Textos em Homenagem a Amigo em Cadeira de Roda

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Amigo diário, estou devendo um dia. Ontem, por motivos de força maior não pude escrever, mas hoje, lá vai! As idéias estavam fervendo na minha cabeça para escrever uma boa estória, mas no momento que eu coloquei a caneta no papel, as idéias desapareceram.Pudera! O gato não me deu sossego um minuto, mexeu e remexeu nos papéis, bagunçou, mordeu, estraçalhou tudo em tiras. Termino aqui. Quem sabe um outro dia né... Abraço à todos!

⁠"A Medicina é uma ciência em constante mudança, em atualização contínua. Os tratamentos são melhorados e modificados. Nos últimos 100 anos conseguimos, através das melhores evidências científicas disponíveis, modificar todo o espectro do cuidado à saúde, reduzindo a mortalidade humana, elevando a qualidade de vida das pessoas, aumentando a expectativa de vida..."

Inserida por RubensViannaFilho

Ela está presente em nossa vida

É nossa carona para o mundo

E todo mundo diz para não reinventa-la

Ora, inventá-la foi um grande feito da humanidade

Logo de criança nos equilibramos com duas delas

Adolescentes ficamos alucinados por quatro

Elas garantem a subida do nosso voo e a decida para nossos lares

Nada melhor do que elas para nos aproximar

Sem elas seria mais difícil teu amor vir te encontrar

Arrume uma, duas, três, quatro ou quantas quiser

Desde que estejam sempre bem cuidadas elas te farão sonhar e realizar.

O VERDADEIRO AMOR SEMPRE VENCE

Incrível como o tempo muda tanta coisa. Muda nossa forma de olhar o mundo, muda nossa maneira de pensar, nossos sentimentos, os interesses, enfim como o tempo nos muda.
O que eu acreditava há um ano, hoje já não acredito mais. Muita coisa que eu julgava como errado, já fiz. O que era segredo, hoje falo sem pudor. Quem eu dizia amar há 9 meses, hoje não me provoca um arrepio sequer.
Mudam-se as prioridades, amplia-se a visão, desenvolve-se a maturidade e crescemos em sabedoria. Claro, nunca tão amadurecidos a ponto de não praticar mais atitudes impensadas, ou de não sentir saudades do que hoje nos ridicularizaríamos se fizéssemos (mas ainda sentimos vontade).
Já me disseram que a vida é uma roda gigante, não discordo. Só esqueceram que nesse movimento rotatório, tudo se transforma. Quem agora está lá em cima não é mais ou mesmo de quando estava embaixo, e vice-versa. Já ouvi: " 'Vai... Lá na frente a gente se encontra', 'acredito que o verdadeiro amor no fim, sempre vence' "... Sim, a gente pode se encontrar um dia, quem sabe ao "acaso", ou na encruzilhada do destino... Lamentarei não mais voltar como parti. Lamentarei não sentir mais o mesmo que eu sentia quando nos despedimos, finalmente. Lamentarei ou estarei feliz por ter seguido minha vida, ter alcançado meus sonhos (sem você), talvez por estar amando outra pessoa... E sendo amada. Mas certamente lamentarei mais o tempo que perdi insistindo para que você me segurasse, não me deixasse partir... Ao invés de ter partido logo, por conta própria, sem me despedir.
Porque amor, é reciprocidade, quando se ama não aceita-se a partida, assim, com indiferença. Ou melhor... Quando se ama, nunca dizemos VAI. Pelo medo de que a outra pessoa não mais volte, ou pelo receio de que quando volte não seja a mesma. "O verdadeiro amor"... Vence mesmo. Assim no sentido ambíguo da palavra. Vence triunfando, ou chegando ao fim. Se não resistir não significa que não foi verdadeiro, significa que foi verdadeiro demais para ser desperdiçado.

Em Tempo de Poeminha

Tamanho nunca foi documento
É chorar nunca foi argumento.
Ganhar no grito é feio
E ser feio não é bonito.

Ciranda nem sempre foi cantiga
Cantigas nem sempre foram de roda
Gato nunca usou bota
E foi-se o tempo do relógio de corda.

