Textos Marcantes
A falta invencível
Cheguei acreditar que poderia ganhar no momento que deixasse de pensar.
Nunca esqueci o sorriso que me fez te amar, sorriso esse que me leva aonde você está.
Nunca esqueci o seu jeito de falar, o tom da sua voz é como o barulho das ondas do mar.
Nunca esqueci seus olhos que sempre me fizeram enxergar, enxerguei o jardim de rosas que você carrega consigo aonde quer que eu vá.
Não consegui esquecer você, por isso volto a te escrever, só assim volta a estar próximo a ponto de te abraçar, as palavras direcionadas a você me abraçam e me fazem sossegar, O suficiente para que possa raciocinar, raciocínio esse que rapidamente é tomado pelo seu bem-estar. (O simples fato de saber que você está bem acalma o meu Mar.)
Me fiz uma pergunta hoje, como será que ela deve estar?
E pensando na resposta comecei a chorar...
- chorei, por não poder estar, por não saber falar, por não ser aquilo que você sonhou ganhar.
- chorei pelos meus defeitos, mesmo sabendo que precisa lidar, e certo que posso melhorar.
- chorei de raiva, porque não parava de chorar.
Voltei a si e compreendi que não deveria chorar, pois as lágrimas borravam a história que iria contar.
Percebi que precisava lutar, mesmo sem saber que arma usar.
Percebi que Deus tinha me abençoado e eu não podia decepcioná-lo.
voltei a chorar pois infelizmente não sabia como superar a falta invencível, que você faz!
Desculpas terminar chorando eu juro tentei evitar!...
Vou deixar claro, te amo tá!
Romântica ao extremo, apaixonada pelas
letras e pela vida. Adoro chocolate,
ganhar flores, andar na chuva, sino dos
ventos, pessoas inteligentes, boa leitura e dançar.
Não gosto: de mentira, falsidade, levantar
cedo, indiferença, pessoas invejosas, competições,
pois creio que cada ser é único.
Tenho medo: dos meus extremos, pois não
tolero descaso.
Tenho ansiedade: quando me falta doce,
quando me falta você
Perfume: farenheight, batom vermelho, unhas
sem esmalte. Adoro salto alto, acho sensual, halls
de papel verde-escuro, músicas românticas
internacionais e nacionais. Dançar, ah, esqueço
tudo quando danço!
Adoro: Pepperment Licor, deixa o hálito bom e
esquenta o romance, compota de maçã, hum... delícia!
Sem contar Ferrero Rocher.
Não tolero: Energia estagnada, marasmo...sou
cíclica como as estações.
Paixão: dirigir ouvindo músicas românticas, ouvir
de você: quer me ver? Meia luz com você, beijo
na boca, my God!
Definitivamente quando iremos compreender que é ilusório ganhar ou levar vantagem em cima do próximo.
E porque devo viver em aparência constante, numa amostragem que desperta o pior dos sentimentos do ser humano, aquele algo que sem entender nos entrega a masmorra das grades ou a masmorra da sepultura. A vós indago-te até quando?
oii pequena querida EU lhe escrevo, foram tantas palavras, tantos jeitos para te ganhar, já vivemos tanto em tão pouco tempo amor.
Eu sei que muitas vezes me despedaço, pra caber em pedaço em você, amor tu me mostrasse tanto aí dentro, porque mesmo assim ainda me questiono como alguém escolheria ficar comigo resto da vida.
se eu quando me entrego assim, como venho me entregando a você tudo que sou. Desde que você Chegou roubando eu de mim. porque eu sinto esse sentimento tão forte que não consigo me imaginar sem vc, talvez eu tenha criado algum tipo de dependência em vc amor. eu só não quero me sentir mal, nunca roube minha paz, nunca me engane, nunca me diminua, nunca pare de me olhar com amor e carinho. e nunca faça eu perde meu tempo, meus sonhos, a minha vida contigo se vc não quiser viver está vida ao meu lado. porque eu só quero ser feliz com alguém que também se sinta feliz estando do meu lado. alguém tenha planos pra a gente, alguém que esteja comigo em todos os momentos segurando a minha, alguém que sinta medo em me perde, alguém que sonhe com uma casinha bem confortável, alguém que queira me ver no altar. no final a gente só alguém verdadeiro, que cuide tão bem quanto quem sempre nos amou, alguém que te trate como a mulher mais especial do mundo. alguém que nunca desista de você.
