Textos para Alguém Especial
Durma , isso não é nada
Durma isso logo passa
Durma, que tudo é só ilusão
Se alguém achou a sua estrada,
Achou-a em confusão,
Não se culpe por isso
Sua alma foi enganada.
Não há lugar nem dia
Para quem quer procurar
Nem paz nem alegria
Para quem, por amar,
Se entrega e confia.
Melhor ser realista a
Fingir dócil , sem o ser
Ficar como ficamos,
Sem pensar nem querer,
Dando o que esgotamos
Amar sem nada receber .
Meu Coração é um Estúpido
Alguém disse ao meu coração
Que já não te amo.
Mas ele recusa-se
A deixar-te partir.
Queria ser tão forte
Como este coração,
Para entender
Onde vai buscar tanta estupidez.
Sabes quantas vezes
Já o encontrei a chorar?
Quando lhe perguntei o motivo,
Respondeu-me
Que era apenas uma tempestade
E que passaria mais tarde.
Mas, noutro dia,
As lágrimas continuavam.
Voltei a perguntar-lhe,
E garantiu-me
Que a tempestade regressara
Ainda mais forte.
Mesmo assim,
Disse que ela não o iria abalar.
Acrescentou ainda
Que já suportara dores piores
E, apesar de tudo,
A vida continuara a caminhar.
Então disse-lhe:
“Se o amor é assim,
Eu desisto de amar.
Desisto de sentir.”
O coração olhou para mim, espantado,
E respondeu:
“Tu nunca amaste de verdade, meu amigo.
O amor é assim.
Hoje faz-te conhecer
A pior das infelicidades;
Amanhã oferece-te
A maior das felicidades.”
Respondi-lhe:
“Então isso não é amor…
É um castigo.”
Castigo da Feitiça, 2026
Como pássaros feridos, voamos sem direção, não temos abrigo, alguém que nos dê atenção. Estamos sem direção, voamos sem direção, nas asas da imaginação, nesse mundo cão... Encontramos um ninho, já tem ocupantes, continuamos voando sozinhos à procura de paz, um dia nos cansaremos, de voarmos contra os ventos, e as pedras que nos feriram, não mais nos atingirão...
Voltemos pra casa então, o paraíso é nosso ninho então, lá nos salvaremos da maldade então...
Deste mundo cão...
É você...
É você quando o mundo pesa
e alguém fica.
Quando o silêncio ameaça me engolir
e uma presença basta para me lembrar
que ainda existe chão sob os pés.
Você não chega fazendo barulho,
chega ficando.
É você quando me entende sem tradução,
quando segura minha mão
antes mesmo de eu pedir ajuda.
No meio do meu caos,
é abrigo.
No meio das minhas dúvidas,
é certeza tranquila,
daquelas que não precisam prometer nada.
E talvez seja isso que mais importa:
você não me salva —
me acompanha.
Não me ensina a viver,
vive comigo.
Veio sem aviso, sem plano, sem pressa…
e ficou,
como quem escolhe todos os dias.
Se existe entre nós alguém que ainda guarda um segredo que lhe parte o coração, precisa saber que a carne humana não suporta para sempre o peso da dor. Um dia, o corpo cansa-se, a alma sucumbe, e aquilo que foi silenciado por tanto tempo encontra finalmente uma forma de se revelar.
Daniel Perato Furucuto
depois da porta (DC referência)
Eu nunca soube muito bem o que fazer quando alguém percebe que pode me destruir.
Talvez por isso eu tenha ficado.
Existe uma espécie de covardia bonita em continuar perto de quem conhece exatamente o lugar onde apertar. A pessoa nem precisa levantar a voz. Basta um silêncio diferente, uma resposta mais curta, aquele olhar que antes demorava um pouco mais. E pronto. O sujeito que jurava não depender de ninguém começa a procurar significado em migalhas.
Eu conheço esse lugar.
