Textos Fortes

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⁠O Ébrio

De sacada, na varanda de minha casa na socada sacada. Antes do chá da meia noite, tem mulher meia virgem e Homem meio honesto, outro bêbado meio sóbrio com o copo meio cheio ou vazio. Faz tudo pela metade, quando não para no meio da foda se é mulher meia foda que se encontra no meio da rua e leva no meio da cama sem saber o que cada um tem no meio das pernas, senão é o joelho.

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Hoje são 02\06\2021


Evidência , Regra do Discurso do Método Cartesiano
Para que eu possa começar a falar sobre Evidência, que foi uma regra do Método Cartesiano, referida no Discurso do Método, devo primeiramente falar como se dá o pensamento relacionado a essa regra. A regra do Método Cartesiano de nome Evidência, exige que o ser humano não aceite como verdade aquilo que não nos seja nítido e distinto. Nesta regra, Descartes chama a atenção sobre juízos precipitados e a prevenção, ou seja, o preconceito. Para ele, a ideia deve ser clara a ponto de assimilá-la em nosso espírito e distinta conforme conseguimos separá-la de todas as outras ideias que passam por nós de maneira confusa e distinta em nossos pensamentos.
Quando pensamos em Evidência, ela já faz parte das faculdades intelectuais e não sendo incontestável. Como sabemos, razão diferencia o verdadeiro do falso e temos que tomar como objeto de estudo aquilo que não seja contraditório, devemos tomar como verdade aquilo que nossa razão perceba de modo às vezes um tanto quão intuitivo, que é correto e foge de contrapontos de especulações errôneas de senso comum. Resumindo, deve aparecer de forma clara, verdadeira e que conheça evidentemente como tal, isto é, de evitar cuidadosamente a precipitação e prevenção, e de nada inclui em meus juízos que não apresentem e forma clara e tão distintamente a meu espírito que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida. Para Descartes, é a regra que nos permite ter clareza e distinção dos princípios inteligíveis e sendo a fonte de toda construção teórica a saber. Com que finalidade se duvida? Qual o propósito da dúvida fundamentada? É importante saber qual é o fundamento e a finalidade das dúvidas, duvida-se para alcançar e se possível, as verdades nas ciências e encontrar a verdade caso possível.
Então, a evidência é uma atitude fundamental da ciência e filosofia, no sentido de que tanto a ciência quanto a filosofia tem na evidência uma espécie de motor, pois ciência e filosofia são questionamentos permanentes e questionar algo é colocar este em questão, em dúvida, avaliação e exame. O pensamento espontâneo é uma ideia unicamente intelectual, tendo como particularidade a certeza, a evidência, a imediaticidade, e não sendo passível de erro. Descartes quando relata em seu discurso e cita: “imediato, espontâneo e modo simples”, ele cria um exemplo onde cada um pode mentalmente imaginar que a intelectualidade compreendida na intuição, é somente uma só vez e não parte por parte, e isso nos esclarece que a intuição não acontece de pouco em pouco, mas sim de uma só vez e que obtemos esse conhecimento por nosso pensamento e consequentemente também de nossa existência por intuição.
Outra forma de imaginar a intuição, é quando definimos o que é a assimilação intelectual direta e simples, de algo que não temos dúvida ou sequer podemos duvidar devido a natureza de sua clareza e absorção por nossa mente, e sendo assim, quer dizer que já possuímos esse comportamento mental que é inato, ou seja, temos capacidade de diferenciar o que é verdadeiro e o que é falso e a criação para uma ciência jamais poderá ser possível sem o auxílio da intuição. Devido a esse pensamento, temos a certeza de que se deve acreditar veementemente em tudo já conhecido e que não se pode duvidar, enquanto a intuição for a apreensão intelectual direta, simples ou uma ideia que jamais teremos dúvidas em consequência de sua clareza.
