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Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce

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Não Passarão!


Há quem ama a pátria
E há quem finja amar
Há os que se diz patriota
E a pátria quer entregar


Há quem cante a pátria
Com todo amor e devoção,
Há quem entregue a pátria
Como se fosse uma salvação


Nessa pátria tão amada
Há quem a ame de verdade,
Nessa pátria tão amada
Há quem finge amá-la
De forma covarde


Essa pátria, mátria que pariu seus filhos
Essa pátria, mátria, que chora pelos seus filhos,
Essa pátria, mátria, que tenta sobreviver
Aos que se faz de bom patriota
Mas, não deixa de ser hipócrita
Até a pátria quer vender


Essa pátria, mátria,
Abre os braços para abraçar e muito acolher
Essa pátria, mátria, que muito encanta,
Essa pátria, mátria, que suspira
Essa pátria, mátria, que também chora
E sofre pelos seus filhos
Essa pátria, mátria, que vive e revive
Ainda pulsa em milhares e milhares
De coração.


Não adianta fingir ser um bom filho
Entregadores da pátria
Não passarão!

Pequena Ethos

Minha humilde menininha.

Desobediente ao não obrigatório.

Cheia de bondade e tão justa.

Preocupada com o coletivo

e desapegada de individualidade.

Não tem moradia fixa.

Garota livre de costumes,

valores e crenças.

Cidadã universal.

Nem certa e nem errada.

Simplesmente bondade pura.

Na sua ausência sobram regras e leis.

Tão discreta quanto necessária.

Tua ausência e distância

Nos dói tanto.

Você é nossa bússola

quando precisamos mudar

o caminho traçado e herdado.

Nos ensina que nem tudo

estabelecido como “certo” é

também conveniente e saudável.

Eu quero, eu devo e posso

abraçar-te minha pequena.

Saudades!

Melhor Idade (?)



Hoje não teria paciência

comigo ontem.

Apesar de ser tolerante,

misericordioso com os

que são hoje.

Amanhã não sei se

terei paciência

comigo hoje,

mas continuarei

tolerante!

A certeza que carrego

com a idade

é o fato em ser

cheio de dúvidas

em relação as minhas

poucas convicções.

As verdades

tendem a diminuir,

enquanto aumenta

meu desprezo

pelos sonhos

desejados e não

realizados.

Vou curtir

Enquanto posso,

até o momento em que

desejarei a morte.

Não sou perfeito, e nem quero ser. Estou aqui para evoluir, para me tornar alguém melhor a cada dia. Ouçam a minha mensagem, mas não julguem o mensageiro.
Tenho muitos defeitos, mas carrego um dos maiores dons que alguém pode ter: caráter. Jamais traí alguém e nunca fui ingrato com quem me ajudou quando eu precisei. Prefiro perder amizades do que perder a minha verdade. Prefiro ser sincero e ferir um ego do que mentir para agradar.
Como já falei, dou a mínima para quem fala mal de mim. Sinceramente, não sinto nada por quem me julga ou me chama de estúpido só porque falo a verdade. Exemplo? Mesmo que fosse a pessoa que eu mais amasse na vida, se ela fizesse algo errado eu iria corrigi-la, mas ao mesmo tempo eu estaria ao lado dela, porque amar também é ensinar.
Quem não é criticado, não vive de verdade, e eu não vivo para bajular ninguém.
Goste de mim ou não, continuarei sendo eu mesmo. Minhas palavras podem incomodar, mas são reais, e não vou mudar só porque alguém se sentiu ofendido.
Quem vive de verdade não tem medo de desagradar.

Dificuldades…

Anos difíceis não é? Sim, mas, se observarmos todos os anos são difíceis, a diferença desses é que olhamos mais para as dores alheias, sempre é ruim pra alguém, pra um grupo, pra uma família, não importa, o que importa é o quanto nos importamos.

E quando nos importamos tudo muda, quando a solidariedade nos abraça, todos ganham. Somos um imenso quebra cabeças e precisamos do outro para nos formar, para
montagem.

Me coloco lado a lado com a sociedade para fomentar valores que são a essência da nossa empresa, queremos ajudar ainda mais, queremos um lugar melhor e para isso é que fazemos nossa parte, solidariedade é a palavra de ordem e dessa forma, desejamos a todo ser humano nesse planeta que mantenham a esperança acesa, continuem acreditando, afinal o próprio Cristo falou que teríamos aflições, mas, que não desanimemos, pois Ele venceu o mundo.

