Textos de Saudade

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O descanso não é a ausência de trabalho, mas a presença de si mesmo. Quem pede permissão ao mundo para parar revela que ainda é escravo da utilidade alheia. A verdadeira soberania consiste em saber fechar os olhos no meio do mercado e declarar que a sua paz vale mais do que qualquer urgência fabricada.

O silêncio que você busca não é a ausência de som ou pensamento, mas a ausência de conflito interno com o que está acontecendo. É um silêncio que coexiste com o movimento da vida, que não depende de condições ideais. Quando isso é compreendido, a prática deixa de ser um esforço pontual e se torna um estado disponível em qualquer circunstância.

Você pode perceber a importância de um momento sem que ele se torne saudade. Adeus não é a única forma de se despedir. Tem outras maneiras de dizer adeus, substituindo por um "até logo". Porque eu sei, eu sei que você voltará a mim. E não a nada que acabe com o amor entre duas pessoas, ainda que prevaleça.

O fato é que na vida haverá pessoas que na ausência delas você sentirá falta e desejo de estar pertinho, já outras você sentirá um tremendo alívio e pura felicidade da ausência delas! Por isso que temos que ter muito cuidado nos relacionamentos em geral, pois uma dessas pessoas certamente nos tornaremos também, para elas!

Teu cheiro! Mas teu cheiro não é só perfume, é memória que não sabe partir, é saudade que dorme na minha pele e que acorda toda vez que penso em ti. Teu cheiro tem gosto de ontem, das risadas que ainda ecoam em mim, dos sussurros e das promessas sussurradas no escuro, que eu fiz esquecer, mas não sei fugir. E quando o peso do mundo cai em meus ombros, é teu cheiro que me mantém de pé, e ele me lembra de quem eu fui contigo e de quem eu ainda sou quando não estou com vc. Teu cheiro ainda mora nos nossos lençóis, nas minha camisas preferidas e nas músicas com melodias de saudades dos momentos que vivemos juntos. Teu cheiro é amor que não pede licença, é ausência que teme ficar. É presença invisível que me ensina a todo tempo a não te soltar! E se me perguntarem qual é o meu vício, qual é minha fraqueza e o meu lar, direi sem medo e sem defesa que o meu perfume preferido sempre foi te amar!

"A perfeição não está na ausência de falhas, mas na solidez da estrutura que você mantém de pé enquanto o mundo ao redor desaba; é entender que cada cicatriz é um reforço no alicerce e que a verdadeira maestria consiste em converter a pressão da realidade no diamante bruto da sua própria identidade, sem nunca permitir que a mão do destino escreva uma linha que não tenha sido ditada pela sua própria coragem."

A vida é uma constante oscilação entre o prazer e o sofrimento, sendo o prazer apenas a ausência temporária do sofrimento. A tristeza, portanto, não é um estado excepcional, mas sim a condição normal da existência, segundo Schopenhauer. Desde de a infância somos orientados a “engolir” o choro, na vida adulta mascaramos ele com remédios, vícios em drogas, jogos ou alcoolismo e também com a religião. Todos os dias vestimos máscaras sociais que nos impedem de sentirmos a angústia de forma reflexiva. Somos projetados na felicidade alheia, sem ter tempo de saber qual a nossa de verdade, e nisso vamos conquistando coisas, pessoas e lugares que não se encaixam no nosso mundo. Como poder ter um momento melancólico existencial sem ser chamado depressivo, estranho ou “carente”? A solidão é a dádiva dos pensantes, um universo de possibilidades. Se você vive em um mundo de aceitação total das coisas, não consegue observar verdadeiramente a vida. Essa contemplação começa dentro de si, no momento de estar em paz consigo mesmo.

Tudo volta, o dia, a noite, a fome, o sono, volta a saudade quando achamos que ela já passou. Volta o medo quando pensamos que ele embora. Volta a dúvida quando a certeza já não explica mais. Tem até um ditado que diz que "a vida dá muitas voltas" e dá. E nessas voltas ela bagunça tudo ou põe tudo lugar.

"A saudade é a teimosa presença daquilo que já se foi, mas que a alma se recusa a deixar partir. Ela faz da memória morada permanente, consentindo que a ausência habite nossos espaços mais íntimos. Se uns falam dela com leveza, outros escolhem o silêncio, não por indiferença, mas porque mexer em certas lembranças é revisitar abismos contidos."

A saudade não chega com alarde. Insinua-se devagar, como a luz da tarde que atravessa a janela e repousa, silenciosa, sobre o que ficou. É feita dessas imagens que os olhos um dia acolheram, como foi um gesto, um rosto, um instante, e que o tempo levou consigo, sem jamais apagá-las por inteiro. Porque há vivências que, quando verdadeiras, não se deixam partir: apenas mudam de lugar e passam a existir, em silêncio, dentro de nós."

"Só percebemos a grandeza dos dias felizes quando a ausência deles nos ensina o peso da saudade. A felicidade, muitas vezes, passa silenciosa, sem alarde, disfarçada de rotina e somente depois, quando chegam os dias difíceis, compreendemos que havia luz onde antes víamos apenas normalidade. Por isso, a sabedoria está em reconhecer a beleza do presente antes que ele se transforme apenas em lembrança."

A ausência de resposta imediata também te ensina a não depender de confirmação o tempo todo. Porque, se toda decisão precisasse de um sinal claro, você nunca desenvolveria discernimento. Em algum momento, você precisa caminhar com o que já sabe, com o que já entendeu, mesmo que não tenha uma nova validação.

