Textos para Reencontros
Ei Você!
EI você... é você mesmo...Você ai, que a vida se confunde com uma obrigação sem sentido
Cujo o tempo não passa de um domador, do animal feroz preso em teu ser.
Ei você, fugitivo do espelho que reflete suas vontades, rascunho cibernético programado a viver.
Ei você, venha se jogar comigo na escuridão da noite
Beber um drink sem gelo, ouvindo o som das guitarras que ecoam nos túmulos dos poetas mortos.
Vamos fugir no velho carro conversível, deixando o vento afagar nosso rosto cansado e desgastado pelas mascaras usadas
Ei você, vamos soltar a fera que habita em nós, deixá-la quebrar o espelho dos desejos e romper o véu dos sonhos que ficaram para traz....
(Poema inspirado pelo amigo Jim)
Que terno! - disse ele do poema que leu, e logo complementou: é um verdadeiro presente que se dá a quem se gosta...
E o diálogo seguiu em forma de prosa em meus pensamentos, afinal, sempre gostara de escrever:
- Seu moço, posso saber porque "tai" rindo tanto feito "tabacudo"?
- "É mode quê" eu voltei pra ca!
- "Mai comé" que tu fica feliz em voltar pra essa terra infeliz? Aqui "num" tem nada de bom.
- Eu sentia falta do gosto da água e do cheiro de barro. "Oia" pra isso: o pasto cresceu. Tem até flor, aí eu catei uma e dei pra Tôinha.
- E é por causa disso que tu tá tá sorrindo? Tu é doido! Lá na "capitá" tu tem tudo...
- Menino, meu tudo é Tôinha. "Num" adiantava muito não. "Mai" sorte que percebi isso logo e ela ainda me queria. "Num" pude trazer nada de lá... Mas essa flor, sim, essa flor ela gostou. Disse até que vai colocar num vaso. Foi lá na feira comprar.
- Tu é doido! Tu é doido João.
- Eu sou doido de amor! Só se for...
Tôinha colocou a flor no vaso e no cabelo também. Se arrumou, passou perfume que João gosta e o chamou para comer.
- Eu trouxe esse CD de "capiba" da "fêra" pra tu. Ainda gosta?
- Não precisava minha, flor!
Não restou nada do cuscuz com galinha e pão que Tôinha fez. Foi tudo tão inesperado. Mal sabia ela que depois de dois anos e sete meses iria rever João. Nunca, nenhuma vez, se falaram depois que brigaram.
Amor verdadeiro não morre, se materializa numa rosa do sertão, num pedaço de pão, num perfume lembrado, num CD que foi comprado. O amor está num sorriso estampado de quem volta feliz para casa, na certeza de encontrar sua amada.
Um dia, estaremos sentados a mesa de um café, o tempo irá parar e tudo ao redor esmaecer.
Talvez entendamos o porquê.
Eu não quis dizer adeus, mas disse, pois A Deus te entrego, da minha parte prefiro me despedir para sempre, se for preciso, para que jamais me esqueça.
Mas ninguém escapa dos braços do destino, no que aqui chamamos vida. E se for da vontade dos ventos,
Voltaremos no nos encontrar nessa, ou em outras tantas dimensões.
Para que eu te diga, olhando nos teus olhos. Obrigada por ter acreditado em mim.
Não te deixarei em paz, pois a paz é a última das consequências. Não é possível haver vida e paz no mesmo instante.
Eu escolho a vida, porque ela me escolheu. Acreditou em mim, como na flor que nasce no canto de uma terra.
Já está cheio de paz fora do mundo, também não a suportaríamos
Mas saiba, também não me deixarás em paz.
Desejo que tenha chorado como eu chorei
Desejo que nenhuma prova jamais te baste
Desejo que o buraco seja sempre fundo e fundo
Para que a vida não perca a magia, a beleza, o encanto
E possamos respirar com um pouco, de dignidade
Aquele lugar que te disse? Nós estivemos nele, todas as noites, durante todos os dias de nossas vidas.
E continuaremos a visitá-lo, cada vez mais lúcidos.
E quando nos encontramos
Nós saberemos, que sim
Tínhamos razão.
Pega esse pensamento e me encontra nos sonhos,
Seu corpo vai flutuar e formigar como o meu
Não tenha medo
Você verá o lugar que eu vi e saberá
Vai ficar forte,
Largar o que te destrói
Viverá os últimos 20 anos, como um sonho de amor.