Um natal de bençãos e que a misericórdia do Senhor seja grandiosa em nossas vidas para que possamos ter um ano novo diferente, um ano novo mais unidos, um ano novo com a esperança renascida.

Nunca se fez tão necessário o olhar para o outro, o amor ao próximo, com seus defeitos, cismas, chatices, “quem é perfeito”? Vou além quem é descartável?

Por muitas vezes eu sou: amigo, psicólogo, pai, irmão, líder, mas, nunca patrão, sabe porque ? Porque eu me importo, eu aprendi a ser assim com um homem semi analfabeto, meu pai, e uma mulher analfabeta, minha mãe. Mais do que riquezas eles me deram sentimentos, amor, carinho, afeto, me deram o que eu precisava para viver nesse mundo e, hoje eu vejo parte deles em mim e eu passo isso a todos os que encontro pelo caminho.

Meu sorriso largo e meu abraço toda manhã ou tarde serve pra transferir um pouco do “bom” que tem em mim... E, sempre prego união, que se olhem e se ajudem mais, hoje eu quero pedir que ao irem deitar reflitam, sobre quem você é para o outro.

Como diz Maria Bethânia na sua canção brincar de viver: E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho... Como sou feliz, eu quero ver feliz... Quem andar comigo!

Sigmund Freud escreveu: Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa? E eu ouso perguntar a vocês, sim, vocês que trabalham comigo: Qual a a sua responsabilidade na desordem do outro?

Podemos fazer mais, do clichê: “a união faz a força”... Sejam solidários e obrigado pela entrega, pelo empenho, pela luta diária de vocês, longe da família, dos amigos, da vida social, mas, se estão aí é porque vocês sonham e o realizar passa por um caminho estreito.

E nesse caminho eu vou está de mãos dadas com vocês, o mais importante, Cristo vai está na dianteira nos guiando.

O segredo da existência humana reside não só em viver, mas também em saber para que se vive.
Apenas por ter certeza de sua existência, continuei existindo...
Na natureza tudo passa. O traço característico da existência é a impermanência. Albert Einstein
O universo nos criou para sermos a espécie dominante, porém a espécie humana é desorganizada
Um formigueiro é mais unido do que os seres humanos
Uma paranóia do universo foi ter nós criado
Por isso eu falo pra mosi viver de acordo com as nossas vontades
Pois tudo é uma questão de tempo até o fim nesse plano chegar
Nesse universo ninguém certo e errado todo mundo está apenas existindo
A dualidade está em tudo mais devemos ter um equilíbrio sobre ela
Por isso eu vivo e deixo fluir esse movimento natural
A lei dos cosmos é única e objetiva perante os seres vivos
Por isso não podemos ter medo de morrer pelo que nois defende e acredita
Os inimigos também vão morrer não se esqueça disso
Quem domina o jogo é o universo nos somos meros produtos com prazo de validade inseridos aqui nesse plano carnal
Nessa vida Tudo pode ser feito porém existem as consequências de suas ações
Você pode plantar o mal e colher o bem vai depender da suas estratégias
Você pode plantar o bem e colher o mal vai depender das circunstâncias do jogo da vida
Então é assim que funciona
A nossa maior arma é a consciência


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O Paradoxo dos Desafiantes


Dizem que só os gênios resolvem o que não tem solução,
e que só os psicopatas encaram o impossível sem tremor.
Mas talvez o segredo seja ser um pouco dos dois —
e ao mesmo tempo, nenhum.


O gênio entende tudo, mas enlouquece no detalhe.
O psicopata nada sente, mas domina o medo.
E o homem comum?
Sente demais para pensar,
pensa demais para agir.


No fim, o desafio é um espelho quebrado:
quem tenta montá-lo corta as próprias mãos.
Mas é no sangue que surge a clareza —
a dor se torna mapa,
a confusão, resposta.


Porque só quem perde o rumo
descobre o caminho.
E só quem duvida da própria sanidade
encontra a razão.

O Paradoxo Humano


Entre o gênio e o psicopata, existe o ser que sente.
Não brilha demais, nem enlouquece por completo —
mas carrega dentro do peito uma guerra silenciosa.


Ele teme, mas enfrenta.
Cansa, mas insiste.
Diz que vai desistir — e logo recomeça.


