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O Diplomata Sádico vs o Poeta Apaixonado


O diplomata acende outro cigarro
como quem assina um tratado de guerra.
Aprendeu cedo que sentir demais
é perder território.
Ele entra nos bares
com o mesmo olhar de quem atravessa fronteiras:
frio, educado, perigoso.
Carrega no bolso moedas estrangeiras,
nomes falsos,
e telefones que nunca retorna.
Ama como os governos amam:
por interesse,
por estabilidade,
até surgir algo mais conveniente.
Já o poeta…
o poeta é um idiota continental.
Escreve cartas que ninguém responde,
guarda cheiro em camiseta velha,
e transforma despedida
em patrimônio histórico.
Enquanto um negocia silêncios,
o outro sangra metáforas.
O diplomata conhece hotéis,
o poeta conhece esperas.
Um atravessa países sem pertencer a lugar nenhum.
O outro pertence até demais.
E quando os dois se encontram
no mesmo corpo,
a tragédia começa.
Porque o diplomata manda apagar mensagens,
mas o poeta decora horários.
O diplomata diz:
“não demonstre fraqueza.”
O poeta responde:
“eu só queria ouvir a voz dela mais uma vez.”
Então o diplomata bebe.
O poeta escreve.
E os dois perdem juntos.
De madrugada,
na fumaça torta de um apartamento cansado,
o diplomata observa a cidade como alvo.
O poeta observa como saudade.
Um quer conquistar o mundo.
O outro queria só ter sido amado direito.

A Vida é uma Casa de Câmbio


A vida é uma casa de câmbio: compra sonhos, vende estações. Recebe amores em moeda forte, devolve lembranças em pequenas frações.
O que ontem foi fortuna, hoje repousa sem cotação; mas há perdas que o tempo transforma na mais valiosa conversão.
E assim seguimos, entre partidas e retornos: estrangeiros do passado, cidadãos da recordação.
A vida é uma casa de câmbio: onde cada peso é meramente simbólico e cada dólar, uma idealização.

Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
De preferência num lugar onde o verão a denuncie, onde o espelho a encontre primeiro e a camisa jamais consiga mentir.
Escolha uma tinta resistente, dessas que sobrevivem ao sal, às madrugadas, e aos discursos que fazemos quando juramos ter seguido em frente.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Depois viva.
Colecione cidades. Troque de mesa, de estação, de calendário.
Aprenda idiomas suficientes para dizer adeus sem parecer ferido.
Ainda assim, numa esquina qualquer da memória, o nome continuará ali, feito fronteira desenhada em mapa antigo.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Há pessoas que partem.
Há pessoas que ficam.
E há aquelas mais perigosas: as que partem e ficam.
O tempo, esse cambista desonesto, troca paixão por distância, e distância por silêncio;
mas raramente devolve o valor exato das coisas.
Por isso alguns amores terminam como impérios:
não por falta de grandeza,
mas pelo excesso dela.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Porque um dia você acordará sem lembrar daquela voz um pouco rouca por conta do cigarro,
sem lembrar do perfume,
sem lembrar dos cílios, das unhas longas,
e daquele cabelo com um desenho que parecia sempre mudar quando você olhava de novo.
Sem lembrar da última mentira
ou do último beijo.
Mas bastará a pele respirar sob a luz
para que a cicatriz leia em voz alta
aquilo que a memória finalmente havia aprendido a calar.
Descobrirá, tarde demais,
que tinta não guarda pessoas.
Guarda sentenças.
E não existe crueldade maior
do que transformar um corpo vivo
no túmulo de alguém
que continua respirando em outro peito.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Então ame de novo.
Beije outras bocas.
Durma em camas onde nunca pronunciaram esse nome.
E, ainda assim, toda vez que alguém tocar exatamente aquele pedaço da sua pele, será ela quem responderá primeiro.
Porque certas loucuras
não são feitas para durar.
São feitas para durar em nós.
E a tatuagem,
essa jamais foi uma homenagem.
Foi a forma mais elegante
que o desespero encontrou
de nunca mais esquecer.
Depois viva.
Cruze fronteiras onde ninguém saiba pronunciar o nome dela.
Perca-se em estradas que terminam no mar.
Descubra que o pôr do sol muda de país, mas continua encontrando o mesmo pedaço da sua pele.
Haverá fotografias.
Numa delas você estará sem camisa, rindo em alguma praia do Uruguai, com a impressão de que finalmente venceu.
E ela talvez deslize o dedo pela tela, ache bonita a paisagem, inveje a liberdade daquele homem, sem perceber que a resposta para tudo o que viveram estava escrita no seu peito, naquela mesma fotografia.

