Textos Reflexivos sobre a Vida

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Justa Causa da Vida

Tem gente que perde dinheiro e aprende.
Tem gente que perde amor e amadurece.
Mas perder o réu primário por justa causa da vida…
isso aí é quando o mundo te empurra pro abismo
e ainda pergunta por que tu caiu.

A verdade é que ninguém nasce querendo guerra.
A maioria só queria paz, um café quente,
uma conta paga
e alguém que não destruísse a própria sanidade.

Mas o sistema adora fabricar monstros
e depois vender moralidade em prestação de culpa.

Perder o réu primário às vezes não começa no crime.
Começa no abandono.
Na fome.
Na humilhação diária.
Na porta fechada.
No “volta amanhã”.
No olhar torto de quem nunca precisou sobreviver.

E quando a vida te encosta na parede,
até o silêncio aprende a carregar faca.

No fim, a sociedade aponta o dedo,
mas esquece que foi ela mesma
quem ensinou tanta gente
a sangrar sem fazer barulho.

A vida adora desmentir as certezas mais doloridas que a gente constrói nas madrugadas.


Talvez não venha da pessoa que você gostaria. Talvez não venha da forma que você imaginou. Talvez não venha no tempo que seu coração pede.
Mas a necessidade de ser vista, escolhida e procurada espontaneamente não é um exagero. É uma necessidade do ser humano.
E quem realmente gosta da nossa companhia não vê uma conversa como gasto. Não vê um "oi" como obrigação. Não calcula presença como investimento.
Presença verdadeira acontece porque a pessoa quer estar ali.

Existem pessoas que passam a vida inteira estando presentes.

São aquelas que respondem, que ajudam, que escutam, que encontram tempo mesmo quando não têm tempo.

Muitas carregam o hábito de cuidar dos outros sem fazer contas, sem esperar recompensas, sem cobrar retorno.

Mas a vida costuma ensinar uma lição curiosa:

Nem sempre quem recebe cuidado sabe oferecer cuidado.

E então chegam os dias difíceis.

Dias em que essas pessoas também precisam de uma palavra, de uma presença, de uma resposta.

É nesses momentos que descobrem quem realmente caminhava ao seu lado e quem apenas se acostumou com aquilo que recebia.

Não se trata de ingratidão de todos. Nem de maldade.

Apenas uma verdade antiga: poucas pessoas conseguem oferecer aos outros a mesma dedicação que gostam de receber.

Talvez por isso algumas presenças silenciosas sejam tão raras.

E tão valiosas.

Talvez a vida não nos permita ter todo o tempo que gostaríamos… 🤍


Mas quando alguém realmente importa, a gente aprende a desejar menos quantidade e muito mais intensidade.


Um café sem pressa.
Uma conversa que atravessa a noite.
Um olhar que diz aquilo que as palavras não conseguem.
Um abraço que faz o mundo parecer distante.


Porque existem momentos que duram pouco no relógio,
mas permanecem por muito tempo no coração.


E se eu pudesse escolher um pequeno pedaço da eternidade,
não escolheria um lugar perfeito,
nem uma vida sem problemas.


Escolheria apenas um instante verdadeiro,
ao seu lado,
onde o tempo pudesse esquecer de passar.


Porque, no fim,
o que torna um momento inesquecível
não é quanto tempo ele durou…


É **quem estava com a gente quando ele aconteceu.** ❤️

Aurora da vida


Oh, que saudade da infância,
Da aurora da minha vida,
Tempos que ficaram à distância,
De uma rotina florida.
Dos pés descalços que convidam
A uma lembrança querida.


Os primeiros raios de luz no rosto
Que trazem calor e cor devidos,
O orvalho frio e úmido exposto
Aos passos inocentes da vida.


Gotas de sereno na grama
Mostrando pureza e inocência.
O canto dos pássaros chama,
O sol brilha em nossa existência.


Aqueles dias longos para brincadeiras,
As horas que não importavam,
Apenas as peladas em meio à poeira,
Nos deixam lembranças que marcam.


O olhar de espanto e encantamento
Ao descobrir coisas simples da vida,
Como as borboletas ou o formato das nuvens
Que pintam figuras de beleza colorida.


O colo dos pais é chamego,
O cheiro da terra molhada,
A sensação de um mundo seguro
São lembranças que ficaram no passado.


