Textos de Tristeza do Amor
indignado, sim, estou indignado
Me sinto indignado com este cansaço
E essa indignidade, não só do cansaço, mas da sociedade
Malditos ridículos, me deixam na dúvida de saber se sou digno até mesmo de me sentir cansado
Pessoas e pessoas, se ao menos elas estivessem tão cansadas como pessoa
E eu sei que minha voz não ecoa
Mas aqui estou eu. INDIGNADO
Medita o bardo em silêncio profundo...
Na tarde cinza dum dia sem cor,
a alma chora seu revés sem rancor
mas, o coração se afoga em lago imundo!
Descem lágrimas em pingos de dor...
Cada suspiro é lamento rotundo
e, só a tristeza habita o seu mundo
desprovido da alegria do amor!
Sua alma é noite escura de agonia...
Porém, no fundo, uma luz a brilhar,
traz promessa de novo porvir, pois
a tristeza, embora possa durar,
é passageira como a ventania
que destrói, mas traz beleza depois!
Adeus
Onze anos luta e como todos sabemos uma hora quem sempre luta também tem quer perder, onze anos sendo forte e apanhado caindo levantando, colocando mas caras e dizendo que está tudo bem, ajudando ou outros sempre sorrindo onze anos colocando uma máscara que hoje não me cabe mais, o peso dessa máscara já não me convém onze anos apanhando e dizendo é só uma fase ruim uma fase que nunca chega ao fim mas talvez esse seja o fim deixar as máscaras cair e dizer não sou tão forte como imaginei não sou tão resiliente como pensei a dor vem e vai mas toda vez que volta me destrói e a sensação diferente física e emocionalmente onze anos quem suporta tampo tempo assim sem colo sem um ombro amigo o sentimento é de estar de pé em frente a um abismo sem coragem de pular mas na esperança da terra em baixo dos pés desbancar e por fim em todos esses onze anos tenho raiva de mim mesmo por não ter a coragem de pular no abismo pois é até uma ironia se sentir abandonado por Deus e ter que aguardar algo divino pra por fim nisso tudo.
A dor de estar morrendo por dentro
Por fora, um sorriso disfarçado,
Por dentro, um grito abafado,
A alma em pedaços, sem chão,
Ninguém ouve o eco da escuridão.
Caminha sozinho, sem direção,
Nas sombras, se perde a razão,
O peito, uma tempestade sem fim,
O peso da vida, um fardo ruim.
Olhares que não veem a dor,
Palavras que não tocam o amor,
O silêncio, um abrigo fatal,
A dor de estar morrendo, é surreal.
Se ao menos uma mão se estendesse,
Se ao menos alguém percebesse,
Que viver é um ato de fé,
E que o amor pode ser a única saída de pé.
Mas a dor de estar morrendo por dentro,
É um abismo profundo, um tormento,
Que se esconde atrás de olhos cansados,
E deixa corações quebrados.
Que nunca falte empatia e cuidado,
Para quem está perdido e calado,
Pois às vezes, o maior grito é o silêncio,
E o socorro vem do amor intenso.
Onde é que andam os teus sonhos
E aqueles pensamentos risonhos
De mudar o mundo?
Senta aqui um segundo, vamos conversar
Eu quero ouvir da correria da tua vida
Da tua falta de tempo
Das lutas e das tretas
E também do fundo daquela gaveta
Onde eu sei que os teus sonhos foram parar
Onde é que anda aquela criança
Que via a vida como uma dança?
Hoje ela cresceu e se tornou você
Mas eu sei que de vez em quando ela te visita
E quando ela vem, você acredita
Ou prefere a esquecer?
E dizer que a vida adulta não dá margem
Tirar um dia pra ser criança é bobagem
Porque você tem muito mais a fazer
Quando foi a última vez que você andou de pés descalços?
Quando foi a última vez que surpreendeu alguém que ama com um longo abraço?
Quando foi a última vez que tirou um dia 100% pra você, sem pensar em mais nada?
E quando foi a última vez que você chorou… mas de tanto dar risada?
E aí tem aquela histórinha assim:
– Vamos marcar algo?
– Ah, não… Semana que vem, talvez!?
– Pô cara, eu tô com saudade tua!
– Eu também! Um dia desse ligo pra vocês…
– Faz tempo que a gente não se vê, né!?
– Ah, verdade, é que a minha vida agora tá uma correria!
– Pô, então aparece lá em casa!
– Claro… Logo, logo eu te aviso o dia…
Isso me lembrou de um grupo de amigos
Que ficou vinte anos se reunindo e sempre faltava alguém
Toda vez que estavam juntos era só:
– Ué, hoje o fulano não vem?
Se ia um não ia outro
Quando não cancelavam o encontro também
Mas no dia que o Marcão morreu
No velório não faltou ninguém
Você já parou pra pensar que o tempo com seus pais e avós é extremamente limitado?
