Textos Reflexivos sobre Casamento

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A vida é uma eterna caixa de surpresas, cada momento, cada acontecimento, são únicos e exclusivos!
Descobri que o que existe de melhor em mim é exatamente a capacidade de me surpreender, de me emocionar e me comover com as mais corriqueiras atitudes, com os mais cotidianos fatos e ocorrências do meu dia a dia!
Percebi também que meu coração é composto basicamente de água que constantemente brota em meus olhos!
O que mais me alegra é que a grande maioria dessa descarga de emoções é positiva, vem da alma, surge exatamente da minha fragilidade em administrar as maravilhas as quais sou exposto diariamente, não canso de me surpreender com a capacidade do ser humano de se reinventar e principalmente com sua solidariedade e amabilidade!
Como é Belo o Viver! ❤❤❤🥰🥰🥰

⁠1 ... Nada é eterno neste
mundo, nem mesmo nossos problemas.
2 ... Gosto de andar na chuva, para que ninguém veja minhas lágrimas.
3 ... O dia mais desperdiçado da vida é o dia em que não rimos.
4 ... Os seis melhores médicos do mundo ...
1. Sol,
2. Descanso,
3. Exercício,
4. Dieta,
5. Autoestima
6. Amigos.


Se você ver a lua, verá a beleza de Deus.
Se você ver o sol, verá o poder de Deus.
Se você se olhar no espelho, verá a melhor criação de Deus.
Então, acredite.


Somos todos turistas, Deus é o nosso agente de viagens que já definiu os nossos roteiros, reservas e destinos.


A vida é apenas uma jornada!
Viva o presente !

mas que comanda todo o corpo mas quem nunca ficou triste do nada com o peito apertado sem sabe o motivo uma do que só vem e
Acaba com você independente de onde você está triste angústia tristeza raiva do ódio mas sempre com o pensamento
Em em algo que você nem sabe o que é mas só sente a dor aí você lembra que já não tem mais lágrimas para chorar porque já chorou muito por motivos que só você sabe
E o de você se perdeu
Onde você se esqueceu que era humano
Onde você deixou a dor entra no seu peito
Onde você deixou a escuridão entra na sua vida
Onde você se esqueceu que é importante
Onde você se esqueceu da luz
Aí você só vê a escuridão o caos
E O medo e a dor que fica te mostrando como fraco e você






escuridão e só mas uma parte da sua profunda alma sem graça de viver a vida
Mesmo com pessoas que se diz amigos ou mesmo você que se o mas engraçado
Mas cada um de nós carregamos os nossos próprios demônios da nossas vidas que nada mais nada menos o nosso próprio caráter ou nossa face do mal que temos a escuridão e simplesmente você
Que não sabe quem realmente é luz treva
Sem saber você é apenas mais uma peça
Nesse jogo chamado vida
Que muitos somos mudado de casa mas o chek mate vem do jogador que sabe jogar mas o jogo da vida


⁠Eu só queria te dizer, que você para mim
E minha noite mais bela, minha escuridão perfeita,minha fonte de vida,
Mas te prometo, para sempre o meu coração negro, sempre sangrando de amor, por ti
Mas desta vez te prometo, pelo meu túmulo,frio e cheio de dor por ter te deixado,sozinha nesse mundo cruel e vazio,mas estarei, aqui te esperando meu amor, minha noite enquanto eu escrevo,estas linhas meu coração está sangrando gotas de sangue de amor
Mas infelizmente não posso,estar do seu para sempre,mas mesmo daqui do outro lado eu sempre estarei contigo,minha bela e querida noite.
E para sempre estarei no seu coração te amoDHP

O coração é enganoso...



O coração é enganoso quando jura eternidade, bate forte por promessas que o tempo não confirma.
Ele acredita em olhares como se fossem verdades, e transforma um simples toque em destino.


Ele se perde fácil entre silêncios e esperanças, confunde ausência com saudade, distância com amor.
Insiste em enxergar luz onde só há lembranças, e chama de escolha aquilo que foi dor.


Ainda assim, é nele que mora a coragem de sentir, mesmo sabendo que pode sangrar em segredo.
Pois amar é aceitar o risco de cair,
é caminhar de mãos dadas com o medo.


