Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce

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Suave Caminho
Juntos no mesmo caminho,
talvez seguindo os mesmos passos.
Eu, em teus lindos braços,
trêmulo e amparado,
já não sentirei o meu cansaço,
e tu, comigo,
também não sentirás o teu.
Trazido pelos desígnios supremos,
teu amor chegou a mim
e me trouxe placidez pela vida.
Irei calcando as mágoas,
afastando os espinhos,
como quem descobre
que escapar desta vida
pode ser
o mais suave de todos os caminhos.

Eu + Eu




Eu, a árvore e o espelho,


Agarrei-me a árvore e nela vi uma releitura da minha vida,


Decisões e seus resultados,


Sonhos e quantos foram realizados,


Perdas e enganos, quanto tempo me tomaram,


Aventuras e amores quais trouxeram mais equilíbrio na balança,


Eu na vida de todos e como foram todos na minha vida,


Agarrei-me a árvore e segurando um espelho perdi horas conversando comigo mesmo olho no olho, e por um momento tive medo, em outro momento fiquei triste, mas pousado as sombras da árvore e debatendo apenas com os meus eu + eu, obtive o entendimento de uma vida e agora consigo ver como direcionar os meus caminhos na direção certa.

Meu nome é Marcos Kamorra.


Tudo começou nos tempos em que eu era MC nas ruas. Precisava de um apelido que impusesse respeito, que carregasse aquela energia de quem não baixa a cabeça, de quem encara o mundo de frente. Escolhi “Kamorra” inspirado no significado informal em espanhol e português: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de guerreiro que não leva desaforo pra casa. Era perfeito pro rap — forte, direto, marcante.


Passei anos rimando com esse nome, batalhando em duelos, construindo minha identidade nas letras e nas quebradas. Kamorra era o cara que lutava, que resistia, que enfrentava tudo.


Mas um dia, por acaso, me deparei com um termo hebraico antigo: “Mi Kamocha” (מִי כָמֹכָה), que significa “Quem é como Tu?”. É uma frase do Êxodo, um louvor à singularidade absoluta, à ideia de que não existe ninguém igual, de que cada um carrega uma essência única, irrepetível.


Na hora, senti um choque. Era como se duas partes de mim que sempre existiram se encontrassem: o guerreiro da rua, cheio de garra e atitude, e o buscador que entende que a verdadeira força vem de ser fiel à própria essência, de ser único no mundo.


Aquele apelido de batalha ganhou um significado muito maior. Não era mais só sobre brigar com o mundo — era sobre lutar POR si mesmo, pela própria verdade, com coragem e princípios.


Aí tomei uma decisão que mudou tudo: registrei “Kamorra” como meu sobrenome oficial.


Hoje, quando alguém pergunta de onde vem meu nome, eu respondo com orgulho: vem da rua e vem da alma. Vem da atitude combativa que me forjou e da revelação de que sou único, como ninguém mais.


Kamorra não é só um nome. É minha história inteira: do MC das batalhas ao homem que escolheu ser rei da própria verdade.


Sou Marcos Kamorra.
Guerreiro.
Único.
Incomparável.


#Kamorra #FilosofiaKamorrista #Autenticidade #Singularidade

Tudo começou em 2012...


Eu comecei como MC Kamorra, pegando aquela energia crua da palavra "camorra" no sentido espanhol/português informal: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de quem não leva desaforo pra casa, de quem enfrenta o mundo com garra.
Faz total sentido pro universo do rap: nome forte, marcante, que impõe respeito só de ouvir.


Aí, mais pra frente, eu descobri "Mi Kamocha" (מִי־כָמֹכָה), a frase do Êxodo 15:11: "Quem é como Tu, ó Eterno, entre os deuses? Quem é como Tu, glorioso em santidade?". Essa exclamação de admiração pela singularidade absoluta de Deus, aquela ideia de que não existe ninguém/nada igual.


E eu pensei: "É isso!". A atitude combativa da rua + a profundidade espiritual da singularidade única. Dois lados que, na real, sempre estiveram dentro de mim: o guerreiro que enfrenta o mundo e o buscador que sabe que sua essência é única, irrepetível.


Aí eu transformei o apelido de batalha em sobrenome oficial. Não é só um nome artístico mais, virou identidade de raiz.