Com isso, observo que a Evidência é uma assimilação nítida e diferente de uma consciência atenta e aguçada, descendente de uma clareza do entendimento de um ato, é tão simples que o ser não pode confundir e nos faz entender de maneira simples na direção em que o entendimento assimila a ideia de maneira clara e diferente de todas as demais. Em minhas leituras, observei uma certa desvalorização em certas áreas de humanas quando citado o nome de Descartes, geralmente as pessoas tende a lhe chamar de muito quadrado ou muito cartesiano, em minha opinião, tenho certeza de que pessoas que o consideram um desvalorizado, são profundamente ignorantes, pois Descartes nos ensinou uma coisa fundamental chamada: a humildade de ter método, quando ele fala que somente Deus tem o intelecto de compreender tudo e nós temos o intelecto ou uma razão limitada, a gente precisa ter métodos e estes devem começar por analisar as pequenas artes que compõem o problema que é necessário entender, e ao invés de você abraçar o mundo com as pernas, você deve passar de um problema quando este estiver entendido e assim sucessivamente, até conseguir entender um pequeno número de problemas. Descartes, nos ensinou que além do método de Evidência, como confissão de humildade diante do conhecimento e quando estamos lidando com o conhecimento tradicional e estabelecido, a gente deve ser cuidadoso e não aceitar algo simplesmente porque dizem que é verdade e, sendo assim, cabe a nós associarmos nosso conhecimento do método cartesiano em análise e questionamento, colocar em dúvida tudo aquilo que venha da tradição, afim de ter uma vida mais consciente , mais raciocinada e não exclusivamente religiosa, mítica ou lendária. Descartes como sendo muito racionalista, é considerado pela academia como um pensador abstrato, mas levantou pensamentos que tornavam qualquer que seja contra seu pensamento um profundo ignorante e levantou uma grande questão: qual o fundamento para a verdade e o que me permite dizer o que é verdade ou não ? Isto é, onde eu apoio o edifício sobre o qual, vou construindo os conhecimentos que entendemos como verdadeiros sobre qualquer coisa de minha vida, e o mesmo chega uma conclusão que até hoje é colocada como óbvia, mas que não é ela, quando ele discute que o único fundamento para eu chegar a própria ideia de verdade, é começar duvidando, afinal de contas se eu coloco tudo como dúvida, aquilo que for indubitável ou que não puder ser duvidado e ter uma evidência, se torna o ponto principal para construção da verdade. Descartes, então chega a uma conclusão racional de que a única coisa indubitável é a própria dúvida e nessa hora o pensamento cartesiano se constrói, sobre a possibilidade de duvidando perceber que se pensa. Descartes como pai do cartesianismo, tem uma preocupação muito prática e começa a perceber no discurso do método, que é uma obra especial, qual os caminhos que devemos seguir para resolver um problema, e ele até oferece uma grande dica, pegue um grande problema e vá do mais simples para o mais complexo, divida em tantas partes forem precisas e vá resolvendo do mais simples até chegar a grande complexidade.
E sendo assim, o Método Cartesiano e a regra Evidência, se torna um modo de ser e acredito que seria insuficiente e muito limitado caso esse método se ausentasse em minha vida, pois ela permite que sejamos menos robótico, menos automático, menos inconsciente naquilo que desejo investigar, não é um processo mágico, mas ajuda bastante a existir melhor.

