Textos Reflexivos

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Se você olhar com presença para o que se repete, vai descobrir que nada se repete de verdade. O mesmo sol nunca nasce igual, e a mesma xícara, hoje, pesa diferente na mão. Há um mistério miúdo em tudo o que insiste em parecer comum.

Acontece que a pressa cega os detalhes — e o mundo, quando não é olhado, encolhe. Vira rotina, vira parede branca, vira som de relógio sem música.

Mas se você se inclina, se chega mais perto com a delicadeza de quem escuta o segredo de uma folha, verá que há universos escondidos nas frestas. Um vento que passa entre duas árvores pode ser uma dança. Uma sombra no chão pode ser um poema que ninguém escreveu ainda.

É só questão de treino — desaprender o óbvio, reaprender o espanto. Porque o essencial não grita: sussurra. E só escuta quem vive devagar o bastante para se surpreender com o que já estava ali, pedindo para ser notado.

"Mesmo depois de descobrir que você é promíscua, eu sinto pena de você; mesmo depois de descobrir que você é interesseira, eu sinto pena de você; mesmo depois de descobrir que você é talarica, eu sinto pena de você; mesmo depois de descobrir que você engravidou fora do teu casamento, eu sinto pena de você."




- By - Marcélio Sena⁠⁠⁠

Entre o Desejo e o Silêncio


Quero descobrir teus mistérios
como quem aprecia, sem pressa,
o vinho mais raro da vida.


Quando a lembrança dos teus lábios
atravessa meus pensamentos,
me perco imaginando
como seria estar ainda mais perto de ti.


Será que desejar um instante,
um breve toque,
um segundo a mais da tua presença,
é pedir tanto assim?


A maior loucura
não é o desejo que nasce,
mas todas as histórias
que a imaginação insiste em escrever.


Penso na tua pele
encontrando a minha,
na distância deixando de existir,
nos teus cabelos caindo
como cascatas ao vento,
enquanto teu olhar
encontra o meu
e o tempo esquece de passar.


Então o coração acelera,
o mundo parece menor,
e até o ar se aquece.


Talvez seja apenas saudade.
Talvez seja encanto.
Ou talvez seja esse desejo silencioso
de um dia descobrir
como é morar,
nem que seja por um instante,
no abraço que a minha alma
há tanto tempo imagina.


E, enquanto esse dia não chega,
guardo teu nome entre os meus pensamentos,
como quem protege um segredo bonito.
Há encontros que primeiro acontecem na alma,
antes mesmo que a vida permita
o encontro das mãos.
Talvez seja por isso
que você habita tantos dos meus versos:
porque algumas pessoas
se tornam eternas
muito antes de se tornarem presença.

