Textos para Boas Vindas

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Existem alguns animais que usam mais a cabeça que algumas pessoas, a vida é de oportunidades, e não de oportunistas... eis um diálogo comprometedor:
Existe uma pequena cama para dois com sono e um vira para o outro e diz que dorme na cama e ele no chao; um pergunta ao outro porque dormir no chao e não ele; o outro responde que tem dores nas costas; um pergunta ao outro que tipo de dor ele sente e ele responde que quando dorme no chão a dor aparece!
Quando desiludido com as pessoas, "nunca vi um homem lutar tanto para acabar onde começou"; nesta vida, nenhum território é definitivo de ninguém!
Destino se colhe, o que se encolhe é sem frutos; que se desfaça o nó do destino, e com a vida seja um só!

Tudo o que sempre precisava às vezes era de apenas uma oportunidade imperdível, de alguém imperdível; existem coisas que lhe dá duas opções, e uma negociação seria a sua última chance!
Gente complicada, que só pensa no seu lado, que quando se acharem um dia, talvez alguns não vão se importar sendo pessoas melhores!
Poema e afeto são apelos que desafiam a finitude; certas gentilezas transforma um momento de conflito em impulso, para crescer, e inspirar outro alguém a não ser ninguém!
Pessoas curadas, curam, toda doença tem cura, quando existe uma saída!

PROMESSAS NA ENXURRADA
Olhei para o céu e vi uma imensa nuvem escura e dela começou a cair água cristalina;
Olhei de novo o céu e os relâmpagos cruzavam fogo com os raios resplandecendo sua luz em meio a escuridão
Novamente olhei para o céu, a chuva caia continuamente e dos céus as nuvens gritavam feito trovão
Trovão este que ensurdecia os que podiam ouvir e tremiam o peito dos surdos e, como se fosse a fúria da natureza, começou uma tempestade de vento, a chuva já não era mais cristalina, os relâmpagos já não tinham luz e os trovões faziam menos som que o desespero daquela gente
Quem não andava aprendeu a correr, olha o que o desespero faz com quem não quer morrer, a estrada se fechou com a lama na TV, o congestionamento faz um grande drama, e que fama
A chuva que lavava as calçadas para economizar um pouco d’água, hoje não enche nem uma bacia e as pessoas se tornavam cada dia mais vazias, querendo salvar o mundo até 2030 vendendo mais e mais hipocrisia.
E as dívidas, queimando mais que sol no deserto, nas prateleiras da cozinha, só o fundo de concreto de 4 em 4 anos eles aparecem e dizem que isso não é certo, você dá o seu voto pensando ser o correto .... Que bobeira ajudar alguém tão esperto!
Às vezes pensando no que fazer, qualquer bobeira pode ser, se deixa levar pelo que se vê, a fome é inimiga de quem não tem o que comer, não faz pergunta porque não sabe ler, mas corre de quem sabe escrever
E seus panfletos na calçada foram levados pela enxurrada, feito promessas que não valem nada e eu trabalhando com uma velha enxada, em meio a tempestade ou sol na cara.... Essa é uma ferida que no Brasil não sara!!!

Capítulo — O amor que não pediu que eu me perdesse


Os dias foram passando, e eu comecei a sair cada vez mais. Não por carência, mas por retorno à vida. Foi no terreiro que eu o conheci — como se a espiritualidade, mais uma vez, soubesse exatamente onde me colocar.


Ele era tímido. Respeitoso. Trazia sempre um sorriso sereno no rosto, desses que não pedem nada, apenas oferecem calma. Alto, cabelos pretos como a noite, cheios de cachos, como se guardassem segredos. Meu coração dizia: vai em frente. Minha cabeça, ainda ferida, sussurrava: foge. Não vale a pena perder o rumo outra vez.


Dessa vez, eu queria. Mas fui devagar. Pé no freio, cinto de segurança, marcha lenta. Eu já sabia que amar não precisava ser queda — podia ser escolha.


Apresentei-o à minha filha como meu amigo. Ele se aproximou com cuidado, sem pressa, sem invadir. Ele e meu pai se tornaram amigos de imediato. Em pouco tempo, ele chamava meu pai de pai, minha mãe de mãe, como quem entende que família é vínculo, não contrato.


Eu gostava de tudo aquilo, mas mantinha o coração em retranca. O medo ainda morava ali, atento, desconfiado. Ainda assim, as atitudes dele falavam mais alto. Quando ia à minha casa, fazia de tudo para me agradar e agradar minha filha. Era carinho constante, cuidado natural, presença sem esforço.


