Textos Reflexivos sobre Inclusão
Eu cheguei numa fase que eu tenho preguiça de contar o meu lado da história.
Cheguei à fase da serena desistência,
De explicar-me em vão, de buscar aceitância.
Deixo aos outros a trama da minha história,
Pois sou além do que enxergam em minha glória.
Que pensem o que quiserem, que julguem à vontade,
Minha essência resplandece além da superficialidade.
Quero é que todos sigam seu próprio destino,
Enquanto trilho meu caminho, sem me deter no desatino.
Nada me é dado, mas tudo é conquistado,
Com suor, lágrimas e cada passo ousado.
Sou autor da minha saga, protagonista do meu enredo,
E na calma da aceitação, encontro meu maior segredo.
Existem momentos na nossa vida que não
vemos mais nenhuma possibilidade, parece
que tudo esta escuro, como se o mundo
estivesse dado as costas para nós.
Ainda que seja dificil de acreditar, ainda que
você não veja nenhuma esperança ou um
fio de luz sequer, lembre-se que nenhuma
fase é eterna, assim como nenhum
sofrimento dura para sempre, tudo
passa, esse momento de agora é
apenas o casulo, não é o fim, mas
sim o inicio de uma
fase na sua vida.
Sou apaixonada por tudo que me desafia.
Tudo que é dificil me atrai e me convida
a descobrir até onde posso ir e quais
sao os meus limites. E tenho convicçao
que tudo que é conquistado nesses termos,
com duras lutas, grandes sacrificios, nao
se perde e nem escorre pelos dedos. Por isso,
o facil nunca interessou e nem faz parte dos
meus planos... Eu gosto mesmo do IMPOSSIVEL!
Nosso caminho nunca será 100% perfeito,
nele encontraremos inumeros obstáculos,
dificuldades, transtornos, pessoas...
Mas lembre-se de uma coisa:
Tudo que vem fácil, vai embora
com a mesma facilidade que
chegou, assim como,
tudo que conquistamos
sem esforço, dificilmente
ganhará o devido valor...
e as pessoas, serão sempre
diferentes, mas independente
das diferenças, o que conta
mesmo, é o modo o qual
elas tocam nosso coração.
Existem momentos na nossa vida que nao
vemos mais nenhuma possibilidade, parece
que tudo esta escuro, como se o mundo
estivesse dado as costas para nos. Ainda
que seja dificil de acreditar, ainda que
voce nao veja nenhuma esperança ou um fio
de luz sequer, lembre-se que nenhum sofrimento
dura para sempre, tudo passa, esse momento de
agora é apenas o casulo, nao é o fim, mas sim o
inicio de uma fase da vida.
Aprenda uma coisa: a vida é leve e breve, portanto viva
intensamente tudo o que acontecer durante a sua jornada,
desde os aspectos positivos aos negativos, porque os
negativos nos ensinam e nos fazem crescer como pessoas
e sao graças a eles que nos tornamos pessoas melhores.
Portanto, nao de um peso maior do que merecido aos seus
problemas, tampouco deixe que eles ofusquem a sua
alegria de viver.
E quando você pensa que
já viveu tudo que tinha pra viver,
que já aconteceu tudo que podia
acontecer e que finalmente você
entendeu tudo que tinha para
entender e assim caminhar
em paz... O mundo desaba na
sua cabeça e você compreende
que ainda há muito que aprender,
há muito que viver e muito
para compreender....
Nosso caminho nunca sera 100% perfeito, nele encontraremos inumeros obstaculos, dificuldades, transtornos, pessoas...
Mas lembre-se de uma coisa: Tudo que vem facil, vai embora com a mesma facilidade que chegou, assim como, tudo que
conquistamos sem esforço, dificilmente ganhara o devido valor... e as pessoas, serao sempre diferentes, mas independente das diferenças, o que conta mesmo, é o modo
o qual elas tocam nosso coraçao.
Independente das suas dificuldades diarias,
seus problemas e suas angustias, lembre-se
que hoje é outro dia e voce esta tendo a
oportunidade de recomeçar e tentar de novo.
Portanto, levante sua cabeça, arregaçe suas
mangas e va a luta. deus nao te fez para voce
se contentar com migalhas, mas sim para se sentar
a mesa e saborear o grande banquete.
'ABELHAS'
Sob a mesa amarroada,
abelhas polonizam a carne crua.
Zumbidos ao redor de um copo caído parece infinita cena.
Embebidas com o cheiro acre,
destilado,
decalque...
