Textos Engraçados sobre a Vida

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Deus deu uma vida para cada um cuidar da sua


Seu cansaço não nasce apenas da sua própria caminhada, mas do fardo que outros deixam cair em suas mãos.
É o filho adulto que não assume suas escolhas e você corre para resolver.
É o parente desorganizado e você vira cofre.
É o colega que abandona a tarefa e você carrega o trabalho dele.


Quando você disser “não”, alguns vão se afastar.
Não porque você errou, mas porque perderão o conforto de ter alguém que sempre segurava suas responsabilidades.
Eles confundiram sua bondade com obrigação, sua presença com servidão.
E, ao se afastarem, revelarão que não buscavam parceria, mas dependência.


Ajudar é diferente de carregar nos braços, de viver a vida do outro.
Falar de você, falarão sempre — seja pela sua luz ou pela sua sombra.
Mas lembre-se: o Criador entregou a cada ser humano uma existência para cuidar.
Você não é Deus e não salvará o mundo.


Esse peso não lhe pertence: devolva ao verdadeiro dono.


Respire.
Aceite que alguns irão embora quando você colocar limites.
E caminhe apenas com o peso da sua própria vida.

Bruxas...


Somos pessoas diferentes, gente que ama a vida com ternura e espalha doçura por onde passa.


Compreendemos os animais e desvendamos os segredos dos lugares, das plantas e de tantas outras coisas que a natureza guarda.


Ouvimos a voz do vento e brincamos com os elementos...


Não somos vingativas. Somos almas antigas, nem sempre compreendidas, porque não permitimos invasões. Mas, diante dos infortúnios da vida, podemos ser a solução.


Nossa visão vai além da aparência... Vivemos na essência.


Vento, fogo e ar, venham nos ajudar diante das questões do mundo e, por meio dos rituais, abrir os portais.


Entregamos nossos pedidos à Mãe Lua, confiando que serão ouvidos e atendidos.


Seguimos com coragem e boa vontade, buscando ajudar a humanidade com carinho e devoção, para que todos possam trilhar o caminho da evolução.

A vida é breve, o tempo não espera, Nem todo inverno termina em primavera. Há dias de luta, de dor e solidão, Mas nunca se abandone por qualquer desilusão.


Aprenda a viver por você, A se escolher, a se entender, A não depender de outro alguém Para descobrir o que a vida tem.


Aprenda a se amar sem ter que provar, A reconhecer quando é hora de ficar. Não se perca tentando agradar, Quem não sabe o valor que você tem para dar.


Seja seu abrigo, sua direção, Cuide com carinho do seu coração. Nem todo adeus significa o fim, Às vezes, a vida devolve você a si.


Não espere flores de outra pessoa, Plante seu jardim, faça a vida boa. Seja sua paz, seu próprio lugar, Pois quem aprende a se amar Também aprende a recomeçar.


E quando a vida pesar sobre os ombros, Não se entregue aos próprios escombros. Você é muito além da dor que sentiu, É tudo aquilo que ainda não descobriu.


Viva por você, sem medo de ser, Ame sua essência, escolha viver. Pois, no fim da estrada, ao olhar para trás, Que você encontre em si tudo aquilo que buscou nos demais.






- Camila Rescaroli

A vida é uma montanha-russa, De curvas, quedas e velocidade, Se todos soubessem o peso da dor, Não fariam da maldade uma realidade.


A justiça tarda, mas não falha, O tempo revela cada sentença, E quando ela bate à porta, Não pede licença, nem dá advertência.


Pois tudo aquilo que se planta Um dia se colhe, pode acreditar, A vida tem suas próprias leis, E ninguém delas pode escapar.

FIGURAS CINZAS

Quando a ausência ganha a cor da memória.

Talvez a vida seja como um álbum.

Nascemos com algumas páginas praticamente vazias. Não sabemos quantas existirão, quantas pessoas passarão por elas ou quais histórias serão escritas ao longo do caminho.

Então começamos a preencher.