Um dos meus maiores desejos ao entrar na psicoterapia era descobrir quem eu era. Após cinco anos me deparo com o mesmo questionamento. Me deparo com o mesmo questionamento mas, o que mudou, foi o espanto da descoberta. Se segue assim, no inicio: o mundo. Logo depois vem a ideia: associação livre. Quando a apreendi, nunca mais parei. Meu inconsciente não se segurava mais. Ainda o seguro. Estava prestes a descrever uma série de etapas que se seguem quando se quer seguir etapas afim de obter uma máxima quando percebi que, depois da associação livre, me perdi. Descobri tantos novos caminhos. Poderia falar da série de fragrâncias com cheiros exóticos que descobri: sangue, plástico, pele, iodo. Não, não era isso o que queria dizer. O que quero dizer é que: aprendi a gostar de fragrâncias! Lembro de quando era pequeno, ia ao mercado central da cidade. La encontra-se de tudo: Galinha, pombo, cobra, rato, queijo, tempero, goiabada. Tudo isso misturado me gerava uma extrema náusea - odor fétido. O estranho que, depois de organizado, se tornou cheiro. Sei que, quando criança não era capaz de distinguir todos os odores, acabava misturando tudo em uma coisa só. E ai vinha um odor fétido - que não pode nem ser chamado de cheiro. Ah.. as produções humanas. Todas sempre me fascinaram assim como seus criadores. Gosto mesmo é de pegar um pensamento e escamá-lo. Moldá-lo. Emaranhar-me em sua elasticidade, tocá-lo de dentro para fora a tornar visível externamente o relevo de meu toque sob a superficie. Depois quero virá-lo do avesso. Durante o processo, caso o locutor se perca assim como perde-se entrando em uma rua desconhecida, seu corpo é passível de acomodar-se entrando em sincronia invertida, descompasso de onda - pulsar, assim como se faz o coração: Tu dum. Percebe, entre o _Tu_ e o _Dum_ existe um espaço, eles não são no mesmo tempo mas também não são espaços iguais em tempos diferentes. Uma vez li que a diferença de um pulsar para o outro indica a capacidade do ser vivo de se adaptar e permanecer vivo em meio as mudanças. Quem diria que, através do coração se pudesse saber da mente. Milênios que separam a mente do coração. Nunca pensamos na possibilidade de serem um sistema conjunto. Meu coração bate, minha mente age. As vezes minha mente bate de frente, mas meu coração não mente: age! Não é todo dia que isso acontece, mas quando acontece, sinto que posso enfrentar o mundo: A brisa do amanhã oferece, ao encontrar-me em meu caminhar, um suspiro aldeídico de esperança - movo-me, ajo! Os dias ordinários continuam, o que muda é a lente ocular. Foi tarde que descobri a possibilidade de troca. Claro, está muito abstrato. Amiúde, quando lhe desabrocharem as graças, troque-as. A mudança exige um certo tipo de expertise. Esteja disposto a encontrá-la e aprimorá-la, afinal, ninguém anda por ai com os óculos sujos. Mas chega de falar de óculos até porque, não faço uso. As vezes não enxergo. Não por falta de luz. Não enxergo à luz do dia! Não como Diógenes. Não enxergo pois estou tão entranhando em uma linha de pensamento que, as vezes esqueço de processar as imagens que estão sendo recebidas e processadas. Deixo esse processamento em Stand-by. Ah como seria bom se pudéssemos levar as coisas mais no stand-by. Logo sinto um calafrio, assusto, começo imediatamente a ação mecânica de analisar e categorizar toda luz que entra nesse cano que chamo de olhos. Não sei, poderia falar mais quanto quisesse. Não estou falando! Me dispus de um tão mais renomado trabalho, o da seleção de palavras para dizer - mas dizer o que se não falo nada? A diferença entre dizer e falar é da mesma natureza ontológica entre hear e listen, no inglês. Seguimos com o exemplo:


Can anyone hear me?


Alguém pode me ouvir?


Curiosamente podemos escrever e traduzir:


Are you listening to me?


Você esta me ouvindo?


Percebe? O emprego de duas palavras, em inglês, distintas se deu em uma tradução, em português, idênticas.


