Textos de Reflexão

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COMO SABER SE ESTAMOS MUDANDO DE IDEIA POR BOAS RAZÕES?

Mudar de opinião não é necessariamente sinal de abertura intelectual.

Também podemos mudar de opinião por pressão, medo, conveniência, pertencimento ou desejo de aceitação.

Isso cria uma questão interessante.

Se permanecer preso a uma crença pode ser um problema, abandonar rapidamente uma crença também pode ser.

Então qual é o critério?

Talvez a questão não seja simplesmente mudar ou permanecer.

É descobrir por que mudamos e por que permanecemos.

Uma pessoa intelectualmente autônoma precisa ser capaz tanto de revisar uma crença diante de melhores razões quanto de sustentá-la diante de pressões insuficientes.

Autonomia não é flexibilidade ilimitada.

É capacidade de calibrar revisão e resistência.

Existem momentos em que aprender significa mudar. Existem momentos em que discernir significa não mudar.

Por isso gosto de uma formulação: Se penso, resisto; se resisto, existo.

Resistir, aqui, não significa fechar-se ao conhecimento.

Significa impedir que qualquer influência adquira automaticamente poder suficiente para reescrever aquilo que pensamos.

Mas resistência também precisa ser examinada. Caso contrário, autonomia vira teimosia.

A pergunta decisiva talvez seja: “Que evidência seria suficiente para eu revisar isto?”

Se a resposta for “nenhuma”, talvez já não estejamos defendendo uma conclusão.

Estamos protegendo uma identidade.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

POR QUE SABER MAIS PODE NOS FAZER PERCEBER O QUANTO NÃO SABEMOS?

Existe uma ideia intuitiva de conhecimento segundo a qual aprender significa reduzir dúvidas.

Muitas vezes acontece o contrário.

Quanto mais profundamente conhecemos determinado assunto, mais percebemos suas exceções, limites, controvérsias e perguntas ainda abertas.

A ignorância pode ser confortável porque simplifica.

O conhecimento frequentemente complica.

Isso não é defeito. É maturidade epistemológica.

Quem conhece pouco pode enxergar duas alternativas. Quem conhece mais talvez perceba vinte.

Quem conhece pouco pode exigir certeza. Quem conhece profundamente talvez saiba exatamente por que determinada certeza não é possível.

Por isso, confiança e conhecimento não caminham necessariamente na mesma proporção.

Existe uma competência importante em conseguir calibrar aquilo que sabemos com aquilo que acreditamos saber.

Essa capacidade é fundamental para discernimento.

Não basta acumular conhecimento. Precisamos reconhecer seus limites.

A frase “não sei” pode representar ignorância.

Mas também pode representar uma das formas mais sofisticadas de conhecimento.

Há pessoas que não sabem porque não aprenderam.

E há pessoas que sabem o suficiente para reconhecer aquilo que ainda não podem afirmar.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

COMO SABER SE UMA DECISÃO É NOSSA OU APENAS PARECE NOSSA?
Tomamos decisões dentro de ambientes que já estavam funcionando antes de chegarmos.

Família. Cultura. Mercado. Religião. Grupos. Algoritmos. Experiências. Medos. Desejos. Autoridades.

Nenhuma decisão nasce em um vazio.

Isso torna uma pergunta aparentemente simples extremamente difícil: quando uma escolha pode realmente ser chamada de minha?

Talvez autoria não dependa da ausência de influência.

Se dependesse, nenhuma decisão humana seria verdadeiramente autoral.

Autoria pode estar na capacidade de reconhecer influências, examiná-las e decidir quanto peso cada uma merece.

Em vez de perguntar “Fui influenciado?”, perguntamos: “Como fui influenciado? Por quem? Por quê? Quanto essa influência participou da minha decisão? Eu a teria autorizado se tivesse percebido sua presença?”

É nesse ponto que autonomia deixa de ser isolamento e se torna discernimento.