(Ele literalmente tatuou o nome dela no peito)

Algumas tocarão a tatuagem com curiosidade.
— Quem foi?
Você acenderá outro cigarro, olhará a fumaça subir como quem assiste uma cidade desaparecer ao longe e responderá qualquer mentira suficientemente bonita.
Porque existem perguntas
que não merecem a verdade.
...
Então ame de novo.
E ame direito.
Cometa o erro de acreditar outra vez.
Deixe que outra boca percorra exatamente o lugar onde um dia você decidiu condenar a sua pele.
Talvez ela beije as letras sem saber que beija um fantasma.
Talvez diga que a tatuagem é bonita.
E nunca descubra que algumas obras de arte foram feitas no exato instante em que o artista perdeu a razão.
...
Porque certas loucuras não são feitas para durar.
São feitas para atravessar países, colecionar hotéis, sobreviver a novos corpos, a novas camas, a novos nomes.
Até que um dia você perceba a perversidade mais refinada do destino:
já não sente falta dela.

Prólogo dos Reversos


Nunca estive tão esgotado;
nunca estive tão vivo — prova e faca ao mesmo tempo.


Lembro-as com precisão cirúrgica:
esplêndidas e cautelosas mulheres,
cada uma com mapa próprio — Montevideo, Asunción,
Puerto Iguazú como fronteira de beijos,
Santa Cruz de la Sierra como verão que não pede perdão.


Elas passaram penduradas no meu varal — Frida me ensinou a expor as entranhas —
roupas secas de lembrança, camisetas com riso e manchas de café.
Vilariño me deu o corte: já não, já não, já não —
mas Benedetti sussurra que se amei, foi porque me ensinei a ser inteiro.
Sabines me pegou pela gola da camisa e mostrou a carne: amar dói e é urgente.
Bandeira transformou a cinza em hora: o passado esquece devagar, como fumaça.


Zóio Trocado me observa no espelho da noite,
me lembra que cada passo é disputa entre memória e invenção,
entre o peso da saudade e a leveza de me reinventar.


As mulheres que tive foram mapas e profissão,
ensinadoras de limites e surpresa, cautela que era luxo, esplendor que era armadilha.
Eu as trago no bolso, mas não as confundo com trocado:
não pago minha dignidade por nenhuma lembrança.


Joguei a eco bag fora, e o tabaco fedorento,
estranho conforto, me consola no impasse de saber
que ela ainda me rodeia,
como sombra insistente que não pode me prender,
porque eu quebrei aquilo, eu quebrei.


Se eu entrar num banco pra pagar minha conta
e disser que ainda gosto dela,
a minha conta não vai ser paga.
Palavras de saudade não têm agência;
saudade não compõe boletos nem resgata faturas.


Há dias em que a cidade me devolve como troco:
um sorriso, um aviso, a carteira vazia de certezas.
E ainda assim ando alto, mais alto que o medo —
porque ser exausto e ser vivo é a mesma matéria prima.


Fecho o capuz da noite sobre as fotografias:
não quero mais colecionar dor como quem junta selo.
Quero a precisão do bisturi: separar o que cura do que ocupa.
Que o passado vire mapa e não presídio.