A diferença esta no afeto. Há sim! As palavras afetam. Primeiro: Nossas cordas vocais geram ondas físicas que são percebidas por partes do nosso aparelho auditivo que separam e, com a ajuda do cérebro organizam o som para nosso entendimento. Ufa...! Não só isso, estava prestes a dizer o modo que a diferença ontológica entre hear e listen se dá: Hear é vago, pense, podes ouvir um ruido na rua de um carro. O som se torna tão insignificante que sei bem que mal percebeu. Agora, acredito que, ao primeiro contato da onda do som de um homem aos berros aos seus tímpanos, o interesse florescerá e a atenção será furtada de modo tão sutil como o da arte dos batedores de carteira. Define-se essa diferença ontológica através da atenção do ser que se coloca naquilo. Quando se fala, se pode falar qualquer coisa, minha mãe dizia: Até papagaio fala! Mas quando se diz, deposita-se a verdade da existência de si ao que está sendo proferido: Quando digo Digo, digo Digo, não digo Diogo. Quando digo Diogo, digo Diogo, não digo Digo. Na maioria do tempo estamos falando - ah, e como falamos! Mas quando queremos dizer algo, em inglês diríamos: _I mean it_. Em tradução literal: Eu significo isso. Em tradução livre: quero dizer. A palavra interpola entre a ideia e o ser da coisa, o sentido. Nem sempre funciona muito bem, mas pra isso, temos as outras artes. Claro, como exprimir os infinitos pensamentos do ser humanos nas palavras? Delas, faço de instrumento. E, nessa repetição mecanicamente instrumental que é falar, um dia, disse. Disse: Não quero ser! Mal sabia o que era, mas, o que era, não me dizia mais. Mal sabia se era, mas se o era não queria mais o ser. Quero ser! Mas o que ser? Não sei, quero ser, não importa o que ser, além do mais, passei a achar o ser em seu singular muito tedioso. Quem é, é! Não há de ser outra coisa. Se a maçã é vermelha é porque é! A não ser que seja maçã verde - não é. Nunca vi uma maçã cor de rosa.
E se um dia eu, como maçã, não querer mais ser vermelha? A quem devo à suplica de meu ser? Pergunto pois, no mesmo instante rogarei: quero ser cor de rosa! E se o Deus das maçãs escutar as minhas preces, ficarei feliz ao saber que, ao mínimo pigmento que cobre a superfície lisa e brilhante de meu ser, fui inventada enquanto maçã. Bom, é da palavra que tenho então hei de usá-la! Usarei-a sem sentido dessa vez: Biboca, Pimpolho, coração de neném, cão, gato, sapato, amianto, aparelho, internato. Proponho um desafio, já propus o dizer - e o falar - bem como o escutar - e o ouvir. Agora peço que, escute o que vou lhe escrever. Não. Não. Melhor. Escute as palavras. Não! Não! Melhor! Se escute as palavras que tenho a lhe dizer:
Biboca, Pimpolho. Coração de Neném. Cão, gato, sapato, amianto, aparelho. Internato!
Se pões atenção ao que se ouve, creio que tenha sacado de inicio o rimar das palavras antes mesmo de eu as dividir na ordem que devem ser faladas. Aqui _faladas_ pois aqui o que importa é seu som, não seu sentido. Repita mecanicamente e verá que criou-se do que se imaginava não ter serventia alguma, a mecanização instrumental de falar as palavras, uma rima! Usai-vos os sentidos! Acredito que a ideia acerca da existência de sentido quando a palavra falta tenha se lançado a luz da dúvida aos instrumentalistas de plantão. Repito: Para isso temos outras artes. Se o que tenho é a palavra, hei de usá-la. Desta vez, usarei-a com sentido: preciso ilustrar uma imagem que ganhe sentido através da palavra: eis o ser. Sendo assim, comecei a falar dizendo. Sempre que falo, digo! Sempre que digo, digo de mim. Por ai, digo que escuto o que dizem de mim e assim, sou sendo.

"A retórica não deve conhecer como as coisas são
em si mesmas, mas descobrir algum mecanismo
persuasivo de modo a parecer, aos ignorantes,
conhecer mais do que aquele que
tem conhecimento".


Platão


.Em termos simples, essa passagem significa que a
retórica (a arte da persuasão por meio de palavras,
ou seja, o conjunto de técnicas para organizar ideias
e convencer um público) é a arte de parecer sábio
para quem não entende do assunto, sem precisar
conhecer a verdade sobre o que se fala.

“Passei tantos anos tentando descobrir qual era o caminho certo que quase envelheci parado diante das encruzilhadas.


Foi então que percebi: algumas escolhas vão nos ferir, outras vão nos atrasar, e algumas nos levarão para lugares que jamais pretendíamos conhecer.


Mas até um caminho errado pode nos ensinar alguma coisa.
O único caminho que nunca leva a lugar algum é aquele que não tivemos coragem de começar.”


— VELHO ANTONY


Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

⁠Só tropecei no infortúnio de tentar ser normal — e tropecei feio — até descobrir que o novo normal é se esvaziar de si mesmo.


Passei anos aparando arestas, baixando o tom das minhas convicções, suavizando minhas inquietações, rindo do que não tinha graça e silenciando o que ainda queimava por dentro.


Tudo para caber…


Caber nas expectativas.


Caber nas rodas.


Caber nos moldes invisíveis que alguém decidiu chamar de “normalidade”.


Mas há um preço alto demais em caber.


Descobri, tarde o bastante para doer e cedo o bastante para salvar, que o tal “novo normal” não é sobre equilíbrio, nem sobre convivência, nem sobre maturidade.


É sobre esvaziamento.


Esvaziar a autenticidade para evitar conflito.


Esvaziar a coragem para não incomodar.


Esvaziar a própria essência para não parecer excessivo.


E quando a gente se esvazia de si, sobra o quê?


Um corpo funcional.


Um discurso ensaiado.