Que o teu cachorro tão amigo não vai passar a vida inteira do seu lado?
Que os anos só vão seguir voando de um jeito cada vez mais veloz?
E que se você não tem tempo agora
Você vai arranjar tempo, mas vai ser naquele dia que te faltar a voz
Vinte, trinta, quarenta, cinquenta
Década após década, essa chance só aumenta
Com sorte… Com sorte a gente vive, sei lá, mais ou menos até os oitenta
Quando tempo você ainda acha que tem?
E mais do que isso: quanto mais você aguenta?
Quantas despedidas você ainda tem pela frente?
Quantas dores, machucados, decepções com todo tipo de gente
Quantas vezes você ainda vai votar pra presidente?
E será que a gente vive pra ver pelo menos um político decente?
A vida conta mesmo é nos pequenos momentos
Você vai ter derrotas, quedas, mágoas
Daquele nosso time rebaixamentos
Mas o mais importante de tudo e que eu acho que vocês estão esquecendo
Quantos pequenos sorrisos ultimamente você anda tendo?
E aí tem aquela histórinha assim:
– Vamos marcar algo?
– Ah, não… Semana que vem, talvez!?
– Pô cara, eu tô com saudade tua!
– Eu também! Um dia desse ligo pra vocês…
– Faz tempo que a gente não se vê, né!?
– Ah, verdade, é que a minha vida agora tá uma correria!
– Pô, então aparece lá em casa!
– Claro… Logo, logo eu te aviso o dia…
Isso me lembrou de um grupo de amigos
Que ficou vinte anos se reunindo e sempre faltava alguém
Toda vez que estavam juntos era só:
– Ué, hoje o fulano não vem?
Se ia um não ia outro
Quando não cancelavam o encontro também
Mas no dia que o Marcão morreu
No velório não faltou ninguém
A vida no "às vezes é assim":
Uma loucura sem fim
Montanha russa a todo vapor
Que sobe - que desce
Maré mansa
Amanhecer sem sabor
Caminhar sem sentir
Indiferente ser
Melindrado estar
Querer fugir
Gritar
Esconder-se
Não saber,
Não entender: as lágrimas descem
Histórias vão
Dores permanecem...
No vai e vem constante
Sorrisos camuflam a angústia que não quer desaparecer
Lágrimas suavizam e cicatrizam a fundo em meu ser
...
Mas o tempo, cruel e implacável,
Escorre por entre os dedos como areia fina,
Levando consigo a esperança, a força e a fé.
E a vida, antes um palco de sonhos e desejos,
Se transforma em um palco vazio,
Onde a melancolia dança em silêncios fúnebres,
E a alma, cansada de lutar,
Se curva sob o peso da solidão,
Em um lamento silencioso,
Um sussurro perdido no vento.
NO ÀS VEZES É ASSIM...
13/09/2024
... (a.c) ...
Meu próprio algoz
Eu pensava sobre o futuro
O que queria fazer
Com quem queria viver
Do que iria viver
Até não mais, querer viver
O sentimento que era bom foi esfriando
O amor que sentia era difícil mostrar
Ou o carinho que gostaria de expressar
O eu te amo que eu desejava falar
Agora sentia minhas vontades e desejos me deixar
E fui vivendo essa transformação da alma.
E um vazio virou da cabeça o porta-voz
Uma angustia tão forte me tirava a voz
E hoje vivo lutando dia após dia
Com o desejo Amargo de me tornar meu algoz
???
Eu me sinto vazio, vagando por essa imensidão de oportunidades e sentimentos, eu ainda me sinto vazio. É como se me apertassem como uma pasta de dente e falarem: "Ops, está vazio." E descartarem, como se eu não existisse mais, como se as minhas dores não fosse realmente válidas, como se eu tivesse sofrido pouco, como se eu tivesse sentido pouco, mas afinal: O que eu sou? Se sou descartável, o que eu sou?
Ao ouvir meus raps de reflexão, percebo minha imaturidade, sou muito racional em certos momentos, mas isso é errado, meço o mundo com minha régua, e esqueço que somos 7 bilhões de pensamentos.
Tenho que amadurecer emocionante, e, por incrível que pareça, tenho que ser mais flexível com as pessoas, principalmente com quem amo e gosto, a racionalidade só serve no mundo ideal que existe em minha cabeça psicótica, na vida real, o mundo ideal é uma ficção.
Arrependimento
Não se escolhe arrepender-se;
arrependimento é um sentimento.
Manifesta-se na alma,
na inquietação do espírito,
na angústia que sufoca o peito
e esmaga nossos corações.
O arrependimento ecoa no choro,
represado na garganta,
na dor, no desespero pelo perdão,
no desgosto nos olhos de quem nos ama,
no remorso incontrolável
pelo passado que não se desfaz.