Primeiro aparecem aqueles que já estavam conosco antes mesmo de compreendermos o significado da palavra família. Pai, mãe, irmãos, avós. Depois chegam os tios, primos, professores, colegas, amigos, amores, filhos, vizinhos e tantas outras pessoas que, de alguma maneira, encontram um espaço em nossas páginas.

Cada uma delas é uma figurinha.

E, enquanto está conosco, é colorida.

Algumas ocupam páginas inteiras. Outras aparecem discretamente em algum canto da nossa história. Há aquelas que permanecem durante décadas e aquelas que passam rapidamente, mas deixam uma marca que não desaparece.

Há figurinhas que trazem alegria.

Outras carregam ensinamentos.

Algumas nos fazem rir.

Outras nos fazem chorar.

Existem aquelas que nos abraçam e aquelas que nos ferem.

Algumas nos amam.

Outras nos decepcionam.

E há aquelas que simplesmente passam por nós sem perceber que, por algum motivo, deixaram uma pequena parte de si em nossa história.

É assim que o álbum vai crescendo.

Página após página.

Ano após ano.

Até que descobrimos uma coisa que ninguém nos ensina verdadeiramente a compreender:

o álbum também muda de cor.

Um dia, uma das figuras coloridas se torna cinza.

Não porque perdeu sua importância.

Não porque deixou de ser amada.

Não porque sua história deixou de ter valor.

Ela se torna cinza porque sua presença terminou e sua memória começou.

É o momento em que alguém parte.

Um avô.

Uma avó.

Um pai.

Uma mãe.

Um irmão.

Um amigo.

Um amor.

Alguém que, talvez, acreditássemos que estaria sempre ali.

E então descobrimos que algumas pessoas não desaparecem exatamente.

Elas apenas mudam de lugar.

Saem do espaço onde podíamos encontrá-las e passam a ocupar outro lugar, muito mais silencioso: a memória.

É por isso que algumas figuras ficam cinzas.

Não são figuras apagadas.

São figuras encerradas.

A história chegou ao seu ponto final.

E talvez seja justamente isso que torne a perda tão dolorosa.

Porque a morte não leva apenas uma pessoa.

Ela leva também a possibilidade de escrever novos capítulos com ela.

Não haverá mais aquela conversa.

Aquela ligação.

Aquele abraço.

Aquela discussão.

Aquela risada.

Aquele conselho.

Aquela presença aparentemente comum que, depois da partida, descobrimos ser extraordinária.

É então que sentimos saudade.

E a saudade talvez seja uma das formas mais silenciosas de amor.

Porque sentimos falta justamente daquilo que teve importância.

Ninguém sente saudade daquilo que nunca significou nada.

A dor da ausência é, de certa forma, a prova de que houve presença.

Talvez por isso devêssemos olhar para nossas figuras cinzas com um pouco mais de ternura.

Elas não representam somente aquilo que perdemos.

Representam também aquilo que tivemos.

Um dia aquela pessoa esteve ali.

Um dia houve convivência.

Houve histórias.

Houve abraços.

Houve conflitos.

Houve perdão.

Houve amor.

Houve vida.

E talvez essa seja a primeira grande lição das figuras cinzas:

não devemos permitir que a tristeza pelo fim apague a beleza do que existiu.

O ponto final não torna inútil a história.

Uma história não perde seu valor porque terminou.

Pelo contrário.

É justamente porque sabemos que ela terminaria algum dia que cada capítulo deveria ter sido vivido com maior intensidade.

A criança que brincou com o avô talvez não soubesse que um dia sentiria falta daquela voz.

O filho que achava cansativo ouvir os conselhos dos pais talvez um dia daria qualquer coisa para escutá-los novamente.

O amigo que sempre esteve por perto talvez só tenha revelado seu verdadeiro valor depois de partir.

A vida possui essa estranha capacidade de nos ensinar o valor das coisas muitas vezes depois que elas deixam de estar disponíveis.

