Textos Reflexivos de Fernando Pessoa
Acredito muito na construção do nosso respeito e amor-próprio antes de deixar alguém acessar a nossa vida, bem como antes de ousarmos estar na vida do outro. É necessário termos prudências em nossas escolhas. Ocorre que, muitas das vezes centralizamos em excesso o nosso amor-próprio, logo, por um descuido, ficamos racionais e perdemos um pouco da nossa flexibilidade em se doar para o próximo. Por isso, as vezes, não achamos critérios suficientes no outro que possa nos agradar e isso gera em nós o perfeccionismo e por consequência a intolerância. Diante disso, corremos o risco de cultuarmos o nosso egocentrismo e de criarmos um escudo emocional em nome do amor-próprio. É preciso entender que o amor ao próximo passa pela nossa compreensão de sabermos que todos nós somos dotados de imperfeições e que amar também é se doar e correr riscos. Permita-se.
Cuidar do nosso tempo também tem a ver com amor próprio. E, amor é respeito e respeito é amor. Quantas vezes nós nos desrespeitamos vadiando por aí sem um destino a seguir? Desrespeitamos o nosso tempo... o tempo de plantar, o tempo de crescer e o tempo de dar frutos. Não cuidar do nosso tempo é flagrante ofensa ao nosso amor próprio.
Nem sempre o que vivemos agitadamente tem o condão de sustentar uma alegria sólida a fim de gerar um conforto em nossa alma. Será que estamos cuidando do processo da lucidez em nossas vidas? Ou, será que estamos vivendo paliativamente e cegamente para ter sensações de alegrias momentâneas? A propósito, tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica.
Olho sempre em tudo que está a volta da gente... procure em encontrar-te para te dizer o quanto és especial... imagino às vezes que já um dia tudo te falei, das tuas curvas gentís, do teu olhar afogante e das delicias das tuas falas... Então no silêncio da voz, me encontro, feito criança que procure o um pedaço do teu mel, um simples dizer que lhe conforte... uma oração que lhe conceda paz e amor de em todo entardecer seres sempre minha!... Pelo amanhecer hei-de cantar e entoar hinos de amor e paixão e ao anoitecer me entregar nos teua abraços de braços macios e puro... Quero agora o meu pedaço!... Você!...
Sabes de tudo sobre esse possível amargo futuro. Sabes também que já não poderias voltar atrás, que estás inteiramente subjugado e as tuas palavras, sejam quais forem, não serão jamais sábias o suficiente para determinar que essa porta a ser aberta agora, logo após teres dito tudo, te conduza ao céu ou ao inferno.
O tempo pode ser bom ou ruin não da pra saber... só o tempo pode se revelar, então não espere ele vir e lhe dizer se vai dar certo ou não, tome dianteira nessa corrida que e a vida, seje feliz e se um dia der tudo errado, não se preocupe, afinal quando não for capaz de continuar só eu estarei ao seu lado, não lhe prometo ser a solução, mas estarei lá com você, talves minha presença seja pouco, mas e um pouco que conserteza você vai ter pois eu te amo.
Fico me perguntando o porquê de tantas guerras, tanto sofrimento, tanta violência, porque não vivemos em harmonia uns com os outros? Essa é uma pergunta que há anos não consegue ser respondida. Mas no meio disso tudo, ainda existem pessoas que conseguem sorrir, cantar, dançar, viver em harmonia com seus irmãos, como JAH sempre quis.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
LEMBRANÇAS DE UM BELO LUGAR ONDE NASCI :aquele sol nascendo uma imagem infinitamente linda, os raios parecendo tocar as árvores no alto da Serra, uma brisa tão suave, aquele ar inacreditável parecia até adocicado. Uma verdadeira obra divina. Só quero agradecer a Deus por ter me concedido tamanho prazer.