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A um passo de vários passos de, O Passo, dos Dia dos Namorados 12\06

⁠Aquilo que é estrangeiro tem sempre uma aparência aristocrática para nós e é próprio das democracias, preferir na arte os valores imperfeitos aos genuínos, que são aristocráticos e anti-utilitários.Veja como a burguesia se diverte por baixo da cortina cinzenta e ofuscada pelos brilhos cintilantes da hegemonia em fila para filar em um filão e adentrar de passo em passo no Passo, o divertimento em detrimento do quinto.
O Passo, bem no coração da cidade, à soma dos valores inatos e dos veículos locomotivos de congênitos,de perfil imponentes inerentes, diz dos seus proprietários impotentes. Imagino um dia uma mão certeira passar nessa rua que tem nome de Santo mas que por dentro é o oco da Corrupção e ao som da Internacional com o 🔨 golpes certeiros acertar as contas na destruição do supérfluo e dar viva á razão com o novo no lugar do velho. Marx não morreu. Viva a revolução Dialética, na luta dos contrários e a negação da negação.Enquanto a direita briga pelo mel na chupeta e a esquerda por uma chupeta, a aristocracia engorda à mingau, de colherada.A pobreza não é necessariamente vergonhosa. Há muito pobre sem vergonha.

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⁠O capital, na capital

É tanta especulação imobiliária na cidade fechada, que sinto no ar o vento frio da esperança, sem vírus e na quebradeira.
Preferi, na falta de opção com nova guerra na faixa de Gaza, lembrar da Revolução Francesa.
Na padaria de nome francês, onde não se tem pão jacó, mas tem francês,observei um bom pão crocante e até aquele brioche de Maria Antonieta, a rainha que mandava comer na falta do outro, mas só sobrou sua cabeça na sesta da guilhotina na praça da Bastilha.Tudo árabe fechado, mas tem Jacó que não havia na francesa, mas que no centro tem dança do ventre,não por causa da guerra de Beirute e nem pela guerra em Beirute,porém existe uma porta que só atende delivírus.

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⁠⁠Viva São José,mas não o santo,a rua !
É o melhor cruzamento do bairro para serviço de Pai-de-Santo. Não há ponto igual de macumba, cheio de garrafa de cachaça, galinha preta, sapo e charuto.Fecha o corpo ou negócio e, traz até amor perdido.
Assim, é bom manter o corpo sadio se a mente fica confusa, sem saber se chega logo.
Sobraram no bairro, diante da especulação, intactos antigos chalés de bicho em cada sobrado com boteco nas esquinas do bairro.
É tempo de ler o "Capitão de Areia", de Jorge Amado, enquanto mais um castelo desaba.
Observância, na entrada pego na catraca livre a comanda,talvez, vou ou de prato do dia ao preço da idade de cristo, pelo visto bom, mas ausente no pedaço.Um simples pecador em certas circunstâncias pode ser mais querido a Deus do que noventa e nove justos.

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⁠Antologia Botânica


Pensando bem, é melhor começar o texto com "mas", porque em um mundo de muita mudança e velocidade,correrás o risco de ficar prisioneiro do mesmo,a mesma praça, o mesmo banco, o mesmo jardim,as mesmas flores e temos medo das mesmas dúvidas e das frustrações.
Mas, alguém que quer algo vai procurá-lo, as vezes vai ter que fazê-lo por muitas e muitas vezes, e ao fazer isto estará demonstrando inteligência focal.
Acredito que o ser humano estará pronto para uma mudança de caminho ou na rota, somente quando os "se não" mundanos que nos fazem continuar naquele enorme início de caminho e está em número bem superior que os de razões, isto é, à medida que os nossos "apesar de"⁠ ficam e se tornam extremamente muito maiores em relação aos "por causa de", podemos notar isso quando fazemos avaliações de vida em que a nossa vida está em detrimento de um lapso de racionalidade que nos pega de surpresa e a acurácia em rever este conceito se torna avaliações contínuas e notamos que insistir naquilo que tem mais "a pesares" do que " por causa" e observamos que com isso existe o nascimento de muito mais "se não" em relação a "razões" insistir nesse movimento progressivo se tornará retrógrado,retardado,uniformemente variado e insistir ai não é valentia é tolice. Afinal de contas, há uma diferença entre ser flexível e ser volúvel e o volúvel é alguém que muda “toda hora”.
O flexível é alguém que é capaz de alterar a rota depois que tenha fundamentos para isto, por isso, eu admiro a pessoa que tenha clareza do que deseja e não desiste, afinal, não existe fracasso no insucesso, o fracasso está na desistência, ninguém fracassa quando não obtém sucesso, mas sim, quando desiste após não ter obtido o sucesso.

