Textos Engraçados sobre a Vida

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⁠Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração. (...)

Prepare uma canção fúnebre para o dia de quando você atravessar a grande passagem. (...)

Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega, eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. Cante sua canção de morte e morra como um herói indo para casa.

Tecumseh

Nota: Trecho do poema Live Your Life (Viva sua vida, em tradução literal), do indígena Tecumseh.

NEM TODA FLOR PRECISA SER SALVA




"Passei a vida cuidando para que as flores crescessem. Demorei muitos invernos para entender que amar uma flor também é aceitar o dia em que suas pétalas precisam cair."




- O Velho Cultor




Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

A vida é complicada, tinha solidão. Mas o encontrei, logo gostei.
Queria que ele ficasse, um pensamento veio então, soltar ou não soltar?
⁠mas por gostar, tive que soltar. Eu o soltei.
Então, de novo solidão.
Esperava que o voltasse, mas tinha alivio no coração.
A liberdade voa, mas sentimentos não.
E voltar
não voltou não.
Mas ali dentro, há uma gratidão.
E aqui eu lhe agradeço.
lindo pássaro, pela lição.

A VIDA CONJUGAL: AMOR OU ACORDO?
‎
‎O conceito de Amor é tão superior que qualquer estrutura natural ou artificial de perpetuação das espécies no reino animal!
‎
‎De tal modo que,
‎
‎A base da harmonia na vida de um macho com uma fêmea não é o Amor!
‎
‎Mas sim,
‎
‎A base da harmonia na vida de um macho com uma fêmea é a concretização equilibrada de um conjunto de acordos e deveres e direitos por cada um dos membros dessa pequena organização de macho e fêmea, impulsionada por instintos típicos de cada espécie!
‎
‎Portanto,
‎
‎Verifica-se que não é necessariamente o Amor que mantém a harmonia na vida conjugal, mas, o cumprimento de acordos e deveres e direitos por cada cônjuge impulsionado por estruturas típicas da espécie humana!
‎

Perseverança & Sorte


Perseverança é quando você aposta a vida toda na loteria pra tentar ganhar o prêmio, sorte é apostar uma vez e ganhar de primeira, as vezes um pouco de sorte é bem vinda, ela chega quando tudo parece sem solução


Alguns falam que é Deus, outros o destino, mas a sorte não tem explicação, quem não quer ter sorte no amor, na profissão e no resto da vida, quem sabe ela apareça quando você menos espera, até lá continue perseverante, quem sabe isso dê certo

⁠O sofrimento e a dor são, o grande tecido da vida, com pequenas conta-gotas de alegria. Viver sorrindo o tempo todo, é a forma que muitos encontram para tecer este tecido, porém, também é uma forma de auto enganar-se, pois a realidade no dia-a-dia, nos confronta com o caos preponderante!


Olhar o mundo de forma a ver ele maravilhoso, é inspirador, mas, a cada passos dados na vida, são indicadores que um dia ela terá seu fim ! Viver o presente, é sonhar...

Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...

DISCURSO SOBRE AS AMENIDADES DA VIDA


Repensar a vida é fazer escolhas entre razão e emoção!
Vivemos neste dualismo de consequências de erros e acertos.
As escolhas nos colocam, de certo modo, em momentos da vida, em standby!
Pensar é um exercício da mente humana, mesmo que ela insista em não enxergar seus contrapontos.
O delinear do caminho nos mostra imensas diversidades ou adversidades. Há um mundo com imensas possibilidades, e as probabilidades, nós quem as tornamos exatas.
O corpo e a mente, usamos como ferramentas no dia a dia, e com elas nos mostramos ao mundo. Podemos fazer destas ferramentas bom uso ou não; cabe às escolhas que iremos fazer!
A vida é um jogo de perde e ganha. Os dados são lançados todos os dias, e a "sorte" se mostra nas oportunidades de quem as fez, durante o caminho!
O impacto das coisas que transitam ao nosso derredor nos afirma, no fim de algumas observações, que o projeto de vida precisa ser meticulosamente articulado, pois nada do que se projeta é 100% certo de acerto!
Vivemos em um mundo transitório e mutável. Ontem era aquilo, hoje já é isto...
Largar mão da vida, e entregar este projeto a terceiros, é se ausentar das responsabilidades impostas, adquiridas ou feitas.
O que as pessoas veem em nós não é realmente o que pensam que veem. Então, afinal de contas, o porquê das observações do texto?
Será melindre? Pensamento retórico? Ou estupidez?
Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas, em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus.
Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que, devido a tais instintos, é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável.
Diante de tais perspectivas, fico com um pé quase que fincado na ideia de que nascemos como papel em branco e a sociedade nos influencia, impondo suas regras, tradições e manejos, para nos moldar do jeito que ela quer! Há os que tentam ir contra, mas moralismo, ética e tendências não partem de um indivíduo, e sim da sociedade, que com o passar dos séculos, sempre muda seu comportamento!
Como diria Jean Paul-Sartre: "O inferno são os outros."