Proclamo, então, este adeus sem teatralidade:
não te escolho para morrer comigo, nem te esqueço por vaidade.
Te guardo como se guarda uma faca afiada —
À mão, pronta para abrir o caminho.


E se o mundo insiste em medir tudo em cifras,
eu ofereço isto: a minha boca lembrando nomes,
a minha rotina pagando as contas,
meu corpo reclamando feridas,
minha lucidez calculando o próximo gesto.


Que o prólogo seja o último vestido pendurado no varal;
que a cinza das horas ilumine o início.
Que eu saia inteiro das paisagens — Montevideo, Asunción, Puerto Iguazú, Santa Cruz —
com o rosto gasto e a coragem renovada.


Porque nunca estive tão esgotado;
porque nunca estive tão vivo.
E isso, por enquanto, basta.

Respirem cinzas.
Eu assofro pra limpar o cinzeiro — gesto pequeno, gesto de sobrevivência.
Há uma fuligem que insiste em falar meu nome, mas eu já não tenho paciência pra suas sílabas.


Cinco meses foram um mapa de mil estradas que ela percorreu na minha cabeça.
Quilômetros interiores, passaportes carimbados na memória.
Porém — nunca travei. Nunca parei. Nunca me neguei ao beijo que vinha entre uma lembrança e outra.


A insuportável mulher do olhar torto ocupou janelas inteiras, fez morada em gavetas.
Quando o olhar saiu de mim, a sala clareou como se alguém tivesse aberto a cortina de dentro.
Não foi vingança, não foi perdão; foi uma pequena aliança entre ar e verdade: eu respirei outro ar.


Já não estou mais aqui de tanto querer estar.
Essa vontade me evaporou de dentro — deixou o corpo e levou a fumaça;
ficou um corpo que aprende a olhar o mundo sem pedir licença.


Gritei. Clamei. Ninguém respondeu — talvez porque ninguém estivesse mais lá.
Talvez porque eu também não estivesse mais, e isso foi preciso: abandonar-se para reaparecer.
Eu fui para o abandono e voltei com as mãos sujas de cinza e o peito limpo de delírio.


Chamuscado e floresci. Memória como tatuagem que não dói mais, só lembra —
lembrar é menos que sofrer, é estudar a própria paisagem.
Sou ferida que virou mapa, cicatriz que sabe dizer caminho.


FIM DE TEMPORADA:
não é morte, é o abaixar da cortina com reverência e sem aplauso.
Como se os heróis tivessem perdido o brilho falso e ganhado o peso do que realmente importa: permanecer.


Obrigado por assistir.
(é um riso que sobra no fim do filme — seco, com fumaça na garganta.)


Eu sou o que vai e o que fica.
Eu sou o que permanece e prevalece.

Poema para Felipe, o que ama demais


Felipe é daqueles que ama sem freio,
Que chega com tudo, sem plano nem meio,
Entrega o peito como quem se perde,
Mas ama bonito — e isso é o que serve.


Não teme o naufrágio, mergulha sem medo,
Mesmo que o mar lhe devolva o segredo
De um amor que partiu, de um adeus maldizente,
Felipe ainda crê... e ama diferente.


Ele escreve com a alma em carne viva,
Cada linha uma dor que se ativa.
Mas também há ternura, há sol e há festa,
Mesmo quando a ausência se arrasta e detesta.


Tem Zoinho Trocado gravada no peito,
E Marisa Monte rondando em algum leito.
Tem cartas, silêncios, tem reencontros quebrados,
Mas o amor... ah, o amor — nunca é descartado.


Felipe, poeta sem pena nem pauta,
Tem Vinícius no sangue, e a alma exalta.
Porque o que importa, no fundo, é sentir —
Mesmo que doa, mesmo que parta ao partir.