E mesmo enganoso, eu sigo o coração, porque sem ele a vida seria vazia demais.
Se amar é errar, que seja por paixão,
pois só erra quem sente
— e sente quem é capaz.

Nas fronteiras da elipse — no eterno instante sobre um horizonte de eventos massivo —, o olhar se perde além do limite da razão. O paradoxo revela-se mera metáfora na amplidão do espaço sideral.
​A verdade do universo ressoa em nossos pensamentos: fragmentos esquecidos pelo tempo e pelo espaço, capazes de transcender uma vida inteira no simples esboço de um olhar.
​Na escuridão da caverna profunda, guardam-se segredos dos quais as sombras da essência humana teimam em nos lembrar. Na origem, a falácia ganha contornos em uma realidade ambígua e primordial; éramos apenas células errantes de um mundo pujante e pulsante. Sonhamos, desejamos viver cada sonho e pertencer a uma aldeia global.
​Vemos inovações em nossas origens cósmicas, células de uma aglomeração de estrelas. Seremos parte de um organismo maior e faminto por existir, no momento irônico em que acordamos: pois, ao olhar para o universo, ele olha de volta para nós como quem contempla a existência através de um telescópio de partículas.
​— Celso Roberto Nadilo

​Lamento de Sangue e Cinzas
​No ventre do caixão, no meu descanso eterno,
Corvos vertem seu sangue sobre a sepultura.
Minha alma se esvai no fogo do inferno,
Rendida à vaidade e à própria loucura.
​Ouvir teu coração gritar na escuridão
Fez-me ansiar pela vida, por ser um mortal;
Meus olhos sangraram em pura aflição
Por te amar além do bem e do mal.
​No desfrute da noite, a vida me toca,
Mas a alma rebelde congela no Éden.
O tempo devora, a memória me evoca,
Enquanto os anos e as eras se cedem.
​Seus lábios sedentos calaram meu peito,
Fiz parar meu pulsar por este pecado.
O amor proibido, julgado e desfeito,
Pela Igreja queimado e expurgado.
​Vízceras lançadas na abissal profundeza,
E no entanto, a carne estremece em desejo.
Entre o céu e o inferno, na vasta frieza,
Encontrei a solidão no calor do teu beijo.
​Nas ruínas do tempo que cercam meu caixão,
Teu rosto e tua imagem jamais vão morrer:
Exijo a equivalência d’alma e coração,
Pois só no teu amor eu aceito renascer.

Sonho da realidade são apagados no lago da eternidade.
Somos meros objetos jogados no esquecimento.
Mesmo assim continuamos a brigar por espaços de riquezas de por assim dizer o julgo da alienação...
Dores amores superficiais pois o gosto é gostoso.. o melhor ganha prêmio da futilidade do ego.
Natureza se desalinhado sofre e morre a terra vira pasto de gado... o verde morre e humildade perece nos alvais da tecnologia...
Desbravadores do espaço vão compreender a humanidade de hoje ou so terá o deslumbre do são.
Meus pensamentos voam eras a frente as vezes sinto que não pertenço essa era de homens das cavernas.

​O Paradoxo do Eterno e o Resgate no Nexus
​Preso no vazio do Nexus Temporal, Samuel sentia sua mente fraquejar enquanto mastigava os restos secos de um amanhã que nunca existiu. Mas o universo não aceita o vácuo, e muito menos o apagamento de uma linhagem que já reescreveu a história.
​De repente, o tecido cromático da cela quântica rasgou. No meio do nada, surgiu Cecília.
​Ela era a bisneta de Samuel, uma variação temporal viva nascida diretamente do paradoxo cronológico. Cecília não deveria estar ali, mas, pela lei fundamental do Colisor de Pensamentos, aquele que existiu sempre vai existir. O tempo pode ser dobrado, sabotado e trancado, mas a existência de uma consciência é indelével.
​Como a física do espaço-tempo proíbe terminantemente a presença de dois "Eus" idênticos no mesmo ato do loop, o universo resolveu a equação da forma mais caótica possível: em vez de trazer o velho Samuel ou o filho dele, a própria linha do tempo materializou Cecília no Nexus como uma força de compensação. Ela era a resposta matemática à prisão de seu ancestral.
​Cecília olhou para Samuel, o bisavô debilitado pelas migalhas quânticas, e estendeu a mão. Em seu pulso, um dispositivo feito com a carcaça modificada da velha Voyager 1 brilhava com a energia dourada dos cofres roubados do passado.
​— Eles acharam que podiam trancar a nossa história em uma cela, bisavô — disse Cecília, com a voz ecoando em várias frequências temporais ao mesmo tempo. — Mas eles esqueceram a regra básica: nós quebramos o tempo antes mesmo de eles inventarem as facções.
​O Nexus começou a tremer. As paredes invisíveis da prisão das facções racharam quando a presença de Cecília forçou o loop a se expandir. O confinamento havia acabado. A linhagem de Samuel não era uma prisioneira do tempo; eles eram os donos dele.
​— Vamos embora — Cecília sorriu, ativando o motor tridimensional. — Temos uma bomba atômica no Brasil para proteger e umas facções temporais para apagar da história.