Por isso, talvez devêssemos olhar mais para as figuras coloridas enquanto ainda estão coloridas.

Abraçar enquanto podemos.

Dizer “eu te amo” enquanto a pessoa pode ouvir.

Pedir perdão enquanto ainda existe tempo.

Perdoar enquanto ainda existe oportunidade.

Visitar enquanto a porta ainda pode ser aberta.

Ligar enquanto ainda existe alguém do outro lado da linha.

Porque não sabemos em qual página a cor vai mudar.

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Com o passar dos anos, nosso álbum fica cheio.

E, inevitavelmente, algumas figuras coloridas começam a ficar cinzas.

Isso pode nos assustar.

Quando somos jovens, pensamos que viver é acrescentar pessoas.

Mais tarde descobrimos que viver também é aprender a conviver com as ausências.

Talvez amadurecer seja exatamente isso.

No começo, queremos preencher páginas.

Depois aprendemos a preservar páginas.

E, finalmente, compreendemos que algumas das páginas mais importantes de nossa existência são justamente aquelas que guardam pessoas que já não podemos abraçar.

O álbum da vida não é composto apenas pelas pessoas que permaneceram.

Ele também é formado por aqueles que partiram.

Somos, de certa maneira, uma coleção de pessoas.

Carregamos expressões que aprendemos com nossos pais.

Gestos dos nossos avós.

Conselhos de professores.

Histórias de amigos.

Manias de irmãos.

Lembranças de antigos amores.

Feridas deixadas por algumas pessoas.

Perdões oferecidos por outras.

Somos também aquilo que recebemos daqueles que passaram por nossa vida.

Talvez sejamos um pouco de cada pessoa que realmente nos tocou.

E, nesse sentido, as figuras cinzas continuam participando do álbum.

Elas já não podem acrescentar novos capítulos à própria história, mas continuam influenciando a nossa.

O avô que partiu pode continuar ensinando através de uma frase que repetimos.

A mãe pode continuar presente em um gesto que aprendemos.

O pai pode continuar vivendo em uma maneira de trabalhar, cuidar ou enfrentar dificuldades.

O amigo pode continuar provocando um sorriso quando lembramos de determinada história.

A pessoa que amamos pode continuar existindo na forma como aprendemos a amar.

É assim que a memória desafia a ausência.

Ela não devolve fisicamente quem partiu.

Mas impede que tudo aquilo que aquela pessoa representou desapareça completamente.

Enquanto alguém se lembrar, alguma parte daquela história continua existindo.

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Talvez seja por isso que o cinza não deva ser entendido apenas como a cor da tristeza.

O cinza também pode ser a cor da permanência.

É a cor de uma presença que deixou de ser física, mas não deixou de ser significativa.

É a cor da memória.

E memória não é o contrário da vida.

É uma das maneiras pelas quais a vida continua dentro de nós.

Existe, então, uma esperança escondida nas figuras cinzas.

A esperança de que aquilo que foi verdadeiro não seja completamente perdido.

A esperança de que o amor não termine simplesmente porque o abraço terminou.

A esperança de que uma história possa continuar produzindo frutos mesmo depois de seu último capítulo.

Talvez a morte encerre uma existência, mas não consiga apagar todas as consequências de uma vida.

Uma pessoa pode partir e ainda permanecer na maneira como alguém pensa, educa, ama, trabalha, perdoa ou enfrenta o mundo.

Nesse sentido, algumas pessoas continuam vivendo através daqueles que deixaram para trás.

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Imagine, então, alguém chegando ao final da própria vida e abrindo seu álbum.

Haverá muitas figuras coloridas.

Mas haverá também muitas figuras cinzas.

Algumas provocarão lágrimas.

Outras trarão risos.

Algumas despertarão arrependimento.

Outras, gratidão.

Talvez algumas páginas sejam difíceis de olhar.

Talvez existam pessoas que gostaríamos de encontrar novamente.

Talvez existam outras das quais gostaríamos de nos despedir melhor.

Mas todas elas terão alguma coisa em comum:

fizeram parte da história.

