Textos para Boas Vindas

Cerca de 20163 textos para Boas Vindas

Ó meu ex-amor, a sombra que já não me alcança,
Hoje a brisa que sopra é de um novo amanhã.
Houve dor, sim, mas nela encontrei a esperança,
A força que brotou de uma antiga manhã vã.
​Fui teu espelho quebrado, tua voz que silenciou,
Mas a poeira baixou, e a vista ficou clara.
Obrigado por ter me transformado, o que restou
Não é mágoa, é a coragem que em mim se declarou.
​Nesta pessoa que eu sou agora, não há vestígio
Daquelas amarras que um dia me prenderam.
O medo se foi, e cada antigo vestígio
De um tempo de trevas, meus olhos já não viram.
​Fui casulo em choro, hoje borboleta em voo,
Cruzando horizontes que jamais sonhei tocar.
A tua ausência, enfim, foi o vento que me impulsionou,
E o passado distante não mais me pode assombrar.
​Que a vida te siga e que o teu caminho seja,
Eu sigo o meu, com um brilho que só se acendeu.
Agradeço a lição que o teu adeus me legou e teja
A paz em meu peito, um amor que me renasceu.

O dia se cala e o sol vai embora,
Guardando a promessa de um novo amanhã.
O céu de veludo se acende agora,
Com luzes de prata e mansidão manhã.
É hora de soltar a pressa e a dor,
Entregar o cansaço ao silêncio e à luz.
Pois a noite acolhe com todo o seu amor,
E em paz, com as estrelas, o sono conduz.

Eu estava adolescente de novo, voltando da escola, o caminho que conheço tão bem, o chão de terra batida, as casas ainda sendo construídas, o terreno baldio que eu cortava para chegar em casa. Tudo exatamente como era, mas agora eu via com os olhos do sonho, que parecem ser mais vivos do que qualquer memória. Eu tinha medo, um medo que me apertava o peito, aquele tipo de medo que faz o corpo encolher antes de chegar perto de alguém que você ama e teme ao mesmo tempo. E lá estava ele, meu pai, sentado, cabisbaixo, triste, a tristeza transbordando do corpo dele e entrando pelo chão, pelas paredes, pelos poros do meu próprio corpo. Eu sabia o que poderia ter acontecido, não precisava que ele falasse nada. Ela havia fugido de novo, minha mãe, meus irmãos talvez nem estivessem mais lá, e o mundo parecia menor e mais pesado por isso.
Passei por ele com cuidado, cada passo pensado, cada olhar desviado, torcendo para que ele não falasse comigo, para que meu silêncio fosse suficiente para me proteger. Atrás da casa, pelo quintal, eu saí de mansinho, como quem tenta escapar de uma sombra que poderia me engolir. A sensação de perigo era familiar, algo que eu sentia há anos, mas que naquela idade parecia ainda maior, mais cruel, mais absoluto. Eu não podia ficar ali, não podia enfrentar aquilo sozinha, então aprendi a fugir, aprendi a cuidar de mim mesma mesmo quando não havia ninguém para me proteger.
O sonho me mostrou que essas cenas não eram apenas memórias, eram marcas, mas também eram força. A menina de 16 anos correndo pelos fundos da casa, cheia de medo, era a mesma que saiu de casa para se proteger, que aprendeu a se virar sozinha, que sobreviveu a tudo isso. Hoje, olhando de fora, vejo aquela garota como alguém incrivelmente corajosa, alguém que carrega não apenas medo, mas também uma resiliência que a faz sorrir diante do absurdo do mundo. Eu podia sentir o peso do passado, mas também sentia a leveza de quem se libertou dele, de quem aprendeu a caminhar em silêncio pelo quintal do medo e sair inteira do outro lado.
É engraçado como a memória volta com tanto detalhe, como se cada casa, cada pedra do terreno baldio, cada olhar do meu pai, estivesse esperando para ser revisitados. E ao mesmo tempo, é uma oportunidade de abraçar a menina que fui, de reconhecer a coragem que existia nela, de rir um pouco da própria vida que nos coloca em situações que parecem impossíveis. Eu saí de casa aos 16 anos, mas cada passo que dei depois, cada escolha, cada risco, cada fuga silenciosa, me trouxe até aqui. A menina de ontem e a mulher de hoje se encontram nesse sonho e percebem que o medo não é mais absoluto, que a dor foi sobrevivida e que a força acumulada nesses caminhos de terra é imensa, invisível, mas real.
E talvez seja isso que sonhos assim fazem, nos lembram do que fomos, do que sentimos, do que superamos, e nos mostram que mesmo na mais profunda escuridão, mesmo quando parece que não há saída, há sempre um caminho, mesmo que seja pelos fundos, silencioso, mas cheio de vida, cheio de coragem, cheio de sobrevivência.






