Textos Reflexivos sobre Casamento
Cartas a São Luís
Ah, São Luís, minha eterna amada, ilha de encantos mil, é com o coração cheio de emoção que te escrevo esta carta de amor. Tu és mais do que uma cidade; és um poema que respiro, uma melodia que embala meus dias. Cada rua tua é um verso, cada esquina é um refrão de histórias que nunca se repetem, mas que sempre tocam fundo na alma.
Hoje, eu te celebro, minha São Luís, como se celebra o mais puro dos amores. Teus casarões são como velhos amigos que me recebem de braços abertos, com suas janelas largas que me contam histórias de outrora, suas paredes azulejadas que refletem o brilho do sol e guardam os sussurros dos tempos antigos. Teus becos são labirintos de lembranças, onde me perco de propósito, apenas para me encontrar novamente em teus braços.
E que beleza é ver o sol se deitar sobre tuas águas, como um amante que se despede apenas para se reencontrar na próxima manhã. Tuas praias, com suas areias douradas, são como leitos onde descanso meu corpo cansado, ouvindo o murmúrio do mar que me conta segredos do horizonte. As palmeiras que balançam ao vento são como dançarinas que movem suas saias verdes ao ritmo de uma música que só o teu vento sabe tocar.
Tu, São Luís, és a dona dos meus sonhos mais bonitos, o palco das minhas memórias mais queridas. Teu povo, com seus sorrisos acolhedores, é o coro que celebra a vida, que canta a esperança em cada nota. E teus festivais, oh, teus festivais! São como promessas de eternidade, onde o sagrado e o profano se encontram em uma dança de amor e devoção, e onde o tempo parece parar, só para que possamos viver cada momento intensamente.
Hoje, nesta data tão especial, quero te agradecer por ser essa musa que inspira poesia, por ser o abrigo onde encontro paz e por ser a chama que aquece meu coração. Quero te agradecer, São Luís, por cada pôr do sol visto da Ponta d’Areia, por cada noite estrelada no Reviver, por cada riso solto no meio das ruas de pedra, por cada abraço apertado nas noites de festa.
Parabéns, São Luís! Que teus dias sejam sempre ensolarados, que tuas noites sejam sempre estreladas. Que tuas águas continuem a refletir a luz da lua e que teus ventos soprem sempre suavemente, levando embora qualquer tristeza. Que tu continues a ser essa cidade mágica, onde o tempo tem outro ritmo e onde o amor, como tu, nunca envelhece.
Hoje e sempre, declaro meu amor eterno por ti, São Luís. Que teu “coração” continue a bater forte, no compasso de nossas alegrias, nossas lutas, nossas vitórias. E que este amor, que é só meu e só teu, continue a nos guiar, em todos os caminhos que ainda temos a trilhar.
Com todo meu carinho e admiração,
Teu eterno apaixonado.
O Eterno Xeleléu e o Eco de Rui Dourado:
Em uma manhã de domingo, as ruas de São Luís ainda despertavam preguiçosamente. No pequeno estúdio da Rádio Timbira, Rui Dourado já estava a postos, ajustando os controles e preparando-se para mais uma transmissão do seu icônico programa “Futebol de Meia Tigela”. Era um ritual que ele repetia há décadas, mas que nunca perdia o brilho.
Rui, com sua voz grave e inconfundível, dava vida a uma série de personagens que habitavam o imaginário dos ouvintes maranhenses. Entre eles, destacava-se Xeleléu, o puxa-saco mais querido e odiado da cidade. Xeleléu era uma figura caricata, sempre pronto para bajular os poderosos e fazer críticas ácidas, mas com um humor que arrancava risadas até dos mais sisudos.
Naquele dia, Xeleléu estava especialmente inspirado. “Bom dia, meus queridos ouvintes! Aqui é o Xeleléu, o defensor dos fracos e oprimidos… desde que não me custe nada, é claro!”, começava ele, com seu tom sarcástico. “Hoje vamos falar sobre o grande clássico do futebol maranhense, mas antes, uma palavrinha sobre nossos políticos… Ah, esses sim sabem jogar, mas é com o nosso dinheiro!”
Rui Dourado, por trás do microfone, sorria. Ele sabia que Xeleléu era mais do que um personagem; era uma extensão de si mesmo, uma forma de criticar e ao mesmo tempo entreter. A cidade parava para ouvir suas tiradas, e muitos se viam refletidos nas histórias que ele contava.
