Textos que Falam sobre Mim

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Porque Eu Te Amo?


Eu te amo porque teu sorriso
acalma o caos que existe em mim,
porque tua voz tem o dom
de transformar dias comuns em eternidade.
Eu te amo porque você fica
mesmo quando tudo parece difícil,
porque teu abraço é casa,
é abrigo, é silêncio que entende.
Eu te amo pelos detalhes:
o jeito de olhar, de cuidar, de sentir,
pelas palavras que não diz,
mas que seu coração sempre mostra.
Eu te amo porque com você
aprendi que amar é escolher todos os dias,
é segurar a mão nas tempestades
e sorrir junto depois da chuva.
E se alguém me perguntar o motivo,
eu só direi a verdade mais simples:
eu te amo porque é você,
e isso sempre será suficiente.

Inserida por thiago_rockyzize

⁠IDAS E VINDAS :'(

Parte de mim está indo embora,
mas não ache que é para sempre.
Se eu fui, tenho meus motivos
e acredite, não foram poucos.
Hoje o céu está cinza e o vento forte,
tem cheiro de sociedade extinta.

Esse som vem dos corvos,
voando na claridade.
Neles, eu prevejo o fim da humanidade.
Porém, hoje preciso ir.
E não assistirei os desastres
que vão acontecer por aqui.

A partir de hoje,
são ventos novos, mundos novos.
Os corvos abrem meus olhos,
voam entre mim.
A maturidade substituiu as dores.
O caos vai ter fim.

Uma luz no fim do túnel,
esperança de um dia incrível.
O meu novo eu vai surgir,
agora sim, só pertenço a mim.
Hoje, o céu ganha um novo querubim.
Tempos de glória.
Adeus, sociedade escória.

Inserida por davilimagunther



Enquanto andava pelas ruas cinzas da cidade, as pessoas passavam por mim como se fossem flechas, rápidas e implacáveis. Seus rostos eram borrões, expressões perdidas no turbilhão do dia a dia. Eu, porém, estava em outra dimensão. Não era uma dimensão fantasiosa, com dragões ou castelos flutuantes, mas um espaço interno, silencioso e profundo, onde meus pensamentos vagavam livres, descolados da realidade imediata.

O ritmo frenético da cidade, o barulho constante dos carros e o apito distante de uma sirene, eram apenas um murmúrio distante, um fundo sonoro para a sinfonia silenciosa da minha mente. Recordações, sonhos, planos futuros – tudo se misturava em um fluxo contínuo, um rio de consciência que me carregava para longe do asfalto e das pessoas-flecha.

Vi uma mulher com um casaco vermelho vibrante, uma mancha de cor em meio à monotonia cinza. Por um instante, nossa visão se cruzou. Ela não era uma flecha, mas um ponto de luz, um pequeno desvio no fluxo constante. Senti uma pontada de conexão, um breve momento de humanidade compartilhada, antes que ela desaparecesse na multidão, voltando a ser mais uma flecha no fluxo.

Continuei andando, absorto em meus pensamentos, até chegar a um pequeno parque. Ali, o ritmo desacelerou. As pessoas caminhavam mais lentamente, algumas sentadas em bancos, outras alimentando os pombos. Ainda sentia a distância, a sensação de estar em outra dimensão, mas a cidade parecia menos ameaçadora, menos frenética. O parque era uma ilha de calma em meio ao caos.

Sentei-me em um banco, observando as folhas caírem das árvores. A cidade das flechas ainda estava lá, ao meu redor, mas dentro de mim, a outra dimensão permanecia, um refúgio tranquilo em meio à agitação do mundo exterior. E, naquele momento, percebi que talvez essa fosse a única maneira de sobreviver à cidade das flechas: mantendo um pedaço de mim em outra dimensão, um lugar onde a paz podia existir, mesmo que apenas dentro de mim.

Inserida por eliette_ribeiro

⁠Sem forças para aguentar o peso da sua frustração e distância se respingando em mim. Delegar suas obrigações psicológicas a quem você nunca buscou saber se já estava quase no limite ou nele, jamais servirá como ocultação da culpa que você carregará de sua ausência.

Vonucci, Mark 2023.

Inserida por Markvonucci

Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá
o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar.
É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita
sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia.
É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha
se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo.
Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor
de ser, se perder e continuar ser.
Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte
que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco
desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer.
Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito
pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e
não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio,
de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da
possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão

Inserida por ricardovbarradas

Para mim.


Mais importante que um corpo,
É o movimento
Melhor que uma maquiagem,
São minhas marcas do tempo,
O gesto mais ágil não é a esperteza
E sim o pensamento
Muitos tem espaço de sobra
E se veem como sardinhas enlatadas
Aparência não me incomoda
Mas, uma coisa que sei é que ela muda
Fazer a cabeça não me gera interesse
Cuidar de mim é minha escolha
A natureza canta, tem música, cheiro, texturas
Quem não percebe é cego de nascença
Por falar em música, ah... essa tem algo de divino que nos toca lá no fundo da alma.
Comer e experimentar sabores,
Essa é uma experiência incrível.
Imaginação, uma máquina de ideias.
Sonho real, uma prévia do futuro, ou apenas uma distração grandiosa.