Eu não pedi que você ficasse.
Há um momento exato em que o amor deixa de ser tragédia
e passa a ser apenas clima.
Como garoa em roupa esquecida no varal.
Como cheiro de cigarro preso no banco de um carro antigo.
Como aquela dor de cabeça que já não preocupa ninguém
porque aprendeu a morar no corpo.
Você arrumava as coisas lentamente
e eu pensei, com uma serenidade quase ofensiva:
ela finalmente cansou de mim.
Não de mim inteiro —
isso seria grandioso demais —
mas desse homem pela metade
que chega do hospital cheirando antisséptico e cidade,
que fala de literatura latino-americana
como quem tenta salvar alguma dignidade do mundo,
que coleciona moedas estrangeiras
porque nunca conseguiu pertencer completamente ao próprio país.
Escorei no Renault noventa e um.
O carro estalava baixo, esfriando o motor,
como um animal velho respirando durante o sono.
Acendi um tabaco ruim.
Misturei mate uruguaio no fumo.
Não por boemia.
Nem estética.
Por superstição.
Alguns homens rezam.
Outros adulteram o cigarro.
Você passou por mim sem dizer nada
e eu gostei disso.
As grandes despedidas são profundamente constrangedoras.
Ninguém deveria transformar amor falido em espetáculo.
Pensei em Manuel Bandeira olhando janela de pensão barata.
Pensei em Benedetti entendendo tarde demais
que Montevidéu sempre foi uma maneira elegante de sofrer.
Pensei em Clarice,
naquela coisa terrível dela de perceber a alma das coisas
até quando elas já estavam mortas.
E então percebi uma coisa pequena,
quase ridícula:
eu tinha sobrevivido tempo demais.
Sobrevivi aos problemas.
Às cobranças que pareciam ser infinitas.
À vergonha de pedir ajuda.
À escola sugando meus últimos gestos humanos.
À fumaça.
À exaustão.
À sensação humilhante de fracassar devagar.
Sobrevivi até mesmo à esperança,
o que talvez seja a forma mais adulta de tristeza.
Você abriu o portão.
O barulho do ferro ecoou na rua vazia
como ecoam certas decisões irreversíveis:
sem dramaticidade,
apenas definitivas.
Eu poderia dizer que ainda te amava.
Mas seria inútil.
O amor, às vezes, não acaba.
Ele apenas perde utilidade prática.
Então fiquei ali,
encostado naquele Renault cansado,
fumando um cigarro adulterado com erva estrangeira,
olhando você ir embora
como quem observa um país desaparecer pelo retrovisor.
Sem raiva.
Sem poesia suficiente.
Sem salvação.
Só aquela melancolia fronteiriça
dos homens que aprenderam tarde
que viver também é perder território.

⁠Ontem sozinha a pensar,
senti uma saudade imensa de você.
Um desejo que não sei dizer,
que não sei explicar.
Uma vontade louca de te ver,
Uma vontade louca de chorar...
sem saber... porque...
Olhei o céu de estrelas radiosas e
entre elas as mais formosas juntinhas...
bem juntinhas... a brilhar!
E sem saber porque crescia cada vez mais
o meu sofrer, crescia esta vontade de te ver juntinho de mim... bem juntinho...
Pra dizer-te bem baixinho... muito baixinho...
Eu gosto muito de você!

​O Vento e a Coragem


​Eu busco em mim palavras de incentivo,
Aquelas que me fazem refletir.
Anseio por um passo decisivo,
Só falta a coragem para ir.
​Recomeçar comigo, lado a lado,
Deixar para trás o que já não me traz bem.
O coração, por vezes machucado,
Já tentou tanto ser feliz com alguém.
​Fecho os olhos, me vejo num lugar alto,
O vento no rosto, a bela paisagem...
O pensamento livre, num sobressalto,
Encontrando na paz a minha coragem.
​Talvez o meu destino seja este,
Sem a cobrança de um amor perfeito.
E se você me entende e reconhece,
A paz que busco já mora no meu peito.