Kamorra deixa de ser só "o cara que briga" ou "o rapper durão" e passa a ser "o único, o incomparável, o que segue seu próprio caminho com coragem e princípios".


Isso é muito poderoso. Poucas pessoas conseguem unir a força da rua com a força da alma desse jeito e ainda registrar como sobrenome. É como se eu tivesse batizado a mim mesmo duas vezes: primeiro na batalha, depois na revelação.


E o mais lindo é que a grafia com "K" já distancia de qualquer conotação negativa da máfia italiana e reforça a ligação com o hebraico "Kamocha". Eu criei um sobrenome que carrega minha história inteira: do MC das ruas ao homem que encontrou significado maior.


Orgulho total dessa trajetória.


Kamorra não é só um nome, é uma declaração: "Eu luto, eu resisto, eu sou único".

Ainda existe em mim, uma menina pequenina e desarmada de riso fácil.
Mas eu para proteger essa menina, arranjei outra mulher corajosa, fria, combativa, desconfiada, que sabe que as coisas se conquistam palmo a palmo, que não acredita que, nos outros possa haver algo de gratuito e despojado. Uma mulher que cresceu, afirmou-se e impôs-se porque era inteligente.
Como todos os lutadores quero tudo simples, claro e prático, já sei o que é a verdade e o erro...mas no meio de tudo isso, ainda gosto de poesia, acredito em promessas e no amor.

Eu tenho os olhos de ver a vida nascer em cada manhã com cheiro de bogari e casa limpa,
As vezes é preciso pisar firme nas crueldade dos outros, de todos seus sons crueis. Mas definitivamente, é imperdoável não perdoar.
As vezes, eu preciso apenas dançar uma música como a Dama de vermelho, rasgar o rascunho da letra e escrever outro verso. Eu escrevi.
E há quem diga que o que escrevo não tem nada haver comigo. Lina Veira
Lina Veira
Poesias minhas

Senhor, nesta mão que segura o rosário.
Eu encontro a tua graça e a vida que florece.
Com o coração faço minha oração.
Minha fé em Ti é o que me guia e me fortalece.
Neste jardim da vida, onde as plantas crescem,
eu busco a paz e a comunhão.
contigo.
Que as contas do rosário me lembrem da tua presença.
E que o crucifixo me lembre que temos salvação. Amém.
Maria Bueno 2026.

Quem vive ocupado demais
em provar que é maior que os outros.
Enquanto ela coleciona soberba,
eu cultivo silêncio, tempo e sonho.
Há quem confunda correria com grandeza
e humildade com vazio.
Desocupado, sim —
de ego inflado,
de máscaras,
de aplausos falsos.
E isso, convenhamos,
é uma bela ocupação.

⁠Agradeço a quem me protege sem que eu veja...
Que segue ao meu lado
(Como um dia me prometeu.)
Mesmo que eu não mereça
Mãe, amiga, guerreira
Rainha do Universo
Mãe Divina ordenadora da Lei
Triunfante! Majestosa
O teu poder não tem fim
A tua tempestade não há quem resista
Trabalhas de dia e de noite
No sol e na lua
Na treva e na luz
Relampeja
Venta,
Reluz,
Acende,
Ilumina!
Reenergiza e Cura.
A Glória de Deus em mim...

⁠Hoje eu escolho ter fé em Deus!
Hoje eu escolho acreditar que tudo vai dar certo,
mesmo que os olhos da razão digam o contrário.
Hoje eu escolho a paz...
Hoje eu escolho a beleza
Hoje eu escolho o fácil e o leve...
Hoje eu escolho a alegria e o amor!
Hoje eu escolho aceitar o outro como o outro é.
Hoje eu escolho o perdão...
O deixar pra lá,
o distanciamento,
o silêncio e até a solidão...
Hoje eu escolho ser feliz,
sendo grato pelas pequenas coisas do dia a dia.
Hoje eu escolho você que me escolheu!




Bill Oliveira William

Ah, se vocês soubessem

da poesia que trago em meu peito

Eu poderia rimar com bandido

este peito...

E com poeta menino

o Universo!

Ah, se vocês soubessem

da poesia que este menino

carrega em seu peito!...

Então se explicaria

toda esta rebeldia

e este não aceitar

e este sonhar encantos...

Todos se comoveriam...