Não deixe de experimentar e tiras suas próprias conclusões sobre a vida e as coisas que requerem um olhar aprimorado.

Inserida por daianearere

⁠Aonde ir, para eu chegar?
Em qual lugar há solução?
Está tão igual assim.
Por favor, cause em mim renovação.

Em minhas veias percorrem algo em teu sentido.
Meu pensamento energiza sua presença,
querendo que tu voltes, antes que o pouco do dia em mim anoiteça.

Ilumine este meu caminho.
Quero ver a vida que vive aqui;
Que de Ti não deverias sair.

Inserida por Cleibson

Desenganado

Existem em diálogos frases estreitas
- Confia em mim – é uma delas
Pesa demais escutá-la.
É perfeccionismo exacerbado
Idolatrando-se altruísta,
Causa de referência execrável.
No máximo, o aceitável,
Seria alguém que pudesse “acreditar”...
Afugentando um pouco o egoísmo.
Abstrair-se dessa persuasão
É eleger-se convicto,
É não deixar-se iludir
Através do mecanismo doloso
Do anti-herói à conquista do apogeu.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Censor

Pergunta sobre mim
Respondo a sua pergunta
Você matuta, reflete
E diz que é mentira.

Você novamente pergunta
Eu respondo
Você especula, pensa
E diz que é mentira.

E aí vai, e pergunta, pergunta
Eu respondo e respondo
Você cisma, pondera
E não acredita.

E você volta a me perguntar
Eu reconsidero, reflexiono
Respondo filosofando
E não sou compreendida.

Você pergunta mais uma vez
Eu sinto que está a julgar
Refuto a indagação
Silencio.

E você pergunta sobre o meu silêncio
Sinto que é para auferir vantagem
Da sua mais nobre arte
Que é a de censurar.

O silêncio e a minha mais aristocrática retribuição
Assim você elucubra a mentira já posta
Em qualquer das respostas
Que irá me sentenciar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

As coisas insuportáveis para mim são:

• Participar de reuniões sem objetivo e intermináveis;
• Assistir palestras sem abertura para questionamentos e debates;
• Entrar no quintal de parente ou amigo e me deparar com o cachorro solto e, ainda ter de ouvir a célebre frase - "não tenha medo, ele não morde";
• Observar pessoas que riem de algo que não tem graça só para ficarem bem no contexto;
• Conversar com alguém que, para ser feliz, depende somente das minhas ideias e ações;
• Ter por perto gente que conhece o meu caráter e só se liga nos meus erros;
• Aceitar pessoas incrédulas diante das minhas verdades e das verdades absolutas;
• Ouvir de alguém que erra, falar que errou, por minha culpa;
• Engolir elogios duvidosos;
• Fitar nos olhos de quem fala e este disfarçar o olhar;
• Ser acusada constantemente de uma atitude não crassa, mas infeliz, que cometi no passado;
• Torna-me para alguém que se dizia amiga, a pior pessoa do mundo, quanto não fingi civilidade;
• Receber telefonemas de quem não tem nada para fazer e, ter de escutar assuntos recursivos e infindáveis;
• Telefonar para essa mesma pessoa que só pode me atender quando está atoa ou sem companhia;
• Ter o amor de uma pessoa desde que eu seja quem ela imagina e não quem sou;
• Aceitar viver a vida dos outros e não poder ser eu mesma.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Canto da insônia

A noite começa a ficar longa
A briga é entre mim e a cama
A máxima está no não pensar
Não, não tem jeito
Tudo emaranha nas lembranças
Vejo Bandeira na tela escura da TV
Leio Florbela tão viva que fica na cabeceira
Escuto Pessoa nas lástimas de Belchior
Numa nuance, na neblina da madrugada
Forma-se a imagem do meu menino
Tão real, tão lindo
Inatingível, se desfaz e morre
Minha face apresenta desgaste
E o dia nasce perfeito.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Cinquenta anos

Sempre estive com o bit ligado
Isto a mim sempre foi dito
Esta analogia não foi um desatino,
Acompanhou a minha anatomia.

A mente a mil estava conectada
A construir a cada momento.
À inércia, só por estar sentada,
De resto, nem melancolia.

