Textos Reflexivos sobre Casamento
A poética
sobrevivente
É nascida
do amor
Romântico
persistente,
É assim
que registro
O amor
que guardo,
O amor
dos outros,
E aquilo
que sonho
Inequivocamente.
O romantismo
segue
É resistência
de amor,
É luzeiro
na escuridão
A orientar
o coração
Intrépido
surpreendente
A revelar
intensamente
A verdade
na imensidão.
A explicação
feita
É notícia
de amor,
É passageira
no destino
A desembarcar
na estação
A reverenciar
o encontro,
Previsto
encantadoramente
E escrever
concretamente
A história
Apaixonadamente.
Porque eu sei que um dia você virá ou eu irei para ficar.
Por ser quem eu sou,
de ti só pedi segurança;
Para não ficar como estou.
Por amor eu te esperei,
e também fui atrás,
Nunca nos desperdicei.
Por amor quis te proteger
da maldade do mundo,
Mas você não quis entender.
Por amor eu me distanciei,
e corri para nos salvar,
Mas você não quis explicar.
Por ser esse o meu dom,
se eu tiver de elevar tom
de voz sempre será poético.
Por ser feita de amor,
se eu tiver de ser bravura,
Não vou perder a doçura.
Por ter alma e pele,
só preciso despir-me,
O desejo ainda verte.
Na vida não te esqueças:
que a poesia não precisa
de voz para elevar o tom,
(Ela conta com as letras).
Quando se ama verdadeiramente,
O amor não pede tempo,
E nem perde tempo;
Todo o tempo é tempo de amor,
O amor constrói o seu templo.
Não quero e não permito
O meu coração ser ferido,
Por ti dei o melhor de mim,
E você não se fez esclarecido.
Não quero, não devo e não posso
De novo contigo me enganar,
Já passou tempo o suficiente,
E comigo você não quis falar.
Quando se ama verdadeiramente,
O amor não fere o sentimento,
E nem busca reafirmação;
Toda a cortesia é anseio,
Que o amor busca como meio.
Não quero o amor que me ame
porque precisa de mim,
O meu coração quer o amor
De alguém que precise
De mim porque me ame.
Não tenho outro meio
De internamente me curar,
Se comigo não quer falar,
A minha poesia só faz te julgar.
Em silêncio revisitei os poemas
como forma de resposta poética
ao amor que encerrou as portas.
Ser amada é claro que importa.
Se crê naquilo que não vê,
não sou eu que vou mais
lembrar do que ficou atrás.
Deus sabe o quê faz.
Eu bem queria desacreditar,
já não te conheço mais;
muita falta você faz.
Inclusive, em datas solenes.
Um amor perene não se compra,
não se vende e não se prova;
amor que é amor é para sempre.
Amor que é amor encontra jeito.
Não sou mulher que se esqueça,
sou flecha que se honra no seio,
cumplicidade e amor bem feito.
O meu coração ainda chora.
Em oração escrevi as prosas
ao amor que importa muito
como se planta mil rosas.
O amor não escolhe outras vias.
Em recolhimento supero
a sua falta de diálogo,
eu assim decreto.
És o meu porquê, e eu a tua razão.
Uma tristeza de amor não cura
pelas mãos de outro amor
apenas se condena a secura.
O meu coração vibra, é feito de fibra.
Ontem, escrevi até um poema
no afã de te fazer país reconquistado,
foi letra semente para o amado.
Venha, e fale comigo:
- Se só o amor tem sentido!
Porque quem deseja algo
- concreto -
Faz do diálogo um jeito
De fazer o tempo aberto
Para nadar em mar calmo.
Venha, e fale comigo:
- Se só o amor tem razão!
Porque quem deseja amor
- verdadeiro -
É sobretudo, objetivo!
Não dá para adivinhar,
Se você não falar comigo.
Não dá para varrer
- os teus receios -
Se não abrir o caminho.
Você não está comigo,
Daí o desespero!
Porque amar é muito,
Ser amada é importante,
Para me fortalecer,
E me fazer invencível:
Quero tê-lo embevecido!
A nossa língua é a língua do amor,
A língua que traduz os significados
- mais [complexos],
Ela que nos uniu e nos embala...
Sussurrada até a madrugada,
E bem encaixada à espera da alvorada;
Doce vate é o nome!...
A tua alegria de homem torna-me
Tua e ainda mais encantada...
Porque dos teus beijos,
Eu exijo os mais melosos...