É estranho admitir que alguém pode morar dentro da gente sem pagar aluguel, sem pedir licença e, pior, sem sequer saber que possui uma chave.
Eu tentei transformar isso em orgulho.
Disse para mim mesmo que não precisava. Que conseguiria seguir. Que havia outras pessoas, outras noites, outras histórias esperando para acontecer. Fiz do desapego uma espécie de religião particular e passei a repetir suas regras sempre que sentia vontade de voltar.
Mas o corpo não entende discursos.
O corpo lembra.
Lembra da voz.
Do jeito de chegar.
Da presença ocupando um espaço que parecia ter sido construído exclusivamente para ela.
E então existe aquele segundo ridículo em que tudo volta.
Não como memória.
Como presença.
É aí que eu percebo o problema: talvez eu não queira ser libertado.
Talvez uma parte de mim ainda queira ser segurada.
Não porque eu não consiga ficar de pé, mas porque existe uma diferença absurda entre estar de pé e ter alguém por quem valha a pena cair.
Eu poderia mentir e dizer que quero alguém que nunca me faça perder o controle.
Não quero.
Eu quero alguém diante de quem meu controle pareça uma coisa pequena.
Alguém que atravesse minhas defesas sem precisar arrombá-las. Que veja toda essa pose de homem resolvido e perceba que, por trás dela, existe alguém que só queria encontrar um lugar onde não precisasse estar sempre pronto para ir embora.
Talvez seja isso que assusta.
Não amar.
Ser conhecido.
Porque quando alguém realmente conhece você, acaba a possibilidade de fingir que não sente.
E eu sinto.
Sinto até quando finjo que não.
Então, se algum dia eu voltar para aquela porta, não será porque esqueci tudo o que aconteceu.
Será justamente porque lembrei.
Porque existem pessoas que a gente supera.
E existem aquelas que permanecem como uma música tocando baixinho em algum cômodo da casa, você pode sair, fechar a porta, mudar de endereço, começar outra vida.
Mas, de vez em quando, no meio da madrugada, ainda consegue ouvir.
E talvez eu ainda esteja ouvindo.
Talvez seja por isso que, mesmo sabendo o quanto isso me desarma, uma parte de mim ainda sussurra:
fica.
Não precisa me salvar.
Só não solta agora.
"Tudo que eu falei, alguém já falou.
Tudo que eu escrevi, alguém já escreveu.
Tudo que eu cantei, alguém já cantou.
Mas, tudo que eu amei, vivi e senti,
ninguém amou, viveu ou sentiu.
Ninguém...só eu! "
♫ Agora Sofre, sofre...
Todo mal que cê me fez, você bem cedo irá pagar...♫
☆ Haredita Angel
Talvez doa deixar ir
Às vezes,
amar alguém é entender que nem todo amor nasceu para ficar. É olhar nos olhos de quem se ama e, mesmo sentindo o coração despedaçar, escolher não prender aquilo que um dia fez você sorrir. Porque o amor verdadeiro não é posse, é liberdade;
não segura pela força aquilo que deseja partir, apenas agradece por tudo que viveu.
Talvez doa deixar ir,
talvez cada passo para longe pareça levar junto uma parte de nós. Mas existem despedidas que não significam falta de amor — significam amor demais para transformar carinho em prisão. E quando percebemos que a felicidade daquela pessoa pode estar em outro caminho, aprendemos que amar também é desejar que ela seja feliz, mesmo que essa felicidade já não tenha o nosso nome.
A maior prova de amor é deixá-la ir.
Não porque deixamos de amar,
mas porque entendemos que quem realmente ama não precisa possuir para sentir. E se um dia nossos caminhos se encontrarem novamente, que seja por escolha, não por obrigação; que ela volte porque quis ficar, e não porque foi impedida de partir. Porque, no fim, amar é ter coragem de abrir a mão… mesmo quando tudo dentro do peito implora para segurá-la.