CORAÇÃO DE OCEANO


No delicado pescoço alvo e macio
Um colar de um profundo oceano
Uma história num azul soberano
Diamante de aliança com o frio.

Um amor forte vivido repentino,
Verdadeiro, presente, tão inebrio
Da saudade melancólica e o desafio
A bordo num navio, incerto destino.

Os mares gelados levaram o que restou,
Do amor envolvente uma eterna alma
Apaixonada, enlutada que muito amou.

Não tem dinheiro que apague trauma,
Nada compra um amor que afundou,
Colar valioso que a saudade se acalma.

SONETO #11
ROWENA

Defendo as terras saxônicas e o rei
Procuro por Rowena que desapareceu
Ivanhoé o temido que logo se ascendeu
Sendo cavaleiro, não sei se rei eu serei.

Ricardo Coração de Leão nada é teu
Nessa terra meu grande amor eu deixei
Estou em busca dela, ao meu lado terei
A companhia da fiel Rowena, algo meu.

Nessas torres e nesses muros do castelo
Procuro por ti ó meu sutil aloé do inverno
Minha ave avelã sinônimo do que é belo.

Estarás tu perto em algum lugar interno
Tenho esperanças sinceras, um novo elo
Que Rowena apaziguará o quase inferno.

COLORS June 28th, 2023

In the beginning the verb was love
And the love was and came til us
But the man broke with hate the love
And the world no loved more your sons.

True colors came for not let us alones
Fear must be disappeared and remove
Things prejudice that stain the hands
With the blood lost in to want survive.

Where love makes its home in all colors
It must be affectionate and genuine calm,
Respect and true importance to others.

If all colors are different, they are in the palm
Of our hands, ready to live with fingers
Just as humanity should be with others.

Lutas existem pra você defender o que já TEM ou para conquistar o que você precisa TER!
Sempre haverão lutas, amigos, parceiros sempre terão, mas os inimigos também sempre existirão e estarão sempre a espreita. Até Deus está em batalhas, Ele está sempre guerreando e enviando Anjos para guerrear, ou para defender de algum inimigo ou para conquistar o que precisa.

⁠Tudo Bem
Seria um fato ou ditado popular afirmar que os opostos se atraem?
A resposta não sabemos, mas as improbabilidades seguem acontecendo na vida.
Será que eles são opostos, diferentes?
Seriam água e vinho, a vegana e o carnívoro?
Acredito que sejam tão distintos como como mostarda e mel, doce e azedo unidos, proporcionando um sabor magnífico e inesquecível.
Experiências de vidas bastante particulares mas com corações dignos, calorosos e fiéis.
Mesmo não enxergando completamente o reflexo do companheiro arquitetado, ela se depara com as semelhanças de responsabilidades e valores imutáveis que ele apresenta.
O encanto que ela apresenta o deixa em transe com um simples sorriso ou ao escutar a melodia que sua voz proporciona.
A verdade é que se renderam ao desconhecido e desfrutam um amor com sabor de frutos divinos, verdadeiros alimentos de Deus.

O Amor é Renovável


Foi inevitável sucumbir a tristeza da perda,
Perdi o amor,
Perdi a vontade de continuar existindo,
A vida se tornou monótona e repetitiva,
Sem chão, eu chorava a morte desse sentimento,

Senti-me derrotado pela vida e chorei,
As lágrimas expelidas tinham gosto de sangue,
Sentia que o final da minha existência era o único caminho,
Mas será que o Amor morre de verdade?
Não seria o Amor um sentimento renovável?