E talvez, naquele momento, seja possível compreender algo que levamos uma vida inteira para aprender.

O objetivo nunca foi manter todas as figuras coloridas.

Isso seria impossível.

O objetivo era viver.

Amar.

Conhecer.

Errar.

Perdoar.

Aprender.

Construir histórias.

Preencher páginas.

E, quando algumas figuras inevitavelmente mudassem de cor, ter memória suficiente para olhar para elas e dizer:

“Eu tive você na minha vida.”

Talvez essa seja uma das maiores formas de gratidão que podemos oferecer aos que partiram.

Não apenas chorar porque eles se foram.

Mas agradecer porque um dia estiveram conosco.

Porque, quando transformamos a lembrança em gratidão, a ausência começa a dividir espaço com a esperança.

E então percebemos algo ainda mais bonito.

O álbum não terminou.

Ainda existem páginas vazias.

Ainda existem pessoas que não conhecemos.

Amizades que ainda não começaram.

Abraços que ainda não demos.

Lugares onde ainda não estivemos.

Amores que ainda podem chegar.

Histórias que ainda não foram escritas.

E, principalmente, ainda podemos ser a figurinha colorida na vida de alguém.

Talvez seja essa a grande responsabilidade de estar vivo.

Enquanto nossas páginas ainda estão sendo preenchidas, precisamos cuidar da cor que deixamos nas páginas dos outros.

Porque um dia, para alguém, também seremos memória.

E quando esse dia chegar, talvez não sejamos lembrados pelo tamanho da nossa casa, pelo dinheiro que acumulamos, pelos cargos que ocupamos ou pelas coisas que possuímos.

Talvez sejamos lembrados por uma conversa.

Por um abraço.

Por uma ajuda.

Por uma palavra.

Por uma presença.

Por um momento em que fizemos alguém sentir que não estava sozinho.

No fim, talvez seja isso que realmente permaneça.

As coisas passam.

As pessoas partem.

As páginas viram.

As cores mudam.

Mas algumas histórias continuam.

E talvez a vida seja exatamente isso:

um álbum que começa vazio, se enche de cores e, lentamente, vai adquirindo tons de cinza.

Não devemos temer o cinza.

Porque o cinza nos lembra que houve cor.

E se ainda dói olhar para determinada figura, talvez seja porque aquela pessoa ainda possui um lugar dentro de nós.

Por isso, quando sentir saudade, não pense apenas na ausência.

Volte à página.

Olhe a figura.

Lembre da voz.

Lembre do sorriso.

Lembre da história.

E agradeça.

Porque nem todos têm a sorte de possuir uma memória que ainda dói.

Às vezes, a dor da saudade é simplesmente o coração dizendo:

“Isso foi importante.”

E talvez seja essa a esperança escondida nas figuras cinzas.

Algumas pessoas deixam de estar ao nosso lado, mas nunca deixam de fazer parte de quem somos.

O álbum continua aberto.

Ainda há páginas.

Ainda há cores.

Ainda há vida.

Preencha-as.

⁠Tempo de amar

Verdade, a vida é um sopro, não avisa o seu fim,não nos prepara nem avisa quem vamos perder. Entre um espaço e outro da batida dos nossos corações existe um breve intervalo de tempo o qual determina a nossa existência. Em um compasso absoluto de harmonia nos impulsiona a evoluir e a buscar nossos sonhos e correr atrás de sentimentos. Então viva, mas viva marcando cada milésimo de segundos com o dom do amor, da fé e do perdão. Pois Nunca saberemos quando não haverá mais espaços entre as batidas do coração.

Que a vida seja feita de música,
que o coração aprenda a dançar com leveza
e que a alma encontre beleza até nos pequenos instantes.


Que os dias tragam melodias de esperança,
passos de coragem e compassos de alegria.
E que o corpo, livre de pressa e de medo,
simplesmente encontre o seu ritmo
e dance ao som de tudo aquilo que faz a vida valer a pena.

