VLR
Tempo.
Sinto que a cada dia que passa menos miúdo fico. Em novo pensava que "conseguir" era rápido e simples mas, sinceramente, nunca foi, não agora. Desilusão atrás de desilusão, arrependimentos, saudade... Ser jovem é lixado.
E aquela sensação que sentimos quando nos perdemos numa relação? A sensação de arrependimento constante quando estamos literalmente a tentar manter algo que não tem saída.
Algo que, depois de terminado, é um peso a menos que levas contigo e tu simplesmente passas por ela e, finalmente, não sentes a obrigação de lhe dar todo o cuidado que ela "merecia".
As noites que passaste com ela a falar, alegre, ou pelo menos eu pensava que sim. Becos sem saída...
O dia 27/07/26 que te fez viver um dos momentos mais aliviantes de sempre, o término. Aquela confiança que procuravas construir mas que nunca existiu porque, como era óbvio, ela não me conseguia tocar sequer, não é?
Vivo todas as noites a mesma coisa, reflexão até às 2 da manhã e não consegues dormir bem depois disso. Acordas com dores e com cansaço depois de ter literalmente dormido 12h do meu dia. As dores no peito que sentes desde que tu começaste a ser frio.
Eu não me arrependo do que passei estes últimos 3 ou 4 anos. É normal viver arrependimentos e isso originar traumas mas, nada que te fique na memória permanentemente.
Já nem te lembras do nome dela, do que vivias com ela portanto, não tens que te chatear com isso, certo?
Sou diferente quando consigo ser mais? Sou diferente quando digo que prefiro o cabelo longo do que o cabelo curto? Porque eu realmente gosto.
Sou julgado por ser diferente a partir do momento em que consigo ser eu mesmo. Como eu gosto de ser, como sempre quis e sempre serei.
Eu sempre que penso em algo, é sempre no mesmo, porque é que eu dependo de amigos? Porque é que eu preciso de alguém sendo que sou diferente e consigo ser "bom" sozinho?
Eu sempre precisei de uma distração mas não ao ponto de utilizar pessoas como bonecos mas, sempre fui o boneco dos outros. Em novo comecei a tomar iniciativa. Iniciei a mudança com que sempre sonhei, a mudança de mentalidade.
Eu realmente não tenho medo de dizer que acho horrível ver miúdos assumirem como PAN´S, GAYS ou coisas do género. São crianças praticamente, não têm mentalidade sequer para se assumirem como algo que nem sequer viveram.
Não tenho medo de mostrar que gosto de viver os meus sonhos na loucura máxima. Já perdi aquele medo de, "O que é que ele pensa de mim?". Desde de o dia 16/06/24, tornei-me outra pessoa.
Gosto de ler, gosto de escrever, gosto de mim, e isso não será minimamente influenciado pelos que me rodeiam porque, deverás, eu não dou a mínima.
(Nota: Fiz este texto para aliviar um peso que habita em mim à algum tempo, pode estar confuso pois é assim que eu tenho vivido, na confusão. Sou novo e gosto deste tipo de reflexões diárias.)
