Textos para Ex-Namorada

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Meu passado me condena
meu presente me pune
meu futuro me leva à cova
Ex? EXtremamente interessante
EXtremamente gostosa
EXtremamente excitante
EXtremamente MINHA
Você vai voltar pra mim
não vai suportar dar tantas voltas por aí
sozinha eu sei que não está, mas eu sou diferente
Quando olhar pra baixo e sentir o prazer
lembre a primeira vez, quem comandou
Seu sangue não mente, estou em tua mente
não seja como macaco de galho em galho pra esquecer
aceite e se lembre de mim
Você pode ter separado, mas eu ainda estou aí, bem aí
Penetre seus e tente lembrar da sensação
será divertido ver sua frustração
que tal uma reprise, amor?

Na vida, não há indivíduos insubstituíveis nem relações que se sustentem apenas na ideia de exclusividade. Por mais significativo que alguém possa ser para outra pessoa, a ausência de respeito mina qualquer possibilidade de convivência saudável e duradoura. Relações não se mantêm por apego cego, mas por reciprocidade e dignidade.
É ilusório, para não dizer ingênuo, acreditar-se acima dessa lógica. Quem se julga indispensável revela, na verdade, uma compreensão limitada das dinâmicas humanas e do valor essencial do respeito mútuo.

⁠Decidi agradecer por cada novo amanhecer, por cada oportunidade que se apresenta. Agradeço pelas experiências que me transformaram e pelos momentos difíceis que me fizeram amadurecer. A gratidão é o alimento da alma, que nos engrandece e nos permite enxergar além do que está diante de nós...

- Edna Andrade

Contradições (im/ex)plícitas


Conheço pessoas que precisam de validação pública para se sentirem existentes.
Não sabem que: aqueles buscam aprovação de homens desagradam ao Criador?
(...)
Conheço pessoas que buscam alcançar validação máxima para se sentirem eficazes.
Não sabem que: aqueles que atingem aprovação da maioria acabam com o mesmo fim que elas?
(...)

Detalhes da Existência

Existe uma beleza na vida
que nunca se impõe.
Ela não grita,
não exige atenção,
não disputa espaço com o barulho do mundo.

Ela apenas permanece
nos detalhes.

Talvez por isso
quase ninguém a perceba.

Vivemos ocupados demais
procurando o extraordinário,
o que parece grande,
o que pode ser mostrado aos outros.

Mas a verdade da existência
raramente está nas coisas grandiosas.

Ela mora no modo
como alguém diz o seu nome.

No olhar que se demora
como se ali existisse
uma pergunta silenciosa.

No abraço que dura um pouco mais
como se dois corações, por um instante,
tentassem escapar da solidão do mundo.

Há algo profundamente humano
nesses pequenos gestos.

E talvez fosse isso
que os pensadores da angústia humana
tentavam dizer:

que a vida não se revela
nos grandes espetáculos da existência,
mas nos instantes simples
onde duas almas realmente se encontram.

Porque no fundo,
o ser humano não sofre
pela falta de grandes acontecimentos.

Ele sofre
quando os detalhes desaparecem.

Quando ninguém percebe seu silêncio.
Quando seu nome é apenas um som.
Quando seus dias passam
sem um gesto que diga:
“eu vejo você.”

E então a existência continua,
o tempo segue,
os dias se repetem…

mas algo dentro da alma
começa lentamente
a se tornar vazio.

Talvez seja por isso
que a beleza da vida
se esconde nos detalhes.

Porque são eles
que lembram ao coração
que existir
ainda tem sentido.

— Sariel Oliveira

[Avaliação de Desempenho, Blasfêmias
Aleatórias ou As Heresias de Féton]


Se o seu DEUS existe,
ele deveria renunciar.


Com base em tudo
o que temos visto,
fica evidente,
que ele é péssimo,
nesta função
de ser DEUS.


Onisciência,
Onipotência,
Onipresença,
Onifodência.


A não ser,
que ele não tenha
relação alguma
com a humanidade,
neste caso,
ele está fazendo
um ótimo trabalho.


