Textos de Verdade
A justiça sem misericórdia endurece o coração, a misericórdia sem verdade perde a direção. E quando a humildade deixa de existir, a fé corre o risco de apenas aparentar e não servir.
Por isso o Reino não é aparência nem posição, mas um reflexo vivo da divina compaixão. É viver os princípios que Cristo ensinou, e revelar ao mundo o caráter de Deus em amor. miriamleal
Algumas pessoas não perguntam porque são covardes e têm medo da verdade..
Preferem o silêncio porque sabem que a resposta pode destruir a fantasia que sustentam.
Outras não perguntam porque são trouxas e acham que já conhecem a verdade.
Confundem amor com posse e confiança com certeza absoluta.
Procure conexões que edificam.
Pessoas que tragam verdade, lealdade, paz e crescimento. Gente que inspire você a evoluir, que esteja contigo nos dias bons, mas sobretudo que permaneça nos difíceis. Relações que não drenam, não diminuem, não competem… apenas fortalecem.
Tenha encontros que despertam.
Encontros que reacendem sonhos esquecidos, ampliam a visão da vida e fazem a alma recordar quem ela realmente é.
Há conversas que mudam destinos.
Olhares que renovam forças.
Presenças que nos tiram da superficialidade e nos aproximam do que realmente importa.
Nem todo encontro é acaso. Algumas pessoas chegam para alinhar caminhos, curar feridas e despertar partes de nós que estavam adormecidas. São conexões discretas, mas profundamente transformadoras.
Para o dia de hoje "Não repita apressadamente aquilo que ouve.
Informe-se primeiro da verdade. Pode ser uma verdade distorcida, pode ser uma meia verdade e que em nada lhe acrescentará, mas poderá causar graves prejuízos ao outro. Seja prudente:
"O silêncio é de ouro, quando se cala o erro do próximo".
A verdade é uma só…
Dos bastidores em geral
(políticos, humanos, íntimos)...
a única certeza que temos
é que não sabemos da missa
nem a metade...
O que chega até nós
é só o eco, o ruído,
a sobra da sobra
de algo muito maior,
muito mais sujo,
muito mais ardiloso
do que ousamos supor...
E eu, só de imaginar,
sinto horror,
sinto náusea,
sinto o peso de tudo
o que nunca veremos,
de tudo o que é varrido
para debaixo do tapete,
para trás da cortina,
para debaixo da mesa,
para dentro das sombras
onde a verdade apodrece
sem testemunhas...
©️✍@MiriamDaCosta
🌍 Manifesto à Hipocrisia Verde 🌳
Chamam de investimento
o que é, na verdade,
um perdão comprado.
Três bilhões de dólares
para silenciar o som das motosserras
que ecoam desde suas fábricas,
onde a madeira da Amazônia
vira móvel de luxo europeu.
Pagam
e se lavam das próprias culpas.
Pagam
e posam de santos do planeta.
Pagam
e o mundo aplaude,
porque o marketing é mais verde
do que qualquer floresta viva.
Não é benevolência,
é disfarce.
Não é investimento,
é penitência paga em dólar.
Enquanto isso,
há uma mineradora com bandeira norueguesa
cravando o chão da floresta,
bebendo o sangue da terra,
enquanto falam em sustentabilidade.
O nome disso?
HIPOCRISIA.
✍©️@MiriamDaCosta
#COP30 #Belém #MeioAmbiente
#CriseClimática #Noruega #TFFF
A verdade é uma performance,
que não precisa de improvisação
na sua encenação...
a verdade é um palco nu,
onde não cabem ensaios,
nem máscaras,
nem truques de cena...
ela se apresenta inteira,
despida,
implacável,
sem precisar inventar
um único gesto além de si mesma...
a verdade dança sozinha,
num palco silencioso,
onde cada movimento
brota puro, inevitável,
como se o coração da vida
fosse sua única direção...
não há improviso,
apenas a luz serena
daquilo que é...
✍©️@MiriamDaCosta
Não quero tapar meus
ouvidos à tua verdade...
Meu Deus, um temor
há no meu coração.
Não quero tapar meus
ouvidos à tua verdade
que grita.
No meu interior sinto a tua verdade.
Me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.
No mundo que criaste sinto a tua verdade.
Me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.
E se os anjos a tua verdade
sussurrarem,
me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.
A tua voz grita em silêncio.
Que eu não seja julgado
por ignorar
a tua verdade.
Me purifica pra escutar
E diante do Senhor reto caminhar...