No final a gente só que alguém que nos ame mais que nos mesmo. eu desejo as melhores coisas que deus tem pra nós amor, desejo bençãos sobre as nossas vidas. E que o nosso para sempre, seja para sempre!
ÁS 23:34
25/09/23
Quando criança não tínhamos olhos maldosos; não pensávamos em ganhar vantagem; não nos sentíamos superiores ou perfeitos, nem percebíamos as diferenças ou nos julgávamos melhores, apenas vivíamos e nos divertíamos.
Então a gente cresceu! E aí era preciso tomar atitudes, ter responsabilidades, assumir compromissos e honra-los. E tudo isso que não tínhamos, quando criança, tivemos que aprender a ser. Entretanto, passamos a notar as diferenças, se tornar preconceituoso e desrespeitoso com o próximo, pois perdemos o coração de criança!
É pessoal, foi preciso crescer, foi preciso mudar, foi preciso ter compromissos e atitudes; todavia algo que não era preciso, deixamos acontecer: “o envelhecer do coração”. Ter um coração de criança nos faz acreditar nos sonhos, por mais impossíveis que sejam; nos faz ser amor, carinho, afeto, dedicação e, principalmente, abraços e sorrisos!
Que você ao crescer, ou se já cresceu, continue firme nas suas decisões, fiel em seus compromissos, digno com o próximo, respeitoso com as diferenças e solidário ao que necessita sem jamais perder o coração, as palhaçadas e alegrias de criança!
Princesinha narcisista
faz os trabalhos sozinha
acha que vai ganhar balinha
mas acaba sem sombrinha
na chuva de sentimentos
ela roda e sorri
falando que ama a chuva
sendo que dentro dela
nada muda
e o coração estremece
tem todas as chances
mas perde o lance
escola perfeita
nota ruim como seita
Feliz Completude
Ao ganhar dinheiro, fico feliz. Se ganho um carro, fico feliz. Ter um gato, me faz feliz. Mas dinheiro, carro, ou gato não me fazem sentir completa. Dependo de mim para ser feliz, única e exclusivamente. A felicidade é singular e própria.
Exemplificando porcamente: Se eu estou no BBB e não saio no paredão, não importa se o outro está chorando, ou se todos na casa queriam que ele ficasse e não eu... Eu estou feliz.
Completude é algo muito delicado. Você existe ainda que incompleto, isso não faz de você inexistente ou inválido. Você apenas tem um espaço a ser completado dentro de si, por alguém que não vem a ser de sua escolha. São inúmeras as vezes que escolhemos alguém para estar ao nosso lado e ela não nos completa. Algumas vezes já sabemos disso, noutras descobrimos depois de bastante tempo com alguém do nosso lado, que simplesmente, não nos preenche, não nos completa.
Certas vezes, este alguém além de não nos completar ainda retira algo de nós. Às vezes a emoção, outras vezes a sinceridade. Todavia existem vezes em que não queremos de forma alguma certa pessoa pra nós, e esta, simplesmente nos completa. É ela quem não retira nada de você, e ainda preenche o que um dia já te foi retirado, e ainda completa seus espaços vazios, necessitados de um complemento.
Há certas horas, que nem você e nem o outro, querem um ao outro. Se odeiam, se repelem, se maltratam, se conhecem, se descobrem, se admiram, se entrosam, se adoram, se aceitam, se amam, e finalmente, se completam.
Amigos o basquete é o esporte da vida moderna
Os motivos
1- nunca podemos ganhar uma partida sem o grupo
2- times melhores ,são aqueles ,que todo o grupo pontua ( faz pontos )
3- o time tem que fazer cesta em 23 segundos . Isso é a vida moderna
A- temos que decidir em grupo
B-temos que ser rápidos no raciocínio para decidir o rumo do jogo ( nossa vida)
4- não dá para ficar no blalablablá Temos 23 segundos Para essa decisão
5- todos trabalhamos atacando e defendendo ao mesmo tempo
6- um esporte altamente dinâmico
7- não é atoa que é o esporte favorito da 1 nação do mundo !!
