Textos Reflexivos
Nada é por acaso!
A vida tem seus meios surpreendentes de comunicação, portanto não queira entender o despretensioso encontro que vira amor para a vida inteira, a misteriosa oportunidade de ajudar o próximo, o “não” repentino que lhe abre portas improváveis, o erro cometido que obriga você a levantar e recomeçar com excelência.
A pessoa que tem amor nesta vida, tem muita sorte.
Quem ama nunca sente medo de contar o seu segredo.
Onde a felicidade está? Onde está o amor? O que está errado com o mundo?
O mundo inteiro está viciado no drama e apenas atraídos por coisas que te trazem trauma.
Mas pra que viver fingindo, se você não pode enganar seu coração?
Deixe sua alma levitar para o amor. Você consegue praticar o que prega?
Será que em poucos anos vão perguntar o que era o amor?
Todo mundo está à procura de algo.
Envie alguma mensagem dos céus, oh, Deus.
Pois as pessoas me fazem questionar, onde está o amor? O amor realmente se foi?
Se o amor e a paz são tão fortes, por que há partes do amor que não usamos?
Você não pode ver a floresta estando nas árvores, tal como apaixonado nas veredas do amor.
Eu tenho uma sensação de que hoje será uma boa noite.
Se você nunca conhecer a verdade, então você nunca conhecerá o amor.
Em um pedacinho de tempo, um fragmento da vida,
Cada vírgula, cada linha, uma jornada compartilhada.
Na lista dos amigos, cada nome é uma estrela,
Brilhando no céu da nossa existência passageira.
Uma mensagenzinha, uma lembrança etérea,
Guardada como tesouro, um elo que não se quebra.
Antes de partir, deixamos nossas palavras,
Como sementes lançadas, no solo das memórias guardadas.
Se um dia eu não mais estiver, se a vida me levar,
Que essas palavras cheguem, como um abraço a consolar.
Não quero que pensem que abandonei, que me esqueci,
Cada amigo, cada riso, cada lágrima que vivi.
Mas às vezes, o destino cruel nos leva,
E da lista dos amigos, algumas almas se ausentam.
Três nomes que partiram, deixando um vazio,
Aceitar é difícil, dói como um desafio.
Então guardo essas lembranças, como um tesouro precioso,
Cada amigo que parte, deixa um legado valioso.
E mesmo na tristeza, encontro a luz,
Na lista dos amigos, cada nome é uma cruz.
Por isso, celebro cada encontro, cada momento compartilhado,
Na lista dos amigos, cada vínculo é sagrado.
E mesmo que o tempo passe, e a vida nos separe,
Nossas histórias permanecem, em cada verso a ecoar.
A Vida Não Termina em Nós
Hoje pela manhã, um motorista de aplicativo recebeu mais um chamado. Enquanto se dirigia ao local, recebeu uma mensagem da passageira: “Moço, estou levando minha cachorrinha para a creche. Posso levá-la dentro da casinha dela, no seu carro?”. Ele respondeu que sim. Ao chegar, encontrou a senhora com a cachorrinha dentro da casinha e uma pequena bolsa com biscoitos e brinquedos. Tudo parecia ser apenas mais uma corrida, até que, na porta da creche, algo chamou sua atenção.
A passageira desceu, entregou a cachorrinha, a casinha e a bolsa a uma funcionária e, inesperadamente, começou a chorar. Depois de alguns minutos, entrou novamente no carro ainda emocionada. O motorista perguntou se havia acontecido alguma coisa. Ela respondeu: “Hoje é o primeiro dia em que minha filhinha vai para a creche. Estou com o coração na mão”. Surpreso, ele perguntou: “A filhinha é a cachorrinha?”. Ela respondeu: “Sim. Ela é minha filha do coração”.
