Textos para Boas Vindas

Cerca de 20175 textos para Boas Vindas

Emanuele

Era numa noite sem lua
ou talvez fosse dentro do meu peito
que teu nome começou a ecoar
como um sino rachado
anunciando minha própria ruína.
Amada minha,
mais pálida que a névoa que rasteja
sobre túmulos esquecidos,
mais doce que o veneno lento
que se mistura ao vinho.
Eu te amei antes do primeiro delírio,
antes que os anjos, invejosos, cruéis
sussurrem maldições nas frestas do céu.
Eu te amei quando teu riso
ainda não sabia que me condenava.
Teu nome
ah, teu nome
é uma lâmina que percorre
as paredes da minha mente,
entalhando tua face
em cada pensamento que ousa nascer.
Dizem que o amor é chama.
Mas o que sinto é incêndio em catedral antiga:
vitrais estilhaçados,
santos decapitados,
o altar consumido
pela fome da tua ausência.
Eu não durmo
vigio.
Vigio o vento,
como se ele pudesse trazer teu perfume.
Vigio as sombras,
pois nelas imagino teus passos.
Vigio meu próprio coração,
temendo que ele ouse bater
sem pronunciar teu nome.
Ó minha amada
minha febre, minha sentença
teu silêncio é um oceano negro
onde me afogo todas as madrugadas.
Se te afastas,
meus ossos rangem como portas de mausoléu.
Se te aproximas,
minha carne treme
como se a eternidade estivesse
a um sopro da perdição.
Eu te quis mais do que o céu quis as estrelas.
Mais do que a noite deseja a lua.
Mais do que os mortos desejam
Um último suspiro.
E, no entanto,
quanto mais te possuo em pensamento,
mais te perco na carne do mundo.
Te imagino deitada sob constelações frias,
teus cabelos espalhados
como raízes que me prendem
ao chão da loucura.
Ah, se a morte viesse
não para te levar,
mas para selar-nos
num túmulo partilhado,
onde minh’alma pudesse se enroscar na tua
como hera sobre pedra antiga!
Porque amar-te, minha sombria estrela,
não é gesto
é destino.
Não é escolha
é corrente.
E mesmo que os anjos se levantem
com suas espadas de luz invejosa,
mesmo que o mar se abra
em fúria contra meu delírio,
ainda assim
ainda assim
meu espírito rastejaria pela eternidade
sussurrando seu nome
como oração profana.
Pois és minha
não por direito,
mas por obsessão.
E se um dia disserem que não me amas,
o mundo se partirá em duas metades ocas,
e eu vagarei entre elas
como espectro faminto
que só reconhece
um único altar:
Teu coração
mesmo que ele jamais
bata por mim.

Cresci ouvindo:
A vida começa aos 20...
A vida começa aos 40...
A vida começa aos 50...
Descobri muito cedo que a vida começa quando temos a coragem de despertar e começamos a viver cada minuto como se fosse nosso último. A vida começa quando nos deixamos SER; e quando somos...nos amamos e nos agradamos, antes de amar e agradar o outro.
Hoje é um dia lindo de viver!

Instituições não perdem talentos por falta de oportunidade.
Perdem quando deixam de oferecer significado percebido.
Pertencer é sentir que sua presença altera o todo, não apenas ocupa espaço.


Tathiane Pereira
Pesquisadora Independente em Comportamento Humano
Autora da TECT | Fundadora do Voz da Sala

Há uma sabedoria antiga escondida no silêncio. Quando começamos a colocar a vida em ordem, estamos realizando um movimento sagrado: estamos reorganizando não apenas tarefas e compromissos, mas emoções, escolhas, prioridades e até a própria identidade. Esse processo é íntimo. Ele acontece primeiro dentro, no território invisível da consciência. Torná-lo espetáculo pode enfraquecer sua força.

O silêncio não é medo; é maturidade. Ele protege o que ainda está germinando. Assim como a semente cresce debaixo da terra antes de romper o solo, nossos projetos e transformações precisam de recolhimento. Quando falamos demais sobre o que ainda está em construção, abrimos espaço para opiniões, invejas e energias desalinhadas que podem nos desestabilizar. Nem todos torcem por nós — e isso não é motivo de ressentimento, mas de lucidez.

