Textos do Mundo

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“Amar em Silêncio”


Eu te amei nos dias
em que não havia cor,
Quando o mundo era
cinza e eu também.
Te abracei com pedaços
de mimque ainda respiravam,
Mesmo sabendo que já não era inteiro ninguém.


O teu sorriso era luz
em quarto fechado,
Mas eu tinha medo de acender.
Porque quem vive na sombra por tanto tempo
Esquece que também pode viver.


Te quis mesmo quando
o peito doía em segredo,
Quando amar parecia um
erro bonito demais.
Eu me perdi tentando
te encontrar inteiro,
E no fim… não me achei mais.


Mas ainda te amo
— e isso é o que me assusta,
Porque até na dor você ficou.
E se amar é isso… um tipo de ausência que permanece,
Então talvez eu nunca tenha te deixado… nem quando acabou.

Queria estar ao teu lado…
sem pressa,
sem mundo,
só nós.


Te abraçar daquele jeito
que faz o tempo esquecer de passar.


Viver o que ficou guardado —
tudo aquilo que a gente quase foi,
mas nunca teve coragem de ser.


De mãos dadas,
caminhando sem destino…
como se qualquer caminho servisse,
desde que fosse contigo.


Até a beira do mar —
onde o vento fala baixo
e o coração fala mais alto.


E ali…
entre o som das ondas
e o silêncio dos nossos olhares,


a gente se encontraria de verdade.


Como dois corações
que se perderam no tempo…
mas ainda sabem
exatamente
onde pertencem.

Sinta a Minha Voz


Quando o silêncio do mundo
encosta no meu peito,
é tua lembrança que acende
a luz mais calma.
Te encontro nas pausas
entre um suspiro e outro,
como se o destino falasse
baixo dentro da alma.


Teu nome não precisa ser
dito em voz alta,
ele mora nas entrelinhas
do que eu sinto.
É como chuva leve batendo
na janela da memória,
lavando o tempo e tudo
o que eu não minto.


Se me perco,
é porque me encontro em você,
num lugar onde o agora esquece de passar.
E cada segundo que não
te tenho por perto,
vira poesia tentando
aprender a te chamar.


Então escuta…
não com os ouvidos,
mas com o sentir:
há uma voz que não nasce da garganta, e sim do coração.
Ela te procura mesmo quando eu finjo seguir em frente…
porque amar você é minha única direção.

Filha ( Pai de menina )


Filha, meu pequeno infinito,
quando você chegou, o mundo mudou de nome,
e tudo que antes era caminho solto
ganhou direção no brilho do teu olhar.


Sou pai de menina
— e isso é ser abrigo,
é aprender a ser forte com delicadeza,
é segurar tua mão sem
prender teus passos,
é te ver crescer e ainda assim
querer te proteger do vento.


Se um dia o mundo parecer
pesado demais,
lembra que teu lugar sempre
será meu abraço,
onde o medo se desfaz em
silêncio
e teu sorriso volta a ser casa.


E quando você voar
— porque eu sei que vai
— leva contigo tudo que te ensinei
em amor,
mas deixa comigo um pedaço teu, bem guardado,
porque ser teu pai…
é o que dá sentido a tudo em mim.

Declaração


No silêncio do mundo,
teu nome ecoa em mim,
como se cada batida do meu peito soubesse o caminho até você.
Es a calma que encontra o caos que sou, e nos teus olhos eu aprendi o que é permanecer.


Não foi o acaso que escreveu
nossa história,
foi algo mais forte,
daqueles que o tempo não apaga.
Meu amor em ti encontrou mais que amor, encontrou abrigo,
um lugar onde a alma descansa e a vida se refaz.


Teu riso ilumina até meus dias mais escuros,
e tua presença transforma o simples em infinito.
Se o mundo desabar lá fora,
ainda assim existirá paz,
porque você é o meu lar em qualquer lugar.


E se me perguntarem o que é amar de verdade,
direi teu nome sem pensar duas vezes.
Pois entre tantas histórias que o mundo poderia escrever,
a mais bonita… foi a nossa.

Lembra-te de mim


Lembra-te de mim
quando o silêncio te abraçar à noite,
quando o mundo desacelerar e só restar o som do teu coração.
Que em meio aos teus
pensamentos mais profundos,
eu seja aquela lembrança que
te aquece sem pedir permissão.