Assim como foi o tempo do orelhão
E das fichas de telefone
De crença em Coelho da Páscoa
E medo de Lobisomem.

E quase sempre o tempo
Acaba sendo a cura de tudo.
E quase sempre a cura de tudo
Acaba vindo com o tempo.

Relogio

se tivesse como parar em um certo momento, sem ser por meio de fotos, eu só ia querer que ficasse pelo mesmo tanto de pessoas a minha volta e só queria aproveitar com cada um 1 minuto, para que eu pudesse reunir todos e criar um relgio... e sabe? ia ser quase infinito e definido esse tempo o tempo que fosse passar, cada minuto, cada segundo só ia ver sorrisos, e lagrimas tantos sentimentos em poucas horas.

Inserida por kayonakayama

Mestre Bravo ou 'Brabo'?



- Seu Mestre de Capoeira é furioso?
- Sim.
- Não é não, afinal brincadeira vez em quando é bom, mas quando é demais: é porque
tudo já passou dos limites.
- Sim
- Nunca 'brabo', mas sempre bravo, corajoso, educado e educador, logo um pai e/ou quando é uma mulher uma mãe. -
[Ru Aisó, Maria Al. Teixeira]

Inserida por ruaiso

Vou dizer a você, vale a pena
oferecer o seu melhor, um bom exemplo
não revidar e resistir, segue em frente
A melhor resposta é uma consciência tranquila

Roda e não para, mudando a vida
sintonia, vivência outra perspectiva
sentimento em meu peito que não para de pulsar
Arregaço minhas mangas enfim ação vou tomar.

Inserida por HumanoDouglas

Se algum dia você achar que alguém se aproveitou de você para obter alguma vantagem ou se antecipar para obter alguma oportunidade, não se perturbe com isso.
A vida é uma bela roda gigante, então prepare-se, pois a oportunidade eventualmente perdida voltará, numa outra forma e num outro momento, mas ela certamente voltará até você!

Inserida por gustavodavila

Capoeira é linda, cheia de expressão e mandinga.
Não é luta de combate — é jogo, é arte, é sentimento.
Mas às vezes, numa roda, o jogo se torna tão intenso que parece ser a última roda com seu camarada…
E é aí que se revela o verdadeiro valor do respeito.

Capoeira e roda gigante são muitas — vão e vêm, assim como os ventos no mundo da arte.
Por isso, valorize o momento, respeite quem joga com você.
Esteja sempre em jogo com alma, com expressão de luta —
mas com o coração firme no axé e na irmandade da capoeira.

Só quem vive, sente. Só quem respeita, joga de verdade.

⁠Tudo é tão bizarro. De repente você vislumbra uma resposta absurda e radical sobre o sentido da experiência de existir. E antes que consiga elaborar essa ideia precisa parar tudo, por causa de uma diarreia, ou câimbra.
Essa é a graça - o sublime e o ordinário caminham de mãos dadas, no deserto da compreensão humana.
É isso não faz a menor diferença no movimento dos astros, das estações e da Vida.

Inserida por MiriamMorata

⁠⁠Fé de Encontro com o Axé

O dia em que fui à Umbanda foi um dia de encontro. Encontrei um sistema de crenças profundamente enraizado na cultura brasileira, erguido sobre pilares de caridade, humildade e amor. Ali, naquela roda que girava ao ritmo do sagrado, vi o sincretismo se manifestar de maneira harmoniosa, como flores de diferentes cores e fragrâncias em um mesmo campo. Todos os meus sentidos foram despertados. A adoração ali não era apenas uma experiência espiritual; tinha cheiro, gosto, ritmo e movimento. Uma fé com o toque de axé.

Deus ali transcende os nomes e, junto d’Ele, orixás e guias, tão próximos e benevolentes, desenham uma unidade misteriosa. Divindades se entrelaçam, criando uma tapeçaria vibrante de fé. Sob o olhar atento de santos e orixás, há um terreno comum, cada um representando facetas do divino. A Umbanda é inclusiva, uma fé que abraça a universalidade da busca espiritual.

