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Textos Reflexivos

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⁠Cortejo fúnebre
(À esperança morta!)

Minha esperança de viver
Com o anjo da minha vida
Se foi, em mim a ferida
Ficará.... Até eu morrer
Ela está oculta, sem ver
Meu coração, não há ida
Só volto sem adeus, partida
Partes do meu ser a sofrer

No leito do caixão, esperança
Dorme.... Será? Um dia renascerá?
Trago-lhe rosas brancas, verá...
É como a cor de sua pele, branca
Tua pureza, inocência de criança
A minha paz é junto a ti, primavera
Quero o perdão do seu amor, se tivera
O meu amor estará em minha lembrança

Trago-lhe rosas azuis, cor do mar
Não quero perder tua amizade
Em ti coloco minha fidelidade
Lembro-me do brilho do teu olhar
Puros olhos azuis, feitos para amar
A minha confiança em tua integridade
E a harmonia que no meu peito invade
É o céu, o paraíso, vivo a suplicar

Trago-lhe rosas cor-de-rosa
Contemplando a tua beleza
Eu sinto tua delicadeza
Em tua presença amorosa
Teu corpo esbelto, és formosa
E tua juventude é realeza
Da mais bela nobreza
Em tuas bochechas rosadas, airosa

Trago-lhe rosas vermelhas
Cor de teus belos lábios
Teus pensamentos são sábios
Teus lábios de mel, sou abelhas
Que ficam a pousar-te centelhas
De paixão por teus anseios
Da fertilidade de teus seios
A fidelidade do meu amor, abelhas...

Trago-lhe rosas negras
Por esta separação, tristeza
Meu coração noturno, nobreza
Se mantêm firme nas regras
Queria estar ao teu lado, deveras
Juntos até a morte, certeza
Que a sorte seja a natureza
Pétalas coloridas e não alvinegras

Trago-lhe rosas verdes, esperança
Voltes a ser atuante em minha vida
O dinheiro não compra o amor, é devida
A sorte do equilíbrio de nossa dança
Na valsa da prosperidade, temperança
O descanso da juventude vivida
É crescimento do filho da grávida
Do parto a sorte, teu amor ter herança

Quem será teu filho futuro?
Agora és noiva de outro sortudo
Tua felicidade para mim é tudo
Respeito-te a decisão, é duro...
Aceitar.... Mas aceito e vivo no escuro
Adeus.... Infelizmente, contudo...
Tua felicidade a mim é tudo, sobretudo
A tua luz em meio a este cortejo fúnebre obscuro!

ANJO DA MINHA VIDA

Vai, me diz o que faço ou deixo de fazer...
Sem saída já estou, tão preso ao teu amor,
Não consigo mais caminhar, só sentir dor
No meu coração, que a si se quer perecer...

Minha vida não terá mais extensão sem ter
A paixão que tanto desejo, pra poder amar...
O teu corpo quente, tuas carícias, teu olhar,
Os teus beijos ardentes, de profundo prazer!

Sem ti não serei mais nada, está em mim
Todo o seu sentimento, tão forte assim,
O fogo, o vigor, a loucura, sem calma...

Que me faz doer, todo o ser, oh, dor sem fim!
Meu anjo, minha donzela, meu querubim,
A ti pertence o meu amor e a minha alma!

Por onde andas anjo da minha vida?
Agora que a noite acendeu meus desejos
e estou te lendo profundo aqui in imaginação?
Por onde andas meu anjo ?
Agora que a lareira da lua me emprestou teus olhos
e as estrelas resolveram florescer tua doçura?
Por onde andas anjo da minha vida ?
Agora que estou sentindo frio
e no vazio dessa saudade que teima
em debruçar aos teus pés?
Por onde andas meu amor ?
Agora que tuas asas me acordaram
e resolveram passear em meus sonhos?
Anda ...Me diz ?
Por onde anda teus silêncios agora?

17/10/2016 - à noite

Um anjo em minha vida

Não acreditava em anjos adultos.
Ora. Se os adultos todos conhecem a maldade do mundo, como poderiam ser anjos?

Até que uma certa vez, precisei de um.
E no momento certo você veio até mim. Me fortalecendo, me pegando pela mão, levantou-me.