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Patologia da melhoridade

Duas coisas pressupõem um observador que constata a diferença, uma coisa. Uma coisa não é, porque é diferente da outra,uma coisa é singular da outra e se torna diferente porque está observando as duas e comparando. A diferença pressupõem comparação, singularidade não,as coisas são singulares.Se as coisas são maravilhosamente adequadas às suas finalidades e elas são singulares, é porque as finalidades também são singulares,porque se todos tivessem a mesma finalidade seríamos iguais, mas não somos iguais, e sim singulares. Aristóteles disse: a nossa finalidade é singular na medida de nossa singularidade.
O que justifica a minha diferença em relação a você é a diferença de nossa finalidade .Mas, eu comprei um livro do Lee Iacocca e, se chama "Como se dar Bem", algumas pessoas tetam imitá-lo, Aristóteles disse aconselha,porque mesmo que Lee Iacocca tenha sido feliz, o que não significa ser aplaudido, senão não teríamos celebridades suicidárias,mesmo que ele tenha vivido bem,ele viveu a vida que é dele, buscando a felicidade que é dele, é claro que a sua própria finalidade. Então é óbvio, não é a sua e você não é igual a ele, a busca é uma coia individual singular e intransferível.
É claro que quando você se depara com essa reflexão,você é obrigado a constatar como Aristóteles constatou que em toda cidade, é a sociedade que classifica as pessoas em função de seus afazeres, alguns afazeres valem mais do que outros, mas isso não tem nada a ver com sua finalidade, sabe por quê? Porque a sua finalidade, ela decorre da adequação da natureza do seu corpo com o universo, não tem nada a ver com aplauso ou glamour da sociedade em que você vive, portanto se você viver atrás do glamour, correrá o risco de viver uma vidar que não é a sua.

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Qual é a vida ruim? É a vida que você deseja o tempo, é a vida que você pretende como temporal e ela será sempre temporal, mas é a vida que você clama para que o instante não se eternize, mas que pelo contrário se temporalize ou se você preferir, a vida que você quer que termine no instante que acabe logo.

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Volto até Voltaire

Na filosofia, um dos grandes pensadores franceses e um dos grandes filósofos, é Voltaire.Voltaire que é um pensador francês do século 18, sempre muito humorado e crítico, possui um pensamento que é até divertido. Voltaire disse: Deus é contra a guerra,mas fica ao lado de quem atira bem.
Essa ideia pode até trazer alguma ofensa a percepção religiosa estrita, mas é uma ideia a se refletir. Não se deseja o confronto,mas terá a maior capacidade de vencer e atirar bem e , atirar bem significa habilidade, perícia, não se perder e não saber lidar com as coisas que nos auxiliam. Para que eles sejam momentos grávidos e capaz de dar a luz a um novo momento,nós temos que afastar essas 2 atitudes, a cautela que imobiliza e aquele hiper inconsequente.