Sentir a União Eterna


Para fechar essa linda jornada do sentir, o nosso espírito é convidado a alcançar a mais sublime das certezas: a de que o amor é o laço eterno que nos une a todos. Quando sentimos o nosso eu, o ambiente, o próximo e as necessidades do mundo, compreendemos que nenhuma alma caminha isolada. Fazemos parte de uma imensa família universal criada pela mesma Inteligência Suprema. Sentir essa conexão nos traz uma segurança profunda e afasta qualquer solidão. O amor verdadeiro atravessa o tempo, supera as distâncias e permanece vivo em nossa bagagem eterna, mostrando que a nossa grande meta é, no final das contas, nos tornarmos puro sentimento.

Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi

Letícia, Literatura e o Mar


Chegamos ao Rio numa tarde que parecia prometer eternidade.
A cidade tinha essa qualidade enganosa — como se tudo ali fosse durar mais do que realmente dura.
Era a semana mais aguardada da turnê. Três eventos. Três palcos. Três oportunidades de repetir o mesmo ritual: tocar, seduzir, partir.
A carreta estacionou perto da Urca, com o mar logo ali, como se observasse.
Foi no segundo evento que a vi.
Letícia.
Nada nela chamava atenção de imediato — e talvez fosse isso. Enquanto o resto gritava presença, ela permanecia. Morena clara, cabelos soltos, um livro aberto nas mãos como se fosse uma extensão do corpo.
Clarice Lispector.
Aproximei-me sem estratégia. Apenas curiosidade.
— Você lê no meio disso tudo?
Ela levantou os olhos, demorou um segundo antes de responder.
— É o único jeito de não desaparecer.
Sorri.
— E funciona?
— Às vezes. E você? Toca para aparecer ou para sumir?
Não respondi. Pela primeira vez em dias, não havia resposta pronta.


Naquela noite, o show aconteceu como sempre.
Luzes. Som. Gente. Movimento.
Mas algo havia mudado.
Eu tocava — e sabia exatamente onde ela estava.
Na lateral do palco.
Olhando sem pressa.
Não como quem admira.
Mas como quem analisa.


Depois, ela me esperava.
Sempre com um livro diferente.
Bukowski.
Pessoa.
Florbela.
Não me oferecia o corpo primeiro.
Oferecia linguagem.
— Leia isso — dizia, abrindo uma página ao acaso.
Eu lia.
Às vezes entendia. Às vezes não.
Mas entendia ela.


Caminhávamos pela orla como se não houvesse destino.
Falávamos de coisas que não cabem em conversas rápidas:
amor que não se sustenta
verdades que chegam tarde
gente que finge sentir
Ela já tinha amado um poeta.
— Ele escrevia bem — disse —, mas mentia melhor.
— E você sabe a diferença?
Ela me olhou como quem já decidiu.
— Sei quando alguém usa palavras para esconder. E quando usa para sobreviver.


O beijo não veio por impulso.
Veio por acúmulo.
Lento. Contido. Preciso.
Como se ambos soubéssemos que aquilo não era começo —
era intervalo.


Na segunda noite, me levou ao apartamento.
Ladeira do Leme.
Um quarto simples, mas habitado. Livros espalhados. Discos antigos. Um silêncio confortável.
Fizemos amor.
Sem pressa.
Sem espetáculo.
Havia desejo, claro. Mas havia outra coisa — uma tentativa de tradução.
Ela dizia coisas durante o ato.
Frases soltas, quase literárias.
Como se estivesse escrevendo enquanto sentia.
E eu respondia do único jeito que sabia: ficando.