ENGESSAR A VIDA ATRAVÉS DA ESTUPIDEZ E DO MEDO


O estúpido que tem medo não está sendo estúpido por falta de informação;
ele é estúpido porque escolheu o medo como identidade.


Você pode trazer gráficos, estudos, testemunhos, lógica cristalina,
pode alinhar os fatos como soldados em perfeita ordem;
ele vai olhar para tudo isso e ver apenas mais uma ameaça disfarçada.
Porque o medo dele não mora na cabeça.
Mora no peito, na barriga, naquele lugar escuro onde a razão não tem chave.


A razão convence quem já está meio convencido,
quem tem um cantinho de dúvida que ainda respira.
Mas o medo absoluto é uma religião sem hereges:
o fiel não quer ser salvo daquilo em que acredita;
ele quer ser salvo pelaquilo em que acredita.


Você pode provar que o monstro não existe,
mas se o monstro é a única coisa que dá sentido à vida dele,
ele vai preferir o monstro à paz.


Então não há argumento que chegue,
não há frase bem construída,
não há metáfora bonita o suficiente
para convencer o estúpido que se alimenta do próprio pavor.


O que há, quando muito, é o tempo.
O tempo que às vezes cansa o medo,
que desgasta a armadura,
que faz a pessoa acordar um dia e perceber
que passou a vida inteira tremendo de um fantasma
que nunca lhe tocou de verdade.


Ou então o encontro.
Não o encontro com a razão,
mas com alguém que vive sem aquele medo
e, estranhamente, continua vivo,
continua inteiro,
até sorri.


Aí, só aí,
num instante em que a guarda baixa,
pode nascer uma pergunta pequenininha, quase inaudível:
“E se eu estiver errado?”


Essa pergunta é o único buraco
por onde a luz consegue entrar
numa cabeça que se fechou para o mundo
achando que assim se protegia dele.


Antes disso,
guarde sua energia.
Não se gasta pólvora com quem já decidiu
que o estrondo é música celestial.


O estúpido pelo medo
só se convence
quando um dia o medo o cansa
ou quando a vida, com sua paciência cruel,
lhe mostra que sobreviver sem pavor
também é possível
e, pasmem,até mais bonito.

⁠Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo


Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.


Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.


Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.


Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.


Fiquei parado. Não consegui seguir andando.


Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?


Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.


Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.


Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.


A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.


E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.


Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?


Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.


E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?


Ysrael Soler

NAS ENTRELINHAS DA ROTA

Nas entrelinhas da rota
​Se há pormenores
Nas entrelinhas da vida,
Há de haver também
Inúmeras circunstâncias
Que recalculam as rotas.

​Num destrinchar de atitudes
Pitorescas, malogradas e bem-sucedidas,
O olhar se divide entre o observado e o observador,
Na constante linha tênue da vida.

​Quando tudo converge
Ao esquecimento e à memória,
Descobrimos que ambos andam de mãos dadas,
E não haverá bifurcação
Que os impeça
De cumprir o destino
Rotativo que os fortaleceu
No caminho...

Ysrael Soler

O Sol, a Pedra e a Rosa

Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha

​O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...

A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
​O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
​E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma

​Ysrael Soler

#israelsoler
#ysraelsoler

Quando encontrar alguém capaz de enxergar a sua alma, permita que essa pessoa habite a sua vida.

Poucos possuem olhos capazes de atravessar a aparência e alcançar aquilo que existe por dentro. Se encontrar alguém intenso, permita que mergulhe em você, que conheça suas cicatrizes, toque suas dores com cuidado e descubra, uma a uma, as batalhas que você venceu em silêncio.

