Textos grandes
Músico viajado
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Hoje demorei, pois estava a conversar
Conversei com aquilo que corre sem pernas e sem boca sabe assobiar
Ouvi sua música que mesmo sem mãos consegue tocar
Me mostrou todas as notas sem errar
Disse também que faz voar
quem não tem asas e sem olhos pode chorar (Nuvem)
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Pode o fogo aumentar
ou as roupas secar
Faz comida chegar
ou panela esfriar
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Conhece aquele que quanto mais se olha menos se vê (Sol)
Conversa com quem faz correntes para rios e lagos abastecer (Lua)
Aprecia as que dormem de dia e fazem festa ao anoitecer (Estrelas)
Dança com quem espelha o luar e reflete o amanhecer (Água)
Brinca com quem fica no mesmo lugar e não para de crescer (Árvores)
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Até hoje ninguém o viu,
mas muitos já o sentiu
Antes de ir embora, ele sorriu
e um recado proferiu:
Muitos acham que sou lento, posso as vezes ser violento,
mas sempre passo, assim como esse momento
Tem que ter compasso, como diz meu amigo Tempo
Saiba que leveza é raiz que nutre tudo que tem peso
e cada instante mais feliz é motivo de festejo
Busque mais conhecimento
e esteja sempre em movimento
Algumas noites sou acalento
E em muitos lugares, me nomeiam: Vento
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Forte sabor
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Quando no campo cultivou-se o primeiro arroz,
saiu da panela e alimentou apenas dois
Um falava que conversa não cozinha arroz
E outro que palavra que muito ferve,
o sabor logo se perde
Confúcio ainda profere:
Todos se nutrem,
mas distinguir sabores, poucos sabem
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Sem guardar rancores
escolha novas cores
Siga o seu florescer
e no final muito vai valer
Cada um tem sua persona
que sempre vem atona
Te coloca na meta mediana
e padroniza sua vida cotidiana
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Segredos se escondem no nosso interno
não se venda por um terno
Mesmo que venha do gesto mais fraterno
dar valor a você mesmo, te faz eterno
Allan Poe diz que não precisa de mais
Convença a si mesmo, não procure convencer os demais
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As vezes o que precisamos é a música aumentar
para que soe um pouco mais alto que nosso próprio pensar
Visto isso, não pare de cozinhar
o show da sua vida, não pode parar
E o sabor dela depende de quem a tempera
Quem mantém o ritmo tranquilo, pouco se desespera
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Pálguns Errado Num Tá
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Este poema é simplesmente
uma brincadeira linguística
Tocando sua mente como se fosse semente
de realidade paralelística
Sem eira nem beira
Messe monento
abra seu cidionário inmorfal
Precisará de enjangamento
parre-conhecer um louco vobaculário
Já que estamos passando pelo acopalicipe
e sem eclipse teremos um novo mornal
É cepriso corolário
para adornar cada aluzejo
E fixar no interno da nossa casa
trazendo mais gracejo e mais lenha pra brasa
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Palma, Palma
Não priemos cânico
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Para entender lhemor o que eu lhe digo
basta brincar como na infância
Pintar o parelepídico da doroviária
como uma brusa de cor meio confusa
Ou recortar o losângulo do matemágico
Medir a tisdância
entre a pista aeroviária
e o peixe pelágico
Pra catar-agrafia ceprisa de sadeboria
No mapa mascar um asteristico
e explorar seu lado heurístico
Listar tudo que é marcante
desde o padeiro com sua baguete,
o pasteleiro com seu pastel cocrante
Até o masseiro com seu espaguete,
o jornaleiro com sua manchete
e o engenheiro com a sua maquete
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Palma, Palma
Não priemos cânico
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Ouci dizer
Que em mosca fechada
não entra boca
Quando a mosca fecha a boca
não tem mau habito
Nem de picita
nem nada que jeprudique na foto de revista
Isso me lembra de um ebisódio
em que troquei açúcar mascado
por bicanorbato de sódio
Talvez isso seje psicosódico
mas acho que o leite intregal
virou leite dilatado
com um toque mineral
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Palma, Palma
Não priemos cânico
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Por conhecidência
um conhecido arapeceu à luz da lua
Com seu jeito beneficiente
todo ciente do saber da rua
Contradizendo toda a ciência,
me indicou convictamente
"Pegue seu pseudo-iorgute e na cerveja dilua"
Adragueci cordialmente,
mas não há quem me faça ser imprudente
Vi na teve-lisão
que se esquentá nuforgão
e for do meu desejo...