Durante o restante do percurso, o motorista permaneceu em silêncio. Não julgava o amor daquela mulher pelo animal; afinal, o afeto era verdadeiro. Mas uma pergunta ficou em sua cabeça: **o que será dessa mulher quando chegar à minha idade, perto dos setenta anos? Quem estará ao seu lado quando precisar de companhia, cuidado e proteção?** E a pergunta, que inicialmente parecia pertencer apenas àquela passageira, acabou levando-o a pensar em algo muito maior: **o que acontecerá com uma sociedade que, por escolha, medo, dificuldades ou comodidade, tiver cada vez menos filhos? Quem dará continuidade às famílias, às profissões, às instituições e à própria sociedade?**
Criar um filho nunca foi fácil. Meus bisavós enfrentaram dificuldades. Meus avós também. Meus pais tiveram as suas, e eu também tive as minhas. Criar uma criança exige renúncia, paciência, responsabilidade e, muitas vezes, sacrifícios que ninguém vê. Mas existe algo que atravessa todas essas dificuldades: a compreensão de que a vida não termina em nós. Antes de nós, outras pessoas caminharam, trabalharam, construíram e deixaram o mundo para que pudéssemos chegar até aqui. Depois de nós, outras pessoas precisarão encontrar esse mesmo caminho.
Sou defensor dos animais e acredito que eles merecem amor, respeito e proteção. Um animal pode ocupar um lugar especial na vida de uma pessoa e proporcionar uma companhia verdadeira. Mas amar um animal e gerar e educar uma criança são responsabilidades diferentes, que não precisam competir. A questão que me inquieta é outra: **será que estamos ficando tão preocupados em preservar nossa liberdade e nosso conforto que estamos esquecendo que a vida também exige compromisso com aqueles que virão depois de nós?**
Foi caminhando que aprendi que ninguém percorre uma longa estrada completamente sozinho. Em algum momento, precisamos de alguém que nos ofereça água, uma palavra de incentivo ou simplesmente um pouco de companhia. A vida também é assim. Recebemos muito daqueles que vieram antes de nós e, em algum momento, precisamos deixar alguma coisa para aqueles que ainda virão. **A vida é uma caminhada entre gerações: recebemos o caminho pronto, percorremos uma parte dele e temos a responsabilidade de não entregá-lo pior para quem vier depois.**
Talvez ter um filho seja uma das formas mais profundas de dizer à vida: **“Eu acredito no amanhã.”** Não significa apenas colocar uma criança no mundo, mas aceitar a responsabilidade de educá-la, prepará-la e ajudá-la a se tornar alguém capaz de continuar a caminhada. É compreender que não estaremos aqui para sempre, mas que aquilo que ensinamos, construímos e deixamos poderá continuar depois de nossa partida.
Naquela manhã, uma simples corrida de aplicativo terminou, mas uma pergunta permaneceu dentro daquele motorista. E talvez ela devesse permanecer dentro de todos nós: **quando chegar a nossa vez de deixar a estrada, teremos apenas vivido para nós mesmos ou teremos ajudado a preparar o caminho para quem ainda precisa caminhar?**
Porque caminhar não é apenas chegar ao destino. **É reconhecer que alguém virá depois de nós e fazer a nossa parte para que essa pessoa encontre um caminho possível de seguir.**
Peregrino Nino Carneiro
O caminho de volta para si mesmo
Existem momentos em que a vida parece perder a cor, e a mente transforma pequenos pesos em grandes montanhas. Mas nenhum sentimento é uma sentença permanente; aquilo que hoje parece um fim pode ser apenas uma fase de transformação.
Não somos definidos pelas nossas dores, pelos nossos erros ou pelos dias em que não conseguimos ser fortes. Dentro de cada pessoa existe uma história que continua sendo escrita, e até as cicatrizes carregam a prova de que fomos capazes de sobreviver a momentos que um dia pareciam impossíveis.
O coração precisa aprender que nem tudo precisa ser resolvido de uma vez. Às vezes, a maior vitória é levantar, respirar, continuar e reconhecer que ainda existem sonhos esperando por nós. A mente pode criar tempestades, mas também possui a capacidade de encontrar novos caminhos.
