Textos Reflexivos sobre a Vida

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O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
QUADRO DA VIDA ESPÍRITA E A PRESENÇA DOS ESPÍRITOS NA EXISTÊNCIA HUMANA.
Artigo: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A Doutrina Espírita desde sua formulação inicial apresenta um dos mais profundos e desafiadores deslocamentos da consciência humana. Ela não se limita a oferecer uma promessa futura ou uma explicação consoladora para a morte. Ela reorganiza a compreensão do que seja viver. Ao afirmar a sobrevivência da alma e a presença constante dos Espíritos no cotidiano humano o Espiritismo desloca a vida do eixo do acaso para o eixo da responsabilidade moral contínua.
No texto clássico publicado na Revista Espírita no ano de 1859 encontra se delineado um verdadeiro tratado de psicologia espiritual. Nele a morte não aparece como ruptura violenta nem como aniquilamento. Ela surge como transição gradual marcada por estados de perturbação lucidez adaptação e reconhecimento. Esse processo descrito com sobriedade e precisão retira da morte o caráter fantástico e devolve lhe a dignidade de fenômeno natural submetido a leis.
A ideia do nada após a morte apresentada como hipótese materialista é descrita como psicologicamente insustentável. A angústia diante do vazio absoluto a dissolução da memória o apagamento dos afetos e a inutilidade moral de toda ação revelam se como fontes profundas de desespero existencial. A razão humana segundo o próprio texto não se satisfaz com uma existência futura vaga indefinida e sem estrutura. É justamente nesse ponto que a revelação espírita intervém não como imaginação poética mas como observação racional dos fatos mediúnicos.
A alma segundo a Codificação não é abstração metafísica nem princípio impalpável sem propriedades. Ela é o Espírito individualizado revestido de um envoltório semimaterial que lhe confere forma percepção identidade e continuidade. Essa concepção rompe com séculos de indefinição teológica e filosófica. O Espírito vê sente pensa recorda ama sofre e progride. Ele não se dissolve no todo nem se reduz a centelha impessoal. Permanece sendo alguém.
Do ponto de vista psicológico essa continuidade da identidade é decisiva. A consciência humana necessita de sentido de permanência para manter equilíbrio interior. A noção de que tudo termina no nada desorganiza a psique aprofunda o medo da perda e gera comportamentos de apego desespero ou indiferença moral. A Doutrina Espírita ao afirmar a sobrevivência consciente oferece uma base sólida para a maturidade emocional. O indivíduo compreende que suas escolhas não se apagam com a morte e que seu mundo interior o acompanha.
A presença constante dos Espíritos descrita no texto não deve ser interpretada como vigilância punitiva nem como interferência arbitrária. Trata se de convivência por afinidade. Os Espíritos aproximam se segundo a sintonia moral intelectual e afetiva. Esse princípio possui enorme valor educativo. Ele desloca a ética do medo para a ética da coerência interior. Não se evita o mal por temor de castigo externo mas por compreensão das consequências naturais da própria vibração íntima.
A psicologia espírita reconhece que pensamentos emoções e desejos constituem campos ativos de atração. O Espírito encarnado não está isolado em sua interioridade. Ele emite e recebe influências. Essa interação explica muitos fenômenos psíquicos ignorados pela psicologia materialista como certas obsessões angústias persistentes impulsos incoerentes ou estados de inspiração elevada. A Codificação apresenta esse mecanismo com clareza ao afirmar que os Espíritos veem ouvem observam e participam da vida humana conforme lhes seja permitido pela afinidade moral.
O estado de erraticidade longe de ser ocioso é apresentado como intensamente ativo. Os Espíritos trabalham aprendem orientam protegem inspiram e deliberam. Essa descrição dissolve a ideia infantil de um céu estático ou de um inferno material. A felicidade e o sofrimento são estados de consciência decorrentes do grau de lucidez e harmonia interior. Espíritos elevados encontram alegria no serviço. Espíritos inferiores sofrem pela impossibilidade de satisfazer paixões que ainda conservam.
Essa concepção tem profundo impacto moral. Não existe salvação instantânea nem condenação eterna. Existe progresso gradual sustentado pelo esforço pessoal. A responsabilidade é contínua mas também é contínua a possibilidade de reparação. O sofrimento não é vingança divina mas consequência educativa. Essa lógica restaura a confiança na justiça da vida e elimina o desespero metafísico.
A presença dos Espíritos amados após a morte reorganiza também a experiência do luto. A dor da ausência não é negada mas é ressignificada. O vínculo não se rompe. Ele muda de plano. Essa certeza impede que a saudade se transforme em desintegração psíquica. O amor deixa de ser posse e torna se comunhão duradoura. Esse ponto foi amplamente desenvolvido nas obras mediúnicas do século 20 que aprofundaram com detalhes psicológicos aquilo que a Codificação apresentou em estado germinal.
Do ponto de vista coletivo essa doutrina restaura a dignidade das relações humanas. Nenhum gesto de bondade é inútil. Nenhuma fidelidade é esquecida. Nenhum esforço moral se perde. A vida deixa de ser aposta incerta e passa a ser construção consciente. O bem acompanha o Espírito. O mal pesa sobre a consciência até ser reparado. Essa lógica educa sem ameaçar e eleva sem iludir.
A compreensão da vida espiritual apresentada na Codificação e confirmada pelas comunicações posteriores constitui uma das mais coerentes arquiteturas morais já oferecidas ao pensamento humano. Ela une razão fé observação e ética em um mesmo corpo doutrinário. Não promete facilidades mas oferece sentido. Não infantiliza mas responsabiliza. Não assusta mas esclarece.
Quando essa visão se instala no íntimo o ser humano deixa de viver como quem atravessa o mundo às cegas. Cada pensamento adquire peso. Cada emoção ganha direção. Cada escolha prolonga se além do instante. A vida cotidiana torna se escola e preparação. E o indivíduo passa a compreender que viver bem não é agradar forças invisíveis mas harmonizar se com a lei profunda da existência que governa tanto o mundo visível quanto o invisível.