Saudade é lembrança de um passado maravilhoso recordações que ficaram para traz é como a fumaça que se propaga no ar onde aquela lembrança não se apaga mais ,saudade é uma dor que não tem cura pode procurar os melhores especialistas não existe remédio para a cura da saúdade só se um dia tiver um encontro casual pra combater essa enfermidade mortal

Sérgio O Cancioneiro Eta saudade danada dos meus tempos de piá,...Em que eu brincava tão solito nas sombras dos maricás,...Corria feliz pelo campo um ar puro pra respirar,...Nossas raízes são tão belas pra se relembrar,...Até das vacas no campo que eu tinha que buscar,...E a cachorra de estimação ia comigo ajudar,...Pra botar na mangueira pra meu velho Pai cedito o leite tirar,...Hoje só lembranças pra se recordar,...Feliz daqueles que ainda tem essa maravilha pra visitar,...Porque eu o destino privou os meus olhos de nunca mais olhar,...Pois a tecnologia avançou e veio pra acabar,...Com os meus sonhos mas os de outros realizar,...Mas ficou a saudade e a lembrança que me faz chorar...

Quando você olhar uma pessoa e sentir: vontade de ficar perto, carinho, desejo, respeito, saudades, ciumes, vontade de brigar por não ter atenção (mesmo tendo), sentir que o tempo não passa quando estão juntos, mas passa rápido quando e hora do adeus, saiba que são alguns dos sintomas do AMOR.

O silêncio vestiu a madrugada de veludo e eu respirava a saudade que escreveu meu nome na areia do tempo, quando as estrelas aprenderam a habitar o oceano. Eu colecionava segredos que nenhuma árvore ousa revelar, mas as flautas cantam em forma de melodia e um dia talvez chegará à sua retina. Eu bebo lentamente a luz esquecida das águas e sou margem de muitos rios. Meu coração é uma biblioteca onde os relógios adormecem e a eternidade mora nos meus olhos de lembranças. Eu guardo a memória das nuvens no horizonte que fita o eterno em nossas mãos afetuosas, que cobre o chão de orquídeas. Eu acendo as constelações no inverno a bordar cristais na pele da manhã. A esperança caminha descalça sobre luzes incandescentes. O crepúsculo dissolve o ouro no sangue do céu e chove dourado em nossas escamas. O espelho conhece o rosto de sua ausência, mas a chuva penteou os cabelos da terra vermelha. Eu te falo de longe em sussuros de idiomas que apenas seus olhos compreendem. Cada folha caída é uma carta que eu escrevi e o outono enviou. O vento esqueceu sua infância entre os pinheiros, mas eu não me esqueci de seu sorriso altiveiro. Desconheço o vazio, pois levo sua face no sol e descanso debaixo de uma árvore de flores rosa e tudo é candura em minha rosto. Diriam que as cinzas ainda guardam o perfume do fogo e eu diria que minhas mãos guardam o aroma de lírios e açucenas brancas na tarde de paz. As flores conversam com o sol no idioma elísio e no céu e na terra vivemos o paraíso. O eco envelhece antes de encontrar quem o escute. Mas eu tenho palavras fartas nos dedos. O destino desenha labirintos em minha face, mas a tempestade aprende delicadeza ao tocar uma pétala. Eu repouso sobre o íngreme da montanha e avisto de longe a cidade que guarda as pessoas em edifícios. Toda lágrima conhece o caminho do oceano, mas minha alegria conhece sua língua e somos fluentes em querer bem as pessoas que conosco caminharam estrada. E sou feliz por existir e ter um rico passado. O presente me enche de glórias humildes e o futuro me parece o infinito que cabe dentro de um único instante.

⁠" Hoje, em meio aos pedaços do meu coração, a saudade do nosso amor, que você dizia ser verdadeiro, veio a minha alma. E com ela, pensamentos juntos vieram me atormentar. Já estou castigada com a solidão que você deixou em meu coração, não diga que não, pois sabe o quão doloroso é a dor de uma separação. "

A cidade respira em mim como uma ausência iluminada — janelas acesas que não aquecem, prédios que se erguem como lembranças que não voltam — e no meio desse concreto, há um silêncio que grita teu nome, como se Hilda Hilst sussurrasse ao pé do ouvido que amar também é perder-se em si, enquanto Caio Fernando Abreu me ensinaria que a dor tem um jeito bonito de permanecer, quase digna, quase fé, e ainda assim, caminho — meio quebrado, meio inteiro — porque existe algo maior que essa penumbra que insiste em ficar, algo que pulsa mesmo depois da despedida, algo que H. G. Wellington talvez chamasse de força invisível: essa estranha coragem de continuar, mesmo quando tudo dentro de mim ainda está indo embora.

O castigo mais cruel não é a ausência do objeto desejado, nem a idealização utópica de si que jamais se realizou — é a proximidade eterna daquilo que se pode ver, sentir, imaginar, mas nunca alcançar. Há tormentos que não nascem da falta absoluta, mas da presença inacessível: aquilo que permanece ao alcance dos olhos e fora das mãos. E é justamente essa vizinhança impossível que prolonga o desejo até transformá-lo em prisão.

A solidão não é ausência de mundo — é excesso de interior não elaborado. O sujeito que a habita não encontrou ainda como processar as vozes internas que nunca foram silenciadas, apenas adiadas: os objetos internos em conflito, as identificações mal integradas, as lembranças que nunca encontraram repouso narrativo. Nesses espaços, o psiquismo vira vigia de suas próprias sombras, organiza ausências, pendura representações de afetos que talvez nunca tenham existido com a intensidade que a memória lhes atribui. O cárcere não é construído pelo externo — é sustentado pela dificuldade de atravessar a própria porta, que muitas vezes só exige que o sujeito cesse de guardar o que poderia ser, finalmente, largado.