Textos de reflexão sobre a vida para valorizar cada momento
►Madrugadas Infernais
Sonhei contigo hoje, Marina
Não sei se tive uma boa noite de sono
Acordar e não te ver acabou com a minha alegria
No sonho, estávamos na varanda, em fim de ano
Ficamos aguardando os fogos e, de repente, gritaria
Festejamos a virada da maneira mais linda que conhecíamos
Beijando, enquanto te carregava nesses meus braços finos
Acordei bem chateado, madruguei pouco sonolento
Partimos para tão longe, não é?
Hoje moramos em mundos distantes, você aí e eu aqui, escrevendo.
.
Não sei bem o que pretendo com essas palavras
Não sei mesmo, talvez só desabafar
Sei que não me tem mais em pensamentos, disse até que fomos uma farsa
Falei para os esquilos do bosque sobre você ontem, para aliviar
Pesa tê-la em minha mente como uma assombração que não acaba
Letras atrás de letras e, nada de você se apagar do meu pensar.
.
Pensei até em comprimidos para fechar meus olhos
Maracugina não surtiu efeito, tão pouco Dramin
Os últimos dias não tem sido dos melhores
Para conseguir descansar tenho vivido assim.
.
Ainda não sei como escapar dessa tormenta
Parece até as bermudas malditas
Preciso escapar e voltar a viver sem sofrência
Mesmo que eu tenha que madrugar em festas, Marina
Abaixarei essas cortinas, para sempre, e viverei alegremente
Em pura essência.
►Contemplação à Madrugada
Me sinto perdido
Sozinho neste mundo obscuro
Me sinto como um menino
Com medo do céu noturno.
.
As ruas barulhentas
O ar pesado que acoberta a cidade
As pessoas moribundas junto as suas algemas
Em fileiras encadeadas em várias partes.
.
Em noites turbulentas,
Pela janela enferrujada
Bem longe, estrelas espalham-se em beleza
Vê-las me preenche, como rosas perfumadas.
.
O aroma da morte em repouso sobre meus ombros entristece
O peso não desaparece na neblina
Passo, como um carvalho, a enraizar preces
Refletindo o que fiz de errado em minha vida.
.
Fiz versos como meu íntimo tanto pede
Pernas padecem pelas ladeiras que desci
Neste caderno confesso meus piores remédios
Doutor, espero melhora, mas, irei embora a sorrir.
CARTA ABERTA
O que está acontecendo com as pessoas?! É preocupante ver a quantidade de professores, livros e mídias com "receitas prontas" para praticamente tudo: Como fazer fulano se interessar por mim. Como fazer ciclano correr atrás de mim. Como enriquecer sem trabalhar. Como passar em concurso estudando X horas por dia. Como fingir que não estou interessado por alguém. Como isso? Como aquilo?! Que coisa CHATAAAA!!!! Está tudo tão “robotizado” que dar até medo. Gente, pelo amor de Deus, vão viver, sentir, explorar, aproveitar, serem vocês mesmos. A vida é uma só! Hoje em dia você não pode falar que gosta de uma pessoa para não parecer trouxa. Ah, por favor, né?! Você não deveria ter medo de ser rotulada de trouxa, e sim de se arrepender por ter deixado a oportunidade passar. Quem inventou que pagar de desinteressado faz o outro ou outra se apaixonar? Deve ser por isso que o ser humano está se tornando tão desinteressante, raso, frustante... Não existe receita para a vida, se houvesse teríamos nascido com um manual de instruções. Só existe o tentar e o não tentar, o aqui e o agora. Não precisa ter medo ou se importar com a aprovação ou comentários de outras pessoas, porque você é o único protagonista da sua vida. Não sinta medo de ser rejeitado ou ficar triste, você está nesse plano para cair e levantar, aprender e conviver com as emoções. Se você tentou e não deu, siga em frente. Você vai ver que a vida se torna bem mais leve sem o peso do arrependimento. Vá viver, curtir, conhecer novas pessoas e lugares, se permita, se teste, se conheça, se ame, faça o que te faz feliz. E, repito: A vida é uma só!