dali sai até um queju
Mas não me arrisco não
fico mermo na lamentação
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Palma, Palma
Não priemos cânico
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Vi bamtem gente que g-ospe o g-ogumelo
E pra ser sincero nem se tivesse confeito camarelo
se-a-espécie não pode degustar
Dibro o fungo ingual o Neymar
e vou pro mundo sem me per-tubar
Sem tubo de peripécia com essa paiça de salada
Fico mais enter-tido com pamonha bem embolada
Levanto minha sombrancelha criando sombra sem telha
E que esteje dito
vai pro-valecer a saúde
Nem que atenha chuva de granito
e o vento toque alaúde
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Palma, Palma
Não priemos cânico
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Córrego
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Tudo bem, quando se caminha algo muda,
nenhuma águia em sua viagem
bebe água de coragem
Com atenção aguda
cada paisagem é uma passagem
e todas elas passam mensagem
.
Tudo bem, movimento gera medo,
é contrário de sossego
E o motivo do segredo...
não se sabe ao certo
Não se sabe ao certo onde estará,
o trajeto que percorrerá
ou qual destino chegará
Não se sabe ao certo o que encontrará
Não se sabe ao certo o que virá
Não se sabe ao certo
Nem o certo se sabe
.
Tudo bem, é bom ouvir cantigas de amor
mas faça o que for, desapegue de toda dor
Escolha um novo sabor...
não se sabe ao certo
Não se sabe ao certo onde o esplendor vai se mostrar
Me encarrego de meu córrego regar,
das minhas conquistas cuidar
e de meu sorriso carregar
Não se sabe ao certo quando escorregar
Não se sabe ao certo quando desfrutar
Não se sabe ao certo
Nem o certo se sabe
.
Tudo bem, nossa mente tem potência absurda,
mas não hesite em pedir ajuda
Pessoas precisam de pessoas,
já sabia disso o grande Buda
Se cerque de coisas boas,
e se precisar, se banha com arruda
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Informação em formação
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Mais difícil perguntar
do que a resposta encontrar
Muita coisa o tempo trás,
mas é bem melhor correr atrás
Até ficar a frente
e ajudar muita gente
Gente que está passando mal
e poderia estar passando bem
Gente que olha o lado mau
e poderia olhar o lado bom
Gente que acha tudo normal
e poderia indagar: “Pra quem?!”
Gente que faz barulho sismal
e poderia fazer um som
.
Mais difícil perguntar
do que a resposta encontrar
.
Hoje fui na sacada
e vi muita planta germinada
Dei mais uma sacada
e vi que se levanta uma folha geminada
Olha só preste atenção:
Dali da germinação surgiu uma duplicação
Imagine se caso uma folha a planta perca,
será que é descaso sobreviver a essa perda?!
Talvez em outro momento
isso passasse despercebido
Mas talvez devido o tempo
perda essa não é algo desapercebido
Olha só preste atenção:
Com boa intenção pra quase tudo tem prevenção
.
Mais difícil perguntar
do que a resposta encontrar
.