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⁠Religião sem ética

Agostinho teólogo cristão do século 5, dizia que o mal em si não exista.
O mal é a privação do bem e todas a vezes que o bem se ausenta, o mal vem à tona. Mas o mal em si não existe, pois se ele existisse nós teríamos que dar conta de uma ideia teológica muito difícil. Deus é o criador de todas as coisas e por que então ele criou o mal? O mal em si não existe,o que existe é a ausência do bem, Deus criou a bondade e a maldade é ausência de deus e nesta hora as religiões tem as suas múltiplas formas de lidar com essa percepção, há aquelas que são maniqueístas, bem de um lado e mal do outro, há aquelas que são circunstancialistas,isto é, dependerá da ocasião que está vivendo e há outras que são normativas e permanecendo de maneria mais direta ao bem e o que é o mal.
A maior obra da literatura escrita sobre esse tema, foi escrita por um homem que tinha grande questão religiosa e foi Fiódor Dostoiévski, quando escreveu o livro Os Irmão Karamazov, ele cita uma frase que sintetiza essa questão, "se deus não existe,tudo é permitido". Essa é uma questão, será que a ética está apoiada apenas na religião? Em grande medida, a ética está apoiada na religiosidade e já algumas éticas então apoiadas em religiões.
Mas também, em nomes de religiões da história já se praticaram a patifaria, assassinatos, genocídio e a pilhagem.Portanto não é a região em si, que se torna o motor da convicção ética. A convicção ética vale muito mais a partir de valores de respeito à vida coletiva e da vida geral em suas múltiplas manifestações, pela crença que não é somente a minha vida que possui validade.
Os valores não são egoístas e nem poderiam sê-lo, embora sejamos um animal que como outros tende a perpetuação do gene, a gente não quer que a nossa vida seja apenas e tão somente essa perpetuação do Gene Egoísta que é o tema clássico de um livro do etólogo, Richard Dawkins. A lógica não é essa, ela é muito mais e aprofunda a ideia de uma divindade que possa parecer nas suas várias expressões, mas que ao mesmo tempo seja capaz dentro de sua maneira de nós com ela entendermos e com ela lidarmos e nos oferecer valores. É possível ética sem religião,claro, é possível religião sem ética ? De maneira alguma.

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⁠Classes

Na história do pensamento, muitos filósofos se caracterizavam por acreditar que aquilo que você vê no mundo da vida, as instituições, discursos, falas, conhecimentos, educação e a mídia, tudo isso não se explica por si só.
A explicação de tudo isso, está em uma espécie de subterrâneo e é preciso escavar, é preciso fazer uma espécie de arqueologia das causas e esses pensadores são chamados de filósofos da suspeita. Três, sem dúvida, Karl Marx, Sigmund Freud e Friedrich Nietzsche.
Marx acreditava que a explicação das ocorrências do mundo da vida, elas se encontram camufladas, escondidas numa infraestrutura econômica e assim, em qualquer sistema econômico considerado é ali que você encontra as verdadeiras causas das ideologias, discursos, denominações e de toda produção humana, a consciência resulta de como produzimos bens materiais em uma determinada sociedade.
No sistema capitalista haveria sempre dois tipos de agentes, no sistema capitalista a produção de bens se dá em torno de um critério jurídico que é a propriedade privada dos meios de produção, chamados de burgueses, e os que vendem sua força de trabalho, chamado de proletários. E a verdade que tudo aquilo que você enxerga, tudo aquilo que atravessa a nossa vida, está diretamente ligado a relação entre burgueses e proletários e como eles não se dão bem, estaria ligado à luta entre os mesmos.
Por isso, a luta de classes que o foi estudo do pensamento de Marx, é sempre convidativo para pessoas lúcidas, não porque concordemos e façamos disso um mantra, mas que possamos entender na história do pensamento, um momento chave que certamente determinou muitos outros que se asseguravam.
Razão pela qual, os grandes estudiosos do pensamento de Marx são curiosamente os seus maiores e ferrenhos críticos.