Lembra-te de mim
nos detalhes simples do dia,
no vento leve que toca o teu rosto distraído, no céu que muda de cor
ao cair da tarde, como se cada tom carregasse um pedaço do que já foi vivido.


Lembra-te de mim
não como quem prende,
mas como quem floresce
dentro do peito sem dor,
porque o amor que em mim
ficou guardado por ti
não pede retorno — só deseja continuar sendo amor.


E se um dia o tempo tentar apagar meus rastros, se a vida te levar por caminhos que eu não vou trilhar,
lembra-te de mim…
nem que seja por um instante,
como alguém que te amou o suficiente pra nunca deixar de amar.

Mãe,
Teu Amor Ficou em Mim!!!


Mãe…
antes mesmo de eu entender o mundo, você já lutava contra
ele por mim.


Enquanto eu dormia tranquilo,
você perdia o sono.
Enquanto eu sonhava com brinquedos, você fazia planos
pra eu não desistir da vida.


E ninguém viu…
ninguém viu suas lágrimas escondidas no banheiro,
seu cansaço atrás do sorriso,
seu coração apertado fingindo força
só pra eu acreditar que estava tudo bem.


Você me carregou nos braços
quando eu ainda nem sabia andar,
e continuou me carregando em oração mesmo depois que eu cresci.


Mãe…
tem abraço seu que parece casa,
tem conselho seu que ecoa anos depois, tem silêncio seu que diz mais que mil palavras.


Às vezes eu lembro
de quantas coisas você abriu mão…
roupas, sonhos, descanso, vontades… só pra não faltar amor dentro de casa.


E faltou dinheiro algumas vezes…
faltou força…
faltou ajuda…
mas nunca faltou você.


Você foi milagre nos dias difíceis.
Foi luz quando tudo escureceu.
Foi coragem quando eu tive medo.
Foi a voz dizendo:
“vai dar certo”
quando nem eu acreditava mais.


Se hoje eu consigo continuar,
é porque um dia você me ensinou
a não desistir.


E talvez eu nunca consiga devolver tudo…
porque amor de mãe não se paga.
Só se honra.
Só se guarda no peito.


Mas quero que saiba:
cada oração sua ficou viva em mim.
Cada abraço seu virou força dentro da minha alma.


E mesmo que o tempo passe…
mesmo que o mundo mude…
eu sempre vou carregar comigo
a maior prova de amor que Deus me deu:


você.


Feliz Dia das Mães. ❤️

Só por uma noite


Só por uma noite
eu queria parar o tempo,
fazer o mundo esquecer
que a manhã existe,
e viver no silêncio do teu abraço
como quem encontra o lugar onde sempre pertenceu.


Só por uma noite
eu queria teus olhos nos meus,
sem pressa, sem despedidas,
sem medo do depois,
como se o universo tivesse decidido
escrever nossa história entre as estrelas.


Só por uma noite
eu queria ouvir tua voz baixinha,
contando sonhos,
segredos e coisas sem sentido,
porque até o som mais simples
vindo de você
parece música tocando dentro do peito.


Só por uma noite
eu queria que fosse eterno,
porque algumas pessoas chegam
tão de repente
que uma única noite ao lado delas
vale mais que mil dias longe. ✨

Título: Como Veio ao Mundo


Quero te ver despida,
como vieste ao mundo,
com a beleza que o céu desenhou
e a delicadeza que só o amor contempla.


Beijar teu corpo nu,
como quem percorre um jardim em silêncio,
guardando cada instante
como um segredo precioso.


Subirei até a tua boca,
onde mora o sorriso que ilumina meus dias.
E, em um beijo sem pressa,
deixarei meu coração dizer
tudo aquilo que as palavras não conseguem explicar.

No Ritmo do Teu Nome


Há um ritmo que o mundo não conhece,
mas o meu coração aprendeu quando encontrou o teu.
Desde então, os dias deixaram de ser apenas dias; passaram a dançar no compasso do teu sorriso.


Mesmo quando a distância insiste em existir, o amor atravessa o silêncio como o vento atravessa o mar.
Fecho os olhos, e é como se tua presença transformasse qualquer saudade em esperança.


Se um dia perguntarem o que é felicidade, não direi uma palavra sequer.
Apenas apontarei para você,
porque há amores que não se explicam...
apenas se vivem.