O Abraço Silencioso da Empatia


Há dores na vida que ultrapassam as paredes da nossa própria casa e encontram abrigo no nosso peito através dos laços da verdadeira amizade. Ver amigos tão queridos atravessarem o vale do luto, chorando a partida de pessoas que eram o alicerce de suas vidas, é uma provação que também nos toca profundamente. A gente sofre junto porque amar é, acima de tudo, partilhar o peso dos dias difíceis. Diante de uma perda tão grande, as palavras humanas parecem pequenas e impotentes. Por isso, silenciamos o nosso próprio eu para oferecer o que temos de mais sagrado: a nossa presença e o nosso abraço sincero. Que Deus, em Sua infinita misericórdia, visite cada um desses lares feridos nesta noite, derramando um bálsamo de alívio sobre a saudade e lembrando a esses corações que eles não estão sozinhos na escuridão dessa tempestade.

Água pura , limpa , assim deve ser o nosso coração aos reveses da vida .
Fé, esperança e credibilidade em Deus . Que nada faça com que o seu coração seja contaminado. Ore , entregue , silencie.
Quando alguma coisa ruim chegar até vc , um gesto ou uma palavra , uma injustiça , estenda a mão em direção a luz e ao bem.
Deus é conhecedor de tudo que está incluso em cada coração !!.
Simone Vercosa .

Este, em resumo, é o único problema verdadeiro da vida, a única preocupação humana que vale a pena: qual é o seu verdadeiro talento, seu dom secreto, sua autêntica vocação? De que maneira a pessoa é realmente ímpar, e como pode expressar essa singularidade, dedicá-la a algo que está além de si mesma?


(Ernest Becker)

Legado de um homem, meu pai



Um porto seguro ele nos ofereceu
Dedicou sua vida à família e ao trabalho
Teve na vida o respeito que mereceu
Homem de caráter firme como um carvalho


Seus ensinamentos foram fundamentais
Para inspirar caráter e honestidade
Que para nós são essenciais
E hoje para todos há oportunidade.


Ele estava sempre lá presente
De boa vontade e disponibilidade
Pronto pra ajudar a gente
Pois essa era a sua habilidade.


A quem pergunte quem era esse?
Me refiro a meu pai já falecido
Dedicou toda vida sem interesse
E jamais irá passar por esquecido.


Foi nossa bússola, dos Ferreiras.
Nos ensinando diariamente.
Hoje somos o que somos
E a ele devemos imensamente.


Gostava mesmo era de um sítio.
Para onde fugia diariamente
Não importava se de carro ou a pé
O fazia naturalmente.


Seu legado hoje é bem presente
Pois todos se lembram com saudades
E não há nada que possa ser dito
Que o desabone pela metade.


No trabalho, tinha um apelido engraçado
O chamavam de “prosa ruim”
Mas ruim não é conceituado
Pra quem nunca foi assim.


O outro apelido era mais estiloso
O chamavam de “tilova”
Esse apelido tinha cunho religioso,
Era o mesmo que dizer: louvado!


Um fato muito curioso:
Sr Gercino água não bebia
Adorava um café gostoso.
Isso era o que ele dizia.


Adorava bater uma prosa
Esquecia até das horas
Não importava com quem falava
Falava de tudo sem demora.


Nos criou com humildade
Não mediu nenhum esforço
Hoje temos a felicidade
De falar dele sem nenhum remorso.


Homens deixam heranças.
Meu pai deixou legado
Isso se compara às lembranças
É o melhor e mais sagrado.


Fica hoje toda a saudade dele,
Do Sr. Gercino Manoel Ferreira,
Que nos deixa esse legado
De um homem comparado à figueira.


Raimundo Nonato Ferreira
Dezembro/25

Que o domingo amanheça como um abraço sereno da vida, trazendo calma para a alma e luz para o coração. Que cada instante seja um convite para desacelerar, respirar profundamente e reencontrar a paz nas pequenas coisas.
Tenha um domingo leve, cheio de paz, gratidão e belas inspiraçõe. Bom dia!