Você vai ver as estrelas de perto
Deixa a sua alma voar e abre os olhos
Deixa.
Foi uma triste despedida,
Silenciosa, quase despercebida.
Sem abraços, nem promessas...
Somente um olhar desesperado,
De um coração assustado
Rumo a uma saudade desconhecida.
Foi a mais triste despedida
Daquelas de quem a esperança foge
Certa que não haverão reencontros
Que acalentem a dor da partida.
Sabe aquele momento que o pensamento tomam conta de nossa mente, nos tirando da realidade, e somos levados ao mundo dos nossos sonhos;
é! estive caminhando na estrada da solidão, e te encontrei no percurso dessa estrada, juntos caminhamos em busca da felicidade;
a estrada da felicidade; longa foi a caminhada e no processo da nossa evolução, descobri que a felicidade lá estava em nós;esperei tanto tempo e não percebi que era você; você é a minhafelicidade, me esperando.
pegando-me pela mão, nos sonhos guardados em minha mente, tornaram-se minha realidade.
A alegria transborda em meu coração;e ao reelembrar dos momentos lindo que vivemos.
não sou mais os passos de um presente vivo.
mas lembrança de um passado esquecido. e no cair da noite sou a sua lembrança mais presente.
quero sempre caminhar contigo de mãos dadas, e poder dizer-te que te amo eternamente.
No silêncio do crepúsculo, onde as palavras se encontram e se entrelaçam como fios de luz, ecoam memórias de um amor que transcende o tempo. Ela disse palavras que fluíram como rios límpidos da alma, carregando consigo a promessa de um encontro futuro, onde as feridas do passado encontrariam a cura.
"É muito bonito e profundo, Ítalo... Não quero brigar, nem revisitar o que foi ou o que poderia ter sido. Um dia, nossa conversa final encontrará sua resolução, digna de ser eternizada em seu devido lugar."
Seu tom era um sussurro de esperança, uma melodia de confiança depositada nos fios invisíveis que ainda os uniam. Reconhecia nele um guardião de seu mais puro ser, aquele pedaço de sua essência que resistiu ao tempo e às tormentas da vida. Era a parte de sua inocência e genuidade que permanecia, resguardada nos braços dele.
Ele, por sua vez, respondeu com a serenidade de quem sabe que o tempo é um tecelão paciente de destinos entrelaçados:
"Quando estivermos novamente em comunhão, seremos resgatados ao paraíso."
Suas palavras eram um juramento de retorno à pureza dos sentimentos, à tranquilidade de um paraíso perdido e encontrado novamente nos laços eternos do amor verdadeiro. Assim, entre promessas sussurradas ao vento e esperanças entrelaçadas no firmamento, seus corações aguardavam o reencontro, onde a luz do amor os guiaria de volta ao lar que sempre pertenceram.
Sem raiz
*Ju Assunção*
Nessa terra, vim parar
Na esperança de paz encontrar!
Não foi apenas para me aventurar
A intenção sempre foi me estruturar.
O tempo foi passando...
E logo fui me encontrando
Amigos verdadeiros, fui conquistando
Aqui passei por muita aflição
Foi um período de superação!
Meu tempo aqui acabou...
E a hora de partir chegou.
Foram muitas lições aprendidas
Não posso pensar na despedida
Aqui me reencontrei, sofri, sorri e lutei
Histórias que jamais esquecerei
Aqui foi o meu lar
Um dia pretendo voltar!
Mesmo que seja, apenas para visitar
E todos meus amigos reencontrar
Para minha terra voltarei
Mas Vila Velha jamais esquecerei.
JUVENTUDE TRISTONHA
Nas sombras da juventude, o drama floresce,
Em corações jovens, o peso do fardo.
Palavras poéticas, um grito na escuridão,
Expressões vívidas de dor e paixão.
Em versos carregados, ecoa a aflição,
Reflexos das lutas, da busca da redenção.
Um encontro com a alma, em cada linha traçada,
Um convite ao entendimento, numa jornada marcada.
Os dramas da vida, em cada estrofe se entrelaçam,
As lágrimas derramadas, em rimas se disfarçam.
Na poesia, um refúgio, um lugar de compreensão,
Onde a dor encontra voz, e se transforma em canção.