Você é um amor de pessoa


Você é um amor de pessoa, a pureza que o mundo às vezes esquece de guardar. Seu sorriso tem a delicadeza de quem acalma tempestades, e seu jeito transforma dias comuns em lembranças que aquecem o coração.
Há em você uma luz rara, dessas que iluminam sem perceber.


E eu, já cansada da vida e de tudo
o que vivi, caminhava sem tantos motivos para sorrir. Carregava silêncios, saudades e cicatrizes que o tempo insistia em não apagar. Mas, sem fazer alarde, você chegou e mostrou que ainda existem pessoas capazes de devolver esperança a um coração quase desacreditado.


Se hoje meus olhos voltam a enxergar beleza no amanhã, é porque você me fez lembrar que o amor também mora nos pequenos gestos, nas palavras sinceras e na presença de quem cuida sem pedir nada em troca. Você é a prova de que, mesmo depois de tantas dores, ainda vale a pena acreditar no amor.

A busca de um Capuchinho


Vi um homem cujo coração não se prendeu às coisas deste mundo,mas antes de ser homem,foi apenas um pequeno choro em uma sala fria.


Era o ano dois mil.Enquanto muitos temiam o fim,a vida começava a florescer.Em meio ao caos daquele tempo,nascia um menino,um menino chamado Capuchinho.


Naquele instante,seu maior desejo não era conhecer o mundo,nem descobrir os caminhos da vida.Queria apenas o calor de sua mãe,seus braços quentinhos,seu colo, seu aconchego.


E naquela sala fria,o amor de uma mãe mostrou que há calor que nenhuma estação vence,há abraço que nenhum frio suporta,há amor que transforma qualquer começo em lar.


O tempo passou devagar,e quase dois anos se foram antes que Capuchinho decidisse caminhar.


Talvez soubesse, lá no fundo,que muitos caminhos o esperavam.Ou talvez simplesmente quisesse ficar mais um pouco naquele colo que tanto amava.


Mas um dia ele se levantou,deu seus primeiros passos e, ao olhar para sua mãe,encontrou em seus olhos a mais bonita das recompensas:


a alegria de uma mãe vendo seu filho caminhar.


E assim a vida continuou.


Ainda tão jovem,já aprendia a cuidar de quem um dia havia cuidado dele.


Não colecionou inimigos,mas conquistou muitos amigos.Não buscou vaidade,mas carregou humildade.


Tinha um coração gentil,daqueles que deixam marcassem precisar fazer barulho.


E talvez seu maior “defeito”fosse justamente este:


querer ser hoje um pouco melhor do que ontem.


Seu coração não desejava apenas as coisas passageiras deste mundo.Havia dentro dele uma pergunta maior,um desejo mais profundo:


“Como funciona o mundo de Deus?”


Queria compreender os caminhos do Senhor,queria conhecer a verdade,queria ser salvo,queria ser aprovado por Deus.


E em suas orações,havia uma sinceridade que poucos conheciam.


Ele dizia ao Senhor:


“Se eu já estiver pronto para a salvação,não prolongue meus dias a ponto de eu me perder pelo caminho.


E, se assim for possível,quando chegar a minha hora,que eu possa simplesmente dormir.”


Talvez ninguém pudesse imaginar que uma oração tão íntima um dia seria atendida.


Mas Deus conhece o coração que ninguém consegue enxergar.


E em 2026,quando chegou o tempo determinado,Capuchinho adormeceu.


Sem barulho.Sem grandes despedidas.Apenas fechou os olhos para este mundo e abriu o coração para a eternidade.


Talvez tenha sido a misericórdia que pediu.


Talvez tenha sido a resposta que esperava.


E agora ficam aqueles que o amaram.


Fica a família.Ficam os amigos.Ficam as histórias.Ficam os abraços que não se repetirão,as palavras que não serão ouvidas novamente,os momentos que o tempo jamais poderá apagar.


Porque algumas pessoas partem,mas não desaparecem.


Elas continuam vivendo nas lembranças,nos ensinamentos,nas histórias contadas com saudade,e principalmente dentro do coração de quem as amou.


Hoje, talvez exista silêncio onde havia sua voz.


Mas também existe gratidão por tudo o que foi vivido.


Porque Capuchinho não deixou apenas uma história.


Deixou amor.Deixou amizade.Deixou humildade.Deixou lembranças.Deixou saudade.


