Textos Engraçados sobre a Vida

Cerca de 59857 textos Engraçados sobre a Vida

⁠Nas veredas da vida a minha alma não cansa...
Minha paixão aos céus é grata...
Enquanto caminho sobre as pedras caladas...

E todo este feitiço e esse enredo...
Há se essas mesmas pedras falassem...
Contariam as magias, os mistérios e tantos outros segredos...

Viram o nascer e a morte...
O inocente olhar...
O puro e o perverso...
Viram a lua e o seresteiro...
A matrona e o embusteiro...

Viram as mocinhas assanhadas...
O cio dos rapazotes...
Ouviram os gritos de dor...
Sob o fragelo do chicote...

Tanto viram e ouviram...
Mas nada testemunham...
Nem mesmo o sangue...
Escorrendo pela fronte...
Se se pode gritar a Verdade...
Por que escolhida essa sorte?

Minha terra...
Onde tenho o meu pão e a minha casa…
Minha terra onde meu pai nasceu…
Aonde a mãe que eu tive e que morreu...
Minha terra que fala onde nasce o dia...
E que as noites são cantadas...
Minha terra...
Minha pousada...
Onde caminho sobre as pedras tão caladas...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#DEGREDO

E o relógio dará as horas devagar...
Alheio à pressa da vida...
Enquanto ergo o cálice transbordante...
Da inveja dos olhares fulminantes...

Velhos e eternos pesares...
Que a terra já não sente...
Eu, de olhos ausentes...
As asas loucas abrindo...
Passeio entre muitos...
Indiferente...

Ah...
Quem mandou que fizesses...
Minha alma da tua escrava...
Por que não me ouvistes...
Enquanto te amavas?

Por que fugiste de mim...
E me magoavas com espinhos?
Por que não me ouvistes...
As minhas preces?

O degredo acabou...
E dele saí tão cedo...
Já não mais te quero...
E não é nenhum segredo...

Nada mais te pergunto...
Nada mais de ti quero...
O sonho acabou...
Brinca na poeira, brinca...
Já não és meu mundo...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Minha vida se acomoda entre estas pedras...
E o que faço de mim é o que me fica...
Mal de amar nesse lugar de imperfeição...
Onde a lua chora junto as estrelas...
Sua solidão...

Livre como o vento e repetido...
Que Deus se lembre do meu nome...
Que o látego não me seja o castigo...

Vivo a vincos de ouro a minha vida...
Entre o luar e as folhagens...
Tenho febre e escrevo...
Revelando em poucas linhas...
Meus segredos...

Não é serenidade pelas ruas o que vejo...
Tudo em mim é desejo...
Sentir tudo de todas as maneiras...
Dizer verdades entre brincadeiras...

No mistério da vida a cavalgar...
Aprendendo na espera o inesperado...
No espaço...
No tempo...
Um menino homem...
Apenas querendo ser mais amado...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Não eras para minha vida...
Não eras para os meus sonhos...
Não eras para os meus cantos...
Não foste digno de meus prantos...

Não eras o lume de meu coração...
Não eras o brilho de meu olhar...
Foste apenas decepção...

De todos os encantos...
Não quisestes fazer parte...
E hoje, sem nenhum alarde...
Vi que não fostes nada...
E nada fizestes para ser meu tudo...

Passaste em vão...

Não fostes feito para meus abraços...
Para nossos corpos entrelaçados...
Não comungamos em ardor...
Carinhos não me destes...
Não era para ser amor...

Tu nem mesmo fostes um vento...
Que em algum momento...
Beijou-me e mostrou-me a direção...

Tu foste apenas...
Para aqueles que te queriam um pouco...
Enquanto eu te quis tanto...

Hoje és sombra...
Sombra de nada...
Vulto sombrio...
Que vaga entre tantos tais como tu de alma deserta...

Meu último conforto...
Agora...
Apenas o frio...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Minha vida se acomoda entre essas pedras...
Aos meus suspiros, que deitando vou...
Dá-me o vento de feição...
Flor de ventura...
Que amor me entregou...

A sede e o vinho onde tudo se esquece...
Me fazem mergulhar no fundo do sonho...
Esse que sou...
Silêncio de grito suspenso... Labirinto desfeito...

Ah como são belas – bem o sei, essas pedras...

Tais quais nos céus as estrelas...
Todas caladas...
Mas tanto amor por elas...

Sonhos meus, suaves sonhos...
Melhores do que a verdade...
Num palácio de ouro...
São elas minhas confidentes...
Meu maior tesouro...

⁠#REENCONTRO

Do ser que tenho a viver...
Sou nesta vida um qualquer...
À ronda dos segredos ninguém conhece no fundo quem realmente eu sou...