E faço versos adocicados para estar,
Contigo embalada nas paisagens
Mais bucólicas e integrada nos teus
- cenários [urbanos]...
Entrei na sua vida para fazê-lo feliz,
- e sem [enganos]...
Você despertou os desejos mais deliciosos.
Ao sabor do vento do destino,
Vejo que voltaste a ser menino,
Nunca li nada tão [lindo],
Um verso escrito num bilhete
Apoiado sobre a minha escrivaninha:
"À essa menina, moça, mulher
Que nos encanta, uma lembrança."
É assim que faz a poesia da vida:
Ela vai sendo desenhada por nossas carícias...
Sempre acreditei no amor,
E que se um dia houvesse
Salvação para o amor;
É porque nunca deixou
De ser e viver o [amor...
Por triste desventura
Não houve salvação
Para o [amor
É porque era [tudo]
Só não era [amor].
Sempre acreditei no amor,
E que se um dia viesse
Abandonar esse amor;
É porque tu desertou
De ser e viver de [amor.
Distraí-me com o 'amor'
E o tempo passou,
O 'amor' era dos outros,
Só não era o teu;
O destino comprometeu,
E o tempo passou,
É porque o teu amor
Nunca me pertenceu.
Pelo amor que há de ser,
não é justo 'prometer'.
Porque há de se esgotar
um sentimento anterior.
Para que se fique em paz
com o amor primeiro.
Porque em nome do último,
que seja verdadeiro.
Pela missão de ser e receber
o amor derradeiro:
Não é exagero que ele
seja [inteiro].
Um dia eu morri
Acordei e era a espectadora
Nada mais podia ser feito por mim
Vi o amor fisicamente
A saudade tinha forma
A dor estava presente
As lágrimas escorriam dos rostos amados, eu não podia secá las
Eu amava cada um daqueles rostos
Em um lapso de tempo voei tão alto que o mundo ficou pequeno
Vi a insignificância do meu tempo aqui
Senti a morte ao meu lado
Em silêncio
Fui fisicamente para pensamentos que me ocuparam a vida e eles não fazia mais sentido
Enxerguei a indiferença disfarçada de atenção
Os planos agora são nuvens transparentes
Tudo o que vivi desfilou a minha frente
Fechei os olhos algumas vezes aceitando que o que estava feito feito está
O que eu aprendi?
Não interessa mais
Somos o suficiente pra quem nos ama
Era só o caminho
O fim chegou
Ana Cunha
Me conta, amor,
que o fogo já está aceso,
que o mate está pronto,
que as crianças já estão aninhadas...
Me conta, amor,
que tu está me esperando na porta do galpão,
com o facão na cintura,
e o vestido vermelho marcado pela lida, e mesmo assim o mais lindo que já vi...
Me conta, amor,
que tu não tens pressa porque a noite já chegou...
Me conta, amor,
que o açude está cheio,
que ainda não é tempo de seca,
que o gado está no pasto
e a chuva chegou mansa,
molhando a terra e lavando a alma.
Me conta que amanhã cedo
o sol vai nascer por trás do campo,
que tem pão na mesa,
mate na cuia
e trabalho esperando.
Mas me conta também, amor...
como foi que o tempo passou tão ligeiro,
e a vida trocou o cavalo pelo carro,
a carta pelo celular,
a prosa na varanda pelas mensagens apressadas?
Ainda assim, me conta, amor,
que alguma coisa ficou.
Que ainda existe um fogo aceso,
um mate esperando,
um campo depois da chuva
e um Rio Grande dentro da gente
que o tempo não conseguiu levar.
Salve o 20 de Setembro!
Muitos desistiram
de encontrar o amor
seja por desilusão,
vulgaridade ou conveniência,
escolhi preservar o coração
para de ti ser inteira.
Quando você vier que
a rotina não confunda,
que o romance seja
tudo aquilo o quê pactua,
sustenta e escreva
olhos nos olhos: o poema.
Ciente de tudo isso,
não tenho nenhuma pressa,
optei não me enganar
por quem não está destinado
a ocupar o teu espaço,
decidi ter calma e esperar.
Rebeliões alheias tenho
abraçado como se fossem
as minhas porque tudo
encaro como preparo
para quando você chegar
nenhum funâmbulo dominar.
Portô um do outro sei
que no dandi acrobático
desta vida assim seremos,
de nós não nos perderemos
e a itinerância acordada
sem interferência traçaremos.
