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9 de junho de 2024... 21:02




Sonhei com a Suane, prima do meu esposo, já falecida na vida real. Com uma parte do rosto toda preta, era o lado direito.
Enquanto, ela olhava para mim, eu perguntava á uma mulher se ela já estava internada há um ano e se ela só tinha mais um ano de vida.
Eu comecei a contar sobre meus problemas e de repente ao meu lado, estava meu irmão mais velho, observando eu falar, com um olhar triste, olhando para mim.
Então, acordei...




PS: EM 28 DE JULHO DE 2024,TIVE UM COLAPSO SÉPTICO, DEVIDO AOS CISTOS HEMORRÁGICOS DO MEU OVÁRIO DIREITO.


28 de julho é aniversário do meu irmão.


Por isso, a presença dele no sonho, com semblante triste.


Eu morreria no dia do seu aniversário.






Sonhos, nunca são coincidências. São avisos.

Há um dia na vida, que a vida vai te pregar peças.... E, você vai precisar ter muita resiliência para não desistir. Por isso, é importante sempre trabalhar a paz mental!! Ela nos salva de coisas absurdas da existência, nos piores momentos dela. Eu sou prova disso!


Morri, e renasci.


Sofrer um colapso séptico e sobreviver, é um milagre.


Passar por uma cirurgia de emergência, e depois mais outra, com sequelas terríveis no corpo, e estar de pé, me faz sentir que sou como um soldado na guerra, lutando até o último homem, mas nunca desistindo.


Restam as dores, mas cá estou eu.


Minha paz interior, está nas alturas!


Obrigada universo por tudo isso. Descobri que sou forte, sem nunca querer ter sido.

ENTREGUE SUA VIDA A DEUS
Lourdes Duarte
Abra seu coração e entregue sua vida nas mãos de Deus. Ele sabe guardar este tesouro. Coloque os momentos de alegrias e tristezas, de carinho e de paz em suas mãos. Agradeça por tudo que acontece na tua vida e pelo que ainda irá acontecer, se confias verdadeiramente no seu amor infinito, não temerás.
Lembre-se: "Deus está cuidando de você, mesmo quando você não vê." Não se desespere. Ele está no controle de todas as situações. Quando pensamos que estamos só, Ele está ao nosso lado. Então, até o impossível encontra o caminho. Confia! Ele nunca chega atrasado: chega no tempo certo!
Só Deus é a paz que o mundo não consegue dar, é o verdadeiro amor e a verdadeira felicidade. "Entregue-se a Ele, confie e siga!" Nada escapa aos seus olhos, nem as suas dores. Creia!
E lembre-se de que você é amado e protegido por Ele. Não importa o que aconteça, Ele está ao seu lado, guiando você em cada passo do caminho.

A salvação é inteiramente fruto do mérito de Deus. Nada em nós poderia gerar perdão, vida ou herança eterna. Estávamos espiritualmente pobres, incapazes de construir qualquer futuro diante de Deus. Ainda assim, por pura graça, Ele abriu as portas da salvação e nos chamou a entrar.


É como uma pessoa extremamente pobre, sem casa, sem herança, sem nome e sem qualquer condição real de mudar a própria história. Um benfeitor, movido apenas por misericórdia, prepara tudo: uma casa sólida, uma família verdadeira, um novo nome e uma herança garantida. Nada disso foi conquistado por ela. Tudo já estava pronto antes mesmo de ela chegar. O que lhe é oferecido não é algo a ser comprado ou merecido, mas simplesmente recebido — e receber, aqui, é aceitar viver daquilo que nunca poderia alcançar por si mesma.
Entrar nessa casa não a transforma em construtora, nem fazer parte dessa família a torna responsável pela herança. Permanecer ali não converte o dom em conquista. Ela apenas passa a viver do que recebeu, sustentada por uma graça que sempre esteve à frente de seus passos.


Assim também é a salvação. Deus é quem planeja, oferece, sustenta e conduz até o fim. Nossa resposta não cria o dom, apenas nos coloca dentro da realidade que Ele já havia preparado. Receber não é conquistar. Conquistar envolve mérito; receber envolve dependência. Por isso, o mérito da salvação nunca será nosso, mas sempre, inteiramente, de Deus.

