Textos que Falam sobre Mim

Cerca de 16164 textos que Falam sobre Mim

Abri mão das receitas
para não abrir mão mim. Quando
percebi minha vida passando
sem me mostrar quem sou,
Disse:
- Basta!
Hoje só fico onde exista amor.
Podem até sujeitar meu corpo.
Mas na minh’alma
nunca ninguém mandou.
Fiz pacto poético,
chega dos ofícios de horror!
Quando vi minha vida passando
sem reconhecer quem realmente sou,
Disse:
- Basta!
Hoje eu só fico onde exista amor.”

Inserida por Epifaniasurbanas

Gêmeos

"Há algo em mim que não é meu.
Há um fôlego que continua a me oxigenar mesmo depois que meu corpo se rendeu.
Há uma força que impulsiona quando as minhas pernas já não se movem.
Há uma bondade que compartilho que essencialmente não é minha.

Quando escrevo, não sou um, mas dois.
O que dita e o que redige.
O que é, e o que gostaria de ser.
Eu e você.

Sou o religioso e você a espiritual.
Eu lagarteio, enquanto você borboleteia.
Faço poesia pela minha incapacidade, de como você,
viver poeticamente.

Temos o mesmo DNA, os mesmos dias de vida
ainda assim você é muito maior do que eu.
Dividimos apenas o ventre não os predicados.
Minha esperança é, que ser você seja inevitável também para mim.

Ao vê-la percebo tudo no que posso me tornar.
Somos o Já e o Ainda Não.
Como semente que possui em si todo potencial de uma bela e frutífera árvore,
mas ainda não é arvore.
Você é arvore, você é já, eu... ainda não.

Inserida por Epifaniasurbanas

Jardim Gonçalense

“Quando sai do quintal de mim,
descobri um jardim de margaridas.
Lugar onde a brisa mansa toca às flores
das flores com a mesma suavidade que
toca meu peito.
Seu cheiro suave e suas pétalas alargadas
de bem-me-quer, me seduziram.

Foi lá que notei que as tais margaridas,
para serem assim, tinham varias flores dentro de si.
Nessa inflorescência percebi
que minha única flor
continha todo meu jardim.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Adeus em Versos

Parto agora, deixando um pedaço,
Um rastro de mim no espaço.
Levo no peito cada memória,
Cicatrizes, risos e a nossa história.

Não há rancor, apenas o tempo,
Que nos afasta como o vento.
Nosso laço, embora profundo,
Agora pertence a outro mundo.

Os dias vividos não são em vão,
São estrelas que brilham na imensidão.
Carregue-as contigo, se precisar,
E nelas me veja, se desejar.

O adeus não é o fim de tudo,
É apenas silêncio em meio ao estudo.
E quem sabe um dia, em outro lugar,
Nos encontramos, sem precisar chorar.

Inserida por Wallace78

⁠Tempos e tempos vieram…
E influências sobre mim tiveram…
É o tempo do tempo.
O tempo, em que de paz,
O tempo, de a trazer, não foi capaz.



Mas o vento do norte,
Os tempos, varreu
E venceu a morte.
Sim! O vento, o mal venceu!



E eu voei, com ele!
E fui lá… Lá… Lá…
Aquele, lugar dele!
Onde os rios, são calmos, lá!...


Azul, é o céu, lá, sempre.
Afinal, não é tempo!...
Mas! Tempo, sem tempos!...

Inserida por Helder-DUARTE

As Ilhas

O meu amor é lindo...
Como a flor do campo!
Vem meu amor, a mim,
Nesses gestos de tanto encanto.
Nesses teus passos, vem sorrindo,
Saiamos às vinhas pela madrugada,
E vejamos se os frutos, já cheiram,
Ao perfume do nosso amor.
Se já a vinha está dourada,
Da tua beleza infinda.
As flores do jardim, por nós esperam.
Vem saciemo-nos de amores,
Até ao fim do dia.
Neste jardim de tantas cores.
Sim, isso eu tanto queria.
Porque o meu amor é doce,
Como o vinho das uvas,
Destas verdes e lindas vinhas,
Nas quais nós nos amamos.
O vento do sul aqui nos trouxe,
A esta terra de águas únicas,
Nas quais nadamos até às ilhas,
Que tanto desejamos.
Ilhas de amor eterno...
Ilhas de amor puro,
E tão forte e terno.
Onde o nosso ser se sente seguro!!!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Ventos

Oh ventos de força forte!
Eis que contra mim assoprais.
Para me derrubar tentais.
Vós, que me quereis levar à morte.


Mas eis que as águas do Mondego!
Nesta cidade, de vós, me vêm proteger.
Pois força vossa, não é tanta, nem o temer,
Nem de vós, tenho medo!..


