Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
A perfeita cor
No rosto negro,
há um sol que não se apaga,
mesmo quando o mundo fecha as janelas.
A pele, essa página escura,
guarda segredos que os brancos não leem,
e brilha como se fosse silêncio.
Não é cor apenas.
É dignidade em estado visível…
Livro: Negros - 2025
Era uma vez um quase-amor... Intenso, confuso, bonito, mas mal vivido. Não faltava sentimento — faltava coragem. Ela amava com presença, ele respondia com ausência. E nesse vai e vem, perderam um ao outro sem nunca terem se tido por inteiro.
Ela foi embora pra se proteger. Ele ficou, tentando disfarçar saudade com distrações. No fim, o que restou foi silêncio onde havia conexão, e um “poderia ter sido” que pesa mais que qualquer adeus.
Reflexão de uma mãe atípica, mãe solo:
Sabe o que é luxo mesmo?
Não é ter a última moda no guarda-roupa, nem viajar para lugares caros ou andar em um carro importado.
Luxo, para mim, é algo que a maioria das pessoas nem percebe que tem.
Luxo é conseguir tomar um banho demorado, sem precisar deixar a porta entreaberta com medo de não ouvir meu filho.
É conseguir sentar para tomar um café quentinho, sem precisar levantar correndo porque meu filho precisa de mim.
Luxo é ter com quem dividir as responsabilidades; mas, sendo mãe solo, muitas vezes o peso é só meu.
É desejar, por um instante, que alguém segure minha mão.
É ter com quem compartilhar a alegria das pequenas conquistas que, para o mundo, podem parecer simples, mas para nós significam um universo inteiro.
Luxo é ver meu filho feliz, se desenvolvendo no tempo dele, e sentir que, apesar das batalhas, estou conseguindo ser o porto seguro que ele precisa.
É poder respirar fundo e encontrar um pouco de paz, mesmo no meio do caos.
Para mim, luxo é acolhimento.
É respeito.
É empatia.
É sentir que a vida pode ser leve, mesmo quando os desafios tentam nos dobrar.
O resto? O resto é detalhe.
Porque o verdadeiro luxo de uma mãe atípica e solo é ter força, amor e coragem renovados todos os dias.
👉🏼 A Dor que Silencia e o Amor que Nunca Morre
“Algumas dores não pedem explicação, apenas silêncio e respeito. A perda de quem amamos revela o limite da razão diante do mistério da vida. Não há respostas prontas, apenas a lembrança que se torna eterna. O tempo não apaga, mas ensina a conviver com a ausência. E no coração, permanece aquilo que jamais a morte pode levar: o amor.”
Vida sem Cor
Uma vida que já não faz sentido,
flutuando nas nuvens,
fora do relógio,
fora do tempo.
Sem nada,
sem cor,
sem lugar.
Uma vida que já deveria ter sumido,
mas eu a prolongo,
para chorar mais,
para sofrer mais.
A vida é complicada,
sem chão,
sem rumo,
sem dó de me ferir,
sem piedade de me quebrar.
Às vezes algo me faz sorrir,
me faz querer ficar,
mas ainda assim dói,
dói muito viver
tão miseravelmente.
🎹 Cada 1 Por Si 🇵🇹
É O QUE ELES QUEREM
Olha à tua volta… ninguém te vai segurar.
Aqui não há heróis, não há finais de cinema.
Cada um por si, mano…
Ou corres pelo pão, ou ficas preso no sistema.
Cada um por si, mas eu nunca me escondi,
Na rua aprendi que a verdade tem cicatri’.
Eles vendem ilusões, eu cuspo realidade,
Falo cru, falo sério, não negocio a verdade.
Poder compra silêncio, mas não compra consciência,
Rappers querem likes, eu quero resistência.
Falam alto no Insta, mas na rua não têm voz,
Aqui cada verso pesa, cada barra é por nós.
[Refrão]
Cada um por si, mas eu não sigo a manada,
Tenho rima afiada, cada barra é facada.
Se o mundo me fecha portas, eu parto a entrada,
Cada um por si, mas a verdade não é calada.
