Textos Reflexivos sobre Crianças

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Preciso ser sequestrada desta selva de pedra.
Requisitos para o meu sequestro.
Um lindo lugar com árvores centenárias, flores e aromas silvestres, rios com águas cristalinas, redes na varanda, trajes os quais nascemos, café da manhã com frutas do pomar, almoço e jantar com alimentos da horta do próprio cultivo.
Noites serestas ao Luar tendo como resgate o encantamento na alma e os labios à beijar.

A esperança soterrada
Em uma lama de vergonha
Desce a água tão pesada
Quanto a culpa que a acompanha

Essas barragens rompidas
Essas vidas estraçalhadas
Essas famílias perdidas
Em busca de quase nada

As tragédias disfarçadas
Deixam crimes escondidos
Com pessoas abandonadas
Com tantos sonhos perdidos

Chora a mãe que procurava
Chora o pai que ainda procura
Dorme a criança que brincava
Embaixo de uma terra escura

Talvez essa dor tão forte
Um dia vire ferida
Pois talvez seja na morte
que damos sentido à vida

Opto por não falar nada mais delicado, superficialidades, amenidades, televisão, revistas, assuntos do momento como morte de alguma celebridade são suficientes bons para uma conversa agradável.
A sensação é muito intensa, tentar ser amiga de alguém que não foi teu amigo no relacionamento, que não foi legal, companheiro, gentil, amoroso, virar amiga de quem só te desgostou, mas e os filhos?
Desviava a atenção e focalizava no bem comum das crianças que nem são tão crianças assim. Por mais bizarro que possa parecer, não queria meus filhos achando que a separação nos tornou piores.

VIDA MONÓTONA OU TRISTE
Profª Lourdes Duarte.
Você já chegou a se questionar: Porque a minha vida se tornou tão monótona ou triste?
Quando criança os seus sonhos eram os mais incríveis que podiam existir, hoje são apenas incertezas se um dia serão concretizados, pois a vida é uma constante mudança e querendo ou não se tornou sua parceira fiel. Somos todos viajantes no tempo. O futuro de cada um está escrito no seu próprio passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós.
Então, continue sonhando com os pés no chão e não sonhos mirabolantes como os de criança e com dignidade, lute para que os mesmos se realizem.

⁠Sou filho: mas que filho sou?
Como nasci e como vou crescer?
Onde meu sangue está instalado?
Que lição na escola irei aprender?

Será que a vida me espera
com lápis e pincel pra eu pintar?
Com brincadeiras, musiquinhas
junto a colegas compartilhar?
E, se eu morar numa rua à margem
do coração desta periferia,
poderei contemplar a paisagem
do que hoje ainda é fantasia?

Tenho medo de ir à escola
e logo assumir responsabilidade
Mas quero conhecer o alfabeto
e outras proporções da cidade
para o meu futuro dar certo

Não, não! Não quero pensar!
Eu quero é me divertir.
Quero brincar no parquinho.
Quero cantar e também sorrir.
Quero fazer muitos rabiscos.
Quero meu mundo colorir.

Que não tardando me chegue,
o que prevê a Lei do Brasil:
creches, praças, cinema...
Quando a Magna sair do papel
se fará nosso justo sistema


(MONTEIRO, A. L. Pensamento Infantil. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 33).

⁠"Estamos construindo um mundo de vidro, onde devemos tomar cuidado com qualquer coisa que falamos, não se há liberdade para fazer algo diferente sem antes passar pelos guardiões da moral, dando espaço para pessoas fracas psicologicamente ditar as regras, tanta inclusão que acabam excluindo, criando 'regras' que estão tornando um inimigo do outro, e principalmente, os meios de comunicação tentando doutrinar a população aos poucos, assim acabando com a família tradicional.
Blindem nossas crianças para esse mundo, pois um dia ele se quebra e precisaremos das fortes para reconstruí-lo."

⁠Ah, se eu pudesse voltar!