Amor x solidão.
Amar alguém exige confiança, adaptações, equilíbrio e sinceridade.
A solidão traz liberdade, conforto, sabedoria e críticas.
A distância em que o amor é saudade e o desejo constância.
O ponto fraco da solidão é o fim de quem ama e o fim de quem ama é a solidão. Como diria Espinosa, seria a mesma coisa inversamente.
Encontrar alguém perfeitamente, ou milimetricamente calculado é bem difícil, quase impossível.
Eu gosto da solidão até o limite de eu desejar uma companhia como uma linha tênue para meu sufrágio.
A genialidade é o que conta.
Você sente a maravilha de ter alguém por perto, é mágico e te liberta de uma corrente invisível chamada solidão.
Essa bolha que se vive explode a partir do momento que se enxerga a energia e a força de dois lados.
A solidão não é ausência de presença. A solidão é um estado ideal onde a pessoa vive satisfeita com aquele determinado meio.
A solidão não é suficientemente ideal para o ser humano.
Nunca vi alguém feliz na solidão. Nunca vi bexigas no velório. Existem orações mais sinceras em hospitais do que na igreja.
Você deixa a solidão quando sente algo complementar. É como se fosse dois imãs se atraindo fisicamente, ou se unindo quimicamente.
Uma solidão inerte não te leva a resultados diferentes. Uma solidão com atritos te leva a uma fusão.
Uma solidão com elevado grau de soluto te leva a uma solução saturada. Tal como acontece no amor.
De que vale uma vida sem desejos e paixões?
Quando o amor colide com a solidão, este morre afogado pelos sentimentos. Os sentimentos de amor é a maior virtude que um homem pode ter. A sabedoria em administrar o seu "eu" e ceder um espaço para o outro, sem dúvidas, algo genuíno.
O amor inebria o ser da solidão e toma conta do ente (imaterial).
A confiança, repito, é a chave disso. Ultimamente não se tem mais confiança em nada, são tempos difíceis de encontrar amor.
A esperança é o que move essa engrenagem.
Quando a pessoa se permite ser amada, ela não enxerga, à princípio, mas quanto vê isso já tomou conta dela.
O amor pode ser cego, mas as atitudes não. A solidão pode ser calada, mas a essência é perceptível.
Em relacionamento, a grande maioria quer uma namorada, legal, bonita, inteligente e, especialmente, super fofa / romântica igual aos filmes.
Bem raro encontrar, mas, às vezes, até a pessoa morre e nem encontra isso. O problema disso chama-se "estar" e não "ser".
Estar é passageiro e é momentâneo.
Ser é o que a pessoa naturalmente é, espontâneo e contínuo.
Eu gosto da solidão, ao mesmo tempo, não gosto de ficar olhando no tempo e vendo a minha vida passar sem uma risada, alguém para sair, conversar, dialogar e poder sentir o prazer da vida.
Qualquer pessoa pode amar alguém. Mas o que lhe garante que àquela pessoa vai aceitar esse amor, se não for o que ela quer?
A lua brilha na escuridão e o sol clareia na iluminação.
Uma vida sem amor é como um mundo sem vida, sem racionalidade.
A fábula da recomposição
Havia alguém que acreditava no amor como recomposição, mas não como acréscimo.
Dizia: “que você seja o que eu não consegui ser”,
porque existir sabendo que tinha aquele amor
era algo mágico —
e o sorriso dele era o único lugar onde queria estar.
Nunca lhe fez mal.
Nunca quis ferir.
Mas, de repente, ele sumiu.
Foi como um porto que se fecha sem aviso:
nada mais seguro,
o cais distante,
e nenhum sinal de volta.
Disseram: “quando você é jovem, você não sabe de nada.”
Mas aquela pessoa sabia o que sentia.
Porque uma das melhores sensações da vida
é amar.
E entendeu também que a maior felicidade
é fazer sentido na vida de alguém
e ser amado de volta.