É meio-dia e tenho meio queijo no pão
chega meio-dia e meia e não passou nenhum busão
Se eu tivesse sem fome
ia ao encontro da próxima estação
Mas como já tava esquecendo meu nome,
fui de encontro a minha exposição
Olha só preste atenção:
Dali da alimentação surgiu uma autopreservação
Imagine se caso passasse um vendedor de cocada
e quando eu comprasse
aquela bem confeitada
meu tão esperado ônibus passasse
Talvez tivesse que escolher
entre um ou outro
Mas talvez tivesse que descer
um passageiro ou outro
Olha só preste atenção:
Com boa intenção quase tudo tem promoção
.
Mais difícil perguntar
do que a resposta encontrar
Toda informação segue em formação
E seguindo sua missão o relógio toca de montão
Bateu meia-noite e o sono?! Chegou não!
Meia-noite e meia e os gatos fazendo reunião
.
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Cores
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Abrindo os olhos me adianto
Olho meu teto branco
e logo me levanto
Com os pés no meu recanto
a janela destranco
.
É hora do Sol
iluminar o quarto
Esse grande farol
merecia mais um quadro
Sua luz na parede
está dentro do enquadro
Ouço depois do girassol,
na esquina do mato
Um passarinho com sede
canta com e sem bequadro
Peço que se aconchegue
no meu humilde quadrado
Se a(con)chegando o pequeno alado,
minha água comparto
Pousou ao meu lado
E pediu um trato farto
Falou sobre a família
E que chegara mais uma filha
Convidei pra se instalar,
só minhas coisas não podia bicar
Ele agradeceu
Mais tarde apareceu e me surpreendeu
Eram mais de nove,
provenientes da mesma impressora
Não tem quem reprove
aquela galera promissora
Todos na cor laranja
e qualquer música, aquele grupo manja
.
Hoje foi cantado
o caminho trilhado
Disse que os certeiros raios solares
aqueles per-feitos sem esquadro
Tocam ventos polares
daquele lugar gelado
Mas não é suficiente
pra deixar o ninho quente
E ele, o pequeno alado,
buscou novos lugares
Provou novos sabores, viu novas cores,
Conheceu outras flores... sentiu novos ares!
.
E como se eu
fosse enviado por um santo
Mais uma vez me agradeceu
por ouvir seu canto
e lhes dar um lindo canto
Falei que não era pra tanto,
ver eles felizes e livres
já me traz encanto
.
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Roupas ao ar
.
Cá lembrando estou
de determinado pensamento
que certa vez observei
Ele tanto me tocou
que valorizando o momento
até me sentei
Continha algo nessa linha:
E se…?... ao lavar a roupa
Pendurar a roupa
Dobrar a roupa
Guardar a roupa
lá no pequeno guarda-roupa
Onde a peguei outrora
pra dar uma volta
Quando a vontade aflora
de sair e olhar envolta
Eu… em conduta outra,
não tivesse a escolhido
Em qualquer outra,
tivesse me contido e saído
.
E se…?... tivesse eu,
nesse outro ritmo que sucedeu,
ficado outros lados e faces a observar
Percebesse outra árvore que cresceu
e outra onda do mar
Eu… notaria o poder do ar?
O tal chamado vento
que faz tudo voar
sem dizer o momento
Não como brisa
aquela que suaviza
Mas como impulso
que o avião
em sua missão
gera no empuxo
.
E se…?... passasse outra pomba
que pela cor de minha roupa não tivesse se atraído
Outro voo tivesse tomado
No meu caminho não tivesse seguido
Eu… não seria presenteado
com sua eminente bomba
Que sem turbulência do evento
originada daquela altura
Veio com vento
penetrando a minha costura
Evidentemente, não sujaria a roupa
Não teria tantas vezes
que lavar a roupa
Até pendurar a roupa
Dobrar a roupa
Guardar a roupa
lá no pequeno guarda-roupa
Nem teria eu esse pensamento
Mas… repensando com tempo
Aquele danado vento
queria algo me ensinar
Não importa o sentimento
toda roupa tem que lavar
E não importa o planejamento:
Atenção no caminhar!
.
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Araucária e a Cachoeira
.
Em certo vale
Em certa altura
Não a quem se iguale,
tocou o céu a bela criatura
Até cair em um baile,
findando sua feitura
.