Fontes doutrinárias.
Allan Kardec O Livro dos Espíritos 1857. O Céu e o Inferno 1865. Revista Espírita 1858 a 1869.
José Herculano Pires traduções e estudos da Codificação Espírita.
Francisco Cândido Xavier obras mediúnicas de André Luiz especialmente Nosso Lar e Os Mensageiros.

VIDA E ATOS DOS APÓSTOLOS.
CAIRBAR SCHUTEL

VIDA E ATOS DOS APÓSTOLOS

(1ª EDIÇÃO -1933)

Cairbar Schutel analisa os Atos dos Apóstolos constantes no Novo Testamento à luz da Doutrina Espírita, com ensinamentos que ajudam a entender a importância dos apóstolos na propagação dos ensinamentos de Jesus. Uma interpretação espiritual sobre a Doutrina que os Discípulos anunciaram e pela qual se sacrificaram.
intelectual não nos permitia fazer obra de mestre. Mas esforçamo-nos tanto quanto nos foi possível para, dóceis às inspirações dos Caros Espíritos que dirigem o nosso movimento, expor com clareza e precisão, o que sabíamos sobre os Apóstolos, bem como fazer um estudo sintético das elucidações doutrinárias, pondo de lado dissertações inúteis e logomaquias vãs.

Se esta obra alcançar o fim a que se destina, isto é, esclarecer de certo modo a vida e os atos dos Apóstolos, e guiar mesmo que seja uma única alma para Deus, nós nos daremos por felizes.

Matão, 3 de outubro de 1932

Cairbar Schutel.

O Evangelista Lucas, foi um dos grandes discípulos de Paulo. Nascido na Antioquia, exercia a medicina e afirmam ter sido um bom artista.

Daí o haverem-no escolhido os médicos por seu Patrono. Mas o principal de Lucas não é ter sido médico, mas sim um grande Apóstolo do Cristianismo nascente. Pelo seu Evangelho e Atos, vê-se que era um homem ilustrado, de vistas largas, pois bem interpretava o movimento de reforma religiosa que se operou em seu tempo, movimento que mereceu todo o seu auxilio prestado à Causa Cristã com rara abnegação.

Foram unicamente estes os dados mais acertados que conseguimos obter sobre tão ilustre personalidade, que assinalou sua passagem pela Terra como um super-homem, entidade dotada, pelo que se vê, de faculdades admiráveis que eram as insígnias de tão ilustre quão elevado Espírito.

Cairbar Schutel.

Nascimento: 22 de setembro de 1868, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Falecimento: 30 de janeiro de 1938, Matão, São Paulo
Morte: 30 de janeiro de 1938 (69 anos); Matão, São Paulo, Brasil
Nome completo: Cairbar de Souza Schutel.

⁠Uma forte relação
de admiração recíproca,
ambas compensadas,
de uma vida dividida,
onde as falhas existem,
mas não se destacam
tantoquanto as conquistas
que são alcançadas
com muito esforço
e companheirismo,
um apoiando o outro
naquilo for preciso
e, Graças ao Senhor,
ambos podem dizer
"Não é à toa que te admiro".

