Textos Desconhecido

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Até o final


Um destino certo e sombrio
Medo do desconhecido
Corroído pelo ciclo esquecido
A alma e o coração vazio




Os olhos que pouco acompanha
Menos impulsivo estou
Se a idade me preocupa
Feliz pelo que passou


Se devagar ainda Caminho
Mais ou menos
Merecido
Quem ira dizer o que farei


Viajo pelo abstraido
Tento fugir do transpasso
Ainda o que me resta não sei..

⁠PARA VOCÊ QUE NUNCA VI, MORTO DESCONHECIDO


Ouço os gritos da família em meus ouvidos...


... ... ...


Acenderam-se as luzes, pois se fez noite.
Mas o corpo que repousa, morto, na calçada
Não vê luz, não a sente e nem a toca.
A noite cristalizou-se no eterno
E as cores, longe de seu cérebro,
Esqueceram-se de voltar!


Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu bem sinto!
Mas onde está o ser que há minutos nos sorria?


Corpo é corpo...
Mas a alma, meu Deus – se ele existe –
Por onde anda?


Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu sinto!
Sinto?


A alma bateu à minha porta.
Atendi.
Penetrou-me um sopro
E passos invisíveis perderam-se no horizonte!


1975 (retornando da faculdade)

⁠Ao Deus Desconhecido


Olhei para esquerda e não te encontrei
Olhei para direita e tampouco me achei
Olhei para baixo e quase me afoguei
Olhei para cima e cego fiquei


Somente após perdido, sem ar e cego ficar
Pude a tua glória contemplar
Esta glória que ilumina meu caminhar
Esta glória que me faz andar mesmo sem enxergar


E mesmo sem enxergar
Tenho certeza que não estou só no meu caminhar
Por isso sigo a peregrinar
Sabendo que o Deus Desconhecido está a me esperar

Confissões de um desejo secreto

Desejei lançar-me rumo a um destino desconhecido, desprovida do interesse de compromissaria fiel, até que meu coração reclamasse por tal;
Clamei pelo encontro dos seu olhar no meu, sem pressa para fugir de tal encanto ocasionado pelo momento fugaz;
Abracei a espera por algo incerto que uma voz rouca me propôs esperar.
Ladeei-me de esperanças , pois em mim há muitas destas sensações que me permite remontar, remoçar renascer e viver…
De repente percebo que a espera é apenas uma forma sútil de rejeição que as palavras, por covardia não se fizeram pronunciar.
Sigo pois com meu coração alvo de esperanças infindas de que, um dia ainda se voltes a mim, voltes a me procurar…

Hoje voltou a saudade
Do sonho que vive em mim
É uma presença sentida do desconhecido,
Dum sentido amor tão cúmplice
Que não sei explicar, apenas sentir!

Por vezes adormece e eu fico confusa
E penso... o sonho morreu!
Se é saudade dum amor sonhado
porque, o sinto tão intenso e belo?!

Eu sei, a minha alma pressente-te
Sinto-me sorrir, de sonhar o teu sorriso terno.
Não sei se te idealizo, mas gosto...
Não há incoerência.

Sinto-me prisioneira do meu sonho
O meu corpo desconhece-te, eu sei
Embora te sinta!
Mas na intimidade da minha alma
Serás eternamente reconhecido
Eu sinto e gosto...

Tu és a estrela, a única que brilha ao luar.
Encontro-te nas ondas do mar
Imagino-te no topo da montanha
Sinto o teu perfume numa singela flor
Dá-me um sinal da tua presença!

Deixa o meu amor percorrer-te de mansinho
Quero ouvir a tua voz sussurrando "amo-te"
Entrelaçados para sempre meu amor.

Ao amanhecer vou esperar por ti
Quem sabe desembarcas no porto
Onde aguardo serena a tua chegada.

O mar conhece os meus desabafos
Divido com ele o meu sonho
As ondas beijam meus pés
Enquanto caminho sobre a areia
E o sal alimenta a minha esperança
Dizendo, não desistas, volta amanhã.

Marília Masgalos

MULHER

Um mundo complexo,
Segredos e mistério sem intenção;
Um mundo desconhecido, à vista,
Um mundo surpreendente.