“A poeira testifica a vontade do chão de ganhar os céus.
A flor se realiza em seu pólen pegando carona nas abelhas
para que seu fruto não nasça sem antes ter a sensação dos ares.
Tudo que existe anseia as alturas.
Assim, o pensamento em mim.
Meu pensamento criou asas,
fez minha alma voar.
Minhas palavras, essas sim, caminham.
Por isso no poema quando você é o tema
Nunca sei se vou ou se voo. “
Em Tempo de Poeminha
Tamanho nunca foi documento
É chorar nunca foi argumento.
Ganhar no grito é feio
E ser feio não é bonito.
Ciranda nem sempre foi cantiga
Cantigas nem sempre foram de roda
Gato nunca usou bota
E foi-se o tempo do relógio de corda.
Assim como foi o tempo do orelhão
E das fichas de telefone
De crença em Coelho da Páscoa
E medo de Lobisomem.
E quase sempre o tempo
Acaba sendo a cura de tudo.
E quase sempre a cura de tudo
Acaba vindo com o tempo.
É preciso entender que desde que o mundo é mundo existe o interesse em ganhar, faturar sobre algo ou alguém, isso não vai mudar, o que acontece em alguns casos, (pessoas e instituições) que aplicam a gratuidade, vezes vem disfarçada também de alguma intenção de retorno, mesmo que seja somente de marketing.
Agora quem realmente doa, é uma minoria, que dificilmente você vai ver por ai dando bandeira.
Azar de quem te perdeu e sorte de quem te ganhar. Azar de quem te teve perto, experimentou a delícia que é estar ao seu lado e não quis se aprofundar. Azar de quem jogou fora os seus detalhes e toda a sua intensidade. Azar de quem aos poucos te perdeu...
E toda a sorte do mundo para quem seus caminhos cruzar
Toda a sorte do mundo para quem desejar em você se aprofundar e ao seu lado ficar
O Fim sempre dói, mais nada é eterno
aqui neste mundo, temos que saber
ganhar mais também saber perder.
Tem momentos que o melhor é deixar
as coisas acontecer, tomar seu rumo.
Sem magoas, ressentimentos. Apenas
seguir em frente. Tudo é aprendizado,
veja o lado bom das coisas, ontem
a noite foi de frio e tempestade, e
mesmo assim o Sol, já nasceu e esta
brilhando no céu. È hora de seguir
em frente.
Os Tolos se dedicam a ganhar dinheiro,
fama, mulheres e todas as outras
glórias deste mundo.
Os sábios se dedicam a ganhar
a amizade de DEUS,
levando mensagens,
louvando e adorando.
Os tolos, de nada vão desfrutar,
porque as suas vidas passam como um sopro,
já os sábios, colherão saúde, vida longa
e vida Eterna!
Brasil: Muito Além da Vitória
Às vezes, nós, brasileiros, não precisamos apenas ganhar. Afinal, o Brasil é sentimento, é alegria compartilhada, é empatia. Somos um só time, e cada brasileiro faz a diferença, em qualquer lugar do mundo.
Mas, quando a bola rola, os brasileiros se unem. Meu coração se aquece e se emociona.
Não ganhamos a Copa. E foi justo, porque vence quem está na melhor fase e também conta com a sorte na ponta dos pés.
O povo brasileiro precisa aplaudir e acolher, não xingar.
Devemos ter orgulho de termos conquistado tantas Copas do Mundo e de termos proporcionado tantas alegrias ao povo brasileiro e ao mundo inteiro.
Tenho orgulho de ser brasileira, porque somos um povo que faz da vida uma festa e que está sempre em busca da felicidade, mesmo em meio às maiores tempestades.
Palmas para nós! O mundo reconhece, cada um à sua maneira, o valor da nossa nação.
Agora é seguir em frente e aguardar, com esperança, a próxima Copa.
Entre versos e canções, eu prefiro poesias...
... Entre ter e perder, eu prefiro ganhar...
... Entre pensar e agir, eu prefiro escolher...
... Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas...
... Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir caminhando, sem medo, sem receios, sem procrastinar. Eu quero coisas novas...
Entendeu...
Entre versos e canções, eu prefiro poesias.
Entre ter e perder, eu prefiro ganhar.
Entre pensar e agir, eu prefiro escolher.
Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas.
Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir, caminhando sem medo, sem receios, sem procrastinar.
Entre o jardim e a floresta, eu prefiro o bosque.
Entre a paixão e o momento, eu prefiro o amor.
Entre o chá da tarde e o café matutino, eu prefiro o vinho da manhã de inverno.
Entre as cortinas do passado e o palco do presente, eu prefiro caminhar à beira da praia.
Entre olhares e perspectivas, eu prefiro alcançar.
Entre a rua larga e calçadas vermelhas, eu prefiro a areia marcando os meus passos.
Entre a reflexão e a frase do filósofo, eu prefiro a poesia lírica ou até mesmo sem versos.
Entre admirar e querer, eu prefiro conquistar.
Por fim, entre o silêncio da sua resposta, eu prefiro o grito de suas palavras.
Simples, eu prefiro...
By Ubirajara Almeida
Você se atreve a sair? Você se atreve a entrar?
Quanto pode perder? Quanto pode ganhar?
Se você entrar, vai para a esquerda ou direita?
Vai até a metade ou nem isso tenta? (...)
Você ficou tão confusa que começa devagar.
Pistas longas e com curvas
E você tem que acelerar.
E anda muitos quilômetros em todo tipo de lugar fútil.
Até que chega com temor a um local ainda mais inútil.
O lugar de espera...
... pra gente apenas esperar.
Por um trem que vai partir ou um ônibus que vai chegar.
Ou o avião decolar ou a correspondência chegar.
Ou a chuva passar ou o telefone tocar.
Ou a neve tocar o chão ou esperar pelo sim ou um não. (...)
Ou um colar de pérolas ou um olhar de relance.
Ou uma peruca com cachos ou uma outra chance.
Perdi você
Na urgência do ganhar, perdi você,
quando a dor brinca, o drama ganha,
o coração que persegue o futuro com muita sede é comido pela fome do presente vazio, já a boca que tem proximidade com os sentimentos de outra boca ao ponto de sentir sua respiração, essa implora por uma paralisia instantânea do tempo na busca do deja vu do momento,
a cachoeira cai, as plantas choram, o rio corre, a saudade é densa,
na falta que abala o incrível é sobreviver.
Depois de passar cerca de três meses parado, gastando muito e sem ganhar nada, surgiu uma oportunidade de voltar a trabalhar na área energética.
Tudo começou numa conversa com um amigo que trabalhava em uma empresa de equipamentos de segurança. Como seus clientes eram empresas do setor elétrico, ele comentou sobre uma fábrica em São Bernardo do Campo que produzia escadas para concessionárias de energia e tinha a intenção de entrar no mercado de linha viva, justamente a minha especialidade.
Ainda decepcionado com a experiência da empresa anterior, ouvi a proposta com certa desconfiança. Porém, como precisava urgentemente voltar ao mercado de trabalho, resolvi conhecer a empresa e conversar com seu proprietário.
O dono era o Sr. João, um homem de aproximadamente sessenta anos, cheio de ideias e entusiasmo, embora com poucos recursos financeiros para investir. Os equipamentos utilizados na fabricação de ferramentas para linha viva eram caríssimos e, pior, não eram produzidos no Brasil.
Passamos algumas horas conversando. Ele me mostrou a fábrica de escadas para o setor energético e, ao lado dela, um enorme galpão onde eram fabricadas escadas domésticas, bancos-escada e tábuas de passar roupa, produtos destinados ao mercado residencial.
Como eu já estava há algum tempo sem trabalhar, acertamos uma experiência voltada aos setores elétrico e telefônico. O salário era bem inferior ao que eu recebia na empresa anterior, mas minha situação não permitia muitas exigências.
Comecei realizando um trabalho de divulgação das escadas junto às companhias elétricas. Como eu já conhecia muitos clientes daquele segmento, o desenvolvimento do trabalho foi relativamente fácil. Em seguida, passei a atuar também no setor telefônico.
Atendendo a solicitações das concessionárias de energia, desenvolvemos algumas escadas especiais montadas sobre veículos. Com esses equipamentos voltei a viajar, embora em uma frequência muito menor do que nos tempos anteriores.
Com o passar do tempo, após a saída do gerente da área doméstica, acabei assumindo a parte comercial das duas fábricas.
