Textos Reflexivos sobre Inclusão

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⁠As respostas e sinais estão postas pelo caminho, basta reflexão, sabedoria, sensatez, ..., mas principalmente silenciar autossabotagens. O que quero dizer com isso? Buscamos respostas em lugares mirabolantes, as vazes até paga-se para escutar algo que já foi dito através de deduções, “intuições”, “red flags”, percepções, correlações e diversas outras formas de “desvendar” indagações. Contudo, seria muito mais fácil aceitar respostas, mesmo que elas contrariem nossas vontades! Quando disse “autossabotagem” é porque a maioria das pessoas se deixam motivar por carências, medos, comodidade e diversos outros sentimentos paralisantes. Negar o óbvio só traz perda de tempo, dores, frustrações e outras consequências postas como “aprendizado” que entendo ser desnecessário.

Ao completar 34 anos, fiz uma reflexão sobre a vida e, considerando cada experiência vivida, desafios enfrentados e conquistas alcançadas, passei a valorizar muito mais cada amanhecer e cada respiração. Por isso, sou grato por cada alimento que provei, por cada música que ouvi, por cada pessoa que conheci e pela chance de fazer o bem. Tudo se transformou em aprendizado. A existência é a base; viver é o objetivo, e alcançar o fim do ciclo de vida em tranquilidade é a meta.

Antigamente, quando me olhava no espelho, via apenas um reflexo distorcido. Era como se um monstro estivesse me olhando e idealizando uma versão branda e pacificadora, sabendo que eu tinha capacidade de ser e agir como tal, mesmo movido por raiva, amargor, vingança e ódio. Eu estava aprisionado em mim mesmo. A mudança psicossocial e psicológica foi fundamental na minha transformação como ser, mesmo quando pensei que era o meu fim e que não haveria mais saída. Hoje, o monstro está preso e não pode mais me ferir, nem ferir os meus. Sinto minha libertação; o aprisionamento dele me traz paz, confiança, honestidade e amor-próprio. Essa libertação trouxe um alívio imenso, um crescimento pessoal e profissional. Que esta mensagem seja um símbolo de esperança⁠

Graças à compreensão ontológica pré-reflexiva, o homem comum sabe que cada situação é, em primeiro lugar, uma pergunta que deve ser respondida por ele, de maneira que, na verdade, nem ele pode perguntar pelo sentido de sua existência, pois "a vida em si é que coloca as perguntas ao homem: ele não tem de perguntar, antes a própria vida é que pergunta, e ele tem de responder a ela - tem de ser responsável diante dela".

Último domingo do ano, um dia de pausa, reflexão e gratidão. Que possamos olhar para tudo o que ficou para trás com aprendizado, soltar o que pesou e guardar o que nos fortaleceu. Que este domingo traga silêncio onde houve barulho, esperança onde houve cansaço e coragem para os novos começos que já nos aguardam.

Tem dias que nem sei mais quem sou. Me olho no espelho e vejo um reflexo apagado, cansado... distante do que um dia fui. Sinto que perdi o brilho no olhar, a força nas palavras, a vontade de lutar. Aprendi a esconder o que sinto, porque ninguém percebe mesmo. Ando por lugares que já me fizeram sorrir, mas agora só me dão vontade de sair correndo. Me pego lembrando de quem eu era — cheio de planos, de vida — e comparo com esse alguém que só sobrevive. Não sei se é tristeza, exaustão ou só um vazio que tomou conta... só sei que algo em mim se perdeu. E isso pesa mais do que consigo explicar.

"A tecnologia é o reflexo da nossa curiosidade, mas o uso que fazemos dela é o reflexo do nosso caráter. No dia em que pararmos de usar as ferramentas apenas para acumular e começarmos a usá-las para conectar e cuidar, a verdadeira evolução acontecerá. A liberdade não está no poder de criar máquinas inteligentes, mas na sabedoria de nunca permitir que a frieza do código substitua o calor da empatia. Que o progresso técnico nunca caminhe mais rápido do que a nossa capacidade de sermos humanos."

Seria a convicção um reflexo do que desejamos acreditar? Ou, quem sabe, aquela voz que o invade todas as noites, ao recostar a cabeça no travesseiro, tenha algo realmente importante a dizer. Alguns acreditam em um sexto sentido; outros, que possuem o dom da adivinhação. Eu espero estar errado sobre tudo.⁠

É de um amor inigualável, quando o peso nos ombros passa a ser reflexo de uma luta constante dentro de si. Quando os farrapos humanos são enxergados como motivos para continuar andando. E mesmo sem acreditar, com os os olhos inchados pela mágoa da egocentricidade alheia, seguimos em frente. O amor talvez seja isso: um sentimento totalmente desprovido de culpas, rumores, observações e despido de frustrações banais. Sua essência está nas entrelinhas, no recomeçar, na vida.

Em tempos de pandemia a reflexão tomou conta de boa parte das pessoas, isso é muito bom. Bom porque as pessoas podem por seus pensamentos em seu devido lugar, rever seus erros e acertos. Refletir sobre tudo em sua vida e buscar não a perfeição, mais sim a melhora para si e para o próximo ⁠.❤

No coração humano há certas misérias que empalidecem diante do próprio reflexo; entre elas, a inveja é a mais lúgubre e rasteira desde os primórdios da criação Divina. Ela é uma soberba que se fez verme. É um vício tão monstruoso, uma deformidade espiritual tão vil e vergonhosa, que até o mais audaz dos celerados, assim como satã, recua diante do espelho de sua própria consciência deturpada.