Por vezes fui mal agradecida à ti, pode se considerar dessa forma. Já começara a andar na escuridão e por tanto não aceitava que em meio a tantos, poderia existir alguém assim, como você.
Mas se não fosse assim, eu não passaria a acreditar tanto em anjos.

Toda sua bondade, carisma, amizade, cumplicidade e respeito que conquistam.

Você,
Meu querido anjo!
É um bom homem.

Chegou como um anjo em minha vida
Era tudo que me mais queria
Hoje voce é meu tudo
Virou meu mundo
Lindo sorriso
Tudo eu memorizo
Ate o suave som de sua voz
Hoje não existe mais eu só nós
Presente de deus
Seus olhos nos meus
Minha boca deseja a sempre a sua
Seu brilho e maior do que a luz da lua...

Resiliência – Aprendendo com cada passo

Na vida, todos nós passamos por situações que funcionam como estímulos aversivos coisas que provocam dor, tristeza ou frustração.
É natural que, diante disso, a primeira vontade seja evitar, fugir ou se proteger. E, às vezes, isso é mesmo necessário.

Mas a resiliência é como um repertório de respostas que a gente aprende e fortalece ao longo do tempo.
Ela não significa que a gente não sinta dor, e sim que, apesar da dor, conseguimos encontrar formas diferentes de agir, sem ficar preso apenas à evitação.

Quando enfrentamos uma dificuldade e conseguimos seguir adiante, estamos modelando novos comportamentos, aprendendo que existem alternativas para lidar com a situação.
Cada vez que encontramos uma solução mesmo pequena nosso comportamento de enfrentamento é reforçado, aumentando a probabilidade de que, no futuro, possamos agir de forma semelhante.

A resiliência também envolve flexibilidade: ajustar o que fazemos diante das mudanças do ambiente.
Às vezes, isso significa pedir ajuda, reorganizar rotinas, ou até aceitar que algumas coisas não estão sob nosso controle.

Assim como na aprendizagem, ser resiliente é um processo gradual: começamos com pequenas respostas, reforçadas aos poucos, até que, um dia, percebemos que conseguimos lidar com tempestades que antes pareciam impossíveis.

No fundo, a resiliência é um conjunto de comportamentos aprendidos, mantidos e fortalecidos pela nossa história de vida, pelas pessoas que nos apoiam e pelas consequências que nos mostram que vale a pena continuar tentando.

​"Esquecer a presença de Deus é perder o norte da própria vida. É trocar a segurança do Infinito pela fragilidade do nosso braço. Sem confiança no agir do Criador, a vida perde sua cor primordial, e o que era para ser caminhada de fé vira apenas o peso do esforço humano.".



Alexandre Pacello

Nas esquinas da vida, entre ruas vazias e avenidas apressadas, você passou por mim.
Foi rápido demais para ser esquecido.
Não sei se foi sua beleza, seu perfume ou o silêncio que ficou depois.
Só sei que algo se partiu naquele instante.
Desde então, sigo te procurando em rostos errados e caminhos perdidos.
Alguns encontros não vêm para ficar.
Vêm para doer e nos mudar para sempre.

A medida do Amor
O Amor não tem medida,
não tem rima, não tem cor
Amor é a própria vida,
que se imortaliza,
no perfume e no sabor.

Eterno e vitorioso
vence em qualquer dimensão,
flutua em qualquer tempo
multiplica-se na emoção.

Amor é sentimento
que brota como vapor
tem um toque de saudade,
a beleza de uma flor

Tem o brilho de uma estrela.
livre a todos encanta,
sempre a entoar
a cantiga infinita
vinda do universo Amar.

A vida é uma desonestidade magnífica.
Eu amo a natureza e tudo o que existe, mas não ignoro que a existência é hostil, perigosa e, muitas vezes, triste. O erro do sistema é tentar 'resolver' esse contraste. Eu descobri que não há saída para esse paradigma, porque um lado potencializa o outro. Sem o perigo, a beleza é invisível; sem a tristeza, a alegria não tem sentido. Eu não busco a paz dos alienados, eu busco a vibração de quem aprendeu a ser o próprio motor desse conflito. A realidade dói, e dói muito, mas é nessa dor que a gente para de ser boneco de barro e começa a ser anomalia viva.