Próximo a elas,
papéis jogados,
acolhendo a letargia de algumas,
veemente saboreando seu pedaço de carne.
Asas parecem bater mais fortes,
volúpias,
vaidades, ...
Para onde fora o própolis?
Sem significado,
os papeis sofrem:
abelhas já mortas,
sem voo,
empalhadas pelo próprio 'mel' que criara.
Vilipendias,
caminham lentamente na emoção...
Parado na reflexão,
a casa de palha observa-me petrificada.
Serás casa nos dias que virão?
Ou apenas lembranças de rodas dentadas?
Tudo será abelhas,
engrenagens?
E em meio a tantas,
sopeio as que ainda restam.
Mas outras voam sem rumo,
sempre a procura,
carnes cruas,
colmeias...
'PAREDES'
As paredes dizem muitas coisas.
São olhos que rodeiam.
Algumas parecem falar.
Presenciam.
Quando mudamos e elas ficam,
um pedaço fica ali.
Gravado.
Cada parede é um retrato
que tanto presenciou.
E quando se tem uma ligação íntima,
elas fazem parte.
É um velho amigo de infância.
Tantas lembranças vêm.
Algumas estão intactas.
Vigorosas.
Outras caíram.
Rachaduras perceptíveis
quando mal construídas.
Tantas escondem suas vulnerabilidades com tintas.
Têm aquele esplendor aparente,
mas por dentro, apenas resíduos.
Poucos não a percebem.
Ali. Parada. Muda.
O essencial é saber que,
elas permanecem vivas.
Com suas particularidades.
Fazendo parte das nossas vidas.
A maioria delas, sem importância.
'AMOR INDULGENTE'
Quisera descrever o Amor na sua maior extensão. Amor que outrora faz-se tenro. Novo nos corações que suplicam um caminhar aquém.
Ver-se tanta admiração nos equívocos do Amor, que o próprio Amor, deixa de ser peculiar. E vai se transformando nessa dimensão sem precedentes. Ora opaco. Ora lúcido. Sem dissensão. Mas que deixa rastro. Uma trilha que, sem a qual, não se teria muito de significado.
Tantos minutos deteriorados na tentativa de abraçá-lo e outros para deixá-lo ausente. Quando próximo, quis-se distância. Quando distante, quis-se imediato.
Eu te ovaciono. Não pelo que fazes, mas pela autenticidade da tua essência. De estar presente mesmo na ausência. Do poder transformador de dá compreensão ao que no fundo, nunca se compreendeu. O mais admirado e extenso das abstrações que se faz presente. Que esse mundo de confusão te admita e te segure no ombro.
'QUERER'
Queremos tantas coisas. Mas apenas uma é relevante. Custa-nos descobrir o que realmente é. Tem descobertas que assolam. É conveniente guardarmos a sete chaves, pois, pouco importa extravasarmos o que nos pertence. O contíguo sufoca.
Quisera termos a ingenuidade dos loucos. Sim. Desses que não se importam com a chuva e o sol. Temos mundos diferentes, porém, a direção é a mesma. E seguimos... sem saber o que realmente queremos. Sabemos, mas fingimos com habilidade. Que nosso eu extravase. Que sufoque. É isso que nos deixa parcialmente vivos: o querer que inquieta e o extenso caminho a prosseguir.
'PARÁGRAFOS'
Às vezes acordo na madruga e
ponho-me a pensar sobre o universo.
O meu universo.
Tão fechado.
Tão inóspito.
Aos meus tímpanos barulhos vários
e à minha inquietude o frio matinal.
Sou levado a filmes que
repetidas vezes já o assisti.
A melancolia e o desespero assombra-me.
Encoraja-me.
Olho para o reflexo embaçado no espelho.
Penso: já não sou o mesmo do café da manhã de ontem.
A cama há muito está vazia, exceto por uma sombra
que durante décadas não se achou.
Encontra-se perdida.
É uma alma penada com decreto temporário.
Aprisionada.
Não a prisão destinada aos malfeitores.
Quisera fosse.
É a prisão do inacabado.
Do incômodo.
Do inconformismo.
'ELA'
A conheci. Foi assim que aconteceu.
Não tínhamos a chama que abrasa.
Tampouco a sensação que estarrece.
Olhares que não se atraem.
Invólucro que aquece.
A incidência diria que ela não iria fazer parte.
Destino insignificante e controverso.
Escória dos que esperam.
Foi assim que ela se apresentara.
Não perguntou se eu desejara ou se tinha remorsos.
Ficamos amigos. Não tinha outra saída a não ser
fingir-lhes amigos de sangue.