Ele me levou para conhecer a mãe dele. Nos tornamos amigas com uma facilidade quase absurda. Tudo parecia encaixar. Era um sonho. E sonhos, eu sabia, também podiam doer.


Chegou o Carnaval. Ele não pôde viajar comigo — havia conseguido um trabalho. Ainda assim, me incentivou a ir, a me divertir. Na viagem estavam meus pais, minha irmã, minha comadre com seus dois filhos, minha filha e eu. Uma pequena multidão de afetos.


Fui.
E falávamos todos os dias por telefone.


Numa noite de folia, minha mãe nos deu um vale-night. Disse que ficaria com as crianças para que eu e minha comadre fôssemos curtir um pouco do Carnaval de Rio das Ostras. Fomos. Rimos. Sambamos. Bebemos. Bebemos demais.


Minha cabeça girava, mas meus pensamentos só tinham um endereço: ele. E, guiada pelo álcool e pela verdade, acabei contando para todo mundo o quanto eu gostava dele. Foi aquele porre em que a dignidade escapa, mas o sentimento decide aparecer.


Quando voltei para casa, ele estava no meu portão. Me esperando. Carregou as malas, entrou, fez almoço para mim e para minha filha. Como se aquilo fosse simples. Como se cuidar fosse seu idioma principal.


Naquela noite, a luz acabou. O calor era insuportável, e eu precisava trabalhar no dia seguinte. Ele passou a noite inteira me abanando com um leque, em silêncio, sem reclamar, sem dormir. Quando acordei pela manhã, ele ainda estava ali, repetindo o gesto.


Foi nesse instante que eu soube: ele me amava.
Não com promessas. Com presença.


Algum tempo depois, veio a notícia. Ele havia passado em um concurso para outro estado. Estava sendo convocado para tomar posse. O futuro o chamava.


Saímos juntos na noite seguinte. Foi uma noite linda. Intensa. Silenciosa. Nós dois sabíamos: era despedida. Não havia drama, nem cobrança. Só um amor adulto o suficiente para não pedir sacrifício.


Levei-o até o aeroporto. Ali, combinamos que viveríamos nossas vidas da melhor maneira possível. Que não ligaríamos. Que não escreveríamos. Porque às vezes, para não se perder, é preciso soltar. E insistir só criaria fantasmas.


Ele foi o maior amor que já vivi. Sem interesse. Sem cobrança. Sem dor. Só carinho, cuidado, alegria e amor.


Até hoje, de vez em quando, ainda penso nele.
E o pensamento vem manso, sem culpa.


Às vezes me pergunto:
e se ele não tivesse ido?
e se eu não tivesse cumprido o acordo de não ligar?


Mas aprendi que alguns amores não existem para durar.
Existem para ensinar.


E ele me ensinou que eu podia amar sem me perder.

VERSOS INVERSOS
Ah... Como seria se todo começo não tivesse fim
O que seria de mim? Nem eu sei, nem eu sei...
Ah... E se a entrada não tivesse saída? As pessoas seriam suicidas, disso EU sei, disso EU sei...
Ah... E se a água não virasse vapor e no mundo não tivesse amor.... Como seria? Como seria?
Ah... e se o céu fosse o mar, tubarão saberia voar, e as baleias um Zepelim sem fim, sem fim...
Onde está o meu amor, alguém de mim ele roubou... Estava aqui dentro de mim, dentro de mim...
Peço que me escute por favor, tudo perdeu o sabor... é assim por aqui, por aqui estou implorando o seu amor...
Ah... Se o mel perder o sabor, o arco-íris não tivesse cor.... Como assim? É o fim... é o fim...
Ah... e se a Terra perder o chão em pleno São João, a fogueira estaria sem eira e nem beira
Ah... e se o dia perder luz e a morte esquecer-se da cruz, o que seria da vida, sofrida?
Ah... e se o planeta ao contrário girar, o fim ia começar, olhar para traz seria ver la na frente...
I.... tudo se perdendo por aí, uns choram para outros sorrir, o que é pra você não é pra mim...
Viu... Não vejo a hora de sair daqui, os normais se faz de preso e os loucos soltos por aí, por favor, me diga onde estou....
Ah... se as coisas fossem normais, as pessoas não fossem animais, o silêncio não seria... não seria....
Ah... e se a lua se incendiar, a maré não teria o mar e o vento das ondas iriam apagar, se apagar...
Ah... e se a planta perder a raiz e se tudo fosse um só país, as fronteiras seriam de giz...
Ah... e se o palhaço perder seu nariz e tudo fosse de graça, ninguém sorriria ou batalharia...
Olha que lindo o céu azul, voando passarinho, águia e urubu ... no buraco se esconde o tatu.
Se embriagam muitos de RedBull, criando asas e mandando alguns pro Sul.... vejo isso a olho nu...
Ah... e se a Terra em fogo vai acabar, estão vendendo casa dentro do mar, com piscina, que ironia...
Ah... tudo o que os profetas escreveram tá aí, não sou eu quem digo, apenas leia as escrituras, uma a uma, vão se cumprir...
Ah... o trem está passando lá, o maquinista é o único que não pode parar, só você, só você pode se salvar...
Ah... é a vontade do Senhor Deus, alguns não sabem, outros se esqueceram... Ele prometeu, é tudo seu, não é meu, não é meu....
É... ninguém irá ficar de pé na presença do Criador... agora não adianta falar de amor, por favor, por favor, só te peço que tenha mais amor, por favor, só um pouco de amor!