Porque dentro de nós existe uma imensidão, e nem tudo nela é luz. Há sombras, abismos e lugares que aprendemos a esconder até de nós mesmos.

Raros são aqueles que não se assustam com a nossa escuridão. Mais raros ainda são os que têm coragem de atravessá-la sem querer nos consertar, apenas para permanecer ao nosso lado até que a luz encontre o caminho de volta.

Priscila de Araújo

ARRUMADINHO DE AMOR

Desde os tempos de menino,
Quando a vida era brincar,
Já diziam: "Esses dois
Ainda vão se enamorar."
Théo sorria para Flor,
Sem saber o que esperar.

As famílias, entre risos,
Já faziam armação,
Um passeio no parquinho,
Uma doce diversão;
Era um jeito carinhoso
De plantar a afeição.

No balanço e na gangorra,
Na corrida e no escorrega,
Os olhares se cruzavam,
Sem que o tempo desse trégua;
A inocência da infância
Foi quem fez a entrega.

Veio então a adolescência,
Na escola a estudar,
Sempre havia um professor
Que fazia aproximar;
Na mesma fila da sala,
Pra conversa despertar.

Num trabalho em parceria,
Num caderno a dividir,
Entre provas e recreios
Viram sonhos florescer;
Sem que o mundo percebesse,
Começavam a se querer.

Já na flor da juventude,
Nas festinhas do lugar,
Os amigos insistiam:
"Vocês têm que se encontrar!"
Cada dança era um convite,
Cada música um luar.

Quando a vida fez madura
Sua estrada prosseguir,
No cinema, lado a lado,
Foi difícil resistir;
Na penumbra da telona
Fez o amor se definir.

Já adultos, os encontros
Reuniam amizade;
Sempre alguém organizava
Com enorme felicidade:
"Théo e Flor vêm para o jantar,
É por pura afinidade!"

Tantos laços preparados,
Tantos risos sem igual,
Mostravam que o destino
Escrevia um ideal;
Cada encontro era um capítulo
Desse enredo magistral.

Um olhar virou promessa,
Um abraço, um coração;
Duas almas descobriram
A perfeita direção;
Quem nasceu pra caminhar junto
Vence qualquer solidão.

Hoje contam essa história
Com ternura e gratidão:
Nem foi sorte, nem acaso,
Nem somente intenção;
Foi Deus guiando os caminhos
Com amor e perfeição.

MULHERES: Palavras, Frases e Poemas.

No livro da vida humana,
Cada ser traz seu valor;
A mulher tem mil caminhos,
De tristeza e de amor.
Com virtudes e fraquezas,
Ela enfrenta o mundo inteiro,
Pois ninguém nasce perfeito,
Nem vive só por roteiro.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

Há quem guarde a castidade,
Com respeito e discrição;
E há quem caia na luxúria,
Pela força da paixão.
Entre a razão e o desejo,
Cada alma tem dilemas,
Mas o equilíbrio é caminho
Para evitar os problemas.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

A caridade é virtude
Que reparte com prazer;
Já a avareza aperta
O coração sem ceder.
Quem ajuda o semelhante
Planta luz por onde passa,
Mas quem vive só para si
Vai colhendo a própria escassez.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

A temperança ensina
A comer e a agir com medida;
A gula, quando domina,
Traz excesso à própria vida.
O bom senso é companheiro
Da saúde e da prudência,
Pois o exagero constante
Rouba a paz e a consciência.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

A paciência é abrigo
Nos momentos de aflição;
Já a ira descontrolada
Fere a mente e o coração.
Quem espera com calma e fé
Vence a luta com brandura,
Mas quem se entrega à raiva
Perde a força da ternura.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

A bondade é luz acesa
No caminho de alguém;
A inveja, quando cresce,
Faz sofrer quem a contém.
Quem celebra a vitória alheia
Mostra grandeza e valor,
Mas quem vive comparando
Esquece o próprio fulgor.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

A humildade é bonita,
Não precisa se exibir;
Já a vaidade excessiva
Quer sempre se distinguir.
Quem conhece o próprio limite
Anda firme sem soberba,
Mas quem vive só de aparências
Muitas vezes se desorienta.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