Angélica Vogel
Paisagem, Máscara
Escondendo suas emoções,
Escondendo seu verdadeiro ser,
Vazio e solitário,
Enbanja grande confiança e alegria,
Porém a cada dia que passa ver as cores do mundo se indo,
Vê a felicidade ainda presente se acabando,
Perdendo assim sua alegria,
Cada dia sendo apenas mais um dia,
Momentos sendo apenas momentos,
Vazio por dentro,
Olhando tudo ao seu redor sem vida,
Com medo do que pode acontecer,
Medo de perder o que ainda tem de alegre,
Sendo forte,
Sendo seu próprio suporte,
Aguardando seu trágico fim,
Aceitando a derrota,
Aceitando, mas não revelando a todos,
Sabendo que sua máscara ira cair,
Esperando assim poder revelar seu verdadeiro ser,
Cansado me encontro,
Cansado desse mundo preto e branco...
A vida é uma eterna peça de teatral....
Sobre o eterno duelo entre a razão e a emoção.
A peça é emocionante há brigas, sorrisos, lágrimas, erros e acertos.
Todos os atos da peça caminham em direção a um só sentido.
E quando finalmente se entende o sentido de todas as coisas.
Quando finalmente a jornada humana encontra o caminho da sabedoria.
A peça já se encontra em seu ato final.
Conhece a si mesmo?
Entendi desde cedo que posso criar um mundo com a minha imaginação, fugir da realidade:
Você deseja ser famoso e...
você é.
Deseja salvar o planeta...
está salvo.
Deseja se apaixonar...
A mente é como uma lâmpada mágica, mas está somente em sua cabeça, não na realidade que se encontra.
_ A vida não é como a gente quer ou como desejamos que ela fosse um dia e sim real.
QUAL O SENTIDO DA VIDA?
Que sentido faz a vida se não souber entender o porquê de tudo?
O por que nascemos? O por que andamos, falamos e comemos?
O por que uma criança faz tantos por quês?
O por que corremos, nos machucamos e choramos?
E por que caminhar sem entender o motivo de tudo isso?
Qual o sentido da vida se apenas viver e não souber entender
O não entender as fases de nossa história,
pois cada fase é um capítulo da nossa vida.
O por que quando passamos da fase infantil pra adolescência
Ficamos mais confusos, inseguros e autoritários?
Não entendemos nossas ações e não entendemos o sentido de todas as situações.
Qual o sentido que a vida tem?
Se não conseguir entender o porquê de tudo?
Será que basta apenas caminhar e seguir em frente?
Sem olhar para si mesmo e entender quem você é?
Sem entender o que você deseja para sua vida?
Sem entender seus comportamentos?
Suas emoções, sentimentos, sensações e percepções?
Sem entender aquela tristeza que amarga seu interior
Sem entender aquela felicidade que branda em seu rosto como raio de sol.
Sem entender aquela raiva que brota pelas frustrações das vontades e desejos não correspondidos.
Sem entender aquela preguiça que brota do nada fazendo a gente sempre continuar adiando nossos planos e dormir e dormir...
Sem entender que tudo pode ser diferente se você enxergar a si mesmo.
Sem entender o que é tudo isso e mais um pouco.
Por que agimos como agimos? Porque gostamos do que gostamos?
Qual o sentido de tudo isso?
Tudo fará sentido se você começar a entender o seu desenvolvimento,
O desenvolvimento de cada fase
Do nascer, do adolescer ao envelhecer
As mudanças que a vida nos coloca
E não apenas viver sem sentido e deixar a vida levar
sem entender o porquê tudo acontece.
Qual sentido faz um quebra cabeça desmontado?
A vida é igual a um quebra cabeça, só fará sentido
se entendermos o contexto geral.
Seja sempre o autor de sua história, a transformação começa em entender a si mesmo para poder entender o próximo.
As partes fazem parte do todo e o todo começa a partir do momento que você cria sentido para sua vida.
Agora qual será o sentido que dará a sua vida daqui pra frente?