Aprendeu que amar é doação,
é se dar ao outro.
Mas percebeu que o amor, às vezes,
fala uma língua parecida com a paixão —
e por isso confunde,
e por isso precisa ser pensado
sem se perder na emoção.
Um dia, descendo as estradas do Sul,
veio uma ligação…
e, enfim, a confirmação:
ele se foi.
E então ficou a dúvida:
de que adianta conseguir o que se quer,
se não é o que se precisa?
Porque há um tipo de dor silenciosa:
amar alguém
e ainda assim ser desperdiçado.
E há também aquela insistência do sentimento,
quando se está apaixonado demais para esquecer.
Mas, no fim, ficou um aprendizado:
se nunca tentar seguir,
nunca saberá o próprio valor.
Moral da história:
Amar não é apenas tentar recompor o que existiu, mas reconhecer quando é preciso ir além, para não se perder de si mesmo.
Alguém que não se contenta com respostas superficiais. A necessidade de compreender a si mesmo e de ser compreendido pelos outros revela que sua maior busca não é por aprovação, mas por um significado que dê sentido às próprias escolhas. É dessa inquietação que nascem tanto a criatividade quanto os conflitos mais profundos.
-Jouberth Toffoli
Ser decepcionado por alguém é uma experiência que todos enfrentam em algum momento da vida. A primeira vez costuma ser inesperada, quase como um choque. A decepção chega de surpresa, porque ainda acreditamos na imagem que criamos da pessoa. Na segunda vez, já não há o mesmo espanto: é um aviso. Um sinal claro de que algo não está em equilíbrio. Porém, quando a mesma situação se repete mais de duas vezes, já não estamos mais diante de um simples erro do outro, mas diante de uma escolha nossa.
É duro admitir, mas a insistência em permanecer em um ciclo de decepções revela mais sobre o que aceitamos do que sobre o que nos fazem. Quando alguém mostra repetidamente quem é e ainda assim escolhemos ficar, a dor que sentimos deixa de ser apenas consequência do comportamento alheio. Passa a ser também o resultado de nossa permissão silenciosa. Nesse ponto, não se trata mais apenas do outro, mas do limite que colocamos , ou não colocamos em nossa vida.
Decepções que se repetem são lições não aprendidas. Elas carregam a mensagem de que precisamos olhar para dentro de nós mesmos, identificar o porquê de tolerarmos atitudes que ferem, e entender que não merecemos menos do que respeito e verdade. Continuar em um vínculo que machuca é como insistir em uma porta que já demonstrou estar fechada. A cada tentativa, a frustração aumenta, e o coração se desgasta.
É natural querer acreditar que as pessoas mudarão, mas a transformação não acontece pelo nosso desejo. Cada um só muda quando reconhece a própria necessidade. Enquanto isso não ocorre, a escolha de permanecer se torna um fardo que carregamos sozinhos. Por isso, compreender o valor do “basta” é um ato de coragem. Ele não representa desistência, mas sim a defesa da própria dignidade.
O coração pede, em silêncio: “me escolha desta vez”. Escolher-se significa priorizar a própria paz, mesmo que isso implique deixar para trás quem gostaríamos que tivesse ficado. É doloroso, mas também libertador. Quando aceitamos que não temos controle sobre os atos do outro, mas temos total controle sobre o que permitimos em nossa vida, damos um passo rumo ao amadurecimento.
A repetição da decepção serve como um espelho. Mostra-nos nossas próprias fragilidades, nossos medos de estar só, nossas esperanças insistentes. Mas também nos convida a romper o ciclo, a reescrever a história a partir de uma decisão consciente. Afinal, permanecer onde não há reciprocidade é se condenar a reviver a mesma dor inúmeras vezes.
Aprender a se escolher é, portanto, uma prática de amor-próprio. É entender que a verdadeira lealdade deve começar dentro de nós. Quando decidimos dar prioridade ao que nos faz bem, abrimos espaço para relações mais saudáveis, autênticas e respeitosas.