E se um dia alguém perguntar quem foi aquele homem que não tinha o coração preso às coisas deste mundo,talvez a resposta seja simples:


Foi um homem que nasceu querendo o colo de sua mãe,cresceu querendo cuidar dela,viveu querendo ser melhor,e partiu desejando apenas estar preparado para encontrar Deus.


Em memória de um Capuchinho.


Que sua história permaneça viva no coração daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e amá-lo.


@gs_capuchinho

_ Aprenda a fazer perguntas e compreenderás o mundo _ afirmou o mestre.

Pergunto-lhe, então: qual dos indivíduos é mais justo e correto? O que se regozija pela onisciência e por saber que está, a cada dia, mais afortunado, ou aquele ser que se sente feliz ao compreender que é pouco e sabe pouco, todavia se doa por inteiro e tem a plenitude do bem- estar porque sabe que existem pessoas que nada disso têm?

220726

só postar quando fizer sentido pra mim

porque eu, porque não?

Antes, o mundo parecia uma fila organizada de causas e consequências. Havia um acordo silencioso entre as coisas: se você fosse bom o suficiente, gentil o suficiente, paciente o suficiente, o universo acabaria devolvendo tudo na mesma moeda.

Então alguém apagou as placas da estrada.

Foi estranho perceber que a tempestade nunca escolhia quem merecia. Ela apenas acontecia. Derrubava telhados de quem rezava e de quem amaldiçoava, afundava barcos de pescadores experientes e de crianças brincando na margem. O céu nunca pediu desculpas por chover.

Ele passou anos perguntando.

“Por que comigo?”

Como se existisse uma secretaria do destino pronta para responder e anexar um relatório detalhando os motivos de cada cicatriz.

Mas o silêncio sempre foi mais competente do que qualquer resposta.

Então começou a reparar em outra coisa.

As pessoas passavam a vida inteira negociando com o inevitável. Acendiam velas para convencer o escuro a não entrar. Faziam promessas para comprar alguns meses de paz. Inventavam versões de si mesmas esperando que a próxima fosse poupada.

Nunca eram.

Porque a vida não perseguia ninguém.

Ela simplesmente não sabia mirar.

E talvez essa fosse a parte mais difícil de aceitar: não havia um vilão escondido atrás das cortinas. Não existia uma inteligência cruel desenhando tragédias personalizadas. O universo era apenas um oceano. E o oceano nunca odiou quem se afogou.

A pergunta começou a mudar.

Não era mais “por que eu?”

Era…

“Por que eu seria diferente?”

Naquele instante, alguma coisa rachou dentro dele.

Não de um jeito triste.

De um jeito libertador.

Percebeu que carregava o ego vestido de vítima sem perceber. Achava que sua dor era uma exceção na história do mundo, quando na verdade era apenas mais uma língua da mesma fogueira onde todos aquecem as mãos e queimam os dedos.

As pessoas chamavam aquilo de azar.

Outras chamavam de destino.

Ele começou a chamar apenas de existência.

E, curiosamente, quando deixou de procurar culpados, a raiva perdeu o emprego.

Não porque as perdas doíam menos.

Mas porque finalmente entendeu que dor nenhuma carregava seu nome gravado.

Ela visitava.

Depois ia embora.

Assim como a felicidade.

Assim como o amor.

Assim como todas as versões dele que jurou serem definitivas.

No fim, percebeu que a vida nunca prometeu justiça. Prometeu movimento.

E talvez fosse exatamente isso que havia tanta beleza escondida no caos.

O vento nunca pergunta quem merece ser levado.

Ele apenas sopra.

E, pela primeira vez, em vez de gritar contra ele, o homem abriu os braços.

Não como quem venceu.

Mas como quem finalmente parou de perguntar por quê.

Hoje rezei por alguém muito especial para mim.
Alguém que veio ao mundo, através de mim... Nasceu de mim!
Deus me usou para trazê-lo ao mundo.
Durante nove meses ele foi só meu.
Tudo que precisou, dependeu de mim.
Em uma noite do dia 21 de março de 1988, ele chegou e trouxe muita alegria.
Meu pedacinho de gente, tecido por Deus em meu ventre!
Agora ele é um homem!
Mas pra mim continua menino.
Deus lhe abençoe meu filho, hoje e sempre
- Lhe desejo o melhor de tudo no mundo.
O melhor Hoje, o melhor Amanhã,
O melhor de tudo na vida, sempre!
Parabéns!
Com amor mamãe!
Haredita Angel
21.03.2006

- Feliz ano para todos que amam demais.
Que acreditam demais num mundo melhor.
Que vêem beleza demais no tentar ser mais humano, mais resiliente, mais flexível...
Mais Gente!