Um problema de dentro
Eu tenho estado cansado
Tenho tido pouco cuidado
Estou com olheiras bem traçadas
Resultantes de muitas batalhas
Maioria de conflitos mentais
Maior parte acidentais
Eu simplesmente falhei
São problemas que não evitei
Essa foi uma grande guerra
Que finalmente se encerra
Não me encho de orgulho
Preciso fazer melhor
E mostrar do que sou capaz
uma parte significativa da nossa breve vida depende muito do que conseguimos extrair do nosso entorno.
só não é tão simples quanto parece, uma vez que, a nossa capacidade de colher lições diárias seja de dores, pessoas e circunstâncias...está permanentemente ligada ao quanto nos progredir de dentro pra fora, ou seja, a maneira como interagimos com o mundo externo está atrelado a nossa realidade interna.
plantamos dentro, colhemos melhor fora.
nos transformamos dentro, e é refletido fora.
o choque com o mundo lá fora é mensurado pela influência da identidade que criamos no meio que vivemos.
Num domingo as 03:33 da manhã no auge da insônia me vem o seguinte pensamento:
Na minha trajetória de vida sempre tive altos e baixos, porem nada foi capaz de me parar ou me fazer desistir!
Tive grandes perdas porem nunca me perdi , a fé e a esperança são o meu combustível diário!
Não vivo para agradar ninguém, mas vivo para superar meus medos, minhas fraquezas, e provar a mim mesma que sou filha DO SURPREENDENTE, DO EXTRAORDINARIO E DO INFINITO
Vim a este mundo para seguir e quebrar regras, adquirir e compartilhar conhecimento, meu maior desafio é a minha própria evolução.
Como consequência ate aqui foi descobrir que no fundo , bem lá no fundo, temos que nos amar primeiro, viver nossos sonhos, Para quando chegar no ciclo final da vida, não dever nada nem a mim e nem a ninguém ... Sucesso é morrer sabendo que fiz e realizei tudo, tudo mesmo que eu quis fazer!
A arte de contar tudo
Passos, degraus, tempo… A arte de contar esta intrínseca mesmo naqueles não muito inclinados a área de exatas, afinal contar parece fundamental ao ser.
Crianças contam passos, contam degraus, sem contar o tempo, afinal tudo é novo e parece eterno, porém com o passar dos anos, deixam de contar os passos que contavam e os degraus que subiam? nem se fala.
“Como o simples fato de contar pode significar tanto?”
Como não significaria?
Quem conta passos, conta sua caminhada até a chegada ao lugar onde sempre sonhou estar, ou na maioria das vezes a quantidade de passos sem rumo que precisará dar ao menos até ter um norte.
Quem conta degraus, eu diria que conta com anseio ou apreensão. Anseio na subida em busca de chegar lá em cima o quanto antes e não só concluir a missão como sessar todo esforço que a subida exige. Apreensão na descida, pois apesar de comumente ser fácil uma hora isso acaba, sem contar que se chegamos ao chão esperando mais um degrau pra descer, a queda é certa!
Quem conta tempo… bem, aí as coisas complicam. Poderia numerar infinitas formas de contar o tempo, jovens costumam contar quanto tempo falta para as férias, adultos contam o tempo que falta para o 5º dia útil, agora idosos geralmente contam quanto tempo ainda têm com quem amam, talvez por isso os associamos a “sabedoria”.
Há quem conta tudo e eu diria que esses são os mais especiais! Diferente de tudo e de todos, a razão geralmente é predominante e contrário ao que muitos (e até eles) pensam, eles vivem intensamente. O medo de darem passos sem rumo os fazem parar para analisar, mas o medo de perder tempo parado os fazem correr o mais rápido possível. Tudo acontece e nada é capaz de parar, afinal o tempo não para. Sim, não deve ser fácil contar tudo, mas acredite eles sabem como ninguém, a importância de cada passo dado e degrau subido ou descido.
Por último aqueles que não contam nada, admirados por muitos, são aqueles que simplesmente vivem, e estranhamente vivem intensamente, mas em paz! Andam, param, correm, sobem e descem, pra lá e pra cá. Vivem sem se preocupar se o próximo passo será o último, à eles é preciso cuidado, pois nem tudo dura pra sempre. Espero que não percebam tarde demais.
Enfim, obrigado por me ensinar a contar novamente.
Seguimos desmatando, ignorando a Amazônia,
Qual é o ponto que almejamos nessa insensatez tamanha?
Sob um calor extremo, sofremos, os ricos, sem a menor preocupação.
Frutos do eurocentrismo, visão distorcida,
Descartamos a teoria de nossa origem na terra,
Mas sem ela, como manteremos a chama da vida?