A fidelidade sustenta
A confiança e a união;
A traição, quando aparece,
Traz ferida ao coração.
Quem cultiva lealdade
Constrói laços verdadeiros,
Mas quem quebra a confiança
Afasta os bons companheiros.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

A amabilidade encanta
Pelo jeito de tratar;
A aspereza machuca
Sem precisar nem gritar.
Quem fala com gentileza
Faz o ambiente florir,
Mas a dureza constante
Pode afastar e ferir.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

Há mulher trabalhadora,
Que enfrenta o dia a lutar;
E há quem ceda à preguiça,
Deixando o tempo passar.
O esforço abre caminhos
Para o sonho florescer,
Mas a falta de vontade
Pode impedir de crescer.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

Assim segue a caminhada,
Com virtudes e imperfeições;
Toda mulher traz em si
Lutas, sonhos e emoções.
Não se deve generalizar
Nem julgar por um só tema,
Pois cada alma tem sua história,
E muitas são verdadeiros poemas.

Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.

LÉGUAS DA VIDA

Nasce o choro anunciando que Deus abriu nova estrada; uma alma chega ao mundo com sua missão traçada. O primeiro passo é dado, sem conhecer a subida.

A légua da vida, sabe-se quando começa,
mas não se sabe quando finda.

Cada manhã é uma légua que o Criador nos oferece; uns semeiam esperança, outros colhem o que esquece. Toda escolha deixa marcas na poeira da partida.

A légua da vida, sabe-se quando começa,
mas não se sabe quando finda.

Há veredas de alegria, há espinhos no caminho; ora se anda em multidão, ora segue-se sozinho. Mas quem carrega a fé no peito nunca perde a direção da lida.

A légua da vida, sabe-se quando começa,
mas não se sabe quando finda.

A infância é campo florido, a mocidade é corrente; a idade madura ensina o valor de cada gente. E a velhice, qual cajado, faz da memória guarida.

A légua da vida, sabe-se quando começa,
mas não se sabe quando finda.

Nem riqueza nem poder compram mais um só instante; o relógio segue firme num compasso constante. Só Deus conhece a medida da jornada concedida.

A légua da vida, sabe-se quando começa,
mas não se sabe quando finda.

Quem reparte o pão com o pobre, quem consola o coração, vai deixando pelo mundo sementes de redenção. Pois a bondade floresce mesmo após a despedida.

A légua da vida, sabe-se quando começa,
mas não se sabe quando finda.

Quando chegar a derradeira curva da estrada cumprida, que encontremos Cristo à espera na morada prometida. Então a morte será ponte para a eterna acolhida.

A légua da vida, sabe-se quando começa,
mas não se sabe quando finda.

Por isso vive com honra, com coragem e gratidão; faz da fé teu alimento e do amor tua oração. Porque a maior das viagens é a que conduz à Vida.

A légua da vida, sabe-se quando começa,
mas não se sabe quando finda.

AMIZADE: Moeda Universal.

No mercado desta vida há tesouro sem cifrão; vale mais um bom amigo que um cofre cheio na mão. Quem reparte o seu afeto nunca vive nos conflitos.

A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.

Quando a estrada se escurece e a esperança quer partir, surge uma mão estendida para o outro prosseguir. É Deus agindo em silêncio por gestos tão benditos.

A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.

Há quem chegue sem alarde, sem promessa ou condição; traz no peito a boa palavra e o conforto ao coração. Transforma dor em coragem com abraços infinitos.

A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.

O impossível se encolhe quando um amigo intervém; o peso torna-se leve quando alguém diz: "Eu também." Dois ombros vencem montanhas nos momentos mais aflitos.

A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.

Não se compra em feira alguma, nem se vende por favor; é tesouro cultivado com respeito e com amor. Quanto mais dela se oferta, mais se colhem bons frutos.

A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.

É remédio para a alma, é farol na escuridão; é a ponte que Deus constrói entre um peito e outro irmão. Quem semeia amizades colhe dias mais bonitos.

A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.

Nem o ouro, nem a prata, nem palácio ou posição superam o privilégio de um amigo de coração. Pois a maior das fortunas vive em gestos tão benditos.

A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.