Looping temporal
o medo afugenta a coragem
a razão abafa o coração
vê, um verso trazido pelo vento em forma de canção
o que ela nos diz?
o que ela lhe diz?
em algum lugar no tempo, nesse tempo, um ponto específico, um reencontro, agora distante
o inferno engole o céu, vivemos sob os mesmos tormentos
uma porta, uma saída?
uma lembrança, uma saudade, um passo, uma atitude
a loucura da razão pisa jardins inteiros antes que estes floresçam
entre a semente e a flor existe o tempo, é fato, tempo de cultivar, cuidar, dar atenção, não enterrar-se no profundo da terra em direção contrária ao nascer da flor
o mergulho que escorre nas entranhas da escuridão profunda que desagua no magma das chamas purgatoriais da tristeza
eu deveria aprender a me despedir de quem se despediu de mim, todavia acredito que se eu sobrevivesse, com 87 anos, daria um jeito de me dizer de forma irônica que "desisti", mesmo você tendo desistido primeiro
cantos de pássaros multiplicam sabedoria nos ares buscando guarida em nosso peito
te falo sobre a sabedoria do canto dos pássaros?
rasgar minha voz outra vez para lhe dizer o que se recusas ouvir?
coração partido, recuso partir, recuso dizer adeus
em breve, contra minha vontade meu corpo partirá, lembrarás então de canções que deverias ter cantado no tempo entre a semente e a Flor
cantarás para mim, enfim, sem se importar com a razão, embora a razão lhe diga não ser possível meu corpo morto ressuscitar
buscará minhas palavras, estarão vivas para sempre, aquecerão seu coração para em seguida debulhar-se em lágrimas pela minha voz morta que não poderá mais lhe dizer ao pé do ouvido que te Amo
entre a semente e a Flor, o tempo, onde se morre por falta de cultivo, cuidado e atenção
ouve, canções e prenúncios, canções de luto, canções por quem vive
ouço minhas próprias canções fúnebres
[...]
canções sobre o tempo
que deveria ser
um fazer-se
presente
canções sobre o tempo
que é um fazer-se
"ausente"..
Um lugar para o amanhecer
não há lugar
neste mundo
para os que
Amam
com
intensidade,
eles
assustam
nós
assustamos
as pessoas
neste mundo
tão insano,
nos assustamos
ate entre
nós mesmos
por isto
não há
um lugar
para nós
[...]
se eu
pudesse
te levaria
para uma
estrela
com meu
próprio corpo
te protegeria
das dores
causadas
pelos que
não sabem
sentir
com minha
alma
te envolveria
com todo meu
Amor
para te
transbordar
a ponto
de te fazer
se sentir
protegida
e
sem medo
de
Amar
e
ser
Amada...
fugiríamos juntos
em Amor,
para sempre,
para longe
de todos que
não sabem
ver o
Amor
em todo
e cada
amanhecer..
Não tente (Circulo das hipoteses)
sempre o que me veio através da vida, fiz o melhor possível, não era o "primeiro", o lugar mais alto do pódium, mas me destacava, estudo, trabalho, relações
fora as relações, nunca, nunca tive ânimo para continuar, ir até o fim, prosseguir, insistir, acho que é um lance sentimental, se tu não tem um sentimento pelo que está fazendo, por mais que dê seu melhor, você acaba ficando pelo meio do caminho, se distraindo com outras estradas, ou cansando da caminhada, ou desistindo por não ver motivação para continuar
já em amizades e no Amor, é quase incontrolável o acordar naquela típica embriaguez de esperanças, mesmo sabendo que em menos de 24 horas irei adormecer no mais completo e solitário vazio de mim mesmo
durmo solitário e vazio lá pelas 3, 4, 5 horas da madrugada e lá pelas 7 da manhã acordo passar um café, me sirvo de um gole, puro e forte, me sento na janela degustar enquanto fumo um cigarro ou um charuto, muitas vezes depois de uns dois ou três cafés passo pra cerveja
dia desses o locutor no rádio disse que todos os dias Deus nos dá uma oportunidade, uma folha em branco para escrevermos nossa própria história,
faz muito tempo que eu só tiro uma xerox, uma cópia cada vez mais apagada do dia anterior
meu fígado defeca a cirrose, o estômago cospe em sangue a úlcera do pior dos moribundos
de qualquer forma, vai ser uma boa morte
o vôo 19 perdido para sempre no Triângulo das Bermudas, círculo das hipóteses
meu olfato busca um sentido no labirinto dos lábios da Poesia selado no silêncio sepulcral dos seus ouvidos líricos
deixei para trás muitas coisas, sinto falta da cocaína e jogar "21" a dinheiro online, mas não tenho ânimo pra fazer nada disto
"don't try"
círculo das hipóteses, cíclico, minha psiquiatra me disse que sou um suicida em potencial que não puxa o gatilho, envena-se dia após dia em doses cavalares o quanto pode de todos os venenos que tem acesso
morreu mais um, está nos jornais, penso em escrever algo, encontrei apenas um verso roto, duas virgulas, uma reticência de dois pontos e um ponto final, o meu
os psicotrópicos tem nomes de blasfêmias imperdoáveis e não existem orações que possam curar a loucura que me assola
um cacto é ceifado e lentamente tomba sobre as areias do deserto
são 3:47 da madrugada e estou imprimindo outra cópia mal feita do dia anterior
na minha eterna insuficiência, encaro com toda suficiência mais um adormecer solitário e vazio..
