar aquilo que a razão científica ainda não conseguia compreender.
O Espiritismo não destrói esses símbolos; interpreta-os. Não combate a mitologia; revela-lhe o significado profundo. Onde havia alegoria, oferece compreensão. Onde existia mistério, apresenta explicação racional.
Por isso Herculano afirma que o Espiritismo "arranca Perséfone do Hades e conduz Deméter ao Sol".
A metáfora é extraordinária.
Perséfone representa a alma aprisionada na ignorância acerca de sua verdadeira natureza. Deméter simboliza a humanidade angustiada diante da morte, da dor e da separação. O Sol representa a luz do conhecimento, que dissipa as sombras do medo e da superstição.
A Doutrina Espírita conduz o ser humano exatamente a essa claridade intelectual e moral.
Não promete milagres.
Não exige fé cega.
Não impõe dogmas.
Convida ao estudo, à reflexão e ao aperfeiçoamento contínuo.
Essa é a grande revolução proposta por Allan Kardec e magnificamente defendida por José Herculano Pires durante toda a sua existência.
Sua obra permanece atual porque continua advertindo contra dois extremos igualmente perigosos: o materialismo que reduz o homem ao corpo e o misticismo que abandona a razão em favor da credulidade.
Entre esses extremos ergue-se o caminho equilibrado do Espiritismo, sustentado pela investigação científica, pela reflexão filosófica e pela moral evangélica.
Os três caminhos de Hécate convergem, assim, para um único destino: a emancipação da consciência.
Não se trata apenas de conhecer a imortalidade; trata-se de viver de acordo com ela.
Não basta admitir a sobrevivência da alma; é necessário transformar a própria existência à luz dessa realidade.
Como ensinava Herculano Pires, o verdadeiro espírita não é aquele que acumula informações doutrinárias, mas aquele que converte o conhecimento em renovação moral e em serviço ao próximo.
É nesse ponto que a tríade herculaniana alcança sua expressão máxima.
A Ciência esclarece.
A Filosofia compreende.
A Religião vivifica.
Separadas, tornam-se incompletas.
Unidas, conduzem o Espírito à verdadeira libertação.
Conclusão
Os Três Caminhos de Hécate permanece como uma das mais refinadas demonstrações da profundidade filosófica de José Herculano Pires. Ao reinterpretar um símbolo clássico da Antiguidade, ele revela que o Espiritismo não rompe com a história do pensamento humano; antes, ilumina-a sob a luz da razão e da imortalidade da alma. A tríplice via da Ciência, da Filosofia e da Religião constitui o alicerce indissociável da Doutrina Espírita, preservando-a tanto do dogmatismo quanto do ceticismo materialista. Assim, Herculano reafirma que a verdadeira evolução espiritual nasce da harmonização entre conhecimento, discernimento e vivência moral.
"A tocha da verdade não foi acesa para venerarmos a luz à distância, mas para caminharmos por ela até que nossa própria consciência se torne luminosa."
— Marcelo Caetano Monteiro
Fontes:
Allan Kardec. O Que é o Espiritismo.
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos.
Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo.
José Herculano Pires. Os Três Caminhos de Hécate.
Jorge Rizzini. J. Herculano Pires, o Apóstolo de Kardec.
* Obs. Hécate (ou Hekátē, em grego: Ἑκάτη) é uma das divindades mais enigmáticas e complexas da mitologia grega. Diferentemente de muitos deuses olímpicos, sua origem remonta ao período pré-helênico, sendo posteriormente incorporada ao panteão grego.
Segundo a Teogonia, de Teogonia, Hécate era filha dos titãs Perses (ou Perseu, em algumas tradições) e Astéria, sendo altamente honrada por Zeus, que preservou seus poderes mesmo após a derrota dos Titãs.
Ela é tradicionalmente associada a diversos domínios:
As encruzilhadas, simbolizando as escolhas e os caminhos da existência.
A noite e a lua, especialmente em seu aspecto misterioso.
A magia e os mistérios, sendo considerada protetora daqueles que buscavam conhecimentos ocultos.
O mundo dos mortos, acompanhando as almas em determinadas tradições.
As passagens e transições, como nascimento, morte e transformação espiritual.
Sua representação mais conhecida é a de uma deusa tríplice, formada por três figuras femininas unidas e voltadas para direções diferentes. Essa imagem simboliza sua capacidade de contemplar simultaneamente diferentes dimensões da realidade.
No mito de Perséfone, Hécate desempenha papel fundamental. Quando Perséfone é raptada por Hades, Hécate auxilia Deméter em sua busca, conduzindo-a com uma tocha até a revelação da verdade. Por isso, tornou-se símbolo da luz que dissipa as trevas da ignorância.
Hécate em Os Três Caminhos de Hécate
José Herculano Pires não utiliza Hécate como objeto de devoção ou prática religiosa. Ele a toma como um símbolo filosófico. Para Herculano, os três aspectos da deusa representam, por analogia, os três caminhos pelos quais o Espiritismo alcança a verdade:
Ciência — investigação dos fenômenos;
Filosofia — compreensão racional da existência;
Religião — vivência moral do Evangelho.
Assim, Hécate deixa de ser apenas uma personagem mitológica para tornar-se uma poderosa alegoria da visão tríplice da Doutrina Espírita, demonstrando como antigos símbolos podem adquirir novo significado quando interpretados à luz da razão e da filosofia kardeciana.
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Ainda É Você