Não resolve o impossível com fórmulas,
nem vence o medo com frieza.
Vence pela teimosia de continuar,
mesmo quando o mundo desaba.


É paradoxal:
chora, mas sorri.
cai, mas cresce.
erra, mas entende.


E talvez seja esse o verdadeiro dom:
ser contraditório, mas inteiro.
ser falho, mas real.
ser humano — e ainda assim, desafiar o destino.

O que é a verdade?
Não seria um romance proibido,
De dois amores que se escondem
Dos olhos públicos curiosos,
Para que se amem em secreto?
E que não foi capaz de escapar
Do anonimato, do segredo,
Revelando-se um escândalo?
E, muitas vezes, não seria a verdade
Senão uma desavergonhada escandalosa?


Não seria um espelho embaçado,
Que não reflete bem nossa face,
Mas, mesmo assim, permite-nos
Um vislumbre aproximado
De nossos rostos?


Ou nossa sombra pelas paredes,
Com seu desenho não tão exato,
Sem noção tridimensional,
Distorcendo-se à medida
Do movimento de nossos corpos
Ou da luz que nos ilumina...
Incapaz de nos representar
Como faz o pintor a um quadro.
Uma simplificada aproximação?


Não seria, senão, como um alvo
Para um arqueiro,
Onde as flechas são atiradas,
E tenta-se atingir
O mais perto do centro?
Uma narrativa que tenta ser
Tão próxima da realidade,
Como a flecha ao meio do alvo?


Não seria ela
Como as estrelas do céu
Que não podemos tocar,
Ser apenas desejosos disso?
Não seria a verdade
Como o corpo de uma mulher casada
Que pertence a outro homem
E nunca poderemos tocar,
Nem nos mais ambiciosos sonhos?


Não seria, então,
Como o troféu de um esporte,
Tal como os gregos amavam praticar,
Que exige um treinamento rigoroso,
E a cada falha, procura-se evolução,
Até conquistar o resultado?


Não seria a verdade
As ideias que vagam
O pensamento dos loucos,
Um sonho dentro de nossas mentes,
Inventada pelos neurônios?
Ela existe fora da mente delirante?

Não espere me perder para entender o valor do que fomos.

Não espere o silêncio para sentir falta dos únicos olhos que te enxergavam como ninguém.

Não espere a ausência para sentir falta do meu jeito exagerado e intenso, aquilo que pra você parecia tão bobo era, na verdade, único. Era só teu.

Essa será a tua maldição.

Você vai tentar encontrar em outros o que desperdiçou em mim… e não vai achar.

Vai chegar o dia em que vai procurar nos olhos de outros aquele olhar que te devorava… e só vai encontrar ausência.

Vai implorar por migalhas do que jogou fora e descobrir que nenhum outro exagero será tão sincero quanto o meu.

E quando perceber que ninguém mais vai sentir por você o que eu senti, será tarde.

Vai entender que algumas presenças, quando se vão, levam com elas tudo o que ninguém mais será capaz de te dar novamente.

E então, serei apenas uma lembrança, te assombrando pelo terrível erro de me perder.🌹

Minha ilusão de Junho.


A criança insegura beijou
Soltou muito ar
não brincou de tocar
Não sabia o que fazia
E nem os seus olhos fechou.


Foi em Junho, eu me lembro,
No guarda-roupa de sua casa.
Minha mão parou em teu ombro
E na tua boca me senti em casa.


Eu gostei da sensação
Chorei de emoção
Jurei que contigo teria um casamento
Mas agora lembro de ti com dor
E ressentimento.


Porém te amo, meu varão
Mas te amar foi ilusão.
Ao mundo com dor testemunho
Tu foste Minha ilusão de Junho.

Por mais que a dor não passe, a perseverança tem que permanecer.
A meta, é tentar todos os dias, e não desistir da vida, embora que por mais que as vozes do além insistem em dizer dentro de sim, e ecoe cada vez mais forte, dizendo que não vale a pena mais viver!


Deus nunca desistira de Nós 🙏

Carta de Saudade e Amor


Meu amor,


Não há palavras suficientes para descrever a saudade que sinto de você. Cada dia longe de você parece arrastar-se, e cada noite é preenchida com lembranças do que fomos juntos e sonhos do que ainda podemos ser. Sinto falta do seu sorriso que iluminava meus dias, do seu abraço que me fazia sentir seguro(a), e do seu olhar que parecia entender tudo o que eu não conseguia dizer.