Vamos repensar:
Nicolás Gómez Dávila:
“A inteligência moderna não busca a verdade, busca argumentos.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“A maior crise intelectual do nosso tempo não é a ausência de conhecimento, mas a ausência de sabedoria. As pessoas não procuram a verdade para transformar a própria vida; procuram argumentos para justificar os próprios erros.”
Vamos repensar?
Baltasar Gracián:
“A verdade geralmente chega tarde, porque a mentira chega primeiro.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“A mentira corre porque não precisa carregar o peso da realidade. A verdade caminha porque precisa sobreviver ao julgamento, ao ego e às ilusões humanas. Vivemos uma época em que a velocidade da informação superou a velocidade da reflexão.”
Se eu não sei quem sou de verdade, quem é esse “eu” que responde quando me chamam?
Talvez essa seja a pergunta que passamos a vida inteira evitando responder.
Recebemos um nome antes de descobrir uma identidade. Herdamos crenças antes de desenvolver consciência. Aprendemos a representar papéis antes mesmo de conhecer o autor da própria história.
Passamos tanto tempo tentando ser alguém que nos esquecemos de descobrir quem somos.
Chamamos isso de personalidade.
Mas, e se personalidade for apenas a máscara que a sociedade aplaudiu até você acreditar que era o seu rosto?
O espelho nunca revelou você. Apenas refletiu sua aparência. A consciência, porém, revela aquilo que nenhuma imagem suporta mostrar.
Quem é você quando não há plateia?
Quem é você quando todas as expectativas morrem?
Quem é você quando o silêncio começa a fazer perguntas?
Talvez o maior erro da humanidade tenha sido procurar identidade no mundo, quando ela sempre esteve escondida no interior. Procuramos reconhecimento sem antes nos reconhecermos. Queremos ser vistos sem nunca termos nos enxergado.
É estranho…
Passamos a vida dizendo “eu penso”, sem perceber que boa parte dos nossos pensamentos nunca nasceu em nós.
Dizemos “eu quero”, sem saber quem escolheu os desejos que chamamos de nossos.
Defendemos opiniões que nunca examinamos.
Vivemos histórias que nunca escrevemos.
Se a mente mente, quantas das suas certezas são apenas mentiras bem organizadas?
Talvez você nunca tenha perdido a si mesmo.
Talvez nunca tenha se encontrado.
Existe uma enorme diferença.
Perder pressupõe possuir.
Como perder aquilo que nunca conhecemos?
Eis o paradoxo: passamos a vida procurando o sentido da existência, enquanto ignoramos a existência de quem procura.
Queremos descobrir o propósito da vida antes de descobrir quem está vivendo.
Talvez seja por isso que tantos chegam ao fim da caminhada sem jamais terem partido.
Respiraram.
Trabalharam.
Consumiram.
Envelheceram.
Mas nunca nasceram para si mesmos.
A maior distância não separa dois lugares.
Separa a pessoa da própria consciência.
E talvez a pergunta mais importante da vida nunca tenha sido:
“Quem sou eu?”
Mas sim:
“Quem ficou em meu lugar durante todo esse tempo?”
Carlos Eduardo Balcarse
11/06/2026
Ruínas da verdade
Chegam os tempos das incertezas.
Quando quase nada encanta,
ao saber da verdade dos truques;
A magia de tudo se esvai.
Os belos discursos, o teor das palavras frenéticas,
perdem a veemência
com o caráter de papel do preletor.
A democracia é relativa aos interesses;
E a vergonha se mede pelo tamanho e pelo lucro da barganha.
As casas e os homens da justiça
parecem recicláveis, misturas de tudo.
O poder nas mãos de roedores,
que nada plantam, nada produzem,
só consomem e deixam restos.
Tempos de incertezas, rumos ao caos.
Caminha-se para a ruína
no tempo de tantas informações.
A ganância consome
primeiro a capacidade de projetar um futuro melhor.
Eu não escrevo para ensinar uma verdade. Escrevo para registrar uma percepção.
Não tenho interesse em convencer ninguém.
Tenho interesse em observar.
Questionar.
Escutar.
Algumas respostas vieram dos livros.
Outras vieram das pessoas.
Mas as mais profundas nasceram no silêncio, quando parei de procurar quem confirmasse minhas perguntas e comecei apenas a contemplá-las.
Tudo o que escrevo é uma fotografia da minha consciência neste momento da existência.
Amanhã talvez eu pense diferente.
E isso também fará parte da evolução.
A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.
Dizem que sou jovem e que o mundo ainda vai me ensinar muito, mas a verdade é que eu já aprendi o suficiente com a gente. Aprendi que o amor não é esse conto de fadas que os tolos insistem em celebrar. Para mim, ele se revelou como uma nuvem carregada: pesada, escura e cheia de uma chuva que não limpa, só inunda.