Araucária era essa
produtiva em toda festa
Chegava gente de todo mundão
atrás do seu pinhão
Tinha grande porte
E seu tronco era o mais forte
.
Seguiu por anos na colina
em meio chuva forte e garoa fina
No sistema feito para falhar
tem que saber se alimentar
Foi contra todo o tempo que emergia
Até que um contratempo cessou sua energia
Chegou uma tempestade de dia
E um raio a atingira
Em queda essa algo surgira:
“Seguir o fluxo com qualidade
transcendendo vulnerabilidade...
Seguir seu próprio sistema dentro do sistema da causalidade…”
.
E de altura elevada
sua marca na história ficou acervada
Dela, caiu uma pinha ressaltada
Que rolou pelo chão montanha abaixo
E sem hesitação caiu no riacho
Seguiu abaixo o rio
naquele fluxo frio
Por meio do solavanco
chegou no famoso véu branco (Cachoeira)
No ponto de falhar ou voar,
seguiu a água pra qualquer lugar
Resultado da queda:
Se abriu em uma pedra
Soltou cada pinhão
em um braço d’água
Que rápido como avião
em outro campo deságua
Conforme a formação, se desenvolveu
E assim, nova geração cresceu
.
Performar
.
Quando me perguntarem se hoje algo me tocou... direi para indagarem a quem hoje acordou:
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"Raiam diversas luzes sob o céu venerável...
Mas todas elas tocam o chão vulnerável?
Se sim ou se não, de qualquer forma, é imensurável...
E as sombras formadas que tocam o chão,
de que formas se formam?
Mudam de forma, conforme a visão.
E na translucidez, transpassam a forma.
Quanto às luzes, sem forma, transformam.
E, à sua maneira, todas elas (luzes) performam."
Começam cuidando de você
Você aprende a se cuidar
Você aprende a cuidar de suas coisas e seus lugares
Você aprende a cuidar de outras coisas e outros lugares
Você aprende a cuidar de uma planta
Você aprende a cuidar de um animal
Você aprende a cuidar de um bebê humano
Você aprende que não aprendeu muito e re-aprende a cuidar
Você aprende a cuidar de uma criança, de um adolescente e até de um universitário
Até que cuidam de você de novo
Nos olhos teus, um brilho a cintilar,
Reflete o céu em luz tão verdadeira,
É chama viva, doce e passageira,
Que faz o coração logo pulsar.
Não é somente o lume de um olhar,
É vida, é sonho, a alma inteira,
Que em cada gesto, em cada brincadeira,
Traduz o que as palavras vão calar.
É como a estrela que ilumina o mar,
E guia a noite densa e aventureira,
Promessa de um amor a despertar.
Nos teus olhos, a luz sempre primeira,
Que faz do tempo um leve caminhar,
E enche o meu de paz tão verdadeira.
Há dias em que o sol parece distante,
e o mundo pesa nos ombros como chumbo.
A alma, em silêncio, não encontra direção,
e tudo em mim grita por pausa.
Mas sigo.
Não porque tenho forças,
mas porque aprendi que parar também dói.
Sigo porque a estrada só se revela a quem anda,
mesmo quando o passo arrasta,
mesmo quando o coração hesita.
Nem sempre é coragem,
às vezes é apenas necessidade.
Outras, é a esperança escondida
num fio de luz que insiste em não apagar.
E sigo.
Com os olhos cansados,
com o peito em desalinho,
mas com a certeza de que a vontade
nem sempre é companhia
mas o caminho,
ah, o caminho ainda é meu.
Ela sorri
como quem acende luz sem fazer barulho.
Não é excesso, é exatidão.
Seu sorriso não invade acolhe.
No olhar, há um encanto manso,
desses que não impressionam de imediato, mas ficam…
ficam como a lembrança boa
que insiste em voltar.
Ela não seduz pelo gesto,
mas pela verdade que carrega no rosto.