Que jamais nos falte a graça de estender a nossa mão, de enxergar no semelhante um irmão da criação. Porque o céu recompensa os corações mais contritos.

A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.

VIVER EM MUTAÇÃO


A vida é feito um rio,
Que não para de correr,
Vai mudando suas águas
Sem deixar de ser viver;
E o homem muda com o tempo,
Sem saber o que vai ser.


Ontem fui uma semente,
Hoje sou árvore a crescer,
Amanhã serei talvez
Outra forma de florescer;
Pois quem pensa que é o mesmo
Não conhece o próprio ser.


Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?


Cada dor deixa uma marca,
Cada amor traz transformação,
Cada queda nos ensina
A buscar nova direção;
E a vida vai esculpindo
Nosso ser e coração.


Muda o corpo, muda a mente,
Muda o jeito de pensar,
Muda o sonho, muda o medo,
Muda o jeito de sonhar;
E até aquilo que amamos
Pode um dia se transformar.


Há um Eu que vai partindo,
Sem fazer despedimento,
Outro Eu chega ligeiro,
Carregado de momento;
Somos obras inacabadas
Nas oficinas do tempo.


Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?


Não devemos ter receio
Da mudança natural,
Pois a vida é movimento,
Nunca fica sempre igual;
Até pedra vira areia
Sob a força temporal.


Quem aceita a mutação
Aprende a se reinventar,
Troca o medo pelo sonho,
Deixa a vida lhe ensinar;
Pois mudar não é perder-se,
É uma forma de encontrar.


Eu já fui tantos de mim,
Que nem posso enumerar;
Cada fase foi um passo
Que me fez aqui chegar.
E o futuro é uma pergunta
Que ainda vou responder.


Se amanhã nascer um homem
Diferente do que sou,
Não direi que perdi a vida,
Direi: a vida me mudou.
Pois enquanto houver caminho,
Meu destino não parou.


Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?


Assim sigo nesta estrada,
Entre o ontem e o depois,
Reinventando meus caminhos,
Descobrindo novos nós;
Sou mudança, sou memória,
Sou futuro dentro de nós.


E se alguém me perguntar
Quem sou eu neste momento,
Responderei simplesmente:
Sou mutação e movimento.
Um ser que nasce a cada dia
Das mudanças do tempo.

CORRER ATRÁS DO VENTO

Tem gente que vive a vida
Sem saber onde quer chegar,
Conquista tudo que sonha,
Mas não consegue enxergar
Que aquilo que já possui
Era o que queria alcançar.

Quer sempre mais uma coisa,
Depois outra sem parar,
Quando consegue o que busca,
Já começa a reclamar:
O desejo vira fome
Que não consegue saciar.

Constrói castelo de sonhos,
Mas não consegue morar,
Pois sua mente está sempre
Procurando outro lugar;
Tem o mundo nas suas mãos,
Mas só consegue enxergar
O que ainda não pode tocar.

É como um buraco negro
No fundo do pensamento,
Que engole toda conquista,
Todo afeto e sentimento;
Quanto mais recebe dentro,
Mais aumenta o seu tormento.

Olha a casa que comprou,
Mas deseja uma mansão;
Tem amor da sua família,
Mas procura outra paixão;
Tem saúde, tem amigos,
Mas reclama da situação.

Tem dinheiro no bolso,
Mas ainda quer acumular;
Tem estrada percorrida,
Mas só pensa em caminhar;
Não contempla a própria história,
Porque só quer conquistar.

O problema não é sonhar,
Nem querer prosperidade;
É transformar o desejo
Numa eterna necessidade,
E esquecer que a verdadeira
Riqueza é ter liberdade.

Quem vive correndo atrás
Do que pensa encontrar,
Pode passar pela vida
Sem sequer dela desfrutar;
Pois enquanto busca o futuro,
Deixa o presente escapar.

Há quem tenha quase tudo,
Mas se sinta sem ter nada;
Porque mede sua riqueza
Pelaquilo que é desejada,
E não pelo que já possui
Na caminhada encerrada.

O vento passa ligeiro,
Não se deixa aprisionar;
Quanto mais alguém o persegue,
Mais distante ele estará.
E quem vive nessa corrida
Pode a própria vida perder.