Existe também uma dimensão espiritual nesse recolhimento. O silêncio nos conecta com a disciplina interior. Ele nos ensina a agir mais e anunciar menos. Quem verdadeiramente evolui não precisa provar nada; os frutos falarão por si. O barulho costuma ser a necessidade do ego de validação; o silêncio é a confiança da alma em seu próprio caminho.

Além disso, quando guardamos nossos processos, aprendemos a depender menos da aprovação externa. Crescer em silêncio fortalece a autonomia emocional. A proteção não está apenas em esconder planos, mas em preservar energia. Cada palavra dita é energia dispersa; cada silêncio consciente é energia concentrada.

Portanto, colocar a vida em ordem em silêncio é um ato de estratégia e também de sabedoria espiritual. É compreender que o verdadeiro reconhecimento não vem do anúncio, mas da transformação real. Quando os resultados aparecerem, não precisarão de explicação — serão evidentes. E quem torce por você continuará ao seu lado, mesmo sem ter sido informado de cada passo do caminho.

O amor não começa com um encontro.
Começa antes —
como a luz das estrelas que já morreram
e ainda assim nos alcança.

É uma física invisível,
uma gravidade que inclina os destinos
sem pedir licença às órbitas.
Dois corpos caminhando distraídos
e, de repente,
o universo resolve aproximá-los.

Não é incêndio —
é brasa que aprende o nome do vento.
Não é tempestade —
é maré que entende a lua
e sobe, paciente, pela areia do outro.

Amar é deslocar o eixo do mundo
sem que o mundo perceba.
É dividir o pão e, sem alarde,
dividir também o medo.
É tocar a mão alheia
como quem segura a própria queda.

O amor é um idioma que se conjuga
no plural do futuro:
“nós seremos”.
Mas também é arqueologia —
escava as ruínas da infância,
beija as rachaduras da memória
e transforma cacos em vitrais.

Não há ciência que explique
por que um olhar atravessa
como se abrisse portas antigas.
Nem por que um nome, dito baixo,
possa reorganizar a anatomia do dia.

O amor é um risco.
E ainda assim,
é o único risco
que nos escreve.

Ele exige coragem de mar aberto:
a coragem de não ser ilha,
de permitir que outro continente
encoste em nossa costa
e mude o desenho dos mapas.

Há quem o confunda com posse —
mas o amor não aprisiona:
ele sustenta.
Não amarra:
ancora.

Amar é aceitar
que o outro é mistério
e ainda assim escolher ficar.
É compreender que nenhuma pele
abriga o infinito,
mas que, juntos,
podemos tocá-lo.

E quando o tempo —
esse escultor implacável —
esculpir rugas na face do mundo,
o amor permanecerá
como um fio invisível
costurando dois silêncios
num só respiro.

Porque no fim,
quando todas as palavras forem insuficientes
e toda a glória for pó,
restará o gesto simples:

uma mão procurando outra
na escuridão —

e encontrando.

Não procure ser o melhor, mas sim o mais humilde. Porque até a maior árvore da floresta começa do chão.
Seja simples porque o maior homem do mundo e dono de tudo morreu de braços aberto por ti.
Amigos são pessoas especiais que trazem vida e cores aos nossos momentos, sejam quais forem.
São eles que multiplicam as nossas alegrias e diminuem as nossas dores, tornando os nossos dias cheio sonhos e repletos de magia.

Sempre volto ao início.
Às séries que já sei de cor,
ao filme onde ainda choro,
às mesmas vozes
que nunca aprendi a calar.


Há algo em mim que não solta —
correntes invisíveis
marcando meus pulsos,
puxando devagar
tudo que tento deixar.


Dou um passo à frente,
mas o chão pesa.
Um “e se?” se aloja no peito
como uma pergunta sem resposta,
ecoando mais alto
que qualquer certeza.