Cuide de si como cuidaria de alguém que ama. Dê tempo ao seu processo, valorize pequenas conquistas e não esqueça, a sua existência tem valor antes mesmo de qualquer conquista. A vida não exige que você seja perfeito, apenas que continue tentando florescer.
-Jouberth Toffoli
Ser decepcionado por alguém é uma experiência que todos enfrentam em algum momento da vida. A primeira vez costuma ser inesperada, quase como um choque. A decepção chega de surpresa, porque ainda acreditamos na imagem que criamos da pessoa. Na segunda vez, já não há o mesmo espanto: é um aviso. Um sinal claro de que algo não está em equilíbrio. Porém, quando a mesma situação se repete mais de duas vezes, já não estamos mais diante de um simples erro do outro, mas diante de uma escolha nossa.
É duro admitir, mas a insistência em permanecer em um ciclo de decepções revela mais sobre o que aceitamos do que sobre o que nos fazem. Quando alguém mostra repetidamente quem é e ainda assim escolhemos ficar, a dor que sentimos deixa de ser apenas consequência do comportamento alheio. Passa a ser também o resultado de nossa permissão silenciosa. Nesse ponto, não se trata mais apenas do outro, mas do limite que colocamos , ou não colocamos em nossa vida.
Decepções que se repetem são lições não aprendidas. Elas carregam a mensagem de que precisamos olhar para dentro de nós mesmos, identificar o porquê de tolerarmos atitudes que ferem, e entender que não merecemos menos do que respeito e verdade. Continuar em um vínculo que machuca é como insistir em uma porta que já demonstrou estar fechada. A cada tentativa, a frustração aumenta, e o coração se desgasta.
É natural querer acreditar que as pessoas mudarão, mas a transformação não acontece pelo nosso desejo. Cada um só muda quando reconhece a própria necessidade. Enquanto isso não ocorre, a escolha de permanecer se torna um fardo que carregamos sozinhos. Por isso, compreender o valor do “basta” é um ato de coragem. Ele não representa desistência, mas sim a defesa da própria dignidade.
O coração pede, em silêncio: “me escolha desta vez”. Escolher-se significa priorizar a própria paz, mesmo que isso implique deixar para trás quem gostaríamos que tivesse ficado. É doloroso, mas também libertador. Quando aceitamos que não temos controle sobre os atos do outro, mas temos total controle sobre o que permitimos em nossa vida, damos um passo rumo ao amadurecimento.
A repetição da decepção serve como um espelho. Mostra-nos nossas próprias fragilidades, nossos medos de estar só, nossas esperanças insistentes. Mas também nos convida a romper o ciclo, a reescrever a história a partir de uma decisão consciente. Afinal, permanecer onde não há reciprocidade é se condenar a reviver a mesma dor inúmeras vezes.
Aprender a se escolher é, portanto, uma prática de amor-próprio. É entender que a verdadeira lealdade deve começar dentro de nós. Quando decidimos dar prioridade ao que nos faz bem, abrimos espaço para relações mais saudáveis, autênticas e respeitosas.
Ser decepcionado não é o fim. É um chamado para enxergar a verdade, para aprender sobre limites e para crescer. A vida não se resume àqueles que nos ferem. Pelo contrário, ela se expande quando entendemos que merecemos vínculos mais sinceros. E, quando escolhemos a nós mesmos, não perdemos , ganhamos de volta a liberdade de viver em paz.
Por André Luiz Santiago Eleuterio.
A vida é igual cachaça,
tem gole doce e agonia;
tem cabra rindo de tarde
e chorando ao fim do dia.
Quem pensa que manda no mundo
não manda nem na azia.
O tempo não pede licença,
nem avisa quando vai;
hoje o cabra está por cima,
amanhã tropeça e cai.
A vida dá muita volta,
e a conta sempre sai.
Tem rico juntando dinheiro
com medo do último dia,
tem pobre gastando o pouco
pra comprar uma alegria.