Não somos autores porque escrevemos sem referências.

Somos autores porque assumimos responsabilidade pela composição final.

Consciência sem autoria é perceber a vida e permitir que outros a escrevam.

E autoria sem consciência talvez seja apenas acreditar que seguramos a caneta enquanto alguém escolhe as palavras.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

COMO SABER SE ESTOU TOMANDO UMA DECISÃO PELA EMOÇÃO?

Sentir não é decidir.

Uma emoção pode ser legítima, intensa e até necessária sem que, por isso, deva determinar aquilo que faremos.

O problema começa quando confundimos a força com que sentimos com a autoridade que aquilo que sentimos merece possuir sobre nossas decisões.

Entre sentir e agir existe um espaço.

É nesse espaço que podemos perguntar: o que estou sentindo merece ser ouvido, mas merece ser obedecido?

Nem toda emoção precisa desaparecer para perder o comando.

Às vezes, amadurecer emocionalmente não significa sentir menos.

Significa sentir intensamente sem autorizar intensamente.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

COMO SABER SE ESTOU CONFUNDINDO CERTEZA COM VERDADE?

Ter certeza não é ter razão.

A certeza descreve o quanto estamos convencidos.

A verdade não depende da intensidade da nossa convicção.

Podemos acreditar pouco em algo verdadeiro e acreditar profundamente em algo falso.

Por isso, quanto maior a certeza, talvez maior devesse ser nossa disposição para perguntar de onde ela veio.

Quais evidências sustentam aquilo que penso?

O que poderia demonstrar que estou errado?

Estou defendendo uma conclusão ou protegendo minha identidade?

A certeza pode encerrar uma pergunta.

O discernimento a reabre quando necessário.

Não basta perguntar se tenho certeza. É preciso perguntar se minha certeza merece a autoridade que estou concedendo a ela.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

COMO SABER QUANTO PESO DAR À OPINIÃO DE ALGUÉM?

Nem toda opinião merece o mesmo peso.

Mas também não deveríamos avaliar uma ideia apenas pelo prestígio de quem a pronuncia.

Especialistas podem saber mais.

Pessoas próximas podem conhecer melhor nosso contexto.

Experiências pessoais podem oferecer pistas.

E nenhuma dessas coisas transforma automaticamente uma opinião em verdade.

A pergunta madura não é simplesmente:

“Em quem devo acreditar?”

É:

“Quanto peso esta pessoa merece exercer sobre esta decisão específica e por quê?”

Autonomia não significa ignorar influências.

Significa aprender a regulá-las.

Porque pensar por si mesmo não é pensar sozinho.

É impedir que alguém pense definitivamente em nosso lugar.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

POR QUE TER MUITA INFORMAÇÃO NÃO SIGNIFICA SABER DECIDIR?

Nunca tivemos acesso a tantas respostas.

E talvez nunca tenha sido tão importante saber quais delas não merecem nossa confiança.

Informação aumenta possibilidades.

Não garante julgamento.

Podemos possuir dados e interpretar mal.

Consultar inúmeras fontes e selecionar apenas aquelas que confirmam aquilo em que já acreditávamos.

Receber uma resposta correta e atribuir a ela o peso errado.

Por isso, o problema contemporâneo talvez não seja apenas acesso ao conhecimento.

É aprender a decidir quanta autoridade cada informação merece receber.

A informação oferece respostas.

O discernimento pergunta quais respostas merecem orientar nossas decisões.

Porque estar informado não significa estar formado para julgar a informação.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

COMO SABER SE UMA INFORMAÇÃO MERECE CONFIANÇA?

Antes de perguntar se uma informação é verdadeira, talvez precisemos perguntar por que estamos inclinados a acreditar nela.

Porque veio de alguém conhecido?

Porque confirma aquilo que já pensávamos?

Porque apareceu muitas vezes?

Porque provoca medo?

Porque possui aparência científica?