Crescer também é importante,
Pois a vida segue sempre em frente,
Quando adultos, trabalhamos bastante,
Num destino que se faz constante.


Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/2026

⁠A jornada da vida.
Três homens, Pedro, João e Paulo, foram convocados para o desafio de chegar ao topo de um monte, sabendo que não seria fácil chegar lá.
Antes de começarem a subida, o organizador do evento fez uma pergunta aos três homens:
Pedro, o que é mais importante para você ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- Chegar lá, será uma grande vitória!
E para você, João, o que é mais importante ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- Não tenha dúvida que é vencer o desafio, sendo o primeiro a chegar lá.
E então, Paulo, o que é mais importante ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- A jornada até lá. Viver cada etapa, cada momento e desafios, aprendendo e ganhando mais experiência - tudo isso vale mais que tudo!Chegar ao topo do monte é consequência de uma fantástica e bem aproveitada jornada.
Não estou preocupado com competição, isso só nos impede de enxergar o que é fundamental e que nos faz bem. Se for preciso quero ajudar a chegar lá, os que estão nessa jornada. E embora a meta de alcançar o topo do monte não possa ser perdida de vista, jamais devemos deixar que o egoísmo e a ansiedade de chegar lá, roube nossa paz.
A concentração na jornada, contemplação, e o prazer de vivê-la terá como prêmio uma chegada plena e triunfante ao nosso destino.
Ney Paula B.
(*) Essa estória é para você refletir sobre a jornada da sua vida:
-Está valendo a pena?
-Suas metas agregam valor à preparação para sua chegada?
-O que motiva você, nessa sua jornada?
-Você tem metas coletivas, ou só individual?
Ney Paula B.

⁠“Na vida é preciso ter cuidado com o “sim” que damos… para que não seja fruto de um descuido do “não”. É que podemos, sem ponderar, aquiescermos a sugestões ou convites que podem nos levar por caminhos não compatíveis com aqueles aprovados pelo SENHOR, o que certamente irá desagradá-Lo.”
Ney Paula B.

⁠Nunca se desespere diante das dores da vida, as sextas-feiras virão sempre mas o domingo também virá, assim como aconteceu com O nosso Salvador Jesus Cristo.
As pedras que surgem no nosso caminho, são para ser removidas por nós, pois é assim que nos tornamos mais fortes. Não importa o tamanho da pedra, o SENHOR só quer sentir nossa fé para crer que Ele nos dará a força necessária que precisamos para afastá-la do nosso caminho!
Eu, Ney Paula Batista, sei que Ele vive sim, Jesus Cristo, e que Seu Pai é o nosso SENHOR do Universo. As dores que passamos são sempre pedagógicas, até mesmo quando perdemos alguém que amamos. Lembre que o Filho sofreu tudo por nós e Seu Pai sentiu tudo isso, inclusive sua morte. Sendo assim, nossos sofrimentos nos ensinam muita coisa e podem nos tornar mais semelhantes a ELES.
Enfim, esse é o propósito dessa vida:
O tempo para nosso aperfeiçoamento espiritual que só pode acontecer pela dor pedagógica, isso mesmo, aquela que ensina e que quando compreendida e aceita, nos faz crescer.
Ney Paula B.

ENGESSAR A VIDA ATRAVÉS DA ESTUPIDEZ E DO MEDO


O estúpido que tem medo não está sendo estúpido por falta de informação;
ele é estúpido porque escolheu o medo como identidade.


Você pode trazer gráficos, estudos, testemunhos, lógica cristalina,
pode alinhar os fatos como soldados em perfeita ordem;
ele vai olhar para tudo isso e ver apenas mais uma ameaça disfarçada.
Porque o medo dele não mora na cabeça.
Mora no peito, na barriga, naquele lugar escuro onde a razão não tem chave.


A razão convence quem já está meio convencido,
quem tem um cantinho de dúvida que ainda respira.
Mas o medo absoluto é uma religião sem hereges:
o fiel não quer ser salvo daquilo em que acredita;
ele quer ser salvo pelaquilo em que acredita.


Você pode provar que o monstro não existe,
mas se o monstro é a única coisa que dá sentido à vida dele,
ele vai preferir o monstro à paz.


Então não há argumento que chegue,
não há frase bem construída,
não há metáfora bonita o suficiente
para convencer o estúpido que se alimenta do próprio pavor.