Um sonho do dia 25/03/2026

Me conheça de novo.


Agora eu carrego outro cheiro,
outros olhos,
uma nova voz.


Não procure em mim
a pessoa que você deixou partir,
porque aquela versão de mim
ficou perdida entre antigas estações.


Eu voltei com novas tempestades nos cabelos,
com outros silêncios no peito,
com histórias que minhas próprias mãos
ainda tentam decifrar.


Meu olhar mudou.
Ele já viu abismos,
já atravessou noites compridas,
já aprendeu a enxergar beleza
onde antes só existia ruína.


Minha voz também mudou.
Ela não pede mais licença para existir.
Ela traz o peso dos dias vencidos
e a leveza de quem descobriu
que renascer também é uma forma de vingança.


Então me conheça de novo.


Não tente encontrar quem eu era.
Escute quem eu sou.


Eu ainda tenho a mesma alma,
mas agora ela veste outra pele,
respira outros sonhos
e caminha por um caminho
que só eu conheço.

A Viagem


O tempo fortalece as convicções
das descobertas,
para se viver o novo mundo.


A viagem é certa a qualquer tempo.


O que me entristece não é
a ausência dos que se foram.


Mas, a presença dos que
aqui estão como se
tivessem partido.


Ademílton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna
Direitos Resevaddos

Estou chorando de novo.
As lágrimas caem como a chuva lá fora.
A diferença é que a chuva é ouvida,
e as minhas lágrimas, não.


Penso que eu era como o céu pela manhã:
limpo, claro e sorridente.
Durante o dia, ficou nublado,
e, à noite, não aguentou mais e choveu.


Na minha infância, tudo era mais colorido.
O céu era azul, a grama, verde.
Quando fui crescendo, tudo perdeu a cor.
O céu, nem sei mais de que cor é,
e a grama faz tempo que não vejo.

Vamos semear o bem em cada novo amanhecer,
Fazer da nossa história um motivo para viver.
Porque o maior milagre que podemos construir
É um mundo com mais amor para repartir.
Mais amor, por favor, essa é a nossa missão,
Levar paz, esperança e luz ao coração.
Enquanto existir amor, sempre haverá razão
Para acreditar na vida e seguir com gratidão.

Viva cada dia um novo momento,
Guarde no peito o melhor sentimento.
O ontem passou, o amanhã vai chegar,
Mas é no hoje que a vida ensina a amar.
Não tenha medo de recomeçar,
Há sempre um novo sonho para realizar.
Quem vive com fé transforma a dor em luz,
E encontra esperança nos caminhos que Deus conduz.
Helaine machado

⁠Calmaria

Depois do temporal a calmaria.
Surge um céu brindando um novo dia.
Chuva raivosa foi aguar em outro lugar...
Deixou espaço para o Sol brilhante no horizonte raiar.
Brisa suave a manhã vem suavizar.
Pássaros cantam um novo dia a chegar.
Borboletas coloridas... sobre flores perfumadas... no jardim estão a bailar.
Novo dia. Dia novo.
Sol... calor de manhã de verão.
Sopra um vento meigo de novo.
Folhas das árvores a cobrir o chão.

Bom dia!
Que o sábado chegue com a delicadeza da brisa e a luz mansa de um novo amanhecer. Que cada instante floresça em sorrisos sinceros, serenidade e pequenas alegrias capazes de renovar a alma. E que, ao cair da noite, o coração esteja leve, repleto de paz e de esperança para abraçar com coragem e entusiasmo os dias que ainda virão.

