Textos em versos
PLURIVERSOS
nossos versos entrelaçados
dançam na espiral do tempo
bordados no véu do espaço
voam ao léo abraçados
não são uni nem diversos
mas multi-vari-pluriversos
aproximam-se e se afastam
se cruzam tocam-se enrroscam
jamais serão paralelos
assim, ao menos se encontram
e não será no infinito
carlos patrício - 03/01/2012
Versos a um cão
Que força pode, adstricta a ambriões informes,
Tua garganta estúpida arrancar
Do segredo da célula ovular
Para latir nas solidões enormes?!
Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,
Suficientíssima é, para provar
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vermiformes.
Cão! — Alma de inferior rapsodo errante!
Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
A escala dos latidos ancestrais. . .
E irá assim, pelos séculos, adiante,
Latindo a esquisitíssima prosódia
Da angústia hereditária dos seus pais!
Versos d’um exilado
Eu vou partir. Na límpida corrente
Rasga o batel o leito d’água fina
- Albatroz deslizando mansamente
Como se fosse vaporosa Ondina.
Exilado de ti, oh! Pátria! Ausente
Irei cantar a mágoa peregrina
Como canta o pastor a matutina
Trova d’amor, à luz do sol nascente!
Não mais virei talvez e, lá sozinho,
Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho,
D’onde levo comigo a nostalgia
E esta lembrança que hoje me quebranta
E que eu levo hoje como a imagem santa
Dos sonhos todos que já tive um dia!
Meus versos
Meus versos
O que são?
São sentimentos?
Ou frustações de uma vida
São verdades ou mentiras
São sentimentos, frustações, verdades e mentiras
Só sei que escrevo sentimentos de solidão
Solidão…rodiado de pessoas, me sinto só
Egoista, tavez, não de coisas materiais,
Mas sim de sentido a vida
Pode ser que um dia escreva as angustias e magoas
Pode ser que um dia me livre desta solidão, “um dia”
Solidão que me coloco
Porque?
Ah! A resposta
Não estaria só, em meus pensamentos
Mas os meus versos o que são?
Sentimentos
Frustações
Verdades
Mentiras
A resposta, não estaria só, em meus pensamentos
Ou estaria escrevendo versos poemas e alegrias de uma vida
Então o que são os meus versos…!
Versos Pretos
A catastrofica explosão das nuvens me serve de inspiração
A imensidão do mar me serve de suor
Meu coração bombeia um arrebol vermelho
A vida se resume a isso, tudo, nada, a imensidão, ao paraíso
Meu traje veste ultraje
Minha mente rapidamente se dissolve, como um raio que cai do céu
Meu coração vive convalescência
Se recupera da solidão que você me causou.
Tão longe, ainda te sinto, cintilante luz,
Suas palavras são músicas, versos que contém vida,
Vida minha, sublime presença, um pouco de voce,
Palavras que fazem a brisa queimar, resplendor convincente,
Entusiasta, ardorosa, uma rosa...
É bom te querer bem, sentir esse alguém,
Que mesmo distante, edificante se faz,
Vejo-a frágil porém não breve, paixão prazerosa,
Dom puro das palavras, amor Fulgaz...
Se ajusta ou assusta, quer meu bem,
E a resposta vem do além, de imediato,
Pois nem tudo é frio no inverno,
Palavras que alimentam nosso calor eterno...
E não somente palavras....
Como falar de amor sem pensar em você, como escrever meus versos sem te ter como a principal inspiração, como ainda te faço triste sendo que te fazer feliz vem sendo a minha principal missão, como viver o amor sem reciprocidade, como te ter longe existindo a saudade.
Como ter dúvidas traidores que nos fazem perder a vontade de amar, é como perder alguém pelo simples medo de arriscar, minha maior felicidade é ser o motivo do seu sorriso a minha maior infelicidade são suas palavras sem carinho, meu maior medo é te perder, minha dificuldade é te entender.
Em meio aos seus braços eu busco paz, carinho e alegria, em você eu penso a cada segundo do meu dia, você está no meu ontem, no meu amanhã e claro no meu hoje, você está vivendo na minha mente no paraíso dos meus sonhos a noite, eu não quero ser o cara chato da sua vida, eu me esforço para ser o cara que te traga alegria, hoje não entendo muito oq eu te fiz, hoje nem você sabe se é isso que você quis, mas te garanto uma coisa, eu sou o cara ques vai estar em todos os seus momentos bons e ruins.
agora sorria, me liga fala o que você passou no seu dia, viva e ame quem sempre vai está ao seu lado, quando se sentir triste prazer estou aqui, seu namorado.
O tempo dos versos
(Presentes)
Faço poemas como quem pinta letras em carmim, da cor de sangue..
Faço poemas porque são de poemas os caminhos e os muros da cidade.
Porque é só num verso que escondemos a morte, que declaramos a urgência da poesia, que amamos infinitamente..