Decidindo ser feliz, cria os meios;
Se quer mudar a historia, virá a página;
Tem argumentos, se diz inocente, a culpa é de outro;
Encontrá-la como esposa é como procurar tesouro.

Depois de amá-la profundamente,
Perde-la é deprimente, tristeza.
Mulher é flor de laranjeira...

É dama da noite, perfumes e arranjos...
É lágrima de emoção, dor, saudades;
Usurpadora, dona de corações e invasora da alma.

14 de novembro de 2022


Esses dias, sonhei dentro de um cemitério desconhecido, onde eu ficava com medo de entrar nele, e quando entrei, todas as tumbas, eram muito antigas e havia uma em que o cadáver estava se mechendo, colado na cabeceira do túmulo.
E ele, parecia rir.
Eu continuei andando e ignorei, até visitar todos os túmulos e sair pela porta da frente do cemitério, porque eu havia entrado pela do fundo.
Quando sai, acabei saindo dentro de uma casa e havia um carro de saída, com os parentes do meu marido que ao invés de me esperar, me deixou no cemitério, e eu gritava por eles, mas eles não me ouviam.
Então, acordei. Sonho bizarro!

A Arte de Recomeçar


Dizem que, quando entramos em um mundo desconhecido e lá encontramos algo que permanece vivo dentro de nós, é porque o que vivemos ainda não acabou. Há ainda sentimento, há algo a ser desbravado. E nesses encontros que a vida insiste em nos apresentar, ficam peças para se encaixar, momentos a viver, reviver e encarar. Ficam histórias para contar, e esperamos ansiosamente o momento de terminar o quebra-cabeça – para, então, recomeçar um novo.


Vivemos em constantes mudanças: de humor, de comportamento, de atitude, de rotina, de aparência, de emoção. Há aquelas em que mudamos de casa ou de cidade. A de casa, basta chamar uma empresa especializada. A de cidade, comprarmos uma passagem e seguimos em frente. E quando decidimos mudar os móveis de lugar? Ah, essa é a mais fácil! Basta arrastá-los e, de repente tudo muda. O ar fica leve, o ambiente mais aconchegante. Percebemos que um simples gesto pode transformar o que parecia igual.


Existem também as mudanças climáticas e ambientais – essas, difíceis de encarar, pois não temos domínio sobre elas. E quanto as mudanças culturais e sociais? As de costume, de valores, de mentalidade, de paradigmas? Essas, depende de nós. A vida, generosa, vive estendendo um tapete vermelho para que caminhemos sobre ele e entremos nesse grande evento simbólico que é a mudança – um ato de prestígio e celebração. Mesmo com medo, acabamos encarando o tapete. Mudanças são assim: inesperadas, desafiadoras, às vezes doloridas, mas essenciais para que as boas novas entrem em nossa vida. Para isso, é preciso caminhar confiantes o tapete vermelho, de cabeça erguida, com coragem para enfrentar o novo sem medo.


As mudanças existem para isto – para nos ensinar a seguir em frente, sem saber o que vamos encontrar. O segredo é não temer. É viver plenamente tudo o que nos foi destinado – seja na vida profissional, seja no amor – com a atitude de quem entende que mudar também é uma forma de florescer.

Desconhecido




Você me trouxe a tona um sentimento desconhecido e num primeiro momento deu medo de interpretá-lo e vivê-lo,


no entanto, a história conta e remonta os finais felizes vividos pelos mistérios do desconhecido, então seguro nesta crença quero continuar reescrevendo a minha própria história sobre o poder maravilhoso deste sentimento.

Teu desconhecido




Sua nova versão merece mais,
Teus medos serão arrebatados,
Teus suspiros e soluços das madrugadas sessarão,
Você pediu um evento novo,


As nuvens se abriram, o sol é teu guia,
O trem levou as frustrações, no teu endereço o que habita agora é superação,
O aventureiro chegou e agora será tua fonte pura de sentimentos que transbordam felicidade,
Eu sou o que você tanto pediu, eu sou o teu desconhecido pronto para ser vivido.