Começo o meu dia com o pensamento elevado aos Céus. Primeiro agradecendo o momento do meu levantar, do meu respirar. Entregando uma prece ao Criador para que Ele me prepare para os desafios do dia. Desejando que Ele siga comigo, e que seja chama viva quando eu fraquejar.
Que segure meu coração e me alimente de Fé diante as incertezas.
Que eu creia e seja fortalecida na Esperança.
Que assim aquecida desse Amor eu possa seguir.
Amém.
____________FranXimenes 30*08*2013

o canibal

ele não me morde
me lê com os dentes

começa pelas orelhas,
que uso pra ignorar preces,
depois a boca,
por onde despejo escárnio.

não grito.
abro.

passa pelos ombros,
onde carrego o peso de ser,
então os braços,
que usei tanto para abraçar inimigos
e empurrar amantes.

comeu os cotovelos
da força que não tive,
o gesto que faltou,
tudo vai na mesma dentada.

depois as mãos,
essas que seguram o cigarro.

e as pernas,
essas que me levaram a becos errados
e fugiram do caminho certo.
o canibal rói os joelhos,
onde dobrei demais,
e os pés,
que nunca tocaram no chão.

devora meu coração,
desgasta o ciso
mastigando a ilusão
do amor.

flamba os pulmões,
corta a fuligem,
assa os alvéolos:
meus atalhos anestésicos.

não resisto,
entrego.

cada pedaço arrancado
era o que sobrava de mim:
nome, pose, piercings.

o canibal mastiga devagar,
como um diabético
mascando chiclete sem açúcar.

não sobrou peito:
menos eu
e mais espaço.

o cérebro vem por último,
sobremesa agridoce,
viciante.

e nele, começa pelos poemas.
mastiga versos inteiros,
cospe rimas fracas e
parafusos soltos,
engole metáforas
que usei pra esconder a verdade.

do amor, não quer beijos
nem transas:
quer a vontade.

dos vícios, gosta mais.
lambe o açúcar do café,
o brilho curto do prazer rápido,
bebe a coragem falsa
como cerveja quente.

cada coisa comida
me deixa mais simples,
menos personagem.
mais eu.

quando termina,
não sou vazio.
sou tutano.

o canibal limpa a boca
e vai embora.

fico.
pela primeira vez,
íntegro.

e o que ficou,
não escreve mais.