Finalmente desobscurecidos!

Saberiam o motivo de sua dor

e como seu coração é

de vendaval e fogo!

Perdoariam sim, tanta irreverência...

Tanta sapiência

e impaciência...

Que só poderia dar em dor!

Neste mundo onde o "certo"

é o "errado"

O "sagrado"

é o "profano"...

Ele sabe de histórias, meu Deus!

Tão antigas quanto o tempo!...

E tem fé na vida

e tem sorte, sim!

O saber sentir,

lhe é um privilégio

E o martírio santo de ser poeta

uma dádiva e uma nova chance!

Imaginem só!

Ninguém pode escutar

a sua voz

Ninguém ousa desatar

os seus nós

E seus rótulos todos

já estão vencidos!

Geminiano quer falar com o mundo!

Há vezes que eu tenho
CONVULSÕES
De me pintar de rosa e amarelo
de cantar para o príncipe Charles
de chorar com as crianças da palestina
De estar simplesmente lá
na hora do tsunami
De dar um tapa na cara do ditador da nossa era...
Eu queria que meu poema fosse ouvido
e há vezes que tenho convulsões
de falar com o mundo inteiro
ser ouvido!
Se o mundo me ouvisse, ah!
Eu sou aquela velha tia
gorada
e preta
que sempre tem razão!
E esta ânsia por ter fama
e eu sou do século passado
desencaixado
Eu queria que meu poema fosse ouvido
e há vezes que tenho convulsões
de falar com o mundo inteiro
ser ouvido!
Se o mundo me ouvisse, ah!
Eu sou aquela velha tia
gorada
e preta
que sempre tem razão!
E esta ânsia por ter fama
e eu sou do século passado
desencaixado
Eu queria mesmo era ter ouro no banco!

Eu na minha juventude, em busca incessante de me encontrar entre os passos dos acordes musicais e as vibrações das emoções do meu eu. Um caminho de auto-descoberta e expressão.
A música como guia, os sentimentos como mapa. Eu navegava pelas ondas do som e da alma. Procurando entender quem eu era. E encontrar meu lugar no mundo.
Mundo de belíssimo som e vibrações no meu coração. Onde a melodia se torna emoção. E cada nota é um pedaço de mim. Que se revela na harmonia do som.
Se me encontro nas vibrações da música, me realizo.

A vida é uma dança leve.
Nas batidas do coração, eu sinto a liberdade.
Cada passo, um sorriso, cada movimento, uma alegria.
A leveza da vida, eu sinto todos os dias.


Nas batidas do coração, eu encontro a paz.
Um ritmo que me guia, um compasso que me faz.
Viver é uma arte, uma melodia suave.
Que ecoa dentro de mim, como uma canção de amor.


A leveza da vida é um presente.
Que nos faz sentir vivos, que nos faz sonhar.
Então, vamos dançar, vamos cantar.
E sentir a leveza da vida, em cada batida do coração.

Distante, eu olho para mim.
Um passado de guerras e batalhas sem fim.
Vencida pela guerra que habita em mim.
Luto para encontrar a paz que perdi.


As cicatrizes do passado ainda dolentes,
As memórias de dor, ainda presentes.
Mas em meio à tempestade, busco a calma,
E encontro a força para seguir em frente.


Presente, eu olho para o futuro.
Cheio de termos que exigem coragem e pureza.
Minha espada, símbolo de luta e glória.
Reportará digna das minhas histórias vencidas.


As lutas do passado me ensinaram a ser forte,
As glórias alcançadas me deram a confiança para seguir.
Agora, eu olho para o futuro com determinação,
E sei que minha espada continuará a brilhar.

Eu vi o tempo mudar,
e com sua inevitabilidade
passar.

Tudo se enfrenta,
se contorna
e se contenta,
mas o tempo
é amigo ou inimigo
pro silêncio
de quem não se atenta.

Eu vi meu passado
destruir toda minha imagem
perante o mundo,
não o mundo visto pelos outros,
mas aquilo
que é mais profundo.

Destruiu a mim
por minha incapacidade
de perceber
que o tempo passará
e eu continuarei
a sofrer.

Entendi, por fim,
que o tempo levaria
tudo que eu tinha
apego e amor:
minha família,
minha juventude,
e aquilo
que dava valor.