No girar do tempo, o mundo floresce,
Pois hoje o dia é todo seu, e a vida agradece.
Mulher de força, de graça e de brilho sem fim,
Que cultiva sorrisos como quem cuida de um jardim.
Que seu novo ciclo seja um mar de conquistas,
Com horizontes abertos e as mais belas vistas.
Siga sendo essa luz que encanta e inspira,
A nota mais doce em qualquer melodia.
Parabéns por ser quem você é!

⁠A vida de uma mulher não é disputa
“Ele desferiu os tiros na frente da criança. Ela presenciou a mãe sendo quase morta, tornando esse crime ainda mais cruel.”
— Evelyn Lucy Alves da Luz, sobrevivente de tentativa de feminicídio
O feminicídio não é apenas um crime — é o reflexo de uma cultura que ainda normaliza possessividade, controle e violência. Cada mulher assassinada carrega sonhos interrompidos, histórias não contadas, afetos que jamais se realizarão. Cada ato de agressão é um lembrete silencioso de que a sociedade falha quando desrespeita a humanidade feminina.
Olho para trás e vejo histórias que ecoam até hoje: mulheres perseguidas nas caças às bruxas na Europa, escravizadas e abusadas nas Américas, violentadas nos horrores do Holocausto, e lutadoras como as sufragistas britânicas, presas e maltratadas por simplesmente querer existir em igualdade. E, ainda hoje, jovens vítimas de feminicídio em cidades que fingem não ver.
Nós, mulheres, precisamos nos enxergar e nos reconhecer nesse mundo que insiste em medir valor pelo poder que outros exercem sobre nós. Homens precisam olhar para si mesmos. Violência não surge do nada. Ela cresce em olhares que julgam, palavras que diminuem, comportamentos que confundem amor com posse. Ignorar isso é compactuar. Cada silêncio, cada justificativa, cada minimização alimenta padrões que podem levar à tragédia.
Como dizia a pedagoga e educadora Maria Montessori, “A primeira tarefa da educação é ajudar a vida a se desenvolver em todo o seu potencial”. Educar é, portanto, também confrontar nossas próprias sombras e reconhecer o que toleramos dentro de nós e na sociedade.
A psicologia nos ensina que comportamentos violentos muitas vezes nascem de traumas, inseguranças e padrões aprendidos desde cedo. A psicanálise aprofunda essa compreensão. Como afirmou Anna Freud, “O ego precisa aprender a distinguir entre desejo e realidade”, lembrando que reconhecer nossos impulsos, frustrações e desejos é essencial para não projetá-los no outro.
E como destacou Karen Horney, pioneira da psicanálise feminista:
“A cultura que reprime e desvaloriza o feminino cria conflitos internos que refletem violência no mundo exterior.”
Negar essas forças internas não as elimina; apenas transfere o conflito para fora, e quem sofre é sempre o mais vulnerável.
A biologia reforça essa perspectiva: somos seres sociais, moldados para empatia e cooperação. Como disse Jane Goodall, etóloga e bióloga:
“O cuidado, a observação e o respeito pelas relações sociais nos mostram o quanto a compaixão é essencial para a sobrevivência.”
A neurocientista May-Britt Moser, ganhadora do Nobel, lembra que nossos circuitos cerebrais estão profundamente conectados com o mundo ao nosso redor — um alicerce biológico da empatia que nos liga às outras pessoas e nos alerta sobre o impacto de nossos atos.
E a filósofa feminista Carol Gilligan nos desafia:
“A ética do cuidado amplia a compreensão humana, conectando responsabilidade e relação ao invés de dominação e divisão.”
O feminicídio não começa no ato final; ele nasce no cotidiano — na cultura que ensina homens a dominar, na indiferença que permite que pequenas agressões passem despercebidas, na normalização de atitudes que desrespeitam e diminuem mulheres. Cada escolha de respeito é um passo em direção à humanidade; cada escolha de silêncio é um passo para o crime.
A grandeza não está em dominar, mas em proteger.
Não está em justificar, mas em questionar.
Não está em controlar, mas em compreender.
O limite da humanidade não está na violência cometida, mas na complacência que permitimos.
O feminicídio não é um problema apenas das mulheres. É um problema de todos. Cada gesto de cuidado, cada ação consciente, cada palavra que ensina respeito é resistência. Cada indiferença é cumplicidade.
O ser humano se expande quando escolhe observar, escutar e respeitar.
Se retrai quando ignora o impacto de suas ações.
Avança quando enfrenta suas próprias sombras.
Transcende quando integra consciência, instinto e emoção.
Cada escolha que fazemos — silenciosa ou visível — constrói o mundo que teremos amanhã. Cada um de nós carrega a responsabilidade de agir antes que seja tarde. Respeito, cuidado e empatia não são apenas escolhas éticas; são expressão da nossa própria humanidade.
A vida de uma mulher é valiosa, e a responsabilidade de preservá-la é de todos nós. Não há justificativa, não há indiferença possível. O limite da humanidade é a empatia que deixamos de praticar.
E então percebemos — quando a rotina parece normal, quando o mundo finge não ouvir — que a verdadeira pergunta não é se agimos para proteger, mas quanto da nossa indiferença diária estamos dispostas a carregar sem perceber, e que talvez, um dia, o preço dessa inação seja inevitável.
O silêncio, que parecia tão confortável, se torna incômodo.
O olhar que desviamos, se torna pesado.
E a consciência, que evitamos confrontar, permanece ali, insistente e viva, lembrando que cada gesto ignorado tem consequências que não podemos mais apagar.
Verso final:
“Cada olhar que desviamos, cada silêncio que aceitamos, constrói um mundo que já carrega a dor que poderíamos ter impedido. A grandeza humana não está em dominar ou calar, mas em reconhecer, cuidar e agir — pois é nas escolhas diárias, pequenas e silenciosas, que se mede se seremos verdadeiramente humanos ou cúmplices da indiferença.”