E quem cruza seu caminho entende, em silêncio,
que beleza também pode ser calma.
Para que algo novo aconteça é preciso perder para ganhar... É preciso pagar um preço para que os sonhos se realizem na vida. Lembre-se: entre o Egito e Canaã - a terra prometida existe um deserto que precisa trilhado.
Para chegar a Canaã é necessário se esforçar,enfrentar o deserto! A unica pessoa que pode limitar seu sonho é você mesmo: Lute como se tudo dependesse de você e DESCANSE como se tudo dependesse de Deus.
Padrão!
Padrão 🫵🏾
Coração 🤍
Tudo é definido pelo "Padrão "
Padrão estético, Padrão social, padrão cultural.
Padrão é o conceito do que é visível, do que é aparente e do que é igual!
Para que precisamos caber na forma para ser igual?
Igual a que, igual a quem; pra que?
Se você pode ser você, de jeito que é, com as medidas que tem, com a religião que tem...
Porque na verdade ninguém se parece com você.
Porque ninguém consegue ver além do Padrão.
Só alguém que conhece o coração, que vê além do que é igual, além das medidas, além da religião.
Coração que não é padrão.
Não é padrão porque ninguém vê, ninguém da nota.
Nota?
Não é difícil notar, o tamanho do seu coração, grandão.
Solidário, sensível, amigo, e dedicado...
Coração, o seu coração irmão fora do " Padrão "...
..A História
Como identificamos uma bela história?
Lendo 🔍
Vivendo 🌄
Na realidade da vida real, na imaginação de uma história contada, na emoção da vida real, na dramatização da história contada.
Se real, se ficção....
A história precisa de personagens, os da ficção, nos emocionamos, reagimos com cada descoberta de um parágrafo...
O da vida real!
Nos entregamos,nos emocionamos, amamos, odiamos, vivemos....
Vivemos na real, como se não fosse real; porque na realidade.
Que tipo de história estamos vivendo?
Real ou ficção....
Na real? ...
Cada um de nós conhecemos os nossos parágrafos, o nosso tempo, a nossa própria história!
E que leitura estou fazendo de você, não só a beleza externa, mas sei que existe algo real em você...
Quando eu deixar esse corpo e, alguém pensar igual a mim, eu voltarei?
Faria eu, parte de algum sentimento? Ou ficarei indo e voltando em meus pensamentos?
Imaginei um lugar pequeno no espaço, onde só caberia a mim, estava tudo escuro; contudo, continuava escutando vozes e, pela voz eu tentava imaginar como seria essa pessoa. Não via suas expressões nem seu porte físico, apenas teria de confiar em suas palavras.
Tudo era escuro. Pessoas procurando pessoas. Todos flutuando num pedaço de terra no espaço.
É nas noites escuras que se revela o sentido, aos homens que sofrem, um vislumbre atrevido. Em meio ao caos, encontram uma clareza intensa, um despertar que transcende, uma visão imensa. Em suas dores, descobrem a essência da existência, a fragilidade humana e sua plena resistência. Caminham entre as ruínas de sonhos desfeitos, e encontram, na ruína, a sabedoria de feitos, pois os homens que sofrem têm olhos mais atentos, percebem nuances ocultas, sutilezas em tormentos. Em seu desamparo, aprendem a contemplação, e se conectam ao universo, em profunda reflexão.
É na dor que se desvela a força interior, homens quebrados, mas com um brilho superior, seus corações dilacerados são oráculos, que recebem revelações que os outros não compreendem, uma luz que se acende nos abismos que ascende.
Vossas almas atormentadas, revelam-se como faróis na noite escura, pois somente aqueles que conhecem a aflição podem vislumbrar a essência da existência pura. Enquanto os outros se perdem em trivialidades, vocês desvendam os segredos do universo. Em cada lágrima derramada, uma epifania, uma compreensão que transcende o perverso.