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⁠Eis a pretensão ilusória

A felicidade é uma pretensão ilusória de converter um instante de alegria em eternidade, felicidade seria aquele instante que você gostaria que durasse um pouco mais, aquele instante que não acabasse tão cedo, mas a felicidade é um lixo,não enquanto a alegria. O lixo da felicidade está na pretensão ilusória,mas a outra metade dela é linda.E nada inclui em meu juízo, que não se apresentasse tão claro e tão distante a meu espírito que eu não tivera nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida.
Essa página, pode não ser uma janela aberta para o mundo, mas é, certamente, um periscópio sobre o oceano do social.
Saltando para mais perto de hoje, o pensamento é uma coisa e, sem a qual e com a qual, o mundo continua tal e qual.
A filosofia não explica as grandes questões da humanidade, a filosofia muito menos tem a pretensão de explicar, a mesma, apresenta as questões para humanidade, ela mesma já denuncia a impertinência das reflexões que propõem.Por isso, a filosofia nunca explicou nada, apenas provocou e costuma-se associar a ideia de filósofo,hoje, como sendo uma atividade profissional e parece que para ser o mesmo, seja necessário ser professor, autor de livros, participar de bancas de mestrado e doutorado, em suma, ter uma vida acadêmica tradicional.
Ora, essa proposta é absurda, porque as preocupações da filosofia, elas são as preocupações de todo mundo, portanto, sabendo ou não, querendo ou não,todos nós filosofamos.

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⁠Ramalhete do Ontem

Eu sempre entendi, que os olhos e a boca são instancias mediadoras entre as almas pensantes de quem dialoga, portanto há uma certa desonestidade e um falseamento, uma quebra de autenticidade toda vez que você começa a dar volta para preencher com palavras um certo tipo de reflexão, que naquele momento da sua vida é incapaz de fazer. O não sei, ele é tão eloquente ,comunicativo de si mesmo, quanto o mais a profunda e pertinente reflexão, o não sei é tão útil para se escancarar, abrir, mostrar para o outro que é, do que o mais sofisticado das reflexões e, é por isso, que através de muitos não sei, eu pudi pelo menos garantir a todo mundo que um dia veio conversar comigo, e de maneira mais clara que eu pudi, a preciosa informação à respeito de quem eles estavam lidando,interagindo ou vivendo.

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⁠Sinuosidade e retilineidade

Tenho muito medo do mesmo,a mesma praça ,o mesmo banco, mesmo jardim,a mesma rua,mesma casa,mesmas pessoas e mesmo caminho. Em um mundo de grande mudança e velocidade, existe o prisioneiro do mesmo e quem sabe agente tem sorte, a mesma segue a coragem, mas repito uma coisa, coragem não é só uma disposição eufórica, você precisa prepará-la.

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⁠⁠Nematóides salutíferos benfazejos

Em vez ou outra no ano de 2006, quase sempre, pois não poderia chover, antes de começar a aula da primeira turma do curso de Educação Ambiental da UFOP, exercia a atividade de me sentar no gramado das Oliveiras aos pés da Escola de Minas de Ouro Preto, às 7h da manhã.
Aos sábados pela manhã, fazíamos um sarau, lítero - filosófico - teatral . O assunto era livre e ia quem quisesse, ficava lotado. O que levaria um ser humano em sã consciência acordar cedo em um sábado,ver ou assistir uma pessoa falar de literatura, teatro e consciência ambiental ? Uma única coisa, fazer a cabeça!Assim como disse Clarisse, o melhor de mim é aquilo que ainda não sei, aquilo que desconheço e me renova, colocando numa rota de criatividade e de não esgotamento.
Em certa ocasião, obtive o prazer de ver passar por ali e se sentar ao nosso lado, Flávio Vespasiano di Giorgi, até o momento eu não sabia quem o era, e com ele, uma coisa especial aconteceu, nasceu em mim o que era poesia.
Di Giogi, disse algo de como controlar o entusiamo e não fazer com que a arte seja usada para humilhar, mas para encantar e em seu discurso comentou sobre o orgulho.
O orgulhoso é sempre alguém que tem mais de si em si mesmo, e portanto é necessariamente algo muito positivo, já o vaidoso é um orgulhoso equivocado, é um orgulhoso que não se conheceu direito, um orgulhoso que não soube flagrar em si mesmo as reais causas de sua alegria, é mais difícil ferir a nossa vaidade, justamente quando foi ferido o nosso orgulho.

Ao fim, disse: estou orgulho com a vaidade do não vaidoso duvidosos, em vocês.