Se for o caso,
neste caso, específico,
ele evidentemente,
está fazendo,
um ótimo trabalho.


Errata:
em verdade vos digo, DEUS existe,
só o seu DEUS que não.


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Cade você meu ex amor me dê notícias por favor
Onde andas e se estás bem
A velhice está chegando e o tempo vai passando eu ainda sem ninguém
Mesmo que sem esperança ainda guardo a aliança do nosso amor nossa paixão
Eu me encontro tão sozinho sem amor e sem carinho
Na mais cruel solidão


São tão longos os meus dias minhas noites são tão frias
E a insônia me maltrata
Lembranças boas de ti e a saudade por aqui faz de ti eu sentir falta
Nosso amor foi tão bonito não pode ser infinito por motivos de nós dois
Foi melhor pra mim e pra ti ter parado por aqui pra não ser pior depois

Café Frio e Silêncio


A ex chegou sem avisar,
a atual ficou no sofá,
uma perguntando quem era a outra,
e a outra sem nem respirar.
O café esfriando na mesa,
o clima pegando fogo no ar,
três mulheres e mil problemas
dentro do mesmo lugar.
Uma saiu batendo a porta,
jurando nunca voltar,
a outra saiu no silêncio
que faz qualquer peito afundar.
E no meio daquela fumaça
de ciúme, tensão e azar,
ela percebeu que amor confuso
só serve pra atormentar.
Porque quem cobra mas também esconde,
quem ama mas vive a duvidar,
transforma beijo em labirinto
e cansa qualquer olhar.
Então pegou o celular cansada,
pensou: “ninguém vai me endoidar”,
deletou as duas da cabeça
e voltou pro Tinder sem pensar.
Porque às vezes é mais tranquilo
tatuar dragão, cobra e punhal,
do que tentar entender
relacionamento emocional.


— Lucci Santz

Se não fosse ex


Se não fosse ex,
seria ainda atual, seria mensagem debom-dia sem medo,
seria o costume bonito de te ter por perto como quem nunca aprendeu a dizer adeus.


Se não fosse ex,
Teu nome ainda moraria
no lado mais calmo do meu peito,
onde o tempo passa devagar
e o amor não precisa se explicar.


Se não fosse ex,
Seríamos presente, não lembrança que dói e aquece ao mesmo tempo, seríamos planos simples, risos soltos, uma vida acontecendo
Sem pressa.


Se não fosse ex,
talvez eu ainda fosse casa,
e você, vontade de ficar.

Temporal
​Se viajamos no limite do espaço e do tempo relativos, a diferença em casa já não existiria. Talvez as crianças — que outrora estudavam a origem da vida e os frutos da alienação — seriam agora apenas pontos ancorados na sua própria mente. Uma mente que se manteria em uma forma constante, pois o coma o reteve exatamente ali: no último e eterno instante de consciência.
​— Por Celso Roberto Nadilo

Existem dores que remédio algum pode conter.
Existem lembranças que jamais queremos ter.
Porém, existem dores que o remédio é a lembrança.
Algo que não queremos esquecer e temos como herança.
Boas lembranças são verdadeiras heranças de amor.
Somente elas podem trazer um alento na hora da dor.

Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
​Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
​Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
​Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
​Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.

Ó meu ex-amor, a sombra que já não me alcança,
Hoje a brisa que sopra é de um novo amanhã.
Houve dor, sim, mas nela encontrei a esperança,
A força que brotou de uma antiga manhã vã.
​Fui teu espelho quebrado, tua voz que silenciou,
Mas a poeira baixou, e a vista ficou clara.
Obrigado por ter me transformado, o que restou
Não é mágoa, é a coragem que em mim se declarou.
​Nesta pessoa que eu sou agora, não há vestígio
Daquelas amarras que um dia me prenderam.
O medo se foi, e cada antigo vestígio
De um tempo de trevas, meus olhos já não viram.
​Fui casulo em choro, hoje borboleta em voo,
Cruzando horizontes que jamais sonhei tocar.
A tua ausência, enfim, foi o vento que me impulsionou,
E o passado distante não mais me pode assombrar.
​Que a vida te siga e que o teu caminho seja,
Eu sigo o meu, com um brilho que só se acendeu.
Agradeço a lição que o teu adeus me legou e teja
A paz em meu peito, um amor que me renasceu.