Nesses entraves, pouco lembro-me dela.
Gostaria de lembrar mais vezes, tê-la em meus
pensamentos com afinco, ultrapassar a mera visão
de mortal que és. Tê-la sôfrega aos desejos que aspiro.
Resultado do inesperado, ela representa pouco.
O pouco que imortaliza. Temos um pedaço em comum
que mais atraí que repulsa.
É isso que faz a heterogeneidade da vida.
A vida que não pedi, mas que agradeço.
'INCÓGNITA'
Foste incógnita que aprisionou pensamentos.
Fizeste da vida inútil beleza.
Ficaste incompreendida em ser tão verdadeira e
era tão gigante em fazer felicidade.
Permaneceste viva diariamente em sólidos pensamentos
porque fixastes paixão aos olhos.
O imenso está na grandeza do simples.
Por isso foste tão intrínseca.
Pena, o mundo não parou
e Deus era apenas mito.
Retratos degeneraram-se e
o tempo destruiu significados.
Incógnitas apareceram mas
não tinham a luminosidade do A.
Desejo-te não apenas felicidades,
mas a forma completa.
'ULINETE'
És graciosa,
como o ouro fino.
Todos sabem lá no íntimo,
demonstra delicadeza.
Tem no coração tanta beleza,
e o sorriso abrasador.
Se a vida é cheia de dor,
ela soube ser mais forte.
Com garra, desejo e norte,
venceu guerras impossíveis.
Derrota é inadmissível,
para uma mulher com esplendor.
'O OLHAR PARA O MUNDO'
O pequeno olhar para o mundo. Olhos cheios de lágrimas. Chega-se de supetão arraigando dores. Inocente. Displicente nos gestos. Sem maldades ou maculas. O coração acelera os dias sonolentos. E o 'haja', após algum tempo, tem sabor amargo e cansaço...
'Destino' é palavra certa. Sem nomes, só cores desbotadas! Lá fora há pessoas atônitas. Suplicando notícias e explicações sobre a vida já sem respiros. Mórbidas, as mazelas ficam ocultas por um tempo. O 'antes' é suplicado com os braços encorajando súplicas. Respostas não veem assim de imediato...
Tentativas e ruínas misturam-se. O vento sonolento, tenta abrandar significados vãs. O sol fecha os olhos e o horizonte foge ao coração. Trás sabedoria! Forças para enfrentar tempestades! Ninguém ouve vozes de retratação, ou pedidos de transformações futuras...
A tábua escrita em pergaminho tem difícil compreensão. A vida mui semelhante esconde a essência para o bem viver. - Para quê sentidos passageiros se a melhor explicação está sob o véu, guardada à sete chaves? As rotações deixam a vida sem espiritualidade. Sem verdades para adocicar a pobre criança, sedenta de compreensão, alívio e essência...
'MEIAS VERDADES'
A perda do encantamento do mundo impacta o café da manhã na sala. Verdades sejam ditas: o almoço ao pé da cama redireciona tristezas, avarezas e estranhamentos cotidianos...
Filhos jogam os abraços de lado (como toalhas) e as pessoas tornam-se mortais de fato. Obcecadas à ocultar lágrimas que fingem não existirem. O olhar para os livros empoeirados é esquizofrênico. Explodir palavras trás assentimentos vários...
O ofício tão sonhado deixa o corpo prorrogativo. Depressivo ao tentar levantar da cama aconchegante e condolente. A semente não há de germinar em meio a tanta confusão. Entre criaturas asquerosas por natureza...
O ponto no universo deve deflagrar-se por si só. As tentativas de melhorá-lo é psicose. Arraigar aquela plantinha no sobrado é imperceptível aos olhos do impossível. Meias verdades para aqueles que veem um mundo florido e cheio de esperanças...
QUEBRADIÇO'
Nas cicatrizes levanta-se
Abraçando as dores do mundo
Fitando ruas...
Fez dos fantasmas amigos
E da solidão crua
Razão para celebrar...
Sem cogitar
Triturou paralelepípedos agudos
Acenando esperanças...
Sem perfeição
E sabor agridoce nas veias
Afogou-se em desesperos...
A rua é imensidão
Futuro desolado
Generoso nas horas incertas...
Mas sempre compartilha o pouco pão nas intempéries
E faz da vida ilusão
Ópticas várias no amanhecer...
É criança sem reação a transbordar
Ansioso por respostas
Descrenças...
Quebradiço
Ele espera lá fora
Veemente por casulos...
[novas ausências]
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