Não é errado querer mais,
Nem buscar transformação;
O perigo é nunca dizer:
"Já tenho o que é de bom."
Pois a fome sem medida
Também devora o coração.

A vida pede equilíbrio,
Entre o ter e agradecer;
Entre aquilo que se busca
E aquilo que se pode viver.
Quem só olha para frente
Pode esquecer de se ver.

Se a felicidade é sempre
A próxima coisa a alcançar,
Quando ela enfim se aproxima,
Outra irá ocupar seu lugar.
E assim a pessoa passa
A vida inteira a procurar.

Pare um pouco nessa estrada,
Respire e olhe ao redor;
Veja quanto já venceu,
Reconheça o seu valor.
Talvez o que tanto procura
Já esteja dentro do amor.

Pois quem não sabe agradecer
Pelo pouco que conquistou,
Pode ganhar o mundo inteiro
E continuar sem valor;
Porque nenhum bem material
Preenche o vazio interior.

E se quiser correr livre,
Corra, mas sem se perder;
Busque aquilo que deseja,
Sem esquecer de viver.
Pois mais importante que chegar
É saber o que fazer.

Correr atrás do vento
Só por brincadeira,
Pode até ser divertido
Numa tarde passageira;
Mas fazer disso uma vida
É correr a vida inteira.

O LIVRO DA VIDA

1 — O começo

Minha vida é um livro,
Que começa ao nascer,
Todo dia há perigo,
Que o tempo faz escrever.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

2 — A infância

Na infância há folia,
Com brinquedo e correr,
Toda hora traz magia,
Sem ter medo de crescer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

3 — A adolescência

Vem depois a mocidade,
Com desejo de voar,
Cheia de curiosidade,
Quer o mundo conquistar.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

4 — A juventude

O coração se desperta,
Quando aprende a desejar,
Uma paixão deixa aberta
Uma porta para amar.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

5 — A paixão

Tem olhar que diz carinho,
Sem sequer uma palavra,
E a paixão abre caminho,
Quando o coração se entrega.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

6 — A desilusão

Mas o amor também termina,
Quando a promessa se desfaz,
E a tristeza nos ensina
Que nem todo amor dá paz.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

7 — As lutas

Vêm as lutas da jornada,
Que nos fazem aprender,
Cada dor deixa ensinada
Uma forma de vencer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

8 — As alegrias

Há momentos de alegria,
Que parecem não ter fim,
Há família em harmonia,
Com abraço e amor sem fim.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

9 — O tempo

O tempo passa ligeiro,
Sem parar pra nos esperar,
Leva o sonho derradeiro,
E nos manda envelhecer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

10 — A maturidade

Cada ruga traz memória,
Cada marca, uma lição,
Cada queda conta história,
Cada perda, reflexão.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

11 — As perdas

Há páginas doloridas,
Que ninguém quer reler mais,
São lembranças tão sofridas,
De pessoas que se vão.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

12 — A velhice

Na velhice a gente entende
O valor de um bom viver,
Quem semeia amor, colhe e aprende
Que é preciso agradecer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

13 — A morte

Todo livro tem seu fim,
Toda estrada tem chegada,
Quando a morte chega, enfim,
Fecha a última jornada.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

14 — O que fica

Mas o amor não morre inteiro,
Quando alguém deixa este chão,
Pois permanece verdadeiro
Na memória e no coração.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

15 — A lição

Não rasgue a página triste,
Nem esconda a cicatriz,
Pois a dor também existe
Pra ensinar a ser feliz.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

16 — A caminhada

Se a tristeza aparecer,
Não desista de lutar,
Toda dor pode ensinar
Outro jeito de viver.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

17 — A última página

Quando o livro for fechado,
E não der mais pra escrever,
Que seu nome seja lembrado
Pelo bem que fez crescer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

18 — Conclusão

A vida é feita de histórias,
De alegrias e de dor,
De derrotas e de glórias,
De esperança, fé e amor.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

Nascer, crescer, amar e sofrer,
São páginas da existência;
Morrer é apenas devolver
Ao tempo nossa presença.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

Por isso escreva direito
As páginas do seu viver;
Faça o bem com muito jeito,
Enquanto puder viver.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

Pois ninguém escolhe as páginas
Que o destino vai trazer;
Mas pode escolher as marcas
Que deixará ao morrer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.