Muitas vezes, a fé cristã é entendida apenas como salvação pessoal e mudança de vida individual. Embora isso seja verdadeiro e essencial, o Novo Testamento apresenta uma realidade maior: Deus não está apenas salvando pessoas isoladas, mas estabelecendo o seu Reino na história.


É por isso que a mensagem central de Jesus não foi simplesmente “salvação”, mas o Reino de Deus. Desde o início do seu ministério, Ele proclama: “Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo” (Mateus 4:17). Em Lucas 4:43, o próprio Jesus afirma que foi enviado para anunciar o Reino. Isso mostra que o Reino não é um tema secundário, mas o centro da sua missão.


Ao longo dos evangelhos, Jesus ensina constantemente sobre o Reino por meio de parábolas, mostrando como ele cresce, transforma e alcança pessoas. Seus milagres também revelam essa realidade: ao curar enfermos, expulsar demônios e restaurar vidas, Ele demonstra que o governo de Deus já está em ação, vencendo o mal e trazendo restauração.


Dentro dessa perspectiva, a salvação é a porta de entrada para o Reino. Jesus ensina que é necessário nascer de novo para ver e entrar no Reino de Deus (João 3:3-5). Paulo complementa dizendo que fomos libertos do domínio das trevas e transportados para o Reino do Filho (Colossenses 1:13). Ou seja, ser salvo é passar a viver sob o senhorio de Cristo.


Por fim, o Novo Testamento aponta para a consumação desse Reino. Ele já começou, mas ainda não foi plenamente revelado. Haverá um dia em que “o reino do mundo se tornará de nosso Senhor e do seu Cristo” (Apocalipse 11:15). Até lá, a igreja vive entre o “já” e o “ainda não”, sendo chamada a refletir esse Reino no presente.


Assim, o Reino de Deus é o fio que une toda a mensagem do Novo Testamento: a pregação de Jesus, a experiência da salvação, a vida da igreja e a esperança futura. Compreender isso é entender que Deus não está apenas nos salvando, mas nos chamando a viver, desde agora, sob o seu governo.

“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.

Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.

Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.

Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.

Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.

“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.

E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”

Eu vim da Escuridão, conheci o fundo do poço e não foi por escolha minha ,foi porque a vida foi madrasta para comigo ..
Têm dias que tb choro ,que tb sofro e a alma Sangra ,mas não coloco meu fardo nas costas de ninguém..
Sou a melhor pessoa do Mundo para quem me merece ,e para não me tornar a Pior pessoa protego minha indetidade me afastado de quem me fere !
Aprendi que o desapego e a Solidão me são muito mais favoráveis!
Mary Gonçallves

Que o sentimento flua
Que seja para a vida
Que meus olhos nunca
Se percam dos teus
Que eu possa sentir o bater
Do coração sempre
Que te ver chegar
Desde o primeiro dia
Eu senti que estava destinado
Unirmos nossas vidas
Senti que já te conhecia
Que a minha alma já te pertencia…
Que seja sim para a vida
Sem medos, sem atropelos
Aqui pensado em ti.
Eu te sinto, sinto o calor do teu abraço
O fogo do teu beijo...
Não é um sentir
De querer acreditar..
É um forte sentir uma voz que me diz
Que nosso Amor veio para ficar!

A vida tem esse jeito silencioso de continuar. Ela não pede grandes acontecimentos, nem anuncia sua beleza em voz alta. Ela persiste no que é pequeno: no cuidado discreto, no gesto que quase passa despercebido, na rotina que, mesmo simples, sustenta tudo.


É naquele instante quieto do dia — quando o tempo desacelera, o café ainda exala seu calor e o peito encontra um respiro — que a gente percebe: existe paz, mesmo que breve. E às vezes, isso basta.


Crescemos acreditando que a felicidade precisa ser grandiosa, visível, quase extraordinária. Como se ela só existisse nos grandes marcos da vida. Mas, com o tempo, algo muda. A gente começa a entender que esses momentos intensos são raros — e que o que eles trazem muitas vezes é euforia, celebração… não exatamente felicidade.


A felicidade, talvez, seja outra coisa. Mais sutil. Mais constante. Ela se esconde nos intervalos, nas pausas, nos detalhes que não fazem alarde. Está no cotidiano que segue, no simples que permanece, no que continua mesmo quando tudo parece difícil.