Uma presença aceitável.


Mas não sobra alma.


Ser normal, nesse tempo apressado e ruidoso, parece significar ser diluído — sem arestas, sem profundidade, sem identidade que incomode.


Só que viver diluído é viver pela metade.


E ninguém nasceu para ser metade de si mesmo.


Talvez o verdadeiro infortúnio não tenha sido tropeçar.


Talvez tenha sido acreditar que a queda era culpa da minha diferença — quando, na verdade, era o chão que estava torto.


Hoje sei: não há nada de anormal em preservar quem se é.


Anormal é abdicar da própria essência para ser aplaudido por quem jamais suportaria a sua verdade inteiramente nua e crua.


Se for para tropeçar de novo, que seja tentando ser inteiro.


Porque o mundo já tem gente demais vazias de si — e cada vez menos pessoas dispostas a sustentar a própria alma.

⁠⁠Talvez a sensação de descobrir ter sido manipulado com a ajuda da IA seja a mesma de descobrir ter sido assaltado com réplica de arma.




Mas a diferença entre os que são assaltados com réplica de arma e os que são manipulados com a ajuda da IA é que os primeiros não idolatram seus agressores.




Se algum dia os Asseclas Apaixonados despertarem e perceberem que foram manipulados pelos políticos-influencers com recursos terceirizados, talvez troquem a paixão pela revolta…




Talvez a maior violência nem seja a da arma — verdadeira ou réplica —, mas a da consciência ferida quando percebe que entregou a própria confiança a quem jamais mereceu.




Ser assaltado com uma réplica de arma é experimentar o medo real diante de um perigo fabricado.




O coração dispara, o corpo obedece, a vida parece ficar por um fio — ainda que o gatilho jamais pudesse cumprir a ameaça.




A dor vem depois, quando se descobre que tudo foi sustentado por uma encenação.




Mas, ao menos ali, a vítima reconhece o agressor como tal e qual.




Já quando a manipulação acontece com a ajuda da Inteligência Artificial, o enredo é muito mais sutil.




Não há correria, não há gritos, não há mãos ao alto.




Há algoritmos, narrativas calculadas, recortes convenientes da realidade.




Há “políticos-influencers” que terceirizam argumentos, fabricam proximidades e simulam verdades com a precisão de quem sabe exatamente onde tocar para provocar aplausos — ou indignação.




A diferença mais perturbadora talvez esteja nisso: quem é assaltado dificilmente defende o agressor.




Mas quem é manipulado, muitas vezes, transforma o manipulador em mito.




E confunde-se quase tudo…
Dependência com lealdade.
Repetição com convicção.
Engajamento com consciência.
Autoritarismo com autoridade.
Arrogância com bravura…
E até Discurso de Ódio com Liberdade de Expressão.




Os asseclas apaixonados não percebem que, ao terceirizarem o próprio juízo, tornam-se extensão da estratégia de quem os conduz.




E toda paixão cega tem prazo de validade: dura até o dia em que a realidade rompe o encanto.




Se esse despertar vier, pode ser doloroso.




Descobrir-se usado é como acordar no meio de um teatro vazio, percebendo que a plateia era figurante e o roteiro nunca foi seu.




Nesse instante, a paixão pode, sim, virar revolta.




Mas talvez haja um caminho mais nobre que a revolta: o da responsabilidade.




Não apenas contra quem manipulou, mas consigo mesmo — pela pressa em acreditar, pela comodidade de não questionar, pelo conforto de pertencer.




Porque, no fim, nenhuma tecnologia é mais poderosa do que a disposição humana em não pensar.




E nenhuma libertação é mais revolucionária do que reaprender a pensar por conta própria.

⁠Descobrir que recebe o aluguel da própria cabeça com moeda produzida e valorada com auxílio da IA deve ser tão frustrante quanto descobrir que foi assaltado com réplica de arma.


Porque, no fim, o prejuízo maior não está no objeto — está na entrega.


Está no momento em que, por descuido ou conveniência, terceirizamos o pensamento e passamos a consumir ideias como quem aceita troco sem ao menos conferir.


A ilusão de valor continua circulando, legitimada não pela verdade, mas pela repetição e pelo conforto que ela oferece.


Vivemos tempos em que os políticos-influencers deixaram de disputar apenas votos e passaram a disputar narrativas com a lógica dos algoritmos.