O que há, quando muito, é o tempo.
O tempo que às vezes cansa o medo,
que desgasta a armadura,
que faz a pessoa acordar um dia e perceber
que passou a vida inteira tremendo de um fantasma
que nunca lhe tocou de verdade.


Ou então o encontro.
Não o encontro com a razão,
mas com alguém que vive sem aquele medo
e, estranhamente, continua vivo,
continua inteiro,
até sorri.


Aí, só aí,
num instante em que a guarda baixa,
pode nascer uma pergunta pequenininha, quase inaudível:
“E se eu estiver errado?”


Essa pergunta é o único buraco
por onde a luz consegue entrar
numa cabeça que se fechou para o mundo
achando que assim se protegia dele.


Antes disso,
guarde sua energia.
Não se gasta pólvora com quem já decidiu
que o estrondo é música celestial.


O estúpido pelo medo
só se convence
quando um dia o medo o cansa
ou quando a vida, com sua paciência cruel,
lhe mostra que sobreviver sem pavor
também é possível
e, pasmem,até mais bonito.

⁠Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo


Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.


Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.


Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.


Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.


Fiquei parado. Não consegui seguir andando.


Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?


Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.


Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.


Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.


A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.


E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.


Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?


Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.


E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?


Ysrael Soler

⁠O sofrimento e a dor são, o grande tecido da vida, com pequenas conta-gotas de alegria. Viver sorrindo o tempo todo, é a forma que muitos encontram para tecer este tecido, porém, também é uma forma de auto enganar-se, pois a realidade no dia-a-dia, nos confronta com o caos preponderante!


Olhar o mundo de forma a ver ele maravilhoso, é inspirador, mas, a cada passos dados na vida, são indicadores que um dia ela terá seu fim ! Viver o presente, é sonhar...

Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...

DISCURSO SOBRE AS AMENIDADES DA VIDA


Repensar a vida é fazer escolhas entre razão e emoção!
Vivemos neste dualismo de consequências de erros e acertos.
As escolhas nos colocam, de certo modo, em momentos da vida, em standby!
Pensar é um exercício da mente humana, mesmo que ela insista em não enxergar seus contrapontos.
O delinear do caminho nos mostra imensas diversidades ou adversidades. Há um mundo com imensas possibilidades, e as probabilidades, nós quem as tornamos exatas.
O corpo e a mente, usamos como ferramentas no dia a dia, e com elas nos mostramos ao mundo. Podemos fazer destas ferramentas bom uso ou não; cabe às escolhas que iremos fazer!
A vida é um jogo de perde e ganha. Os dados são lançados todos os dias, e a "sorte" se mostra nas oportunidades de quem as fez, durante o caminho!
O impacto das coisas que transitam ao nosso derredor nos afirma, no fim de algumas observações, que o projeto de vida precisa ser meticulosamente articulado, pois nada do que se projeta é 100% certo de acerto!
Vivemos em um mundo transitório e mutável. Ontem era aquilo, hoje já é isto...
Largar mão da vida, e entregar este projeto a terceiros, é se ausentar das responsabilidades impostas, adquiridas ou feitas.
O que as pessoas veem em nós não é realmente o que pensam que veem. Então, afinal de contas, o porquê das observações do texto?
Será melindre? Pensamento retórico? Ou estupidez?
Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas, em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus.
Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que, devido a tais instintos, é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável.
Diante de tais perspectivas, fico com um pé quase que fincado na ideia de que nascemos como papel em branco e a sociedade nos influencia, impondo suas regras, tradições e manejos, para nos moldar do jeito que ela quer! Há os que tentam ir contra, mas moralismo, ética e tendências não partem de um indivíduo, e sim da sociedade, que com o passar dos séculos, sempre muda seu comportamento!
Como diria Jean Paul-Sartre: "O inferno são os outros."

NAS ENTRELINHAS DA ROTA

Nas entrelinhas da rota
​Se há pormenores
Nas entrelinhas da vida,
Há de haver também
Inúmeras circunstâncias
Que recalculam as rotas.

​Num destrinchar de atitudes
Pitorescas, malogradas e bem-sucedidas,
O olhar se divide entre o observado e o observador,
Na constante linha tênue da vida.

​Quando tudo converge
Ao esquecimento e à memória,
Descobrimos que ambos andam de mãos dadas,
E não haverá bifurcação
Que os impeça
De cumprir o destino
Rotativo que os fortaleceu
No caminho...