Arrependimento não se escolhe;
é algo sentido.
Pra não dizerem que não fui mediocre - Ao meu amigo Alexandre
Tudo é podre no mundo. Que importa?
Se a ferida que tenho está morta
Maldito tédio; bates minha porta.
Ferida do tempo, ainda me corta.
A dor ao meu passado me transporta
O Peito bate mais do que suporta
E sinto explodir à minha aorta
Apenas minha fronte me conforta
Embora a coitada esteja torta
Vive presa e leve como esporta
Cai guardada, em um vaso de retorta.
Que à minha alma à distância exporta
Por isso o sofrimento me recorta
Como, na pior das safras, a horta!
coração esmigalhado
pelos lábios de quem diz amar
sonhos todos despedaçados
pelos braços de quem DEVIA cuidar
sou apenas um
mais um nesta multidão
de infames seres mal tratados
sem esperança
sequer uma ilusão
sou esquecido dos deuses
neste universo desfigurado
centro de todas as culpas
palco de todas as agruras
vítima de todas as dores
tudo
porque
nunca
fui
amado!
O espectador (início dado em 2023)
"[...] Mas os piores sentimentos do mundo são, definitivamente, aqueles que são capazes de mudar a sua perspectiva sobre si mesmo de uma maneira negativa. Eles chegam até você em forma de descoberta e impactam tanto quanto uma epifania.
Isso acontece por causa de um detalhe específico: nós sempre estamos buscando respostas para as nossas ações e situações pessoais, e tendemos a crer mais facilmente nas teorias mais pessimistas, além do mais, o que é negativo gera mais impacto por causa do fator "dor".
E o que parece ser mais real do que a dor? A felicidade pode ser falsificada muito mais facilmente do que a dor, e pior do que isso, realizamos este trabalho diariamente. A dor é a constante que definimos como a verdadeira.
Toda a nossa vida gira em torno de amor e dor, como um ciclo, e a ideia de que é impossível sair do círculo da dor é extremamente convincente porque aparenta ser uma conclusão lógica, mas é apenas uma suposição pessimista mascarada.
Assim, ao perceber que há algo na sua vida que está dando errado novamente e que isso se repetiu incontáveis vezes, por exemplo, este "algo" começa a se parecer com um evento canônico impossível de ser evitado. Esta ideia é impulsionada pelo fator "epifania", e este, por sua vez, pelo "dor".
Quanto mais este evento ocorre, mais real esta teoria se demonstra, e mais desesperadora é ela.
No fim, tememos cada vez mais que a nossa realidade dolorosa se estenda até que deixemos de respirar.
Qualquer coisa que nos tire dela nos causa um grande alívio. Não queremos sentir que estamos presos num calabouço de tortura que chamamos de "vida" e, no epílogo, pensarmos "nada disso valeu à pena".
Quanto mais vezes o evento ocorrer, mais deprimidos ficamos."
Tributo ao Meu Pai: Lembranças de uma Rotina Perdida
Eu sinto falta do meu pai.
Sinto falta das manhãs descontraídas
Dos churrascos e almoços de domingo
Das conversas sobre geopolítica pós-aula
Dos momentos que passávamos juntos
Das viagens que me proporcionaram boas e velhas memórias
Do caloroso e forte abraço do Dia dos Pais
Das lições sábias que aprendia com o senhor
Do conhecimento que compartilhávamos juntos
Eu sinto falta da minha velha rotina
Da minha velha rotina que não volta mais!
Aquela rotina da qual eu costumava ser feliz
E que hoje só perdura na minha memória,
Nas profundezas do meu coração,
Em minhas vísceras,que alimentam o falso sentimento de que algum dia eu possa ser feliz de novo
Será que algum dia alguém poderá me amar e me cuidar do jeito que o senhor fazia?
Não sei!
Só sei que sinto sua falta!
E que estás marcado em cada lembrança que rege minha vida…
COBRANÇA
devia ter vivido mais
ter feito realmente tudo que eu queria fazer
ter comido tudo aquilo que não comi
ter bebido tudo que não bebi
ter chutado tudo pra cima
viajado e curtido a vida
sem me preocupar com o dia de amanhã
que já é hoje
extravasado todos os desejos juvenis
que ficaram reprimidos por acreditar que assim
minha idade madura seria saudável
que curtiria minha velhice
não fiz não comi não fui não curti
e tudo se foi
o tempo passou a idade pesou
com ela todos os problemas
que vem atrelados aos seus dias somatórios
agora se apresentam
se tivesse feito talvez nem estivesse aqui
não o fiz e o resultado não foi dos melhores
a química foi ruim genética problemática
não preciso de fatores externos para me ferrar
a natureza já se encarregou disso
se tivesse feito seria alvo de criticas
todos me diriam que tudo que me cabe
foi culpa minha que eu gerei todos os problemas que tenho
e satisfatoriamente eu responderia
eu mereci,MAS EU VIVI
ALVORADA TRISTE
A alvorada rompeu melancolicamente
Carrancudo o dia, disperso no outrora
A alma vazia, a apertura o que sente
Pendente, onde a sensação é demora
O cortejo das horas, tão lerdo, agora,
Canta friamente um canto descontente
E na mente vozejos que dá vida chora
Desroscando a tristura à minha frente!