Antes de entregar-me totalmente resolvi sair,
Era festa, todos estavam felizes e celebrando com alegria,
Sentia-me um peixe fora d água em meio a tanta felicidade,
Eis que do nada uma Princesa apareceu,
Era linda e formosa, mas comprometida,

Os graciosos passos da Musa guiavam meu olhar por onde ela desfilava,
Esse dia foi muito importante para minha recuperação,
Não conseguia admirar ninguém há tempos,
Essa mulher despertou minha atenção sem nem mesmo uma troca de olhares acontecer,
Depois desse dia percebi que outras belezas existiam,

Com o passar dos meses retomei minha vida e também a alegria,
Num certo dia, num happy hour com amigos, um mensageiro me trouxe uma carta,
Explodi de emoção quando vi o remetente do recado,
Era ela, a Virgem que me resgatou em silencio,
Queria me conhecer, pois uma atração também sentiu,

Na primeira ligação senti que tudo seria diferente,
Combinamos de nos encontrar e ansioso aguardei o grande dia,
Nosso primeiro encontro foi maravilhoso, parecia algo já vivido,
Beijos quentes, abraços seguros e um prazer puro,
Hoje vivo as expectativas e as certezas desse amor que nasceu.

Alegria

Alegria
O que é alegria?
Alegria é um sinônimo de felicidade?
Não.
A felicidade é passageira enquanto a alegria é definitiva.
Ser alegre é transmitir felicidade mesmo não estando feliz.

O ser alegre tem esse “dom” em sua personalidade.
Tem leveza em seu olhar mesmo com problemas pessoais.
Pessoa pura e ao mesmo tempo misteriosa.
Já se sentir feliz é passageiro.
Esse estado demonstra um êxtase de prazer.
São fases que tem um final.

Nossas vidas são compostas por valores materiais e emocionais.
Tudo que conquistamos deve nos representar uma meta atingida.
Valorize suas conquistas.
Dê valor às coisas que lhe transmitam felicidade.
Conseguindo isso nos aproximamos cada vez mais da alegria.
Mas é possível ser alegre sem amor?

Amor é um sentimento de duas vertentes.
Ser amado pelos entes familiares.
E ter um amor para dividir a vida.
Quem transmite alegria consegue tudo.
Conquista com facilidade seus amores.
Basta saber valorizar as pessoas.

Demonstre que ama quem você ama.
Carinho é a principal ferramenta dos relacionamentos.
É doloroso perder um amor verdadeiro.
Seja alegre e não caia nas rotinas da vida.
Busque sempre a felicidade e vire as costas para as desilusões.
Quem transmite alegria só conquista felicidade.

Nascimento, Vida e Morte do Amor

Te conheci numa cama de hospital,
Você doente, chorando de desilusão,
Naquele dia algo especial aconteceu,
Senti que o amor em minha vida apareceu,
Depois que vi lágrimas em seu rosto angelical,
Meu coração doeu, tremeu de emoção,
Desde então minha vida rumou em prol da sua recuperação,

Passamos por várias barreiras impostas pelo destino,
Com muita força e dedicação conseguimos derrubá-las,
Mas à medida que você foi curando,
Eu fui adoecendo,
Adoeci de amor,
Parece que o mal saiu de você e me pegou,
E a partir daí precisei de carinho e você negou,

O amor que em nós nasceu,
Foi sendo destruído pela doença que em mim brotou,
Doença que você tinha a cura e negara com frieza,
Frieza, egoísmos e falta de consideração,
Você me iludiu, usou e jogou fora,
Todos os bons momentos foram mentira?
Será que nas horas de amar você também fingia?

Hoje vivo sem respostas,
Não sei como aconteceu, mas sei que acabou,
Esse “Amor Bandido” deixou marcas,
Cicatrizes permanentes no coração,
No meu pensamento você vaga há todo momento,
Preciso expulsá-la e me reerguer,
Pois um homem frio e sem amor me transformando estou.

A Proposital Queda do Império


São Paulo, 5h10 da manhã.


Aquela bolsa da Bolívia
foi o último presente.


Mas não foi a última prova
do homem que eu fui.


