Textos que Descreva a Si Própria
De algum modo pairava acima da própria miopia e da dos outros. O que lhe dava muita liberdade. Às vezes apenas a liberdade de uma incredulidade tranquila. (...)
“Amor sem seleção” representava uma estabilidade ameaçadora: seria permanente, e na certa resultaria num único modo de julgar, e isso era a estabilidade. A estabilidade, já então, significava para ele um perigo: se os outros errassem no primeiro passo da estabilidade, o erro se tornaria permanente, sem a vontade da estabilidade, que é a de uma correção possível. (...)
Aceitara a incerteza, e lidava com os componentes da incerteza com uma concentração de quem examina através das lentes de um microscópio. (...)
Ele conheceu uma das raras formas de estabilidade: a estabilidade do desejo irrealizável. A estabilidade do ideal inatingível. Pela primeira vez, ele, que era um ser votado à moderação, pela primeira vez sentiu-se atraído pelo imoderado: atração pelo extremo impossível. Numa palavra, pelo impossível. E pela primeira vez teve então amor pela paixão.
E foi como se a miopia passasse e ele visse claramente o mundo. Talvez tenha sido a partir de então que pegou um hábito para o resto da vida: cada vez que a confusão aumentava e ele enxergava pouco, tirava os óculos sob o pretexto de limpá-los e, sem óculos, fitava o interlocutor com uma fixidez reverberada de cego.
Prefiro a mesa daquele que conhece a própria queda àquela em que a santidade é apenas uma máscara bem ajustada. Jesus não se afastou dos pecadores por serem pecadores; aproximou-se deles porque sabiam que precisavam de redenção. O perigo nunca esteve em reconhecer a própria miséria, mas em vestir a própria soberba de santidade.
Bruno Soares
"Não estou aqui neste mundo em favor de salvar minha própria vida porque não sou egocêntrica de pensar somente e mim não importando com os demais. Acredito que não foi pra isso que vim. Mais pra também salvar vidas de muitos. Se pudesse, queria salvar almas do mundo todo. Sei que ao meu ver isso é impossível ser de todos. Mais faça Senhor com que eu seja usada pra salvar o número máximo de pessoas que eu possa conseguir[...] e que sejam muitos... dando-me forças cada vez mais pra seguir adiante até o dia que o Senhor me permitir." Amém
—By Coelhinha
"Assim como alguns ASTROS não tem LUZ PRÓPRIA pois,, depende do sol pra refletir seu brilho que a este, já tem sua própria luz. Não depende nem distância nem circunstância alguma pra OFUSCAR seu brilho. Mais também existem planetas que podem aparecer durante qualquer hora da noite, e seu brilho depende somente da distância e da parcela de sua face que estiver iluminada. Assim também somos nós na presença de Deus. Somos seres sem LUZ PRÓPRIA dependemos de como estamos na distância junto a Ele. Quanto mais perto na presença dEle mas Seu brilho ALUMBRA em nós."
—By Coelhinha
"O ativismo é o pai da justiça própria. Caminho de caim...
O ativismo nos torna mecânicos.
Pessoas se matando pra trazer a cabeça de golias. Davi aprendeu a trazer suas conquistas na presença de Deus, quando ele descobriu que trazer na presença de Saul só trouxe perseguição.
Por um alto preço fostes comprados, não vos torneis escravo de homens.
Lembra da história do trabalhador da última hora? O que interessa não é o quanto você fez, mas o quanto você obedeceu."
Pense nisso...
—By Coelhinha
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
Há um horizonte para contemplar,
A vida possui uma ciência própria,
Reluz um brilho que poucos sabem explicar,
Reina um sentimento aqui dentro, não hei de publicar,
Ying-yang não definem a sua trajetória,
- [mística com incomparável história.
Carregas um charme de me fazer suspirar,
Alma mansa de pacificar o tempo,
Reverberação, fruição do bom sentimento
E revelação do amor em carne e músculo,
Lindo crepúsculo, doce de tanto me amar,
Orvalho de amor, coração do tamanho do mar,
Sinto a sua presença no meu coração,
- [anjo por missão, guerreiro por predestinação.
Hei de ganhar o teu corpo, o teu coração,
E bem mais do que os teus instantes,
Reinarei bem mais do que um corriqueiro romance,
Bem sabes e o quanto esse coração bate por ti alucinante,
E que ele escreve versos para te atingir de forma fulminante,
Revisito cada palavra tua, todas as tuas palavras empolgantes,
Tenho impresso no meu corpo mil poemas extasiantes,
-[nunca pensei que fosse desejar alguém
Dono de uma personalidade tão intrigante...