Ser decepcionado não é o fim. É um chamado para enxergar a verdade, para aprender sobre limites e para crescer. A vida não se resume àqueles que nos ferem. Pelo contrário, ela se expande quando entendemos que merecemos vínculos mais sinceros. E, quando escolhemos a nós mesmos, não perdemos , ganhamos de volta a liberdade de viver em paz.
Por André Luiz Santiago Eleuterio.
Nem tudo é sobre nós
Demétrio Sena - Magé
É inadequado e anti-ético alguém aparecer em um casamento vestido em trajes mais deslumbrantes do que os dos nubentes. Especialmente os da noiva. "É contra a lei ou alguma norma?", não. Apenas fere a ética e o bom senso. Apenas isso tudo.
Da mesma forma, é inconcebível você ir ao hospital visitar uma pessoa doente e, chegando lá, inverter os papéis: você passa mal, treme, se descontrola e alguém, às vezes o próprio paciente, vai em busca de quem o socorra.
Ninguém tem o direito de chegar a um velório ou sepultamento e se esmerar em parecer que sofre mais do que pai, mãe, filho/filha, irmãos ou cônjuge. Ninguém sofre mais do que a família, que talvez esteja controlada em razão das providências que precisa tomar, inclusive para receber você. Se algum familiar se mobiliza para socorrê-lo(a), tem algo errado aí.
Quem abre um show não se apresenta mais do que a estrela desse show. A decepção de quem não passa em um concurso público não é maior para outra pessoa do que para quem não passou. Quem introduz um palestrante é anti-ético, se ele introduzir uma "pré-palestra" com ingredientes propositais para causar maior impacto.
O que é sobre o outro não deve ser transposto para nós. Aliás, muita coisa na vida é sobre o outro. E sobre nós, a partir do outro. A dor ou alegria de alguém pode nos atingir, mas atinge muito mais o detentor do sentimento ou da sensação.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Enfermaria
Demétrio Sena - Magé
Esperar como alguém que jamais corre,
que dispõe do seu tempo além de si,
toma porre de cosmo e cai no caos
ou no cais do silêncio em gritos mudos...
Entender, mesmo sem entender nada,
que preciso ter calma, embora tenso,
não há fada que mude a minha espera,
porque tudo eterniza o por enquanto...
Mas é muito esperar sem qualquer vinda,
um ainda que assume o horizonte,
para lá do que os olhos ousam ver...
Aqui dentro se vive desta espera,
não tem era e dissolve a nossa história,
ninguém sabe quem é ou quem está...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
...........
Não haveria arco-íris depois da chuva,
nem haveria construção sem alguém para erguer.
O meu próprio brilho não saberia como chegar
se não encontrasse um prisma para refletir e florescer.
Sei bem que palavras não são emoções,
são apenas pontes, molduras do sentir...
Mas espero que, através delas,
eu tenha conseguido transmitir
um pouco do que a alma não cansa de agradecer.
Gratidão.
Quando a Lua Chama
Há alguém que só desperta quando a noite vem,
surge entre as estrelas, quando dorme alguém.
Não sei se é lembrança, mistério ou ilusão,
mas deixa sua sombra presa ao coração.
De dia, é silêncio perdido pelo ar,
uma imagem distante que não sei alcançar.
Mas quando o sol se rende e começa a partir,
há qualquer coisa nela que me faz sentir.
A lua, testemunha do que não confessei,
guarda entre suas sombras tudo o que calei.
E quando a maré vem beijar a areia,
seu nome se dissolve na espuma da sereia.
Procuro no espelho alguma explicação,
mas vejo somente a minha expressão.
Quanto mais eu procuro saber quem ela é,
mais o mistério me prende de pé.
Talvez seja um sonho que insiste em ficar,
talvez seja a noite querendo me enganar.