Ser feliz nem sempre é natural — às vezes é decisão. É insistir, mesmo cansado. É dar um passo leve quando tudo pesa. É acreditar, todos os dias, que ainda há beleza possível, mesmo em meio às imperfeições da vida.


Existe coragem em não endurecer. Em continuar sensível num mundo que muitas vezes pede o contrário. Em escolher sentir por inteiro, sem aceitar metades — nem de sentimentos, nem de afeto, nem de presença. É abrir espaço apenas para o que é verdadeiro, para o que encontra morada inteira dentro de nós.


E junto disso, cultivar esperança. Não aquela distante e grandiosa, mas a que nasce nas coisas simples: no cheiro de um café feito com calma, num abraço sincero, numa risada inesperada. É acreditar que o amor, mesmo discreto e imperfeito, ainda encontra caminhos para florescer.


Sonhar grande continua sendo bonito. Mas talvez o segredo esteja em não esquecer que a vida acontece, de verdade, nas pequenas coisas. Permitir-se ser feliz é justamente isso: acolher o que é leve, reconhecer o que é bom, mesmo que silencioso.


Porque existe uma força rara em quem escolhe viver com o coração aberto — leve, mas inteiro. Esta força que me abastece para seguir em frente e ser feliz.

SOBRE O LIVRO: CIDADE NO ALÉM - ANDRÉ LUÍZ/ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
E A CONTINUIDADE DA VIDA ESPIRITUAL. PARTE I.
Cidade no Além: apresentado como introdução à obra mediúnica atribuída ao Espírito André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier em 17 de junho de 1983, constitui uma reflexão doutrinária de grande densidade filosófica dentro do corpo literário do espiritismo cristão. Trata se de uma exposição que busca interpretar, sob a ótica da continuidade da vida, o significado das comunidades espirituais descritas em Nosso Lar.
O autor espiritual inicia suas anotações reconhecendo o esforço de um colaborador espiritual denominado Lucius para transmitir aos encarnados alguns aspectos da colônia espiritual conhecida como Nosso Lar. Essa cidade espiritual é apresentada como um núcleo de trabalho, reeducação e organização social destinado aos espíritos que se libertaram do corpo físico, mas que ainda necessitam de reajuste moral e intelectual. A mediunidade de Heigorina Cunha, residente em Sacramento no estado de Minas Gerais, é mencionada como instrumento dessa comunicação espiritual, demonstrando o papel da mediunidade como ponte entre os dois planos da existência.

Morrendo

A vida só tem valor, se formos morrendo todos os dias um bocadinho. Em cada momento da nossa vida, ao sofrermos sempre um pouquinho, vemo-nos preparando, para estar no outro lado ( A eternidade)! Para estar lá, não podemos ir de repente, como que já estivéssemos preparados para lá estar. É preciso ir aprendendo a lá entrar. E começamos a aprender, quando entregamos a nossa alma ao nosso criador. Apartir daí é ir sofrendo sempre pela fé; cada momento de sofrimento é uma pequena morte!

Estas mortes, nos vão ensinando a entrar, na outra vida. Lá não podemos estar com uma natureza deste mundo, seja com este corpo, seja com uma alma impura. É preciso ir lavando o nosso ser, com o espírito de Deus. Ele nos deu o exemplo, ao vir a este mundo e depois morrer e ressuscitar, para nossa justificação. Assim como ele fez, devemos, nós fazer; aos poucos ir crescendo espiritualmente, através de sofrimentos, até ao dia em que de vez nos vamos encontrar com ele!

Na indústria, um equipamento que não se atualiza torna-se um gargalo de produção. Mas, na vida, a pressa pela atualização constante muitas vezes descarta o que é estrutural.

Não confunda 'versão nova' com 'eficiência real'. O mundo tenta nos convencer de que a nossa experiência é um hardware ultrapassado, mas se esquece de que as leis da física — e as leis de 'gente' — não mudam com o último software.

A verdadeira maestria não está em correr atrás de cada nova ferramenta, mas em garantir que a sua unidade de processamento central (o caráter) mantenha a integridade.

Ser moderno é opcional; ser íntegro é o que mantém o sistema operando quando a energia de todos os outros acaba.