Faço versos como quem quer aplacar a vida..
Na sombra de tua poesia, eis que me encontro,
Entre versos e sonhos, o encanto se expande.
Tua lembrança é brisa, um sussurro, um encontro,
Nas páginas da memória, a verdade se expande.
Palavras que tingem a alma, com cores do sentimento,
Cada linha é um mundo, cada estrofe, um mar.
O que fizeste por mim, é eterno, é fundamento,
Na vastidão do poema, onde me perco a vagar.
Sei do que te interessa, e a resposta, aqui está:
Tu, que me escreves com coração e com alma,
Sabe que cada verso teu, em mim, ecoará,
Pois na poesia que crias, encontro a minha calma.
O que achei de teus versos? São laços de emoção,
Que em cada rima, me envolvem e me transformam.
São flores de papel, que brotam da tua mão,
E no jardim das letras, novos sonhos formam.
Eis a minha resposta, na simplicidade que sinto:
Grato por cada palavra, por cada suspiro leve.
Nos teus versos, encontro o que no mundo pressinto,
Um elo de poesia, que eternamente me envolve.
Enfermeira, Traga-me um Soneto
Enfermeira, traga-me um soneto,
com 14 versos e um café às quatro.
Que trate a nostalgia com afeto
e cubra de rima o que foi abstrato.
Traga-me estrofes com gosto de volta,
com perfume de rosa esquecida.
Com um toque de infância solta
e uma leve ironia bem-vivida.
Me injete lembranças no braço esquerdo,
o do coração, o mais sincero.
Anestesie a ausência com palavras,
antes que meu peito fique mais severo.
Prescreva:
1 abraço, 2 olhares desviados,
e se possível…
um entrelaçar de dedos inesperado.
REENCONTRAR
Versos soltos pelo vento,
Vago no mar do tempo,
Sou sombra do que já fui,
Em caminhos que desencontro.
Essência evaporada, perdida,
Num caleidoscópio de sonhos,
Colorido que se esvai,
Preciso me reencontrar.
Pintar de novo as manhãs,
Com cores de esperança,
Coração que pulsa vida,
Em harmonia e dança.
Sigo nessa estrada incerta,
Procuro em mim o brilho,
Faço da jornada a meta,
Renascer é meu trilho.
E em cada passo, revivo,
Nas notas de uma canção,
Buscando o que é perdido,
Em eco e ressurreição.
Roberval Pedro Culpi
Versos que Voam com a Alma Minha alma voa sem rumo
Te encontro nos meus pensamentos.
Versos nascem do silêncio
E se espalham pelos ventos.
Vivo pensando em você
A resposta já mora em mim.
O que podemos viver juntos
É mais do que um simples fim.
Por onde andei, vi beleza
Mas nenhuma como a tua.
Radiante, única, intensa —
Você é luz que continua.
Na paz, busco conexão
Na verdade, me desfaço.
A noite revela segredos
No calor de um abraço.
Carta em Versos à querida Inês
Querida Inês, receba estas linhas,
que atravessam distância e solidão,
trazendo-te a nova que ilumina:
erguemos no campo a nossa Revolução.
No Seival, o aço cantou com furor,
entre lanças, clarins e poeira do chão,
mas floresciam também — como em flor —
os corações que sonhavam liberdade e paixão.
Veio Tavares com marcha altaneira,
como quem julga a guerra uma dança,
mas encontrou na pampa inteira
o brio de homens que não perdem a esperança.
Neto, em fulgor, ergueu sua espada,
refletindo o sol nas manhãs da campanha,
e ao brado “À carga!”, a tropa inflamava,
como quem dança na chama que arranha.
O combate oscilou como fogo no vento,
mas o destino soprou-nos vitória:
o cavalo de Tavares quebrou-lhe o alento,
e a coragem dos nossos gravou-se na história.
Depois, sob as estrelas em lume,
quando o silêncio abraçava a planura,
acesa ficou a centelha que resume
o sonho da pátria, tão firme e tão pura.
Neto hesitou, fiel ao Bento
mas o mate aqueceu-lhe a razão,
e a voz firme soou como alarde:
“Sejamos República! Que assim seja a Nação!”
No Jaguarão, rio calmo e estreito,
com matas de um lado, coxilhas além,
ergueu-se aclamado, no brio perfeito,
General de uma causa que a todos convém.
Ah, Inês, não de tinta, mas de sangue e bravura,
se ergueu esta pátria em nascentes auroras,
e entre batalhas, guardo a ternura
de escrever-te meu amor nestas horas.
Sou teu Manoel, fiel combatente,
que no campo e na vida jamais te esqueceu,
pois além da vitória, trago presente:
a República é nossa — e meu coração é teu.
Manoel Lucas de Oliveira, 14 setembro de 1836
POEMA CARTA A INES
Autor - Renato Jaguarão.