No fim, debaixo da terra,
ninguém leva garantia.
A vida é uma viagem
sem passagem de cortesia;
tem atraso, tem aperreio,
tem amor e teimosia.
Quem leva tudo a sério
envelhece antes do dia.
A Roda Gigante da Vida
(Agendando o amor!)
Não tive tudo o que queria.
Mas tive tudo o que precisava.
Hoje sei que não acordamos simplesmente um dia e decidimos imitar alguém.
Não.
Vamos fazendo isso todos os dias.
Mesmo sem querer.
Mesmo sem perceber.
Vamos nos espelhando no outro, em cada atitude, em cada palavra, em cada escolha, em cada ação.
E, talvez, seja por isso que os nossos pais nunca vão embora completamente.
Eles continuam em nós.
No jeito como amamos.
No jeito como cuidamos.
No jeito como educamos.
Até mesmo nas coisas que fazemos sem perceber.
Naquela semana em que meu pai foi para o outro lado — um outro lado que, na verdade, é bem ali —, aconteceu algo que hoje considero um presente.
Sem saber que o tempo estava acabando, em uma ligação, eu me declarei para ele.
Falei.
Disse tudo aquilo que talvez já soubéssemos, mas que precisava virar palavra.
Precisava ser ouvido.
Falei da distância.
Da saudade.
E disse que, um dia, nada mais iria nos separar.
E, no final daquela semana, foi exatamente o que aconteceu.
Não existia mais distância entre nós.
Logo, não haveria mais ausência.
Ele não era perfeito.
Ninguém é.
Mas, quando se ama, ama-se por inteiro.
Não se ama apenas a parte bonita.
Não se colocam os defeitos para debaixo do tapete.
Ama-se a história completa.
Com acertos.
Com erros.
Com imperfeições.
Com tudo aquilo que faz alguém ser quem é.
E não havia remorso.
Talvez faltasse uma ou outra coisa que eu ainda não tivesse feito.
Não por orgulho.
Por “agendamento”.
Eu havia deixado algumas datas na minha agenda da vida.
Mas a vida não funciona assim.
Não podemos brincar com o destino.
Porque o destino é improvável.
Não podemos esperar que o outro amadureça, que enriqueça, que chegue ao topo de algum lugar qualquer, para então vivermos aquilo que queremos viver.
Porque, no final, nada disso importa.
Às vezes, você quer entregar um castelo de neve.
E o outro só precisa de um boneco de areia.
E, enquanto você espera o momento perfeito, pode estar simplesmente adiando a felicidade.
Agendando o amor.
Deixando para depois um abraço.
Uma palavra.
Um “eu te amo”.
Um encontro.
Uma presença.
E a vida não assina compromissos com a nossa agenda.
Tudo tem um ciclo natural para seguir.
E ele segue.
Mesmo vazio.
Mesmo ferido.
Mesmo quando não estamos preparados.
A vida segue seu curso.
Mesmo quebrada.
É matemática.
É física.
É como uma roda-gigante:
ela pode diminuir a velocidade, mas não pode permanecer parada.
Talvez seja por isso que hoje eu faça tantos brinquedos para os meus filhos.
Talvez eu esteja tentando, sem perceber, devolver ao mundo um pouco do que recebi.
Talvez seja por isso que ainda escrevo.
Para transformar lembranças em palavras.
Para transformar saudade em história.
Para transformar aquilo que vivi em alguma coisa que possa tocar alguém.
Porque, no fim, somos um pouco de tudo aquilo que recebemos.
E também de tudo aquilo que escolhemos oferecer.
Meu pai me deixou muitas coisas.
Algumas cabem nas mãos.
Outras, não.
Deixou lembranças.
Deixou ensinamentos.
Deixou exemplos.
E deixou, principalmente, uma parte dele em mim.
Talvez seja essa a verdadeira herança dos pais:
aquilo que permanece quando eles já não podem mais estar fisicamente ao nosso lado.