Vamos lá! Vou começar com um "ADEUS" você vai ler isso em uma carta escrita a mão, aqui será só um ponto de ignição, sei, sei, as vírgulas estão totalmente erradas e fora do lugar, e meu português está uma decadente, nunca escrevi com tanta clareza e certeza do que estou preste a digita ( escrever, dialogar) algumas partes será poesia, outras será apenas um poema, um simples desabafo ou até mesmo sentimento mal contado, posso está equivocada ? Sim! Com certeza sim, mas eu não sei o que estou sentindo, sei que não quero sentir e vim me despedir, não vou te entregar no dia que eu acabei de escrever, vou te entregar em mãos e espero esteja lendo bem longe de mim, a essa altura deixei meus pensamentos me sucumbir, mas não vamos falar de mim.
Não se sinta pressionado, não quero que isso seja algo triste, por favor sorria como sorriu nos textos que leu, sorria como nunca sorriu antes, a culpa não é sua, eu que sempre estragou tudo, não nasci pra ser amada e insisto nesta causa, não vai existir outro igual a você, não vai existe outro como você, por mais que eu queira ser a pessoa que nasceu pra você, eu sei que não sou, olha ouvir sua voz é como som de 100 cavalos trotando em sincronia ( melhor parte do meu dia), o dia em que eu te beijar será como 80 borboletas sobrevoando ( melhor que chocolate), seu olhos é como 60 vagalumes que ilumina o caminho ( melhor que estrelas que precisa da lua para brilhar ), seu cheiro deve ser como 40 perfumes vindos do Egito ( melhor que frances ), sua pele deve ser como 20 fios de seda ( melhor que a lã das ovelhas), sem nenhum propósito contei e numerei os detalhes que faz meus pensamentos transcender e não posso esquecer do seu jeito e talento de me desmontar sem eu saber como.
Eu preciso me despedir de você, dói muito, ficar nesse jogo que nem sei as regras, primeiro jogo que não consegui dominar, primeiro jogo que não conseguir controlar, e isso está me assustando me acabando por dentro, vivo pisando em ovos, eu gosto de você mais do que deveria, você fez meu coração inebriar de amor por você então me desculpa ser demais, ser intensa, não sei ser meio termo ou eu me entrego por inteiro ou me rasgo, mas nunca a metade, eu gosto de você, isso é patético, me peguei chorando, me peguei olhando sua foto e sorrindo, me peguei fazendo planos , me peguei lhe encaixando em meus planos, eu não sei o que eu quero , só queria não sentir nada, toda vez me destrói e fico parecendo uma boba que se iludiu sozinha ( um amor imaginário ), olha essa despedida tá doendo mais do que você imagina, e melhor falar tudo o que eu sentia e de uma forma bonita me despedir do que nem deviria existir.




Você chegou como pássaro colorido em um jardim sem cor nenhuma se assentou, não sei o que viu mas decidiu que ali poderia invadir, sabe existe uma raposa naquele jardim ? E ela já não se move mais, abutres disfarçados de pássaros destruíram e a destrocaram em pedaços, cada vez que destruíram esse jardim ela com as patas machucadas e ensanguentadas reconstruí-a cada espaço que faltava, assim brotava outras belas flores para serem arrancadas, não pense que o jardim foi feito pra ser destruído, não , não, ele foi feito pra exposição do mundo criado sem destruição, mais mesmo assim ela aceitou a devastação e até mesmo preferiu ouvir um barulho como música de amor e até mesmo um silêncio ensurdecedor, agarrou-se ao desprezo e anti-amor como alavanca para continuar reconstruindo o jardim, hoje você lindo pássaro colorido o encontrou sem cor mas ainda sim construído pela última vez depois de mil últimas vezes, ela esperou, e esperou e esperou até que cansou, vou lhe dizer como dessa vez ela construiu esse jardim sem cor lindo pássaro, com mãos sangrando ela cavou e afofou a terra, foram dias e noites cavando, então ela em um dia no fim da tarde quando a terra estava mais fria ela decidiu plantar as últimas sementes, sementes essas que não seria mais plantadas pois só iria existir uma terra afofada, ela tinha criado um estratégia com 14 estratégias para espantar os abutres disfarçados de pássaros que destroem flores, mas aí veio um pássaro colorido de longe e pediu pra ficar ali, estão crescendo aos poucos belas flores brancas, mesmo cansada ela se pergunta se deve enfeita-las, com lágrimas ela regou e para que não faltasse luz do dia ela deixa você iluminar, um pássaro colorido que se sente destruído, seu coração tem mais luz que minha solidão, apenas uma raposa que escolheu amar demais. Passarinho, passarinho, leve esse jardim e entregue ao seu verdadeiro amor, uma raposa não pode amar e ser amada por uma espécie tão bela e delicada, existirá outro viveiro para admirar que será perfeito pra morar, e você irá perceber que esse será seu lugar, vou proteger você do mal que te assombrar, só não quero te ver delirar, o medo que me destruiu não vai te assombrar.
Espero que esse novo jardim que te faz sorrir, não te faça chorar, se chorar que seja de felicidade, que esse seu novo jardim esteja colorido e frutífero que não te falte luz nem o doce das suas frutas favoritas, seja em tons da sua cor predileta, que seu jardim saiba sua bebida favorita, seus livros favoritos, seus autores favoritos, que possa ler sua mente e decifra seus sinais e diga em seus olhos que sentiu que foi pra ela , que você é perfeito a cada traço das letra formando palavras, espero que em seu novo jardim colorido diga que você é perfeito todos os dias, que demonstre interesse, que seja seu interesse e de olhos vendados você seja o alvo da alegria de florescer, espero que seu jardim possa se senti inspirado pra um livro sobre você ser criado e quando estiver desmotivado, espero que seu jardim seja seu abrigo pra te guardar quando do mundo não quiser mas guardar, espero que seu jardim seja seu dia de chuva totalmente sem sentido em uma tarde quente ou seja um calor enorme um dia frio, espero que seu jardim seja seu par pra dançar em uma madrugada calma, espero que seu jardim seja o alimento pra sua alma e quando lhe falta agitação destruía o jardim sem cor e volte a voar pelo ar, vou estar escondida olhando você atravéz da lua, todas as noites e durante o dia estarei admirando suas asas, meu lindo pássaro colorido.
"Existem feridas que vão tão fundo que serão eternas! Eu prometi proteger-lo e vou cumprir minha promessa".