Vossas dores são tesouros ocultos a desvelar, abraçai vossas feridas como guias preciosas, pois nelas reside a sabedoria a nos ensinar.
A dor, qual mestra cruel e implacável, desperta a mente adormecida pelo prazer, e revela, com amargura, a realidade crua, que muitas vezes preferimos não ver.
Não é a dor que traz lucidez, por si só, mas o caminhar árduo pela estrada espinhosa. É na luta contra o sofrimento infindável que o ser humano se revela em sua grandiosa prosa, foi assim que o ser humano a alcançou, a duras penas.
No âmago das trevas, onde a lucidez vagueia, surge o clarão da revelação, pesada âncora que nos rodeia. Não é o mais feliz dos homens aquele que a carrega, pois a luz que ilumina, sua alma sombria devasta.
Desvelam-se verdades cruas, impiedosas e frias, despindo a ilusão e a esperança que outrora as possuía. A consciência aguda consome, como um fogo voraz, e nas entranhas da existência, sinto-me um farrapo incapaz.
O despertar não é fértil, é infértil, e só o sofrimento é real.
A lucidez, dupla face de um destino traiçoeiro, revela-se como maldição, um fardo derradeiro, pois essa verdade crua não traz consolo algum, e o despertar da mente traz consigo o vácuo e o jejum. Emaranhado em questões sem respostas, em dúvidas sem fim, sinto-me esmagado pela clareza, na penumbra do jardim. Só tendo como companhia a angústia que me cativa, pois aquele que conhece demais, encontra-se amargurado, emaranhado em um labirinto onde não há escapado, e assim, proclamo novamente que não há vantagens, pois esse não é o mais feliz dos homens.
A equidade, almejada por corações sinceros, é um labirinto traiçoeiro, cheio de mistérios, pois não é só o passado que demanda redenção, mas o presente também requer nossa atenção, pois como um eco que se faz ouvir, o presente também carrega o seu peso, e a justiça não se constrói com réplica.
É preciso lembrar de não nos cegarmos ao reparar, pois o peso das injustiças já vividas, não pode ser aliviado com novas feridas.
E que ao corrigir uma dor, outra pode nascer, um ciclo vicioso que nos faz estremecer, a história se repete, o futuro se desfaz, se a justiça do presente não for capaz.
Não se trata de apagar os erros outrora cometidos, mas de construir um presente onde todos sejam ouvidos.
Esse presente é onde plantamos as sementes. Não perpetuemos as dores em velhos aniversários, mas, sim, unidos, trilhemos juntos por um mundo mais decente.
Ponderemos, com sabedoria em mãos, o que é justo e correto em nossas ações? Será que uma injustiça é remediada pelo igual, ou simplesmente adiciona-se um peso descomunal?
Não é pelo peso da culpa que avançamos, e sim, pela busca de um futuro onde prosperamos.
Reconhecer o passado é nossa obrigação, aprender com as injustiças é a direção, mas não se pode usar o presente como arma para perpetuar um ciclo que só nos desarma. A justiça não se faz com mais sofrimento, não podemos cair na armadilha de trocar injustiças antigas por novas dores em fila. Esse caminho só nos leva a um destino decadente, devolvamos a esperança e a crença na humanidade, construindo um futuro livre de opressão e iniquidade.
A luta por justiça requer empatia e discernimento, um olhar atento, de profundo entendimento.
Injustiças no presente não são solução, a vingança apenas alimenta um ciclo perverso. É na compreensão que encontramos a redenção, no diálogo honesto, com respeito, o universo.
A reparação não se mede em sofrimento alheio, mas no encontro sincero de mãos estendidas, no combate à desigualdade, sem dar ao ódio ensejo, em construir pontes, reconstruir vidas.
Sigamos adiante, aprendendo com o passado, construindo pontes onde antes havia muros, pois, no coração da justiça, há um chamado, para reparar o presente sem semear futuros obscuros.
E juntos, façamos do presente um presente, um futuro em que a justiça seja realmente latente.