ESPERANCIALIDADE: foi o termo que criei para, na filosofia de Heidegger, ser considerado um novo existencial ontológico (modos que os humanos são, atemporais e em qualquer cultura).

É o que nos abre as condições de possibilidades na Esperança (ôntica, concreta), de existirmos ao menos com uma mínima vontade de nos cuidarmos; pois somos-esperança - , caso contrário se está internado num manicômio ou recluso, gravemente doente).

30/10/2025.

Te quero inteira!




Te quero de novo, sem pressa, sem jogo,


Te quero de novo, sem medo, sem sombras, sem idas e vindas, sem choros,


Te quero de novo, sem alarme, sem celular, sem perceber quantas voltas o mundo dá,


Te quero de novo, a noite na cama de pijama saindo cedo descalça e trêmulo querendo desmaiar.

Mude as narrativas




Nos lugares aonde já sofri, resolve voltar e plantar um sentimento novo,


A cada amanhecer o livro está pronto para ser escrito de incontáveis formas diferentes,


Depois que eu aprendi a falar a língua dos sonhos, os pesadelos entraram no módulo avião e é nessa frequência que tenho tido todo o sucesso,


Mudar as narrativas pode transformar o choro que doeu em lágrimas de alegria.

Zerei tudo

O medo me julgou, até eu dar o troco,
Zerei tudo, para recomeçar de novo,
Arriscar requer coragem, viver exige os enfrentamentos,
No olhar esbugalhado, a rebeldia grita enquanto transborda de alegria,
As portas do inferno foram fechadas, a montanha à frente é grandiosa no estilo nepalesa, mas a minha vontade de tocar o céu já me faz enxergar o topo.

O Teste do Agora
Cada amanhecer exige um novo escudo,Um teste diário de controle e calma.Nessa frequência paranoica de tudo,A correria consome o lazer da alma.


O mundo parou, o isolamento foi real,Trancados na rotina de um lar profundo.Vinte e quatro horas no mesmo quintal,Revelando quem éramos pro fim do mundo.


No dia a dia comum ninguém se via,O espelho da família estava ocultado.A pandemia trouxe a face que se escondia,O laço real que havia sido guardado.


A tela da TV só traz o tormento,Ansiedade que dita o peso das horas.Planejar o amanhã virou puro desalento,As grandes certezas foram jogadas fora.


Não cabe mais desenhar o futuro no papel,Com a política entregue à mão alheia.Depender do outro é viver sob um véu,Onde a decisão de fora nos encadeia.


Para não colher frustração no peito,O segredo é viver o hoje, sem pressa.Caminhar no presente é o único jeitoDe proteger a mente e cumprir a promessa.


— Roseli Ribeiro 2026

⁠⁠A voz do galo anuncia pela manhã um novo dia;
é o elemento da natureza que aos por Deus agraciados com vida desperta;
para um novo dia os desperta.
Um povo sonha com liberdade, cujo caminho acredita ser a alternância;
já sem medo, disto mesmo falam jovens e crianças;
ignorando e reputando por mitos estratégicos de um vermelho e preto, os contos sombrios sobre um galo que comia crianças, o qual se chama "o Galo Negro";
mudaram a verdade da sua negritude, e a definiram como sinónimo de maldade, então, tal conceito perdurou dêcadas aprendendo-o as novas gerações já desde o berço.
Hoje porém se conhece que, a verdade não é todo assim; e revoltados se levantam querendo o passado corrigir;
eles já não podem mudar o passou, esta é a verdade, porem
têm nesta manhã em que o galo mais uma vez os há de chamar, a oportunidade de fazer melhor, deixando desta vez o que é público o galo administrar.

*
Mas não nos enganemos, meu povo, o melhor de tudo só Deus nos pode dar, portanto esperemos nEle. ELE TEM O QUE PRECISAMOS, ELE É O DE QUEM PRECISAMOS.

Eu vivo no improviso
mas meu coração rima sem querer Entre notas e versos.
Me encontro de novo, como quem volta pra casa sem perceber.


