Textos sobre a Morte
Existem três formas de se morrer, a física é a mais ostensiva e a que tenho menos receio, é uma consequência natural da Vida, que pode eventualmente ser tragicamente antecipada.A moral é a mais hedionda, um câncer que corrói a nossa alma aos poucos como o “esmalte derretendo um isopor, só restando um agonizante remorço em forma de rancor, resultante a uma personalidade deploravelmente apática,inerente de uma alma vil.A morte intelectual, nos torna natimorto, pois se não penso, logo não existo! Nos tornando um “ Neo-Zumbi”, escravos de “movimentos de manada”, tornando sua volição e cognição entorpecido .Inerente a uma personalidade fantasmagoricamente preguiçosa é inócua.
Hoje ela veio até meu quarto novamente, fazia muito tempo que ela não aparecia...Chegou com sua voz mansa em meu ouvido com sua mão gelada em meu corpo....ela me acariciava e fala, você está sozinho de novo, largado, abandonado, jogado em um canto qualquer, você precisa de mim, daminha companhia, do meu abraço....tentei resistir ao máximo a sua prosa mas a dor no peito, o frio e o escuro me fizeram a chamar pra perto, e mais uma vez ela está comigo e agora me fala que quer me apresentar um velho amigo que eu iria conhecer aqui alguns anos, mas com essa dor seria melhor agora....Afinal ela me adora e só quer me ver bem.....com isso digo adeus pois estou abraçando a dona Morte....
Chega um momento em nossas vidas a onde precisamos tomar decisões, e cada uma destas sempre vai ter consequências....algumas serão boas, ja outras nem tanto....quem sabe elas nos ajudaram a ser felizes ou apenas nos faram parar de sofrer.....cada um precisa fazer a suas no seu tempo, da sua forma, pronto para partir quando necessário....Pois a hora do adeus não é divulgada, ela apenas chega...
Assim como o rio que através de suas águas tranquilizantes procura o tempo todo o mar (apesar de ilusoriamente parecer estar parado), assim nossa vida não sossega até encontrar-se com a eternidade. É só deixar fluir esta água para seu objetivo maior que acabará com certeza desaguando no infinito oceano do Amor.
O sentido da vida é estar vivo. É tão claro, tão óbvio e tão simples. Mesmo assim, todo mundo não para de correr em pânico, como se fosse necessário conseguir alguma coisa além de si próprio... E quando nos deparamos com aquela que nos ceifa a "vida" há o choque que nos coloca de baixo da pequinês e da fragilidade humana. Mas quero aqui registrar que a maior alegria do "Ser Humano" enquanto Cristão, é a alegria de sua "Salvação" quando se tem essa certeza não há porque teme a morte...
Os médicos costumam fazer tudo o que for necessário para manterem seus pacientes vivos quando o melhor talvez fosse deixá-los morrer em paz com alguma dignidade e conforto ao invés de afastá-los da família e usando todo tipo de recurso que mais soam desumanos que humanos. Quando chega a hora é melhor partir vendo rostos amorosos que máquinas, tubos e indiferença.
Todas as boas pessoas estão partindo muito rápido e já não tenho mais lágrimas pra chorar. Eu já não consigo sentir o luto pelas boas pessoas porque derramei todas pelas últimas, até que entendi realmente, e já não consigo diante disso mais me surpreender. A verdade, é que os bons são eternos! E a partida já é um descanso, um alívio entre um eterno dormir!
Muitos de nós não nos preocupamos mais com essas perguntas, entretanto, questões como 'de onde viemos?' ou 'para onde vamos', que eram tradicionalmente questões filosóficas, hoje são recorrentes exclusivamente para a ciência. Os filósofos atuais não têm estudado de acordo com as descobertas mais recentes da física, e por isso, a filosofia está morta hoje.
Já se perguntaram sobre o significado da existência? Eu já, inclusive muitas vezes. Anos de reflexão para simplesmente perceber que o existir em si, é o próprio inexistir, pois tudo que se aprende um dia, vc esquecerá, seja pelo Alzheimer ou pela morte orgânica do seu cérebro. Somos insignificantes seres de vivência efêmera perante a idade e o próprio existir do Cosmos.
"Nunca me perguntaram o porquê, que eu não gosto de dormir. Afinal a resposta é simples, tenho medo de fechar os olhos e nunca mas sair do vácuo vazio de escuridão da inexistência. Porque quando você está sob efeito do sono, você não contempla a realidade, tudo é inconsciente, e por um breve momento você deixa de existir. O sono nada mais é, do que pequenos breves testes para aquilo que chamo de inexistência. Afinal isso é a morte da consciência pensante, e o fim de tudo aquilo que você é".