A espiritualidade vem da reflexão e do fundo do ser. Não é uma questão de religião, mas sim do divino ser. A religião é uma escolha e deve ser respeitada, pois todas elas ensinam a espiritualidade e o encontro do ser humano consigo mesmo. Com a espiritualidade, há paz, boa convivência social e respeito à vida

"A melhor reflexão quiçá não surge apenas de uma teoria filosófica, ela nasce da observação de uma verdade humana recorrente: as grandes construções da vida são lentas. Uma árvore centenária não surge numa primavera. Uma reputação não se forma numa semana. Uma carreira respeitada não se constrói num único concurso. Uma família sólida não nasce de um único gesto de amor. Uma instituição forte não é fruto de uma única gestão.Tudo isso resulta de pequenas escolhas repetidas durante anos e até mesmo décadas."

O reflexo não devolve presença — apenas reproduz contorno. Ele repete formas, mas não alcança profundidade; imita a superfície sem tocar aquilo que nela vive. E é por isso que repetir jamais foi corresponder: porque correspondência exige encontro, enquanto o reflexo oferece apenas duplicação silenciosa.

Foi pelo momento, plenamente absorto em mim mesmo, engendrando novas luzes como reflexo de uma alma puramente fugidia, minha alma, sustentada por meros caprichos mundanos que sutilmente elevam-na, que me vi atropelado e arrastado pela, por agora, vertical vontade alheia, impetuosamente me sopra ao ouvido sua inequívoca vontade. Miserável me tornei; foi-me pior seguir tal alento; não poderia, nem se quisesse, evitar a verticalidade. Mesmo pífio segundos, tornar-me-ei desamparado do ante deleite, ao alentado fomento do capricho alheio, toda a transcendentalidade ordinária, minha modesta, pois, havia perdido.

O psicopata no jogo atravessava a sala como quem engole o próprio reflexo, os batimentos cardíacos 100 por hora riscavam o ar feito giz invisível, quase sem pulsação e ainda assim vivo demais, enquanto a cachoeira que mais se parece ao deserto do Saara despejava areia líquida sobre pedras que ardiam de frio, nada fazia sentido porque o relógio caminhava para trás e os passos ecoavam antes de tocar o chão, e no entanto cada detalhe obedecia a uma lógica secreta, pois o jogo nunca foi tabuleiro, era consciência, e o psicopata não era um monstro, mas a parte estratégica que aprende a sobreviver onde a água evapora antes de matar a sede, os batimentos 100 por hora não eram pânico, eram alerta, quase sem pulsação não era morte, era controle absoluto, a cachoeira desértica era o paradoxo da mente que chora por dentro enquanto por fora se mantém seca como o Saara, e assim o que parecia ruído se revela cálculo, o que parecia loucura se revela método, porque no fim o jogo é interno e cada grão de areia que cai da água invisível marca o tempo exato entre sentir demais e não sentir nada.

As horas desfilam em sapatos de vidro rachado, pisando espelhos sem reflexos. Giram, bamboleiam, tropeçam: valsa de ponteiros tortos, meio-dia engolindo meia-noite, amanhecer tossindo crepúsculos de tinta. Nada faz sentido – ou faz? Minutos bêbados derramam-se como vinho em taças vazias, poças sussurrando equações sem números. Relógio de areia vira de cabeça para baixo; grãos dançam quadrilhas, subindo em espirais estelares. Horas com máscaras de palhaço riem, desmanchando-se em confetes de ontem. Pulam corda com teias de aranha, contam até infinito e param no zero, agora dissolvendo em bolhas que estouram risos mudos. Por que o segundo devora o anterior? Sombras crescem ao meio-dia, tango com luz fugidia. Absurdo! Mas no caos, pulso: cada giro é átomo de destino, tropeço é órbita no vazio. Desfeitas, recompõem-se em abraço fractal. Absurdo mascara o sentido: universo dança descompassado para ensinar o ritmo infinito. Param, ofegantes; relógio sorri. Tudo encaixa no desencaixe perfeito.

Aos jovens, uma reflexão de quem se aproxima dos oitenta. Descobriu, já tarde, que a pior pobreza não mora na carteira, mas na falta de amor. Os dias repetem-se entre contas, lembranças e silêncio. Já não espera grandes acontecimentos; pede apenas saúde para não sofrer nem dar trabalho à ninguém. Ainda assim, abre a janela todas as manhãs, faça sol, chuva ou vento. Enquanto houver um amanhecer, a esperança sempre encontrará um jeito de entrar. Talvez porque a esperança também atenda pelo nome de amor.

Não confunda popularidade com identidade. Muitos são aplaudidos por serem reflexos, enquanto poucos são respeitados por serem a própria fonte. Em um mundo onde a conformidade é frequentemente recompensada com o conforto da aceitação, a autenticidade torna-se um ato de rebeldia silenciosa. Manter a integridade de quem você é, enquanto tantos se camuflam para se encaixarem em moldes alheios _Enzo Ruchell_

A falta, ela nos diz muito sobre aquilo que ela nos subtrai e o reflexo desta perda nos potencializa a algo, pois a vida é uma superação, como o hoje é a superação do ontem, para que o ontem tenha tido sentido em nosso viver, o hoje precisa ter muito mais, é isso que a vida nos pede, não pra esquecer, mas pra que superemos a falta.