A vida é feita de ciclos, passos e mudanças.
Nada permanece igual para sempre: o tempo gira, os caminhos se renovam e, com cada volta, nasce a oportunidade de recomeçar. Às vezes, é preciso deixar ir o que já cumpriu seu propósito para abrir espaço ao novo. Porque viver também é se transformar, florescer e permitir que cada movimento da vida nos leve para onde precisamos estar.

Floresça por dentro, mesmo quando a vida parecer inverno.
Deixe cair o que já não combina com a sua alma e permita que novos sonhos brotem.
Que a esperança seja raiz, a fé seja adubo e o coração, um jardim aberto para a vida.


Primavera-se: renove-se, floresça e lembre-se de que, depois de toda estação, sempre existe um tempo de recomeçar.

⁠Sede a seca.
O fogo e a morte.
Queimadas...
A tristeza...
Sem mar.
Sem vida.
Sem ar, sem amor.
Sem coração.
Sem remorso
Sem compaixão.
Triste a tristeza.
Triste são seus atos...
Sendo a gente primeira mudança.
Depois do despejo apenas a tristeza.
Transformação em um deserto de calor.
Fenômeno natural...
O homem sem paixão.
Ganância... Descaso com vida.
Desrespeito com o próximo...
A vida te pertence?
Saiba que tudo tem consequências.
A vida se revolta.
O suplício de existir diante da devastação provocada por você.
Tão belo e pleno que não respeita a vida.
Espera ter uma vida melhor a que preço?
Pois um dia irá oferecer um pouco mais...
De afeto para quem sempre te amou,
Sem perguntar quem é ou quem foi, apenas te deu
Mesmo direito todos têm de viver.

SE olhar o uni-verso de forma pura,
fria e científica...
A vida não traz nenhum ROTEIRO,
nenhum signi-ficado...
O que existe é um DESEJO,
Um ABSURDISMO,
O existencialismo...
NÃO existe objetivo, DESTINO A CUMPRIR...
O signi-ficado é você que INVENTA...
UMA tela branca para colo-rir,
nenhum ESQUEMA IMPORTA
Não vale a pena es-quentar com NADA
A única coisa que resta é o AGORA
VIVA o VÀZIO e dê-lhe um signi-ficado:
é a SOLUÇÃO ...
Fortaleça-se emocionalmente e PERSISTA,
Até...(........)......(.......)

“A quantidade de linha existente no carretel da sua vida e da sua história depende, em grande parte, do que você investiu e colocou nele ao longo dos anos e da caminhada. Cada experiência, cada aprendizado, cada tentativa e cada recomeço acrescentam novos metros de linha a esse carretel. É você quem decide quanto de linha soltar, quando recolher, quais ventos aproveitar, como ajustar a direção, até onde deseja chegar e quais horizontes deseja perseguir”.
— Casella Filho, 2026 (In: O Menino que Soltava Pipa)

Meu Primeiro Amor...