"A dor e a delícia" de ser diagnosticado

Inicialmente ressalto que não utilizarei termos acadêmicos porque a minha atenção neste texto é que ele alcance um número de pessoas que entendam, de forma simplória, o que eu quero dizer.

A caminho de seis anos me interessando por assuntos voltados para a psique, diariamente me deparo com a proporção que tomou o uso de diagnóstico pelas pessoas. Muitas se "autodiagnosticam" visitando sites, respondendo a uma bateria de testes sem algum embasamento teórico-científico, conversando com um amigo que está cursando - visitando a sala de aula de - Psicologia ou uma matéria chamada "Psicologia alguma coisa" em um determinado curso. Enfim, pessoas querem se enquadrar a uma psicopatologia ou estrutura psíquica.

Saber o que/quem se "é" em tempos onde todos têm de se mostrar "cult" é chique. E "ser" "bipolar" ou "boderline", então? Moda-psi. E acreditem, estes são diagnósticos dificílimos de serem identificados, e eu ousaria dizer que levariam no mínimo dois anos, com ajuda e controle profissionais, para então a confirmação do que se trata.

O fato de a pessoa ter em mãos seu próprio diagnóstico, quando provindo de um profissional qualificado, não me incomoda. Mas eu ter a convicção de que exista um medicamento ou uma fórmula de "cura" para uma psicopatologia que ainda não foi sequer divulgada, bom, aí já é demais. Comportamentos da nossa era atual estão sendo ditos como doenças, déficits e síndromes em uma velocidade assustadora e isso me preocupa. Por quê?

Bom, acredito sim que toda pessoa tenha o direito de saber o que se passa, tanto no adoecer físico quanto psíquico. Mas o problema maior é a forma em que é passada, e para além disso, o jeito com que a pessoa internaliza a forma que a disseram que ela é/está no mundo. Uma forma que não tem salvação, como se a aprisionasse dentro do seu "ser". E com isso, tem muita gente utilizando o "seu diagnóstico" (o que eu sou, o que eu tenho?) como desculpas a ações absurdas, como a própria obrigação de ser feliz a todo e qualquer custo, ou como desculpas para não se ter responsabilidades. Pessoas estão fazendo mal umas às outras, aos ambientes em que convivem, e no final dão a desculpa do diagnóstico. E isso acontece num tempo de urgências, antes que tudo se acabe, já que para todos a vida tornou-se algo breve.

Para que tenhamos clareza da seriedade do que é diagnosticar, em estágios e acessos a prontuários da Psicanálise e da Psicologia eu vi muitos "psicóticos" ou "obsessivos" sendo enquadrados como "perversos". Psicóticos sendo chamados de "histéricos" ou "neuróticos". "Melancólicos" e "depressivos" sendo chamados de manhosos. "Pessoas fóbicas" ou com "TOC's" tendo direito somente ao uso de medicamentos, e não de se perceberem nas suas dificuldades. E em todos esses casos, é como se tirassem o sujeito da doença e a pessoa tornasse apenas uma telespectadora do sofrer.

Eu aprendi que o diagnóstico psíquico é de uso do profissional no campo da Psicologia ou da Psiquiatria ou da Psicanálise. O que o paciente é ou o que ele tem não é retirado de uma CID ou de um DSM, mas de uma história de vida. Manuais são um caminho, não uma solução. E o tratamento, embora muitas vezes eu concorde que deva sim ser medicamentoso, parte das possibilidades apresentadas pelo paciente ao profissional, e é claro, na busca pela forma que o adeque, por vontade e liberdade dele, a um estilo de vida suportável e feliz.