Foi nessa época que vivi um episódio que jamais esqueci.
Certo dia, eu conversava em minha sala com minha esposa sobre a situação da minha sogra. Ela estava muito doente e internada em um hospital de Osasco. Seu estado de saúde se agravava a cada dia, e o atendimento que recebia nos preocupava muito.
O Sr. João entrou na sala e ouviu parte da conversa. Ao entender o que estava acontecendo, pegou o telefone e ligou para um amigo que era diretor do Hospital de São Caetano.
— Qual é o nome da sua sogra? Em qual hospital ela está internada?
Passei as informações.
Ele falou com o amigo, explicou a situação e, ao desligar, disse apenas:
— Vamos tirar ela de lá.
E foi exatamente o que aconteceu.
Minha sogra foi transferida para o Hospital de São Caetano, onde permaneceu internada por cerca de trinta dias. Recebeu um atendimento excelente e saiu de lá recuperada.
Naturalmente, minha preocupação seguinte foi com os custos.
— E a conta, Sr. João? Como vamos pagar?
Ele respondeu com a maior tranquilidade:
— Não se preocupe. Quando ela chegar, a gente dá um jeito.
Algum tempo depois a conta chegou. Eu nunca soube o valor. O Sr. João não deixou que eu a visse.
Mais tarde fiquei sabendo que ele ligou para o diretor do hospital e fez um acordo. Em seguida, carregou um caminhão com uma grande quantidade de tábuas de passar roupa, bancos-escada, escadas metálicas e escadas de alumínio, enviando tudo para o bazar beneficente do hospital.
O assunto morreu ali. Ele nunca mais comentou sobre isso.
Os anos seguiram seu curso. Continuávamos trabalhando e, de vez em quando, viajávamos juntos para visitar clientes, principalmente no Rio Grande do Sul, estado pelo qual ele tinha uma admiração especial. Adorava ir a Caxias do Sul.
Até que um dia a telefonista transferiu uma ligação para minha sala.
Do outro lado da linha estava o diretor de uma empreiteira que prestava serviços para a CESP — Centrais Elétricas de São Paulo. Chamava-se Dr. Rubens.
Ele disse que precisava tratar de um assunto confidencial e perguntou se eu poderia encontrá-lo no dia seguinte.
Conversei com o Sr. João e expliquei que uma empresa havia me procurado, mas que eu não fazia ideia do motivo.
Na manhã seguinte fui ao endereço combinado.
Ao chegar à portaria da empreiteira, me identifiquei e pedi para falar com o Dr. Rubens.
O porteiro respondeu:
— Aqui não tem nenhum Dr. Rubens.
Estranhei.
— Claro que tem. Ele marcou uma reunião comigo.
Nesse momento o telefone interno tocou. Após atender, o porteiro mudou imediatamente de atitude.
— Desculpe, eu me enganei. Ele vai recebê-lo.
A conversa foi cordial, mas algo me chamou a atenção. De cada dez palavras que o Dr. Rubens dizia, oito eram sobre a Munck.
A Munck era, naquela época, a maior fabricante de guindastes da América do Sul. Tinha sua principal fábrica em São Paulo, filiais no México e na Argentina, distribuidores espalhados por toda a América do Sul e uma operação em Londres que atendia o Oriente Médio.
Era uma gigante do setor.
Ao final da reunião ficou evidente para mim que alguém queria me contratar, mas não era aquela empreiteira.
Apesar da insistência, deixei claro que não tinha interesse imediato na proposta. Mesmo assim, prometi pensar e dar uma resposta no dia seguinte.
Saí dali e segui para o trabalho.
Durante o caminho, uma conclusão se formou naturalmente na minha cabeça: quem realmente estava tentando me contratar era a Munck.
Assim que cheguei à empresa, peguei o telefone e liguei diretamente para a fábrica da Munck.
— Gostaria de falar com o Dr. Rubens.
A telefonista perguntou quem estava ligando. Eu me identifiquei.
Poucos segundos depois ele atendeu.
Não fez apresentações nem rodeios.
Perguntou apenas:
— Quando você pode vir conversar aqui na Munck?
Foi naquele momento que percebi que minha vida estava prestes a mudar mais uma vez.
E mudou.
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