Poema Tiatino
Os versos que rabisco
Nessa milonga campeira,
Amadrinhada de acordes
Numa guitarra parceira.
Num mate recém cevado,
Nessa manhã de saudade,
Nesse meu resto de mundo,
Muito pra cá da cidade.
Não tenho nada de luxo:
Pelego, catre e galpão,
Algumas cordas que trançam
Ao pé do fogo de chão.
Tenho cavalo de monta,
Domado bem a capricho,
Que me ajuda na lida
E me leva pro bolicho.
Sabe o caminho das casas
Se acaso eu não me acho,
Nesses dias de carreira
Que às vezes me emborracho.
Vivo solito na mais,
Não me prestei pra casório,
Nunca firmei compromisso
E nunca pisei em cartório.
Por vezes vou na cidade,
E algum diabedo de China,
Tapado no amor gaúcho,
Pra disfarçar criolina.
Renato Jaguarão.
biografia do poeta
O poeta sofre calado
ao fingir estar feliz,
escreve poema s e versos
e tem apenas em mãos,
papeis, caneta e tinta.
Muitas vezes ele chora
ao expressar sua dor,
e as coloca em um papel
balbuciando palavras e
com a caneta nas mãos
ele as transformam em frase.
Ele conforta os corações
dos casais apaixonados,
transformando a dor em sorriso
o deserto em um paraíso
e os sonhos em realidade.
Quem de vós ainda não leu,
uma linda poesia, que plócama
a liberdade e repudia a tirania,
e unindo os corações
que já sofreram um dia.
DESEJO DE AMAR
Autora: Prof Lourdes Duarte
Entrego-te em versos minha vida
E todo o desejo de amar-te
Apaixonado por te és meu encanto
Nestes meus versos venho lhe confessar.
És o colírio de meus olhos
Minha quimera meu amor,
És o lírio que perfuma meu jardim
Sonho em provar do teu amor.
Entrego-te meus sonhos,
Oferto-te meu coração,
Os mais doces desejos de amor
Desfruto nessa ardente paixão.
Te quero tanto, és meu verdadeiro amor,
O amor que eu queria viver eternamente,
De viver momentos mágicos, contigo
És o sonho da minha vida e do meu coração.
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Mário Quintana diz que :
“O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço”.
O amor não deve te segurar, te privar, te manipular. O amor é a liberdade de querer estar com alguém por vontade própria e gostar desta pessoa mesmo conhecendo todos seus defeitos
Continuo... sim
Continuum
Nunca fui ponto final.
Continuo…
Se leres os versos meus
verás que continuo…
um continuuum constante.
Constantemente.
Acordo cada manhã.
Escrevo mil linhas… em cada linha não te quero mais sozinha…
digo o quanto quero que voltes a ser minha.
Lês tu ao menos uma linha?
Meu eterno pode ser um fantástico segundo.
O segundo que teus olhos cruzam meus escritos…
Um segundo bendito.
Teço na minha alma este eterno segundo…
como se fosse todo o tempo do mundo.
SETEMBRO
Em quantos versos sou capaz de dizer, que a vida é melhor para mim quando estou com você.
Em setembro, entre as flores, e o calor que me queima, desejo tocar profundo no teu coração, com emoção...
Fecho os olhos e aleatoriamente lembro, da minha paixão;
Que nasceu, e nela me perdi, e não mais me achei...
Em quantos setembros já vivi e revivi, tão singelo momento, porque agora, o amor para mim é sereno, cálido sentimento.
Que repousa tranquilo, entre a brisa e o orvalho, que sobeja da noite.
POÉTICA CONFISSÃO
Leia-te nos meus lhanos versos singelos
Que o meu coração tem para te poetar
São talhados com tão aguçados cutelos
Da minha inspiração, para lhe ofertar...
Tem amor nos detalhes, e nos paralelos
Do desejo, almejo, e sentimento a arder
Deixa dar-te em pensamentos donzelos
Encanto, tal o luar dum impar anoitecer
Estes foram feitos para ter-te sensação
Afagos, beijos, e muita, muita emoção
Pois, o verso guarda o amor enamorado
Então, amo-te demais, e mais a paixão
E, em prosas puras para ti, essa canção:
- a poética confissão de um apaixonado!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/09/2021, 05’38” – Araguari, MG
Que o amor resplandece como nós versos da poeta;
e entre as estrelas, a lua, na imensidão, me perco,
viajo, suspiro, no encontro do eu lírico.
Que trás calmaria a uma alma inquieta
No querer olhar nos teus olhos todos os dias,
sentir a cumplicidade e o desejo de amar;
nos carinhos e abraços só quero delirar,
que faz bem a alma, e as dores alivias
Sentir teu cheiro e teu toque
Num suspirar de emoção
Sempre carregado de paixão
Quero teu amor e teu carinho
Ouço a tua voz ecoar
Com saudadesde de te amar!
@zeni.poeta