O nosso amor
foi encontrado
por nossos destinos
entrelaçados como
os fios de cobre
que resistem maleáveis
os altos impactos
e as altas temperaturas;
Passamos por tudo
sem deixar de lado
as nossas doçuras,
E assim chegamos até aqui
celebrando os êxitos
deste amor que a cada dia
continua imparável e mais forte.
Rodeio é o Destino
Rodeio é o destino
que vai unir você comigo,
Porque nós temos
um amor bonito
e um romance a ser escrito.
Em direção a Rio do Sul
pegando a BR-470
quando você enxergar um
caminho que é um poema,
É ali que fica Rodeio
entre Timbó, Ascurra
e a poesia que do Pico do Montanhão
tem quase a mesma altura.
Rodeio é o destino
que não te deixa sossegado,
Porque o seu coração
me pertence e você por
mim está apaixonado.
Cada poema que todo o dia
vem sendo escrito
é para chegar como uma
canção e ser ouvido,
Como se eu passasse o tempo
todo as mãos nos teus
cabelos fazendo carinho.
O amor é dádiva
deste caminho
que leva ao céu,
E o mérito é desta
terra sem males
que merece por
tanta generosa
e abundante beleza.
Caminho divino
que leva ao céu
e passa por São Paulo,
Terra de aromas,
de doces poemas e mel,
Deste amor assumo
que tenho os sintomas.
Só sei que deste
caminho que leva
ao Céu é o meu
Caminho do Peabiru,
e jamais haverá
outro igual que
chegue nesta altura;
e me faça suspirar
por uma nova aventura.
Caminho divino
que leva ao céu
e passa pelo Paraná,
Terra daquilo
que é mais saboroso
e amor como
este nunca existirá.
Caminho abençoado
que leva ao céu e passa
por nossa Santa Catarina,
Não existe terra mais bonita
em todo o país que consiga
a conquista de ter a fascinação
do meu coração cheio de poesia.
O Poema Preto
é para celebrar
o nosso segredo,
Com o meu
amor apaixonado,
Tenho neste poema
junto com os outros
poemas das cores
místicas a devoção
sutil e perfeita
para te pertencer;
Serei perplexidade
extática olhando
nos teus olhos
apreciando
cada sinal teu
de muito prazer
ao me render
e te enternecer.
Poesia da loucura de amor
represada que todos os dias
têm feito a sua alma cativada,
e a cada dia a minha capturada
por tuas virtudes heróicas
capazes de reunir e unir
em festa o Ocidente e o Oriente
com invencibilidade e paixão
que iluminam a escuridão
convertendo a numa constelação.
Os sinais da êxtase
mística provocados
pelo amor não há
mais como disfarçar
o andor dele ter
nos encontrado
e se tornado senhor.
Em transe máximo
dervixes rodopiantes
em trajes absolutos
das suas mortalhas
e lápides do que ego
anunciantes de
um capítulo inédito.
Sem saber quando
e onde o destino
porá por alto desígnio
um aos pés do outro
nos resguardando
no silêncio de ouro
à prova de desdouro.
Confiamos a paciência
com a mão direita
em direção ao céu,
a esquerda voltada
para a terra e teu peito
voltado para o meu
sem nenhuma reserva.
Rodeio Corajosa
Tenho amor e orgulho
da nossa cidade
que está unida para
se erguer depois
desta tragédia chuvosa
com garra grandiosa.
Minha jóia da coroa
do Médio Vale do Itajaí,
te amo de paixão,
eu amo viver aqui:
o meu coração
pertence inteiro a ti.
Rodeio corajosa,
virtuosa e amorosa,
o meu coração
entreguei todo para ti
junto com florais
e poesias feitas por mim.
O oceano do teu amor
mora gigante em mim
mesmo que no instante
da maré inconstante
e deste desafio gigante.
Não existem correntes
do oceano para quem
nasceu peixe travesso,
e filha da Rainha do Mar
que sabe como nadar.
Manjar, canjica, uvas,
espumante, velas,
flores brancas e uma
cesta de oferendas
não tenho como ofertar.
Como quem pula
a terceira onda a poesia
oferto para a Sereia
tomar conta e a magia
da paixão nos aproximar.
Peço para nós um lugar
bonito no coração de Oyá
aonde quer que a gente vá,
que o destino seja gentil
e ajude o amor nos encontrar.
O mundo é um balaio
confuso que devemos
ficar atentos para nele
o amor não se perder,
Prefiro é o ritmo desta
música que embala,
Que por nós dois fala
e deixar que o tempo
faça por nós o quê
não podemos fazer;
E que as tramas deste
balaio unam a cada
dia mais eu e você.
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