Estarei em o mundo do desconhecido....
Meros mortais nos tais deslumbre serei mais uma estrela no meio do universo...
Somos alucinantes seres que na escuridão, somos pássaros errantes...
Todavia o repente o seria o amanhecer.
Mas, antecede o bravo do alvorecer...
Para simples protagonista se afoga em lágrimas no esquecimento.

Nas sombras do desconhecido somos apenas fagulhas de ideias...
Para os quais de repente obtemos o conhecimento quando compartilhamos ideias e formamos ideais.
Nas virtudes mais obscuras desvendamos que a escuridão também tem vários caminhos...
Nas tais escaladas os degraus não dificuldades, e sim são vitórias no vácuo vazio,
A matéria escura é simplicidade das teorias do desconhecido...
A virtude julgada deste mundo é apenas é um pássaro num céu azul,
Para o qual devemos pensar no puro sentimento humano e transceder diante as dificuldades

⁠O grandioso Filtro.
As leis do universo são desconhedas.
Dentro das limitações do desconhecido humano.
Paredes se formam, leis são reescritas...
Meramente por novas descobertas.
Muitas vezes precisamos olhar para cima para compreender o espaço entre nós o desconhecido.
Falamos e replicamos os atos de outras vidas.
Numa simples lei do existir não é o abismo sem vida. Mas, abundância de vida.
Nos prova e ilumine em pequenos momentos que luz do conhecimento é o deslumbre.
Mas a ressalvas de pensamentos que somos únicos numa teoria que um percentual absurdo seremos só nós mesmos num intervalo da vastidão.

Na alquimia do tempo e o espaço.
Se abrange a conexão do ser humano com desconhecido...
Sendo detalhado o uso transhumanismo e é ilusão por baixo de disfunção os robôs inteligentes.
Desde da caverna e suas sombras o ser humano ainda tem a vivência de estar acorrentado a dogmas.
Para novas descobertas se tem sem curiosidade e raciocínio lógico aprimorado.
Vemos iluminação nas contas do universo.
Sendo a lua um percentual absurdo da ilusão ate iluminação.
O embarque a ilusão dos acontecimentos, cordas são puxadas para que boneco tome o próximo movimento.
As danças de bonecas ainda intertre o ser humano.
A faceta torna se corriqueira...
Mas, a humanidade ganha novas possibilidades diante o fanfarrão.

Êxodo para o Desconhecido
​O Sistema Solar já não pertencia mais à lógica dos homens ou dos deuses caídos. Tornara-se um santuário selvagem, um novo mundo biológico onde os dinossauros de energia rompiam a casca da Lua, os besouros-peixes pastavam na matéria escura e os vermes policéfalos governavam os céus de Saturno. O universo antigo havia morrido para dar lugar a uma ecologia cósmica indomável.
​Para os últimos remanescentes da raça humana, a única chance de sobrevivência não estava em lutar, mas em fugir.
​Subindo aos céus a partir das ruínas desertas de Nova Atacama, os sobreviventes embarcaram nas colossais naves arcas deixadas pelos invasores alienígenas extintos. Utilizando a engenharia reversa daquela tecnologia biomecânica, os engenheiros humanos ligaram os motores de dobra hiperdimensional das naves e traçaram uma rota desesperada.
​Pelas janelas de quartzo das embarcações, a humanidade olhou para trás uma última vez.
​Eles viram o Sol ser cercado pelo balé radioativo dos navegantes dos ventos solares. Viram as sombras massivas das Baleias Planetárias emergirem dos asteroides, abrindo fendas no tecido da realidade ao redor da estrela para retornar ao seu lar primordial, o Objeto 13 Atlas.
​Seguindo o rastro gravitacional dessas mesmas baleias, as naves humanas mergulharam na fenda transdimensional. O chiado ensurdecedor nos radiotelescópios — o bater de asas das gaivotas invisíveis — cessou abruptamente. O silêncio finalmente reinou.
​Atrás, ficava um Sistema Solar transformado em uma selva de energia viva, silício e plasma. À frente, cruzando o portal cósmico, a humanidade avançava em direção a um universo completamente novo, intocado e vazio, carregando nas costas o peso de ser a última herança do carbono no infinito.

Uma tribulação ao desconhecido.



Foi à primeira vista, confesso,
meu coração tropeçou no destino,
e chorou em silêncio,
diante dos bloqueios que me ergueu.