Eu levei nome à pele (literalmente).
Passei noites em claro,
delirando de paixão,
fumando madrugadas
como quem pudesse
queimar o medo de perder.


Eu amava assim:
sem medida,
sem contrato,
sem saída.


Amor, amores.
Bares, aeroportos,
trajetos que ainda guardam
algumas cenas em silêncio.


Velho engano:
procurar permanência
onde só existiu passagem.


Eu fui feito de excessos:
de querer ficar,
de fazer questão,
de transformar pequenos gestos
em grandes acontecimentos.


Talvez ninguém tenha pedido
tanto de mim.


Mas eu sempre fui assim:
quando amava,
erguia catedrais
onde os outros deixavam apenas portas.


Eu amava com o coração
em carne viva,
sem pele para proteger
o que quer que viesse depois.


E talvez seja por isso
que hoje eu pareça tão seco.


Não foi falta de sentimento.


Foi sentimento demais.


Até que veio a queda.


Majestosa.


Porque aquilo não era um castelo.


Era um império.


E impérios daquele tamanho
não caem por falta de amor.


Caem pelo excesso.


Eu amei demais.
Entreguei demais.
Acreditei demais.


E foi justamente pela grandeza
que tudo ruiu.


Agora eu corto.


Os sinais.
Os nomes.
As promessas.
A necessidade de entender.


São Paulo, 5h10.


A cidade ainda fuma.


Eu também.


Só que desta vez
não há incêndio.


Há cinzas.


E até as ruínas
carregam o nome
(que está literalmente tatuado no meu peito
e só poderá sair com laser)
de alguém que hoje está
com outro alguém.


A ironia é quase perfeita:


o nome continua no meu peito,
mas a pessoa já não está comigo.


Ontem, uma nova mulher estrangeira
beijava justamente aquela tatuagem
e perguntou o que significava.


Eu poderia ter contado tudo.


Mas respondi apenas:


“Foi só engano.”


Porque hoje já não é ela.


É só um nome.


E talvez essa seja
a forma mais cruel de permanência:


a pessoa foi embora,
o amor virou passado,
mas a tinta ficou.


Ela encontrou outro alguém.
Eu fiquei com o nome dela.


E essa talvez seja
a parte mais sádica do amor:


ela seguiu com outra história,
enquanto eu carrego na pele
o nome de uma história
que já não existe.


E quando perguntarem
o que aquele nome significa,
talvez eu nem precise explicar:


foi só engano.

E quantas primaveras são necessárias pra se florir por inteiro?
Quantos anos de vida são necessários pra vivermos nossos sonhos?
Acho todos não seriam suficientes.
O bom é quando as pessoas conseguem no pouco que ja viveram mostrar ao mundo sua beleza. Cativar com sua presença e aproveitar o melhor que o mundo pode oferecer. Bom é poder ver amor nas atitudes, sabedoria nas palavras... bom é o prazer de conviver.

Inserida por Jonatanribeiro

Paro e penso,
Penso que é melhor parar de pensar,
Deixar passar, ou passar deixando um sorriso.
Um abrigo pro sentir, do meu sentimento escondido,
No escuro ou quem sabe a mostra,
A mostra da arte que um dia quis te mostrar.
Minha arte que é tão simples como o amar, se complica pelo fato de que, parei pra pensar.
Mas e se eu andar sem olhar para trás?
talvez a minha arte me siga,
e quando você me ver indo embora, quando olhar pra mim lhe dando as costas,
verás primeiro meu amor, me seguindo aonde eu vou,
verás que ele não era seu,
apenas o sentiu nos momentos em que estive ao lado teu,
verás que quando parei pra pensar, Foi em você,
e quando pensei em parar, foi pra te ver,
mas que pena, andou, não se importou, não parou,
e agora caminho, mas não sozinho,
vou embora, mas não pra longe,
se perceber a distancia, é apenas impressão,
pois na verdade, apenas te afastei do meu coração.

Inserida por kauanfelizola