Carrego risadas antigas
como quem guarda relíquias,
mas são elas que me quebram:
memórias rasgam por dentro
e levam pedaços meus
sempre que voltam.


Sinto sua falta
mais do que digo.
Sinto medo
mais do que admito.
E desejo o amor
como quem precisa respirar.


“Sinto muito” —
palavras que nunca chegam,
desculpas que se perdem
no silêncio que ficou.


E eu erro de novo,
volto de novo,
revivo de novo —
um ciclo que se fecha
antes mesmo de terminar.


Confundo passado com presente,
visto lembranças como futuro,
e me perco
no que já não existe.


Diziam que a saudade matava.
Mas não —
ela é mais lenta que isso.


É um veneno fraco,
escorrendo pelas horas,
corroendo por dentro
sem pressa de acabar.


O passado já passou,
o veneno já secou —
mas o gosto amargo
ainda mora em mim.


E, mesmo assim,
eu volto.

Os sonhos precisam ser movimentados quando deixam de caber apenas no pensamento e começam a inquietar o coração.


Quando já não nos permitem dormir tranquilos, quando se tornam maiores que o medo e passam a exigir atitude.


Porque sonho parado vira ilusão… mas sonho em movimento se transforma em destino.

“A Coragem de Acreditar em Mim”

Com 23 anos, tenho minha própria barbearia.
No início foi duro. Eu duvidava de mim mesmo, achava que não seria capaz de ter clientes, mesmo sabendo que meu trabalho era bom.
Ouvi várias vezes pessoas ao meu redor dizendo que não daria certo, outras dizendo que eu precisava ter mais paciência.

Minha mente ficava dividida: “Estou indo bem ou estou fracassando?”

Sou um homem trans, e a vida, às vezes, é mais dura pra gente. Mas percebi que isso não pode ser um obstáculo, porque somos humanos como qualquer outro.

Por um tempo procurei fé em religiões, tentando achar respostas fora de mim.
Esquecia de algo essencial: acreditar em quem eu realmente sou.
A ciência, Deus, qualquer coisa… mas às vezes faltava acreditar em mim mesmo.

Houve momentos em que reclamava: “Por que faço bem para todos e nunca recebo nada em troca?”
Depois de dias refletindo, entendi algo poderoso:
Fazer o bem esperando “bens” é diferente de fazer o bem de verdade.

O bem verdadeiro está em cada manhã que você acorda com saúde e tem a chance de correr atrás do seu futuro.
Os “bens”, no entanto, são comparações, a busca de ter a mesma vida que os outros.

Foi nesse momento que percebi: a felicidade não está em ter o que os outros têm, mas em valorizar o que você constrói todos os dias, acreditar em si mesmo e continuar evoluindo, mesmo quando ninguém vê.

Entre Vinho e Mar

Começou com um encontro,
um jantar de olhares demorados
e taças de vinho
que refletiam o brilho da expectativa.


A música nos chamou.
No tango,
nossos corpos aprenderam
a linguagem do silêncio:
peito contra peito,
respiração misturada,
passos que se reconheciam
como se já se soubessem de cor.


A noite nos levou até o mar.
Tirei meus saltos,
e a areia fria recebeu nossos pés descalços.
Caminhamos devagar,
de mãos dadas,
rindo como dois cúmplices
que descobriram um segredo.


O vento brincava com meus cabelos,
e eu sentia seu olhar
percorrendo cada gesto meu
com uma ternura inquieta.


Voltamos para o hotel
com o sal do mar ainda na pele
e um desejo tranquilo
crescendo entre nós.


No seu quarto,
a madrugada se abriu
em abraços demorados
e promessas murmuradas entre beijos.


Amamos a noite inteira —
como se o tempo tivesse parado
só para ouvir
nossos corpos conversando.


Depois, no silêncio suave da madrugada,
eu te observei.
O teu sorriso…
aquele sorriso de quem ama
e encontra paz
só por me ter ao lado.


O teu cheiro ainda me envolve,
quente, familiar.


E aquela camisa azul-bebê
sobre a tua pele
parecia feita de céu,
iluminando você
como se a noite inteira
tivesse sido desenhada
apenas para nos encontrar.