Eis que os anos se passaram
O bit de paridade foi interrompido.
Agora me oriento pelo reverso
E o foda-se foi disparado.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Metamorfose

Abriste a caixa de Pandora
E agora, o que será de mim?
Faça algo que acalante esses males
Que me está a consumir.
Puseste-me neste desespero
Nesta desconfiança bombástica
Neste desconforto intolerável.
Sou essa borboleta pequena
De asas incontroláveis
Incerta dos desejos.
Caça-me com a tua rede entomológica
Tira-me dessa dança louca
A viver atrás de uma da lanterna iluminada.
Quero acreditar na luz e não consigo
Ela pode ser a minha maior inimiga
Mesmo assim a sigo
E na armadilha posso cair.
Desafoga-me dessa desconfiança
Sem arrogância
Com palavras de esperança.
Faça de mim os teus desejos
Não disfarce as verdades com lampejos
Para fazer-me acreditar.
Saia do teu invólucro de lagarta
Transforma-te em borboleta
Venha me beijar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Amigo

Amigo, o que queres de mim?
Todas as melhores pedras incrustadas no marfim?
Todas as minhas virtudes?
Quantas cobranças que me faz!
Pergunto ainda:
O que tens para mim?
Somente as loucuras dos seus lamentos?
Nunca esquece as minhas conjecturas?
Mas as suas, nunca haverás de lembrar?
Amigo, esqueço sempre as nossas desavenças,
Perdoo sempre, mas voltas a lesar.
Em cada mau trato, uma pedra se desprende do marfim,
A joia vai perdendo o seu valor
Ficando somente uma nuance
De uma amizade hesitante.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Para mim:
Todo Cláudio tem que ser Antônio
Grande poeta anônimo.
Todo Zé um novo horizonte
Água que brota da fonte.
Toda Eliza rainha Beth
Perturbou é pivete.
Toda espiritualidade, Margarete
Vida dura, interprete.
Todo Xande um grande achado
Amor espelhado.
Toda Iza tem que ter ira
Na pele das crias, casimira.
Todo Luiz, Luizinho
Deus quem leva pra outro ninho.
Toda Maria uma filosofia
Refutem a poesia.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Recidiva

Foge de mim aquela luz que gostaria de continuar a ver
Perco já algumas lembranças, aquelas que jamais imaginei perder
Algumas dores cessaram, sem que me esforçasse para isso
Outras dores aparecem silenciosamente e incomodam
Nada vem do corpo, surgem da animosidade
É o homem em fúria destronado pelo episódio dos seus atos
É o bem perdendo para o mal
Nos pés dos poucos afortunados, a pele do animal
em contraponto, os muitos descalçados
É a impureza da memória do arbítrio à glória
Pautado no desagrado, remanescente da história.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Ah malditos amigos que amam meus inimigos, de mim roubam as esperanças e minhas verdades e as barganham com hipócritas que lhes consomem a alma...Teu anseio a minha desgraça, enquanto eu me deixo enganar, e assim você vai sendo consumido por sua própria concepção de vida e ilusão egocêntrica de que a reciproca de quem planta colhe não é verídica......
nene policia

Inserida por nenepolicia

⁠Agora entendi o porquê de a vida ter se tornado um peso para mim, e em como participar de uma vida que não quero viver. Eu morri aos 16, e quando ressuscitei aos 19, as únicas boas novas que encontrei foram palavras ardilosas, proclamando-me nada mais que culpa. Mas eu já tinha morrido aos 9, quando quem me mantinha neste mundo se fora. Quando meu propósito se esvaeceu e quando minha alma se fragmentou que, em uma ação desesperada, segurou meu cadáver, com medo de perder o que lhe protegia.

Agora arrasto as correntes gélidas desse pesar, com o único objetivo de redenção à vida: alimento vermes com minha carne. Ora, que alma boba e tola. Seria o mesmo que uma árvore dar um machado a um lenhador e, após sua decadência, abraçá-lo, dando-lhe conforto e dizendo-lhe que não foi sua culpa — mas que, ainda assim, ele queimaria a lenha para suas próprias vontades.

Sou instável, em busca de uma redenção confusa e incerta, e muito provavelmente inalcançável. Busco um futuro não palpável, pois o presente já não se torna um presente para minha alma.

Inserida por Gesiel_Modesto

⁠INQUIETAÇÃO
Insisto-me entre a inquietação e o quase extinto.
Quando saio de mim, rumores restauram procura.
Me parto compassado, a estiar anseios, na vigia.
Abro-me em clareiras, soergo esperas, às vezes me avisto.
Enxergo o que entrementes não desbota, na audácia.
Pungidos olhares, fração reflexa, reverbero esquecimento.
Não me apraz desconhecer. Não me entristece distinguir.
Posso imolar finais prescritos, acontecer-me de outro.
Descreio que a finitude nos reserve,
Apenas nada na transcendência de tudo.
Tenho que viver-me como quem se conta,
Alembrado da existência que exprime.

In Poemas para Versar

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Rebrotei de mim sempre que me despi.

Deixei partir, o que não ousou vicejar.

O resto fui eu que em urdidura guardei.

Invadi-me de começos. Posterguei todo fim.

Depois na ardência do tempo, almejei vir a ser.

Foi a sombra que me fez buscar a tecitura da luz.

Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Na Ardência do Tempo

Inserida por carlosdanieldojja