A manhã vem chegando, tudo um nada
A procura do que é vão, nem ninguém
Pois, tudo faz da situação tão delicada
A prostração onde a emoção é atada
Cutuca, cá no cerrado, não sei quem
Ou o que, vem, compassar está toada!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13 março, 2024, 13’55” – Araguari, MG
À Fernanda Beregeno pelo dia de hoje
Estilhaços.
Cada dia que passamos
Um vida se compôs
Um poema
Uma letra
Musicas , sons
Nada meu era só meu
E sua vida me enchia
E repleta de amor
Um futuro eu seguia
Planos, descobertas
Cenas de novela
Passamos segundos de amor
E mesmo ainda nas guerras
Te amei e ainda amo
Mas a vida vai passando
E cada estilhaço que sobra
Mostra a roda que se forma
Um ciclo de cobranças e mágoas
De lembranças e de falácias
No amor muitos falham
Mas as falham não se instalam
A nossa infelizmente
Por mais que eu muita vezes tente
Machuca como fel
Toda vez que a a porta bate
E te vejo indo ao léu
Me perguntou porque permaneço
Esperando seu sinal
Se o amor que por ti tive
Parece sempre estar no final
Toda vez que você se vai
outro dia se amanhece
E tua historia parece linda
Como se nela eu não pudesse
Nem estar , nem pertencer
Porque as vezes me pego a chorar
Achando que realmente
Eu já não deveria estar.
Mas teu não, tantas vezes
Ecoou por meus ouvidos
E mesmo que alguns deles também tenham sido meus
Acreditei num para sempre
Que Cássia disse que não existe
Mas com você parecia simples
Achar que ela mente
Tantos términos
Tantos mágoas prontas
Tantos 'adeus'
E cada dia mais, uma mensagem
Me leva as lagrimas
Não que eu não tenha passado noites
a espera de uma linha de retorno
Mas porque elas são as mesmas
De uma repetida mágoa de retorno
Queria te deixar ir
E me permitir chorar de vez
Porque no mundo que criei
Não soube te desenhar sem mim
Ate aqui.
Mas um dia há de acabar
Com você ou só em algum lugar
Se me perguntar
Minha resposta é pronta
Mas essa dor constante
Me deixa a divagar
Hoje por fim escrevi
O que lábios não querem falar
Nossos diálogos cessaram
E me coloco só a pensar
Pensar e pensar
E pensar.
Te vejo ao sol
Te guardo na lua
Mas sem mim sinto q brilhas
E ao meu lado, se sentes nua.
E me perguntas, me questiona
Que amor me leva a tona?
Aos estilhaços venho a beira
E te grito, vai e seja!
Na dor de cada letra
Somos menos do que fomos
E aqui chegamos tristes
Tristes mesmo e já não somos
Nós.
Pena, como um fio de navalha, corta-me o peito,
Palavras como punhais, cravam-se no meu leito.
Não me lamente, não! Para mim, sua dó é vã,
Reserve suas lágrimas para o sofrimento alheio, para a dor que nunca sã.
Dizem que sou feliz, mas é uma farsa sem fim,
Em meu coração, um abismo, um grito sem fim.
Solidão é minha única amiga, minha sina, meu fado,
Seu olhar de compaixão é uma ferida, um fardo desgraçado.
Óh, Pai dos céus, óh, Deus que não responde,
Por que este jogo? Este tormento que me esconde?
Piedade, suplico, em prantos me desfaço,
Minha mente é uma prisão, onde me enlaço, onde me embaraço!
Invisível, me tornei, um eco sem voz,
Ignorado, esquecido, em um mundo atroz.
E agora me pergunto, no vazio e na amargura,
Será que a pena que recusei poderia trazer ternura?
Não sei, não sei, a dúvida me consome,
Mas sei que neste deserto, não há consolo, nem nome.
Assim, no silêncio, na solidão eterna,
Eu me desfaço, sou nada, uma alma frágil e terna.
Se os próprios sonhos embotam a vida
o que será de mim
sem a possibilidade de criá-los?
Se as próprias asas tornam-se feridas
o que será de mim
sem a chance de usá-las?
Se os próprios dedos forjam a mentira
o que será de mim
sem a possibilidade de amá-los?
Se as próprias vozes ocultam a lida
o que será de mim
sem a possibilidade de encontrá-las?