CONSTRUA SUA HISTÓRIA – Lourdes Duarte
Mantenha-se entusiasmado com as incríveis oportunidades que a vida lhe oferece, construa a sua história com paixão e propósito, deixe sua marca no mundo. Você é uma linda história esperando ainda para ser contada, um livro aberto às possibilidades infinitas. Só você pode escrever página por página, acreditando que nada é impossível, pois a única coisa impossível é aquilo que ainda não foi tentado realizar. Acredite no seu poder, confie no seu coração e escreva a sua história com coragem e determinação.

Há algo de impreciso no começo das coisas
como se o mundo hesitasse
antes de permitir que existam


foi assim quando ela falou
e não era o que dizia
era o modo como o tempo cedia
se organizando ao redor da sua voz
como se, por instantes, viver fosse apenas escutar


segurei sua mão
com o cuidado inútil de quem testa o real
como se o toque bastasse
contra todas as dúvidas


não bastava
mas houve um intervalo
em que isso deixou de importar


o abraço dela não me acolheu
me suspendeu
como se o corpo, enfim, esquecesse
a necessidade de se defender


e então o balanço


subíamos
não o suficiente para escapar
mas o bastante para esquecer o peso
o chão permanecia — paciente
como tudo que é inevitável


o céu, distante
como tudo que chama


entre um e outro
havia um erro breve no mundo
onde nada exigia conclusão


ríamos
com uma leve irresponsabilidade
como se a queda fosse improvável
e não certa


penso nela
e o pensamento não repousa
me desloca


como o balanço
que não pertence ao alto nem ao baixo
mas a esse entre
onde tudo se sustenta por um instante
e nada promete ficar


há um medo quase silencioso
de ser apenas isso
o intervalo


enquanto o outro
talvez espere algo mais firme
mais inteiro
mais digno de permanecer


ainda assim
há esse impulso
de voltar ao ar


não por coragem
mas por uma espécie de esquecimento
do chão


e, por um instante,
olhar para cima
parece suficiente

A vida nunca foi fácil
Junte seus pedaços e desce pra arena
Mais uma batalha vai começar e ao fim do dia uma pequena pausa pra um breve descanso pois uma nova guerra se inicia à cada amanhã
Porque nada como um dia após o outro pra saber que o bom da vida e viver plenamente o agora pois cada segundo que se passa e só mais um segundo que se perde
Cabe a cada um de nós saber utilizar seu tempo para fazer o bem ou para fazer o mal
A escolha, é sua
Mais as consequências não...
As consequências, lhe serão dadas conforme suas escolhas

É no jardim secreto da alma que começam as indagacões as dúvidas os sentimentos e até mesmo aquele pensamento que deixamos na gaveta e pegamos ele de volta para preencher nossos minutos e segundos da nossa vida.
E por muitas vezes tentamos colocar debaixo do tapete esses sentimentos que vagueiam a nossa volta.
Objetivo é encarar a si
mesmo

⁠Eu te amo;vou iniciar assim hoje pq meu amor está prestes a explodir,preciso demonstrá-lo,é muito o q sinto e tão pouco o q faço, mas sei q vc compreende esse sentimentos,compartilhamos do mesmo amor,da mesma intensidade sendo resumido em um "infinito inefável"; sabe meu amor,ao seu lado eu sinto o mundo indo embora e vc me preenchendo,vc é algo q não se pode explicar,eu só quero te amar,quero poder estar ao seu lado 24 hrs por dia (algo q jajá vai se realizar); pode se segurar em mim,eu te carrego meu amor,eu estou aqui para os seus momentos bons,mas principalmente pros ruins,e vc sabe disso,entt pode continuar contando comigo para tudo,eu sou sua alma gêmea, seu companheiro, seu melhor amigo e seu protetor amor,vc foi aquela q deu luz à minha vida,e eu serei àquele q será seu ombro nós momentos mais difíceis,eu não me canso de dizer q eu te amo e nunca me cansarei,sou muito agraciado por ter vc na minha vida, todos me vêem feliz e alegre, mas somente vc sabe q é por ti os meus sorrisos mais sinceros.Eu amo o seu sorriso,amo a forma como você enxerga o mundo(sempre comigo ao seu lado),amo as suas manias, te amo assim, meu amor: por completo.