Não se descarte. O que eles chamam de 'velho', o mercado de alta performance chama de 'testado sob estresse'.

O PODER DE DEUS, NOS DETALHES DA VIDA


Seja engrandecido, ó Deus, para conosco.
Faze resplandecer sobre nós o teu rosto.


Louvem-te os povos, ó Deus,
Louvem-no todas as nações.
Seja engrandecido acima nos céus e em nossos corações.
Louvem-te os povos, ó Deus,
Louvem-no todas as nações.
Seja engrandecido acima nos céus e em nossos corações.


A terra dá o seu fruto quando o Senhor faz chover.
Em cada detalhe, a vida revela o seu poder.


Louvem-te os povos, ó Deus,
Louvem-no todas as nações.
Seja engrandecido acima nos céus e em nossos corações.
Louvem-te os povos, ó Deus,
Louvem-no todas as nações.
Seja engrandecido acima nos céus e em nossos corações.


Cícero Marcos

A identidade espiritual cristã:
🕊️ Eleição segundo a presciência de Deus Pai.
🔥 Vida em santificação do Espírito Santo.
✝️ Obediência e fé na aspersão do sangue de Jesus Cristo.
💧 Batismo nas águas, como testemunho público da fé.
🙏 Vida de oração diária, em comunhão constante com Deus.
📖 Referências: 1Pe 1:2; Mt 28:19; Rm 6:3–4; At 2:42

A POBREZA HEREDITÁRIA QUE MOLDA A SUA VIDA

Existe um peso silencioso que muitas pessoas carregam sem nomear. A pobreza. Não como uma fase pontual, mas como uma herança. Algo que atravessa gerações, molda escolhas, limita horizontes e ainda assim é tratada como falha individual. Você, homem ou mulher, em algum momento já sentiu essa culpa disfarçada de responsabilidade excessiva. Como se bastasse querer mais, trabalhar mais, tentar mais, para sair de um lugar estruturalmente desigual.
A pobreza não é um fracasso pessoal. Ela é um fenômeno histórico, social e familiar que se repete porque cria ambientes onde as opções são reduzidas desde cedo. Você não começa do zero. Começa do menos. E isso muda tudo. Muda o tempo que você leva para aprender, as oportunidades que aparecem, a margem de erro que você pode ter sem ser destruído ou destruída.
Quando alguém diz que basta esforço, ignora o custo invisível de crescer sem rede de apoio. Ignora o cansaço acumulado de quem precisa resolver o presente antes de pensar no futuro. Ignora que errar para quem tem pouco custa muito mais. Um erro financeiro, uma escolha profissional mal informada, uma doença, uma crise familiar podem empurrar você anos para trás.
A narrativa do mérito absoluto é confortável para quem recebeu reforços. Educação estável, apoio emocional, referências, tempo para errar, incentivo para tentar de novo. Quando esses elementos não existem, o esforço sozinho vira uma corda curta. Você puxa, mas não alcança o outro lado com facilidade.
Isso não significa que sair da pobreza seja impossível. Significa que é raro. E quando acontece, costuma envolver algo além da força de vontade. Um encontro, uma oportunidade específica, um acesso inesperado, alguém que estendeu a mão, uma política pública, uma mudança estrutural. Reconhecer isso não tira o mérito de quem consegue. Tira a culpa de quem ainda não conseguiu.
A pobreza também molda a mente. Cria urgência constante. Você aprende a resolver o agora, não a planejar o depois. Aprende a sobreviver, não a expandir. Isso não é falta de visão. É adaptação. O problema surge quando essa adaptação é julgada como limitação moral.
Você não escolheu nascer onde nasceu. Não escolheu o nível de instrução da família, o bairro, a escola, as referências. Essas condições iniciais influenciam diretamente o quanto de energia sobra para sonhar, arriscar e persistir. Dizer que tudo depende apenas de esforço é ignorar a realidade concreta da vida.
A pobreza atravessa gerações porque se reproduz no cotidiano. Na necessidade de trabalhar cedo. Na interrupção de estudos. Na normalização do cansaço extremo. Na falta de tempo para errar com segurança. Cada geração herda não apenas menos recursos, mas mais responsabilidades.
E ainda assim, você é cobrado e cobrada como se tivesse recebido o mesmo ponto de partida que todos. Essa cobrança cria vergonha, e a vergonha paralisa. Ela faz você acreditar que não merece querer mais, que sonhar é ingenuidade, que tentar é perda de tempo. Esse é um dos danos mais profundos da pobreza. Não é só material. É simbólico.
Reconhecer isso não é se vitimizar. É se localizar. É entender o terreno em que você pisa antes de se culpar por não correr mais rápido. Quando você entende o contexto, pode buscar estratégias mais realistas. Pode valorizar pequenos avanços. Pode procurar reforços externos sem sentir que está trapaceando.
Esforço importa. Mas ele não opera no vazio. Ele precisa de estrutura, de tempo, de margem para erro. Sem isso, o esforço vira exaustão crônica. E exaustão não liberta ninguém.
Você não é menos capaz por ainda estar onde está. Você está operando dentro de um sistema que exige mais de você para entregar menos. Isso não define seu valor. Define a dificuldade do caminho.
Sair de uma hereditariedade de pobreza exige mais do que vontade. Exige acesso. Exige suporte. Exige rupturas que nem sempre estão sob controle individual. Entender isso devolve dignidade. E dignidade é o primeiro passo para qualquer transformação real.
Você não precisa carregar a culpa de um sistema inteiro nas costas. Pode carregar apenas a responsabilidade possível, aquela que cabe dentro da sua realidade atual. O resto não é fracasso. É contexto.
E quando você para de se tratar como defeituoso ou defeituosa por não ter vencido uma corrida desigual, algo muda. Você passa a se mover com mais consciência e menos vergonha. E isso, embora não resolva tudo, já rompe um ciclo silencioso.
A pobreza não define quem você é. Ela explica parte do que você enfrenta. E entender essa diferença é um ato profundo de lucidez e respeito consigo mesmo e consigo mesma.