Enquanto o programa seguia, Rui lembrava-se de sua trajetória. Começou no rádio quase por acaso, sem receber um centavo, apenas pelo amor ao ofício. Passou por várias rádios, enfrentou dificuldades, mas nunca perdeu a paixão. E foi essa paixão que o levou a criar Xeleléu, um personagem que, apesar de fictício, se tornou tão real quanto qualquer pessoa.
O programa chegava ao fim, e Rui, com a voz já um pouco cansada, despedia-se dos ouvintes. “E assim encerramos mais um ‘Futebol de Meia Tigela’. Lembrem-se, meus amigos, o humor é uma arma poderosa. Use-a com sabedoria. Até a próxima!”
E assim, com um último aceno para o microfone, Rui Dourado deixava o estúdio, sabendo que, enquanto houvesse um rádio ligado em São Luís, Xeleléu e suas histórias continuariam a ecoar, levando risos e reflexões para todos os cantos da cidade.
Eterna namorada.
Ela só queria ser amada ao máximo, se queria contrária-la era chama-la pelo nome, tinha que ser amor, nem outra denominação ou palavra, mesmo sem fôlego, sem ar, sem força ela queria experimentar cada sabor da vida, cada detalhe, cada visita dos passarinhos, cada gota de chuva, cada aroma de flor, cada folha caindo e carinho. Dava gosto ouvi-la falar de suas dores e alegrias de sua vida e de seus amores. Falar dela em pouco tempo é dizer que a vida com ela não valeu a pena, mas não é verdade cada segundo ao lado dela foi como uma eternidade de amor, se foi morrendo de medo de ir, não teve como não ir, foi e levou consigo todo meu amor, até no seu último suspiro, foi sem saber, foi sem dor, sem medo e com muita coragem, levando consigo toda sua dor, deixando em mim todo seu amor.
Não percamos tempo
Entender que, nossa vida terrena é apenas um piscar de olhos diante da eternidade, é entender que não temos muito tempo para aproveitar essa passagem rumo ao eterno processo de aperfeiçoamento intelectual, moral e espiritual, então, não percamos tempo com o material, as coisas desta vida, que os tenhamos como empréstimo, tudo bem, mas que eles não nos possuam.
A. Cardoso
FDS
Será que a vida é só isso ?!
Uma eterna espera pelo final de semana,
A satisfação de um corte de cabelo.
A agonia da hora do almoço,
Ansiedade das 18 para ir embora, passar os centavos de horas entre o transporte e o sofá, cochilar e ir pra cama para logo logo repetir tudo.
Daqui a pouco mais um dia 5 de julho,
É Natal e do nada “feliz ano novo”
O agora não se vive.
Um dia todo desperdiçado em troca daquilo que nos fazem sobreviver,
Que nos tiram momentos com aqueles que amamos.
Nos restam o mínimo, menos de dois dias em mais um FDS.
Já é hora do fantástico e com ele a tristeza de mais uma semana.
A realidade é que José Lins do Rego, o eterno menino de engenho, como foi aclamado, soube, com grande desenvoltura, buscar na linguagem figurativa os usos de metáforas, comparações, aliterações e outras
figuras de linguagem para criar uma narrativa que é ao mesmo tempo poética e acessível, transformando a linguagem cotidiana em algo extraordinário e belo.
Através desses recursos, Zé Lins procurou estimular a imaginação e a reflexão do leitor, permitindo que ele visualizasse e experimentasse o texto de maneira mais profunda, fomentando a capacidade de criar imagens vívidas em sua mente, tornando assim a leitura de sua obra uma experiência muito mais rica, envolvente e prazerosa.
A vida não tem preço
Mas vale mais que tudo.
"A vida é algo passageiro
E eternos são os momentos.
Uma lágrima é apenas uma gota
Mas formada de sentimentos.
O coração bombeia sangue
O cérebro age na razão.
Cada erro é um rabisco
E cada batimento é uma emoção
O corpo não age conforme desejamos
Mas conforme o momento proporciona
Nem tudo escutado é real
E nem tudo que é visto engana.
A vida é uma escada
Cada escolha é um degrau
Não se esqueça do começo
E não deixe de pensar no final
Algumas vivências são boas
Outras nem tanto
Nem toda família é de sangue
E nem todo rei usa manto.
Quanto mais longe do objetivo
Maior será a trajetória
E quanto mais página
Maior será a história
Viva o que vier
Nas escolhas não fique de fora
Não se esqueça do seu passado
E não deixe de viver o agora."