O amor fere. E o meu coração, por mais que eu quisesse que fosse feito de aço, não foi forte o suficiente para aguentar tanta dor. Você foi a chama que ardeu bonito no começo, mas que acabou me queimando quando o fogo ficou alto demais para eu controlar.
Olho ao redor e vejo pessoas buscando essa tal "felicidade e união", e confesso que sinto uma mistura de pena e cansaço. Elas estão se enganando. Eu sei a verdade agora, e ela é amarga: o amor parece uma mentira bem contada, desenhada apenas para nos deixar tristes no final.
Não estou dizendo isso com raiva, mas com a clareza de quem finalmente parou de tentar se enganar. Minhas cicatrizes são a prova de que eu estive lá, de que eu tentei, mas que saí ferido.
Talvez um dia eu mude de ideia, mas hoje, tudo o que sei é que dói. E eu preciso de silêncio para ver se essas marcas param de sangrar.
Hoje eu entendo muitas coisas que antes eu me recusava a enxergar. Eu te amei de verdade, com um coração limpo e uma sinceridade que não se encontra em qualquer esquina. Para mim, o que vivemos nunca foi algo passageiro, nunca foi uma brincadeira ou um passatempo.
Enquanto eu depositava sentimento, cuidado e verdade em cada detalhe, você parecia estar apenas deixando o tempo passar. Fui íntegro em cada palavra, em cada atitude e em cada momento que escolhi permanecer ao seu lado. Nunca escondi o que sentia, nem hesitei em mergulhar no que acreditava que tínhamos. Eu confiava nas nossas conversas e em tudo o que, para mim, exalava realidade.
Mas o tempo é mestre em tirar as vendas dos nossos olhos. Comecei a perceber o que o meu coração, antes ocupado demais amando, não me deixava ver. Dói encarar o fato de que, enquanto eu me entregava por inteiro, talvez eu fosse apenas um intervalo na sua vida — alguém para ocupar um espaço vazio por um tempo determinado.
O que mais machuca não é a distância física ou o fim do ciclo em si. O que realmente fere a alma é perceber que eu vivi uma verdade sozinho. É notar que o brilho que eu via nos nossos olhos era apenas o reflexo da minha própria dedicação, enquanto você mantinha os pés no raso, pronta para partir a qualquer momento.
Dizem que o tempo cura tudo, mas a verdade é que o tempo apenas nos ensina a conviver com as cicatrizes. Por muito tempo, as suas palavras e atitudes foram o que definiu o meu humor e o meu valor. Mas as feridas fecharam e deram lugar a uma percepção nova: ninguém tem o poder de me destruir, a menos que eu permita.
A frieza que encontrei em você me ensinou a valorizar o meu próprio calor. Hoje, não olho para trás com arrependimento, mas com a clareza de quem sobreviveu a uma tempestade e agora aprecia o silêncio. Vou me reconstruir longe do peso das suas mentiras e da sua indiferença. O que tínhamos se dissolveu, e o que restou de mim é mais forte do que tudo o que você tentou quebrar.
Quem pensa que todos são perfeitos não sabe enxergar a realidade.
Na verdade, vê tudo com vaidade.
Pois a vaidade não se resume a um rosto bonito e à beleza física; ela também se manifesta no ato de achar que conhece os outros melhor do que eles mesmos, enxergando apenas os defeitos e ignorando as qualidades.
Quem age assim, sempre achando que está certo, mas sem conseguir ser um exemplo, acaba se tornando amargo, tomado pelo ego e pelo orgulho no peito. Cuidado!
Em vez de uma verdade absoluta e universal, sobre a natureza da existência e a presença inevitável do sofrimento e do fracasso, que pode ressoar de forma diferente com base nas experiências de vida e na perspetiva de cada indivíduo.
A perda, de alguma forma, é uma condição universal e constante na experiência humana.
Verdade
A facilidade encanta os olhos,
promete atalhos, oferece descanso.
Mas nem tudo o que chega sem luta
permanece quando o tempo faz seu balanço.
É na subida íngreme,
quando o fôlego falta
e a esperança é a única companhia,
que a alma revela quem realmente é.
O ouro conhece o fogo.
A árvore enfrenta o vento.
O rio encontra o mar
porque não desiste do caminho.
A dificuldade não é inimiga;
é a porta que separa o desejo da convicção.
Pois aquilo que é verdadeiro
não teme o tempo,
não foge da dor,
não precisa de atalhos.
A facilidade seduz.
A dificuldade transforma.
E só quem atravessa a tempestade
descobre o valor de um céu limpo.