A todos os pais.
Principalmente aos que refletem bondade.
Aos que ensinam pelo exemplo.
Aos que constroem castelos, mesmo que sejam de madeira, de areia ou de sonhos.
Aos que plantam árvores sem saber quem um dia descansará à sua sombra.
Aos que amam.
Aos que cuidam.
Aos que deixam raízes.
😍 Feliz Dia dos Pais, mães, avós, tios... 😍
A identidade espiritual cristã:
🕊️ Eleição segundo a presciência de Deus Pai.
🔥 Vida em santificação do Espírito Santo.
✝️ Obediência e fé na aspersão do sangue de Jesus Cristo.
💧 Batismo nas águas, como testemunho público da fé.
🙏 Vida de oração diária, em comunhão constante com Deus.
📖 Referências: 1Pe 1:2; Mt 28:19; Rm 6:3–4; At 2:42
MATEMÁTICA DA VIDA
MATEMÁTICA × RELIGIÃO
Todo mundo sabe — ou, pelo menos, já teve algum conhecimento — de Matemática, mas passa a vida inteira sem, de fato, utilizar grande parte daquilo que aprendeu.
Na Matemática, nem sempre temos a oportunidade de usar Bhaskara, funções do 2º grau, o Teorema de Pitágoras, Trigonometria ou Geometria Plana e Espacial complexa...
Porém, na Religião, temos a oportunidade de praticar ou vivenciar todos os dias. Seja por meio de um sorriso, de um “bom dia”, de um gesto de carinho, de uma palavra amiga ou simplesmente apreciando a beleza viva ao nosso lado, o nascer ou o pôr do sol...
Talvez seja justamente o contrário: a RELIGIÃO é que é MATEMÁTICA.
Muitos preferem se fechar, criar uma bolha e andar por aí como se não existisse mais ninguém no mundo. E, assim como acontece com a Matemática, ela fica presa em um livro da época da escola, esquecida em algum lugar da vida.
A Religião também pode ser usada para assustar e controlar. Inventam histórias, criam enredos, alimentam traumas... E as pessoas ficam ou saem da escola, ficam ou saem da igreja, muitas vezes, por medo.
Mas talvez a verdadeira matemática da vida seja outra:
somar amor,
multiplicar gentileza,
dividir o que temos
e diminuir a dor do outro.
Porque, no fim, talvez seja essa a única conta que realmente importa.
A vida não desmorona de uma vez. Ela se desgasta aos poucos.
No “depois eu resolvo”.
No “mais pra frente eu decido”.
É assim que o tempo perde o prazo.
E cada coisa que você empurra
para amanhã vai cobrar um preço depois.
A vida não muda com grandes discursos, ela muda no “agora eu faço”.
O luto da “Vida” — 200 dias
Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.
E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...
Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.
Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.
E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:
— Para que nasceu? Por que ainda vive?
Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.
Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.
Mas quem sou eu para falar?
Não tenho filhos assim.
A vida, porém, me deu essa oportunidade.
Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.
Para mim, era normal.
Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.
Até começarem os comentários.
Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.
Eu não entendia.
Por que desistir?
Por que aquela seria uma escolha ruim?
Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.
Era sábado.
De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.
Não quis acreditar.
Talvez fosse apenas uma lembrança.
Talvez fosse imaginação.
Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.
Na terça-feira, senti falta do outro.
Talvez eu ainda estivesse em negação.
Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.
Era algo que gritava.
Algo intenso demais para passar despercebido.
E, então, pronto.
Não podia mais negar.
Eu estava apaixonada por eles.
E, naquele instante, tudo mudou.
Eu iria cuidar.
Iria protegê-los como pudesse.
Faria o meu melhor.
Quis devolver.
Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.
Então, tive que usá-los.
Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...
200 dias tinham sido muito.
Para que tanto?
Hoje eu sei.
Não precisei de 200 dias para amá-los.
Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.
Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.
Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.
Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.