O vento às vezes é brusco...
Leva para longe quem queremos perto...
Sem perdão e sem disfarce...
Sem deixar uma pegada...

Mas também traz...
Tirando nosso desassossego...
Que hei-de fazer senão com o retorno sonhar ?...

Esta saudade que não tinha fim...
Tenho o desejo doido de te contar...

Tenho medo...
Com o vento no arvoredo...
Das sombras...
Teimosas ao meu lado...
Do silêncio tão pesado...

Malícia do destino...
Ignorar o que vivemos...
Por dentro pressentindo...
Peço...
Volte...
Já não é tão cedo...

Pergunto por onde anda a minha vida...
Já não sei mais a diferença...
Sem você..
Tudo é ausência...

O medo conta os vinténs...
Fazendo-me seu refém...
Busco a luz e a encontro...
É você...
E ninguém mais...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Deus quer...
O homem sonha...
A vida imita a Arte...
E a obra nasce...

As tormentas passam...
O mistério se cria...
Finda a noite...
Aurora se anuncia...

O homem é pequeno...
Sua alma divina...
Os sonhos alguns haverão de ter...
Enquanto outros põe tudo a perder...

Da sorte incerta...
Manda a vontade...
Do destino que é dado...
Tudo vale a pena...
Se a alma não é pequena...

Quanto mais o tempo passa...
Mais me afasto da razão...
O amor é um feitiço...
Mostrando-nos coisas tão sortebelas...
Até que se conheça a traição...

Não tente apagar toda a dor do mundo...

Outros haverão de ter...
O que houvermos de perder...
Porque nisso está a verdade...
Até para quem não quer ver...

Nós podemos viver alegremente...
Não sei que abismo temo...
Mas sei que não podemos perder a nossa fé no Supremo...

⁠Não há papel que conte a minha vida...
Eu caminho por eles...
Eu sei que há diferenças
E ainda bem que as há...

O meu desejo canta...
Onde estás?

O vento levará os meus sonhos?
A noite cai de bruços...
Como existir esquecimento ?
Mas o que vejo?
A luz escurecer...
A amargura de olhar e não ver...
O ter e o perder...

Vago dia após dia...
Estranha quimera...
Estranhas fantasias?
Quais ruas escutam meus passos?
Quais estradas colhem meu olhar?

Aos solavancos do destino...
Onde estarão aqueles que me embriagam de calafrios?

Os ventos recolheram...
E diante de mim...
Até as estrelas emudeceram...

Em mim a vida força sua invasão...
De onde vem a voz que me rasga por dentro?
Sem luz nem eco...
De onde vem esse aperto no peito?

Entro abandonado...
Nesses muitos corações que encontro desavisados...
Mortos aos caminhos...
Por onde insisto e também sigo...

Não quero ser quem sou...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Graças a Deus que estou doido...
Que se sabe da vida?...
Dizem que finjo ou minto...
Eu simplesmente sinto...

Tudo o que sonho ou passo...
Nem sentes...
O vento levará os meus mil cansaços...

Ainda correm lágrimas...
Na soledade pensativa...
Escondida...
Disfarçada em sorrisos...

Sei que nada me é pertencente...
E lá fora na estrada...
Pensando coisas profundas...
Compreendo que sou livre...

Livre ando de enganos...
Mas de olhos postos nas coisas, distraído...
Aberto por um vento muito brando...
Acolhendo sempre um pouco de mim mesmo...

Mistério maior é este
que liga a liberdade e o homem...
Acendendo a Deus este segredo...
Fazendo-me feliz eternamente...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Imenso e fundo...
Desta meia vida...
Olhando o mundo...

Não põe fé...
Ao que observa e recolhe...
Em busca do que sonha...
Ou no que pensa que é...

Nu...
Sem cárcere e sem véu...
Em que tudo é força e calma...
Por obra da misericórdia...
Agarra-se a Deus...

Vida...
Em pedaços repartida...
Entre chegadas e partidas...
As saudades abrem as feridas...

Amarras...
Loucuras...
Perto ou distante...
Reconhece e inventa...
Nas palavras que diz...
Sua ventura...

Onde é que dói este ferimento mortal?
Passa perto...
Passa longe...
Entre o bem e também o mal...

A luta é apenas uma espécie de regresso...
Um sopro...
Um alento...

A terra que não muda...
Dá a vida e devora...
Apenas segue...
Entre as perdidas horas...

E de súbito...

Na rua que segue, tropeça...
Ri da noite embebecido...
Afinal o ocorrido...
É apenas mais um tropeço...
Dos sonhos e enganos...
Do menino desconhecido...