Evoluímos, mas à natureza tratamos com desdém, corroendo a alma,
Por que destruir o único fio que nos conecta?
Fio que atravessa gerações, e ainda assim, jogamos a sujeira no chão.
Encerro este poema com um pedido de desculpas, pois no fim,
Também sou filho desse fruto que destrói.
A Dança da Insignificância
A LIFE, um palco escuro, um palco sem plateia.
Um amanhecer que se esvai antes mesmo de nascer,
uma promessa de sol que se dissolve em névoas cinzas.
Um falso sol "entardescente", enlouquecedor em pleno horizonte,
a melodia fúnebre da existência,
uma sinfonia de morte que ecoa em cada batida do coração. TUM-DUM- TUM-DUM…
A queda, a queda eterna,
um ciclo vicioso que nos arrasta para o abismo,
sem trégua, sem esperança, sem piedade.
Cada passo em frente, um passo para trás,
um eterno retorno ao ponto de partida.
Sem sentido:
Nascer para morrer,
levantar para decair,
Uma dança macabra onde o ritmo é a própria finitude, de mãos dadas estamos com os dias contados.
Sorrisos, máscaras frágeis que tentam esconder a dor,
uma farsa que se dissipa com o vento.
A dor, um fantasma que nos assombra,
uma sombra que nos acompanha num passo a passo em toda a LIFE.
Lágrimas diamantadas,
um brilho que se dissolve em lágrimas de sal,
um lembrete cruel da fragilidade da vida.
O riso, um eco distante,
uma lembrança tênue de um tempo que não existe mais.
Um grito silencioso que se perde no vazio,
uma tentativa desesperada de negar o inevitável.
Olhar sincero,
olhar vazio,
olhar de quem já não tem nada a perder,
de quem já não tem mais esperança.
Pois, é isso!
A dança sem música,
a valsa do desfiladeiro da inevitabilidade.
A vida, um palco sem luz,
uma dança macabra sem fim,
um eterno retorno à morte.
A morte, a única certeza,
a única verdade.
A morte, o único refúgio,
o único descanso.
O que resta?
O que resta é a dança,
a dança sem música,
a dança da vida e da morte,
a dança da inevitabilidade.
O que resta é a dor,
a dor da existência,
a dor da finitude.
O que resta é a esperança,
a esperança de um amanhecer que nunca chega,
a esperança de um sol que nunca brilha.
O que resta é a vida,
a vida em sua fragilidade,
a vida em sua beleza,
a vida em sua crueldade.
E assim dançamos,
nós, seres insignificantes,
neste palco sem luz,
neste desfiladeiro da inevitabilidade,
nesta dança macabra sem fim.
E assim dançamos,
até que a música pare,
até que as luzes se apaguem,
até que a cortina caia.
E assim dançamos,
até que a morte nos leve,
até que a morte nos abrace,
até que a morte nos liberte.
Free me from this meaningless life!
A.C -> 22/08/2024
A vida
A vida é um entrelaçar de momentos, cada um com sua própria textura e cor, formando um tapeçário único que se revela ao longo do tempo. Em meio ao fluxo constante dos dias, frequentemente esquecemos de parar e refletir sobre a importância desses momentos que, à primeira vista, parecem comuns, mas que, na realidade, carregam uma profundidade inexplorada.
Cada instante é como uma gota em um oceano vasto e misterioso. Há momentos que se destacam com clareza, como estrelas em uma noite escura, guiando-nos e deixando uma marca indelével. São esses momentos únicos, aqueles que nos fazem sentir a plenitude da existência, que muitas vezes ficam gravados na memória como joias preciosas. A primeira vez que sentimos o calor do sol em uma manhã fria, o sorriso de alguém que amamos, ou a realização de um sonho, são essas experiências que transformam a simplicidade do cotidiano em algo sublime.
No entanto, também há momentos que, embora não tão evidentes, são igualmente significativos. São os momentos de introspecção, quando nos deparamos com nossas próprias fragilidades e forças. São os intervalos silenciosos entre as ações, quando permitimos que o tempo nos ensine e nos revele novas perspectivas. Muitas vezes, são esses momentos aparentemente insignificantes que, em retrospectiva, revelam seu verdadeiro valor e impacto em nossas vidas.