A vida me levou por caminhos que jamais imaginei percorrer. Conheci a dor de quem esteve entre a vida e a morte, aprendi a recomeçar quando tudo parecia definitivamente perdido e descobri que existem cicatrizes que o tempo não apaga... apenas ensina a carregar.


Estudei, lutei, construí uma nova história, encontrei novos objetivos, vesti a toga, vesti o jaleco e aprendi a defender vidas de maneiras diferentes. Mas, em silêncio, havia um lugar dentro de mim que permaneceu exatamente como era.


Esse lugar sempre teve o seu nome.


Dizem que o tempo cura tudo. Talvez cure a saudade de quem esquece. Mas não cura o amor de quem continua escolhendo a mesma pessoa, mesmo quando a vida insiste em os separar.


Houve anos de distância. Houve silêncios. Houve despedidas que nunca convenceram o coração.


Ainda assim, todas as vezes em que pensei no futuro, era o seu rosto que aparecia antes de qualquer conquista.


Porque algumas pessoas passam pela nossa vida. Outras se tornam a própria definição de lar.


Você nunca foi apenas uma lembrança. Foi a oração que fiz em silêncio, o pensamento que voltou nos dias difíceis, a esperança que resistiu quando tudo parecia dizer que era tarde demais.


Se existe algo que aprendi depois de tudo o que vivi, é que a vida é breve demais para esconder aquilo que o coração grita.


Por isso, hoje não escrevo para convencer você. Escrevo apenas para ser verdadeiro.


Eu continuo te amando. Não por falta de opções. Não por apego ao passado. Mas porque, depois de todos esses anos, de todas as tempestades e de todas as versões de mim que o tempo construiu, ainda é ao seu lado que o meu coração imagina a paz.


Se um dia você decidir olhar para trás, encontrará alguém que nunca deixou de acreditar que algumas histórias não terminam quando acabam. Elas apenas esperam o momento certo para recomeçar.


E, se esse momento existir... Que seja com as nossas mãos entrelaçadas, não para recuperar o tempo perdido, mas para viver, finalmente, o tempo que sempre sonhamos.

" Direções Opostas "


Os nossos passos deixaram de rimar e os caminhos seguiram direções distintas, moldados por pensamentos e ideais que já não se cruzam.


Há uma quietude estranha em aceitar que certas presenças se tornam memórias e que a vida continua,
lá fora, em compassos diferentes.


Torço, com sinceridade e do fundo da alma, para que essa pessoa siga sua rota,
e encontre sua própria felicidade e viva em plenitude.


Mas o meu olhar,
que por tanto tempo tateou o horizonte alheio,
agora se recolhe e se volta para dentro.


Percebi que o fim de uma direção compartilhada é, no fundo, o convite para habitar a mim mesmo.


Não se trata de esvaziar o que foi,
mas de preencher os vazios com a minha própria companhia.


O amor que eu esperava encontrar em um abraço externo ou em um novo olhar começa, obrigatoriamente,
na forma como aprendo a me acolher e a me bastar.


Sigo o meu caminho não mais como quem busca uma metade, mas como quem constrói o seu próprio abrigo.


Se o destino me permitir encontrar um novo amor no futuro, que ele venha somar a uma casa que já está em ordem e inteira.


Por enquanto,
o meu maior compromisso é ser gentil com os meus silêncios, sarar as minhas margens e reencontrar sem pressa, o amor que mora em mim!

Sai pelos caminhos e atalhos e
força-os a entrar, para que a minha casa se encha. (Lucas 14:23)
O convite é amplo. A resposta pertence a cada pessoa diante de Deus. Por isso, quando alguém tenta agir como porteiro da graça, decidindo quem pode ou não ser alcançado, acaba assumindo uma função que a Bíblia nunca lhe deu. A Igreja anuncia; Deus chama, convence, perdoa e salva.
miriamleal

Eu não sei se busco sentido ou apenas evito o vazio, porque, no fundo, os dois caminhos se confundem como sombras no mesmo corredor escuro, e talvez toda busca seja apenas uma tentativa elegante de não encarar o abismo de frente, um desvio consciente para não admitir que o nada também me observa.