Tornaram-se influencers de convicções, arquitetos de percepções, especialistas em transformar emoção em engajamento e engajamento em poder.


Não importa mais a consistência da ideia, mas sua capacidade de viralizar; não importa a profundidade da proposta, mas sua aderência ao senso comum fabricado.


E nesse mercado simbólico, a IA surge como uma espécie de casa da moeda paralela — cunhando discursos, refinando falas, ajustando tons, prevendo reações.


Não cria a manipulação, mas a potencializa.


Dá larga escala ao que antes dependia de talento individual.


Automatiza a persuasão.


E, ao fazer isso, embaralha ainda mais a fronteira entre o que é genuíno e o que é calculado.


O problema não é sermos influenciados — isso é inevitável em qualquer sociedade.


O problema é quando deixamos de perceber que estamos sendo.


Quando confundimos identificação com compreensão, pertencimento com lucidez.


Quando defendemos ideias que não suportariam dois minutos de silêncio reflexivo, mas resistem bravamente ao ruído constante das redes.


Receber esse “aluguel” — essas certezas prontas, essas indignações sob medida — pode até dar a sensação de pertencimento, de clareza, de posicionamento.


Mas, na prática, é abrir mão da própria soberania intelectual.


É aceitar viver num imóvel que nunca foi construído nem mobiliado por nós, pagando com atenção, tempo e, muitas vezes, com a própria capacidade de questionar.


E talvez a maior ironia seja essa: nunca tivemos tanto acesso à informação, e ainda assim, tantos escolhem viver de versões.


Versões que confortam, que simplificam, que apontam culpados e salvadores com a mesma facilidade com que descartam nuances.


No fim, o verdadeiro assalto não é feito com arma real nem de brinquedo.


É feito com ideias mal verificadas, emoções bem direcionadas e certezas rápidas demais.


E o que se leva não é o que temos no bolso, é o que temos — ou deveríamos ter — na cabeça.


A pergunta que resta, tão incômoda quanto necessária, é: quanto vale, de fato, o que pensamos… e quem está pagando para não percebermos isso?

"Descobriram (e não foi difícil descobrir): uma das razões de seus textos não serem lidos é que eles não são textos... São 'TEXTÕES'. Descobriram que não é a única, mas é uma das razões!"
0801 | Criado por Mim | Em 2015


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Viver como se não existisse a morte
Sentir para descobrir a dor
Chorar para se livrar do falso riso
Sonhar para tolerar o pesadelo
Procurar para ter direito de si perder
Gritar para não ser ouvido
Silenciar para simplesmente escutar
Conscientizar para perder a inconsciência
Dividir para somar

Inserida por fabionr

Preciso viver alguns absurdos para descobrir que o mundo gira feito maluco...
Se bem dizer as lindas flores belas perfumadas de pomares límpidos...
Os céus que as nuvens habitam raios e trovões com tempestades furiosas...
E onde tentamos conviver com a desordem das ações da natureza...

Mundo, flores, céus, natureza...

Onde viver? O que enfrentar? Como conseguir? Apenas tentar?

Viver, sem medo.
.. Indo em frente... Passando as barreiras...
Não se contente se há tristeza...
Pois no mundo onde há flores, os céus, agradece à natureza!

Inserida por brunosomniator

Descobrir que você faz falta, e que não te amo mais, no beijo de outra mulher.
Descobri esse sentimento confuso, mas com um ponto final.
Descobri que não te desligo de mim, apesar de todos os esforços.
Perco-me nos pensamentos que me levam a ti quando o corpo fica imóvel. E não te encontro na ponta dos dedos. Nem me encontro na razão. E nego-te na mesma medida em que te afirmo. E vou estando assim. Nesta dura incerteza que me dás do amanhã. É um sentimento vazio com sua ausência.
Vivo a ansiedade de um dia atrás do outro. Sem ti.

Inserida por wennerali

"Todo mundo têm sua felicidade, deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu descobrir que felicidade não é só pintar o nariz...
Quem sabe meu bem um dia eu te procure mesmo que ocupada.
Na verdade agora só quero curtir...
Se quiseres andar a minha companhia terás que beber leite ao acordar, vodka pra animar e vinho pra finalizar.
Seja como for agora quero aproveitar.