Porque todo mundo está repetindo?

Familiaridade não é evidência.

Repetição não é demonstração.

Popularidade não é verdade.

Autoridade não é infalibilidade.

E desconfiança também não é discernimento.

Discernir exige mais do que aceitar ou rejeitar.

Exige aprender a calibrar o peso que uma informação merece exercer sobre aquilo que acreditamos e decidimos.

Não se trata de acreditar em tudo.

Nem de duvidar de tudo.

Trata-se de aprender por que acreditamos no que decidimos acreditar.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

Caranguejo


Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...


Momentos frios,
momentos quentes,
e agora a boca,
antes mentolada,
tem gosto de metal
e está árida - vazia;


O corpo exausto,
a visão em caleindoscópio
com imagens em preto e branco,
misturam-se ao caminhar
em compassos de melancolia
e perdidos...


Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...


Parece que Deus não está aqui,
mas seres celestiais de branco
alertam minha percepção,

Confundem a amargura
com um abismo
do futuro amanhã,
ou o que ficou de um ontem
que para muitos nunca chegará.


A boca agora sedenta,
o corpo ainda fatigado,
e lá no fundo surge o
desejo de adormecer
para sempre...


Uma picada,
uma mera picada
e tudo que achava saber,
se perde na tempestade
do ser que se esvai
dentro de mim num conflito
celular n'outro eu,


...E minha inspiração...,
Esta se perde no ar das nuvens cinzentas
que passam e me trazem
um certo conforto sem reflexões,
um silêncio tétrico e gótico.


Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...


Suspiro então, olho o céu...
Agora vejo Deus aqui,
está cercado por anjos.


Marcelo HB


Não mentimos, ás vezes só não temos tempo
para dizer tudo que é necessário dizer...


Isto é sobre(vida).


O Título "Caranguejo" vem do grego karkinos. O pai da medicina, Hipócrates, usou a palavra para descrever tumores sólidos. A doença câncer recebeu esse nome, pois o aspecto visual do tumor, lembrava o casco e as patas do animal, com ramificações que se agarram aos tecidos.Fonte: drjoaoelias.com


Merecer vida é graça, viver é benção...

Aquietai o vosso coração, tudo que a Tempestade de Fora precisa — é saber o tamanho do Deus que vive nele.


Tenha fé, aquietai o vosso coração!


Porque, por mais que os ventos lá fora pareçam berrar tragédias e anunciar derrotas, eles, nada sabem sobre o tamanho do Deus que se levanta aí dentro.


A tempestade só mede forças com o que vê; nós, porém, só caminhamos sustentados pelo quanto cremos.


Aquietai o vosso coração!


A fúria do lado de fora só precisa descobrir que, dentro de cada um de nós, habita um Deus que não se intimida com ondas, nem se retrai diante de trovões.


Ele não entra em pânico, não se atrasa e nem negocia Sua soberania.


Aquietai o vosso coração!


Porque quando o interior se alinha à paz que vem do Alto, o exterior perde o direito de comandar o medo.


E a tempestade — por maior que seja — percebe enfim que jamais poderá derrotar um coração onde Deus faz morada.


Aquietai-o, portanto — não porque tudo está calmo, mas, porque Aquele que vive em nós, é infinitamente maior do que tudo que ousa rugir lá fora.


Assim seja, amém!⁠

⁠Um pai imprestável é igual ou até pior que um c0rn0: o último a saber dos feitos dos próprios filhos.


Há ausências que gritam mais alto do que qualquer traição.


O pai imprestável não é apenas o que erra — é o que se ausenta do palco onde a vida do filho acontece.


Enquanto aprende tarde demais, não porque foi enganado, mas, porque nunca quis olhar.


Ser o último a saber não é azar, é consequência.


Não da falta de informação, mas da falta de presença.


Porque quem caminha junto percebe os passos antes do tombo, os sonhos antes da fuga, os feitos antes do aplauso alheio.