- Tiago Scheimann

⁠CAMINHOS DO CORAÇÃO


Eu preciso aprender a ouvir, tua voz.
Eu preciso aprender me entregar por inteiro a você.
Cada vez, mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez, mais forte é, a vontade de te fazer o bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
Me disserem que você, anda a me procurar, também disseram que te viram dizer me amar....
Cada vez mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez mais forte é, o desejo de te fazer tão bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
E eu sei que você é, meu consolo então, e eu deixei você trilhar, os caminhos do, meu coração ...

"Pelos caminhos encantados procurei você e num respirar senti seu perfume exalar...como é bom sentir seu perfume junto a mim...como é bom saber que o amor existe e estamos a senti-lo.
O amor é algo indefinível...algo que sentimos e não sabemos porque sentimos...Amar e ser amado...eis a alegria da vida...que a tudo brilha...tudo encanta...para jamais se acabar...sendo infinita por todo o sempre da humanidade."💕💐

Só existem três caminhos para eliminar todas as angústias e problemas da sua vida. Mas qualquer um que você escolher, precisa ser seguido até o fim. O fim desses caminhos é o paraíso, ou seja, a sua cura.

1 – Mudar de vida.
2 – Afetos.
3 – Aceitar tudo.

Escolha um e vá até o final. Mas lembre-se: não é fácil. Nenhum desses caminhos permite que você pare no meio, porque o meio do caminho ainda é escuro. A luz só existe no fim. E mesmo quando chegar lá, precisará continuar caminhando, porque se parar, tudo volta a escurecer.

Ou seja:

Se escolher mudar de vida, terá que mudar tudo que te incomoda. Mudar pensamentos, mudar de pessoas, mudar de lugares, mudar de ambiente, mudar percepções, mudar comportamentos, mudar ideias, mudar atitudes, mudar rotinas, mudar valores, mudar a forma de viver. Ir mudando, e mudando, até o final da sua vida.

Se escolher afetos, terá que viver totalmente para o afeto. Buscar conexões, presenças, atenções, carinho, cuidado, solidariedade, confiança. Cercar-se de pessoas que te fazem bem, que combinam com você. Ter um amor, amizades verdadeiras, conviver com animais, dedicar-se à vida ao seu redor de coração e alma.

Se escolher aceitar tudo, terá que aceitar quem você é. Aceitar a vida como ela é. Aceitar as pessoas como elas são. Aceitar a existência, aceitar o universo, aceitar o amor dentro de si. Aceitar os problemas, aceitar o bem e o mal, aceitar tudo.

E se um dia você escolher viver os três caminhos ao mesmo tempo, certamente encontrará o sentido da sua vida.

A vida 💙
A vida me colocou diante de escolhas difíceis... Mudou meus caminhos, me fez encarar dores que eu não esperava... Chorei, mas também descobri forças que nem sabia que tinha...
A pessoa que eu fui... já não existe mais...Hoje carrego aprendizados, cicatrizes e coragem...
E mesmo com as marcas, sigo acreditando, me superando e me reinventando a cada dia com fé, com calma e com a certeza de que Deus ainda está escrevendo o melhor pra mim...

Calma... Aguarde... Observe... Ore...

Há caminhos que só se revelam
quando os passos deixam de correr.

Há respostas que nascem no silêncio,
portas que só se abrem no tempo certo,
e sinais que o coração apressado não consegue perceber.

Acalme a alma.
Silencie o medo.
Descanse a ansiedade.
E ouça...

Antes de agir, ore.
Antes de decidir, espere.
Antes de seguir, pergunte a Deus.

Porque, às vezes, Deus não está dizendo “vá”.
Ele está dizendo: “permaneça.”

E quando Deus fala,
até o silêncio ganha sentido,
a espera se transforma em preparação
e o caminho começa a florescer diante dos nossos olhos.

Não se apresse.
Quem aprende a esperar em Deus
descobre que o tempo d’Ele nunca chega atrasado.

Nem toda dor precisa de plateia,
nem toda vitória precisa ser anunciada.


Há caminhos que são solitários por dentro,
mas reveladores por fora.


Compartilho apenas o que já compreendi,
o que virou aprendizado,
porque viver não é provar força ao mundo,
é permanecer fiel a si mesmo
na queda e no recomeço.

Quando você é um mapa aberto nas mãos de alguém,
essa pessoa conhece seus caminhos,
suas curvas, seus atalhos
e até os lugares onde você costuma se perder.


Mas nem todo mundo que conhece o caminho
quer te levar às Maldivas.


Alguns usam o mapa para te conduzir ao destino dos sonhos.
Outros estudam suas rotas
apenas para saber exatamente onde te fazer cair.


Por isso, cuidado com quem recebe o mapa da sua vida.
Nem todo mundo merece conhecer seus atalhos,
seus pontos fracos
e o endereço dos seus sonhos.


Porque, quando você entrega seu mapa para a pessoa errada,
ela não precisa destruir seu caminho.


Basta te convencer a seguir a direção errada.