Seria fácil se tudo na vida fosse tranquilo, né? Se nada doísse, se nada exigisse coragem, se nada nos tirasse da nossa zona de conforto. Mas aí… quem faria a gente crescer?
Sem desconforto, o passado não ensina. O presente fica raso, cheio de distrações que não deixam sentir nada de verdade. E o futuro? Perderia sentido.
O desconforto não é inimigo. Ele é tipo um professor silencioso. Ele aperta, mas também mostra. Ele fere, mas também ensina. Ele bagunça, mas faz a gente amadurecer.
É nesse atrito que a gente aprende a pensar melhor, a se conhecer, a crescer de verdade. A vida boa não vem do fácil. Vem de se mover, de encarar quem a gente foi, quem a gente é e quem ainda pode ser.
O equilíbrio não está em evitar o desconforto. Está em aprender a atravessá-lo.

As mulheres que vão marcar sua vida são as que incomodam. As que chamam de loucas, ciumentas, confusas, estranhas.
Elas te ligam de madrugada pra cobrar alguma coisa, brigam com você, olham feio pras outras mulheres. Fazem cara feia, batem o pé, discutem sem pensar. E são ciumentas. Mas me diga: quem não gosta de se sentir desejado?
Uma mulher que não te procura, que finge que não vê nada, essa não tem personalidade.
As que incomodam podem ser chatas, mas estão do seu lado sempre. Não ligam pro seu dinheiro ou seus bens. Elas te cercam pra te proteger.
Têm defeitos, são orgulhosas, mas se você as trata bem, viram as pessoas mais doces que você vai conhecer.


Então valorize a mulher que briga e teima. Essa sim dá valor a você.

Os golpes e murros da vida?!
Perdi a conta, mas...
Eles floresceram poesia em mim...


Os golpes e murros da vida
feriram minha carne,
rasgaram meus silêncios,
fizeram da minha alma
um campo de cicatrizes...


Mas...
no mesmo chão árido
onde chorei minhas perdas
brotaram flores indomáveis...


E cada pétala,
ensanguentada e viva,
não é apenas lembrança da dor,
mas a prova ardente
de que a poesia floresceu em mim...


Os golpes e murros da vida
não me pouparam a carne,
me deixaram roxa de silêncios,
com os ossos da alma estalando...


Eu gritei em silêncio
eu sangrei na alma
e até quis desaparecer
para não mais sangrar
e sofrer...


Mas da minha boca,
antes cheia de gritos mudos,
escorreu poesia...


Ela nasceu da ferida aberta,
da mão que não pude segurar,
do olhar que se foi do meu viver,
do vazio imenso
que tentou me levar ao abismo total...