Conheci um jovem,
com a sabedoria dos livros
e a leveza de quem carrega
um verão no sorriso.


Estudos dançam na sua voz,
como três rios que buscam o mar,
e eu, perdido, encontrei
no eclipse dos seus olhos
um sol inteiro a me guiar.


Ele planeja a vida com precisão,
como um motorista atento à estrada,
e eu, apenas passageiro do instante,
me deixei levar pelo encanto
de sua atenção delicada.


Entre tantos caminhos,
um olhar me fez perder o rumo.
Floresceu sem pedir,
como verão em meio ao inverno.


No eclipse dos teus olhos,
vi nascer um sol eterno.
E mesmo distante,
o brilho ficou em mim,


Sumiu da minha vida,
como quem fecha portas sem dizer adeus.
Ainda assim, no silêncio,
ficou em mim a lembrança —
do brilho inteligente que me encantou
e do amor inevitável
que floresceu em segredo.


Um sorriso eterno,
um encanto raro,
um amor que floresceu sem pedir licença,
e que é infinito —
enquanto dure.

Acalmando o lago das emoções.

Cada um de nós tem um lago desconhecido dentro de si. Em alguns momentos ele apresenta-se profundo e assustador, principalmente nos momentos de fúria, parece que ele vai transbordar e invadir tudo ao redor.

E, o que fazer para que ele permaneça sereno? Quando percebo que ele está começando a ficar agitado, eu costumo passar alguns minutos em silêncio, escutando unicamente o canto dos pássaros que sempre pousam bem próximo a janela do meu quarto. Aquela sinfonia tem o dom de abrandar as águas agitadas de qualquer lago em movimento.

Sempre que me vejo inquieta por causa do mundo louco em que vivemos que é o que faz as águas transbordarem, eu simplesmente fico alguns minutos off-line. Às vezes, chego até a desligar o celular, para que nada me incomode. Fico comigo mesma, escutando o que se passa por dentro.

Mas, o que mais me deixa calma e totalmente em paz é a natureza. Acho magníficas as nuances do sol no fim do dia, colorindo a cidade, enquanto as nuvens se perdem naquele mar de cores. O diferencial dos verdes dos galhos das árvores, as flores nascendo preguiçosas banhadas pelo orvalho matinal. A brisa de um dia chuvoso, as gotinhas banhando o meu rosto, o cheirinho de terra molhada...

Existem muitas outras coisas que me acalma, mas, não irei citar todas, pois, não gosto de escrever textos enormes, mas, deixo aqui a pergunta: O que te deixa em paz e com o lago das emoções bem tranquilo?

Inserida por Luziamedeiros

"Só quero fechar os olhos e mergulhar no seu desconhecido.
Estou cansado de ver rostos pálidos e mórbidos que me cercam.
Por que não deita comigo?
É tão difícil aceitar o que grita dentro de ti?
Vamos viajar juntos, como dois anjos por ai
Minha mente não descansa longe de ti
Agora me deito agonizando com meu corpo dormente e mente agitada.
Fico aqui a espera da morte.
Parece uma eternidade quando não estás aqui, do lado.
Ouço la no fundo sublimes dedilhados no piano,
Uma musica tão mórbida e fria que não sai mais de minha mente.

Inserida por kaiyasaki

CONHECER O DESCONHECIDO

Destino, fazes de mim teu fantoche.
Brincas comigo como quem brinca com um boneco.
Tomas as rédias de minha vida e nada poderei fazer para conter-te. Espero que saibas realmente o que é melhor para mim. Não ei de temer o desconhecido, pois mais desconhecido que meu destino não há e mesmo assim sei que chegarás até mim.

Inserida por gabrielefermino

"O Desconhecido"


Embaçando a solidão
Encontrei você
Foi sem querer.
Parei por um instante,
E naveguei...
No tom dos teus olhos.
Foi quando,
Parei na tua boca
E sem palavras
Fluí pelo teu olhar
Arriscando encontrar
O teu início...
Desperdício,
Pois sem saber por onde
Agora quero encontrá-lo
Em algum lugar
Para abraçá-lo
E sussurrar...
Encontrei você

Inserida por CristinaBarros