- “Ex Governanta”...começou subitamente Lagosta.
Eu te amo tanto que caminho na rua
Sempre conversando no mundo da lua
Sempre passando tempo expressando ideias
Sempre jogando jogos de tabuleiro com estratégia
Para prolongar nossa linda vida bela


Sempre em comunhão para ter uma lógica
Mas quando não concordava
Sempre tinha uma revolta


Para expressar ideias
Para beneficiar
Sempre um e outro ajudar


Mas hoje em dia
Você me largou
Largou a todos nós
Você nos deixou
Você me recusou


Ex Governanta!
Só lhe vejo como um passado
Todo embaçado
Como pessoas unidas
Você nos deixou


Nos revoltou, mas sofremos calados
As ideias não são mais expressadas
Não há mais falácias boas em nossas caminhadas
Por que você se afastou
Porque nós nunca lutou a sua ida!


Não volta mais a vida
A revolta não é mais ocorrida
Entre seus problemas


Sempre a esquemas
A sociedade ignora
Por dentro ela chora
Mas por fora não se importa com você, porque?


Porque não tem vontade de discutir
Só de aceitar
Por isso que por sua causa
A população vai se calar


Todas as minhas lágrimas derramadas
Lembro das agonias que nos protestava
Lembro dos momentos que não nos resguardava
Sinto a nossa falta


EX GOVERNANTA
EX GOVERNANTA
EX GOVERNANTA


Só lhe vejo como um passado
Todo embaçado
Como pessoas unidas você nos deixou
Mas sofremos calados


As ideias não são mais expressadas
Não há mais falácias boas em nossas caminhadas
Porque você se afastou
Porque nós nunca se revoltou com a sua ida


Não volta mais a vida
A luta não é mais ocorrida
Entre seus problemas


Sempre a esquemas
A sociedade ignora
Por dentro ela chora
Mas por fora não se importa com você. Porque?


Porque não tem vontade de discutir
Só de aceitar
Por isso que por sua causa
A população volta a se calar.
EX GOVERNANTA.


Apitou o sinal, e Gabiroba ficou apavorado ao ver tantos pés passando apressados, pra lá, pra cá, por todo lugar. A quadra era coberta e o barulho ficou insuportável, ele se escondeu até o alvoroço acabar, olhou para cima e viu o gambá dormindo bem sossegado no galho da goiabeira.

Habitar-se é um tipo de exílio sagrado!


Minha infância era um espelho embaçado, onde ninguém parecia me reconhecer. E, por muito tempo, tampouco soube distinguir meu rosto daquilo que esperavam de mim.


Cresci tentando compreender por que o mundo parecia tão distante, por que havia tanto de mim que não encontrava lugar nos outros. Às vezes, sequer em mim mesmo.


Havia uma solidão que me acompanhava, mesmo quando eu não estava sozinho. Uma antiga sensação de desencontro, de estar presente sem necessariamente pertencer.


Ainda assim, sempre que alguém cruzava meu caminho, eu me doava inteiro, sem hesitar.


Entregava o que em mim era força, o que era luz, e até aquilo que eu sabia que me faria falta depois.


Amar, mesmo em ruínas, sempre me pareceu uma forma sincera de tocar a vida que tanto almejo.


E, por um instante, eu me permitia viver aquela realidade sonhada. A presença bastava, e o agora parecia conter tudo aquilo que eu havia esperado.


Mas, depois do inevitável “até logo”, a maré me devolvia à margem de mim.


Ali, onde já não havia ninguém a quem oferecer minha inteireza, eu reencontrava as partes que havia deixado para depois.


As ausências antes negligenciadas, os sentimentos que havia silenciado e as perguntas que permaneciam mesmo depois de todas as despedidas.


Tentava compreender, reconstruir, encontrar algum sentido naquilo que repetidas vezes me escapava.


Parecia inútil. Às vezes, era mesmo.