Cair e rolar no chão
sem medo de se sujar,
correr no meio da rua,
não ter conta pra pagar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Comer goiaba no pé,
soltar pipa, pedalar,
jogar bola no campinho,
ir pra escola estudar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Ir pra casa da vovó
pra comer e engordar.
Ser sincero e verdadeiro
falando o que quer falar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Ser o futuro do mundo
e nem se preocupar,
brigar com um amiguinho
e ligeiro perdoar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Ter amor em seu sorriso
e bondade em seu olhar,
sonhar e ter a certeza
de que vai realizar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Querer que o relógio corra
fazendo o tempo passar
pra ser grande, ser adulto
e, quando a hora chegar,
dizer repetidamente:
Ah, se eu pudesse voltar!

Bráulio Bessa
Um carinho na alma. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.

⁠Viver intensamente é viver com permissividade. É viver o presente com liberdade, se aprofundando e se entregando em tudo o que você faz, encarando sem medo, dos riscos às possíveis repressões. É encontrar a sua criança interior no mais denso âmago de sua alma e dizer a ela que vale a pena se desprender do peso que a sociedade impõe sobre os seus ombros,
ignorando padrões, não rebaixando a sua essência e não deixando-se levar sempre tão a sério. É ir de encontro onde poucos se aventuram, abaixo do iceberg, batendo a porta das suas emoções, mas mantendo a razão em sua pontífice com os olhos sempre bem abertos.

Tum tum

Desembala o coração
Querendo amar, amado ser....

Chora a distância, a saudade, o desejo,
a espera, pela menina dos olhos cobiçados.

Chora, chora, mas nenhuma lágrima
dói tanto, quanto o desamor.

Entre o ser adulto e ficar criança,
o coração brinca, ri, faz do seu dono, seu capacho.

Do bem amado, Rei ou Rainha...

Terra desconhecida é a do coração,
ditador soberano, enquanto dorme a razão .

⁠Se eu pudesse voltar no tempo, o primeiro ato que faria seria correr em direção à minha versão infantil e envolvê-la em um abraço super apertado.

Eu diria àquela criança que a versão adulta dela a ama incondicionalmente. Diria que tudo o que ela passou foi um teste de força e que, mesmo em sua tenra idade, ela demonstrou uma incrível resistência. Eu diria que o orgulho transborda em meu coração ao olhar para trás e ver o quão forte ela foi.

Se eu pudesse voltar no tempo, um abraço apertado seria a expressão do meu amor e gratidão por aquela versão infantil de mim mesma. Nenhum gesto ou palavra pode apagar as cicatrizes do passado, mas esse abraço transmitiria a mensagem de que ela não está mais sozinha. E que, independentemente do que tenha acontecido, a versão adulta dela está aqui para amá-la e cuidar dela sempre.

- Edna Andrade

#Ele #morreu...

Ninguém sabe o porquê...



Overdose de amor...

Talvez por sofrer...

Desde a tenra idade foi criança solitária...

Brincava sempre sozinho...

Seus sonhos era seu ninho...

De vontade forte...

"Diabo louro" era chamado...

Muito tímido...

Algumas vezes confundido...

Com moleque mau-criado...



Era diferente...

Brincava sozinho de pique-esconde...

De Deus ele se escondia...

E rindo como podia...

Desafiava a divindade...

Para lhe encontrar naquela folia...



Imaginava que o mundo era todo seu...

Estranha e grande fantasia...

Inocentemente feliz...

Enquanto crescia...



Ele dizia que era tão bom...

Quando o pai lhe carregava em seus ombros...

Seu avô o chamava de "bolinha"...

E quando sua mãe preparava guloseimas...

Não saia da cozinha...



Brincava no barro...

Caminhão...

Casinha...

Brincadeiras de roda...

Era só alegria...

Jogava peão...

Sempre ganhava na amarelinha...



Mas foi crescendo...

E triste foi ficando...

Descobriu o chorar...

Quando muitos no céu foram morar...



As peraltices deixaram saudades...