Não foi escolha,
foi sobrevivência:
florescer poesia
ou apodrecer...
falecer por dentro...


E eu floresci,
mesmo entre meus cacos,
mesmo cuspindo lágrimas e dor,
mesmo sabendo
que cada verso meu
é também cicatriz...


Minhas cicatrizes
são canteiros floridos
de muita força, coragem
e poesia viva! ...


✍©️@MiriamDaCosta

Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...


Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...


Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...


✍©️@MiriamDaCosta

Meu apetite pela poesia da vida
é insaciável...


minh'alma é gulosa da essência
poética do viver...


trago nas memórias do meu ser lírico
um pergaminho ancestral
bordado de palavras e versos ...


e nesse manuscrito eterno
há dores que florescem
e saudades que se eternizam...


há silêncios que falam mais
do que a voz das palavras...


e esperanças acesas que sobrevivem
mesmo sob os escombros do tempo...


Sou herdeira de vozes antigas
ecoando em mim
como rios subterrâneos
alimentando cada sede
e cada fome de poesia...


Meu apetite pela poesia
da vida é insaciável...


minh’alma é gulosa
da essência poética do viver...


trago nas memórias do meu ser lírico
um pergaminho ancestral
bordado de palavras e versos...


nesse pergaminho secreto
repousam tardes douradas
de infâncias guardadas
no coração das flores e das cores...


sussurros de rios que nunca se calaram
e o voo livre das borboletas e das gaivotas
que ainda dançam em meus olhar...


cada lembrança é uma pétala
que o tempo não desfez...


cada verso é um sopro
que me devolve a eternidade
dos momentos...


sou feita de silêncios luminosos
de auroras que se abrem dentro de mim...


e em cada nascer do dia
reencontro a poesia
que me alimenta de ternura
das carícias da saudade...


Minh'alma é poesia da vida
de todas as minhas memórias ...
✍©️@MiriamDaCosta

Dêem-me mil e uma páginas em branco
e uma caneta transbordando tinta,
e escreverei uma vida inteira
com as cores da minha alma...


Sim!
Dêem-me mil e uma páginas em branco,
um abismo de silêncio à espera,
e uma caneta sangrando tinta,
e escreverei uma vida inteira
e as dores que me corroem,
o amor que me incendiou,
os fantasmas que nunca partiram,
os gritos que não couberam na boca...


E ao final...
as páginas me devorarão,
como se fossem o meu próprio espelho
de carne e osso,
de veia e sangue,
de pele e suor,
de sal e lágrimas
de coração e alma...


Sim!
Dêem-me mil e uma páginas em branco,
e uma caneta cheia de tinta,
e nelas bordarei a vida inteira,
com as delicadezas que o tempo me ensinou,
com as memórias que florescem na pele,
com os silêncios que também escrevem...


Cada linha será um sopro,
cada palavra, uma centelha,
e o livro, ao fim,
será meu coração aberto
pulsando poesia
e minh'alma escrevendo-me nela ...
✍©️@MiriamDaCosta

* Dia das crianças *


Embora a infância seja o início
do nosso caminhar pelas veredas da vida,
ela permanece presente e determinante
até o fim...


A infância não passa,
ela se infiltra em cada passo do caminho,
molda as feridas e os sonhos
que nos carregam até o último suspiro...


A infância é o primeiro perfume
das veredas da vida...
e, mesmo quando o corpo se cansa,
ela floresce nas lembranças
que nos sustentam até o fim...
✍©️@MiriamDaCosta

Nesse mundo,
assim como é...
todo dia
a palavra perdida
mata a poesia da vida...
ou a poesia encontra
a palavra certa
para sobreviver...


Nesse mundo
árido e ruidoso,
a cada dia morre
uma poesia,
estrangulada
pela palavra errada
fria, vazia, desalmada...


Mas às vezes,
num sopro de lucidez ou milagre,
a poesia se ergue das cinzas,
encontra a palavra exata,
e respira vida...


Nesse mundo imperfeito,
há dias em que as palavras
se perdem
e a poesia se cala,
ferida...


Mas quando uma palavra
encontra o seu lugar
no coração do verso,
a vida volta a pulsar
em forma de poesia...
✍©️@MiriamDaCosta