No dia seguinte, escrevi algo no livro dela.
“A Hora da Estrela”.
Não foi um gesto pensado.
Foi necessidade.
“Você carrega o mundo como quem não percebe que ele já é seu.”
Ela leu.
Não reagiu.
Apenas guardou.
Como quem entende mais do que diz.


Na última noite, toquei diferente.
Menos intensidade.
Mais precisão.
Quando comecei “Tocando em Frente”, nossos olhos se encontraram.
E ali ficou claro.
Não havia continuidade possível.
E, pela primeira vez, isso não doeu.


Na despedida, ela não chorou.
Me abraçou com calma.
— Você é como os livros que não terminam bem — disse.
— Eu gosto desses.
Assenti.
Porque também gostava.
---
Voltei para o caminhão em silêncio.
Boca me olhou, sem perguntar.
— Foi diferente?
— Foi mais.
Ele riu, como quem já sabia.


Seguimos estrada.
Mas o que ficou não foi o corpo dela.
Nem a voz.
Foi outra coisa.
A sensação rara de ter sido lido
antes mesmo de tentar me explicar.

​I. A Origem e o Olhar Infantil
​Na luz do eterno desejo primordial,
éramos crianças observando os céus,
reluzindo os sentidos do microcosmo.
​A jornada começa na pureza do olhar. O microcosmo da mente humana se alinha à imensidão do universo, enxergando no espaço não um vazio inerte, mas uma simplicidade carregada de significado. É a escuridão que busca, na sua própria solidão, compreender a existência.
​II. O Caos, a Lágrima e a Grande Obra
​Vórtices dentro do cosmos são expostos nos níveis mais profundos:
achamos sentido no puro caos.
Depois que a órbita elíptica se transformou numa lágrima do universo,
o olho de Deus aprimorou seu brilho.
Numa nuvem que corta os nuances do tempo e espaço,
transcendendo sua própria existência magnânima,
a ópera magnânima se torna resiliência cósmica.
​Aqui, o caos não é destruição, mas a matéria-prima do sentido. A figura da órbita que se molda como uma lágrima reflete a dor e a beleza da criação. A resiliência cósmica surge como a grande resposta da matéria e da vida contra a finitude.
​III. O Despertar da Primeira Molécula
​O degelo do foco num despertar arcaico da ilusão oponente
das falanges momentâneas são fragmentos esquecidos
da primeira molécula criada no universo.
​Há um retorno às origens mais remotas. Ao dissolver as ilusões passageiras do cotidiano (as "falanges momentâneas"), a consciência humana reconhece sua ligação direta com a química primordial do cosmos. Somos feitos do mesmo tecido da primeira criação.
​IV. O Crepúsculo do Espírito e a Fissura do Tempo
​No envelhecer do meu espírito, vejo ventos solares dos sóis binários:
abre-se a subversão do mar do buraco negro,
difundindo numa ponte entre minha decadência,
vendo seus sonhos num buraco de minhoca.
Sendo instável a evolução de sina de outra era,
irrelevante — pois ainda estamos apaixonados
entre as eras do conhecimento.

Teu Nome

Teu nome foi um sonho do passado;
Foi um murmurio eterno em meus ouvidos;
Foi som de uma harpa que embalou-me a vida;
Foi um sorriso d’alma entre gemidos!

Teu nome foi um echo de soluços,
Entre as minhas canções, entre os meus prantos;
Foi tudo que eu amei, que eu resumia—
Dores—prazer—ventura—amor—encantos!

Escrevi-o nos troncos do arvoredo,
Nas alvas praias onde bate o mar;
Das estrellas fiz lettras—soletreio-o
Por noute bella ao morbido luar!

Escrevi-o nos prados verdejantes
Com as folhas da rosa ou da açucena!
Oh quantas vezes na aza perfumada
Correu das brisas em manhan serena! ?

Mas na estrella morreu, cahiu nos troncos,
Nas praias se—apagou, murchou nas flores;
Só guardado ficou-me aqui no peito
—Saudade ou maldição dos teus amores.

José Bonifácio de Andrada e Silva
Gama, Luiz. Primeiras Trovas Burlescas de Getulino (1859).