Acredito que as pessoas não deveriam se preocupar tanto com o que têm ou são no adoecimento psíquico, mas sim com o que podem fazer para cuidarem de si e das pessoas aos seus arredores. Não se trata de parar de dizer qual o diagnóstico, mas de mostrar ao paciente que ele é bem mais que qualquer nome. Não podemos deixar de acreditar na mudança dos sujeitos, na responsabilização dos sujeitos, tampouco superação das limitações dos sujeitos. Todos nós temos limitações. Mas se superar e se autoconhecer são pontos importantes que também fazem parte de uma terapia. Por fim, a terapia é um momento de parar, refletir, recuperar forças... e seguir em frente. Coisas que um diagnóstico não proporciona a ninguém.

Consulte um psicólogo.

Antes mesmo de começar à escrever,
Aprendi à temer.

Quando não passava de uma criança,
Cheia de esperança,
Que brincava de boneca, e sonhava em ser princesa.

Aprendi cedo demais,
Que de fazer maldade, qualquer um é capaz.

Que não precisa ser estranho, pra nos roubar a infância, e impedir de ser criança.

Cresci com o peito doendo,
Tentando curar uma ferida
Que eu nem sabia de onde vinha.

Vivia com uma culpa que não era minha, E um peso tão grande que minhas mãos tão pequenas não sabiam como carregar.

Não conseguia lutar, e ninguém eu tinha pra fazer isso por mim.
Todo mundo me dizia:
"Deixa isso passar!"
E assim, deixei.
Mas o que foi embora, não foi a dor.
Fui eu mesma quem ficou pra trás.

Ninguém ensina
Como crescer direito
Depois de ter a sina
De ser roubada a inocência.

Ninguém me contou
Como se vivia
Depois de ter sido objeto
Antes de sequer poder lembrar
Que eu existia.

Me disseram que o tempo cura,
Mas esquecerem de dizer que o tempo também cobra.
E que se uma ferida não for cuidada, O tempo cicatriza torto, e a dor nunca vai embora.

Hoje, já cresci.
Mas não cresci inteira.
E sim, com um pedaço de mim faltando.

E por isso, carrego comigo um grito antigo.
Que não foi ouvido, mas sim abafado..
E isso antes de eu sequer poder entender o que, e por que tinha acontecido.

E eu sei que não é justo comigo
Carregar sozinha
Algo que nunca foi culpa minha.
Mas ainda sim, fico em silêncio.
E quando a dor chega com força,
Eu pego meu caderno e escrevo.

Por que essa dor
Não vai embora, só ameniza.
Por que não tem como não doer,
Sendo que eu nunca vou saber
Quem eu poderia ter sido.
Se eu não tivesse temido,
Antes de ao menos ter a chance de aprender escrever.

-Victória Licodiedoff Lemos

Primazia

É o início e o fim,
é a luz na escuridão,
que irradia em mim.

É o caminho,
a jornada,
é o tudo em meio ao nada.

Estava no ontem que passou,
e já habita o tempo que vem.
É o detentor da vida,
é Senhor da morte também.

É o sorriso da criança,
é a alegria de cada manhã.
Estava na infância dos velhos,
e está nas suas cãs.

Nunca teve início,
e o fim pra ele não vem.
Com seu dedo escreveu a eternidade,
é Senhor do início também.

Embora Senhor do universo,
envolto em raios de luz,
eu o vi tão sozinho,
trilhando um caminho,
carregando uma cruz.

E se quiser conhece-lo,
não precisa desvelo,
é só falar bem baixinho,
uma pequena prece a ele conduz.

Eu não sei viver sozinho,
venha habitar em mim,
meu amado Jesus.

Autor. Cícero Marcos

No Início

Os degraus me puxam para a rua,
para o agora que é só risco.
Se é para saltar,
que seja de cabeça.
Que eu me derrame inteiro,
sem pudor.
A lua, sentinela,
testemunha a verdade nua:
a dança, a fé que me move,
a pouca lembrança do muito que somos,
entrelaçados nas teias de leves intenções.

O tempo para quem se importa

Aquele dia começou, após uma noite mal dormida, com umamúsica no fundo, bem lá no fundo da cabeça, imperceptível, mas insistente. Arotina de sempre: levanta, lava o rosto, escova os dentes, dá uma olhada noespelho, faz a barba... Neste momento vem à mente as tarefas do dia e tudocomeça a acelerar, a mente foca no que tem de ser feito, o corpo segue asdeterminações e tudo entra no automático. Naquele dia tudo podia ter sido diferente,mas a vida contemporânea exige e cobra o tempo.