POESIA " SOMOS UM ETERNO"
Que coisa pode explicar, tirar de mim o que por você posso aprontar de tanto que te amo posso até louca ficar, mas jamais, jamais vou te deixar nem pelo que
Tenho dentro de mim me faz te guardar
Me presto à me entregar toda minha
Vida para te fazer feliz, você é meu mundo,
Minha paz me ensina ser feliz, ainda que
Brigamos, tudo me por engano não fico
Sem seu jeito menino aprendiz
Novinha e guerreiro num amor puro
Verdadeiro juntos o ano inteiro das
Eternidades dos séculos passados,
Somos assim, o futuro da paixão
Romance sem razão, somos emoção
Enfim, sou tua mulher, tudo que sempre
Quis era poder de dar, tudo que quiser viver e por você faço tudo que precisar e que
Tal uma loucura, seja aventura ou destino,
Foge comigo que o presente é viver sorrindo...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Inexplicável
Te eternizei em meus versos,
E dessa forma sempre serás lembrada
Independente da distância,
Teu sorriso iluminará minha vida,
Deixando ela a cada dia mais iluminada.
Te escrevi vários poemas,
Mas nenhum deles conseguiram
De fato explicar,
O amor que eu senti
Quando meu coração bateu os olhos em teu olhar.
Te amarei através da alma,
Embora meu coração te esqueça
Meu pensamento seja falho,
E minha memória te desconheça.
Te amarei mais que tudo,
Embora não conseguimos ser um casal
O amor é realmente inexplicável,
Te amei sem te tocar,
Me apaixonei sem te beijar
E agora vejo, que tudo que senti foi surreal!
É como uma chama flamejante eternamente ondulando dentro de minha mente, com seus tentáculos que hora tocam, ora agarram firmemente o meu ser.
Sufoca, inspira. Necessita de ação.
Agonia é como viver só por estar vivo, sem sonhos ou desejos para realizar.
É um sentimento rápido para conseguir, difícil para deixar partir. É uma sensação turva e arraigada; sinônimo de desespero.
Agonia é a perca da paz e o ganho da urgência.
A Morte Eterna
Nebulosa é a lembrança e temorosa sim,
Na insana utopia do pensamento fugaz.
Funesto é o esquecimento da memória assaz
Do antes e o depois – é o início e é o fim...
Faminta é a desilusão da natureza voraz
Na fantasia da alegria exuberante que externa
O excêntrico desejo conflitante da interna
Busca pela felicidade – é a guerra que jaz!
Jazida no âmago da deletéria matéria erudita
E suscitada no pranto da segura jornada infinita
– É a maior sorte esperançosa de um homem forte!
É a absoluta obscuridade fenomenal que acalma
Todo desespero da disputa infernal pela alma
Passada e futura– é a Eterna Morte!
A expressão "em busca da glória eterna" refere-se ao desejo e esforço de alcançar um estado de honra e reconhecimento que dure para sempre, muitas vezes no contexto espiritual. Na visão cristã, essa "glória eterna" é a recompensa celestial concedida por Deus àqueles que vivem uma vida de fé, obediência e serviço a Ele. Significa a aspiração de viver de acordo com os ensinamentos de Cristo, buscando não apenas recompensas terrenas, mas a vida eterna com Deus no céu, onde a glória nunca acaba.
Em Romanos 2:7, por exemplo, a Bíblia fala sobre aqueles que "buscam glória, honra e imortalidade" através de uma vida de perseverança no bem, recebendo em troca a vida eterna. A glória eterna, nesse sentido, é o objetivo final de todo cristão que deseja estar em comunhão com Deus para sempre.
Nada nos pertence, exceto nossa própria memória e tudo que tecemos no papel eternizando para a história.
Tudo o que tocamos, vemos, amamos ou perdemos,
é como areia que escorre por entre os dedos,
grãos fugidios na vastidão do tempo.
Posses e sonhos são sombras que o tempo apaga,
mas a memória gravada nos livros, essa, sim, é raiz profunda,
tatuagem invisível na pele da alma,
única relíquia que resiste à passagem dos dias.
Nosso lar verdadeiro é o que guardamos em silêncio,
paisagens secretas, histórias mirabolantes, risos ecoantes,
em nossa mente, onde tudo vive eternamente,
onde somos inteiros, mesmo quando o mundo desaparece.
A BELEZA DO EFÊMERO
A vida é um instante passageiro, um suspiro breve no horizonte da eternidade. Sem avisos, ela flui, às vezes suavemente, outras vezes de forma abrupta, levando consigo partes de nós mesmos, experiências e pessoas queridas. E não é responsabilidade da vida nos preparar para essas perdas. Ela nos dá o essencial: o agora.