O tempo cria a sua própria margem,
Ele constrói a sua própria ponte,
E concede ao amor a gentil passagem,
Colocando os destinos em ciranda,
E fazendo rimas com perfume de lavanda.
Na regente sinfonia, no ápice do amor,
E no pico da extâse - não me deixes,
Porque esse prazer não pode passar
- em branco -
[ele deve ser vivido nas fendas],
E saboreado nas [boas entrelinhas]...
Deixa-me escrever sobre nós em teu
Corpo, e não se pônha em fuga!...
Quero ser tocata na boa ré [maior],
E não me faço de rogada se como presa
Eu for executada em ré [menor]!...
O teu olhar rapino encontrou a vítima
perfeita [em pleno desamparo],
Talvez eu não alcance as vielas estreitas
Do teu coração [altar oculto],
Derramada diante dos teu olhos escuros,
Faço de tudo e desfaço-me de tudo,
Arrisco-me nesses versos vadios
Para um dia ser tua - e serva desse amor,
Despudorado que é o dono desses versos desnudos.
Na trilha da perfeição tentando ser todo o dia a própria superação afastando-se daquilo que desvia das autorrecomendações, de tudo que afasta da brandura, do diálogo e de pensar com qualidade a existência como ser social, é a trilha que colocará cada um de nós no eixo deste século confuso.
A busca constante por reconhecimento e aprovação quase sempre nos oferta situações perigosas num mundo onde poucos pensam no amanhã e valorizam verdadeiramente o próximo, e tem emergido em todas as frentes e impedido pensar de forma tranquila e altruísta para buscar soluções efetivas para tudo o quê nos aflige.
Observar, ouvir e refletir é o tríduo que quase todos se esquecem e acabam se deixando sugestionar pelo cômodo da ocasião que quase sempre coloca cada um de nós em situações que não ofertam paz e segurança, e que exigem que cada um se afaste delas.
Onde a Lua, Júpiter
e a graça da Aurora
dançam no Universo,
De minha mão própria
eu confesso que quero
na vida só o teu amor;
E sem temer pestes,
guerras ou temporais
sem possuir nada,
sem data e hora marcadas,
No meu canto quieto
é que eu te espero,
até tolerando o intolerável;
Porque nós sabemos
que é questão de tempo,
a História e o mundo nossos.
Como é difícil povos se alinharem num foco em proteção ao humanismo necessário a própria coexistência, concomitante a esta pandemia percebo que o banquete de egos avança sendo o mais mortífero veneno da nossa própria existência. Não sei onde vamos parar.
A tenacidade, a tolerância, a bondade, a misericórdia e o perdão devem ser exercitados em situações extremas por mais exigentes que sejam para ser colocados em prática em nome de uma vida respirável e de um convívio suportável.
Chegamos nos extremos dos extremos porque esquecemos de cultivar o exercício de tais valores, mas mesmo diante das dificuldades não podemos desistir de tornar a vida melhor e superar os desafios.
Por todos os cantos
deste continente
ecoam a intermitente
máxima que pior
que a própria
pena de prisão
é o esquecimento
daquele que foi
preso por querer
libertar a Pátria.
Olha, preste atenção!
Quem diz ser fiel
ao lema de Zaraza
não deve abandonar
o companheiro
de tropa nas mãos
do judicial tormento
e a convalescença
dele nas mãos do tempo.
Vem, ainda é tempo!
Os falecidos merecem
honra e memória,
mas não se deve
deixar aqueles que
ficaram em estado
de abandono,
não dá para fingir
que a privação não
existe e que há
falta de assistência
onde nada há.
Porque quem se diz
leal sempre,
Tem o dever de ser
traidor nunca,
E nem de ser na vida
um ser humano
pela metade
e nem abandonar
na estrada do destino
quem partilhava
do mesmo caminho.
Tem a poesia própria
A exaustão do povo
Buscando uma solução.
Sem resposta insisto,
Continuo escrevendo
Para saber de você.
Tem a poesia própria
O mau líder que os alucina,
Estabelecida a tal covardia.
Sem notícias persisto,
Continuo escrevendo
Para saber aonde está você.
Tem a poesia retrógrada,
A eleição imposta,
Para mandar o sonho embora.
Quero saber
Se você está inteiro e vivo,
Pois já é passada a hora...