Quando se apaixonou pela primeira vez...

A criança foi embora...

O rapaz apareceu...

E na paixão não correspondida...

Sofreu...



Sonhou, um dia, ir embora...

O mundo descobrir...

Dizia que queria viver...

Fazer por merecer...

Continuar a crescer...

Não mais sofrer...



Então...

Na ilusão presente...

Conheceu muita gente...

Acreditando que tudo era bom...

Se perdeu...



O espelho lhe enganou...

Promessas falsas lhe fez...

Maldade o circundou...

Sua fé pereceu...

Sorriso perdeu...

Teve medo de abraçar...

Teve medo, de mais uma vez, se doar...



Anos foram passando...

E ele sempre lamentando...

Pelo mundo mágico que um dia acreditou...

Pela magia que terminou...



Nunca mais confiou...

Nunca mais amou...

Nunca mais sentiu...

Tudo esfriou...



As pedras azuis podem testemunhar...

Mas são caladas...

Não querem essa história contar...



As árvores jazem mortas...

Foram seus pais que plantaram...

Disseram a ele que, em suas sombras, teria abrigo...

Quando, já não mais aqui estivessem...



Tudo se foi...

Restou para ele o testemunho vazio dos tijolos...

Da casa que em dias passados...

Felicidade fazia morada...

Das belas flores de sua mãe...

Tão perfumadas...

Do colo do pai...

Abrigo escondido....



Descobriu lentamente...

O tempo é um professor...

A amadurecer...

Superar a dor...



"- Assim é a vida... " Dizia...

Aprendeu...

Acostumou...

A colecionar alegrias...

E guardar as tristezas também...



Do cálice da amargura...

Ele não bebeu...

Mas também não temia...

Sabia...

Que tudo nessa vida é efêmera...

Que termina um dia....

Desde a grande alegria...

Até a torturante agonia...

Ele confiou em Seu Criador...

Pois ter fé...

É aceitar sem realmente saber...

O que está para acontecer...

E sempre vale a pena viver...



Sandro Paschoal Nogueira

⁠A infância

Se soubessemos como é a vida de gente grande aproveitariamos mais a infância.
Quando criança temos amigos dispostos a topar qualquer aventura e a guardar todos os segredos, porque naquele momento cada amigo faz a diferença.
Gente grande nao se uni, gente grande nao se respeita, gente grande nao é amigo.Gente grande sobrevive e a criança vive.

Temos nossas responsabilidades e obrigações, mas também temos que pensar que a maior responsabilidade é nos manter saudável e feliz!
Sem esse equilíbrio, acabamos adoecendo e não fazemos nada mais, temos que nos colocar em primeiro lugar e não é egoísmo pensar em nós próprios, acabamos sendo egoístas conosco por pensar mais nos outros. Temos que viver e não deixar a vida passar em branco, pois quando estivermos mais velhos não teremos nada para contar, nada para lembrar, nossa vida é feita de momentos e cabe a nós nos dar esses momentos.
Não sufoque sua criança interna, deixe ela ser feliz e te fazer feliz também!

⁠MULHER

Ser sublime criado por Deus, criatura meiga
e sedutora que faz da vida um ideal.

Mulher criança, que na inocência cria um mundo de fantasias.

Mulher jovem, que na ingenuidade busca o amor e encontra sofrimento.

Mulher mãe, que se doa totalmente
para trazer ao mundo uma nova vida.

Mulher idosa, que no passado esteve forte para consolidar seus objetivos
e no presente preserva esses momentos nas mais puras lembranças.

Mulher sofrida, que na ansiedade tem a esperança de encontrar a paz.

Mulher negra, que suporta todo o preconceito sem perder a coragem nos
momentos de angústia.

Mulher sim, é aquela que cheia de virtudes ultrapassa os obstáculos e
alcança um lugar na sociedade.

⁠Outrora, uma pequena menina dando os seus primeiros passos, ⁠aproveitando a sua preciosa infância, demonstrando uma inocência rara, cativante, um olhar curioso, a todo instante, era uma descoberta, um jeito muito carinhoso, uma alegria naturalmente esplêndida.