Sentir o amor certamente é algo de mais belo que sentimos na vida, pois podem existir vários, ambos são a projeção do amor que existe na gente que transmite ao outro, amor familiar, amor de amigos, amor de paixão. São tantos, na nossa vida certamente é impossível viver sem esse amor, por eles somos capazes de algo quase sobrenatural, ser melhor por amor, se cuidar por amor e cuidar dos outros por amor é algo extremamente belo.
Por: J. Leão.
O toque do amor e a força da vida
Que o amor abrace, envolva e se faça sentir como um toque físico, concreto, quase palpável.
Que a vida toque profundamente e revele, em cada instante, a sua força vital pulsando, atravessando o corpo e sustentando cada passo.
Deus pode ser percebido no vento: na força que se manifesta de maneira avassaladora e, ao mesmo tempo, na suavidade da brisa que toca como a carícia de um pai sobre um filho.
Há também o desejo de sentir o amor não apenas como uma ideia, mas como presença viva; de perceber a força da vida bombeando nas veias, pulsando no coração e mantendo o ser humano de pé.
No trovão, manifesta-se o poder estrondoso de Deus; na brisa, o toque suave. Na voz que ecoa com força, há majestade; no sopro suave, há amor — como uma presença que se comunica através de gemidos inexprimíveis.
Entre a força e a suavidade, entre o estrondo e o silêncio, encontra-se aquilo que sustenta a existência: o poder de Deus, o amor que envolve e a força vital que impulsiona a vida.
É essa presença que mantém de pé, que renova as forças e que conduz cada passo. Que ajuda a
seguir sempre em frente.
Sempre seguir em frente
Domingos JS Souza.
Hoje, acho que foi assim:
A vida, aleatoriamente, foi ajustando nossos destinos
e colocando, equivocadamente, nossas almas frente a frente.
Nunca foi para ser,
mas foi.
E a vida, sem saber como desfazer o que fez,
escondeu-nos das consequências,
deixando que cada um levasse,
para sempre,
um pedaço do outro.
Ivo Terra Mattos
♥️Meus Pilares de Vida♥️
Dizem que a vida é um voo solitário, mas eu descobri que só consigo abrir minhas asas porque tenho onde pousar. Minha caminhada, com todos os seus desafios e superações, é escrita a seis mãos.
À minha mãe, minha soberana rainha: você é a raiz que me sustenta e a força que me ensinou que ser mulher é ser fênix. Seu colo é o meu refúgio e sua sabedoria é o meu guia nos dias de tempestade.
Ao meu irmão, meu melhor amigo: obrigado por ser o elo, por caminhar ao meu lado sem soltar minha mão e por transformar as minhas perdas em motivos para recomeçar. Com você, o fardo fica leve e o horizonte parece mais perto.
Vocês são os pilares que Deus colocou na minha terra para que minha alma pudesse tocar o céu. Amo vocês além das palavras.
Com carinho: Amanda Tamiris da Maia
8 HÁBITOS QUE MUDARÃO SUA VIDA:
Manhã sem tela: Primeira hora do dia sem redes sociais ou mensagens.
Palavra sagrada: Cumpra 100% das promessas que fizer a si mesma
.
Foco cego: 90 minutos diários de trabalho na sua maior prioridade.
Zero justificativas: Responda críticas com resultados, não com explicações.
Filtro social: Afaste-se imediatamente de pessoas pessimistas e estagnadas.
15 páginas por dia: Leitura diária sobre finanças, profissão ou desenvolvimento.
Domínio financeiro: Controle cada centavo que entra e sai da sua conta.
Corpo forte: Treino físico diário sem exceções ou desculpas.
Meu Primeiro Amor...
Se tem uma fase da vida que é complicada, é a adolescência, e tudo se complica ainda mais quando experimentamos a experiência de amar de forma amorosa alguém pela primeira vez. É tudo muito confuso, muito estranho, muito mágico.