⁠“Há sentimentos que não têm nome, mas têm raiz na eternidade. São feitos de silêncio, de presença invisível e de um amor que a alma reconhece mesmo sem entender. É assim que a fé começa — onde as palavras não chegam, mas o coração permanece.”
Roberto Ikeda

Citação do Livro: Tobias: O Elo Invisível - por Roberto Ikeda
Capítulo 18.

A Eternidade do Invisível


O extraordinário não é um dom reservado a poucos, mas uma escolha silenciosa que se revela em cada atitude. Ser memorável não significa ser grandioso aos olhos do mundo, mas ser verdadeiro diante de si mesmo. A vida nos chama a cultivar princípios que não se desgastam com o tempo: honestidade, coragem, compaixão. Esses valores são sementes que, ao serem plantadas, florescem em consciências alheias e se eternizam em gerações.


O impacto mais profundo não está em palavras que ecoam, mas na transformação que provocam. Quando você decide ser íntegro, mesmo no detalhe mais simples, você se torna infinito. O extraordinário é ser a centelha que ilumina sem pedir reconhecimento, porque sabe que a verdadeira eternidade é o que permanece no invisível da alma.


Roberto Ikeda

Eternamente jovem, disse o espelho mudo,
Enquanto a alma contava invernos e adeus.
Sou a flor que não murcha, mas que vê tudo
O que amou ser poeira sob céus.
​O tempo me esqueceu, cruel e distraído;
Guardo um coração febril, sem ter ruga;
Mas cada beijo antigo, já partido,
É uma lágrima seca que me inunda.
​Dramático fardo amar a ti, mortal,
Com este peito insone que não finda;
Sou o verso que fica após o final,
A dor que persiste, bela e infinda.

Enterrei meu coração sob sete palmos de solidão, ali onde a ausência fez morada eterna. Aquele peito virou túmulo frio, sepultando promessas que desmoronaram feito castelos de areia na maré cheia. Lembro perfeitamente do abandono bruto, do rasgar da carne interna quando o adeus definitivo retumbou sem piedade.


Fiquei dilacerado, sangrando em segredo enquanto o mundo lá fora continuava girando, indiferente ao meu luto afetivo. A verdade nua e crua é que ninguém liga se você está na pior; as pessoas assistem à sua queda por curiosidade, mas pouquíssimas estendem a mão para o resgate. As feridas ardiam na calada da noite, transformando memórias outrora doces em pura tortura psicológica. Engoli o choro seco ao perceber que a plateia do meu sofrimento esperava apenas o meu fim definitivo. Aquela paixão avassaladora converteu-se em cinzas, deixando apenas cicatrizes profundas como testemunhas do desastre.Contudo, nenhum inverno dura para sempre, nem mesmo dentro de nós.


No fundo daquela cova escura, onde parecia restar somente morte, uma força primitiva começou a pulsar baixinho. Percebi que as lágrimas limpavam os escombros, adubando a terra ressecada da minha própria alma. Ninguém viria me salvar daquele buraco, então precisei ser o meu próprio milagre. Decidi desenterrar a vida que ainda restava em mim, recusando-me a ser lápide de quem partiu. Ergui-me do chão batido, limpei a poeira do orgulho ferido e reconectei cada pedaço quebrado com o fio dourado do auto-respeito. Criei uma armadura com os estilhaços do que sobrou. O amor-próprio não é ausência de dor, mas a teimosia sagrada de florescer novamente após o sepultamento.


Hoje, olho para trás sem rancor ou medo do amanhã. Compreendi, finalmente, que certas partidas servem para nos devolver a nós mesmos por inteiro. A maior superação não está em esquecer quem machucou, mas em acolher os próprios retalhos com orgulho e doçura extrema. Cicatrizes são troféus de guerra que provam nossa capacidade infinita de renascimento.

Se o mundo lhe deu as costas quando seu chão sumiu, use esse isolamento forçado para reconstruir seus alicerces em segredo. Se você também se encontra no fundo do poço emocional agora, escute este conselho: não tema o vazio atual. Ele é apenas o espaço necessário para a construção de uma versão sua infinitamente mais forte, livre e verdadeiramente indestrutível.

AO MEU ETERNO PAI 🤍


Senhor, por toda a verdade que me revelaste, eu Te agradeço.