Agora, já é uma linda adolescente, que deixou de ser aquela criança, está vivendo, dançando a dança da vida, inteligente, bastante talentosa, que tem as suas responsabilidades, uma maturidade que iniciou o seu desenvolvimento, em breve, uma expressiva jovialidade.

Num futuro que está mais próximo a cada primavera, será uma bela adulta, focada nos seus objetivos, agindo de uma maneira respeitosa, amando e sendo amada verdadeiramente, aprendendo com os seus erros, recebendo as bênção grandiosas de um Deus Amável e Tremendo.

⁠Por mais que vivemos, por anos e décadas, ainda nos será pouco, para entendermos a alegria de viver. Se a morte nos abater, será como viver apenas um ano ou não mais, de uma década, pois a vida é uma criança, que não tem consciência da morte, simplesmente brinca com ela.
Natalirdes Botelho

A BORBOLETA
Uma borboleta bonita
Parecia uma coruja
Pintada por artista
Nas azas da figura
.
Vinha vinda da Atlântida
Pousou naquele jardim
Soube: era da criança
Que passava o dia ali
.
O menino tinha uma vaca
Ela pousou na Formosinha
O menino tinha uma casa
Ela entrou na casa vizinha
.
A borboleta não queria graça
Com aquele pequeno fazendeiro
O menino não recebeu congraça
Ficou irritado, chorou no travesseiro

- Loren Vencce

Inserida por loren_vencce

13/11/2018

Bommm Diaaa anjo de amor...!
“Vamos passear na floresta, enquanto ‘seu’ lobo não vem”…
Era assim a letra da canção que todos entoávamos na infância.
Na lembrança do que se foi,
na brincadeira que insiste em perambular,
Na criatividade que insitimos em estimular,
Vem aí o novo dia:
todo gracioso, cheio de estilo, tudo tão calmo, tão cheio de graça, pronto para começar.
Motivos temos de montão para vibrar ou lastimar,
depende das escolhas que fizemos
e dos desafios que topamos enfrentar.
Ficar parado, não vale!
Marasmo não cabe na brincadeira!
Vida, desafio, brincadeira, tudo... são motivos
que encontramos ao longo da via para exercer nosso aprendizado e maturidade.
Provar para a gente mesmo ser capaz de assumir sem temor
o que tiver que vir e que com certeza virá.
E assim a vida vai nos qualificando
para a solidez de princípios, clareza de desejos;
e poder oferecer o que temos de bom e melhor!
Sempre!!!

Inserida por Annnttonious13

" De repente, só consigo pensar nas coisas que desconheço em relação a ele. Todas as coisas que não tive oportunidade de conhecer (...) Não sei que pesadelos o atormentavam em criança (...) Não sei o que verdadeiramente o assusta ou que memórias mais lhe agradam.
E, agora, não tenho tempo suficiente. Nunca há tempo que chegue. Quero estar efectivamente com ele neste momento (...), mas a minha mente explode de dor por tudo aquilo que estou a perder. Tudo aquilo de que vou sentir falta. Tudo o que desperdicei.
Não vamos viver a vida juntos. Não vou ter tempo suficiente para memorizá-lo e, mesmo neste momento, estou a esquecer-me dele.
Constato que não estou pronta para isto, pronta para a sua morte"

Inserida por dia_marti

Pisca Pisca

Na casa do meu avô
Tinha eu e mais quatro
Colhemos capim
Colocamos no sapato

O Isaac pediu uma bola
O Mateus um boneco
A Bebel uma saia
A Mychelle uma boneca
E eu uma caneca

Pisca pisca ali na frente e do lado
Meu presente no meio da árvore
Com meu avô segurando o saco

Mas quando abri
Veio uma caneca azul
Era igual a do meu avô
O papai Noel só esqueceu de uma coisa
Que não pedi dessa cor
Que

Inserida por MyllenaRosa