A vida não é um sopro.
É a chama.
O sopro é a efemeridade entre a vida e a morte.
Mantenha esta chama acesa, mesmo que "muitos" tentem apagá-la.
Só Deus é início, meio e fim.
Então, vamos aproveitar
o "meio", porque o fim é a incógnita imbatível e indubitável que temos no presente.

"Crescimento Pessoal"


Motivos ou momentos: qual deles você usa?


Na vida existem duas coisas que fazem diferença: motivos e momentos.
Os motivos podem nos manter parados.
Mas os momentos são oportunidades que não voltam.
Quem cresce aprende a não usar motivos como desculpa,
mas a aproveitar os momentos para ressignificar experiências e seguir avançando.
Porque nenhum motivo pode te parar
quando você decide aproveitar os momentos que a vida oferece.


@Suédnaa-Santos.

⁠Vocês já pararam pra analisar que cuidar da própria vida da um trabalho terrível?

Você tem que lembrar: de tomar água, comer fruta, legume, ter tempo de qualidade, cuidar da saúde mental, dar atenção pra tua família, pros amigos, fazer skincare, praticar exercício físico trabalhar, pagar as contas...

Tudo isso dá um TRABALHOOO0!

Por isso tem gente, que prefere cuidar da vida dos outros!

Nômade

A vida passa e o incompreendido chora
Pelas ruas o andarilho some
Intensamente busca o que perdeu
Sem saber que achou.

Nada entenderá sem ser compreendido
Compreendendo se perderá
Nas buscas e buscas exteriores
Como nômade pairando nos cantos do mundo.

O incompreendido chora
À inexistência do palpável
Pela terra escorrem entre os dedos
Os sonhos perdidos pela lembrança...

Travessia

Seja do jeito que for
Colha do jeito que for para colher,
Nos cantos da vida por onde eu caminhar
Mesmo que eu pise nos espinhos que eu encontrar,
Das flores eu hei de lembrar.
Meus pés ardem de tanto caminhar,
As lágrimas vertem rasgando o trajeto
Fazendo-me esquecer da dor.
Lembrar-me-ei dos amores que não tive
Dos amores que quis muito e por medo ignorei-os
Mesmo assim deixei-me amar tanto que doía.
Meus medos e sonhos se misturaram
Com as nuvens que passavam devagar
Como poeira das terras desertas.
Investi contra meu caminho para que ele acordasse
Levando-me para onde eu esquecesse o medo
No trajeto das minhas escolhas
Onde estava meu sonho adormecido.