Às vezes, fecho os olhos e consigo sentir você aqui comigo — como se nada tivesse mudado, como se o tempo tivesse parado. Lembro das risadas que compartilhamos, das conversas que pareciam eternas e até dos silêncios que eram confortáveis, porque eram divididos com você. Cada pequena lembrança se tornou um refúgio na minha saudade, e é incrível como você continua presente mesmo quando está longe.


Meu coração anseia pelo dia em que poderei te abraçar novamente, olhar nos seus olhos sem pressa, sentir seu cheiro, ouvir sua voz e simplesmente existir ao seu lado. Enquanto isso não acontece, eu guardo você dentro de mim, em cada pensamento, em cada batida do meu coração, e até nos sonhos mais íntimos.


A saudade dói, mas ela também me lembra do amor imenso que sinto por você. Um amor que não se abala pela distância, que cresce a cada momento e que se fortalece na espera. Quero que saiba que, mesmo longe, você é minha prioridade, minha inspiração e meu porto seguro. Que em breve, a saudade se transforme em reencontro, e que possamos novamente viver tudo aquilo que a distância não conseguiu apagar.


Com todo o meu amor e toda a minha saudade,
[Seu nome] ❤️

Ser adolescente, dói.
E dói porque ainda não se aprendeu a viver num mundo que exige respostas rápidas para perguntas que o coração ainda nem formulou.


A escola… ah, a escola!
Lugar onde tudo acontece: o primeiro amor, a primeira vergonha, o primeiro medo, o primeiro sonho.
Mas também o primeiro cansaço.
A escola deveria ser um jardim, onde flores crescem em tempos diferentes.
Mas muitas vezes se parece mais com um campo de provas — onde se mede a vida com régua, sem perceber que o que realmente importa não cabe em nota nenhuma.


Os professores ensinam matemática, gramática, fórmulas e regras.
Mas quase nunca ensinam o que fazer com a tristeza.
Não porque não queiram — é porque também esqueceram.
A escola os ensinou a ensinar, mas não os ensinou a escutar.


E os alunos?
Os alunos são como passarinhos em gaiolas douradas: têm asas, mas o medo de errar é maior do que a vontade de voar.
São cobrados a todo instante — para tirar notas boas, para ter um futuro brilhante, para ser alguém na vida.
Mas ninguém pergunta se eles estão bem agora.


Há uma pressa cruel dentro das escolas.
Uma urgência de produzir resultados, como se a alma tivesse prazo de validade.
E nesse corre-corre, perde-se o essencial: o encanto, o espanto, a curiosidade — aquilo que faz o aprender ser alegria, e não sofrimento.


A escola deveria ensinar o prazer de descobrir.
Mas o que muitos adolescentes sentem é medo.
Medo de decepcionar.
Medo de não ser suficiente.
Medo de existir fora do padrão.


É por isso que tantos se calam.
Falam pouco, riem menos, choram escondidos.
A ansiedade e a depressão passeiam pelos corredores, silenciosas como sombras que ninguém quer ver.
E os adultos, tão preocupados em ensinar o conteúdo, esquecem que antes de alunos, ali existem pessoas — pequenas almas em construção.


Falta empatia.
Falta o olhar que escuta e o ouvido que acolhe.
Falta a coragem de parar a lição por um minuto e perguntar: “O que está doendo em você?”


Rubem Alves dizia que ensinar é um ato de amor, e que o amor só floresce onde há escuta.
Talvez devêssemos reaprender a ensinar — não com o giz, mas com o coração.
Porque no fundo, o que cura a dor de ser adolescente não é o sucesso, nem o diploma, mas o simples gesto de alguém que vê o invisível e diz:


“Você pode ser o que quiser. Inclusive, você mesmo.”

Que vontade é essa de ser o que ainda não sou?
Que desejo é esse de estar onde ainda não estou?


Que ansiedade é essa de um lugar para qual eu vou?
Que desejo é esse de conhecer o destino que aqui me levou?


Que vontade é essa de alcançar o infinito?
Que desejo é esse de encontrar-se com o Bendito?


Que vontade é essa de reter as águas que correm pelas mãos?
Que desejo é esse de não aceitar da vida os Nãos?


Que vontade é essa de correr para além do horizonte?
Que desejo é esse de rever os que estão já tão longe?


Que vontade é essa de voltar o tempo?
Que desejo é esse de alcançar o vento?