Refletir sobre a vida é perceber que cada momento, seja ele de alegria ou tristeza, é uma peça essencial no grande mosaico da existência. É reconhecer que a beleza da vida reside não apenas nos grandes eventos, mas também nas sutilezas do cotidiano. O que realmente importa é como vivemos esses momentos, com consciência e gratidão, e como eles moldam nosso ser e nosso caminho.
Portanto, ao olhar para trás e rever os momentos que nos definiram, é fundamental lembrar que cada instante tem seu papel e sua importância. A vida, com sua infinidade de momentos, é uma tapeçaria em constante evolução, e somos nós que a tecemos com a nossa experiência e percepção. Valorizar cada momento, reconhecer sua singularidade e permitir que ele nos transforme é o verdadeiro segredo para uma vida plena e significativa.
Hoje vem em minha memória alguns momentos marcantes de muitas sementes que eu plantei no decorrer do tempo. Como gostaria de focar mais nas boas sementes, sementes objetivas, mas seria dissimulado eu não expor que muitas vezes semeei sementes execráveis, súbitas, que imprevisivelmente num um piscar de olhos tirou-me do foco. Se não fosse a misericórdia e a graça que temos em Jesus, jamais teríamos o fôlego da vida pra continuar.
Livro: Servir, o maior dos desafios
Uma Poema Sem Título
E se a vida fosse um livro?
E se a cada dia fosse uma página nova?
Excêntrico...
Haveria livros pequenos, e outros, maiores.
Haveria de haver livros bem parecidos e todos com um final.
Extravagante...
Tão pouco de aventuras
Tampouco emocionantes
Esdrúxulo.
A maioria seria triste.
Além disto há livros repetidos e clichês que quase não tem nada de interessante.
Esquisito.
Embora que hoje nem há mais livros físicos, agora só tem digitais, MUITOS!
Eu teria meus favoritos, é claro, aqueles que estão escritos numa coleção de outros livros na minha prateleira, como numa árvore genealógica, sem lógica...
Estranho
E além do mais, todo livro é uma poesia. Todo livro merece ser lido e todo deve ser escrito.
-Não jogue fora o seu, tem gente que precisa! -
E o porquê de tantos livros? Ainda não tive tempo para saber, ando muito ocupado escrevendo o meu.
O que é essa sensação que me toma?
Que me faz caminhar mais leve e não me
Preocupar tanto com a direção?
Meus ombros já não estão tão curvados,
Minha mente é como um lago tranquilo e claro.
Os pensamentos não fogem do negativismo,
Senão o acolhem e tranquilizam:
“Vamos ficar bem, tudo se ajeita!”.
O tempo muda tudo,
Ou pelos menos tenta.
A vida é um sopro.
Quando menos se espera, a passagem por aqui acaba. Já era. Por isso, tente não brigar com as pessoas, seja mais tolerante, viva, cante e curta mais. Queira beber, gritar, correr e beijar muito. O fim da vida não traz arrependimento; apenas será você e sua consciência. Por isso, nunca se apegue a bens materiais e status. Tente desapegar da arrogância, abrace a humildade e busque, todos os dias, a felicidade nos momentos mais simples. A vida é muito breve para que você queira sempre ter razão; por isso, tente diminuir essa ideia a cada dia, policiando-se para não discordar de todos e passar o tempo discutindo, apontando e julgando. Agora, enchi uma taça com vinho, brinde à vida e decida manter apenas boas relações. Queira ser uma pessoa que seja lembrada com gratidão e saudade. Goste de pessoas que gostam de pessoas, faça a vida valer a pena e, ao seu lado, só estarão pessoas que valham; afinal, a vida tem começo, meio e fim. Você já parou para pensar em qual estágio da sua passagem por aqui você está e o que vai deixar? Pense nisso... e viva!
Conversa sobre ciclos
E os ciclos da vida?!, aprendemos que a vida se resume em instantes de bons momentos, crescemos na ilusão de que esses bons momentos são raros e que eles são os únicos motivos o valer a pena da vida.
Quando adultos somos obrigados a iniciar e concluir ciclos, carregamos traumas, feridas piores que as que tínhamos na infância, pois acreditamos que as de agora são da alma,
Vivemos tão intensamente que perdemos a identidade própria, não sabemos mais quem somos ou para onde vamos, afinal a vida não vai dar uma pausa para você recalcular a rota e encontrar os sentidos.