Templo Sagrado
moram insônias na
minha alma
meu coração se
embriaga nas
madrugadas
me torno versos de
dor na solidão escura
e minha alma reside
em ti
és meu templo
sagrado
onde sangro em
sacrifício
enquanto me
resguardo
do vazio nefasto que há no mundo..
Só por hoje
pois se quero fazer da tempestade um por-do-sol
na negra noite fazer uma pintura como um sol a nascer
do deserto fazer mar e do inferno apresentar um paraíso
também o posso
vamos acreditar
que sonhos se realizam
que ser feliz é possível
que o Amor acontece
que a tristeza é passageira
que o bem vence o mal
que vai ficar tudo bem
mergulhe comigo no infinito dos escritos
voe comigo na plenitude das imaginações
nem o céu será o limite, mas sim o infinito do verbo
ainda que por momentos, podemos sim
temos intensidade, temos impetuosidade
mas o mais importante, temos o querer
uma vez ou outra podemos mascarar a dor ainda que inutilmente
não vamos vender afagos de almas, não
uma vez ou outra a tal licença poética nos permite isso também
depois voltamos a sangrar e gemer em escritos
mas hoje, vem, vamos enfeitar palavras...
vem, ao Infinito e Além..
Sem volta
eu escrevo como um louco, sem ambições, sem pretensões além de calar os gritos da alma, por pra fora tudo que me explode o peito... sem em hipótese alguma deixar de dizer o que sinto, amargando a consciência de que mil vidas não são suficientes para expressar tudo o que sinto e que poderia ser dito em toda sua plenitude em apenas mais um beijo...
mas ela precisa de mil vidas pra me entender,..
tarde demais pra mim, nessa louca roleta russa do universo, só tenho uma última munição restante, eu não vou voltar, ninguém vai..
Adeus...
Medo
e de todos os medos
o que mais assusta é
o medo de se entregar
pois é onde mais
se tem à perder
tanto ao se entregar
como ao deixar
de se entregar...
as opções
as vezes
elas simplesmente
não favorecem...
eu mergulho de cabeça...
mesmo com medo, eu mergulho..
Pra sempre direi nunca
nunca em teu peito
farei morada,
como do meu
faço morada sua,
nunca dormirei
no aconchego
dos teus braços,
e te ofereço os meus,
nem poderei brilhar
tempestades
da calmaria
dos seus olhos,
e brilhas tempestades
da calmaria dos meus,
nunca fará
de meus olhos
janela da sua alma,
não como faço
dos seus...
janela perpétua
de minha alma..
se pudesse
com seus olhos
ouvir o som
das minhas palavras,
e com seus ouvidos
ler,
meus versos
borrados e sem rima,
saberia que
meus sonhos
fizeram gaiolas
para si,
e como
pássaros tristes
cantam lamentos
dia e noite,
querendo voar
até seu peito,
saberia que
eu não busquei
que fosse você
quem
me faria sonhar...
se você pudesse
dar ao menos,
um beijo
no menor
dos meus
sentimentos,
eu não diria
a palavra nunca,
nunca diria..
O silêncio dos que não são
há pouco falei com o céu escuro,
haviam perguntas esquecidas nas estrelas que dormiam
não houve resposta, pelo menos não que alentasse meu coração
uma estrela que se apagava e acendia continuamente,
abriu a boca e me disse um universo de nadas
a lua, ou dormia, ou simplesmente me ignorava,
voltei para meu quarto solitário, frio e pouco acolhedor
em frente ao espelho não havia imagem alguma, para onde fui?
minha cama não me convidou para que me deitasse
apago a luz
a sombra de um homem vai se recolher ao silêncio dos que não são..
