Textos Reflexivos sobre a Vida

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O mais triste de quando amadurecemos e ficamos com experiência de vida (isso se dá na velhice), descobrimos que passamos quase toda nossa vida no meio de serpentes peçonhentas, num covil de lobos!!!
Aí podemos separar o joio do trigo, e constatar que se ficarmos com um só AMIGO de verdade, temos que dizer: AMÉM!!!

OBSTÁCULOS...
Cada obstaculo na minha vida, é uma vacina que reforça meu poder imunológico, me deixando cada vez mais resistente a cada dificuldade que eu tiver que ultrapassar ao longo da minha existência.

O mal não existe, e sim, provas para que eu fique cada vez mais forte, seguro e lapidado para a vida.

O Milagre do Movimento
Muitas vezes, mergulhados em nossas próprias dificuldades, passamos a vida esperando por um socorro extraordinário. Olhamos para o céu aguardando que o próprio Deus desça para resolver os nossos problemas, ou que o exército, um helicóptero ou um milagre grandioso caia em nosso colo. O que a nossa cegueira espiritual não nos deixa perceber é que o apoio divino já foi enviado através das pequenas oportunidades, das mãos estendidas e das ferramentas que já estão ao nosso redor. Deus coloca o barco na correnteza, mas ele não vai remar por nós. Insistir em ficar de braços cruzados esperando que o céu faça o que é da nossa responsabilidade não é ter fé, é ter passividade. O verdadeiro milagre acontece quando entendemos que a ajuda já chegou, mas a reação precisa vir de nós.

A virada do ano é só um lembrete que o tempo e a vida não param. Não é sobre uma página em branco, mas sobre a continuidade de um livro que estamos escrevendo enquanto o chão se move sob nossos pés.


A verdade é que a vida não espera a gente se sentir seguro ou 'pronto' para acontecer. Ela simplesmente vem.


No fim das contas, a verdadeira coragem não está em desejar que tudo seja perfeito, mas em se manter firme enquanto tudo muda.


Seguimos não porque o calendário mudou, mas porque carregamos vida, sonhos e projetos que são maiores que qualquer data. Parar nunca foi uma opção.

MANIFESTO SOBRE A RESILIÊNCIA HUMANA


Por: Abel Manuel Fernando


“A vida do homem sempre foi feita para ser dificultada.”
Esta premissa não é um lamento, mas sim uma constatação profunda sobre a natureza da nossa
existência. Desde os primórdios, a jornada humana nunca foi desenhada para ser um caminho linear
ou isento de barreiras. Pelo contrário, são os obstáculos que surgem ao longo do percurso que
validam o nosso crescimento, testam as nossas convicções e transformam o potencial latente em
força real.
Evitar as dificuldades é ignorar a própria ferramenta de lapidação do carácter. Cada contrariedade,
cada barreira aparentemente intransponível, funciona como um espelho que reflete quem realmente
somos quando despidos das facilidades do quotidiano. O homem que não enfrenta a resistência
permanece frágil, incapaz de sustentar o peso das suas próprias ambições.
Assumir a autoria desta visão é aceitar o desafio de viver com protagonismo. Compreender que a
vida é intrinsecamente difícil permite-nos abandonar a postura de vítimas das circunstâncias e
adotar a postura de arquitetos do destino. Não escolhemos a ausência de problemas, mas
escolhemos, soberanamente, a magnitude da nossa resposta perante eles.

Eu sou tão grato a vida por ter me dado a oportunidade de dividir meus dias com você, de aprender com você e crescer ao seu lado como pessoa. Ir descobrindo aos poucos novas formas e cores que a vida pode nos apresentar quando se temos a pessoa certa ao nosso lado. Em alguns momentos a luz se tornara fraca e só restará um escuro ao nosso redor , nós fazendo não perceber mais a luz que sempre foi nosso guia em meio a escuridão. Mas de alguma forma, os sentimentos quando são puros e reais como o que sinto por vc dissipa tudo isso me levando de volta a luz que você sempre projetou na minha vida desde o exato momento que passou a fazer parte dela . Não sei aonde eu me perdi para apenas me encontrar em você e se for para ficar perdido , que seja perdido na certeza desse amor que Carrego no peito por vc.
_Enzo Ruchell_