⁠A tua beleza é abundante como o mar, onde a vida é constante com seus segredos e encantos, nem todos conseguem apreciar por completo,
há muito pra ser desfrutado nas profundezas dos teus sentimentos, intensos e sinceros, és uma mulher admirável da superfície do teu corpo,
passando pela sensatez de alguns atos
até a essência que tens por dentro,
portanto, o teu valor é inestimável
e só aumenta com o passar do tempo.

⁠Ela trata seus sentimentos com seriedade, entretanto,
busca não levar a vida tão a sério
por mais que pareça introvertida
e pra muitos, seja até um mistério,
pois o fato é que costuma mostrar
seu carisma e sua vivacidade
quando percebe que é bem vinda,
só assim é que fica à vontade,
sabendo que é verdadeiramente querida,
já que aprendeu a reconhecer
quem e onde merece a sua presença
e que ela deve ser conquistada,
passou por muitas decepções
pra ainda ficar desatenta,
não que esteja insenta de ficar decepcionada,
mas não é a mesma de antes,
agora sabe que deve ser amada,
inclusive, por si mesma,
então, caso venhas a conquistá-la
e a reconhecê-la como uma benção,
trate de demonstrar para não perdê-la.

⁠⁠A vida pode até ser um livro aberto, mas não quer dizer que viver seja uma leitura fácil, tendo em vista que também possui os seus capítulos um tanto complexos, onde nem tudo que está escrito, está claro, então, não deve ser lido ao pé da letra, contendo muitos significados nas entrelinhas, ocasiões de alegrias, momentos de tristezas, diferentes contextos e uma determinada quantidade de surpresas, que provavelmente influenciará cada desfecho.

São muitas histórias distintas, vidas emocionantes, cenas próprias, genuínas, algumas páginas soltas, verdades explícitas, expectativas frustradas, pessoas que se apaixonam constantemente, podendo saborearem um dos sabores da paixão, um deleite muito caloroso, às vezes, apimentado, amoroso ou o sabor fascinante de uma doce ilusão, um prazer temporário, por isso que se apaixonar pode ser bastante compensador, porém, sempre é arriscado.

Alguns erros são cometidos, tudo bem que nenhum é agradável, principalmente, quando deixam o coração partido, entretanto, fazem parte de um enredo que está sendo vivido em um constante desenvolvimento, que não acontecerá exatamente como foi sonhado, dito, almejado e não teria graça se fosse algo tão previsível, logo, a principal preocupação deve ser em ler com amor o agora, vivendo parágrafo por parágrafo, talvez, seja esta a moral da história.

Já Que Só Estamos Nesta Vida de Passagem, Não Faz Mal Ser Um Turista

Estamos nesta vida só de passagem; então, que seja uma passagem de avião, de barco, de ônibus ou de alguma excursão, pois eu espero, de verdade, ser um turista sempre que for possível, passando por vários lugares, conhecendo ou revisitando.

Viajando sozinho ou acompanhado, encontrando pessoas conhecidas e alguns estranhos; deslumbrado e agradecido a Deus por estar desfrutando de experiências ricas pela natureza e, às vezes, pelas selvas de pedras, vilarejos e algumas cidades pequenas.

Com certeza, quero poder continuar fazendo passagens entre a atualidade e a história com suas propostas distintas, sensações próprias e várias formas de vida. Se Deus quiser, continuarei sendo um turista construindo memórias, antes que aconteça a passagem de despedida.

A Tranquilidade Navegava E Uma Aquarela Virou Arte

Aquarelas e uma mente criativa dão vida a uma bela arte; assim, a visão de uma pequena canoa sobre as águas vai para uma tela, enfatizando que não era o vazio que navegava e sim a tranquilidade que seguia o seu caminho, semelhante ao que acontece quando um poeta usa as palavras para transformar em versos cada detalhe que percebe, e as melhores partes são enfatizadas do jeito que ele acredita que merecem.

A Saudade e O Legado — A Vida Que Se Foi
e O Amor Que Permanece.

Homem respeitado, benquisto, abençoado e amado; esposo, pai, amigo e avô entre outras faces de alguém honrado certamente inesquecível de acordo com amigos, familiares e todos aqueles que tiveram a oportunidade de estar, pelo menos um pouco, ao seu lado. Mesmo com a idade avançada, era cheio de jovialidade; a sua família foi o maior legado que deixou e agora ela será a sua continuidade; assim, o amor dele permanece e deixa saudades. A sua vida foi uma bênção do Senhor, a razão de muitas felicidades.