Talvez seja alguém que eu nunca encontrei,
ou uma parte de mim que um dia abandonei.
E quando amanhece, ela deixa de existir,
como uma estrela cansada que decide partir.
Mas quando a noite retorna e a lua vem me chamar,
eu sinto sua presença outra vez no meu olhar.
Se é sonho, por que parece tão real?
Se é lembrança, por que ainda é tão igual?
Se a lua conhece o segredo que escondi,
por que toda noite ela a traz de volta a mim?
E se ela só existe quando a noite vem,
se só vive no escuro, distante de alguém...
quem é que desaparece quando nasce o dia:
ela, ou a parte de mim que por ela sorria?
Eu passei metade da minha vida tentando ser alguém melhor.
Estou na outra metade.
Costurando os retalhos do tempo
No meio-fio, eu paro para refletir.
Eu mudei tanto e tudo mudou um tanto.
A vida segue rotineira.
Ouço o pingo caindo da torneira
A gota d'água.
A contra gotas
O sangue flui na veia.
Não sou a mesma pessoa que nasceu.
Entre os murmúrios do vento.
A menina cresceu!
Então grita a mulher que dança.
Entre verdades e mentiras.
E toda a semelhança.
Balança
Do grão à raiz da montanha.
Ainda tento.
No sol ou no relento.
Ser um ser humano mais atento.
Ao amor.
Meu eterno brincalhão.
A gentileza.
Que me traz toda beleza.
Da vida.
Nesse mundo todo avesso.
Eu suspiro e agradeço.
Até aqui, bem vivida
Obrigada vida!
Quando alguém quer realmente te ajudar, ele jamais irá expor a sua bagunça e sim te ajudar a arrumar...👈
Preste atenção em quem você confia
A verdadeira intenção de ajuda é silenciosa, construtiva e respeitosa. Ajudar a "arrumar a bagunça" sem julgar é um dos maiores sinais de amor e amizade.
Tem gente que se aproxima só para te expor e espalhar ainda mais a (bagunça) 𖣘
Só para se sentir superior a você. ツ
Uma vez, alguém me perguntou: 'Quem é você?' Isso aconteceu após dois dias de conversa. Respondi: 'Sou um cara que trabalha consertando e instalando ar-condicionado.' Ela então disse: 'Por que você ajuda as pessoas sem cobrar nada? Você ajudou no meu casamento, ajudou minha irmã no relacionamento dela com o namorado. Nunca cobrou nada, sempre ajuda sem pedir nada em troca, ensina coisas para desconhecidos sem receber nada por isso. Então, quem é você?'Senti algo dentro de mim se agitar. Pela primeira vez em muito tempo, decidi ser completamente honesto. Respondi: 'Sou um espírito antigo. Não sei lidar muito bem com as pessoas, não as entendo completamente. Na maioria das vezes, fico pensando em como posso ajudar. Talvez em outra vida eu não tenha conseguido ajudar ninguém, e nesta quero fazer a diferença. Pode ser também que minha família, que nunca me deu amor e muitas vezes me rejeitou, influencie meu desejo de ajudar. Tive uma infância difícil, mas não quero que sintam dó ou pena de mim. Acredito que muitas coisas que me aconteceram foram predestinadas. Temos apenas 0,03% de livre arbítrio, pois sofremos influências tanto da luz quanto das trevas.'Ela insistiu: 'Tá, mas quem é você? Você enrolou, mas não respondeu.'Foi então que uma memória distante emergiu. Com a voz trêmula, disse: 'Quando eu era criança, havia uma senhora que vivia na rua perto de casa. Sempre que podia, eu levava comida para ela. Um dia, ela me disse: "Você tem um coração puro, mas vive em um mundo cruel. Não deixe que isso o endureça." Essas palavras nunca me abandonaram. Talvez seja por isso que ajudo os outros, para provar a mim mesmo que ainda posso ter um coração puro. Mas a verdade é que, quanto mais ajudo, mais me sinto perdido. Mostro o caminho para os outros, mas não consigo encontrar o meu próprio. A cada dia, me sinto mais afogado em mim mesmo, preso em meus próprios pensamentos. Talvez seja por isso que ajudo, para esquecer de mim mesmo.'Ela me olhou, os olhos cheios de compreensão e empatia. 