A FORÇA DA VIDA
*"Os nossos dia mês e ano, sempre dependerão do que projetamos em nossa mente; nossas vidas são exatamente isso: o que vimos e projetamos. Extrair dos pensamentos e emular na concretude, portanto, se trata de ver, crer, e empreender a força dos pensamentos.*
*Há um poder imenso nessa assertiva; o poder que Deus nos deu!"*
(Victor Antunes)

A proteção não é apenas uma profissão; é um pacto inegociável com a vida do outro. Existe uma linha tênue entre o risco e a segurança, e é exatamente onde eu atuo.


Ser profissional de proteção vai muito além da presença física ou do uniforme. É antecipar o imprevisível, dominar o cenário e ser, em cada segundo, a barreira silenciosa entre o perigo e quem confiou a segurança a mim.


Carrego essa responsabilidade com a frieza de quem conhece o perigo e a determinação inabalável de quem não permite que ele chegue.


No fim, não é sobre o que eu faço, mas sobre quem eu sou e o meu estado de prontidão constante.

Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender.
Para mim, proteger uma criança é garantir que o futuro tenha esperança. Cuidar de um animal é honrar a forma mais pura de amor e inocência que habita a Terra. Em cada olhar resgatado e em cada sorriso protegido, encontro o meu propósito.
Entendo que a morte não é o fim quando deixamos algo vivo nos outros. Por isso, vivo sob uma única verdade:
Herança é o que se deixa para os outros; legado é o que se deixa dentro deles.
Que, ao final do meu caminho, o meu rastro não seja feito de posses ou títulos, mas sim pelo silêncio de um animal que não sofre mais e pela alegria de uma criança que cresceu segura. Esse é o meu compromisso. Esse é o meu legado.

Estou de partida,
cansei desta vida,
procuro, em silêncio,
na penumbra dos dias a porta escondida.


Levo nos olhos
o sal das marés,
um céu despedaçado
e muitos antigos porquês.


Fui ave ferida,
sem ninho, sem canto,
voando entre abismos,
bebendo o fel do pranto.


Mas há, sob as cinzas,
uma brasa acesa;
um sopro pequeno
de pura e doce surpresa.


Talvez a saída
não seja partir,
mas abrir as asas
e aprender a voar por caminhos opacos
me equilibrar entre os que realmente estão a existir.


Talvez o caminho a se fazer... se refazer...
comece no chão,
quando a própria queda
se torna impulso e mão.


Se a noite me cerca com seu véu profundo,
ainda há estrelas espiando o mundo.


E, mesmo cansada,
minha alma se atreve:
há vida escondida neste instante tão breve.


Não parto do mundo,
parto do que me dói;
deixo para trás um medo que me estrangula e me corrói.


Recolho meus cacos,
reaprendo a voar:
sou ave ferida,
mas posso pousar...
e, assim que curada, recomeçar.


Amanhã, talvez,
com o peito aberto,
descubra na estrada
um recomeço perto...
faça eu um voo certo.

Quanto da minha vida foi escolha minha, ou uma tentativa de caber no desejo dos outros?
Apesar de dolorosa, talvez essa seja a pergunta mais importante da vida adulta. Porque chega um momento em que precisamos distinguir aquilo que realmente queremos daquilo que aprendemos a querer para sermos aceitos, amados ou aprovados.
Quantas decisões tomamos por vontade própria, e quantas nasceram do medo de decepcionar alguém?
Quantas vezes permanecemos em lugares, relações, profissões ou versões de nós mesmos apenas porque sair dali significaria contrariar expectativas?
Talvez amadurecer seja perceber quantas vezes chamamos de escolha aquilo que, na verdade, era apenas medo de decepcionar os outros.
Passamos tanto tempo tentando corresponder às expectativas alheias, evitando conflitos e buscando aprovação, que podemos acabar construindo uma vida que agrada a todos, menos a nós mesmos.
Talvez uma das descobertas mais dolorosas da vida adulta seja perceber que, de tanto tentar caber no mundo dos outros, acabamos nos tornando estranhos dentro da nossa própria história.
Liberdade, então, talvez seja descobrir quais desejos são realmente nossos.
No fim, a pergunta já não é quanto da minha vida vivi pelos outros, mas quanto da vida que me resta estou disposto a viver por mim.