Inserida por Ramona-avril

Quero descobrir onde te encontrar,
Para te fazer delirar de amor
com apenas um beijo.
Olhar nos teus olhos e mergulhar,
Sabendo que neles tem
um mar de sensações.
Quero você aqui bem perto,
na minha frente.
Farei o universo parar,
para que este momento
Ganhe dimensões que
nem o tempo possa apagar.

Inserida por Lucianegata

Descobrir sorrindo, que chorar é apenas uma escolha; descobrir mentindo, que mentindo, só enganamos há nós mesmos, descobrir errando, que só aprendemos com nossos próprios, erros; Descobrir esperando, que o "tempo" cura tudo, descobrir amando, que o amor a gente apenas sente.
E descobrir no teu sorriso, como é facil ser pra sempre.

Inserida por GuilhermeHenrique

Sabe que ainda não descobrir o “porquê?” é tão fascinante escrever sobre minha infância? Alias sei sim, é pelo simples e não menos nobre fato de minha infância ter sido satisfatoriamente completa, as brincadeiras na chuva ou simplesmente aquela velha correria com a turma.
E neste tempestuoso momento em que me encontro onde se foi minha TV e minha net, resolvi escrever o que em tempos tecnologicamente menos desenvolvidos, (minha infância) estaria fazendo.
Na minha época de criança/adolescente como não tínhamos: PlayStation´s, celulares modernos e muito menos está tal de internet, a melhor forma para nos divertimos era mesmos metermos a mão na massa, e neste caso a mão na lama.
Nada mais saudável do que chutar a água empossada para sujar o colega, ou melhor, roubar aquele isopor velho que seu pai guarda para os dias de mudanças e fazer grandes maravilhas da engenharia como barcos, lanchas e derivados.
Ai como foi divertido minha infância!

Só tenho a agradecer a Bill Gates e sua microsoft, Sony e tantos outros por terem deixado minha infância tão mais divertida sem eles e meu presente maravilhosamente entretido graças à eles.
thank you very much !!

Inserida por netofreitas

Liberdade.
Como é bom ser livre...descobrir-se num instante em que só existem dois elementos: a Paz e o Amor. Liberdade é andar descalço quando se tem que andar de sapatos. Liberdade é se descobrir a cada manha. É sorrir pra nada, pensando em ninguém, estando em lugar nenhum. Liberdade? Ah, a liberdade... Liberdade é correr sem se preocupar onde chegar e em que estado chegará lá. Me entende? O que importa é correr, dane-se o resto! Liberdade é sentir-se a melhor pessoa do mundo, enquanto não se tem razão nenhuma para se estar assim. Liberdade é deitar-se na beira de um lago, ouvir o som da incomparável natureza, olhar para a imensidão do céu e pensar: Será que existem limites? Tudo é tão grande, tudo é tão simples, tudo é tão tangível para quem consegue encontrar sua liberdade!

Inserida por PhilipeCabral

Lágrimas na Areia

Se um dia você descobrir que me ama
Mas já for tarde demais
Por favor, não se arrependa,
Siga seu caminho
Esteja em paz.

Se um dia você descobrir que me ama
E eu não estiver mais aqui
Por favor me esqueça
E não se entristeça.

Pois eu não quero ver
Você se arrepender nem sofrer,
Eu não preciso disso,
Agora estou até mudando,
Até já fiz mil planos comigo.

Mas se sua dor for muito grande
E você não puder suportar
Faça como eu fiz,
Sente na areia da praia
E comece a chorar

Inserida por jamilamafra

Quando você
Quando você...
Descobrir que um dia existi
Verá que eu te amei
E você nunca correspondeu

Quando você...
Descobri que pode ser feliz
Verá que não será completa
Porque sua felicidade sou eu

Quando você...
Aprender a amar
Saberá o que eu senti
E que você nunca deu importância

Quando você...
For esnobado por alguém
Lembrará do que fez comigo
E se sentirá culpado

Quando você...
Descobrir que seu amor
Sempre foi eu
E quando me procurar
Não me encontrarás
E sofrerás, sentirá uma dor que não tem cura
Assim, como o amor que eu sentia
E ainda sinto por ti
E verá o quanto dói amar
Quem não nos ama mais...

Inserida por camilarfreitas