Vê...
Que aida há pouco...
O vento limpara o céu anoitecido...
E assim no tempo de não sei quando...
Às estrelas confessa o teu tédio...
De ver o longe tão perto...
E não achar-se reconhecido...

É só um vagar...
Entre uma lágrima...
E um sorriso...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Todo esse tempo que lá vai...
Vejo passar a minha vida...
Em preto e branco...
Em branco e preto...
Por alta noite...
Quando não ouço um pio...

Os meus amigos onde estão?
Que batam à porta...
Façam-se chegar...
Mas apenas espero você...
Por onde andarás?

Vem...
Destruir o silêncio...
Levantar os panos...
Limpar o espelho...
Que de tanto o fitar...
Preto no branco ...
Cinza está...

Deixada sobre a mesa...
Cheia de negra poeira...
A estrela por ti colhida...
Se empequena...

Tudo está lá fora...
E tanto aqui dentro quero...
Sentado...
Aqui espero...

E ponho-me a olhar suspirando...
Aguardando que se abra a porta...
E eu, que não sou mais do que isso...
É só isso o que me importa...

Tendo idéias e sentimentos por os ter...
Do que julgo que sou…
Do que anseio ser...
Sei que nada sou...
Quando estou longe de você...

Sandro Paschoal Nogueira

''O Encanto do Perder''
essa vida anda mesmo
me pregando peça
e já há algum tempo
que estou caindo em todas elas

sempre após cair em uma
eu ainda ficava aliviado
pois quando eu era pequeno
ganhei um bracelete
e eu sempre o levava para todo lado

vivia com ele no meu braço
e o amava mais que tudo
e sempre após me machucar
eu olhava para ele
e de alguma forma me trazia conforto

porém com o passar do tempo
ele começou a ficar torto
a cor do bracelete já havia desbotado
e por um momento até cogitei em ficar louco

mas ao me acalmar eu pensei melhor
que mesmo ele tendo se despedaçado
graças a ele aprendi
a lidar com acontecimentos
de forma melhor.⁠

Inserida por cazzubat

⁠Na dança efêmera da vida a findar,
Cada alma encontra seu término a vibrar.
Não são os anos que moldam a jornada,
Mas sim o viver, na estrada iluminada.

Em cada passo, um conto a tecer,
O tempo, efêmero, a desaparecer.
Importa mais a essência, a intensidade,
Do que a contagem fria da saudade.

A vida é um poema breve a declamar,
Cada instante, uma chance de amar.
Na fugacidade, a lição se revela,
O valor da existência, joia singela.

Assim, em despedidas que ecoam,
Encontramos sentido no que ficou.
Pois no palco efêmero da mortalidade,
A arte é viver com autenticidade.

Inserida por italo0140

⁠Hoje, 2 de junho, marca 22 anos desde que você transformou completamente a minha vida. Mesmo que nossos caminhos tenham se separado há anos, as lembranças daquele tempo ainda ressoam em meu coração. Você trouxe uma nova luz à minha existência, e cada momento compartilhado ficou gravado na minha memória com carinho.

O amor que vivemos foi intenso e verdadeiro, um capítulo inesquecível que moldou quem sou hoje. A saudade, embora às vezes dolorosa, também traz um doce reconhecimento de tudo que vivemos juntos. Nossa história, apesar de ter seguido rumos diferentes, deixou marcas profundas e um aprendizado valioso.

Hoje, celebro a beleza do que foi e a transformação que esse amor trouxe à minha vida. Mesmo na distância, a gratidão pelo que compartilhamos permanece, lembrando-me sempre da força e da pureza de um amor que, de alguma forma, continua a viver em mim.

Inserida por italo0140

⁠Minha vida é um constante reinventar, onde cada amanhecer traz a urgência de fugir da mesmice e do anseio latente por seus lábios. Meus sonhos, aqueles que me abraçam à noite, são meu norte, meu desejo de caminhar por estradas desconhecidas, na busca incessante de um futuro que ainda não tomei em minhas mãos.

Mas, quando o sol se despede e a noite se instala, a realidade se desenrola em matizes que não desenhei. E mesmo assim, insisto em querer mais — mais dos seus olhos, mais das suas palavras, mais de você. Porque meu coração, inquieto e insaciável, sempre espera que o amor se revele em sua forma mais plena, mais intensa, mais você.

E enquanto eu espero, meu coração bate mais forte, sonhando com o dia em que a realidade finalmente será tão doce quanto as promessas feitas em silêncio. Eu quero sempre mais, pois o pouco que vem de ti nunca será suficiente para um coração que aprendeu a querer o infinito.