As mensagens agora precisam ser respondidas em segundos, as mensagens curtidas no momento exato que vemos, os telefonemas agora assustam e são rejeitadas, as mensagens de áudio não podem exceder 1 minuto, afinal, ninguém tem mais tempo, todos estão com pressa para alguma coisa.
As prioridades são outras, as lacrações são mais importantes que a solução, o ter razão é mais importante que o ser a razão... No final, percebemos tarde demais que fazemos parte de um ciclo biológico, onde somos formados em mícrons em células aglomeradas e disformes, e morremos da mesma forma, nos tornando adubos para reino vegetal, e a alma olha para trás e sente -se triste por não ter percebido isso antes e ter vivido mais e da melhor forma.
Percebendo que o fim de tudo que perece é inevitável, começamos a pensar com a alma e não mais com cérebro, passamos a admirar o pôr do sol e os momentos a sós, procuramos valorizar os momentos com quem amamos e ajudar ao próximo se torna uma bela razão para viver, pois assim podemos refletir e evoluir na lição que só o silêncio nos ensina, um segundo, um minuto, uma vida, a eternidade... Agora tudo faz sentido!!!
Autor: Júnior Guerra
Meu tempo
Talvez eu, Filipe, curta minha vida em bem menos tempo que a sua.
Quanto tempo leva? Essa é a pergunta que fazemos para quase tudo antes de começar, não é? Inclusive quando nos deparamos com um textão como este ou mesmo antes de ir, arrumar ou melhorar alguma coisa. A pergunta é sempre a mesma: será que vale o meu tempo?
E, sim, acredito que o tempo é apenas uma questão de contexto. Sua vida passa em um ritmo bem diferente do meu. Vou te explicar:
Quando falamos sobre tempo, podemos pensar em duas dimensões:
O primeiro você já conhece bem: é o tempo físico, o espaço-tempo. Ele é baseado no movimento da Terra em relação ao Sol e divide nossas vidas em horas, dias e anos. Apesar de parecer uma regra absoluta e inquebrável, não é tão linear assim. A física já mostrou que ele pode se curvar, desacelerar ou acelerar dependendo de fatores como gravidade e velocidade.
O segundo é o que faz meu tempo passar diferente do seu. Ele altera a velocidade de forma inconsciente, inconstante e, eu diria, fascinante.
Esse “tempo” diferente é mais sutil. Talvez nem devesse ser chamado de “tempo”, mas vamos chamá-lo de tempo subjetivo. Ele é baseado na percepção de cada pessoa, na forma como vivemos e sentimos os momentos.
Em uma competição, por exemplo, os segundos que antecedem a largada podem parecer intermináveis. Já em uma boa conversa, daquelas que não acontecem há muito tempo, o tempo simplesmente desaparece. Uma hora parece vinte minutos?
Esses dois tipos de tempo — o físico e o subjetivo — coexistem e se cruzam o tempo todo. Enquanto o tempo físico nos dá estrutura, o tempo subjetivo nos dá profundidade.
Ok, eu sei que você já percebeu isso em alguns momentos. Mas já se perguntou como seria se isso acontecesse o tempo todo? E se sua vida inteira fosse assim?
Deixe-me te alertar: ela já é.
Começa no trabalho, passa pelo tempo que você gasta no celular, no convívio com suas companhias, e até na criação deste texto aqui. Tudo isso acontece no tempo real, mas é vivido no tempo subjetivo.
Esse tempo subjetivo muda de pessoa para pessoa, de dia para dia. Ele é afetado pelo que vivemos, pelas nossas emoções e até pela repetição da rotina.
A qualidade do seu tempo e a forma como ele passa podem ser moldadas, podem ser aprimoradas. O segredo é criar um “algoritmo” orgânico na sua mente, que torne sua visão das coisas mais interessante e profunda.
A verdade é que viver é contextual. O tempo não é apenas uma contagem universal, mas também uma experiência única, que se molda ao significado que damos aos momentos.
No fim, não importa quanto tempo passou no relógio. Geralmente, a felicidade está inversamente ligada a isso.
E, se ao olhar para trás você sentir que a vida está passando rápido demais, talvez — só talvez — você esteja vivendo.
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