O Artista e a Sua Capacidade de Perceber Onde Há Vida e Transformar em Arte

Os artistas dão vida ao inanimado, trazem uma nova perspectiva diante de algo que muitas vezes não é percebido, muito menos por todos; exaltam artisticamente o que já existe; quebram expectativas para o agrado de uns e o desagrado de outros. Transformam a realidade em uma inspiração viva.

Aquilo que é bem simples ganha mais personalidade, passa a ser ainda mais relevante; então, faz uma menção cativante do íntimo do artista aparecer na sua arte, um tipo diferente e muito expressivo de assinatura, que reúne a sua imaginação e a sua criatividade em várias possibilidades de estruturas.

A inquietação da normalidade com uma interpretação lúdica, artística, profunda e seletiva como as palavras e as emoções aplicadas nos meus versos: minha poesia sincera e realista de uma simplicidade complexa. Sou poeta, logo, sou um artista; adepto da arte poética — a riqueza de um olhar detalhista.

A Pintura Que Se Move E As Curvas De Um Mar Intenso

Parece uma pintura atraente que ganhou vida e saiu inesperadamente da sua tela, caminhando graciosamente, mostrando a sua fascinante desenvoltura — as suas ondas em movimento; a beleza das suas curvas.

Um mar naturalmente intenso com a sua singularidade abundante e profunda, além do brilho da sua superfície, como as texturas e os tons sublimes de uma estrutura artística muito emocionante com seu detalhamento bastante realista.

Charmosa e segura, ela é certamente uma arte do Artista Divino. O seu espírito ama a liberdade; a sua pele é delicada; a sua essencialidade está tão viva quanto a essência da poeticidade. Uma obra genuína em um justo destaque.

Ciente de que a vida é muito passageira e de que o tempo não costuma esperar, sou um viajante aventureiro, estou sempre em busca de uma viagem, de uma nova aventura e posso afirmar seguramente que uma das melhores partes é poder conhecer pessoas incríveis, que tornam certas experiências melhores, inevitavelmente, inesquecíveis,

A maioria delas muito provavelmente estará conosco apenas durante aqueles momentos e está tudo bem, teve a sua devida relevância, é evidente, porém, felizmente, algumas continuarão, mesmo que à distância e em encontros breves, sendo sempre marcantes, alegres, gratificantes, amizades surpreendentes, conquistadas com uma afinidade fascinante

Melhor presente ou lembrança que podemos trazer de uma viagem, que deixa o nosso coração mais leve, às vezes, até acelerado por bons sentimentos, intensos e valorosos e não quer dizer que sejam relações perfeitas e sim mais compatíveis que possam ser, demonstrando de verdade um jeito zeloso com afeto e respeito Graças a Deus e a sua Bondade.

As emoções ganham vida, cores e formas atraentes, quando a tua venustidade aparece diante dos meus olhos e reflete nos meus pensamentos,

reunindo sensações, instintos e sentimentos que me fazem imaginar a tua presença grandiosa em determinados momentos, onde o tempo não importa,

resultando numa inspiração rica, sedutora e intensa, que toma conta por alguns instantes da minha mente, uma bela poesia, cuja euforia desperta inevitavelmente.

A Contrariedade que fez a Morte resultar na Vida
Nos seus últimos dias antes da sua ressurreição, Ele enfatizou que veio a este mundo para contrariar, e não para atender às expectativas. Considerando que através da morte — por muitos imensamente temida —, mostrou que a sua vida era muito mais forte.

Até lá, fez um trajeto árduo de dor e feridas que aparentavam fraqueza, mas que eram na verdade, a força do seu amor em evidência que misturava o seu sangue e o seu suor; o fulgor da sua determinação, sendo o Maior de todos sofrendo a pior humilhação.

A cruz representava sua condenação injusta sendo cumprida; entretanto, era e é o símbolo da nossa salvação que se cumpria naquele momento. Mesmo diante da nossa imperfeição, dos nossos inúmeros lamentos — o Sacrifício que não foi em vão.

Depois de sacrificar-se na crucificação, despertou nos incrédulos a ilusão de que havia partido de uma vez: mais um homem de carne e osso, frágil e impuro, sem nada de especial, apenas um moribundo que teve o seu instante final.

O vazio do sagrado sepulcro não significava, de fato, a sua ausência; todavia, o seu corpo tinha sido renovado, pois Ele havia ressuscitado de uma maneira plena para continuar o seu reinado após ter cumprido a sua promessa, provado o seu amor inconfundível e imensurável.