Gostaria de parecer
uma boa pessoa
e dizer
que minhas prioridades
eram as acima citadas,
mas entre as vielas do tempo
dei valor
apenas
em coisas erradas.

E com o tempo
não se negocia:
se aprende.
Ou mudo,
ou continuarei errando
no meu presente.

E tal regalo
não pode mais
ser desperdiçado,
porque afinal de contas
já perdi meu amor
e as chances
de ser amado.

O futuro eu olho
com fé,
apenas pelo aprendizado,
por ser uma pessoa
que errou muito
em seu passado.

Mas o tempo
também tem
suas peculiaridades:
entre idas e vindas
traz
novas oportunidades.

Aprendi
que o que tem valor
sempre esteve em mim,
embora procurei saciar
com o externo,
porém o tempo
me ensinou
a voltar
ao seio materno.

Hoje eu engatinho,
amanhã começo a andar,
logo, logo
nessa estrada da vida
começo
a aprender
a caminhar.

Antes tarde
do que nunca
é o que muitos dizem,
e com razão
eu concordo.

Com a minha vida
eu quase paguei
por esse acordo.

Hoje, acordado,
me vejo
infinitamente pleno,
porque passei
pelo vale do inferno
e hoje acordei
sereno.

Pronto
pra mais um dia presente
que Deus nos deu,
para que no futuro
não olhe pro passado
como hoje,
com dor,
como alguém
que sofreu.

Raphael Bragagnolle

O Pergaminho (introdução)


Sim, estou andando sozinho, carregando este pergaminho.
Eu luto, disputo, por paz em meu caminho.


Há muitos anos, seu pai me mandou lhe entregar.
Nesse mundo caótico, lhe obrigou a escapar:
presas, perversidade, maldade,
onde lutamos para se salvar.


Você está segura em um abrigo tão distante,
mas este nômade com presas
por você irá avante.


Yara, chegarei com o pergaminho.
Sei que pai terá orgulho disso.
Pela honra, terminarei meu serviço,
mesmo que o sangue manche meu destino.

Desamparo

Eu só queria
alguém que cuidasse de mim.

Um colo.
Um abrigo contra o mundo
que me expõe
como pele sem defesa.

A solidão chega sem ruído,
instala-se aos poucos,
ocupa os vazios,
faz morada no peito
— e dói.

Dói como peso contido,
como um aperto
que não encontra saída.

O ar falta.
Afundo devagar,
sem resistência,
como quem desce ao fundo do mar
em silêncio.

Ainda assim,
há em mim uma consciência:
preciso voltar à superfície.

Retorno.
E nada mudou.

A solidão permanece.

Então pergunto,
não em voz alta,
mas por dentro:
vale a pena?

Se vale,
revela-me o porquê.

O silêncio se estende
como um vento que uiva
sem me tocar.
Há um vidro invisível
entre mim e o mundo:
vejo o movimento,
a correnteza,
mas não posso atravessar.

Estou presa
num espaço estreito,
insonoro,
onde a ausência de saída
me torna cativa.

Desperto.

E ao me reconhecer desperta,
compreendo:

ainda estou só.

R. Cunha

"Venha até mim"
Eu me lembro.
Era tudo que ecoava na minha mente
Sob estes ventos
e a luz do luar,
E eu atendo.
Abdicando da minha humanidade,
me entrego a você por inteiro.


Banhados de sangue,
chuva de caos nos nomeia.
Agora sabes que te pertenço.
Meu Criador, minha luz, meu relento.
Sacie a sede que há no meu peito.
Me proteja do medo.


Diga que serei teu até o fim dos tempos.
e que não me abandonará
O destino Sempre irá nos juntar
Ninguém em tantos séculos ocuparia o teu lugar.
O nosso amor é milenar


Nada faz sentido com a tua ausência.
Você é minha perdição.
Somos os donos da noite.
Você é meu luar.
Para sempre te amarei,
Meu eterno Lestat.

Como eros, me foi prometido um reino, poder além do sol ou uma escolha
Eu optei pela Escolha, e como não? Se tudo o que eu sei fazer após tanto tempo Dormindo, é te amar!?
Qual poder faria sentido sem você do lado? Poder para controlar? Não quero controle, um Deus não vê necessidade de controlar, principalmente se for o coração.