Inserida por italo0140

Se me perguntarem... existiu um momento na minha vida em que me senti desamparado, sem a menor esperança e confiança. Porém, algo grandioso demais para ser entendido aconteceu e tudo mudou para sempre!

Se me perguntarem... eu conheci Jesus Cristo, um amor tão puro e poderoso que eu nem sabia que existia. Mas, que me guarda desde antes do meu nascimento e sempre esteve me esperando.

Se me perguntarem... Ele também te ama e é a solução para toda a sua angústia e dor. Eu não estou falando de religião, mas de amor... e Deus é amor!

Se me perguntarem... não importa onde e nem como você esteja... ore a Deus e peça, em nome do Senhor Jesus Cristo, para Ele te ajudar. Deus está perto e, não importa o que você tenha feito, vai te ajudar... o sangue de Jesus garante a benção. O Seu amor não muda e é para sempre! GLÓRIA A DEUS!

Inserida por italo0140

Sinto-me longe...

Pretendo recolher da vida...

Algo mais que apenas ser só vivida...


Não quero ser só um simples espectador...

E perder a noção do essencial...

Sem mais nada para contar...

Perspectiva que me assusta...

Lanço então um olhar para fora de mim...

Flagrante de esquina...

São tantas as esquinas...

Por todas quero passar...

pensamento viaja...

Segue por trilhas...

Ruas e jornadas...

Ao horizonte alcançar...

A vida de tão grande

fica pequena...

para tantas vontades...

Para tantos sonhos construir...

Para tantos a realizar ...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Rodoviária de Conservatória.

#A #vida #veio #e #me #levou #com #ela...

Perspectiva me assusta...

Para aceitar essa idéia...

Pretendo apenas recolher da vida...

Um flagrante de esquina...

Aonde eu faço a curva...

Algo de seu disperso conteúdo...

Entre os que sonham...

Entre os que esperam...

E encontrar alguém...

Que me olhe com carinho...

Que ame e deixa-me amar...

Que tenha na pele um toque intenso...

De leveza nas mãos...

E no coração...

Que fale em silêncio...

E a sua palavra tenha o poder da ação...

Com sorriso de criança...

Pura e sincera...

Que tenha um nome...

Que não seja ilusão...



Sandro Paschoal Nogueira

#Cara #de #mau...


Oposto na vida real...

Poucas palavras e respostas curtas...

Há quem me julga...

Não sei esconder...

Assumo aquilo que sou...

Assumo aquilo que posso...

Não tenho muitos apegos...

Me entrego...

Tento construir minhas próprias verdades...

Deixei de me preocupar com o que os outros acham,

pensam...

Opinão que não me acrescenta...

Há mais sinceridade em rostos sérios...

Do que em sorrisos largos...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

#Vida #triste #é #a #minha...


Que hoje vou contar...

Desde quando aurora anuncia...

O dia a começar...

Passam os minutos...

Seguem as horas...

Sob céu azul anil...

Olho as nuvens e me ponho a sonhar...

Em tardes douradas...

A primeira estrela que vejo...

Sonho mais alto ainda...

E faço um desejo...

A rotina tão maçante...

Das flores do jardim cuidar...

Alimentar as aves...

Que gorjeiam em toda minha casa...

Em todo lugar...

O perfume de manjericão me inebria...

Disputa com o alecrim...

As orquídeas se abrindo...

Também se comportam assim...

O girassol despeitado...

Meu brilho quer roubar...

Sempre é ele o primeiro...

O sol a cumprimentar...

As rosas soberbas...

Acreditam serem rainhas...

Coitadas delas...

Vaidosas aos extremos...

Acho que vou cortar...

Só escolher um vaso...

E minha mesa enfeitar...

Se deito na rede e me ponho a balançar...

Logo aparece um sabiá...

Fazendo-se de louco...

Começa a cantar...

Quer atrapalhar meu sono...

Até meu meditar...

Beia-flores me importunan o tempo inteiro...

De lá para cá...

Não se cansam eles de tanto voar?

Quero ler um pouco...

Bem sossegado na sombra...

Sento debaixo da jabuticabeira...

E dezenas de pássaros põe-se a reclamar...

Gorjeios, trinados irritantes...

Ah se pego só uma fruta do meu quintal...

Revolução se instaura...

Até o jacú feio...

De mim vem reclamar...

Não sei mais o que fazer ...

Como devo proceder...

Vou comer um pouquinho...

E disso tudo me esconder...

Trancar portão...

Campainha desligar...

Tirar fone do gancho...

Celular "não pertubar".



Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.