Não confio no sistema, tudo truque, tudo cena,
Quem sobe pisa em muitos, quem cai já não tem pena.
Tanta fome na esquina, tanto luxo na TV,
Dizem todos somos livres, mas não vejo isso acontecer.
A rua é a escola, o cimento é professor,
Quem não luta cai cedo, quem resiste tem valor.
Cada passo é batalha, cada dia é decisão,
Ou tu corres pelo sonho, ou ficas preso ao chão.
[Refrão]
Cada um por si, mas eu não sigo a manada,
Tenho rima afiada, cada barra é facada.
Se o mundo me fecha portas, eu parto a entrada,
Cada um por si, mas a verdade não é calada.
Cada um por si… é assim que eles querem,
Mas quem levanta a voz nunca cai, nunca ferem.
-
Amor em Remanso:
Meu coração ama
Meu coração ama, ai de não amar, me apaixonei
E não tinha como não me apaixonar
E emocionado, acabei de chorar
Após sentir em meu belo pulmão que não iria sofrer
E nem, talvez, me desesperar
Foi então que percebi
Que o amor em remanso
É a minha lâmina segura
A minha razão de viver
Amar você é como gelatina
Não existe fogo de pimenta
E nem capsaicinoides
Nem capsaicina
Nem piperina
A gente aprende a agradecer pelas grandes conquistas...
mas esquece que foi no caminho, e não na chegada,
que o coração mais precisou de gratidão.
Porque tem beleza no silêncio que acolhe,
na força que levanta devagar,
no abraço que chega sem alarde
e na paz de um dia comum —
vivido com verdade.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Não é fraqueza dar um passo atrás.
Fraqueza é permanecer onde machuca,
só pra não lidar com o silêncio de ficar só.
Coragem é se ouvir no meio do barulho,
é escolher a própria paz,
mesmo que isso signifique partir.
Mais nobre que insistir por alguém,
é não desistir de si.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna"
Sou feita de cuidado.
Das palavras que não querem apenas dizer, mas tocar.
Dos gestos que não aceitam o mais ou menos — porque aprendi que o que é feito com verdade precisa ser inteiro.
Sou educadora por vocação, escritora por essência.
Não me contento com o raso.
Busco profundidade.
Quero beleza com propósito, imagem com sentimento, texto com alma.
Tenho um olhar apurado para os detalhes e gosto de transformar o simples em algo memorável.
Sim, sou exigente — mas não por vaidade.
É por respeito ao que acredito, ao que entrego, ao que represento.
Sou ponte: entre o sensível e o profissional, entre o lúdico e o necessário, entre o afeto e a ação.
Sou raiz e voo. Palavra e silêncio.
Não passo pela vida apenas — eu deixo marca.
Não crio só conteúdos — eu cultivo sentimentos.
E isso… não se aprende em qualquer lugar.
É dom. É missão.
É ser quem eu sou: com presença, entrega e amor.
Bom dia.
Que a felicidade te faça companhia hoje…
não dessas que falam alto,
mas daquelas que andam de mansinho,
colhendo miudezas bonitas pelo caminho.
Que ela se sente ao seu lado sem alarde,
te olhe com doçura,
e sussurre baixinho:
"Respira… tá tudo bem."
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem sentimentos que a gente solta
não por orgulho, mas por amor a si mesma.
Guardar rancor corrói devagar,
como quem fecha as janelas e esquece do sol.
Perdoar não é fingir que nada doeu —
é decidir não morar na dor.
É abrir espaço pra paz.
É cuidar da alma com gentileza.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Finalizo o dia com o coração sereno.
Agradeço pelo que vivi,
entrego o que não entendi
e confio no que ainda virá.
Que a noite nos embale com paz,
nos renove a esperança
e nos lembre, com doçura,
que o amanhã já está nas mãos de Deus.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Há dores que não pedem licença —
chegam, viram tudo do avesso, e nos obrigam a reencontrar partes que estavam esquecidas.
Dores que esvaziam para depois preencher com mais verdade.
Que quebram… mas, no caco, revelam uma nova força.
Tem dor que não é castigo —
é recomeço disfarçado.