Quando se abdica
Da própria vida
Em prol da Pátria,
As cobranças são
Bem mais duras
Do que o costume,
Me dou com toda
A mística a minha
Voz aos leais,
Porque soldados
Para os tiranos
Não são humanos,
E só servem
Para serviçais.
A voz da tropa
Elevada contra
A tirania sempre
É mais perseguida
Do que as demais,
Porque quem se
Dá ao povo de peito
Aberto sempre acaba
Sofrendo bem mais.
Bicentenário Soberano
Da herança da própria
imagem renunciada,
Em mim está viva
e vibrante a fibra
de Maria Quitéria.
Do chacoalhar
das ervas e do brio,
Maria Felipa em meu
peito vive e o medo
do futuro rejeito.
Do enfrentamento
e coragem sou a filha
de Catarina Paraguaçú
que nada na vida
detém ou intimida.
Do martírio santo
de Joana Angélica
sem pranto vivo
a prova de cada
desafio que é oferecido.
Só sei que eu sou
a poesia daquelas
que deram tudo
de si para que
o país chegasse até aqui.
Deste Bicentenário
como a poetisa dos invisíveis
deixo o meu marco
o apego inabalável
pela nossa Soberania.
E cada fagulha etérea
da minh'alma patriota
que mantém alimentada
a almenara inapagável
do imenso amor pelo Brasil
sublime e inquebrantável.
A Independência de uma
Nação é uma aliança que
deve ser sempre renovada
com a sua própria História.
Por isso peço encontro,
diálogo e reconciliação
com o General e toda a tropa.
A Independência de uma
Nação pelo mundo
afora sempre deixa alguma
questão pendente
ou até mesmo implícitas
mais de uma que pedem
união cívico-militar
sempre que for preciso.
Jamais país algum deve
desistir de proteger e até
mesmo deixar de reinvindicar
por aquilo que o pertence:
A recuperação
do Esequibo Venezuelano
deve ser tratado
com interesse realmente.
Com o Pai-do-Mato
caminho lado a lado,
da Criação Divina
ele cuida como se
fosse a própria filha,
E por ele também
me sinto protegida.
Com o Pai-do-Mato
caminho por onde
nunca ninguém
antes tinha imaginado,
Ele me livra inclusive
do teu mau olhado.
(O Pai-do-Mato é lançador,
dos arbustos é sacudidor
e da consciência alheia
que acha bonito andar
no meio da Natureza
insistindo fazer malvadeza).
Todos os dias você
tem me colocado dentro
do seu coração
superando a própria razão,
A viola de fandango
traduz esta crescente paixão
e imparável sensação
de flutuação quando
você vê qualquer sinal meu,
O adufe e a rabeca são
testemunhas do teu charme
dançando este Fandango Caiçara
no tablado e que por mim
você está apaixonado,
Você não quer que eu faça
par com mais ninguém,
e só de me ver dançando
com outro você fica inquietado.
Observando como a Natureza manifesta a própria
[escrita da poesia assêmica],
escrevo igualmente a minha
mesmo que não encontre
a compreensão alheia,
e não me importo que seja
chamada de prepotência.
Morando na cidade de Rodeio
onde o Médio Vale do Itajaí
com o seu próprio tempo
também dá continuidade
a leitura da poesia assêmica
a todos que sabem ler
com jeito e sensibilidade.
A escrita da poesia assêmica
do Pico do Montanhão
nesta tarde de terça-feira,
leio com os olhos do coração
ela sendo iluminada pelo Sol,
poder ler o quê eu leio
nesta leitura mística cotidiana
é o quê me entretenho.
A poesia escrita assêmica
também é escrita pela nobreza
do Rio Itajaí-Açu com todos
os espaços, contornos, cheias
e até com a própria seca
para acenar que é preciso
ler quando ele manda recados.
Há poesia escrita assêmica
entre nós quando falamos,
quando calamos, quando
captamos presságios,
quando nos apaixonamos,
por onde nós passamos
e até quando desabafamos.
Há poesia assêmica em mim,
em ti, em tudo e em todos;
sobre quem na vida que
se mascara ou se maqueia,
pode ter certeza que haverá
sempre alguém que leia
a sua oculta poesia assêmica.
A Corvina tem
uma linda pedra
preciosa na cabeça,
E a própria hora
para ser pescada,
Pescar fora de hora
ela não vai te servir
para muita coisa,
Espera a hora certa
não apenas com ela,
Mas em tudo nesta
vida que você deseja
fazer uma boa pescaria,
Ser pescador também
é uma boa maneira
na vida de escrever poesia.
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