O tempo é o que se teve, se tem e terá. É o que deixa a vidafeliz ou triste, prazerosa ou penosa. Aquele dia começou e o tempo de lá paracá já se foi. Neste relacionamento intenso entre a vida e o tempo é precisocuidado para com o segundo de tal forma que o primeiro seja beneficiado. Seassim não for, a vida pesa e o tempo se rebela. Não adianta esconder, mentir,ajeitar, dissimular, fingir, não olhar..., pois o tempo é transparente esensitivo. Esta presente querendo ou não, gostando ou não. Ele não tem escolha.

Anteontem pensou-se no amanhã e a promessa foi feita: nestetempo escasso, a música lá do fundo sairá e vai tomar corpo e será tocada eescutada na integra com direito a reflexão e até repetição, mas o amanhã já foioutro dia e se tornou o ontem e a canção reprimida continuou lá no fundo,escondida atrás das fachadas erguidas para manter algo de valor duvidoso.

E o tempo hoje se apresenta e novamente a promessa é feita erefeita. Quem sabe amanhã tudo muda e a música poderá tocar num tempo normal,menos acelerado, menos dinâmico e assim a fala poderá ser dita e escutada, ocarinho poderá ser dado e recebido, tudo com profundidade e tempo para serapreciado e trocado.

Par de dois para correr
Acorda e tudo começa. Abre os olhos e tudo devagar vai se descurtinando, ainda embaçado vai firmando aos poucos. Estica um braço e o outro busca encontra-lo no alto. Apruma o corpo e as pernas adormecidas se despertam. Os pés tocam o chão. Tudo acontece em par. O coração pulsa mais forte e o corpo se ergue. Segue-se a preparação, o ritual diário. Veste-se o uniforme para partir no caminho da geração do químico viciante que ira dopar o corpo. E tudo que é único segue seu par. Tudo se acelera, o sangue aumenta a velocidade e o coração pulsa. O pé esquerdo corre atrás do direito e o direito atrás do esquerdo. E o tempo passa e tudo acaba. Respiração ofegante, coração na boca, pés juntos, alegria própria da endorfina descarregada. Própria da relação dos pares que levaram àquele estado. O esquerdo e o direito. O de cima e o de baixo.

Nosso lar deveria começar e terminar na sala de estar.
Por LINA VEIRA
Lembro quando meus filhos eram crianças, eu costumava levá-los para brincar na praia e ver o mar. Lá sempre foi uma extensão da nossa sala de estar.
Eles adoravam, e eu aproveitava para estimular brincadeiras de bola e de corrida na areia, aprimorar os elogios e mergulhar no mundo deles. Eu tive esse privilégio, e eles também.
O caçula, parecia ser o mais sintonizado com ambiente, com o irmão e com seu amor a família, um coração saudoso e amigo tem até hoje. O mais velho, sempre ativo e criativo, gostava de receber os amigos na sala de estar, de passar mais tempo no seu quarto e jogar bola com eles na beira do mar.
Mas o que tem haver ”nosso lar” com esse assunto? A praia em muitas circunstâncias, foi minha sala de estar com meus filhos, nosso momento de mais risadas e conversas, porque o verbo da vida em família precisa ser ESTAR. E “ A verdadeira beleza é com certeza a do interior” do nosso interior. Aquela que dura muito tempo e passa diretamente pelo coração imprimindo o caráter de um ser humano. Reconhecendo o território doméstico. Construindo um lar emocionalmente seguro em um mundo inseguro.
Estar junto em família , foi um dos momentos mais sublimes enquanto eles cresciam, e DEVERIA ser a resposta da pergunta: O que temos para todos os dias?

O lar precisa ser um refúgio , na qual os filhos voltassem repetidas vezes, por se sentirem mais seguros e protegidos. E essa expectativa positiva comunicasse com seguridade que existe uma família. Mas nem sempre é.
Uma família, duas famílias... Um lugar em que as crianças aprendessem o significado de ser responsável e de se importar com o outro, onde o coração e o tempo de todos moram em paz.
- Vamos para o quintal de casa, saiam dos bastidores. O verbo de uma família precisa ser ESTAR.