O respeito mútuo é o alicerce a erguer, a empatia, a ferramenta que devemos ter, escutar atentamente o que o outro tem a dizer, sem perpetuar ciclos de ódio, é o que nos cabe fazer.
Reconheçamos as dores e as desigualdades, mas não as aliviem com mais hostilidades. Em vez disso, busquemos pontes de entendimento, cultivando a justiça com amor e discernimento.
Erguem-se torres de vaidades e ilusões, enredados em buscas de reconhecimento, mas no âmago, somos meros fracassos, poeiras no vento, buscando em vão um sentido eterno, enquanto a vida escorre entre suas mãos. A quimera que embala o sono noturno, e a certeza efêmera de ser único, num universo frio e taciturno. Na miragem da vã perpetuidade, buscando esse fútil espaço, nos tornando vítimas da nossa própria agonia.
A vaidade nos cega, nos engana, nos faz acreditar em grandezas fugazes, enquanto a verdadeira grandeza reside na aceitação de nossa efemeridade.
O ser humano é um ser frágil e inconstante, deseja ser um deus mesmo preso em sua própria insignificância, tenta então erguer-se sobre os ombros de outros mortais, para alcançar um trono imaginário de grandiosidade.
Em cada palavra eloquente e cada feito glorioso, em cada busca incessante por reconhecimento, o homem demonstra sua ânsia desesperada de encontrar um sentido em um mundo sem sentido. É uma fantasia criada pela mente para suprir a falta de significado e valor em si mesmo.
Na busca desesperada por validação, perdemos a essência, nos iludimos, desperdiçamos a vida em devaneios vãos, erguemos torres de areia em fundamentos frágeis. Uma busca incessante por uma efêmera grandeza.
Que libertação seria abandonar essa vaidade insana, encontrar paz na aceitação de nossa condição, transcender além dessa busca mesquinha, aceitar a finitude como uma dádiva genuína. Em vez de buscar aplausos efêmeros e divindades imaginárias, encontrar a coragem de encarar a realidade com olhos lúcidos, reconhecendo a insignificância de nossas vaidades passageiras, e abraçando a verdadeira liberdade: a aceitação de nossa finitude.
Pois só quando abandonamos a busca por validação externa, seja terrena ou superior, descobrimos que a grandeza está na humildade, no reconhecimento da beleza oculta da insignificância humana.
Ó, ser humano, preso em sua vã arrogância, que te torna prisioneiro de tua própria ilusão, que te faz esquecer de ti mesmo, que nesse eterno devir da tormenta da humanidade, cegado pela ânsia de um olhar aprovador, esquece a própria essência, sucumbe à superficialidade. Ergue-se como gigante, a procura de um ser supremo e eterno, para preencher seu vazio. Arrogante em sua essência, busca afirmação, anseia por um eco, uma voz de aceitação. À sombra de um olhar exterior, anseia por um juízo absoluto, enredado em ilusões de louvor, busca no outro o seu tributo. Ó, ser humano, desperta para a verdade, enxerga a fragrância da libertação que reside nessa outra aceitação.
Abandona a arrogância, cessa a busca vã, encontra a sabedoria na humildade e aceitação. A verdadeira paz está dentro de ti mesmo, quando te libertas da busca incessante. Em cada suspiro, na finitude que te envolve, está a beleza efêmera da existência, não busque ser eterno nem superior, mas abrace a efemeridade como uma bênção, descobre a beleza do momento presente, não busques fora o que já está em ti, encontra a plenitude na tua própria jornada.
Que tormento! Que maldição atroz, buscar a validação em olhares efêmeros, quando a grandeza reside em si mesmo, na aceitação de ser o que é, ser inteiro, e que no silêncio interior, está a verdade.
Deixe de buscar validação externa, encontre a coragem de ser quem és, aceita tua essência e tua fragilidade, e então, encontrarás a verdadeira liberdade, transcendendo para além das sombras da própria vaidade.