Sou apaixonado pela música que cura, pela poesia romântica que acende o peito , conto histórias vivendo sentimentos, e no silêncio mais fundo encontro meu jeito.


Tudo o que toco vira verso, tudo o que sinto vira canção. Sou feito de melodias e memórias de saudade, amor e inspiração.

Um Novo Dia


Hoje é um novo dia,
mas a verdade é que nem
tudo recomeça bonito.
Ainda tem resto de você
espalhado em mim —
no jeito que eu acordo,
no silêncio que fica depois
que tudo passa.
Eu levanto, sigo…
mas não finjo que não doeu.


Eu pensei que já tinha
aprendido a esquecer,
mas tem coisas que não saem
— só mudam de lugar.
Você ainda aparece nos detalhes pequenos,
e é ali que aperta mais.
Amar você foi real, sem enfeite,
sem exagero…
e talvez por isso seja tão difícil deixar ir.


Hoje é um novo dia, sim,
mas eu não sou mais
o mesmo de antes.
Tem mais cuidado no meu sentir,
mais verdade no que eu não digo.
E mesmo seguindo em frente…
uma parte de mim ainda olha pra trás — só pra ver se você vem.

só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido

Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.

E eu nunca encontro.

Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.

Ninguém se apaixona num instante.

A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.

Primeiro sente falta de uma conversa.

Depois de uma risada específica.

Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.

Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.

O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.

Você nunca precisou.

Nunca precisou dizer as palavras certas.

Nem inventar versões melhores de si.

Eu gostava justamente das pequenas distrações.

Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.

Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.

Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.

Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.

Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.

Você nunca ocupou espaço demais.

Você preenchia os espaços que já existiam.

Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.

Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.

Você não mudava quem eu era.

Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.

Às vezes isso ainda me assusta.

Porque existem encontros que parecem improváveis demais.

Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.

Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.

Se você tivesse escolhido outra rua.

Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.

Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.

E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.

É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.

Você apareceu sem fazer promessas.

Sem dizer que ficaria para sempre.

E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.

Porque nunca foi sobre vencer o tempo.

Foi sobre existir dentro dele.

Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.

Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.

Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.

Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.

No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.

Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.

Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.

E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.

Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:

Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?

Maturidade em Novo.

Sabem aquela pessoa que fica no topo todos os dias? Aquela que transparece e tem maturidade o suficiente para levar tudo atrás de si? Aquele miúdo que conhecemos que é diferente, ou porque tem mais capacidade, ou porque gosta de coisas complexas ou pelo simples facto de ser melhor do que "eu". Bom, essa pessoa sou eu.

Conhecido por Homem, não por miúdo. Conhecido por ter consciência do que faço, não por ser um rodado. Conhecido por ter objetivo de vida, não por seguir o caminho que os outros seguem.

Sou aquele rapaz que perdeu o medo de transparecer o que os outros não querem que transpareças. O meu passado ainda passa por mim, todos os dias.

Lembro-me do miúdo que era, aquele rapaz que sofria por 2 miúdas que não valiam nada. As 2 miúdas com que te importaste durante anos da tua vida. 2 miúdas que acabaram contigo.

Depois dessa perda, segui em frente e consegui alcançar algo em mim que não conhecia.

Depois desse dia, é raro ser mesquinha. É raro eu ter vontade de bater em alguém. É raro alguém me rebaixar sem eu dar luta para manter a minha estabilidade. É raro alguém conseguir pisar-me como se eu fosse lixo. Nunca mais volta a acontecer.

"És capaz", dizem os mais sábios. Mas não, nem sempre consigo tudo, nem sempre consigo ser capaz de fazer o que me passa pela cabeça mas, consigo fazer com que, de qualquer das formas, eu ponha essa ideia de canto e ela nunca mais surja em mim.

Eu sou aquele rapaz que, comparado aos outros, é considerado "O Homem".

Todos já devem ter passado por conversas constrangedoras e, pelo menos uma vez na vida, decidem abrir-se e deitar tudo cá para fora sem pensar. Eu não consigo fazer isso.

Eu só consigo fazer uma coisa, fazer com que os outros não me influenciem.