A ignorância, nesse caso, não é inocência: é abandono disfarçado.


E o preço disso não se paga em humilhação pública, mas em vínculos que não se formaram — e em histórias que o tempo já contou sem ele.

⁠Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?


Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.


Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.


A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.


Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.


E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.


Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…


A Espiritual e a Intelectual.


Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.


O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.


É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.


Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.


E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.


Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.


Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.


Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?


Até quando somos ou tentamos ser fiéis?

✨O Brilho que não se Rouba✨
​Ela quis o seu sorriso, sem saber o que ele custa,
Buscou no espelho a forma, mas encontrou a alma injusta.
Cobiçou o fio do cabelo, o tecido da vestimenta,
Mas a paz que em ti transborda, nela apenas vira tormenta.
​Agrediu por impotência, pois no fundo ela sentia:
Não se compra o amor de casa, nem se herda a alegria.
Quis a posse, quis o luxo, ser rainha em pedestal,
Esqueceu que a luz do peito é o que vence qualquer mal.
​Ela ostenta o que é de fora, mas habita o deserto,
Invejando o teu abraço e o teu destino tão certo.
Enquanto ela grita e fere, em sua pobre imaturidade,
Tu segues sendo riqueza... ela, apenas vaidade.


Elfo Maia

Inspiração ✨
​Que privilégio silencioso saber que a minha jornada serve de inspiração para quem ainda busca a própria direção e tenta escrever a sua história.
​Recebo essa admiração como a prova de que a verdade, o afeto e a dedicação que coloco nos meus dias transbordam e iluminam os outros.
​Gratidão por me admirar e por buscar a sua direção em meu brilho
- AMANDA TAMIRIS DA MAIA

Uma parte de mim
descansa por saber
que leva em si a tradição
entre belas montanhas,
sem perder esperanças.


Nasceu capaz de sair
muito antes da Primavera,
se for preciso fazer guerra
contra qualquer guerra,
e contra qualquer quimera.


Jamais por escolha
e nem por ter nascido
forjado para a guerra,
e sim por amor à terra,
nenhum pouco efêmera.


Com o brilho cortante
da estrela mais brilhante
do rigoroso Inverno
e nascido tão belo,
que ouso chamar
de meu o seu Universo.

Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.


Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.


O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.


Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.

Você quer saber por quê?
Ele sabe a resposta.
Eu só tenho uma história
para compartilhar
como tudo aconteceu.


Talvez eu nem nunca mais
irei tomar conhecimento.
Uma inteligência espetacular
que tem dominado
até hoje o meu pensamento.


Uma capacidade de dialogar,
que me deixou mais balançada
do que quando a tempestade
sopra o sino dos ventos feito de Ágata.


[Deixo aqui a confissão mais desarmada]

Disseste-me que tens
uma mente louca;
fiquei bem contente
por saber que
tens o suficiente
para lidar com a minha,
com o igual encanto
da Ilha da Magia.


​Tens as qualidades
para sabotar todas
as minhas defesas
e transformar diariamente
cada uma delas
num parque de diversão
para o amor e a paixão.
​
Que bom que você
seja assim deste jeito!
Por favor, não mude, não!
​Porque é um sinal
de que nós dois de tédio
não padeceremos,
e frutos colheremos.


​Até mesmo quando
formos colher guabirobas,
será razão para doçuras,
trocas de assanhamentos,
e sem precisar que adivinhemos.

" 'Ele disse: Quando minha mulher quis saber porque cheguei de madrugada, cheirando a perfume e a uísque, eu disse: "Reservo-me o direito de ficar calado'. Pelo que vi, não funcionou..."
Frase Minha 0364, Criada no Ano 2009


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"O que também me fez fugir das redes sociais foi aquela menina que quis saber meu peso e altura. Achei que ela iria me presentar com um caixão. Oh, Raios... Qual outra razão para tal pergunta?"
Frase Minha 0460, Criada no Ano 2010

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com