A vida no prumo


Na vida há de se manter o prumo,
seguir sempre certo rumo,
mesmo quando a estrada se desfaz
sob os pés cansados de procurar a paz.


O rumo certo?
Ninguém jamais saberá ao certo.
Há bússolas que apontam para o medo,
há estrelas que se escondem em segredo,
e há caminhos que, embora pareçam errados,
nos devolvem aos sonhos abandonados.


Seguimos — entre quedas e marés,
com dúvidas amarradas aos nossos pés,
levando no peito a coragem imperfeita
de quem caminha sem rota perfeita.


Talvez viver seja aceitar o incerto,
abrir janelas no deserto,
confiar que, mesmo em noite escura,
há uma luz nascendo na procura.


Manter o prumo não é jamais tombar,
mas aprender, depois da queda, a levantar;
é ouvir, no silêncio profundo,
o coração inventando um novo mundo.


E quando o horizonte enfim se abrir,
compreenderemos: não era chegar,
mas aprender, passo a passo, a seguir.

Desisto


Quanta tristeza
há nesta vida,
quando a esperança se esconde
atrás da última janela
e o silêncio veste
a cor das despedidas.


Só incerteza
caminha comigo,
feito sombra sem nome,
feito chuva que não termina
sobre os ombros cansados
de quem já não sabe esperar.


Não há portas de entrada,
apenas corredores estreitos
conduzindo ao adeus.
E sigo,
descalço, pés sangrando,
pisando os cacos dos sonhos
que um dia chamei de lar.


Cada passo dói,
mas ainda é passo.
Cada lágrima cai
como semente invisível
na terra escura do peito.


Talvez, além da noite,
exista uma manhã.
Talvez o mundo guarde
uma fresta de luz
para quem insiste em respirar.


E, mesmo perdido,
mesmo ferido,
levanto os olhos ao céu:
há tristeza em minha voz,
mas ainda pulsa,
teimoso e frágil,
um coração que não aprendeu
a desistir.

Sem nenhum exagero por hora,
gostaria de não ter visto,
o pior capítulo que vi na vida,
Qualquer minúscula mercadoria
do Tehran Grand Bazar
tem infinitamente mais valia,
do que qualquer umazinha
que se preste a serventia,
em nome dos pecados capitais
para ceifar vidas como ninguém
importasse nenhum pouco mais.


Uma minúscula mercadoria
mesmo sob ruínas e destroços
dos corredores que foram
pelas bombas explodidos,
tem o seu valor mantido,
porque nela estão contidos
os valores que jamais
se tombam nem às armas,
diferentemente de umas e outras
que se renderam à morte,
e ao absurdo vulgar nas praças.


Falo das deslumbradas,
que servis capturadas
tiraram os véus, fotografaram
a nudez, o caráter e a insensatez,
e sem nenhum pudor dançaram
para se expor diante dos olhos
de todos nós os próprios corpos
empunhando a bandeira nacional;
Tudo em nome de uma liberdade
que custasse o que custasse
o preço da vida do seu povo,
a história e a memória
para servir ao escuso jogo.


In Memoriam às meninas de Minab.

No muro poético "Viva l’Italia" ecoa
mostrando vida própria a cada tentativa
aberta ou sutil de apagamento ---
Emprestando a voz para quem precisa
levar ao mundo o conhecimento
[inconteste do seu sofrimento].


Da fonte do Guglielmo Oberdan
ainda bebo e me mantenho,
Com o espírito de Cesare Battisti,
de Fabio Filzi e Nazario Sauro,
Reconheço não estar em guerra
com quem quer que seja,
mas não significa que não viva
em mim a poética resistência.