O saudosismo é uma sensação tão poderosa, ao ponto de projetar na existência humana, uma extrema necessidade de acreditar em uma realidade paralela onde o esquecimento, a morte, a dor e o sofrimento não existam, por mais que isso seja uma vã e tola ilusão do eu. Os pressupostos de pós-vida são muletas Metafísicas de subterfúgio de sentido existencial, fruto do desespero mediante o desamparo e separação dos entes que amamos.
A Eternidade é a carruagem do tempo, ensandecida em sua interminável viagem pelo infinito. Ela é o oceano sem limites, sobro o qual passam as frágeis frotas dos tempos, das idades e das eras em sua inútil e ridícula jornada rumo ao nada. Diante da Eternidade, um ano, um século, um milênio, mil milênios, um trilhão de milênios, não chegam a representar nem sequer um mero segundo. Em face da Eternidade os heróis desaparecem, as pedras viram pó, as estrelas perdem seu resplendor, e os deuses, consumidos pelo tédio de contemplar inertes o repetitivo devanear de galáxias moribundas, clamam pela morte...
Para muitos defeitos físicos existem formas de serem eliminados ou atenuados. Contudo, para os defeitos do espírito, principalmente o preconceito, se a pessoa que os portar não corrigi-los e não se redimir perante Deus e a quem porventura tenha ofendido, eles voltarão contra ela, em dobro, nessa vida ou em outra, inclusive depois da sua morte.
Na jornada da vida, somos lembrados de que não se vive apenas uma vez, mas sim que cada novo dia traz consigo a oportunidade de viver plenamente. É uma constante renovação, um ciclo onde podemos abraçar cada momento com intensidade e gratidão. Contudo, é na finitude da existência que encontramos a singularidade de nossa partida, uma só vez para atravessarmos o limiar entre a vida e a morte, deixando para trás um legado de memórias e experiências que ecoam na eternidade.
Ao nascer de novo diante daqueles que morreram, praticando o pecado, levante a sua cabeça e ponha de novo o seu espírito para trabalhar com pureza, a sua alma para aprender coisas sadias e a sua mente para trabalhar com uma consciência limpa, tranquila e saudável, fazendo agora o melhor para não morrer distraído diante das bobeiras da vida.
A dor do passado nos fez aprender que a vida continua tendo grande valor, o sofrimento do presente nos ensina que a nossa alma está sendo lapidada para sermos melhores criaturas e ambos nos faz lembrar que há algo mais para nos alegrar do que tudo o que já passamos: Deus aceitou a morte do Seu únio Filho para sermos hoje e eternamente abençoados.
Um dos nossos maiores inimigos é o tempo, pois cada segundo anuncia a proximidade do fim da nossa existência nesse mundo, por isso, não insista nos erros , mas tente extrair de cada desses aprendizados, não alimente sentimentos nocivos, redirecione seu olhar para as coisas positivas da vida, enfim, não desperdice as oportunidades, perdoe , ame e ame-se, siga em frente com fé e esperança em Cristo.
A vida é como uma imensa avenida, em que caminhamos de uma casa a outra, de uma esquina a outra. E ao longe, sempre vemos a morte andando pelos corredores, escadas, praças, jardins, calçadas, e pensamos (muitas vezes) estar preparados, mas basta ela bater a nossa porta, que vamos perceber que na verdade nunca estivemos.
São tantas coisas que ocupam o nosso tempo, tantos entretenimentos tecnológicos que roubam os nossos momentos em família, que vivemos esquecendo que em qualquer momento; alguém que a gente ama irá partir... Um dia, quem se ama será apenas uma lembrança, uma saudade, uma foto, uma história a se contar. Por isso; o momento de amar é agora, enquanto respiramos o mesmo ar, enquanto estamos juntos sob a mesma luz do sol, enquanto caminhamos pelos mesmos passos desta vida.
Durante muito tempo, confesso, temi o mundo... mas não por suas dores naturais, nem por seus silêncios frios. Tive medo de viver em um mundo onde você não estivesse. A simples ideia da sua ausência era como um vento cortante atravessando o peito, como uma noite sem estrelas, como uma eternidade sem luz. Havia algo na sua presença que fazia o tempo parecer menos cruel, e a vida, ainda que imperfeita, tornava-se suportável, quase bela. Sem você, tudo perdia cor, propósito e rumo. E assim, mais do que temer a morte, temi a vida sem você... porque viver, se não for para dividir o olhar, o riso e o silêncio com quem se ama, é apenas existir à margem do que poderia ter sido eternidade.