"Educar uma criança é ensiná-la a pensar, preparando-a para enfrentar a vida. Adestrar é fazer da criança um soldadinho de chumbo, incapaz de pensar, que apenas segue ordens.


A agressão física e/ou verbal deseduca a criança, pois dilapida os seus pensamentos, os seus sentimentos e a sua personalidade.


Pais que educam só através do medo, anulam a personalidade da criança, incapacitando-a de tomar qualquer decisão por ela mesma. O medo desinforma a criança sobre aquilo que se espera dela, lhe trazendo desconfiança e insegurança na família, algo que é imprescindível para o seu bom desenvolvimento."

Pensamento: O Avesso da Presença"


Não devemos canalizar nossa vida apenas para quem nos procura. O verdadeiro afeto não deve ser contabilizado pelo tempo que alguém permanece conosco. Há quem esteja ao nosso lado, porém vai estar sempre distante. Muitas vezes, quem silencia também ama; quem se afasta também cuida, mas à sua própria maneira, lutando contra os seus próprios fantasmas.


Ninguém merece ser tratado como 'resto do tacho'. Quando reduzimos alguém ao esquecimento e à ausência, deixamos de ver que as pessoas são feitas de complexidades, de traumas e de tempos diferentes dos nossos. Valorizar o esforço alheio é também acolher o mistério dos que não conseguem ficar. A maturidade da alma não está em selecionar quem nos serve, mas em compreender que cada um entrega apenas o que transborda em si. Respeitar as diferenças é compreender o que é o verdadeiro amor."

Há uma grandeza silenciosa na vida comum: nos laços que tecemos dia após dia, na fé que sustenta nossos passos, nos sorrisos e lágrimas partilhados.
O extraordinário não reside em roteiros grandiosos, mas na coragem de construir algo duradouro: um lar, uma família, memórias simples que ecoam pela eternidade.
A verdadeira beleza da existência floresce justamente onde menos se espera: nos detalhes ordinários que, ao final, revelam-se milagres cotidianos.

Existe o amor da sua vida e o amor para a sua vida.
O amor da sua vida é aquele que deixa marcas profundas. Mesmo quando não dá certo, permanece em algum canto da memória e do coração, como um ponto fraco que o tempo pode até amenizar, mas dificilmente apaga.
Já o amor para a sua vida é aquele que se constrói no cotidiano: com respeito, diálogo, maturidade, parceria e a escolha constante de permanecer. Não vive apenas da intensidade do sentimento, mas da segurança de saber que existe reciprocidade, cuidado e vontade de fazer dar certo.
Vivemos muitos amores, mas só dois deixam marcas: o que dá certo e o que gostaríamos que desse certo.
Talvez seja esse o maior dilema da vida: ficar com alguém pelo qual você daria o mundo ou permitir-se construir um novo mundo com alguém que te ama e conquista todos os dias.
Vive a felicidade plena quem encontra esses dois amores na mesma pessoa.

É fácil se perder na vaidade, na correria, nas cobranças e nas distrações da vida.
Aos poucos, podemos nos afastar dos valores, princípios e convicções que antes orientavam nossas escolhas.
Muitas vezes, é uma decepção, uma perda ou um momento de dor que nos faz perceber esse desvio.
Voltar ao caminho exige humildade para reconhecer os erros, coragem para mudar e disciplina para reconstruir o que foi deixado de lado.
Não é um processo rápido nem confortável, mas é justamente nele que recuperamos nossa força, nossa identidade e nosso propósito.
A vida exige coerência entre aquilo que acreditamos e a forma como vivemos. Não controlamos tudo o que acontece, mas podemos escolher, todos os dias, a direção que queremos seguir.
Por isso, reencontrar a si mesmo é mais importante do que simplesmente chegar a algum lugar. Quando voltamos a viver de acordo com nossos valores, cada renúncia, cada esforço e cada passo passam a fazer sentido.
O caminho de volta é árduo, mas o destino faz valer a pena. Viver em paz com a própria consciência e saber que estamos, finalmente, no lugar onde deveríamos estar.

Quem venceu na vida?


A primeira pessoa é casada, tem dois filhos, casa própria, emprego estável, renda que contribui para o lazer constante.
A segunda pessoa é casada, seis filhos, casa alugada, emprego instável, alguns momentos de lazer.
A terceira pessoa é solteira, sem filhos, casa própria, emprego estável, vários momentos de lazer.
Quem venceu na vida? Ora, não dá para saber algo tão subjetivo, pois envolve saúde, paz de espírito, boas relações na família e com amigos, fazer o que gosta...
Somente cada uma dessas pessoas pode dizer internamente se venceu ou não na vida.


12/09/26