Compreenda a singularidade de cada filho, eles são ricas descobertas silenciosas da vida. Dê a eles uma memória e cultive seu caráter em vez de garantir que eles pareçam bons diante dos outros. Que fantástico ler isso!
E lembre-se , a sala de estar precisa ser um lugar espontâneo e lembrado para toda vida.
E seu lar, um lugar um lugar onde vocês possam assistir um filme juntos, lavar o carro num dia quente, ter uma refeição surpresa toda semana, jogar de tabuleiro e ser feliz.
Não cedam a coisas que destroem as relações familiares.
Lina VEIRA

⁠Quando você lê a bíblia 3x por semana, você começa a conhecer Jesus e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
Quando Você lê a bíblia 4x por semana, guardei a palavra do Senhor no meu coração, para não pecar contra ti.
Quando Você lê a bíblia 5 vezes por semana, ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum.
Quando Você lê a bíblia 6x por semana, posso todas às coisas naquele que me fortalece.
Quando Você lê a bíblia 7x por semana, sede santo, porque eu sou santo.

(Palavra ministeada: igreja Emanuel Jesus é o Pastor)
06-09-2020

O café não avisa quando começa a esfriar.
Não reclama, não insiste, não pede atenção — apenas muda, em silêncio. A fumaça some, o aroma enfraquece, e quando percebemos, já não é o mesmo.

Assim também acontece na vida.
Relacionamentos não acabam de repente — esfriam.
Sonhos não morrem de uma vez — perdem o calor aos poucos.
Presenças constantes tornam-se ausências discretas.

Nada faz escândalo. Apenas se transforma.

O problema não é o tempo, é o descuido.
O café só esfria quando deixamos de segurá-lo.

Afetos precisam de presença.
Amizades, de cuidado.
Amores, de intenção.

Porque tudo o que não é cultivado perde o calor.
E, mesmo que seja reaquecido, nunca volta a ser exatamente como antes.

Por isso, antes que esfrie:
segure a xícara.
Cuide do que ainda está quente.

O Senhor é a força do meu coração.
E é nessa certeza que começo o dia.
Não na minha própria capacidade,
mas no cuidado constante de Deus.
Ele me ensina que fé é permanecer confiante,
mesmo quando o cenário ainda não mudou.
Mas a minha segurança não está nas circunstâncias
está em Deus.
Ele renova minha fé como quem rega uma flor ao amanhecer.
Ele fortalece minha alma com delicadeza e poder.
Resiliência é confiar mesmo sem enxergar tudo.
É permanecer com o coração alinhado ao céu.
É saber que, com Deus, cada passo tem propósito.
- Joelma S Souza

28- Cronica , Ética nesse país tupiniquim?

Num país onde o ano começa depois do Carnaval, às vezes a campanha começa antes da eleição e ninguém percebe direito quando uma coisa vira a outra.

Estamos em ano eleitoral. E o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, será candidato à reeleição. Até aí, nada fora da regra do jogo democrático. A Constituição permite, o eleitor decide, a urna confirma ou rejeita.
Mas eis que surge a avenida. Holofotes, bateria, samba-enredo, emoção. Uma escola decide homenagear o presidente justamente no ano em que ele busca continuar no cargo. E há recursos públicos envolvidos no espetáculo cultural.

É ético?

A democracia garante liberdade artística. O Carnaval sempre foi palco de crítica, de exaltação, de memória histórica. Proibir uma homenagem seria censura e censura não combina com democracia. Arte não deve pedir autorização ideológica.
Mas a ética pública não vive só daquilo que é permitido. Vive também daquilo que é apropriado.
Quando o homenageado é também candidato, quando há dinheiro público circulando e quando milhões assistem pela televisão, a pergunta muda de tom. Não é mais apenas sobre cultura. É sobre equilíbrio. Sobre a linha fina que separa celebração cultural de promoção indireta.
Talvez a questão não seja se é legal , pode até ser.
A questão é se é prudente.
A democracia não se enfraquece por causa de um samba. Ela se enfraquece quando a confiança se desgasta. E confiança pública exige não apenas cumprir a lei, mas evitar qualquer sombra de privilégio.
No fim, quem decide é o eleitor. Mas a ética, essa não espera a apuração dos votos. Ela se revela nas escolhas feitas antes mesmo da bateria começar a tocar. 

R.Grossi

"Sorte é quando a preparação encontra uma oportunidade"; escolha os afazeres com sabedoria, quando dedica tempo a eles, alguns hábitos mudam!
"O maior erro da vida é contar com o amanhã e adiar o viver"; fazemos isto com trivialidades, ambições vazias e distrações, no lugar de vivê-la de forma consciente!
Uma ilusão, que gera uma degradação semântica imediata na realidade: "conquistando algo que não conquistou, e apenas algo que pôde recuperar"!
A "doença do tempo", é a letargia profunda de sentir que o tempo nunca é suficiente; "não é que tenhamos pouco tempo, mas desperdiçamos muito dele"!