'Você ajuda os outros porque é assim que se encontra, não é? No ato de dar, você descobre pedaços de quem você é. Talvez você nunca encontre todas as respostas, mas no caminho, ao ajudar, você está vivendo a sua verdade.'Então, uma lágrima solitária escapou de meus olhos. Percebi que ao ajudar os outros, estava tentando resgatar partes de mim mesmo, partes que o tempo e a dor haviam fragmentado. 'É isso,' disse, a voz embargada. 'Estou tentando me redescobrir em cada ato de bondade, tentando me lembrar de quem fui antes que o mundo me endurecesse.'Ela sorriu, uma mistura de tristeza e esperança. 'Talvez a verdadeira questão não seja "quem é você?", mas "quem você está se tornando?" Cada ato de bondade é um passo para se reencontrar, para se reconstruir.'E assim, percebi que meu caminho não estava perdido, apenas inexplorado. Que na busca por ajudar os outros, eu estava, na verdade, tentando salvar a mim mesmo. E você, sabe quem você é e por que faz essas coisas?.
No cerne da existência humana reside a busca incessante pelo autoconhecimento e significado. Desde os tempos antigos, filósofos têm contemplado a natureza do ser e a essência da vida. Sócrates afirmou que "a vida não examinada não vale a pena ser vivida", enfatizando a importância da introspecção e do questionamento contínuo.O ato de ajudar os outros, muitas vezes, é visto como um caminho para a autorrealização. Aristóteles argumentava que a felicidade verdadeira é alcançada através da prática da virtude, e que o bem-estar pessoal está intrinsecamente ligado ao bem-estar dos outros. Ao servir os outros, não só melhoramos suas vidas, mas também encontramos propósito e realização em nossas próprias.Em um mundo onde a escuridão e a luz coexistem, nossas ações refletem nossas escolhas e influências. Carl Jung, o psicólogo suíço, falou sobre a dualidade da natureza humana e a importância de integrar tanto a luz quanto a sombra em nossa psique. Aceitar nossas fraquezas e forças nos permite viver uma vida mais completa e autêntica.No final, o que nos define não são apenas nossas ações, mas a motivação por trás delas. O caminho para o autoconhecimento é longo e cheio de desafios, mas cada ato de bondade nos aproxima de nossa verdadeira essência. À medida que navegamos pelas complexidades da vida, ajudando e sendo ajudados, construímos um mosaico de experiências que, juntas, revelam quem realmente somos.
Às vezes, a vida nos cruza com alguém que nos acerta em cheio.
Não com um impacto que machuca, mas com uma precisão que assusta.
É como se ELA trouxesse consigo o mapa de todos os meus pontos
fracos ,aqueles que passei a vida inteira tentando esconder do mundo.
Só que, em vez de evitá-los ou usá-los contra mim, ela os toca
delicadamente. É um toque que cura antes mesmo de doer.
E, por um instante que parece suspender o próprio tempo, vem
o sopro do alívio, alguém finalmente me entende, sem que eu precise s
oletrar uma única palavra. O problema de ser lido com tanta clareza
é o que vem depois. A gente fica sozinho com essa descoberta,
olhando para o espelho e percebendo que o silêncio da casa ficou
mais barulhento. A verdade é que, depois de ser tocado por essa
compreensão, não dá mais para voltar a ser quem eu era antes.
Você me desorganizou da forma mais bonita possível, e agora eu
nem sei mais como caber no meu próprio PASSADO!
___ENZO RUCHELL _
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