Houve dias em que viver foi apenas sobreviver. Dias em que a própria existência pesava e nenhuma explicação parecia suficiente para tornar a dor mais suportável.


Ainda assim, nunca deixei de desejar a vida por inteiro.


Ainda creio na beleza dos dias, embora nem sempre consiga encontrá-la. Houve dias que apenas aconteceram. E outros dos quais trouxe somente a consciência de ter conseguido atravessá-los.


Foi preciso tempo para compreender que nem toda dor traz um ensinamento e que minhas feridas não precisam de justificativas para merecer cuidado.


Penso, então, no kintsugi.


Na delicadeza de recolher os fragmentos, na paciência e na precisão de cada encaixe, no ouro que acompanha as rachaduras sem apagar as marcas da ruptura.


Por muito tempo, acreditei que precisava reparar tudo aquilo que havia se partido em mim. Que somente depois de inteiro poderia finalmente viver bem.


Hoje, acolho meus cacos com reverência.


Há partes que ainda compreendo pouco, outras que já não desejo recuperar. Há marcas que permanecem dolorosas e algumas que o tempo tornou familiares.


Nem todas precisam se transformar em beleza. Nem toda perda precisa encontrar um propósito. E nenhuma das minhas feridas, por mais profundas que sejam, contém a totalidade do que sou.


Há muito de mim que existia antes delas. Há muito que nasceu depois. E há, sobretudo, aquilo que ainda desconheço.

O recomeço exige um desapego cruel do que achávamos que éramos, uma poda radical que nos deixa expostos, mas permite que a seiva da vida percorra novos canais até então obstruídos. Somos equilibristas em um circo que arde, tentando manter a elegância enquanto as chamas lambem nossos calcanhares. A maturidade, afinal, não é o ato de curar todas as feridas, mas de suportar o peso das experiências com uma consciência que a juventude jamais alcançará.


- Tiago Scheimann

⁠Francisco Luiz, meu ex-marido.
11/10/1949 - 07/02/2021

Ele era desprendido, não visava coisas alguma, mas viver um dia de cada vez , sem luxo, sem ganância, sem ambição, gostava de festas, músicas , bebidas, gente, pessoas. Estava o tempo todo cativando amizades, sempre visitando os amigos, não guardava mágoas, rancores, apaixonado por crianças. Creio que isso que fazia com que eu tinha admiração por ele, por essa capacidade enorme de perdoar, esquecer a dor, a humilhação, com sorriso aberto, para pobres, ricos, feios ou bonitos tinha um olhar com filtros que filtrava só o bem das pessoas. Eu falava sempre pra ele que o meu amor fraternal, por ele era cego e ele sorria. O amor carnal acabou, o que ficou foi o amor verdadeiro de irmão em Cristo pois 10 anos separados ainda usávamos chamar de “bem”.
A morte judia muito comigo, eu sofro muito, mesmo entendendo tudo que Deus é mais.

Acho isso algo de extrema importância para refletirmos. Queremos mesmo perpetuar o sofrimento da existência? Esse mundo imperfeito tem como regra, a toda e qualquer vida que o habite, o sofrimento. Seja o sofrimento imposto por se ter um corpo físico que sente fome, frio, calor, sede, dor, agonia, enjôo, doença, etc, ou a dor emocional, com diversas possibilidades de causa, como a rejeição, o abandono, o testemunho da injustiça, as crises existenciais, a traição, a decepção, etc, além do próprio sofrimento físico que leva a dor emocional.
Hoje, com uma maior lucidez sobre o mundo, o universo e a existência, jamais cogitaria trazer, por livre e espontânea vontade, um ser humano ao mundo. Há muito tempo, quando mais nova, pensava em talvez um dia ter uma esposa, e caso ela quisesse, juntas termos uma criança gestada por ela, apesar de não ter sido nunca uma prioridade pra mim a parte de ter filhos humanos, mas hoje vejo que seria egoísta e perverso trazer alguém a existência no mundo em que vivemos, cheio de ódio gratuito, preconceitos, amarras religiosas, fascismo... Além da própria natureza humana que, convenhamos, não presta.
Quando olho pro mundo, vejo uma prisão de grades invisíveis, assim como as infinitas possibilidades de tudo dar errado e inúmeras formas possíveis de encontrar sofrimentos e danos irreparáveis. Nos últimos anos, com a ascensão do fascismo em todo o mundo, isso ficou ainda mais claro. Com tudo isso, não quero dizer que é errado querer criar novas vidas, muito menos julgo quem deseja isso, mas trago essa reflexão, junto ao seguinte conselho, se você não puder lidar com um filho ou filha diferente das suas expectativas, que rompa com tudo aquilo que você deseja do ser dele, jamais crie uma nova vida, porque o mundo já é cruel o bastante, e nenhuma criança merece crescer dessa forma. Filhos não são extensões dos pais, e não devem nada a eles.
- Marcela Lobato