Algumas coisas são necessárias que aconteçam mesmo sendo: o bem como o mal - porque a contradição de seu antagonismo se completam um no outro, para que a natureza de um defina a existência outro, logo, separando as particularidades de todos agentes que são alvo de sua destinação. Luiz Salles
Fazendo uma linha temporal para retrospeção subjetiva de nós mesmo poderemos detectar erros cruciais que cometemos em nossa história motivados por vícios instintivos que nos fizeram naufragar em nossos projetos, mas dependendo da ótica que formos ver tudo que nos acontece de tudo se tira proveito. Luiz Salles
Minha limitação é semelhante a um prisioneiro e a um escravo: que no afã de ser livre, não - o poderá ser, pois, às barras de ferro o impedem de ir onde seu coração deseja e simultaneamente alma reproduz os falquejos e manquejares resultantes dos golpes do azorrague deferidos pelo braço do feitor, que o castiga por estar sujeita sua vida como uma propriedade, sem vontade e sem querer, assim se sente o homem sem opções. Luiz Salles
Às vezes parece que o mundo inteiro se vira contra mim. É como se nada mais se encaixasse, como se não existisse mais certo e errado. Às vezes percebo como tudo está diferente, como tudo muda com o decorrer do tempo. As coisas vêm e vão. Os sentimentos, as histórias, os problemas, as soluções, as tristezas, as alegrias. Vêm e vão, como se fosse simples, como se tudo se resumisse a isso.
Então a suspeita bruta: não suportamos aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós. Afirmou, depois acendeu o cigarro, reformulou, repetiu, acrescentou esta interrogação: não suportamos mesmo aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós? Não, não suportamos essa doçura.
Puro cérebro sem dor perdido nos labirintos daquilo que tinha acabado de acontecer. Dor branca, querendo primeiro compreender, antes de doer abolerada, a dor. Doeria mais tarde, quem sabe, de maneira insensata e ilusória como doem as perdas para sempre perdidas, e portanto irremediáveis, transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos. Que talvez, pensava agora, nem tivessem sido tão paradisíacos assim.
Imagine um mundo de coisas limpas e bonitas, onde a gente não seja obrigado a fugir, fingir ou mentir. Onde a gente não tenha medo nem se sinta confuso (não haverá a palavra nem a coisa confusão, porque tudo será nítido e claro). Onde as pessoas não se machuquem umas às outras, onde o que a gente é apareça nos olhos, na expressão do rosto, em todos os movimentos.
Não sei como me defender dessa ternura que cresce escondido e, de repente, salta para fora de mim, querendo atingir todo mundo. Tão inesperada quanto a vontade de ferir, e com o mesmo ímpeto, a mesma densidade. Mas é mais frustrante. Sempre encontro a quem magoar com uma palavra ou um gesto. Mas nunca alguém que eu possa acariciar os cabelos, apertar a mão ou deitar a cabeça no ombro. Sempre o mesmo círculo vicioso: da solidão nasce a ternura, da ternura frustrada a agressão, e da agressividade torna a surgir a solidão. Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim.
Saber onde esta o "céu", e qual o caminho que te leva até lá, nem sempre é o suficiente. Mais do que estar no caminho certo, é preciso saber lidar com o fator tempo. Tempo que, durante o percurso irá desgastar seus sapatos, acabar com a água do seu cantil, a noite que há de cair, e com o cansaço que há chegar. E são nessas horas, que os atalhos, tornar-se-ão, tão interessantes como nunca. E são nessas horas que o “céu” parece estar mais longe.
O erro? Eu dizia, pois é, o erro. Eu penso, se o erro não foi de dentro, mas de fora? Se o erro não foi seu, mas da coisa? Se foi ela quem não soube estar pronta? Que não captou, que não conseguiu captar essa hora exata, perfeita, de estar pronta. Porque assim como o movimento de apanhar deve ser perfeito, deve ser perfeita também a falta de movimento, a aparente falta de movimento do que se deixa apanhar. Você me entende?
(…) porque é preciso falar claramente sobre certas coisas, é preciso alertar as pessoas para as vidas erradas que levam, a alimentação errada, as emoções erradas, os relacionamentos errados. Não quero ser dono da verdade, mas aprendi algumas coisas nesses anos — pode parecer ambicioso, mas de repente gostaria de ajudar a transformar este mundo numa coisa melhor. Para isso, tento ficar bem.