É o modo da vida nos lembrar do que importa,
nos afastar do que pesa,
nos conduzir pra dentro,
onde mora o que ninguém pode tirar.
Algumas dores não nos destroem.
Nos transformam.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Hoje não levantei
Na cama fiquei.
Não quis abrir os olhos.
Com problemas pra resolver,
o cobertor puxei,
me cobri,
e ali me escondi.
Esperando essa onda
levar...
e voltar...
com a tranquilidade
das manhãs,
com cafés quentes,
que queimam o céu da boca
e nos preenchem de calor.
Das tardes ensolaradas,
o esplendor,
do céu azul e dos ventos fortes,
com pássaros assobiando —
lindos são as sonoridades.
Livres são as aves,
os pousos nas árvores,
o cheiro de plantas e flores
com o sereno da noite.
Hoje...
tempos anuviado.
Tempestuosos
são os pensamentos,
trazendo consigo
ventos gélidos.
E aquela luz...
já não brilha mais.
Mas os problemas ainda estão lá.
Mesmo que o mundo não esteja parado,
mesmo que o mundo
esteja em uma disputa com o tempo.
Sei que, na dissonância
de um cobertor escuro,
eu procuro...
não acho...
nada.
E me deparo:
ainda são cinco horas da madrugada.
E nada
me faz
levantar.
Fecho os olhos
novamente.
Não sei se estão fechados... ou abertos.
Na escuridão,
não importa o que é
ou o que não é.
Mesmo que eu veja...
ainda está escuro.
E procuro descansar.
Não me lembro mais do verão,
apenas do outono, com seu frio
e dos problemas que virão.
Despejo na imensidão da escuridão,
no quarto,
reflito,
repito:
“Nada há o que fazer,
a não ser se mover.”
Poema
Título : Na dissonância do cobertor
Autor: Nataniel Felipe Longo
Tem coisa em mim que não se explica em voz alta.
Tem sentimento que não cabe no tempo da fala.
E é por isso que eu escrevo.
Porque escrever me permite ir fundo sem me perder.
Me permite voltar onde doeu — mas com palavras nas mãos, como quem leva flor pra cicatriz.
Eu sinto demais.
E quase sempre, em silêncio.
Enquanto o mundo responde rápido, eu penso.
Enquanto o mundo grita, eu escuto.
E quando o peito aperta, eu não reajo — eu escrevo.
Escrevo porque não sei dizer tudo com a boca.
Mas com a alma… ah, com a alma eu consigo.
E é nesse espaço entre o que sinto e o que escrevo que eu me salvo.
Me encontro. Me reconstruo. Me traduzo.
Tem gente que grita pra existir.
Eu escrevo — e isso me basta.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem milagre disfarçado de silêncio.
Naquela dor que não veio.
Naquela pessoa que foi.
Na saúde que ficou.
Tem cuidado escondido no simples:
no alimento na mesa,
no teto que protege,
no abraço que chega mesmo de longe.
É que, às vezes, o que a gente chama de rotina…
é só Deus agindo nos bastidores.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Nem sempre o milagre faz barulho.
Às vezes, ele acontece no silêncio de um dia comum.
No que não faltou.
No que não doeu.
No que permaneceu.
Tem cuidado escondido até na rotina mais simples.
Porque Deus também age quando tudo parece igual. 🌷
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
A vida, às vezes, me atravessa com cortes que não se veem — mas doem fundo.
Ainda assim, há um sussurro suave no meio do caos, dizendo: “isso também vai passar”.
Porque há um Deus que recolhe os meus cacos com ternura…
e vai, delicadamente, me refazendo.
Não de volta ao que eu era.
Mas ao que eu posso ser — depois de tudo.
— Edna de Andrade
Não foi sorte… Foi coragem.
Não foi por acaso… Foi escolha.
Teve lágrima engolida, medo escondido e noites em claro.
Mas teve também fé teimosa, joelhos no chão e um coração que nunca deixou de sonhar.
Eu lutei.
Acreditei.
Me levantei cada vez que caí — e fui em frente.
Porque quando a gente confia em Deus e não desiste de si,
até o impossível muda de direção.
A fé reescreveu a minha história.
E pode reescrever a sua também.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
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