Tipo, geralmente quando amamos alguém pela primeira vez, estamos na escola. E é meio brega dizer isso, mas... quando temos nosso primeiro amor, nosso dia se resume a aquela pessoa. Acordamos feliz por ver ela, vemos ela na escola e nosso coração acelera, vem um frio na barriga, o mundo para quando a vemos, e pensamos “Meu Deus, como alguém pode ser tão maravilhoso(a)?”. Depois da escola ficamos feliz de tê-la visto, mas e a preocupação que bate quando a pessoa falta, ficamos pensando se ela só quis faltar ou se está passando mal. E o ciclo se reinicia.
E comigo, isso não foi diferente. Mas o meu problema é que sinto tudo, mas calma aí, sei que você também sente tudo, mas eu sinto demais, tipo sinto tudo de uma forma muito intensa. (Não citarei nomes) Então tudo o que ele fazia, eu ficava UMA SEMANA, sim, 7 DIAS, pensando no quão incrível foi. Fazia cartas de amor, falava deles por hora para minhas amigas, falava dele pros professores tinha foto dele no celular e tudo. Mas e o evento canônico do primeiro olhar?! Escrevendo isso agora, até parece patético. E se você se perguntou, sim, eu não só escrevia, mas também as mandava. A resposta dele? Ele fingia não ter recebido. Mas bem, foi uma fase boa da vida, pois o sentimento que ele me fazia sentir, me deixava feliz. O que me fazia mal era a insistência que eu tinha e a burrice que eu tive ao não perceber que ele não sentia o mesmo – mesmo depois dele deixando isso claro. Eu achava que ele precisava de alguém para curar as feridas que outros tinham deixado nele, e achava que eu tinha que ser essa pessoa, achava que ele ia perceber o quão carinhosa era e o quão especial eu era. Mas como dizem hoje em dia, o “tipo” dele não eram pessoas intensas.
Mas bem foi uma fase, que vou me lembrar, vou pensar nisso quando for adulta e rir, me sentir com vergonha e contar disso pros meu filho quando crescer. Até porque ele me ensinou a amadurecer, me ensinou coisas que talvez eu não tivesse aprendido de outra forma, e principalmente, me apresentou ao que é o tão conhecido: amor.
Muitos querem resultados rápidos na vida, mais a verdadeira transformação não acontece em um dia.
Ela acontece né uma rotina silenciosa, e pouco a pouco, te trás progresso.
Esse é o fardo da disciplina, lentamente trás sua evolução.
A vida não vai perguntar se você está pronto, simplesmente ela vai te lançar no fogo, para descobrir se vc é feito de cinzas ou de aço.
A disciplina é solitária, e acordar cedo quando todos dormem.
É construir no escuro,para brilhar na luz.
Não confunda silêncio com fraqueza, é apenas um lugar onde os fortes se preparam, onde forjam a si mesmos.
Se você quer mudar, seja paciente com a vida, e mesmo que demore! Ela te levará ao topo mais alto.
ISSO É EVOLUÇÃO.
No jogo da vida, todo mundo se encontra em cima do tabuleiro, descobrindo como mover nossas peças.
A nossa vida não vem com manual de instruções, dizendo como devemos viver.
A vida não vai parar e dizer quando você quer começar o jogo!
não vai te dizer o que fazer quando tiver dúvidas, não vai te levantar quando você cair, e nem te esperar para que você não envelheça.
É um jogo interminável, perseguindo uma constante evolução, em cada segundo que vivemos, em cada respiração que suspiramos.
Não paramos de crescer, nem de envelhecer.
Ela começa no nascimento, quando abrirmos nossos olhos,e termina quando fechamos nossos olhos pela morte.
Nunca devemos parar de aprender, nem de se corrigir.
Como diz o mundo! É vivendo e aprendendo.
E quando solucionamos as falhas pelo caminho! Que sentimos em nós a verdadeira paz.
E de forma ávida, caminhando cada vez mais por evolução.
E também pela nossa salvação.
(RONAN HELIO DE SOUZA)
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