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Baú de Desejos Assassinados

Amar é desejar,nada de dramático, amor e desejo são as mesmas coisas, você ama aquilo que deseja, você ama aquele que deseja, você ama na intensidade que deseja e ama enquanto deseja.
A má notícia, é que se o desejo acabou é porque o amor acabou também, amor e desejo são as mesmas coisas. Nesse momento, a pergunta óbvia: se amor é desejo, desejo é o que ?
Desejo é a falta, desejo é aquilo que faz falta, desejo pelo que não temos e queremos ter, desejo pelo que não somos e queremos ser, desejo pelo que não fazemos e gostaríamos de fazer.
Agora temos a equação completa, você ama o que deseja e deseja o que não tem, e quando tem não deseja mais, como amor é desejo, então não ama mais. Funciona assim, simples e rápido e quando desaparece a falta, desaparece o desejo, como o amor é desejo, então acaba ali naquele instante.
Um ótimo exemplo é quando olhamos caixas de brinquedos de crianças, a primeira coisa que notamos é que tudo aquilo que era motivo de desejo para tê-los, acaba ali, em um baú de desejos assassinados pela presença, em um baú de desejos mortos pelo consumo.

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Sino de bronze e neblina em prata, Ouro Preto.

O Trabalhador vende sua própria mercadoria, seu corpo, e se aliena na produção daquilo que não lhe pertence. Não pode vender sua alma e ser humilhado, se a escravatura não é má, nada é mau.
Estamos livres ? Não, as feridas não cicatrizaram e escravatura não foi abolida, na verdade ela foi generalizada, só que sem chicote.
A liberdade é a possibilidade do isolamento, se te é impossível viver só, nasceste escravo.
Hoje, 8 de Julho, o povo brasileiro celebra o dia do aniversário da cidade de Ouro Preto, talvez não a Abolição da Escravatura no Brasil. Eu sinto na pele o que é ser um negro... Eu me sinto muito bem, obrigado". Melhor um latifúndio de falas do que um deserto de ideias

Parabéns, Ouro Preto -Minas Gerais, pelos seus 310 anos.

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Informação Alimentícia

Há pessoas que navegam na internet, enquanto outra parte naufraga, porque para navegar é necessário clareza para onde vai com a direção, e para navegar temos que saber o porque estamos fazendo aquele movimento com os remos.
Não se confunda informação com conhecimento, "comer bem, não é comer muito, comer bem é comer de forma selecionada".
A informação é cumulativa e conhecimento é seletivo, conhecimento é inesquecível, esquecível é a informação. O futuro é o passado em preparação e o que sobra é a obra, o resto soçobra.

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⁠Modernidade Líquida

Você pode saber o que disse, mas nunca o que o outro escutou, a liberdade é uma abstração. Somos o que repetidamente fazemos e a excelência, portanto, não é um efeito, mas um hábito. No triunfo da sociedade de consumo, quais as angústias da pós-modernidade ? É na liquidez do nosso tempo em constante veloz e mutação, que emerge o individualismo,insegurança e efemeridade das relações.

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⁠Já, nela

⁠No sábado, o condado da Direita sem calçada e de pés descalços sujos sem calçado, aumentou à fome que se alastra nos lastros das fundações sem alicerces, estivas e bases, mas aceso e baseado, estão plenos e com gente com vírus Delta solto pela praça.

As ruas estão no inverno, pegando fogo.

O "almoço" durante o jantar, no restaurante à francesa, escrito à L'amitié, na rua Conde de Bobadela é uma boa pedida.

Um couvert de cenoura crua, pepino em tiras, patê de azeitona, berinjela, grão de bico calado e pão francês cortado à cabeça na guilhotina da Bastilha.
Não há beleza requintada sem alguma estranheza na proporção.

E não acredite em nada que você ouve, e apenas em metade no que você vê.

Nesse tempo de língua solta e barata, ela é uma boa pedida.

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