Bagunça
ela como folha de papel em branco
Poesia sem início, nem meio e nem fim
o sonho dele passou a querer ser um lápis
ela de alma limpa, um livro a ser escrito,
ele sabia escrever palavras bonitas
mas deslumbrado com sua alma
não conseguia juntar as palavras
ela intensa como um universo
ele possuía estrelas em versos
o brilho dos olhos dela o desconcertava
ele não conseguia tecer as constelações
ela, tudo o que ele precisava
bastava ele organizar tudinho
ele, mais bagunçado do que organizado
ela em conflitos próprios
internos, sem palavras
disse-lhe o que vai fazer?
ele, assustado
entendeu que ela iria partir
e sem palavras
lhe disse que não sabia
o que fazer
ela, entendeu
ele a lhe dizer
me vou embora
e tal bagunça
bagunçou as vidas de ambos
uma eternidade de tempo depois
encontraram-se
arrumaram a bagunça
ele então disse-lhe
que sentia-se insuficiente
que ele era esse caos
essa bagunça
mas que a Amava
com toda sua alma
pediu que ficasse
tudo que ele queria ouvir
era ela dizer que não se importava
de continuar folha em branco
de continuar livro a ser escrito
não se importava de ele tecer um universo em caos
que não se importava fazer parte de uma bagunça
mas não sabia explicar o porquê,
se entristeceria muito em ir embora
no entanto
ela achou tudo muito complicado
e simplesmente, foi embora..
No corredor da morte
quais palavras buscar para expressar o abortar voluntário dos sentimentos que dão vida as flores
nada que se diga esclarece o que parece ser, mas não é
é deste arremedo de poema de onde as letras sangram que meus sentimentos expressam um silêncio a dizer que Te Amo
se soubesses o quanto me dói, rasga a alma escrever tais palavras, expressar os gritos de minha alma
posto que o Amor foi tudo que expressei, e não foi suficiente, bem disseram que o Amor vai muito além do que pobres palavras podem expressar
ainda assim, tal qual o último pedido de um condenado no corredor da morte, suplico-lhe
atente seus olhos a onomatopeia dos meus versos rotos
não é a alma a busca do reencontro onde de dois se tornam um e um de dois?
como, quando e porque nunca importa
vê, ouve o silêncio no desabrochar das flores, sinta o aroma no abrir das pétalas
a suavidade do pólem que escapa ao toque da borboleta e sobe rasgando o firmamento chegando as estrelas e as fazendo sorrir
eis que tua divindade se faz presente, te venero
como um sacrílego, temo olhar-te, muito menos tocar-te
no entanto, tal qual uma divindade, em ti sinto o desprezar pela morte, sinto em ti o tempo como um eternizar este sentir
não serei mais um dos que morrem enquanto Amam e deixam versos na alma sem expo-los a sua Amada
cada sentir, tu o saberás, enquanto seus ouvidos estiverem abertos a ler-me
jamais enterrarei em minha alma e meu coração, o mínimo sentir que seja..
Erva-doce tem cheiro de céu
Aroma de abraços
Jeito de sorriso bonito
Desses que te encantam, só de pensar
Erva-doce tem cheiro de reza, oração feita de quem tem, perdeu ou reencontrou sua fé
Tem emoção, sentimento bonito
De leveza de alma
Pés descalço
De quem faz amor com olhos fechados
Erva-doce beira o sagrado da alma
Com um punhado nas mãos a magia acontece
Casa perfumada com erva-doce
Tem energia bonita, que contagia feito sorriso de quem tem luz iluminada
Parecida com fogo de vela, acesa na escuridão da alma
Faz sonho encantado chegar de mansinho
Erva-doce traz a infância de volta
Cartas para Antônia
- Relacionados
- Frases sobre reencontrar pessoas especiais (expresse essa emoção)
- Mensagens para quem me deseja o mal: mostre que o bem prevalece!
- Obrigado por ter aparecido na minha vida
- Agradecimento à vida: frases e textos de gratidão pela existência
- Frases de Reencontro
- Reencontrar um Amor Antigo
- Frases de reencontro com amigos (laços que o tempo não apaga)