Pois eis que um rio de vida,
Este Mondego, alimenta.
Cujas águas, vêm ainda,



De um rio, mais alto,
Mais alto, que a vossa tormenta,
Que corre de um eterno planalto!

Inserida por Helder-DUARTE

Vácuo

Eis que caminho no vácuo do esquecimento,
Em mim próprio, não, passo de um tormento,
que no mundo anda, num perigoso vento.
Que contra mim sopra, no sempre tempo.

Este vento, sou eu, isso sei eu sempre muito.
Eu próprio, sou meu grande inimigo, sim,
Esse é meu primeiro, e grande intuito!
Mas sou eu pois no meu ser, enfim!

Mas oh triste realidade d'alma minha!
Quem me livrará de morte esta que me mina?
Então do norte vem um vento, sobre mim.

Este vento, me dá um abraço tão forte,
que sinto vida em vez da dita e forte morte.
Pois ele de mim me liberta, e me dá vida, sim!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Vaso

Neste momento escrevo, o que me vai na alma!
Estou perguntando a mim próprio, afinal,
Porque não ter sempre toda a calma?
Se não há mal que me venha, que não seja racional!

Tudo o que me acontece, mais qu'eu não entenda,
É para qu'eu, se mal faço, disso tenha emenda!
Se o mal não faço, mas mal tenho., isso é para bem!
De mim próprio tenho essa glória também!

Afinal todas as coisas, que me vêm me fortalecem!
Dão-me conhecimento e experiência, neste mundo,
E fazem com qu' eu seja, menos imundo...

Pois , a meu ser do bem, enriquecem,
Como um vaso, por o oleiro formado.
Até que seja por ele criado!

Inserida por Helder-DUARTE

Liberdade


⁠Eu sou eu, igual a mim só eu, não outro,
com os defeitos muitos em meu ser.
Eu existo, para fazer todo o meu dever.
De outro ou deste meu sempre modo.

Eis que muita gente eu incomodo, pois sei.
Mas também por muita gente, já eu passei,
que muito me incomodaram tanto a mim.
Mas não é por isso que eu incomodo assim.

Antes eu faço isso, porque nas minhas entranhas,
há uma lei, que me faz não ter de falar, vergonhas.
Isso faço eu, para os outros eu muito edificar.
Neste tempo em que há tanto, mau julgar.

A lei que me faz tanto eu escrever e falar,
Essa lei me vai naquele dia também julgar.
Ouvi pois povo do mundo, a lei do vosso interior,
mas ao mesmo tempo ouvi também, a lei superior.

Pois assim deveis vós sempre isso fazer,
para que possais em vós muito ter,
Uma lei de toda a verdade,
e ensinar o povo a ter sempre liberdade!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Coração

Bate coração no meu peito forte,
e sente a vida, que em mim há.
Vai fala com a minha alma, cá,
diz-lhe, que nós vencemos a morte.

Sim conta-lhe isso, e diz-lhe,
que tudo está bem, sim.
Que há um caminho lindo, enfim,
por entre as estrelas, conta-lhe.

Fala-lhe do hino do universo, tocado,
quando o Grande Espírito, iniciou, tudo,
nos seis dias, em que a vida, apareceu.

E a sublime criação, sentia a união ,
naquele gesto da do logos ação.
Em que o amor ao universo se deu!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Parkinson

Parkinson é teu nome!
Doença que vieste a mim.
Aí eu não sei como...
Apareceste neste ser assim!

Mas fica sabendo,
Que tu e o tremer,
Não estão em mim, acção tendo,
Para da morte enfim, medo ter!

Pois a vida que tenho,
É o próprio Deus,
Que é total vida e eterno.

E diante dele,
Treme esse agitar teu...
Pois todo Poderoso é ele!...

Inserida por Helder-DUARTE

A chama

⁠Sinto o espírito de Deus em mim,
Por isso estou eu assim...
Alegre para escrever o que tenho,
Para te transmitir isso, eu faço empenho
Falo de Deus que é muito bom,
o Senhor, que nos ama e acalma.
E por nós é o nosso dom,
da eterna e linda chama!
Que é tua sim também,
continua a segurá-la
na tua mão, bem!..

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Inferno

Paixão infame, tenho eu em mim, como todos os humanos,
não sou mais santo, que outros e que todos os homens.
Sinto o calor da volúpia, dos meus tormentosos enganos,
que levam aos actos, de todas e muitas arrogantes desordens.

Meu corpo é um poço de águas quentes, nesta ação de viver,
em que a consciência me sanciona, por este fogo eu ter.
Sossega, alma minha nesta infernal e ardente paixão.
Demónios me tentam, quem me livrará desta situação?