Do forte signo destas quatro forcas
reúno as inúmeras maiores forças
para manter aceso no coração
o panteão do Irredentismo,
emprestado, persistente e vivo,
para que ninguém conte outra
história quando cruzar o destino.


[Porque é do Sol e dos luares
do Médio Vale do Itajaí me ilumino].

Ele ama a Allah e ao povo
mais que à própria vida;
nele habita toda a poesia
que a minha inteira suspira,
de uma maneira invicta,
fazendo das palavras
a maior e mais fina joalheria.


Filho do cemitério dos impérios,
que vivo tentando sempre
decifrar em seus versos
os mais profundos mistérios,
como se passasse a noite
sob as estrelas majestosas
no ponto mais alto de Cabul.


Ele é todo feito de paz,
e não foge da guerra;
ele tem alma de primavera
que embelez a minha
e não conheço outro poeta
que ame mais a própria terra,
e sem que ele saiba, até que existo
toda a sua poesia sempre me empresta.

À Catalina Giraldo


Conheci a história da sua travessia,
não nos poupe de ti nesta vida.


Se eu pudesse olhar nos teus olhos,
com certeza te diria:


- Transforme toda esta dor em arte
nesta vida que desafia.


Somente a arte pode ser a ponte
interminável entre a vida e morte.


Não existe nada além da arte
com igual capacidade de conceder
a interminável sorte de morrer,
renascer e fazer-te viva permanecer.

Os ventos se encarregam
do ciclo natural da vida,
o Hemisfério Austral rege
o continente destes povos,
e o Condor zela a todos
na Cordilheiras dos Andes,
não cabemos nos instantes.


A Águia Harpia com a sua
total natureza territorial,
cumpre a sua vigilância
nos vales úmidos e profundos
da minha América Austral,
que é o melhor dos mundos.


Onde nascem as begônias
coloridas, místicas e infinitas
que inspiram este coração
para dedicar as minhas poesias,
que nascem, morrem e ressuscitam
neste voto renovado todos os dias.

Ninguém ou qualquer
situação rompe a paz
de quem assumiu a paz
como filosofia de vida,
sem precisar performar
para ninguém no dia a dia,
o que fascina ou não;
busca só o que faz bem
ao redor e ao coração.


A real autopreservação
feminina não é nenhum
pouco da boca para fora,
não tem nada a ver
com abrir trincheiras,
e nem carregar desespero
por qualquer validação:
é manter para si a direção.


Como a haste de uma
íris-da-praia em maio,
em alguma restinga
em Santa Catarina,
se dobra diante da força
das correntes, tal qual
reconhece quem é
ou não capaz de a deixar
de joelhos, e se tornou
o habitante dos secretos
e fascinantes devaneios.

Honre a sua ancestralidade
e o quanto tiveram que caminhar
na vida e cruzar o mar,
para até aqui chegar
e a gente vir a nos encontrar.
Nasceste brasileiro,
aqui é o seu abençoado lar;
muitos gostariam de ter
o privilégio de ter uma Pátria
como a nossa para morar,
onde a guerra de alta intensidade
não teve o poder de nos alcançar.


Sem abandonar quem você é,
não apenas pela influência
do nosso idioma bonito,
não se esqueça que você
nasceu latino pelo convívio,
pela construção histórica
e pelo resultado geopolítico.
E isso acaba moldando
o consciente, o inconsciente
e o seu jeito de se comportar,
sem nada teu subtrair ou erosionar.


Tu tens muito o que se orgulhar,
sem esperar que a satisfação
venha independentemente
de quem está a nos governar.
És filho do Pampa, da Mata Atlântica,
do Pantanal, do Cerrado,
da Caatinga e da Amazônia —
e tens o Oceano Atlântico
para estar com ele à beira-mar.
Todas as vezes que tentarem
as ideias distorcer e nublar,
sempre se lembre que tens
todos os motivos para se orgulhar.