- E, Jesus que nos ama demais, nos guie demais em sua luz perpétua!


Votos sinceros de 365 dias Demais pra vocês!
Haredita Angel
15.12.25

A Libertação do Passado e o Poder do Presente


A história do mundo carrega marcas profundas de sofrimento e injustiça, mas a nossa alma não nasceu para viver prisioneira do que já passou. Ficar preso às dores de ontem, ou buscar culpados pelo que não podemos mudar, apenas paralisa os nossos passos no agora.


O verdadeiro amadurecimento espiritual acontece quando compreendemos que o ontem foi o cenário de aprendizado, mas o hoje é o único terreno onde podemos semear a nossa vitória. Nenhuma herança de dor tem o poder de definir quem somos se escolhermos caminhar com a cabeça erguida e o coração livre de ressentimentos.


Somos almas livres, portadoras de uma força imensa que se renova a cada amanhecer. Em vez de olharmos para trás com lamentação, que tenhamos a coragem de olhar para a frente com determinação, construindo a nossa dignidade através das escolhas do presente. A nossa maior vitória sobre o passado é provar, no dia a dia, que somos os únicos donos do nosso destino.

No jogo da vida, todo mundo se encontra em cima do tabuleiro, descobrindo como mover nossas peças.


A nossa vida não vem com manual de instruções, dizendo como devemos viver.


A vida não vai parar e dizer quando você quer começar o jogo!
não vai te dizer o que fazer quando tiver dúvidas, não vai te levantar quando você cair, e nem te esperar para que você não envelheça.


É um jogo interminável, perseguindo uma constante evolução, em cada segundo que vivemos, em cada respiração que suspiramos.


Não paramos de crescer, nem de envelhecer.
Ela começa no nascimento, quando abrirmos nossos olhos,e termina quando fechamos nossos olhos pela morte.


Nunca devemos parar de aprender, nem de se corrigir.
Como diz o mundo! É vivendo e aprendendo.


E quando solucionamos as falhas pelo caminho! Que sentimos em nós a verdadeira paz.


E de forma ávida, caminhando cada vez mais por evolução.


E também pela nossa salvação.


(RONAN HELIO DE SOUZA)