É no presente que temos a chance de fazer a diferença, de sermos verdadeiros e de espalharmos o amor em cada gesto. A vida nos presenteia com o tempo necessário, ainda que, por vezes, queiramos prolongá-lo. É nesse intervalo que cabe tudo o que somos e o que deixaremos.
E acredite, há uma beleza única na efemeridade da vida. Pois é no fato de que nada dura para sempre, que encontramos a preciosidade de cada momento. O instante breve, o toque passageiro, o sorriso inesperado, todos esses detalhes, por serem transitórios, tornam-se extraordinários.
Viver plenamente, aceitar a impermanência e, ainda assim, abraçar o presente com tudo o que ele oferece — essa é a verdadeira beleza da existência.
Assim, não se deixe cegar pelas promessas do futuro ou pelo peso do passado. O que realmente temos é o hoje. Ame, reconcilie-se, perdoe, aprenda e semeie gentilezas. Pois, ao final, serão as lembranças que criaremos nos corações dos outros que perpetuarão nossa passagem por mais alguns breves momentos.
Aproveite essa dádiva do tempo, enquanto ela ainda é sua.
' VOAR EM TEUS SONHOS '
Voar; eu quero voar liberto ,
Eterno em seu belo coração,
viver contigo mais perto,
Essa transloucada paixão !
Voar quero eu em teus sonhos ,
Fazer ser verdade essa quimera,
Dos versos que eu componho,
És a minha florida primavera !
Pela vastidão desse céu azul , ser amada
Deixa que eu seja seu amor infinito,
voando juntos pela madrugada !
Quero voar , mas o mundo é minha estrada,
Voando pela liberdade desse escrito,
e no silêncio do meu coração sonho acordada .
Maria Francisca Leite
sou aprendiz (eterna)
não sou dada a saberes,
sou feita por sentires..
meus poros tem sentido..
meus cadernos não (os queimei todos na louca fogueira do esquecimento)
se ouço, habitam/me vozes tantas ..
se vejo, sinto as coisas e os seres..
não caibo neste mundo..
eu sou do avesso,
quiçá do desmundo..
d.
Saudade Eterna
Lá do outro lado, onde a luz reluz,
Existem sorrisos, um brilho que seduz.
São as almas queridas, que o tempo levou,
Mas o amor que deixaram jamais se apagou.
Em cada lembrança, em cada pensar,
É como se ainda estivessem a nos abraçar.
Essas pessoas, tão belas e raras,
Vivem em nós, como estrelas claras.
No dia de Finados, mais perto estão,
Em preces, lembranças, de coração.
E a saudade é brisa, suave e quente,
Que nos toca o rosto, tão docemente.
Que descansem em paz, ao lado da luz,
Enquanto a vida os honre, os lembre e traduz.
Pois o amor que plantaram, a bondade sem fim,
Ecoa em nós, eterno jardim.
A vida, um eterno renascer, um baile de perdas e ganhos. Em cada passo, uma nova infância, um novo nascimento. No silêncio, a semente; na atividade, a flor. Trilhando a dança da vida e da morte, encontro a eternidade em cada instante. Na oração encontro a salvação.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Alegria e Lamento dançam no vento,
No coração, um eterno confronto.
A vida sorri, mas a dor não se esconde,
Entre risos, o pranto se responde.
Alegria, como um sol que brilha forte,
Lamento, como chuva que apaga a sorte.
Um grito de festa, outro de desespero,
Mas no fim, ambos são parte do mesmo mistério.
Quem já não se perdeu entre risos e dor?
Na alma, um peso, na boca, o amor.
O que é alegria senão esperança esquecida?
E o lamento, uma memória da vida?
E assim seguimos, entre luz e sombra,
Buscando a paz que só o coração lembra.
Na alegria, renascemos, no lamento, aprendemos,
Em cada passo, juntos, crescemos.
O Mar
Ondas que dançam num eterno vai e vem,
Segredos guardados nas profundezas que têm,
Espelhos de céu, em azul se desfazem,
Nos braços do vento, histórias me trazem.
O mar, tão vasto, parece infinito,
Ecoa mistérios em seu tom bendito.
Desliza suave, espuma que abraça,
Carrega memórias em cada vagaça.
Há no seu canto um doce lamento,
Histórias de amores levadas no vento,
Nas conchas e areias, resquícios de paz,
O mar nos encanta, sem nada pedir mais.