Por cada dia em que me guiaste, mesmo quando eu não compreendia o caminho.
Por cada noite em que enxugaste minhas lágrimas, mesmo quando ninguém sabia que eu estava chorando.
Por cada batalha em que me sustentaste, quando minhas próprias forças já não eram suficientes.


Obrigada por permanecer.


Obrigada por me mostrar que, mesmo nos lugares mais escuros, a Tua luz nunca deixou de existir. Por me ensinar que algumas portas fechadas eram proteção, que alguns silêncios eram respostas e que algumas esperas estavam preparando o meu coração para aquilo que eu ainda não conseguia enxergar.


Meu Pai, eu olho para trás e percebo quantas vezes o Senhor esteve comigo.


Quando eu pensei que estava sozinha, Tu estavas ali.
Quando eu não sabia o que fazer, Tu me conduzias.
Quando meu coração estava cansado, Tu me sustentavas.
Quando eu não entendia os Teus caminhos, ainda assim a Tua mão permanecia sobre mim.


E hoje eu só consigo dizer:


Obrigada.


Obrigada por tudo o que me permitiste viver, por tudo o que me ensinaste, por tudo o que me livraste e até por aquilo que ainda não compreendo.


Eu não quero apenas receber as Tuas bênçãos.
Eu quero a Tua presença.


Não quero apenas conhecer as Tuas obras.
Quero conhecer cada vez mais o Teu coração.


Que a minha vida Te honre.
Que minhas palavras Te glorifiquem.
Que meus passos permaneçam no Teu caminho.


E quando chegar o último dia da minha caminhada nesta terra, que eu possa olhar para Ti e dizer, com toda a minha alma:


Eu Te amei. Eu confiei em Ti. Eu permaneci contigo.


Meu eterno Pai, meu refúgio, meu amor maior.


Por Ti, para Ti e contigo, por toda a eternidade. 🤍✝️

⁠Vi muitas celas na vida
Cárceres bons
Lugares que poderiam
ser minhas prisões eternas
e perfeitas!
Mas jamais permiti
que me prendessem...
Nunca!
Sempre me liberto
Antes dos grilhões se fecharem!
Sempre desejei a Liberdade!
Sempre clamei por respirar!
E hoje
eu faço poesia que liberta!!!
Jamais me vendi por bagatelas
Jamais me venci por bagatelas
Em tudo me perdi
Em nada me entreguei...
Porque rimas baratas
não sustentam o meu Verso
E ó Deus
por favor eu te peço
Me deixe cantar...!

A Brevidade Que Impacta: Quando O Desabrochar Se Torna Eterno

O seu desabrochar foi muito esperado como uma notícia maravilhosa que não chega antes e nem depois, mas sempre no momento certo e nunca de um jeito fácil.

Linda rosa, cujos espinhos foram superados e agora fazem parte da sua proteção, razão de cada pétala ser tão admirável, pois foi compensada a sua determinação.

Esse seu triunfo é temporário e em breve, ela deixará de existir; todavia, já causou impacto suficiente para ser transformada em poesia e, assim, a sua presença será permanente.

Na minha humilde concepção de poeta, acredito piamente que o verdadeiro artista se torna eterno através da sua arte assim como a linda arte de Van Gogh que permanece viva, emocionando e sendo retratada a partir de um pequeno quadro, apaixonante com cores vívidas, detalhado com muito capricho entre traços e tintas

Um tipo fascinante e raro de eternidade que continua inspirando e mexendo com o imaginário, tanto de admiradores quanto de outros artistas, então, um desabafo por mais triste que seja, pode ganhar uma nova roupagem, quando essencialidades distintas se misturam e viram um sol durante as tempestades,

Vejo o tempo e essa sua relatividade no “A Noite estrelada”, que ainda inspira com a sua luminosidade de um céu exuberante particular, criada por uma mente caótica, antiga, usando as emoções e algumas pinceladas, motivadas fortemente pelas aspirações de uma alma muito expressiva, resultando numa expressão artística sem palavras

Qualquer comparação com os meus poemas chega a ser injusta, no mínimo, inadequada, porém, sabendo que tudo nesta vida é passageiro, inclusive, a minha existência, que também é temporária, às vezes, desejo de forma ousada ser eternizado por meio dos meus versos, proporcionando bem mais do que uma simples leitura, um baita privilégio.