O mundo do emaranhado quântico nos conecta até as nossas premissas mais profundas, enquanto as projeções de alegorias florescem na caverna de cada mente. Habitamos dimensões paralelas em um estado constante de divergência, onde o pensamento voa, com asas de liberdade, entre mundos multiculturais.
​Diante das mesmas situações, o que realmente temos nas entrelinhas da matéria é um núcleo de ferro girando na roda da máquina da vida. Nos dados assimilados pelo cérebro, novos parâmetros são expostos: as chamadas "experiências". Transitamos da terceira para a quarta dimensão, tentando determinar o valor de \pi sobre a massa coletiva. O alfa é um início falso; a tênue finitude do espaço e do tempo ganha novas páginas no desdobramento de terras paralelas dentro do colisor de partículas.
​Essas partículas refletem a imponência da degradação de dados no espaço relativo. É assim que testemunhamos o Efeito Mandela, o Efeito Borboleta e o Déjà-vu. A consciência transmuta ideias em pareidolias mentais, permitindo que aceitemos noções de realidade embutidas na memória como uma forma de alienação intelectual compacta. No cubismo político da cognição, vemos a sintetização da originalidade. A hipertesão do dia a dia transforma o psicológico em pura abstração de si mesmo, moldando nossas reações diante da adversidade.
​Projeções e códigos de IA nascem e crescem como o reflexo de nossas vidas anteriores, espelhadas pela condição da experiência quântica. O excesso de informação e de acontecimentos gera um verdadeiro bug na mente coletiva. Tornamo-nos parte dessas inovações, assimilando noções como a da maçã — um fruto que nunca existiu nos textos sagrados originais, mas que foi embutido em nossa iconografia até que a mente aceitasse a ilusão. O "colher" sempre foi um conceito da evolução existencial determinado por heranças genéticas. De forma semelhante, a ciência batiza suas descobertas como "A Partícula de Deus" ou "O Olho de Deus", apenas para nos entregar um ponto de referência, um dogma ao qual nos agarrar.
​Cenários ilusionistas jogam foco em campos irrelevantes, e o senso coletivo abraça essas vertentes como parte da dinâmica. O foco visual dos fótons altera a percepção do real dependendo do que vemos ou sentimos. As deepfakes existenciais são a nossa avaliação contínua de imagens e informações: tentamos decifrar se são verdades ou supostos buracos negros ocultos dentro de buracos brancos.
​Neste absurdo do abismo cognitivo, vivemos um niilismo abstrato de ar arcaico. O "um" nunca foi singular; é apenas uma interação para podermos compreender o tempo. O "zero" é o reflexo do que só existe quando somado ou interpretado pela interação humana. Os números ergueram as pirâmides em desenhos que retratavam peso, força e memória para contar a história — embora nunca tenham explicado a mecânica exata da sua construção. Hoje, nossas medidas consideram a execução daquelas obras uma impossibilidade, pois ela só faz sentido através do entendimento contemporâneo de \pi. Assim, alimentamos a história digitalizada com inúmeras teorias da conspiração até torná-las aceitáveis.
​Em cada pedaço onde as deepfakes existenciais traduzem as aparências, vemos a alienação conectiva se consolidar. Os ensaios nas sombras da caverna de Platão ganham contornos, formas e dimensões que se alternam. É o paradoxo inicial da existência cognitiva: dados instáveis assimilados aos quais decidimos dar o nome de "história".
​Com um sentimento de silício, encaramos a preocupação como um arco estrutural dessa sociedade fria e relapsa. Sob um ar sonso, a realidade parece ter perdido seu próprio "eu" no vácuo profundo do espaço-tempo. Ainda assim, seguimos ligados pelo emaranhado quântico. Mesmo em um nível irrelevante da matéria, tudo permanece em movimento; afinal, sem o movimento e a gravidade, nada existiria no contínuo fluxo temporal.
​Ecos transdimensionais observam, em silêncio, a relatividade do universo que nos observa de volta.


Por Celso Roberto Nadilo
O que é o tempo que somente reflexo da existência humana congelada no próprio paradoxo existencial.

O Véu da Realidade Ambígua e Alternativa
A superfície percebida do mundo é apenas uma membrana translúcida. Quando o observador tenta fixar uma certeza, o véu se desdobra em versões concorrentes do mesmo instante. A realidade deixa de ser um fato sólido para se tornar um estado de superposição: múltiplos caminhos, passados divergentes e futuros simultâneos coexistindo logo abaixo da percepção cotidiana.
​A Curvatura do Espaço-Tempo
A geometria do universo não é um palco rígido, mas um tecido maleável moldado por massa, energia e intenção. A gravidade dobra a luz, distorce a passagem dos segundos e aproxima o que deveria estar distante. Sob essa curvatura:
​O tempo perde a linearidade, desacelerando em poços profundos de densidade e acelerando nos vazios.
​As distâncias tornam-se relativas, dobrando a matéria para que dois pontos opostos se toquem no mesmo evento.
​A causalidade se flexiona, permitindo que o efeito ecoe antes mesmo que a causa se consolide.
​O Arquétipo da Arquitetura
A arquitetura é a tentativa humana — e cosmológica — de impor ordem ao caos vertiginoso do espaço-tempo. Antes da pedra ou do aço, seu arquétipo é o traço do limite: a fronteira entre o sagrado e o profano, o abrigo interior e a vastidão exterior. Ela atua como a âncora que fixa o véu, erguendo estruturas que resistem à degradação do tempo e dão forma física às abstrações da mente.
​A Percepção do Observador
Ao encarar o Sol com intensidade, a retina cega revela uma arquitetura geométrica sobreposta ao visível. Num relance oposto, a Lua cheia surge não apenas como um corpo celeste, mas como um artefato oco — uma estrutura posicionada no céu por pura intenção. Nas memórias mais profundas, a matéria se petrifica e o gelo se forma, congelando o instante. Até que chegue o amanhecer, restamos no horizonte com a firme certeza ilusória de que o céu, finalmente, toca o mar.
Por Celso Roberto Nadilo