Que vontade é essa de explicar a tudo?
Que desejo é esse de fugir do luto?


Que vontade é essa de não ser o que hoje sou?
Que saudade é essa por tudo que o tempo levou?


Que vontade é essa de Te fazer tantas indagações?
Que desejo é esse de cruzar as constelações?


Que vontade é essa de tocar Tuas vestes?
Que desejo tenho pelos campos celestes?


Que vontade é essa de conhecer universos distantes?
Que desejo é esse de eternizar momentos marcantes?


Que vontade é essa de pisar no teu sagrado monte?
Que desejo é esse de beber mais da Tua infinita fonte?


Em meio às muitas perguntas nesta efêmera vida
Quando tudo parece esvair-se tal qual fumaça
Meu coração se enche de uma gratidão devida
Desejoso sempre da Tua infindável Graça.


E como um incansável caminhante e eterno peregrino
Desejo que Tu seles, bondosamente, o meu derradeiro destino

Quando lentamente a vida for se esvaindo do seu corpo, não se atreva a lamentar, se não viveu;
Apenas aceite as consequências do fato de haver escolhido ser triste ou retome os passos sobre seus próprios pés e vá em busca daquela alegria infantil que te permitia rir por nada.
Deite-se na relva, role na grama e redescubra a criança que você deixou no meio do caminho, traga ela para fora e se permita voltar a sonhar, os sonhos incríveis que sua meninice dividiu com você.

COERÊNCIA


As coisas que não disse...
O que escondi dentro de mim...
O segredo da verdade...
Ou a mentira já no fim...
O tempo já dormia...
Quando se lembraram de mim...
O sol já brilhava...
Como convite de marfim...
Mas as coisas que não disse...
Continuam dentro de mim...
A vaidade nos atrai...
Mas escolhi ser assim...


António José Ferreira

Apenas Seguir em Frente


Às vezes, a vida acende faróis dentro do peito.
Não são estrelas são lembranças que aprenderam a brilhar
mesmo depois de terem sido apagadas pelo tempo.


Caminho lento, passo fundo, silêncio entre respirações,
e descubro que a coragem não é grito
é o sussurro que diz continue
quando tudo dentro de nós quer desistir.


O tempo não volta, mas ensina.
A dor não some, mas molda.
E o coração, teimoso, insiste em florescer
mesmo depois de enfrentar o mais rígido inverno.


Há dias em que parece impossível permanecer de pé,
e mesmo assim, algo nos empurra para frente.
Um sonho, uma fé esquecida,
ou simplesmente o desejo de não deixar o mundo nos quebrar.


Caminho por dentro de mim,
como quem caminha por uma cidade antiga,
onde cada rua é uma memória
e cada porta fechada revela um aprendizado.


Eu me reencontro nas pequenas coisas:
um raio de luz entrando pela janela,
a brisa que toca o rosto e diz que tudo passa,
ou o abraço de alguém que não tenta consertar nada,
apenas fica.


A vida não exige pressa.
Exige presença.
Exige que, por um instante,
eu permita sentir sem pressões,
sem máscaras, sem medos.


E quando o mundo pesa,
e os ombros doem,
eu me lembro:
até o oceano tem dias de calmaria.


Hoje, escolho seguir.
Mesmo sem mapas, sigo.
Mesmo sem certezas, sigo.
Porque existir já é uma forma de vitória,
e continuar, apesar de tudo,
é um ato silencioso de coragem.

“Temer a morte não deve impedir de viver.
Cada instante é uma chama única que não volta,
cada respiração, um presente que insiste em existir.
Não é na fuga do fim que encontramos sentido,
mas na coragem de sentir, sorrir, errar e amar.
Viver é aceitar que o tempo passa,
e, mesmo sabendo do seu fim, dançar na luz do agora.”


Altair M.da Silva

Há muita elocubração precedente a praticamente tudo que escrevo,
mas não exponho em palavras como se dá este processo,
pois isto poderia ser maçante para o leitor.

Deixo isto para os filósofos. Eu sou apenas um poeta.

E se por vezes pareço por demasiado didático ou sentencioso,
o faço de propósito e com propósito.

Se tomarem minhas palavras para si
e fizerem bom uso do que digo, fico feliz.
Se acaso alguém discordar, valeu a provocação.

Só não vale dizer que minhas palavras são rasas ou superficiais,
porque não tenho responsabilidade sobre a preguiça ou inépcia mental de cada um.