O Canto Oprimido que Não pôde ser Silenciado — A Ex-Noiva que se libertou

Conheceu o seu Futuro Algoz que se apresentou com uma boa conversa, palavras bonitas e comentários inteligentes; provavelmente, também foi o motivo de alguns dos seus risos mais alegres; tinha uma aparência agradável; demonstrava um olhar confiante e uma certa gentileza — de fato, atributos raros e cativantes que não levantaram nenhuma suspeita. Um mal inevitável; a iminência de uma grande tristeza.

Conseguiu conquistar a confiança dela e o privilégio do seu amor, as consequências disso viriam a ser as piores — a dor da sua alma —, mas não tinha como ela prever que havia tomado a decisão errada e, ainda deslumbrada pela sensação de estar amando e pela ilusão de estar sendo amada, acreditando que tinha encontrado a pessoa certa; ele foi astuto, soube usar bem a sua persuasão. Uma combinação perfeita para entristecer o seu mundo.

O pedido de casamento foi feito com entusiasmo, aparentemente um momento feliz; entretanto, logo iniciou o seu sofrimento — tudo bem diferente do que ela havia esperado—, as reclamações e os desentendimentos foram ficando cada vez mais frequentes, nunca era boa o bastante, tratada como a problemática e a inconsequente; rapidamente, a sua realidade dos sonhos começou a desmoronar, o seu castelo de cartas; o seu brilho estava claramente fraco diante daquela felicidade falsa.

E o que deveria ser um laço de cumplicidade, no final das contas era apenas um opressor querendo impor a sua vontade — exigiu para casar com ela que silenciasse a sua voz: o canto da sua autenticidade, a musicalidade que desde muito antes habitava o seu coração. Uma demonstração de maldade; da falta de consideração. Ele finalmente havia tirado a máscara da sua falsidade, desistiu de ficar fingindo, fez questão de mostrar a sua verdadeira face, acreditava que tudo estava sob o seu domínio.

Implacável, fez o incisivo ultimato “Quero que seja minha esposa, entretanto, você deve parar de cantar; não estrague tudo fazendo a escolha errada.” Com certeza, não era a intenção dele, todavia, através daquele feito, ela pôde despertar para a sua libertação, já havia derramado muitas lágrimas, desfrutando a pior solidão por estar mal acompanhada; então, o encanto acabou; tomou coragem e, determinada, desabafou em alta voz a sua infelicidade sem vacilar em nenhuma palavra.

“Eu acreditava que estava vivenciando o mais próximo de um paraíso, num relacionamento quase perfeito, porém, graças a você vivenciei um inferno na terra. Não aguento mais permanecer aqui ao teu lado; você não vai silenciar o meu canto; se, em algum dia, você me amou, clamo que deixe-me ir”. Assim, ele que ficou em silêncio e num vislumbre de bom senso, não a segurou. Ela seguiu em frente. Uma ex-noiva que redescobriu o seu valor. A força de uma canção veemente.

"Não comemore... Minha eventual depressão - se ocorrer - nunca estará ligada a você, mas exclusivamente aos também eventuais níveis baixos dos meus estoques de lagosta, de champã e de camarões VG."
Frase Minha 0461, Criada no Ano 2010

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com