Se tem uma fase da vida que é complicada, é a adolescência, e tudo se complica ainda mais quando experimentamos a experiência de amar de forma amorosa alguém pela primeira vez. É tudo muito confuso, muito estranho, muito mágico.
Tipo, geralmente quando amamos alguém pela primeira vez, estamos na escola. E é meio brega dizer isso, mas... quando temos nosso primeiro amor, nosso dia se resume a aquela pessoa. Acordamos feliz por ver ela, vemos ela na escola e nosso coração acelera, vem um frio na barriga, o mundo para quando a vemos, e pensamos “Meu Deus, como alguém pode ser tão maravilhoso(a)?”. Depois da escola ficamos feliz de tê-la visto, mas e a preocupação que bate quando a pessoa falta, ficamos pensando se ela só quis faltar ou se está passando mal. E o ciclo se reinicia.
E comigo, isso não foi diferente. Mas o meu problema é que sinto tudo, mas calma aí, sei que você também sente tudo, mas eu sinto demais, tipo sinto tudo de uma forma muito intensa. (Não citarei nomes) Então tudo o que ele fazia, eu ficava UMA SEMANA, sim, 7 DIAS, pensando no quão incrível foi. Fazia cartas de amor, falava deles por hora para minhas amigas, falava dele pros professores tinha foto dele no celular e tudo. Mas e o evento canônico do primeiro olhar?! Escrevendo isso agora, até parece patético. E se você se perguntou, sim, eu não só escrevia, mas também as mandava. A resposta dele? Ele fingia não ter recebido. Mas bem, foi uma fase boa da vida, pois o sentimento que ele me fazia sentir, me deixava feliz. O que me fazia mal era a insistência que eu tinha e a burrice que eu tive ao não perceber que ele não sentia o mesmo – mesmo depois dele deixando isso claro. Eu achava que ele precisava de alguém para curar as feridas que outros tinham deixado nele, e achava que eu tinha que ser essa pessoa, achava que ele ia perceber o quão carinhosa era e o quão especial eu era. Mas como dizem hoje em dia, o “tipo” dele não eram pessoas intensas.
Mas bem foi uma fase, que vou me lembrar, vou pensar nisso quando for adulta e rir, me sentir com vergonha e contar disso pros meu filho quando crescer. Até porque ele me ensinou a amadurecer, me ensinou coisas que talvez eu não tivesse aprendido de outra forma, e principalmente, me apresentou ao que é o tão conhecido: amor.

⁠Voltando para mim...
Ás vezes, eu parecia deslocada na minha própria vida. Eu me sentia como se nada pertencesse verdadeiramente a mim. Talvez não pertencesse mesmo. Talvez tudo não tenha passado de uma aprovação. Uma mera aprovação, para ver do que eu seria capaz de aguentar. Ou seria apenas uma aprovação para o meu caráter. A resposta para isso é complicada, pois, ela pode vir em forma de um impulso. E eu não quero isso. O que eu quero, é o que eu tenho. Eu tenho coisas instáveis, claro, por que nada na vida é estável, tudo absolutamente tudo vai mudar... É a lei da vida. Para algo nascer ou florescer, outro tem que morrer de uma forma completamente horrível, mas linda para quem olhar com cuidado. Nós só damos valor a algo na vida quando perdemos. Quando não temos mais o olhar ou o amor que tanto nos hipnotizou antes. Quando não encontramos mais nada do que nos proporcionamos aos outros, resta-nos uma só coisa. Mais nada a fazer. Por isso digo, quando perdemos alguém em nossa vida, um alguém que não sentirá tudo o que já sentiu um dia por você, saiba que não há nada à fazer. Basta-nos procurar mais a frente o sentimento que nós foram negados. Quem sabe você encontre alguém... Um alguém que te amará como eu nunca pude. À dias eu estava com essa dúvida que consumia o interior de minha mente. Como eu podia fazer tanto mal a mim mesma? Como? Como eu alimentava coisas e, paranoias que certamente não eram verdade? Como eu ERA TÃO CRUEL COM A MINHA MENTE? Talvez eu até saiba a resposta, mas nunca terei a coragem de dizer. Eu só posso dizer que, pelo bem da minha mente e da minha 'eu' me encontro em um estado de alívio. Alívio. Alívio depois de tudo o que passei. Talvez eu devesse apenas aproveitar minha vida. E usar todo os meus pensamentos e sentimentos para algo melhor. Algo melhor do que ficar eternamente me torturando em um limbo de dor e sofrimento constante.

“Quando eu encontrar o amor da minha vida, não vou precisar de cenário perfeito, nem de discursos ensaiados.
Vai ser simples… talvez na cozinha, entre uma conversa boba e um sorriso desajeitado.
Vou olhar nos olhos dela e saber: é ali que eu quero morar para sempre.
E, sem medo, vou pedir que caminhe comigo, não só em dias ensolarados, mas também nas tempestades.
Porque o amor verdadeiro não precisa de espetáculo, só de verdade.”