EUTE AMO MUITO MINHA JUJUZINHA
Este textoé destinado à vc: Vitória Juliene Madariaga, minha mulher.

Leva tempo até entendermos o que é poder. No início, ele parece um lugar a ser alcançado. Um topo. Uma promessa de reconhecimento, autonomia, controle. E então nos movemos, estudamos, trabalhamos, insistimos, suportamos, com a convicção de que, ao chegar lá, algo finalmente se encaixará.

E, de fato, chega-se.

O lugar de poder existe. Ele se apresenta em forma de conquista, de posição, de nome, de autoridade. Há uma certa vertigem nesse ponto. Um brilho que, por um instante, convence.

Mas há também um detalhe que não nos contam: a coroa pesa.

No começo, quase não se percebe. Há orgulho, há prazer, há a sensação de ter valido a pena. Mas, aos poucos, ela começa a apertar. Exige manutenção, performance, constância. Cobra uma versão de nós que, nem sempre, coincide com quem ainda somos.

E é aí que algo mais profundo se revela. O verdadeiro poder não está em sustentar a coroa a qualquer custo. Está em poder retirá-la. Em perceber que nenhuma conquista vale a perda de si. Que nenhuma posição justifica o sufocamento da própria verdade. Que nenhuma forma de reconhecimento compensa o preço de viver desconectado do que nos faz inteiros.

A verdadeira liberdade talvez esteja nisso. Na possibilidade de chegar e também partir. De ocupar e também recusar. De ter sem se tornar refém do que foi conquistado. O maior poder não está no topo, mas na autonomia de não permanecer nele quando ele já não nos serve.

Porque, no fim, nenhuma coroa deveria custar a própria cabeça.

⁠"Sentada numa mesa sobre o Luar de Primavera, começo a escrever. Penso em todas as possíveis palavras, mas nenhuma conseguem descrever o que eu sinto quando estou perto de você;

Olho para o papel em branco a minha mesa e para a imensidão que está diante de meus olhos, penso e repenso, contudo parece que me faltam palavras para descrever o quanto eu penso em você;

Fecho os meus olhos e olho para dentro do meu ser e entendo que as palavras falharam porque elas sabiam que não conseguiriam dizer o quanto eu quero você."

⁠Boa noite!
Que você tenha um final de domingo abençoado para o começo de uma semana incrível.
Que seja cheia de bênçãos e vitórias.
Deus já abençoou a sua noite e a sua semana.
Que o seu descanso seja revigorante e o seu sono relaxante. Tenha bons sonhos.
Um abençoado descanso pra você!

Entre o Tempo e o Silêncio


Ninguém percebeu quando começou. Talvez tenha sido no instante em que o relógio parou, ou quando o último som se dissolveu no ar como névoa. A cidade, antes pulsante, agora parecia suspensa, como se aguardasse algo que ninguém ousava nomear.


As ruas estavam intactas, mas havia uma ausência que doía. Não era medo. Era expectativa. Como se o mundo tivesse prendido a respiração.


E então, veio o sussurro.


Não pelas bocas, mas pelas paredes. Pelos espelhos. Pelos sonhos. Uma mensagem codificada em memórias esquecidas, em gestos repetidos, em olhares desviados. Algo estava voltando. Ou talvez nunca tivesse ido embora.


A pergunta não era "o que é isso?", mas "por que agora?"


Evans Araújo.

ORAÇÃO A DEUSA BASTET,

Neste início de ano venho lhe pedir, nos proteja dos maus-tratos, abandono e indiferença dos humanos. Cuide dos meus “irmãos” que vivem, nos rios, mares, matas e no ar. Nos livre das ruas, superstição, gaiolas, laboratórios, caçadas, pescarias, matadouros, granjas,“diversão” e dos sadismo dos humanos.
Amém...