Ysrael Soler

O Sol, a Pedra e a Rosa

Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha

​O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...

A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
​O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
​E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma

​Ysrael Soler

#israelsoler
#ysraelsoler

Tu és uma criatura admirável, traz vida no teu ventre.
Traz força, saúde, amor e paz para esta gente.
Mulher que corre, grita, se agita, educa, ama e sente-se aflita.
Aflita em ver os teus em harmonia, desejando a todos alegria.

No teu íntimo gera vida, teu ventre acolhe um novo ser,
Que se alimenta, cresce e se aquece dentro de você.
Ah... não podes gerar no teu ventre? Consideras-te doente?
Geras de forma diferente, pois a doença está apenas na mente.

Geras vida quando acolhes e acalenta uma criança.
Que vive neste mundo, jogada, abandonada, sem esperança.
Geras vida por tuas atitudes e dedicação.
Quando abres teus braços e o teu coração.

Não mereces apenas um dia, mas sim muitas melodias.
És guerreira, amiga, companheira e tens ousadia.
Ousas em trabalhar, estudar, educar e ser dona de casa no fim do dia.
És exemplo de determinação, amando a todos, pais, filhos e irmãos.

Cheguei a um ponto da vida em que comecei a questionar a própria utilidade da cultura. Não porque o conhecimento tenha perdido seu valor, mas porque percebi que saber mais nem sempre significa viver melhor. A cultura amplia a consciência, mas também revela a dimensão da ignorância, da hipocrisia e das contradições humanas. Talvez o verdadeiro desencanto esteja justamente nisso: quanto mais compreendemos o mundo, menos ilusões nos restam sobre ele.


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⁠A vida é sobre iniciar e encerrar ciclos!
Nunca vivemos numa constante euforia ou tristeza, aliás essa alternância entre os estados nos tira da zona de conforto, levando ao rompimento com o eu daquele momento e a consequência inevitável é o crescimento pessoal!
O quanto cada um irá crescer nesse processo está diretamente ligado a capacidade de deixar aquele incômodo te levar a reflexões e se permitir conhecer o novo!
Maria Augusta Ranulfo

⁠Luz na escuridão…

Há momentos em que a vida parece ser um vasto oceano de desafios, e você se sente à deriva, sem rumo. A dor, o desalento e a desesperança podem obscurecer o horizonte, fazendo-nos crer que não há saída. Mas é justamente nesses momentos de escuridão que a centelha da transformação se acende.

Lembre-se de que a noite mais escura é a que precede o amanhecer. Dentro de você reside uma força ancestral, uma resiliência que os ventos da adversidade jamais poderão apagar. Cada cicatriz, cada lágrima derramada, é uma prova de sua coragem e de sua capacidade de se reerguer.

Você é mais forte do que imagina. A vida, com todos os seus altos e baixos, é um professor implacável, mas também um mestre generoso. Ela nos ensina a valorizar os pequenos momentos de alegria, a encontrar beleza nas imperfeições, e a perceber que, mesmo nas ruínas, há sementes de renascimento.

Confie em si mesmo. Acredite na força que pulsa em seu coração e na sabedoria que habita sua alma. A fé não é apenas uma crença em algo maior, mas também a confiança em sua própria capacidade de superar o que parece insuperável.

A vida é um ciclo. Assim como as estações mudam, também mudam as fases difíceis. Permita-se sentir, mas não se prenda ao sofrimento. Levante-se, passo a passo, e descubra novamente a beleza e o propósito que existem ao seu redor.

Você é a prova viva de que, mesmo em meio ao caos, é possível encontrar a paz. E ao emergir dessa tempestade, você não será apenas alguém que sobreviveu, mas alguém que viveu intensamente e encontrou a luz que sempre esteve dentro de si.

Siga em frente. O mundo precisa de sua luz.

Passei metade da vida em conflito comigo mesmo. Com o tempo, percebi que esses conflitos internos nada mais eram do que interpretações distorcidas de situações que eu mesmo via como um problema. E, ao enxergá-las dessa forma, sem perceber, negava minha própria paz.

Hoje entendo que, na verdade, os problemas não existem por si só. Eles são criações da minha mente, barreiras que invento para justificar a resistência em simplesmente estar em paz comigo mesmo.