Quando a gira começou, Iansã trouxe seus ventos, e senti a poeira subir como partículas de uma história que reverbera em nossos passos. Eu, testemunha respeitosa, tentava decifrar o significado daquele movimento que parecia maior do que os corpos que dançavam. Eles giravam — alguns em profunda conexão, outros em uma quietude contemplativa, mas todos entregues a algo que, como eles, eu ainda buscava compreender.

O ritmo se intensificou, como se a própria terra pulsasse sob os pés de quem dançava. Gritos e batuques se entrelaçaram em um ápice de energia, revelando algo que não se traduz, mas se sente. Não era um clímax de liberação, mas um convite ao entendimento profundo do que somos: seres que giram e se movem, talvez para não enfrentar o silêncio ou o vazio. Na Umbanda, compreendi que o movimento é mais do que deslocamento; é a vida que persiste, é axé, a energia sagrada que demanda renovação.

Junto deles, entendi que, na dança da vida, parar é perder a conexão. Cada movimento se torna a prova de que somos mais do que corpos; somos esperança que não descansa. E, quando o ritmo acalma, somos um com a roda, com o vento, com o mistério. Quem entende o axé sabe: é preciso continuar a girar. Só assim haverá renovação, pois é o movimento que traz a mudança, a melhora.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Mesmo sem esperanças a gente espera se curar daquilo que dói no amago do nosso ser, daquilo que desfaz nossos sonhos, reprime nossos sorrisos e nos aprisiona junto ao medo. No fundo, no fundo, ainda acreditamos que tudo um dia dará certo e que a felicidade repousará em nossos corações cansados.

Inserida por diegorizzo

[...] Se depois desta volta para dentro, deste ensimesmar-se, brotarem versos, não mais pensará em perguntar seja a quem for se são bons. Nem tão pouco tentará interessar as revistas por esses seus trabalhos, pois há de ver neles sua querida propriedade natural, um pedaço e uma voz de sua vida. Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade. Neste caráter de origem está o seu critério — o único existente. [...]

Relacionamentos não são fáceis. Às vezes você tem que ouvir monólogos intermináveis sobre a migração dos triceratops, mas vale a pena para você ter um amigo pra vida toda. E às vezes você tem que comer uns cupcakes nojentos com a sua cara desenhada, mas vale a pena pra fazer a sua mãe sorrir. Às vezes você tem até que dar um desconto pro seu pai, mesmo que ele insista em falar só de chaves de fenda o tempo todo, porque, mesmo que ele não acerte sempre, pelo menos ele tenta, muito mais do que você imagina.

Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.

Devagar...
Sim, devagar...
Quero pensar no que quer dizer
Este devagar...

Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima...

Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar...
O que é que tem que ser devagar?
Se calhar é o universo...
A verdade manda Deus que se diga.
Mas ouviu alguém isso a Deus?

-Tu as eu tort. Tu auras de la peine. J'aurai l'air d'être mort et ce ne sera pas vrai...
Moi je me taisais.
-Tu comprends. C'est trop loin. Je ne peux pas emporter ce corps-là. C'est trop lourd.
Moi je me taisais.
-Mais ce sera comme une vieille écorce abandonnée. Ce n'est pas triste les vieilles
écorces...

Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras... O que não pode é se subtrair. O processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca É, a gente ESTÁ...
Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. A gente resolve se entregar quando é tarde pra descobrir que pra respeitar o nosso próprio tempo, é preciso lembrar e ter o mesmo respeito pelo tempo do outro. E que muitas vezes, pra ser honesto, é preciso se correr um risco o qual não queremos. Mas a gente corre. Que o medo não tenha tanto poder sobre nós... E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores - há sempre uma oportunidade de surpresa, mas teremos que estar abertos a isso. Nada é tão definitivo.

Jamais essa mulher nascerá. Só de uma rede de laços se pode nascer. Ela continuará a ser semente abortada, poder por empregar, alma e coração secos. Ela há-de envelhecer funebremente, entregue à vaidade das suas capturas.
Tu não podes atribuir nada a ti próprio. Não és cofre nenhum. És o nó da diversidade. O templo, também é sentido das pedras.

Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso dos outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
Da sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio, ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.