Cessa já paixão desumana e mentirosa, nesse teu agir!
Espírito do céu me envolve no teu manso vento...
A este calor com a tua água, me faz resistir!


Antes que vá ao inferno, me ajuda a não lá entrar!
Antes que venha a noite e venha a sentir tormento,
me salva, ó Deus neste meu muito já clamar!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Me Mataram


QUE TENS TU CONTRA MIM,
Oh cidade de Lamego?
Que me odiaste assim!
Afinal havia razão para ter medo!

ELES E TU VENCERAM,
Mas eu perdi...
Sonhos meus já acabaram!
E minha luta não venci...

E AQUI VOU EU,
Como quem morreu...
A caminho de Viseu...

DEPOIS VOU MAIS PARA SUL,
Afastando-me do ar teu,
Morrendo sem encontrar o que já não procuro...

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Fanático


E olhei à minha volta e para mim.
Mas que vi para escrever enfim?!
Sobre assunto outro aqui.
No mundo e no ser, nada encontrei de valor em si.

Para outros, fanático sou.
Porque de Deus escrevo.
Mas ele, tudo originou.
Assunto outro, a tanto não me atrevo.

Porque ele é o verdadeiro.
O primeiro...
O de tudo herdeiro.

Por isso d´ele falo...
Jamais, meu ser calo...
Porque ai vem ele, num branco cavalo!...

(ÚLTIMOS CAPÍTULOS DE APOCALIPSE DO APÓSTOLO SÃO JOÃO...)


HELDER DUARTE (... QUE EM TEMPOS FOI PASTOR EVANGÉLICO NA CIDADE DE LAMEGO...)

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Montes

Elevo os meus olhos, para os altos montes,
que estão diante de mim, são mesmo tantos!
Mas quem é que me dará o seu socorro?
O meu socorro vem do Senhor, a quem recorro!

Ele criou os céus e a terra, não vacilará o teu pé,
Deus te guarda sempre, ele nunca está dormindo!
Certamente está sempre acordado e de todo em pé!
Não dormitará o guarda de Israel está sempre agindo!

O Senhor é quem te guarda, ele é o teu protector.
Dá-te protecção totalmente de todo o teu lado direito!
Nem sol nem lua, será de alguma maneira o teu agressor!

O Senhor guardará teu ser, de tudo o que é de mal!
A tua alma como o teu corpo, não terá o mal efeito!
O Senhor te levará e te conduzirá ao tempo eternal!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Paz

Canto o que me vai na alma, com força tanta,
este meu cântico, de paz, qu' em mim desponta,
canto ao Deus todo poderoso, que tanto me ama!
E que por ti, há tanto que sempre te chama!


Glória a Deus o Santo dos Santos, o Senhor, bom,
misericordioso, cuja benignidade dura para sempre!
Seja ele exaltado, ainda e sempre, para além do tempo!
Ele é eterno e nos ama! E veio ao mundo em santo dom!


Adorai-o homens bons e maus, neste tempo, de louvor,
dizei--lhe que o muito amais, a ele de todo o glorificaí!
Seu nome às nações do mundo, já o muito levai!



Seu nome poderoso, já vida eterna ele vos deu!
Seu nome é Jesus Cristo o rei e grande Senhor!
Que no céu na terra e em toda a parte, já venceu!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Eu Sou



Eis que cedo venho! Bem-aventurado,
o que tem por mim, tanto sempre esperado.
E aquele que estas palavras sempre guarda.
Pois são profecia, uma profecia dada...


A minha recompensa está comigo...
Para dar a cada um conforme a sua obra.
Eu sou o Alfa e também o Omega!...
Feliz aquele que é meu amigo...


Eu sou o primeiro e o de todos último.
O Princípio, mas também o de tudo Fim.
Eu sou o Senhor, eu que já uma vez vim.


Eu, Jesus Cristo sou Deus o único!
Certamente cedo venho ao mundo.
Eu sou o que do bem, jamais mudo!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Onde Vou?

Onde vou eu? Neste meu caminhar em solidão!
Caminho só mesmo! Só eu em mim próprio!
Caminhando assim, estou continuando a ação...
de lutar neste mundo mesmo inóspito.

Assim estando só, sem ninguém a me ajudar,
creio que alcançarei, por entre todos os elementos
na minha rota, algum que me tire descontentamentos.
Algum que me dê o seu sempre amar...

No fundo é isso que eu tanto quero,
mesmo estando sempre só!
Pelo o amor eu sempre espero!

Talvez encontre algum também só!
Até que a solidão tenha então fim!
Isso eu faço agora assim!

Inserida por Helder-DUARTE